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A seguir, TV Câmara ao vivo. Вот. Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Nós estamos chegando hoje, segunda-feira, Estúdio Câmara na sua tela ao vivo, dia 3 de agosto. Agosto, seja bem-vindo. Uma semana linda para mim e para você. Hoje vamos conversar sobre parentalidade aqui no estúdio Câmara. Mães reais, pais reais. Ter um filho muda tudo. Será que muda? Ah, muda, muda horários, muda conversas, mudam os planos e até a forma com que a gente enxerga a própria vida. Antes do bebê chegar, muitos casais imaginam como será essa nova fase, né? Muita expectativa, mas a realidade costuma vir acompanhada de noites mal dormidas, inseguranças, descobertas e um aprendizado que acontece todos os dias. E não é porque existe amor que tudo acontece de forma natural ou perfeita. Entre a felicidade de ver um filho crescer e o desafio de dar conta de tantas responsabilidades, existe vida real de milhares de famílias. E é sobre essa realidade que vamos conversar hoje aqui no estúdio Câmara ao vivo com você que tá aí do outro lado. Conosco já as nossas convidadas. Daqui a pouquinho vamos apresentá-las. Mas antes quero que você participe com a gente. Esse convite é bem interessante. Participe conosco, mande a sua experiência ou então conte pra gente com a chegada dos filhos o que mudou na sua vida. WhatsApp tá na tela, 199729377. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho vamos apresentar as convidadas do programa de hoje. Estamos ao vivo. Segunda-feira, TV Câmara Campinas. Estúdio, Câmara ao vivo para você. Vamos de informação. Olha só, a Câmara de Campinas realizou na última sexta-feira a segunda e última entrega de doações para a campanha do Agas 2026, totalizando 357 kg de roupas, calçados, cobertores e itens de invernos arrecadados pela casa. As peças passarão por triagem e serão destinadas prioritariamente aos abrigos municipais à população em situação de rua, entidades e assistência eh entidades assistenciais e programas sociais do município. Desde já nós agradecemos você, né, que passou pela Câmara, que fez a sua doação, a todo o pessoal da Câmara também que doou. muito importante, né, essa esse momento para que a gente possa ajudar a aquecer aí a vida, né, e alguns momentos das pessoas que precisam. Bom, gente, e hoje, segunda-feira, dia 3, o legislativo retoma as reuniões ordinárias com a realização da reunião ordinária de número 40. A reunião inicia às 6 da tarde no plenário José Maria Matozinho. Você está convidado para participar. Entre os principais itens da pauta estão a votação em segunda discussão do projeto que cria a política municipal de proteção às pessoas com doença celíaca e também a proposta que inclui pessoas com transtorno do espectro autista o TEA como grupo prioritário nos programas habitacionais de interesse social de Campinas. A sessão será transmitida ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, também pelo canal da emissora no YouTube e você também pode acompanhar no site da TV Câmara Campinas. E agora, previsão do tempo para esta segunda-feira, a primeira segunda-feira do mês de agosto. Vamos lá. Hoje nós temos aí um tempo firme, porém algumas nuvens no céu, mas nada que interfira, tá? A mínima 13, máxima 27º. Seguimos no inverno, mas hoje um clima bem diferente do inverno, né? Hoje a máxima de 27, mínima 13, máxima 27. Então a gente já sabe que a sensação térmica é de 30º. Então bora hidratar esse corpinho aí. Vamos pra segunda-feira que ela tá só começando e o nosso programa também. Vamos conversar, vamos desinfluenciar você que acompanha aí as redes sociais e vê os influenciadores falando da maternidade. Gente, a maternidade é maravilhosa, mas ela também, né, tem aí seus percalços. Então, vamos lá. Quem é que já passou pela chegada do primeiro filho? Quem já passou por isso sabe que existe uma diferença enorme entre imaginar e viver essa experiência. De repente, aquela rotina que parecia organizada deixa de existir. O relógio, ele passa a funcionar no ritmo do bebê. Dormir vira prioridade, sair de casa exige planejamento e até uma conversa tranquila entre o casal pode sim ficar para depois. Ao mesmo tempo que nasce uma nova família, também nascem dúvidas, medos, cobranças e expectativas. E aí, como preservar a relação do casal? Como dividir as responsabilidades e lidar com a culpa de não conseguir fazer tudo. É, a gente precisa aprender sobre isso. E para falar sobre os desafios e as descobertas dessa fase, nós recebemos duas especialistas no assunto. Vamos conversar, mas antes dar claro as boas-vindas e o bom dia para a psicóloga materna infantil Paula Mangabeira. Seja muito bem-vinda. Bom dia. Obrigada pela sua participação. Bom dia. Obrigada. Nós que agradecemos. Para completar o time de hoje, olha só, cientista social e demógrafa Joyce Vieira. Seja bem-vinda. Obrigada. Bom dia. Bom dia. É um prazer estar aqui com vocês. Prazer é todo nosso. E vamos falar sobre maternidade. Muita gente, né, idealiza, planeja e fala da maternidade como se fosse algo assim maravilhoso. Pera aí, Rúber. Coloca uma aspas. é maravilhoso. Eu sou mãe e a gente eh fica eh é vibrante com tudo isso. Mas, gente, a chegada do primeiro filho traz aí algumas adaptações. Então, eh quando o bebê finalmente chega, eu gostaria de saber qual que é o impacto, né, na vida do casal. Eh, qual costuma ser esse encontro entre a expectativa e a realidade? Essa pergunta vai pra Paula. Nos explique, por favor, por que que a gente cria tanta expectativa, porque que a gente desenha tanto e de repente a gente se depara de uma forma que a gente pensa, eu não vou dar conta. Na verdade, existe uma idealização que é construída desde a infância, né? Eh, a gente brinca lá de boneca, a gente idealiza uma família, a gente planeja e como você bem disse, não é bem assim que acontece, né? O bebê idealizado, ele vem da forma dele, não da forma que a gente imaginou. Uhum. Então, eh eh a gente tem que, primeiro de tudo, ter isso em mente, né? consciência de que eh a gente vai ser pego de surpresa e a gente tem que se adaptar ao que realmente vai aparecer depois, né? O bebê vem, a família muda, a gente não tem mais como retomar quem a gente era, mas a gente pode construir quem a gente vai ser. Maravilha. E é isso que realmente acontece, né? Até nos últimos dias da gravideza, a gente idealiza uma vida que de repente não é a realidade e tá tudo bem, porque vem uma nova vida pro nosso mundo e aí nós precisamos nos adaptar. Agora eu pergunto pra Joice, eh, quando a gente fala de rede social, Joice, parece que todo mundo tá dando conta de tudo, tá todo mundo sendo feliz o tempo todo. E quando a gente fala de maternidade, tem muita romantização nesse momento, né? Então, eh, qual que é o impacto dessa expectativa de perfeição que existe hoje sobre os pais e as mães? Essa é uma ótima pergunta, né? Acho que quando a gente fala de família, eh, de parentalidade, a gente tem sempre que trabalhar expectativas, eh, idealizações e, e a realidade, que é o nosso principal hoje. Eh, do ponto de vista da demografia, o que a gente observa é que toda essa pressão e essa visão de que a maternidade tem que ser perfeita tem levado muitas pessoas até a desistirem de serem mães, né? Assim, a gente sabe que hoje a fecundidade brasileira nunca esteve tão baixa, né? a gente tem 1. filhos por mulher como média no Brasil, né? E por que que isso acontece? Eh, porque a primeiro é instabilidade econômica, né? Incerteza em relação a ao futuro. Eh, para aqueles que de fato realizam a a parentalidade, que vem a ter um filho, essa preocupação com com o sustento, com lidar com a gestão do tempo, né? a cobrança também eh da vida eh profissional, né? Quer dizer, hoje a a o papel de mãe é apenas um entre os muitos papéis que essas mulheres estão tendo que equilibrar, né? E e a gente ainda vive uma sociedade em que a o peso sobre a maternidade ainda é muito maior do que sobre a paternidade, né? Então assim, a mulher quando ela engravida, ela é uma mãe compulsória, né? o pai muitas vezes se vê numa posição como se ele ainda pudesse escolher eh ser pai ou não, né? Então, acho que o primeiro passo eh paraa gente lidar com essa realidade é também equilibrar um pouco esses papéis. Uhum. Eh, é também ter mais eh companheirismo, né? e também eh romper com com essa pressão de que a gente tem que estar bem o tempo todo e lidar com todas essas frentes, com trabalho, com família, com filho, eh com com a estética, eh como se você pudesse ser 100% em tudo, todo o tempo. Isso não vai acontecer, né? E o que a gente observa também é que a no Brasil e em outros países também existe uma grande chance de ruptura depois desse primeiro filho, né? que os casais eh se separem depois de ter esse primeiro filho, né? E aí tem muita discussão de por que isso acontece. Eh ah se é uma última cartada que muitas pessoas às vezes esperam que o filho eh ajude a manter a união conjugal ou também pode acontecer eh de que todas essas transformações que a Paula eh mencionou, que essas pessoas esse esse novo eu não se reconheça mais dentro do casal. né? E e essa essa nova pessoa a gente vai ter que aprender e se conhecer eh novamente. Então, realmente uma transformação eh uma das maiores transformações da vida, né? Claro que são várias que a gente tem, mas essa com certeza define muito do que que vai ser eh essa nossa persona, essa pessoa que a gente vai ser eh na maturidade, né? o filho ele também tem esse papel eh transformador e que às vezes as pessoas não estão tão abertas a essa mudança. Exatamente, né? E quando a gente fala de social, tem a questão da da comparação, que as redes sociais elas elevaram demais a comparação hoje em dia e e todo mundo se compara. E aí, se você for ver eh mulheres, né, eh pais, enfim, eh pessoas que que têm o primeiro filho, a gente ela eles vão mostrar tudo que é de mais belo, que é de mais lindo e que tem sim nesse momento, mas eh o sofrimento, a adaptação, eh a insônia ou de repente o não conseguir dormir e ter que trabalhar a família meio que eh confusa, isso ninguém mostra, né? E aí a gente precisa falar que isso existe, mas nós podemos aprender a lidar com toda essa situação. Ô Paula, quando eh nasce um bebê, muitos dizem que com o bebê também nascem os pais. Isso vem de encontro eh com a fala eh da nossa colega. Por quê? Porque é uma transformação, mas uma transformação de alguém que a gente não planejou porque a gente não sabe como vai ser, como lidar com as emoções nesse momento. E a questão é, você vai pro hospital, você ganha o bebê e em questão de 2 horas, você já não é mais a mesma pessoa que entrou no hospital. Você entra uma e você sai outra e você sai com um serzinho nos seus braços. É um turbilhão de emoções, né? E você concorda que quando nasce um filho, nasce um pai e uma mãe ou que a gente precisa passar por adaptação? É sempre uma, é uma transformação absurda, né? Na verdade, aquela identidade que a gente tinha, ela já não existe mais. Também não tem mais como recuperar ela. A gente vai construindo uma nova identidade, né? O bebê tem uma identidade também, é um ser individual, um um um indivíduo eh com as próprias necessidades, a a própria personalidade, né? Então a gente vai construindo junto essa nova família, essa nova configuração de ser, né? Então sim, nasce uma mãe, mas ela também se transforma, né? A pessoa, a mulher que era antes, ela se transforma, ela vira mãe, mas ela vira também uma nova esposa, ela vira uma nova eh profissional, ela também vai mudar a vida profissional dela, né? Então, assim, como eh a gente já trouxe aqui, são novos papéis que são elaborados a partir dessa maternidade, né? Então, quando a gente fala sobre um bebê idealizado, uma família idealizada, a gente precisa realmente pisar no chão, eh, e, e, e, e perceber que tudo isso, eh, tem a idealização que vai nos mover paraa construção, mas a gente precisa também eh saber recalcular a rota se caso a expectativa ela não for atingida, né, não for como eh foi planejado. É, e as emoções vêm em forma de um furacão na mulher, né? Gostaria que você falasse das emoções, principalmente em nós mulheres, a partir do momento em que a gente se depara com um serzinho no colo que depende totalmente de nós. Além do fato eh de, como você disse, né, em duas horas você tá lá, né? Então você entra uma mulher, você entra em uma configuração de funcionamento e em questão de de horas você tá lá eh com um serzinho dependendo 100% de você, mas você também tá se recuperando, você também tá lá naquele naquele boom hormonal, né, de pós-parto. É, muitas vezes e tem as mães que se recuperam de uma cesárea, uma cicatrização ali, um processo, né, de recuperação do corpo, a amamentação, acho que é muito importante a gente falar também, né? Poucas pessoas, hoje até com as redes sociais a gente consegue um pouco mais de informação, mas poucas pessoas falam, né, do que que realmente a gente vai enfrentar, né, com o nascimento de um bebê. Eh, existem muitas mães que muitas vezes estudam eh o qual enxoval, qual preparo, qual quartinho vai fazer, mas não se prepara pro pós, né? Após o bebê nascer, o que que eu vou fazer com esse bebê, né? Como que eu vou preparar a amamentação, que é um processo muito longo, eh, como que eu vou preparar a chegada em casa, eh, as noites mal dormidas, né? Como que vai ser? Então, tudo isso também tem que ser dito, né? Eh, a maternidade ela, infelizmente, ela é muito romantizada ainda. Então, a gente precisa falar sobre os outros eh desafios que são encarados, né? Eh, não como uma forma de terrorismo ou então de de assustar, mas eh quando a gente tem uma noção do que que está por vir e as possibilidades, a gente consegue se preparar e encarar de uma forma diferente. Não vai ser eh saber que vai acontecer, que vai evitar. Então, por exemplo, a exaustão materna, o as noites mal dormidas, elas não vão deixar de existir se a gente sabe sobre, mas a gente vai lidar diferente, né? E quando a gente sabe a tempestade que está por vir, a gente também se prepara emocionalmente para isso. A gente encara elas diferente. Perfeito. É isso, né? É saber da situação para poder entender e ter ciência de como manejar, né? Porque gente, filho é maravilhoso, maternidade é lindo. Eu sou mãe de uma mulher de quando você bebêos, a primeira interrogação que vem é, e agora, né? E agora? Daí vem alguém e fala: "Não, mas com o bebê, quando nasce o bebê, nasce a mãe, nasce o pai". Sim, nasce. Mas a gente quando assim como é no nascimento, a gente vai aprender tudo, né? Então, a gente tem que aprender tudo novamente. Então, eh, depende 100% de você, mas você precisa ter o cuidado consigo também, né? E principalmente nessa questão, saiu do hospital, a reorganização da casa. Joyce, fala pra gente o que que a ciência social observa nessa questão da reorganização da casa, da reorganização profissional, da reorganização pessoal, da reorganização do casal, porque até você citou sobre a questão da separação depois do primeiro filho. Então, precisa mesmo de uma reorganização dos papéis e um entendimento profundo e o querer, né, o querer continuar, o insistir para que a gente ultrapasse, passe dessa fase da melhor maneira possível. Acho que uma ótima pergunta. Acho que assim, eh, foi feita analogia com a tempestade, né? Eu acho que assim, é um momento de turbulência na vida em que é de fato, é como se você tivesse que atravessar uma tempestade, só que a gente tá em embarcações diferentes. Sim. Então assim, cada cada mãe vai est com uma estrutura em que ela pode se apoiar. Essas estruturas elas não são as mesmas para todas as mulheres, né? Então assim, é óbvio que eh hoje em dia, com as múltiplas funções que as mulheres têm, a rede de apoio é muito importante, né? Então assim, eh, poder contar com os avós ou não faz diferença. Poder contar com com um pai que é participativo ou não faz diferença. Se você pode contar com uma babá ou não, faz muita diferença. Então, assim, o que a gente eh pode eh observar, né, ainda mais no Brasil, que é um país que as famílias também vivem situações de muita carência, eh até a questão da creche importa, né? a gente tem lugares que tem uma boa cobertura com creche, tem lugares que ainda é muito muito precário, né, ainda mais para para as crianças menores de 0 a 3 anos. Eh, então o o que que vai ser determinante primeiro é o diálogo dentro da família, é você conseguir estabelecer qual que é a sua rede de apoio, conseguir identificar qual é essa sua rede de apoio, que também não é fácil, né? Isso depende muito dos relacionamentos prévios entre os familiares, né? se esses pais, esses avós, eh, estão na mesma cidade ou não. Eh, mas o fato é, a quanto menos solitária for essa maternidade, mais fácil vai ser a adaptação, né? E eu acho que uma coisa que a gente tem que pensar também para aquelas pessoas que não têm eh uma família próxima, que não tem essa primeira esse primeiro amparo, eh o poder público também tem que pensar nisso, né? a gente tem só pelo lado da psicologia, mas também da assistência social, né? Espaços como esse, em que as pessoas possam colocar suas dúvidas sobre eh maternidade, né? A gente sabe que na internet tem muita informação, mas essa informação às vezes não é muito filtrada, né? né? Não é, não tem uma curadoria, digamos assim, dessa informação. Então, eh ter esses espaços que sejam na nas UBSs, né, que sejam nas escolas, nas escolas infantis, eh é importante primeiro diálogo e identificação dessa rede, eh, e de fato que as pessoas vejam que uma criança não é responsabilidade só da mãe, é é responsabilidade de de todo um grupo social ali do do entorno, né, e até de nós que não temos vínculo de parentesco, né? Excelente. É verdade, né? Agora, Paula, sobre essa questão, né, da responsabilidade só da mãe, isso é algo cultural, né, que vem pra gente e a gente precisa quebrar esse paradigma, porque o filho não é responsabilidade só da mãe, aliás, eh eh tem uma uma família, tem, né, uma ã o pai, a mãe, né, na maioria das vezes, né, e quando infelizmente é é mãe solo, aí, né, a responsabilidade é da mãe. Mas será que é só da mãe mesmo? Aí tem aquela família que fala assim: "Não, mas eu vou, o filho é seu, eu não vou me envolver, né? Eu não vou". Mas gente, eh eh é importante a gente falar sobre isso e falar o que realmente é. A verdade às vezes dói e ela precisa ser dita na visão psicológica. É o que que você traz pra gente? Responsabilidade só da mãe mesmo? Não, responsabilidade, como eh foi bem dito, né? Eh, a Jo trouxe so questão mesmo da do entorno. Eh, a responsabilidade ela além eh de ser da mãe, ela tem que ser do também da família, né? Muitas vezes existe sim eh a mãe solo, mas a rede de apoio ela não precisa ser só família, né? A gente tem uma vizinha, uma amiga, eh uma uma rede de apoio paga também, né? Eh, a rede pública também fornece as creches e não é tão simples assim, mas a gente sabe que que tem todo esse suporte, mas acho que o ponto principal é essa esse planejamento prévio, né? Então assim, a mãe ela ela já é responsável pela gestação toda, né? Ela já tá ali, só tá ela, né? Indo muitas vezes fazer o pré-natal, né? Se organizar. E é aí que entra a consciência de que ela não está sozinha desde a gestação, né? Eh, é importante a participação da família, da rede de apoio, do pai, eh, pai presente, eh, desde a gestação para já ir criando toda essa nova configuração. Depois que nasce, a responsabilidade intensifica ainda mais, porque a mãe, ela já está imersa nesse nesse mundo, né, materno. Tem toda a questão hormonal que nós sabemos, o purpério, ele é um desafio assim gritante na vida da da mãe, né? Tem, ela está lidando com mudanças hormonais. junto com toda a responsabilidade de um pequeno ser. Eh, então entra sim o papel fundamental do pai para mostrar que ele tá ali dando suporte. Também é um desafio pro pai. A gente não vai isentar ele das questões também emocionais, né? Eh, um novo desafio, sentir responsável como provedor e tudo mais. Tem sim esse desafio, mas também cabe ao pai enxergar essa mãe, olhar de fora como que ela está. Ela está bem? você está vendo alguma questão, alguma alteração e emocional, alguma alteração mesmo no funcionamento, também cabe ao pai ou avó, algum parente, algum amigo próximo, eh, perceber também, né? Então, a rede de apoio ela não é só pegar o bebê do colo e permitir que vá tomar um banho e alguma, alguma coisa de comer, alguma coisa assim, é também olhar para essa mãe e fazer essa leitura, como que ela está, onde eu posso ajudar. E o pai também vem muitas vezes para mostrar pro bebê o mundo, porque existe essa simbiose, né? Mamãe, bebê. Então a gente também tem que lembrar o papel fundamental do pai para mostrar para esse bebê que existe um mundo afora além da relação mãe e bebê. Muito bem. E quando você fala de pai, eu quero perguntar para você, Joyce, eh, o pai de hoje, ele ele é diferente do pai de décadas atrás? O que que você, como cientista social, eh eh o que que você vê que se mudou e o que mudou? É uma ótima pergunta, né? Porque nas ciências sociais a gente tem muito mais tradição de estudar as mulheres do que os homens, né? Mas assim, os estudos que existem mostram sim que existe uma nova paternidade emergindo também, né? Eh, embora eh o que a gente, principalmente no Brasil, eh essa essa digamos promoção da responsabilidade do pai tem vindo muito a partir de um discurso mais coercitivo, né? O que a gente pode pegar na mídia, por exemplo, a questão da da obrigatoriedade de pagar a pensão alimentícia, né? Quantas pessoas são presas por não eh pagar a pensão alimentícia, mas tem outras formas de se estimular essa nova eh paternidade, digamos assim, né? que passa desde o que a gente diria um soft power, que seria um programa como esse, né, até eh digamos grupos de acompanhamento de novo, voltar mais paraa vida eh comunitária e ter espaços que os homens também possam colocar eh as suas dificuldades, os seus anseios, os seus medos também eh em relação à formação de família e e a ser pai. Eh, a questão é os homens em geral, eles querem participar da vida do filho, né? Mas a questão é a muitas vezes há essa pressão muito grande, uma concepção de que o grande papel dele é exclusivamente prover, como Paula já introduziu aqui. Eh, e muitas vezes quando eles participam da vida doméstica, eles ficam com as atividades que são externas à casa, né? fazer compra, levar levar para passear, digamos, a aquelas eh situações em que geram de certa forma a visão, digamos, mais legal do adulto, né? E a mãe fica muitas vezes com aquela com aquele papel um pouco né, de ser que cobra, de que olha, se fez tarefa quando a criança já tá um pouquinho maior, né? Então, assim, eu acho que algo que a gente ainda pode eh avançar é colocar mais eh os homens nessa vida interna da casa também, né? Eh, a os cuidados mais eh diários ainda acabam sendo predominantemente femininos, embora da percepção deles, eles estão participando. Ele fala: "Mas eu levo no parque, eh, eu compro as coisas, né?" né? Então assim, eu acho que por outro lado as mães também podem argumentar: "Mas hoje eu também trabalho, hoje eu também estou ajudando, eu preciso que você me apoie em outras funções, né?" Então acho que a gente tá ainda nesse momento de transição do que que vai ser tanto esse novo pai, né? Como uma nova mãe, uma nova família, de uma maneira geral. Mas acho que um ponto positivo é que hoje a gente reflete mais eh sobre essas questões, né? É verdade. Tem um ponto também que eu acho que é legal a gente conversar, que é assim, muitas vezes tem essa tendência à competitividade, né, que a gente tem que tomar muito cuidado. Então, eu fiz isso, então você agora faz isso. Eh, por que que eu trago isso? A gente tem que lembrar que não em uma família o ponto principal é a parceria, o companheirismo, né? Então assim, o olhar para, quando eu digo, né, o olhar pra mãe, olhe o, você como pai, olhe pra sua esposa, olhe para a mãe do seu filho e veja como ela está, onde ela está precisando de um suporte para você também criar um ambiente paraa sua filha, pro seu filho, né? Eh, e não e olhar menos dessa forma. Eu já passei o dia inteiro trabalhando, agora eu vou descansar. você ficou em casa, então agora você continua, né, assumindo aí o seu papel de mãe dentro de casa. Não existe isso. Então assim, a gente tem que lembrar que é um eh um trabalho de parceria, é o estar junto, é fazer junto. E isso também tem que ser muito conversado antes lá na gestação, antes lá na no quando o casal se conhece, quem você quer ser, como você quer ser, como vai ser. Claro que a gente tem que pisar na realidade, né? Lembra que a gente a gente tem a idealização da expectativa e tudo mais e o que que realmente vai ser, mas a gente precisa primeiro sim entender como que é o funcionamento, qual que é a a forma de pensar dessa pessoa para também se relacionar e criar uma família, né? Então, assim, eu acho que eh a gente tem que tomar cuidado eh até quando a gente fala do dever do pai eh para não entrar nessa nessa competitividade, quem faz mais, quem faz menos, para aí sim assumir os deveres como como uma obrigação, mas muito para pagar essa esse preço, né, e e não como uma forma mesmo de construir essa família em conjunto. Muito bem. E olha só, né, quando a gente fala de de dividir aí as responsabilidades, de ter aquela parceria, a gente lembra muito que eh a fase inicial, né, de quando chega o bebê em casa, o sono já era. Por quê? Porque você vai adaptar a criança, o bebê, né, a ensinar ele que a noite foi feita para dormir e demora um pouquinho ele entender isso. E aí vem algo bem interessante que precisa ser dito e falado aqui no programa e e bem eh explicado, porque a maioria das vezes aquele aquela noite mal dormida, ela fica nas costas da mãe, né? O pai ele precisa dormir porque ele precisa trabalhar no outro dia, mas a mãe também precisa trabalhar no outro dia. E aí vem a questão dessa parceria que a Paula colocou aqui pra gente no programa. E essa questão do sono é algo que impacta, é um dos é um dos primeiros impactos eh da chegada de um novo bebê. Como é que faz para manejar isso? E essa divisão, não é, Jo? Eh, o pai precisa dormir porque ele tem que trabalhar no outro dia. Mas e as responsabilidades que são imputadas a essa mãe, né, no outro dia também? Sim. Bom, aí tem uma discussão muito ampla, né, até como a gente pensa as licenças parentais, né? Acho que no nosso caso no Brasil ainda tem um desequilíbrio muito grande, né, entre o o que é permitido a um pai eh se se licenciar, né, para se dedicar um filho e o que é permitido pras mães, né? Alguém pode, isso pode gerar até um certo desconforto em quem tá ouvindo fala: "Mas como a mãe tem que amamentar?" Sim, tem que amamentar, né? tá muito relacionado ao corpo da mãe. Eh, mas já tem países que dão um ano de licença e os pais podem se organizar paraa mãe tirar os meses eh iniciais e o pai tirar outros meses na sequência quando a criança já não precisa mamar exclusivamente eh no no peito, né? Os países nórdicos, a Suécia são os grandes exemplos que a gente tem na literatura de países que foram eh tentar repensar até a licença parental. já não fala nem licença maternidade, fala licença parental e e o o casal decide como vai eh alocar esse tempo, esse um ano para um ou para outro se dedicar ao filho, né? Então acho que a no nosso caso, como a gente não tem essa possibilidade, a gente tem que lembrar sempre que a informalidade no Brasil é muito grande, né? Então muitas pessoas nem podem tirar licença eh maternidade, né? Eh, então assim, nos primeiros meses acaba ficando muito pesado para paraa mãe mesmo, né? Mas acho que eh na sequência, quando a criança já vai ficando maiorzinha, que já pega a mamadeira, enfim, eu acho que tem outros ajustes, né, que que o casal pode conversar e e alocar melhor essa divisão de tarefas, né? Porque também a ausência de sono impacta muito a irritabilidade da pessoa, né? às vezes, muitas daquelas falas eh que os homens às vezes se perguntam: "Mas você mudou tanto, né, depois eh do filho, depois eh com ao longo do casamento, isso também passa por por esse cansaço. A ausência de sono deixa as pessoas muito muito irritadas mesmo, né? Então acho que depende muito da confirmação da família, né? vão ter famílias em que os dois trabalham, vão ter famílias que só um eh trabalha, vão ter famílias que um trabalha em home office e outro trabalha externamente. Então, acho que depende muito desse equilíbrio interno e da conversa prévia, como como a Paula mencionou, né, das das pessoas irem construindo, não tem uma fórmula pronta, né, assim, por mais que a gente estude o tema, não tem como a gente chegar aqui e dizer para vocês façam isso, né? Eu acho que eh o que a gente consegue acumular é são as diversas experiências e como diferentes pessoas lidam eh com essa questão. É, e o diálogo é fundamental, né? Até porque nesse momento do cansaço de tristeza, o cansaço depois a tristeza, depois a culpa, né? A sensação de que você não tá dando conta. E aí, ã, pode ser que venha aquela frustração do casal, porque, eh, engravidaram, idealizaram, criaram uma expectativa e a realidade não é compatível com a expectativa. E aí, infelizmente, muitos casais decidem, né, se separar. A importância do diálogo, Paula, a importância do diálogo, a importância do entendimento nesse momento, porque é nesse momento que vem a separação, não é isso? Eh, por isso que eu falei bastante sobre também esse olhar do pai paraa mãe, né? Eh, o olhar a sua parceira, olhar com cuidado, um olhar empático, eh, a privação de sono, eh, ela é uma tortura, né? Ela realmente é muito cruel. Então, a organização para que ela venha, porque ela vai acontecer necessariamente, tem um bebezinho aí que que veio de um ritmo diferente da barriga, que ele precisa aprender, né, a vida fora, né? Então, assim, a gente precisa ter esse olhar, esse discernimento para que vai acontecer, mas o que que eu vou fazer com isso, essa organização, né? E esse diálogo é o ponto de partida para que isso seja possível, né? Eh, quando tem um alinhamento, então, por exemplo, um pai que trabalha o dia inteiro fora, a mãe trabalhou o dia inteiro dentro de casa, né? Eh, esse pai chega, ele pode, vai tomar um banho, vai se ajeitar, mas ele tem o dever de parar pelo menos uma hora, 2 horas e assumir toda a responsabilidade de casa. para essa mãe também ter um tempo, ter um banho, né, essa atender essa necessidade, né, ir ao banheiro, comer, eh, descansar, fazer o que ela quiser. Se ela tem esse tempo, a privação de sono também é mais tranquila. E a privação de sono traz a irritabilidade, traz a dificuldade de diálogo. Então, quando é trabalhado todo esse movimento, antes dela virar uma tortura, a gente evita sim as desavenças, a as alfinetadas, né, durante o dia, a competição, eu fiz mais, eu fiz menos, eh, porque senão, infelizmente, a comunicação ela vai ficando para trás e a relação vai acabando, vai fragmentando. E aí não tem mesmo como manter, como sustentar essa essa troca, né? É, gente, importante falarmos sobre isso, né? A maternidade, a paternidade é maravilhosa, mas a gente precisa de entendimento para poder passar por essa fase, que é uma fase bem desafiadora, né? Eh, muito pra mulher, mas para o homem também. E a partir do entendimento, a gente consegue minimizar aí os impactos, né? e dessa expectativa de perfeição da maternidade. Vamos lá. 8:43, a gente segue até 9 horas. Então vamos com a primeira pergunta do programa de hoje, já direcionando para as nossas convidadas hoje falando sobre pais reais, filhães reais, né? Eh, a importância da gente pisar no chão na hora do planejamento aí de de ter um filho, porque é desafiador, mas é maravilhoso. A Bruna Martins do Flamboian, cada pessoa da família dá uma orientação diferente sobre o bebê e isso faz a gente duvidar de tudo. Como ouvir conselho sem perder a confiança nas próprias decisões. Vou direcionar pra Paula essa. E é assim mesmo, né? Cada um quer dar um pitaco. Nossa, o nome da criança. Então, meu Deus do céu, se a mãe e o pai não tiverem firmeza, o nome da criança é quanto, né? Infinito, porque todo mundo quer colocar nome. Vamos lá, Paula. Olha, eu acredito que é sempre bem-vindo, né? Ouvi o outro, ouvir quem também já passou por uma situação assim, mas confiar no próprio instinto, confiar eh nos profissionais que estão te acompanhando, né? Então assim, muitas vezes vem uma orientação eh da avó, do avô, eh falando do frio, vamos dar um exemplo, né? Eh, mas se tem uma dúvida, procure também onde você confia. Converse com o pediatra, converse com os profissionais que te acompanham e isso vai te trazer uma segurança para bancar a sua decisão, se você vai seguir a dica, se você vai seguir o conselho ou se você vai seguir o que você também acredita, né? Então, qual a melhor forma da gente ter segurança da nossa decisão? Se informar. É verdade, porque olha, muita gente tem receita para tudo, né? E querem ajudar. Então a gente precisa ter a informação e ser firme para seguir a decisão. 8:45. Mais uma pergunta pra gente, por gentileza, produção. Bora que bora. Vamos lá. Ó, Aline Pereira do Jardim Aurélia. Bom dia, Aline, obrigada pela participação. Vejo pais sendo muito elogiados por tarefas básicas, enquanto as mães são criticadas por qualquer detalhe. O que essa diferença revela sobre o que ainda esperamos de cada um? Nossa, Joyce. E aí, é, e esse desequilíbrio acho que é notável, né? É, é realmente eh visível. Eh, e eu acho que passa também a por um autoentendimento, né? Porque às vezes a a mãe fazendo o que para muitos considera é considerado básico, aquilo no dia a dia delas também é um esforço gigante, né? Então, acho que a acho que esse olhar do outro a gente também tem que dar colocá-lo em perspectiva e não se deixar influenciar tanto eh por ele, né? Mas eu acho que só da das pessoas eh externalizarem essa essa percepção já mostra que a gente tá avançando, né? E eu acho que a gente tá num período de transição muito forte em várias dimensões, né? Eh, mas eu acho que que principalmente paraas mulheres, elas já colocam mais em perspectiva. Acho que é importante valorizar o que tá sendo feito, mesmo que seja básico, que o básico bem feito também faz muita diferença, né? Excelente. Mas também valorizar o básico que a mulher consegue entregar naquele momento. É isso mesmo, gente. Vamos lá agora. 8:46. Mais uma pergunta, por favor, produção, na tela. Patrícia Gomes do Jardim Chapadão. Estou perto de voltar ao trabalho e só de pensar em me separar do meu bebê. Ai, ai, Patti, já sinto um aperto enorme. Como tornar essa transição emocionalmente mais segura? Passamos por isso, eu passei por isso também. Que aperto. E não é, não é só nesse momento não. Isso vai dar a vida toda. Vamos lá, Paula, ensina a parte e ensina a gente. Olha, não tem realmente uma receita para isso, né? A questão emocional a gente precisa estruturar, a gente precisa procurar outras formas eh para ficar bem, né? né? Então existe terapia para isso, muitas vezes tem o preparo, mas também tem um um início fundamental que é a organização. Quando você confia na rede de apoio, como você vai eh conduzir, né, o cuidado desse bebê, né, como para quem você vai direcionar o cuidado do seu filho, eh te traz segurança, né? A separação não é fácil, pensa, a gente vem desde a gestação, como eu disse também, né? essa essa construção dessa simbiose, essa relação intensa e de repente precisa separar. Eh, então é com a construção mesmo desse ninho, né, que você vai possibilitar ir trabalhar tranquila e sabendo que seu bebê tá bem também. Então, é essa estrutura, eh, física que também vai possibilitar a sua estrutura emocional. É, é um mais uma fase, né, desafiadora e principalmente paraas mulheres, não é? Eh, eh, nós vamos passar por isso a partir do momento que a gente decide e que a gente vai ser mãe, então a gente precisa estar preparada. E é uma das fases, né? Porque tem outras fases que a gente vai se separar também dos filhos e a gente vai doer, mas eh a gente precisa entender que assim é o ciclo da vida, não é, Jo? É a saída de casa também, né? O famoso ninho vazio é um grande desafio para pras mães, pros pais de uma maneira geral, né? Ou mesmo quando o filho passa qualquer transição de vulto na escola, né? Ou ou às vezes também quando descobre algum problema de saúde, quer dizer, essas flutuações, esses choques emocionais da maternidade são realmente muito fortes, né? Eh, isso que torna maternidade também tão única, né? Mas eu acho que eh trabalhar o apego e o deixar ir, né, que já começa nessa fase do bebezinho indo para pra creche ou pro cuidado de alguma pessoa da rede de apoio, eh é um ensaio para essas rupturas ou ou mudanças, né, que vão se tornando cada vez mais fortes, né, até o ponto de poder mudar de país, de mudar de cidade, né, e seguir a vida dele. É impressionante, né, quando a gente fala de maternidade, né, assim, você fica lá os ve meses com o bebê, com você, depois ele vem para esse mundão, aí passa por todas as fases, né, da da do início ali da da convivência com essa criança. E aí depois você já começa com a primeira e ruptura, né, que é o o ter que trabalhar, ter que deixar na escola e aí a vida eh vai obrigando a gente a lidar com essas rupturas. a gente precisa de de emocional forte, né? Eh, Paula. Isso mesmo. E aí que entra também o papel do pai, né? Essa ruptura, ela também pode acontecer antes da obrigação de voltar ao trabalho, né? Então, quando entra o papel do pai ali de mostrar que o mundo não é só mãe bebê, isso ajuda também a construir, né? é um processo de transição. Então, a rede de apoio, ela também tem esse papel de muita importância, de mostrando pro bebê que existe mundo, fora mãe, e pra mãe que o bebê também pode ser do mundo. Muito bem. Bom, gente, estamos falando sobre os desafios da maternidade, né? A vida depois do primeiro filho. Tem muito mais para falar, mas olha aí, 8:51. Tem mais uma pergunta, produção, dá tempo ou não? Se não der, pode mandar aí que a gente já entrega. Nós temos ao vivo hoje legislativo voltando, né, às atividades. Muito bem, vamos responder rapidinho essa. O Leandro Costa do Jardim Eulina. Depois que tivemos um filho, começamos a conhecer vizinhos e outras famílias do bairro. Os filhos ajudam os adultos a criar novas relações na comunidade. Ah, sim. Socialização é 10, né? Vai lá, Paula. E aí que entra, né, a o outro lado, né, da maternidade. A gente começa a ampliar até nosso nosso ciclo social, eh, conhecer novos maternar, né, muitos grupos de mães existem para isso também, a troca, né, o amiguinho do parque que vai construindo uma uma relação de amizade. Então, assim, é muito muito gostoso. Depois vem também a entrada na escola, amplia mais ainda esse esse ciclo, né, de amizade. Então sim, é muito legal vir uma comunidade, né? É, né? E quando a gente fala da questão da socialização, claro que eu quero que você fale um pouquinho pra gente da importância dessa socialização aí, eh, dos filhos, as crianças, as famílias. É, o tudo que foi dito aqui é é realmente válido, né? Quer dizer, o você entra num num espaço de de sociabilidade, o as conversas mudam, né? às vezes até aquele colega ou amigo que não teve filhos, eh, às vezes fica mais difícil ter conversas em comum, né? Então assim, realmente e é uma transição marcante, né? Eu que vim da da área de transição paraa vida adulta, comecei meus estudos aí, eh a última fase que a gente considera da transição paraa vida adulta é realmente eh o filho, né? porque eh é uma das de todas as mudanças que a gente tem ao longo da juventude para chegar na maturidade, é uma ruptura muito grande, muda seu círculo de amizades, muda a sua forma de ver o mundo e às vezes o círculo onde você tava antes também já não faz mais tanto sentido, né? Você vai criar novas conexões, eh, os espaços começa a frequentar espaços para famílias, né? Não só para para pessoas, para casais ou para para jovens, né? Então, realmente muda todo o cenário eh da pessoa, né? É isso, né? Quando nasce um filho, nasce uma mãe, nasce um pai, mas a gente vai aprendendo a ser, né, mãe e pai no decorrer da vida. E a gente é importante nós conversarmos sobre assunto, né? Não romantizar tanto, mas eh dar crédito e louvor, porque ser mãe e ser pai é maravilhoso, né? Meus filhos são bênçãos do Senhor e quem tem os seus sabe do que eu tô falando. Agora 8:53 a gente precisa encerrar. E a gente quer agradecer a Paula pela participação. Gostaria que você deixasse uma mensagem para quem tá vivendo esse desafio, né, de de descobertas, os primeiros anos aí da parentalidade. Eh, é importante tudo que a gente falou, mas deixa uma mensagem pro pessoal aí e obrigada pela sua participação. Eu que agradeço. É, é muito importante a gente ter a noção do que vem vem por pra frente, né, quando vai eh se tornar mãe. Eh, da mesma forma que muitas transformações na vida, mas o ponto principal é parar e olhar para si, né? Como que você está, se cuidar, olhar também paraas suas necessidades. E o maternário, ele é desafiador, mas ele realmente é um presente na vida. Eh, eu também sou mãe. Eh, é uma transformação única, é um universo novo e muito especial. Então, se cuida e vai paraa frente. É isso aí. Bora para cima. Obrigada, viu Paula Joice? Obrigada pela sua participação também, compartilhar aí o seu conhecimento com a gente pouquinho. Gratidão pela sua participação. Muito obrigada. Pode deixar uma mensagem pro pessoal de casa aí, porque sempre é muito bem-vindo, né, a orientações. Sim. Eu acho que a primeira coisa, a mensagem final que eu diria seria realmente eh se aceitar, como Paula mencionou, né? Eh, se conhecer, eh se abrir paraas novas situações que vão ser vivenciadas eh com menos, cobrança, mas mais eh disposição para conhecer esse novo universo. Cada filho é diferente também. Cada filho é uma relação que vai ser construída. Acho também que uma idealização muito grande dos pais e mães, né, achar que eles são o mesmo pai e a mesma mãe para todos os filhos, não é? Eh, cada relação é única e só você conhece o seu filho no íntimo, né? Eu acho que todo pai, toda mãe quer dar o seu melhor, né? E acho que é uma responsabilidade grande, mas também é uma grande fonte de realização e de contribuição eh de marca que você deixa no mundo é o que você consegue fazer para um filho e para uma filha. Muito bem, a gente agradece a participação de vocês mais uma vez. Você aí de casa, muito obrigada pela sua audiência, pela sua companhia. Quero lembrar que nós temos Câmara Notícia ao meio-dia com Gabriel Castro. Eh, as atividades do legislativo retomam hoje e daqui a pouquinho é às 9 da manhã nós temos ao vivo direto do plenário José Maria Matozinho e amanhã nós temos mais estúdio Câmara e amanhã a gente vai falar sobre a recompensa do cansaço, né? Depois de um dia de cansaço, depois de um dia de trabalho, você chega em casa cansado, aí você fala assim: "Ai, eu mereço comer um doce. Ai, eu mereço tal coisa. Eu mereço isso, mereço aquilo". Por que a gente tem essa cultura dessa recompensa do cansaço? Amanhã a gente vai conversar sobre isso, uma conversa bem interessante que faz parte, né? Essa recompensa do cansaço aí faz parte da minha, da sua, das nossas vidas. É só você parar para analisar. Um dia você já se pegou falando assim: "Ah, eu mereço isso porque eu trabalhei o dia todo". Então, amanhã a gente conversa sobre a recompensa do cansaço em mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você, uma ótima segunda-feira, uma ótima semana, um mês abençoado para todos nós e até amanhã, se Deus quiser. Ciao Como saber se eu tô com insolação? A insolação e a queimadura.