Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olha só, se você tá em busca de emprego, é jovem, é adolescente ou mesmo adulto, atenção. A Secretaria de Trabalho e Renda da Prefeitura de Campinas, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência [música] Social, por meio da Coordenadoria da Juventude, realiza nesta sexta-feira a 16ª edição do Feirão de Emprego e Oportunidades. [música] A ação integra a programação da semana das juventudes e tem como público prioritário adolescentes e jovens e contará com mais de 1000 vagas de emprego. [música] Ação será realizada na Estação Cultura na Praça Marechal Floriano, Peixoto, sem número, no centro. Então, uma grande oportunidade a todos lá no site da prefeitura já tem inclusive quais são as vagas e as [música] empresas também que vão disponibilizar essas vagas, essas oportunidades. Vamos agora de previsão do tempo. A quinta-feira deve manter as condições de tempo firme, assim como foi ontem, com temperaturas altas e baixa umidade. Isso ocorre porque a aproximação de uma frente fria vai organizar a direção dos ventos em todo o estado para o noroeste, [música] trazendo um ar quente e seco sobre São Paulo, que é chamada de condição pré-frontal. A temperatura mínima está prevista em 19º [música] e a máxima pode chegar aos 33 e a umidade relativa do ar mínima vai ficar entre 20 e 25%. Por isso, [música] gente, hidrate-se. Períodos de eventos moderados são esperados para esta quinta-feira. [música] E agora sim, nós vamos falar do nosso tema de hoje. Relacionamentos duradouros trazem intimidade, história, clicidade e segurança, mas também podem trazer algo que nem sempre percebemos a sensação de que estamos vivendo no modo automático. os mesmos programas, os mesmos lugares, a mesma divisão de tarefas, as mesmas conversas, até que em algum momento surge a pergunta: Como manter viva a conexão quando a novidade deixa de fazer parte da rotina? E será que sair desta rotina significa necessariamente fazer grandes viagens, programas sofisticados ou grandes mudanças? Para conversar sobre este tema, recebemos hoje no estúdio Câmara duas especialistas. Júlia Medeiros, que é psicóloga clínica de adultos e casais, especialista em sexologia, diretora de relacionamento da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana. E também quem está com a gente é a Karina Alvarenga, psicóloga clínica e palestrante, pós-graduada em geriatria, gerontologia, em sexologia. especialista em terapia sistêmica de casal e individual. Primeiro, sejam bem-vindas. A gente já bateu um papo antes do programa começar e eu inicio com uma pergunta paraas duas. Quando a gente fala de relacionamentos longos, é normal que a rotina apareça. Em que momento essa rotina saudável, que traz segurança e previsibilidade, pode se transformar, na verdade, em monotomia? Responda para mim, Júlia. Um bom dia. Bom dia, querida. Obrigada pelo convite. Primeiramente, bom dia a todas as pessoas aqui presente. Eh, a rotina, se a gente for pensar durante o amor, aquele começo, não é o amor, né? A paixão, é aquele fogo, aquele conhecimento. A partir do momento que a gente escolhe amar aquela pessoa, é um desafio diário. Então, assim, tem os desafios, tem as desavenças, tem os os amores, os momentos felizes e tem a rotina. Diante de todos esses desafios, o desejo se esconde nisso. Então, o desejo, ele gosta do risco, do mistério, da novidade. A Estar Perel traz muito essa ideia. E o amor ele quer o oposto, ele quer a segurança, ele quer o conforto que a rotina nos traz. Então, sair desse novo, dessa previsibilidade é um desafio e que se a gente for ver começo da relação já existia, só que a gente não percebe porque tem uma paixão ali. A hora que entra na rotina vai se acomodando todo o cenário. E nesse cenário que se acomoda, a gente deixa de lembrar até de atos que fazia no começo da relação. Sim. Mas quando a gente pensa nessa monotonia, por exemplo, eu já dou também a as boas-vindas à Karina. Bom dia. Dá pra gente pensar em que momento eu tenho essa essa rotina que é fato que vai ter saudável, mas não transformar isso em algo penoso, em uma monotonia, em algo que eu falo: "Ai, não acredito, não, eu tô eu caí no limbo, como se diz." Eu acho que a gente precisa pensar que a rotina ela é necessária, né? E dentro de um casamento longevo, por exemplo, aliás, todas as relações a longo prazo, elas elas exigem uma rotina. Se uma vida sem rotina é totalmente cansativa. Mas dentro dos casamentos, da relação afetiva, a gente precisa pensar em duas rotinas. Aquela rotina prática, quem leva o filho, quem faz a comida, quem vai ao mercado, né? Que é a rotina do dia a dia mesmo. E a rotina emocional, que é aquela onde eu pergunto: "Como é que você tá? como é que passou o dia, não só quando eu pergunto, comprou o pão. Então, quando quando a gente entra na na rotina emocional, a gente empobrece a relação, né? Porque a gente deixa de ver o outro como uma pessoa que tem mudado ao longo desse tempo. Então, a gente trabalha com essa rotina emocional na perspectiva de que a gente tá se relacionando com o parceiro de há 10 anos atrás, de 20 anos atrás. Então, voltando para esse para essa necessidade da rotina, acho que é importante a gente pensar não como quebrar a rotina, mas talvez como incluir na nossa rotina algo novo, né? Porque a gente tende a entrar no automatismo. Nosso cérebro precisa de uma rotina para uma economia eh psíquica para pra gente conseguir organizar o nosso funcionamento, né? Quando a gente entra nessa nesse processo eh que a rotina, né, nos coloca da zona de conforto, a gente fica muito confortável, porque a gente tá muito familiarizado com aquilo que a gente vem vivenciando, né, dentro do casal, principalmente. E buscar a a saída disso, talvez não seja uma grande alternativa. Talvez a alternativa seja buscar uma rotina e uma zona de conforto que me promova a segurança emocionalmente, mas ao mesmo tempo tenha espaço pro novo, paraa surpresa, né? Então acho que o maior desafio, o maior dilema das relacionamentos longevos seria isso, a gente buscar esse equilíbrio, né? e tentar equilibrar também a rotina prática com rotina emocional, porque a gente pode ter um casamento altamente prático, funcional e uma de equipe, mas a gente pode não ter pode ter ao mesmo tempo um casamento extremamente pobre em emocionalmente. [limpando a garganta] Mas aí a rotina então não é vilã não. Ela pode ser aliada. Ela pode ser aliada. Acho que talvez a pergunta não seja como quebrar a rotina, mas como incluir na rotina algo novo, como a gente lidar. Então, a pergunta é: "Como eu lido com a minha rotina? Como eu lido com a minha zona de conforto? Eu posso entrar no piloto automático e isso vai me dar muitos prejuízos e a partir do momento em que eu começo a colecionar prejuízos, eu vou precisar sair dessa zona de conforto e aí eu vou precisar aumentar meu repertório, aumentar a minha funcionalidade em relação a à minha à minha relação. Então ali a rotina não necessariamente é algo ruim. A gente só precisa estabelecer uma relação saudável com a rotina que a gente tem. que eu acho que eu penso que assim o desafio é estabelecer essa relação saudável, porque a rotina ela tende colocar nós e ela estabelece um conforto, uma uma organização. E nessa organização a gente tende a esquecer do desejo, porque se a gente for ver no começo de uma relação, a gente sai da nossa rotina no começo de um encontro, no começo assim, porque você tem que inclusive eh readaptar a sua vida pessoal para ter momentos de compartilhamento com o outro. Isso. E no começo, né? E aí a partir do momento que começa se entrar num a outro entra na nossa rotina, entra-se numa zona de conforto. Então, talvez o desafio é lidar com essa rotina que o outro começa a fazer parte da sua vida, igual é o trabalho, igual é a nossa cuidado com a saúde, com a família, tudo, mas ter um uma variação também, porque se a gente for ver, isso acontece no relacionamento, isso acontece nas amizades, se a gente não tiver esse esforço de se manter um um vínculo, vai ficar no conforto, né, do comum, assim, mas existe inclusive um conceito da psicologia chamado autoexpansão, que fala sobre a importância de novas experiências para o crescimento individual e também do casal. O que acontece psicologicamente e quando as pessoas deixam de experimentar coisas novas juntas? Como que é isso? O tem um isolamento, né? Tem tem essa rotina que a Karina falou que é a dinâmica. vamos organizar a as demandas, as atividades, a organização do lar, a organização com se tiver os filhos, familiares, enfim. Mas tem um cenário que às vezes entra na individualização, que cada um vai começando a fazer o que é seu, o mesmo que não entra, às vezes tem aqueles casais que não t os individuais, mas a própria rotina nos leva a uns cenários de não buscar tanto o o novo. Só que também só ficar buscando o novo não necessariamente reacende esse desejo. Não é conexão. Isso não é conexão. Então, às vezes, eu costumo dizer muitos pros pacientes, é o que que vocês faziam no começo da relação, o que que era no começo, porque passa a se perder, começa assim, ah, parece que se estabeleceu o relacionamento, agora isso não é necessário, aquele abraço, aquele carinho, aqueles encontros que existiam fora do momento, aqueles planejamentos. Parece que agora, agora a gente já está num relacionamento, está seguro, então agora não precisa-se mais desse esforço na manutenção. Então o senso de segurança, que é o que o amor nos dá muito, claro que é uma escolha diária, esse senso de segurança gera um conforto. Eu eu vejo dessa forma, um conforto e a partir daí o planejamento, o risco, a previs o tentar sair do do da rotina do novo, criar não acontece tanto como acontece no começo que a gente tá conquistando, né? Sim. Agora Carina, essa esse sofrimento, isso tem acontecido muito. Vocês que atendem, inclusive casais, isso tem acontecido muito. Olha, eu não sei para onde ir, eu não quero abrir mão dessa pessoa. Até eu vou chegar nesse ponto, porque muitas vezes as pessoas falam assim: quando só tem rotina é semnal de que o amor acabou. Essa é a dor na maioria das vezes, quando a gente fala nessa rotina. Eh, eu acho que a primeira coisa que a gente precisa pensar é onde tá a curiosidade que existia pelo outro no começo da minha relação. Quando a gente entra num numa zona de conforto que que é o estado que é familiar, a gente vai buscando se ajeitar nessa zona de conforto. Numa relação a dois, essa zona de conforto perigosa acontece quando eu passo de ter curiosidade pelo outro, né? [limpando a garganta] Então eu passo, eu eu suponho que eu sei tudo, que eu já entendo que, ah, a cara que ele me fez ou a cara que ela me fez já, já quer dizer, já prediz o que que vai acontecer na relação. Ah, nem vou convidá-lo para tal lugar porque eh ele não gosta desse tipo de evento. Mas a gente de novo trabalha com as perspectiva da qu de quem a gente conheceu lá atrás. Mas aí, mas a pessoa não tem que dar sinal de que ela tá gostando de uma coisa que ela não gostava antes. Interesse, né? Mas é isso, como é que a gente se interessa, continua se interessando pelo outro e continua se interessando pelo novo do outro? É, é, é. Acho que o ponto é esse, a gente desenvolver a curiosidade, desenvolver o prestar atenção. Então, a gente pode estar junto, o amor não acabou, a gente deixou de prestar atenção no outro, né? A gente deixou de perguntar como ele tá, quais são os novos sonhos, quais são as propostas que ele passou a gostar de fazer. Então, as relações, quando a gente começa eh incluir [limpando a garganta] eh experiências e compartilhar novos aprendizados, a gente começa a sair da rotina necessariamente e a gente começa a olhar pro nosso parceiro com outros olhos, trazendo de novo aquela curiosidade que a gente tinha, aquele interesse. Então, e essa essa relação, essa conexão que a gente busca, ela começa a acontecer quando eu começo a prestar atenção ao meu parceiro. Sim. E quando eu começo a prestar atenção no que ele mudou nesse período, né, para trazer paraa relação algo muito novo, que é o que vai se perdendo, né, porque já tô tão familiar que eu não preciso mais eh de nenhuma energia psíquica e nenhum investimento naquela relação. E o investimento não tá necessariamente em viagens longas, em restaurantes caros. O investimento está talvez na maneira da gente olhar para esse parceiro e buscar juntos novas histórias para compartilhar, novas histórias para transformar em momentos compartilhados, porque a riqueza do relacionamento a longo prazo é exatamente isso, uma história compartilhada, só que a gente para de compartilhar, que é o que a Júlia comentou, cada um vai para um canto e a gente para de viver uma individualidade que também é saudável para relação, para passar a viver um individualismo. Ah, já que ela não tem interesse no que eu vou falar no meu trabalho, não vou mais falar. Uhum. Ah, eu tenho tanta coisa para fazer que eu nem vou ocupar ele com esse assunto. Então, a gente começa a viver de uma maneira muito singular dentro da relação. A gente compartilha, a pessoa nem disse se não queria ouvir isso. Sim, porque a gente já tem a ideia do familiar. Ah, não, nem vou falar porque esse assunto ele não gosta de falar sobre isso. E de repente ele passou a gostar. De repente você trouxe algo novo. Você trouxe algo novo na relação, né? Um aprendizado, qualquer coisa assim. E isso vem agregar relação, mas de uma outra forma. Então, assim, compartilhar, se permitir ter espaço para uma conversa sem celular, por exemplo, né? Que hoje a gente é viciado, chega à noite, a gente quer descansar, que que você faz? Pega o celular. Mas ter espaço para uma conversa sem celular, por exemplo, uma viagem de carro. Uma viagem de carro ela ela traz muitas experiências que você vai compartilhando aquilo que você tá vendo, você traz assuntos. Então, eh, não precisa fazer coisas merabulantes para você sair da rotina. É isso que eu ia perguntar agora. Inclusive, muita gente fala: "Ai, a gente precisa sair da rotina, então vamos fazer uma grande viagem, vamos fazer um jantar especial no restaurante mais caro da cidade, vamos fazer um programa caro. Necessariamente sair da rotina precisa ter um grande acontecimento. Mas, mas você, ó, você, você não saiu da rotina, você vai para restaurantes caros, você promove lugares, mas como é que tá a sua conexão? Se você vai com essa mesma conexão, né, aliás, com essa mesma falta de conexão para um restaurante novo, para uma viagem longa e espetacular, e você não tem essa intimidade que você passa a eh a dispensar ao longo desse período de casamento mais longevo, você não tem essa conexão, você não sai da rotina. por exemplo, psicologicamente falando, eh tem o mesmo valor. Vou dar um exemplo bem assim, um restaurante caro que a pessoa sempre desejou eh comer aquela comida. E por outro lado, um dia que, por exemplo, vou falar do lado da mulher, porque geralmente é mais comum, ela chega em casa e o marido já fez, por exemplo, jantar e preparou a mesa. Sabia que aquele dia ela ia chegar um pouco mais tarde, cansada, e foi lá, fez, não fez, talvez, ou fez uma coisa gostosa, porque a gente pensa que o homem não cozinha bem, mas muitos cozinham [risadas] até melhor que a gente. Mas, mas esse esse psicologicamente as duas coisas valem a mesma coisa. digamos assim, não é o valor ou o lugar, mas a ação. Eu eu penso assim que pode, talvez sim, talvez não. Tudo depende da dinâmica daquele casal. Se aquele casal, por exemplo, ah, vamos pensar, e aí tô falando num casal heterossexual, mas pode ser de outras orientações afetivas, independe, porque isso também acontece numa relação uma afetiva também, eh, essa dinâmica de exaustão, de só um tá executando e sempre pensando e esse ato de pensar em casa cansa. Isso também afeta o desejo. O desejo ele não só é afetado, porque a gente tem que pensar também duas questões. O que afeta esse desejo daquela pessoa? O que tá afetando. Às vezes a gente associa a falta de atração daquela pessoa, só não tem mais interesse na na beleza? Não necessariamente. Às vezes é a questão na dinâmica, como isso acontece, isso afeta o interesse. Então, às vezes veio até um desejo no final do dia, em algum momento, só que a hora que chega em casa, tem toda aquela rotina, aquela dinâmica. O fazer esse jantar e essa surpresa pode retomar esse desejo, mas também depende da pessoa de como ela se move naquele desejo. Eu costumo dizer, cada um tem uma maneira como se move. Ficou muito comum falar, o homem é muito visual. Sim. Não necessariamente. Pode ser que sim, às vezes é no toque, pode ser que seja em situações, momentos. E quais são esses momentos? O que que é que se provoca, seja numa relação, qual for a orientação, o que que move? A mesma coisa, isso a gente tá falando da rotina do cotidiano, mas e as provocações de erotismo? Porque não adianta às vezes necessariamente criar um jantar surpresa, a não ser que também tenha essa questão que nem eu falei, ou ir num restaurante caríssimo e também não ter, para além da intimidade que a Canela falou, não ter erotismo, porque não não adianta esperar que esse erotismo que muitas das vezes a gente coloca como uma preliminar, aquela provocação e virar aquela história. Hoje tem vira uma pressão muitas vezes e normalmente os casais dentro da rotina, dentro do de um longo tempo de relação, tende a colocar as demonstrações de de desejo sexual simplesmente no dia que tem a possibilidade do sexo acontecer. E esse comportamento muitas das vezes, se a pessoa não tá disposta, começa a ficar reativa, não acolhe. Eu costumo dizer trabalhar assim, vamos trabalhar o acolhimento igual um presente. Não necessariamente a gente vai usar esse presente naquele momento. Pode ser que você gostou do presente, mas não imediatamente já vai pôr o acessório, item em você e usar. Talvez você vai usar numa outra semana. Então assim, a mesma coisa o sexo. Pode ser que o a demonstração você acolha, receba, mas não necessariamente naquele dia ou naquele momento a relação precisa acontecer. Pode ser que vai acontecer no final de semana. Então assim, essa provocação de erotismo no cotidiano e o que é erótico, que cada um se move, porque pode ser que um o toque seja incômodo, um tipo de toque, ou demonstre mais pro afeto de amor. Pode ser que um outro toque seja mais eh excitante. Então, qual que é o toque que excita? Qual é o tipo de provocação que excita aquela pessoa? E pode ser que para um seja de uma forma e outro seja diferente. É claro que essa provocação toda do rotina que a gente tem falado é muito importante retroalimento, mas eu eu costumo falar amor é uma coisa, desejo é outra. Um retroalimenta, mas se a gente for falar do desejo, é um campo bem diferente. Mas fazer tudo junto, por exemplo, é uma forma de criar uma rotina, isso é bom ou não? Inclusive tem casais que até trabalham juntos. Uhum. Eu acho que entra de novo nesse conceito que a Júlia trouxe agora da dinâmica do casal, né? E vai ao encontro da pergunta que você fez, né? Como é que eu mostro quem eu sou nesse longo, nesse, nesse espaço de tempo, né? Então, eh, a dinâmica do casal, a intimidade que o casal vai criando, ela vai, ela leva muitas vezes a essa, essa proposta de você, de de você conseguir eh mesmo estando o tempo todo juntos, estabelecer um uma individualidade, né? Então, é importante, é importante, é importante. Individualidade é muito diferente de individualismo, né? Então assim, a gente precisa numa relação, a gente precisa de duas pessoas que são totalmente diferentes uma das da outra, mas que compartilham eh valores, mas que compartilham desejos, né, fantasias também e que compartilham sonhos, né? Então, por exemplo, o casal que trabalha junto, não necessariamente preciso ficar tudo o tempo todo junto conversando sobre os mesmos assuntos, eh, conversando com os mesmos clientes, ter os mesmos comportamentos. Por quê? Porque é o mesmo comportamento que eles têm na empresa, eles têm que ter no dentro de casa, mas eles podem ter dentro da empresa e até dentro de casa sua individualidade preservada. E isso leva o casal a realmente colocar um novo, realmente colocar algo, manter o erotismo, manter algo distante, manter o novo. Acho que trazer o novo mesmo nessas relações é muito importante. Mas aí é preciso encontrar então um equilíbrio para que também o outro entenda essa individualidade como um afastamento. Sim. E é importante ver essa individualidade de de maneira que ela vai trazer reconexão também, porque é uma tendência de associar, mas tá fazendo porque existe aquele afastamento, existe as pessoas que entram num individualismo, igual a Karina falou, que se afasta, mas tem um outro individual que é fazer coisas que não necessariamente a outra pessoa tem um prazer, por exemplo, uma prática de uma atividade, cuidar de um fazer um hobby, alguma coisa que não necessariamente a outra pessoa também compartilha. Da mesma forma que é válido terem hobbies compartilhados, mas quando tem esse individual e que não necessariamente é tanto do agrado à outra pessoa, por exemplo, às vezes a pessoa gosta de tocar um instrumento ou fazer uma prática de um exercício de uma atividade que não necessariamente é compartilhado, quando sai desse âmbito e retoma pro pro eixo do casal, há uma tendência da saudade voltar. Há uma tendência de você ver outros olhares, outros cenários que quando você tá no nimbo da relação, você não vê. É a mesma coisa que às vezes acontece quando sai dessa rotina que a gente você perguntou de uma viagem. Claro que não precisa ser uma viagem necessariamente que é a garantia, mas quando sai do da zona que você tá, a tendência é você com mais facilidade olhar o outro de outra maneira. Mas é como a Carina falou, não necessariamente é só essas formas que a gente vai olhar. Então dentro da nossa relação, a gente também tem que fazer o outro esforço, que é admirar e olhar essa pessoa como sempre uma pessoa nova que tá a cada momento ali. Karina, a Júlia inclusive acabou de mencionar uma das coisas, por exemplo, atividade física. A gente tem uma pesquisa recente feito com 1700 casais falando que a atividade física conjunta melhora a comunicação e também gera menor estress conjugal. Então, quer dizer, também pode ser algo que é tão comum, mas que também cria essa conexão. É porque você vai criando intimidade, né? Eu brinco, né? eh quando a gente vai falar eh de intimidade, que essa palavra ela é muito relacionada a ao aspecto sexual da do casal, mas intimidade não é eh você se dar bem sexualmente. intimidade é realmente você criar essa conexão de numa caminhada, por exemplo, eh eu eu trazer assuntos daqueles que geralmente não falam no dia a dia, que tá só que estamos só nós dois, eh a gente compartilhar eh novos desejos, novos valores, né? Alguma situação que às vezes em casa não cabe aquele [limpando a garganta] assunto, mas que no esporte, numa caminhada, né? que eu acho que a caminhada é um é um lugar que que traz uma uma conexão bem bacana, né? Vamos fazer uma caminhada longa, a gente vai batendo papo. É a viagem que eu falei para você de carro também, eh, né, que pode levar algum algum momento de esporte, mas eh o que você cria intimidade nesses momentos é muito importante, que vai mudar toda a dinâmica do casal, né? E a intimidade é realmente eu poder falar: "Nossa, olha que mulher bonita, né? E eu fica tranquila que meu marido vai olhar, mas não vai sair desejando a mulher. E e que são coisas pequenininhas que a gente evita de falar porque ai tô casal, não posso falar sobre isso. Mas a intimidade é exatamente isso. Eu consegui abrir um espaço, uma liberdade, uma confiança, né, de que eu possa trazer todos os assuntos paraa nossa relação, não alguns assuntos pré-estabelecidos, né? Então, eh, a intimidade ela requer que a gente quebre tabus e isso vai fazer com uma dinâmica, eh, muito mais saudável paraa relação e uma funcionalidade melhor. Então, e o esporte tem trazido muito isso, né? Porque a gente vê até inclusive alguns casos de que ou tanto o homem quanto a mulher ou quanto aquela dupla de casal, assim, por exemplo, um tá com uma questão com o corpo e o outro que já tá mais sarado, acaba ajudando e quanto isso estimula o outro a ir pro treino, a não falhar na caminhada e tudo mais. Então também tem esse lado, né? Isso que você falou é muito curioso, que é a clicidade, não é? A, e assim, se a gente for olhar esses dados da pesquisa, a gente vai, a gente vai pegar dois lados. Um é a parceria, a cliccidade de apoiar o outro, estimular a pessoa eh a trazer às vezes até pro meio, às vezes a pessoa já tá num âmbito, num num ritmo de um esporte, aí você traz a parceria pro meio. E o outro lá também, a competição. A competição, se a gente for ver, muitas brigas de casais às vezes estão relacionadas a uma competição e às vezes o esporte, principalmente esportes que envolvam eh competição, por exemplo, jogar o o tênis, a esportes que são muitas vezes de dupla, às vezes ajuda esse cenário de vamos descontar então todos os cenários ali. Aham. E não na nossa relação. Hum. Hum. A gente pode competir no trabalho, mas a gente não precisa competir no trabalho, não, perdão, no jogo, no esporte, mas a gente não deve competir no trabalho, principalmente, vamos supor, aquele casal que trabalha junto ou aquele casal que não trabalha junto e tem uma diferença financeira, isso às vezes afeta. Então, às vezes isso afeta também o desejo, alguém, principalmente às vezes a dificuldade do homem lidar quando a mulher ganha ou tem tá tendo uma ascensão profissional. assim, vamos competir no no esporte, não no trabalho, não na nossa vida de quem sabe mais, quem domina mais, de quem tem mais razão, porque isso a gente tem que ser cúmplice, igual a gente faz quando o outro entra no esporte e talvez não domina tanto aquele aquela prática e a gente acolhe. Então, na relação a gente também precisa aprender. Então, assim, ajuda a a essa dinâmica a descarregar de um lado, mas também aprender a jogar, igual faz no spot. Vamos jogar isso paraa relação. Entendi. Mas e aí, como fica a questão da comunicação? Olha, uma das sugestões de especialistas para melhorar é mudar, por exemplo, até pequenas perguntas. Ao contrário de dizer: "Oi, como você está?" A gente pode dizer: "Oi, como você tá se sentindo?" Também mudar o tom para todo dia a pessoa não chegar: "Oi, seu dia foi bom? Oi, como foi?" Aquela igual a gente faz com a criança quando chega da escola. Isso também é importante. É, a comunicação ela fica automática, né? Ela fica eh tão automática quanto empacotamento de compra em supermercado. Você já sabe o que você tem que fazer o que você tem que falar. É porque o outro fala assim: "Ah, seu dia foi bom, foi normal. Acabou iso" ou não quero falar agora? É, é, é, mas é é exatamente quando você consegue eh trazer o outro paraa sua percepção, né? sobre essa pergunta, você pode perguntar, eh, me conta como foi seu dia. Muda totalmente a maneira como eu recebo aquela pergunta. Olha, a pessoa tá realmente interessada em mim. Eu tô percebendo que hoje você não tá legal, que você não chegou legal do trabalho, quer conversar agora? Qual? E assim, dá esse espaço, o tempo da pessoa, né? Sim, sim. E a comunicação, eu acho que o maior dos problemas, né, Júlio, de de relacionamento, eh, de casal, né, em geral, é comunicação, né, a gente a gente desaprendeu a se comunicar e comunicar sobre as fantasias também, né? Sim. Não, e a gente tá se comunicando inclusive agora por WhatsApp, né? Às vezes o marido tá na cozinha, a esposa tá no quarto e ao invés de descer para conversar, a gente se comunica por WhatsApp, que é totalmente impessoal, né? Você não tá vendo a cara da pessoa, você não tá vendo a sensação, você não tá sentindo ela lá, né? Então a comunicação ela tem sido muito falha. Sim. Meninas sabem que quando a gente vai em restaurante muitas vezes a gente começa a observar as pessoas. Eu tenho visto, não sei se é bom ou ruim, vocês que vão poder dizer, que às vezes casais estão nos restaurantes e cada um está no seu celular como se o outro não estivesse ali. Exato. E aí eu fico pensando, tem um tem uma uma caricatura muito legal que mostra o casal e no entre eles na cama e entre eles um labirinto. Então, quando a gente olha essas pessoas e assim isso tá muito comum, às vezes até eu entro nesse nimbo e todo mundo acaba entrando porque é automático e a gente tem que se policiar para sair desse celular, desse meio. Então assim, esse nimbo que a gente olha, muitas das vezes, se se a pessoa não se policia, a gente fica pensando como que também tá lá em casa nas esferas da vida, seja da organização, aquilo que tá desagradando, quanto que eles têm conversado sobre as questões, sobre as os sonhos, os planejamentos e o quanto tem tido eh conforto e segurança para falar sobre as fantasias. Porque muitas vezes, se nesse nimbo todo já existe, imagina falar sobre os desejos, aquilo que em um momento você até colocou, menina, de pode ser que às vezes mude o que eu gostava uma vez, hoje eu gosto diferente. Ou o toque ou a forma ou eu tenho uma ideia ou gostaria. E o medo do julgamento. Ninguém, eu falo, ninguém precisa dar conta do desejo da outra pessoa, ninguém precisa realizar tudo que a outra pessoa tá falando, mas o escutar sem julgamento muitas vezes é difícil. E o medo de falar e ser julgado também é a barreira. Então vive um limbo o casal, né? Sim. A gente já percebe isso no próprio restaurante, imagina nessa esfera aí. Deve ser muito maior muitas das vezes, né? A gente começa a receber aqui a participação da população do nosso telespectador. Você que entrou em contato pelo WhatsApp da TV Câmara Campinas no 1997829377. A partir de agora, a produção vai colocar algumas perguntas que chegaram aqui para as nossas entrevistadas. Primeiro, quem fala com a gente é o Bruno Santos do Parque Industrial. Depois de muitos anos, o casal pode acabar deixando de comemorar pequenas conquistas um do outro. Isso pode enfraquecer a sensação de parceria. Júlia já fez assim, ó. [risadas] Eu, é o que eu falei, aquela questão do principalmente de quando momentos de vida de cada casal, não necessariamente o casal, é claro que às vezes o casal começou no mesmo processo lá de baixo e foram crescendo profissionalmente, falando bem na questão profissional, mas se a gente for ouvir, perceber, a grande maioria não é isso. Muitas das vezes as os casais estão em momentos profissionais diferentes. Às vezes tá desempregado, às vezes tá crescendo profissionalmente, às vezes tá descendo. E assim, se a gente não tiver esse apoio dentro de casa, porque eu falo assim, a gente tem que ter aquele esforço de ter o nosso, de nos valorizar as pequenas conquistas, ganhos e reconhecimento daquilo que nós conquistamos, mas ter, a gente não vive dentro de uma caverna, a gente for ver o mito do Platão, a gente não vive dentro de uma caverna. O ser humano ele é sociável e na relação é onde a gente mais vai buscar esse apoio e não ter esse apoio, ter não necessariamente às vezes é uma desvalidação que acontece, às vezes é um cenário de ignorar como se não fosse nada. Então assim, o brindar essas conquistas e se a gente for ver no começo da relação tinha no começo da relação você contar, ah, consegui isso, aconteceu e a pessoa: "Nossa, parabéns, que que orgulho ou que admiração". Agora quando entra num num relacionamento longevo, às vezes a tendência é não olhar. Às vezes não olha por questões pessoais, por dificuldade de lidar com o crescimento da outra pessoa e às vezes é porque entrou no nimbo da zona de conforto e não percebe. É importante, né? Eu acho que a para além de enfraquecer a sensação de parceria que o Bruno pergunta, é enfraquece a sensação de pertencimento. Sim. É como se eu não pertense pertencesse mais esse casal, né, esse casamento. Porque se eu não posso trazer aqui as minhas conquistas e compartilhar com minha parceria, onde é que eu vou levar esse assunto? Então assim, que casamento nós estamos tendo, né? E aí é um casamento de competição, né? É um casamento que já não existe mais, porque se sendo eh bem-sucedido ou não, não me importa. Então esse sentimento de pertencimento que vai enfraquecendo, né, com com o que o Bruno pergunta, ele é muito perigoso. Pessoa até para de falar aí quando pergunta não foi, foi normal, foi normal. Foi. É aí que entrou o abismo daquilo que você perguntou. Eu tenho espaço para falar sobre a minha conquista. Para que que eu vou dizer? a pessoa já não tá mais compartilhando, ou seja, eu vou me sentindo pertencente mais à relação e isso vai me dando eh incentivo para buscar outra forma de me relacionar. Isso é muito perigoso. E me fez lembrar uma coisa, Carina, que assim o o Bruno fala assim: "Comemorar". Às vezes a gente associa que o comemorar é, vamos abrir uma garrafa de champanhe, vamos brindar, vamos para um restaurante, que nem a gente tava falando o grandioso, às vezes simplesmente o olhar no olho da pessoa e falar: "Puta que orgulho, parabéns, um abraço, um abraço, um um um aconchego, um olhar que brilha. Agora a pessoa tá lhe falando e você nem olhar para ela." Então assim, você já sente é aquilo que a Carina falou. Eu não vou falar porque nem quando eu tô falando ele me olha, ele me escuta ou ela me escuta. Então para que que eu vou dizer? Então assim a o que que é comemorar, né, e que é necessário e que às vezes é os pequenos gestos. Sim. Vamos à próxima pergunta. Então, quem está com a gente agora, vou pedir paraa produção colocar no ar também, é o Renato Ferreira do Taquaral, que diz o seguinte: "Cuidar da autoestima e voltar a se sentir bem consigo mesmo também pode ajudar a melhorar a relação com a parceira, Karina?" É, não é imprescindível, né? Eh, exatamente. E entra exatamente na na resposta que que eu dei anteriormente. Você passa se sentir pertencente e a autoestima eh faz você se relacionar muito bem com você mesmo, né? Quando você se relaciona muito bem com você mesmo, você abre espaço, você abre um leque de possibilidades. E esse leque de possibilidades, ele também aumenta o repertório da relação, né? porque você se sente mais validado, se sente mais interessante e você consegue abrir esse espaço que a gente tá falando que é tão difícil, você consegue abrir esse espaço para eh ser visto nessa relação, né? Por quê? porque você vai conseguir ter a força necessária para eh pertencer do jeito que você precisa, do jeito que você se sente. Então, acho que a autoestima ela te dá força, ela te dá eh entusiasmo, ela te dá um start para você tá na relação de uma maneira diferente e a pessoa e se apresentar, né, pro seu para sua parceria de maneira diferente, Renato. Mas por outro lado, Karina, uma questão. Essa autoestima, o outro pode ajudá-lo, mas ela, o outro não é responsável ou a outra por essa autoestima individual, é da persona. É isso. É exatamente. A autoestima ela vem daquilo que eu penso de mim, né? O outro pode até contribuir dizendo: "Ah, te validando ou te desvalidando, né? Mas a maneira como eu construo a percepção de mim mesma é a minha responsabilidade. Sim, né? E é por isso que serve terapia, por exemplo. Ah, é [risadas] verdade. É nossa responsabilidade, a maneira como eh o que eu escuto do outro vai entrar na minha percepção de mim mesmo. Então, eu preciso fazer essa essa percepção, essa análise para que a minha autoestima não fique eh condicionada a que o outro me ao que o outro pensa de mim. que o outro pensa de mim, né? ao que o outro falou de mim, não, eu posso fazer um filtro disso, construir minha autoestima e construir a minha personalidade, né, a partir daquilo que eu sinto de mim, daquilo que eu vou construindo, desse leque de possibilidades. A falta dessa autoestima em algum momento nessa relação duradoura, por n motivos que podem ter acontecidos nesse nesses anos todos de relacionamento, em algum momento, ela pode inclusive influenciar na qualidade de desse relacionamento. Ao o outro chega e fala: "Poxa, você não era assim, você não fazia assim". E aí é hora de oferecer ajuda ou não o outro dizer: "Você não quer buscar uma ajuda?" É. [limpando a garganta] Pode ser, eh, pode ser. Eu acho que se você tem a parceria muito bem instalada, po, isso vai acontecer de uma maneira muito natural, né? Eu percebo, poxa, que meu parceiro tá precisando de ajuda, sem cobrança, né? Sem cobrança, né? Sem, eh, valida, sem, eh, colocar ele num num ambiente de é de expor, sem expor, sem exposição, né? É, acho que é essa a palavra. Então a gente não precisa expor para ajudar, né? Mas dentro de uma relação cuja dinâmica é favorável, é saudável, é vai naturalmente, hein, Mirna, né? Você ajuda naturalmente, né? É, é o ser leve, né? Natural e a parceria. E aí muitas das vezes, principalmente quando a gente observa, eu vejo muito isso num terapia de casal, às vezes até na individual, quando um ambos têm a baixa autoestima. e um deles começa a trabalhar ou ao desenvolvimento pessoal, ao desenvolvimento com o corpo, com a saúde, e a outra pessoa não acompanha no mesmo ritmo. E aí muitas das vezes é comum, em vez de apoiar e acolher e entender o tempo que da outra pessoa não necessariamente é o mesmo que o seu, muitas das vezes vem uma desvalidação e uma você não tá se esforçando. você não tá se esforçando, um começa a deixar de admirar aquela pessoa, mas não olhar o que tá por trás. Será que não tem uma depressão? Será que não tem uma questão hormonal influenciando fase de vida, ciclo de vida, perdas, eh, dificuldade de lidar a história de vida da pessoa, não necessariamente a mesma que a sua eh, e não significa que é falta de vontade. às vezes associa-se essa esse descompasse no cuidado, no pessoal, como ah não tá querendo investir na relação, porque é comum acabar eh entrando um desconforto com o corpo e evitando e a outra pessoa já começa a sentir mais segura e confortável. Então você não tá nem aí pela relação, eu estou me esforçando e você não. Sim. Agora vamos a mais perguntas então do nossos telespectadores. Quem chega com a gente agora aqui no Câmara Notícia é a Letícia Almeida do Jardim Auréliia. Ela diz o seguinte: "Se apenas uma pessoa costuma tomar a iniciativa na intimidade, isso pode gerar insegurança ou sensação de rejeição com o tempo?" Karina, e aí se uma pessoa costuma tomar iniciativa? Isso. Sempre a mesma pessoa. Sempre a Então, mas a gente volta, é lógico que fica, né? A gente fica inseguro, a gente eh de volta ao assunto do pertencimento, como é que a gente vai buscar uma outra forma de comunicar o meu interesse, né? E eu ser ouvido pelo outro se toda vez eu realmente percebo que não que eu não consigo só eu tô manifestando. Exatamente. Só eu tenho que dizer o que eu quero fazer, se eu quero passear. Mas assim, mas tem uma pergunta eh muito importante que que que eu acho que eu faria para Letícia, né, Letícia? Eh, você dá espaço para que o outro também se manifeste, porque a gente às vezes vai numa fã de resolver, porque a gente é mais prática. Muito da mulher isso, viu? né? A gente já tá lá trabalhando com a praticidade do dia a dia, a rotina da gente tá muito bem instalada, então a gente faz, faz, resolve, eh, tem ideias, né? Tem muito mais ideias e aí a gente não dá espaço pro parceiro agir, a gente não dá espaço pro parceiro tomar a iniciativa. Então, eu acho que volta a pergunta, né? Será que eu tô dando espaço para esse parceiro se manifestar nessa relação ou eu tô ocupando todo o espaço? Eu acho que complementando, é claro que uma relação A2, é claro, hoje a gente vê relação A3, A4 em fora disso, mas a relação ela deve ser uma troca, né? Claro que a conta, a equação nunca vai ser exata todas as vezes, vai ter perdas, ganhos, vai variando, mas é ideal que seja uma mão de que vai e vem. Isso é o ideal, né? Sim. É claro que fora desse cenário de um buscar e o outro não, vai gerando-se uma insegurança. Mas existe uma questão de momentos. às vezes houve algumas ausências diante de uma investida e aí a pessoa por medo da rejeição ou e que não necessariamente está sendo rejeitada, tá sendo eh falta de querer estar com a pessoa, talvez é o momento que a pessoa está passando, a pessoa deixa de investir, deixa de demonstrar por medo de levar novas rejeições ou começa a ficar uma previsibilidade. Então assim, eu falo assim, às vezes criam bolas de cristais os casais. Então assim, ah, eu sei que agora eu não posso fazer isso porque se eu fizer não vai querer. E às vezes a gente conhece a pessoa, mas não conhece 100%. Às vezes aquela pessoa, se você pelo menos tivesse investido, pode ser que tenha um não. Aí eu falo: "É aquele não, mas vamos fazer um não educado, né? Igual a gente ganha o presente, vamos acolher, mas não precisa necessariamente usar". Então assim, eh, e aí com medo de todo esse cenário começa a se evitar também. E, e, e então assim, será que há uma rejeição? Como se colocar o não? Será que tá sendo uma via só de uma mão? Então assim, isso tem que ser tudo avaliado, porque senão a tendência do casal e tem pesquisas que mostram o medo da rejeição, eu tento deixar de investir, de demonstrar interesses, seja no amor, seja num desejo, por meio da reação que a pessoa vai ter. Quero me proteger. Quero me proteger. E aí entra a necessidade também de eu prestar atenção no outro, né? É, é onde entra a necessidade de eu prestar atenção, de eu entrar com uma comunicação, porque nesse caso eu não consigo dizer pro meu parceiro do que eu tô percebendo. Poxa, você tá percebendo que só eu tá uma iniciativa? Daí a gente vai perceber, vai, vai começando a entender aquele abismo de comunicação. Os casais não estão dialogando. Aí pode ser aquele momento até que o outro chega e fala: "Mas então você nunca deixa ter essa iniciativa também?" Isso aí a gente entra no diálogo. Os casais têm poucos diálogos. diálogo é como a a Júlia falou, é via de mão dupla. Eu falo, ponho o meu ponto de vista, você espera, escuta, não querendo já responder a partir dos seus olhos. Você faz a sua elaboração daquilo que eu te disse e põe o seu ponto, o meu ponto de vista. E aí a gente vai eh colocando aí numa balança quais são os pontos de vistas desses casais. O diálogo requer via de mão dupla. O que a gente tem feito hoje é discutindo o tempo todo. A gente só discute discutir, eu defender o meu ponto de vista sem considerar o ponto de vista do outro na minha relação, né? Então, por exemplo, nesse caso da Letícia, a pergunta eh sobre o tempo todo eu tomar iniciativa, primeiro, você dá espaço e segundo, qual o espaço de intimidade que vocês têm na relação para conversar sobre isso? Sim. A última pergunta que nós temos ainda. Temos aí, produção, mais uma pergunta. Vamos aguardar então a pergunta da Camila Rodrigues do Swift. Com o passar dos anos, demonstrações de carinho podem ficar menos frequentes. Isso significa necessariamente que o interesse pelo parceiro diminuiu? Quem responde aqui? Eu eu costumo dizer assim, o que que é o interesse? Porque às vezes a gente começa a associar interesse como atração, né? Ah, tem que separar isso, então tem que entender o que que é esse interesse. Porque às vezes eu me eh eu tava às vezes tava falando assim esses dias com o paciente, eu eu admiro tudo, mas na hora diante de tantos comportamentos que me incomoda, eu potencializo tanto esse comportamento que eu não consigo ver admiração na outra esfera dele de qualidades que no começo eu admirava. Então assim, o que que é esse interesse? Às vezes vai ter o paciente que vai falar é o interesse no físico porque às vezes muda. Então, mas aí entra aquela coisa que olha, no eu sempre soube que aquela pessoa tinha eh qualidades e defeitos. No começo eu só vi as qualidades e os defeitos ficavam bem pequenininhos. Com o passar dos anos, os defeitos ficaram bem grandes e as qualidades bem pequenas. É mais ou menos nesse meio. É. E assim, o qual é a interpret? Porque assim, é claro que às vezes com o passar do tempo os comportamentos que incomodam eles começam a surgir, que no começo dá aquela blindada para não para segurar. E até porque pela pelo tempo de convívio não aparenta tanto, né? É na rotina que isso vai aparecer. Tem isso, mas tem também como que eu interpreto esse olhar, como que eu vejo esse comportamento, porque eu falo tudo é negociável, é claro que a gente não consegue mudar o outro, a gente não consegue mudar o a forma como o outro é lida, tem a personalidade dele, mas é cada um sentar, que nem a Carina falou, conversar, entender as necessidades de cada um, como cada um funciona e entrar num ajuste, num alinhamento. Então, é claro que quando tem esse abismo, esse distanciamento, não tem essa conversa, esse ajuste de não necessariamente vai ser equalizado exatamente igual, mas uma equação e que às vezes a terapia é uma forma de casal, a gente não precisa usar terapia de casal só quando já chegou no extremo. A gente pode usar isso para negociar também, ajustar os as possibilidades. E quando não tem isso, é natural que a gente deixa de investir e deixa de demonstrar carinho, afeto, interesse, estar querendo ficar junto com aquela pessoa, dedicar tempo, porque começa a haver um um desapontamento. Só que aí se a gente não senta e alinha todos esses pontos e entra em possibilidades, o distanciamento abismo vai aumentando. Uhum. E talvez eu diminui o interesse, né? E e às vezes com o passar do tempo também eu passo a ter outros interesses, eu passo a ter outras necessidades ou vontades, né? Eh, a gente precisa dizer sobre isso. Às vezes eu quero esse tipo de demonstração de carinho. Ah, mas é óbvio. Não, meu óbvio não é o óbvio do outro. E na relação de casamento é qualquer outra relação, inclusive a gente precisa saber disso. O óbvio precisa ser dito. Precisa ser dito, né? Então, por exemplo, a Camila tá dizendo que eh as as demonstrações de carinho acabaram, mas que tipo de demonstração de carinho? O que que você tá querendo agora? Então, pode ser que, por exemplo, anos a gente não comemore dia dos namorados porque não faz sentido para esse casal. Mas nossa, esse ano gostaria de ter ganhado um presente. Comenta. O óbvio ficou tão instalado [risadas] nessa relação que não se comemora de de namorado, né, os dias dos namorados, que a parceria nem sabe que seria interessante dar uma caixa de bombom. Ah, isso, isso para mim a ideia, mulher vai sofrer, isso para mim já seria interessante. Mas tava no óbvio, tava no automático. A gente precisa sair desse automático. A gente precisa introduzir coisa nova. Ah, hoje pode ser, pode passar por você. Olha, eu queria receber tanto um presente que eu te dei, o ano que vem vamos combinar coisa diferente. Eu gostei dessa surpresa, né? E aí você traz a novidade, você traz uma demonstração de carinho diferente que é que você gostaria de de receber para vocês poderem compartilhar esse novo momento. Então esse eh experiências para compartilhar, novas experiências compartilhadas, elas podem trazer uma manifestação de carinho, que é essa que a Camila, né, que colocou aqui, que tá demandando. Ah, é isso mesmo. Então a gente tem essa ideia de que por continuar junto também pode significar continuar descobrindo um ao outro diariamente. Exato. O tempo todo. É isso aí, gente. Eu agradeço a participação de vocês. Eu ficaria aqui por mais uma meia hora conversando, mas a produção já avisou que o nosso tempo, infelizmente, tá acabando e a gente se vê numa próxima oportunidade. Com certeza. Obrigada pelo convite. Obrigada. Prazer. E olha só, gente, o Estúdio Câmara fica por aqui, mas já tem um convite, porque o programa desta sexta-feira está imperdível. Nós vamos fechar a semana com chave de ouro. Amanhã o tema é solitude proveitosa. Até que ponto uma companhia necessária para aproveitar os momentos? Viajar, comer fora, ir ao cinema ou praticar uma atividade são experiências frequentemente associadas à presença de outras pessoas. [música] Mas você já experimentou fazer isso sem ninguém ao lado? Qual a diferença entre solitude e solidão? [música] E por algumas pessoas têm dificuldade em fazer as coisas sozinhas? Espero você amanhã. Então, tá convidado e marquea a presença aqui às 8 horas. Até um próximo estúdio Câmara. [música] [música] [música] [música] เฮ [música] [música] [música] Isso vai depender muito daquilo que você gostaria de fazer e desenvolver