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Em destaque · HD Vídeo · ESTÚDIO CÂMARA

Estúdio Câmara

16 views Publicado 07/08/2026 HD · 1:06:57
Resumo editorial

Programa ao vivo examina comportamentos de pré-adolescentes e adolescentes que sentem vergonha dos pais. Especialistas em saúde mental discutem como diferenciar timidez normal de desenvolvimento problemático no relacionamento familiar. Orientam sobre estratégias para pais e cuidadores lidarem com a fase com harmonia e segurança emocional.

Citados nesta edição
Bairros mencionados

Descrição do vídeo

A partir dos 8 ou 10 anos, quando começam as mudanças da pré-adolescência, é comum que os filhos passem a recusar abraço em público, pedir para descer do carro longe da escola ou ter vergonha do jeito que os pais falam e se vestem. O Estúdio Câmara desta sexta-feira, 7 de agosto, reúne duas especialistas em saúde mental num quadro de entrevista e debate da TV Legislativa para discutir até que ponto essa vergonha dos pais é parte do desenvolvimento saudável e quando passa a indicar afastamento ou crise na relação familiar.

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A seguir, TV Câmara ao vivo. Olá, muito bom dia para você que está ligado na programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando. Sexta-feira, estúdio Câmara ao vivo na sua tela, dia 7 de agosto. Como você está? Tudo bem por aqui? Tudo ótimo. Vamos juntos falar sobre um tema bem interessante. É um assunto que atinge em cheio quase toda a família que tem criança crescendo dentro de casa. Você já percebeu eh seu filho pedindo para descer do carro antes da porta da escola? ou sentiu aquele afastamento repentino quando chegam os amigos ou os parentes em casa. Recusaram abraço em público, ter vergonha do jeito que os pais falam ou se vestem e evitar eventos de família são comportamentos comuns na pré-adolescência e na juventude. Mas até que ponto essa vergonha faz de um desenvolvimento um desenvolvimento saudável? Quando essa vergonha deixa de ser uma timidez da idade? e passa a indicar uma crise de desrespeito ou distanciamento. Vamos falar sobre a vergonha dos pais. Um tema um pouco polêmico, mas eu acredito que a maioria das famílias passa por essa situação. Manda pra gente a sua dúvida, a sua experiência, converse com a gente pelo WhatsApp. Já eh teve um momento aí em que o seu filho falou assim: "Ô, mãe, me deixa uma quadra longe da escola, eu quero ir caminhando com os meus amigos, né?" ou então em algum evento de escola, você tá lá todo empolgado, daí dá uma olhadinha pro seu filho, você percebe que pelo olhar ele tá com vergonha de você. Então a gente precisa falar sobre isso, a gente precisa conversar sobre essa vergonha. E por isso nós temos aqui duas especialistas em saúde mental que vão conversar com a gente, tá bom? Então já manda a sua mensagem no WhatsApp, a produção está com WhatsApp aberto para te receber. Enquanto isso, a gente atualiza algumas informações. Daqui a pouquinho a previsão do tempo e já já a apresentação das nossas convidadas do estúdio Câmara de Hoje e olha só gente, acontece amanhã, sábado, dia 8, a segunda edição do projeto DPBE de Portas Abertas. A ação é gratuita e vai das 9 da manhã até às 4 da tarde na sede do Departamento de Proteção e Bem-estar Animal aqui de Campinas, o DPBE, que fica na Vila Boa Vista. Quem quiser visitar o local vai poder conhecer as instalações, levar os próprios cães para tomar a vacina V8 e fazer a microchipagem, além de conferir os 14 animais disponíveis para a adoção responsável. São oito cachorros e seis gatos. Todos os animais do departamento foram resgatados de maus tratos ou acidentes, já passaram por tratamento e estão prontos para ganhar um novo lar. Não é preciso agendar e os detalhes e a localização você confere no portal da prefeitura, tá bom? ou também no portal Animal Campinas. Vamos para a previsão do tempo deste fim de semana. Pois é, estamos aí com alerta, né, de tempo com bastante vento e a gente precisa se cuidar. A Defesa Civil emitiu esse alerta, estávamos aguardando, graças a Deus a noite foi tranquila, mas a gente precisa estar atento. A previsão, gente, diz o seguinte: hoje, sexta-feira, mínima de 17, a máxima de 28º. E aí, hoje nós temos aí um um dia com sol, mas nuvens e à noite também teremos nuvens. Então não vai ter chuva hoje não, de acordo com a previsão. 17:28 e o vento também não é eh não é daquela forma que a previsão indicou pra gente, graças a Deus. Agora, para amanhã, sábado, nós temos sol com algumas nuvens e pancadas de chuva à tarde, tá? Amanhã mínima mínima 16, máxima 31. E domingo também sol, aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite, o tempo fica aberto, mínima 19, máxima 31º. Sempre é importante a gente ficar de olho na previsão do tempo, né, pra gente poder se prevenir. Lembrando que é uma previsão, não uma precisão, combinado? Então, ótimo. Uma sexta-feira para mim e para você. Vamos ao tema central do nosso estúdio Câmara de hoje. A vergonha. dos pais. Então, à medida que as crianças entram na pré-adolescência, por volta aí de 8 a 10 anos, as atitudes mudam drasticamente, né? O surgimento das primeiras alterações físicas acaba assustando os jovens e faz com que eles passem a proteger o próprio corpo e buscar também a privacidade. Junto com isso, surge a necessidade de demonstrar a autonomia em relação aos adultos e aí a busca intensa por aceitação no grupo de amigos. Eles estão em fase de transição. E para os pais, ver o filho se esquivar de um abraço na escola ou então demonstrar um constrangimento na frente dos colegas pode suar como rejeição. No entanto, especialistas em saúde mental lhes destacam que esse distanciamento psíquico, ele é um processo natural de separação da imagem infantil para a construção da própria identidade. a gente precisa entender sobre isso, conversar sobre isso e aprender a manejar essa fase da vida dos nossos filhos. Então, para nos ajudar a entender esses limites e como conduzir essa fase sem ruídos, a gente recebe aqui no estúdio Câmara, ao vivo com a gente a psicóloga e psicanalista Ana Carolina Carvalho. Bom dia, Ana, seja bem-vinda. Obrigada pela sua presença. Bom dia, Rúbia. Obrigada pelo convite. Espero que a nossa conversa hoje possa trazer algumas reflexões úteis para quem tá nos acompanhando. Maravilha. E para completar o time desta sexta-feira do estúdio Câmara, a gente recebe a psicopedagoga Clarissa Xixido. Seja muito bem-vinda, Clarissa. Bom dia. Obrigada pela participação e presença. Bom dia, Rúbia. Bom dia, pessoal. Gratidão mais uma vez pelo convite. Nós que agradecemos. Nós precisamos de orientação. E a gente já começa perguntando para você, Ana Carolina, do ponto de vista psicanalítico, por que, né, a adolescência desperta essa necessidade tão forte de distanciamento das figuras parentais. Parece que a gente não entende mais nada e que eles sabem tudo e que a gente fica isolado? Gente, eu passei por isso e eu não sabia como lidar na época que a minha filha eh era adolescente e senti uma dor assim que hoje eu consigo entender o porquê por conta da minha ignorância, por conta de não saber o que estava acontecendo com ela naquele momento. Eu gostaria que você explicasse aos pais e cuidadores eh o por acontece isso nessa fase e se se é mesmo um processo natural. Uhum. É sim, Rúbia, é um processo bastante esperado, bem natural, né? Eh, muitos adolescentes passam por isso, né? E é justamente por pelo motivo pelo qual você eh nos introduziu aí, né? Porque a adolescência ela é um processo de construção de identidade, né? O sujeito ele vai saindo ali da infância, né? E vai tentando ir em busca de descobrir quem ele é no mundo, né? eh descobrir eh quem ele é para além de ser filho de alguém, né? Então, ele vai buscando outras referências e a principal busca de referências é eh a busca no convívio dele ali com os colegas, né? Então, ele vai experimentando com os amigos, com os colegas de escola, principalmente, né? Eh, outros eh outra forma mesmo de estar no mundo, né? e com isso vai eh e vai se tentando se diferenciar do exemplo que ele recebeu em casa, né, que foi o primeiro exemplo ali dele. eh ele fica muito atento ao olhar dos colegas, né, eh, com bastante receio de julgamento dos amigos e com isso ele vai eh tendo alguns comportamentos, né, que os pais eh não entendem muito bem, né, vão tentando eh se aproximar, porque na infância é muito comum, né, que a criança fique muito eh grudada com os pais, né, faça tudo com os pais, tem os pais mesmo como referência. e de repente de uma hora para outra ela vai buscando outras referências. Isso é um pouco eh confuso pros pais, né? Como assim? De uma hora para outra eu deixei de ser essa referência pro meu filho, né? Ele tá buscando outras coisas para para além de mim, para além daquilo que eu posso entregar para ele, né? Exatamente. Você sabe que eh com o tempo passa, a gente vai aprendendo muitas coisas. Isso é muito bom, né? Eh, a o adolescente, ele tem a tendência de saber tudo. Isso é algo que acontece dentro das nossas casas, né? Eh, ele ele coloca em descrédito o que o pai e a mãe eh eh dizem e ele quer falar que ele sabe tudo e tal. E aí muitos pais falam assim: "Poxa, sabe tudo, acabou de começar a viver, tá sabendo o quê". Mas aí eu entendi que isso pode ser uma necessidade de de aprovação, de pertencimento e a criação da identidade, porque para ele ele precisa saber, ele precisa se autoafirmar para ser alguém. Aí as primeiras transformações físicas, imagina a puberdade, vai impactar a aprendizagem, o comportamento social desse adolescente, né, desse ser que tá em fase de desenvolvimento. Clarissa, e eu gostaria que você falasse pra gente sobre o impacto dessa mudança, né, dessa fase desse desse ser, tanto no convívio social quanto dentro da família e na escola também. É algo que vai bem além e precisa de um entendimento pra gente poder ter manejo. Exatamente, Rúber. Tudo que vocês conversaram agora reflete no ambiente escolar. Isso é fato. Quando o adolescente ele está em busca desse pertencimento de um grupo, nessa busca da identidade, que que é importante vocês, famílias perceberem? Primeiro, vocês precisam respeitar esse tempo. Uhum. Então não adianta quando o adolescente fala assim: "Ah, eu preciso pro meu quarto". Você ir atrás perguntar: "Mas por que? Por quê? Calma, respeita esse adolescente, deixa ele ali." Segundo ponto importante, Rúbia, nós precisamos diferenciar o que é uma maneira de falar de uma maneira que seja mais eh o tom da voz. Então, por exemplo, como você falou assim, ai me deixa na esquina da escola. Uhum. Então tem uma diferença. Mãe, por favor, você pode me deixar na esquina da escola da diferença do tipo, tem vergonha de você? Isso a gente precisa perceber. E o terceiro ponto que entra assim na fase escolar, quando o adolescente ele não tem esse pertencimento de grupo, ele está em busca da sua identidade, isso reflete na escola como as notas caem, o desempenho escolar não é mais o mesmo, o foco, a concentração, ele não vai ter, porque ele tá ainda se descobrindo. Isso faz com que tudo em relação ao escolar o rendimento caia. E é importante que a escola esteja muito atenta e tenha esse momento de conversa, disputativa, do aluno ser o protagonista. Porque às vezes, Ruber, a parte mais importante que vocês pais precisam perceber é quando esses sinais deixam de ser uma fase da adolescência para realmente uma busca profissional. Então, quando o adolescente não quer ir numa festa de família, OK, ah, não quero ir no churrasco, mas toda a festa de família você não quer ir. Então, o adolescente fica muito no celular e deixou o convívio com outras crianças, seja da escola, seja do condomínio, seja com os primos da mesma faixa etária, quando esse adolescente realmente você não quer, você percebe que o contato físico, ah, não, porque eu estou na festa de escola, ah, mãe, por favor, né? Não precisa para tanto do que e chegou em casa, só tem vocês, a família, o ciclo familiar tá ali, ele também evita. Hum. Aí é um sinal de alerta. Perfeito. Isso é uma coisa muito importante pra gente eh pontuar aqui para vocês, pros pais realmente perceberem e ter esse contato diretamente com a escola. Então seu filho tinha uma nota nove e do nada começou com seis, 5s. Aí a gente tem que saber se é uma dificuldade de aprendizagem ou se realmente é por conta dessa fase da pré-adolescência e da adolescência. Excelente. Muito bom. Achei interessante você falar isso, Clarissa, né? pra gente pensar mesmo assim o que é natural, esperado da fase do desenvolvimento, né, eh, dentro de um desenvolvimento normal e o que a gente já começa a ficar mais preocupado, né? Geralmente dentro de um desenvolvimento normal da adolescência, a vergonha costuma ficar mais restrita, geralmente algumas situações mais públicas, né, onde o adolescente ele pode eh tá sob o olhar principalmente dos colegas, né, porque a vergonha, se a gente for parar para pensar, ela não vem no isolamento, né, ela vem no convívio, né? Então, vou dar um exemplo aqui simples, né? Por exemplo, eu posso estar muito tranquila, eh, cantando no carro, né? Mas se eu começar a observar que tem pessoas me observando, aí eu já posso ficar mais constrangida. Tô dando esse exemplo para pensar no adolescente, né? Então, eh, dentro de uma vergonha normal, né? Eh, a gente espera assim que ele tenha um pouco de vergonha do olhar dos amigos sobre ele, né? Então ele vai ficar com vergonha de ser deixado na porta da escola ou receber um beijo e um abraço na porta da escola ou de ser visto andando de mãos dadas com os pais no shopping. Eh, mas sempre assim com sob o olhar do outro, né? Mas se a gente pensar que dentro de casa ele tá tranquilo, ele continua querendo abraço, ele continua querendo colo, ele continua conseguindo conversar com os pais, né? Ele continua recorrendo aos pais nos momentos de vulnerabilidade, onde ele se sinta triste ou algo assim, tá tudo bem, né? É um desenvolvimento normal, esperado, restrito ao ao ambiente social do adolescente, né? Você sabe que a pessoa mais tem que te procurar a mesma eh auxílio são os próprios pais. É, a gente precisa aprender a manejar. O que eu o que no meu consultório, o que eu escuto das minhas famílias quando eles vêm, ai Clarissa, porque ele não aceita, né? Primeiro que eu falo assim que as famílias confundem bastante, né, a psicopedagoga com a psicóloga, mas eh o que eu recebo muito no meu consultório, ai porque ele não aceita mais. Eu falo, gente, você tem eh pensar no seguinte, a pré-adolescência não quer dizer rompimento de sentimento, fala pra família, mas é uma transição desse sentimento, porque o adolescente ele vai precisar a rua dos pais, então ele vai precisar da autonomia. Ele você, vocês precisam dar essa autonomia, pro filho de vocês, falando como psicopedagogo agora, vocês precisam dar esse essa autonomia, mas precisa ter o limite. Exato. E aí que entra a maior dificuldade das famílias. Acho que daria uma pauta. Verdade. Porque permitir a autonomia não é abandonável o filho, né? Não é deixar de dar limite, não é deixar de dar proteção, né? Eh, eu pensei na na analogia com um escalador, né, assim, de montanhas, né? Eh, a o escalador ele escala sozinho, ele vai pela força da dos próprios movimentos, né? Mas tem alguém lá embaixo segurando a corda de segurança dele. Se acontecer qualquer imprevisto ali e ele, né, cair, tem a corda de segurança. A função dos pais é um pouco essa de ser a corda de segurança dos filhos. Então, é sim permitir uma autonomia, mas não abandonar, não deixar de proteger, não deixar de estar atento. Muito bem. Olha só, a gente falando sobre a vergonha, né, dos pais na adolescência, é é uma fase inicial de mudanças, né? O jovem não tá focado em relacionamentos amorosos e tal, quando a gente fala de mudança de corpo hormonal, enfim, mas ele tá focado na expansão do seu conhecimento. E aí ele tem receio, gente, da ridicularização com os amigos. Foi o que as nossas profissionais explicaram aqui pra gente, porque de repente, poxa vida, vão, eu vou falar a linguagem dos jovens agora, tá? Vão me zoar a semana toda, porque minha mãe me trouxe aqui na escola, me deu um beijo, arrumou o meu cabelo, bateu nas minhas costas e falou: "Vai para dentro da sala, poxa, mas como é que eu vou aguentar, galera, né?" É mais ou menos isso que acontece na cabecinha desses seres que estão em pleno desenvolvimento. Agora, esse choque geracional de linguagem do mundo digital, isso eh pode fazer com que a vida, né, eh dos pais acaba parecendo ultrapassado para esses jovens. É algo bem interessante, porque é um choque de geração e a gente percebe que é um choque muito grande, porque hoje nós temos a tecnologia, tem muita coisa que na época que nós éramos jovens, né, meninas eh eh adolescentes, a gente não tinha isso. Então, o choque de geração poderia até existir, mas não era tão a de uma afronta tão grande. Hoje já tá eh eh eu acredito que tá bem exacerbado. E isso pode, ah fazer com que os adolescentes eles achem que a gente isso aí já era, tá ultrapassado. E aí aumenta um pouco mais essa vergonha? Eu acredito que sim, porque a velocidade, né, do do desenvolvimento das coisas hoje é muito rápida mesmo, né? Mas assim, de certa forma, acho que sempre existiu sempre existiu este olhar, né, do do adolescente para geração anterior com essa com essa crítica, né, eh, em achar que o comportamento dos pais é cafona, né, já tá fora de moda, já não já não faz mais sentido. Sim. Porque eu acho que crescer tem a ver com um certo enfrentamento da geração anterior, né, com questionamento, com porque a principal função é essa mesmo, é a diferenciação da geração anterior, é a diferenciação dos pais, né? Então eles vão buscar esse esse certo confronto, né, essa certa crítica com a geração anterior, porque justamente eles estão em busca de construir uma identidade própria, né? Então isso é natural. Acho que fica assim um pouco exacerbado com a questão da da tecnologia, das redes sociais, né, da maior exposição com que esses jovens vivem hoje em dia, mas de certa forma algo muito natural que sempre aconteceu, é, né? É. E é legal também de comentar sobre isso. Por quê? Porque a comparação não está somente no ambiente que eles frequentam. Uhum. Porque a tecnologia abrange o mundo inteiro. Então eles acabam se comparando com milhares, com centenas de pessoas, centenas de adolescentes. E cabe a nós adultos, é que também falo muito no meu consultório, cabe nós adultos tentarmos entender esse adolescente, tentar entender o que que tá fazendo, por que que tá querendo tanto pertencer a esse grupo e entender que essa fase da identidade é normal, essa construção da identidade é normal e ele vai se comparar com grupos da escola, com grupos de casa, com grupos da família. Ele vai estar em busca dessa construção, dessa identidade. E tá tudo bem, pais. Cabe agora vocês, né, enquanto eu eu me coloco nesse grupo também, porque eu tenho uma filha de 12 anos, entender realmente que construção é essa, que identidade é essa que eles estão buscando e lembrar que vocês também já passaram por isso, nós já passamos por isso, né, e vai mudar. Hoje a geração é é o formar aura, hoje a geração é o six. Então vamos entender o que faz eh tá faz parte dessa nova geração, dessa identidade do seu filho. E como você me disse, estarmos sempre por pertos para auxiliá-los da melhor maneira possível. Uhum. Sim. É, gente, eh, a gente precisa ontem, né, nós falamos de farmar aura e aí eh, o que que é interessante a gente trazer do programa de ontem, né, já que a Clarissa tocou nesse ponto de farmar aura, a gente precisa entrar um pouquinho no mundo dessa turma para que eh eles possam sentir se sentir à vontade para conversar com a gente e que a gente também tenha assunto para conversar com eles. E a questão da vergonha dos pais também, eu acho que vai na mesma linha de raciocínio, né? Se de repente você sentiu que o filho ah apontou aí uma vergonha, né? É importante chegar e falar: "Eu fiz você passar vergonha em algum momento. Essa essa comunicação ou então eh não precisa nem falar, só ouvir, né? Faz a pergunta e deixa ele falar, deixa ele falar". É importante esse diálogo, não é, Ana? bastante importante e acho que eh você citou uma coisa que que é significativa mesmo, né, que é o diálogo eh e os pais também poderem se expressar, né? Então, eh, tudo bem, o, o adolescente precisa dessa autonomia, o adolescente sente esse constrangimento. Às vezes é importante pros pais eh respeitarem alguns pedidos, né, levarem em consideração. Então, se quer não quer deixar na porta da escola, quer deixar na esquina, ou não quer mais andar de mãos dadas, ou não quer mais às vezes ser chamado por algum apelido carinhoso, né, na frente dos colegas. importante, importante os pais respeitarem, mas é importante também que os pais tenham lugar, né, num sentido assim de que eles também possam se expressar pros filhos, né, também possam dizer eh em alguma medida: "Nossa, filho, eu entendo que isso é importante para você, mas eu fico triste, né? Eu sinto eh às vezes é um pouco incômodo para mim quando você me pede isso, né? Às vezes eu sinto que você fica com vergonha de mim. Tá tudo bem expressar isso pro filho, porque eh faz parte do processo de amadurecimento também do adolescente ele passar a considerar os sentimentos dos outros, né? A considerar os sentimentos dos próprios pais também. Não significa que ele precisa voltar a ceder, voltar a andar de mãos dadas com os pais se ele não quiser. Não, não, não, não precisa isso. Mas é importante ele ouvir, é importante ele perceber que os pais têm sentimentos também, que é uma fase de transição, não só para ele, mas pros pais. também, porque afinal de contas, né, essa transição é vivida em família, não é só o adolescente que tá mudando a família toda, tá tendo que se reaptar a essa nova realidade, né? É verdade. E os pais, nós pais, nós não estamos preparados para isso, porque a criação do filho é algo que parece tão fácil, mas ela é muito complexa, porque são fases e e aí quando você vê a sua criança se desenvolvendo, a gente precisa entender que o pai e a mãe também está se desenvolvendo junto com aquela criança. E todas as fases, elas são novas, tanto para a criança quanto para o cuidador. E se não acontece o diálogo, vai acontecer o quê? O afastamento, o distanciamento. Por quê? Porque tem a dor do do da da criança, da do adolescente que tá, né, crescendo e sentiu a vergonha do pai. E aí tem o pai, a mãe, o cuidador que sentiu uma um desprezo e vai sentir uma dor também. Ninguém fala sobre essa dor dentro de casa. Vão se afastando cada vez mais e aí está instaurado o caos. A gente precisa aprender a conversar. E foi muito importante que a Ana disse. Por quê? Porque aí a gente consegue ver os dois lados, né, Clarissa, tanto o lado de quem está se desenvolvendo eh eh como um serzinho novo ali, aprendendo tudo quanto o lado do cuidador do pai e da mãe, porque a gente sente uma dor, sente dor porque porque a gente não sabe identificar o que tá acontecendo com aquele adolescente e a gente acha assim, nossa, chegou lá aí nos 13, 14 anos já não quer mais saber de mim. Poxa, vida. Exatamente. O que que é legal eh realizar dentro de casa? Uhum. A primeira figura, primeira referência de identidade para uma criança são os pais. Então, na fase da infância, a referência são os pais. Chega na adolescência, essa referência vira. Não que os pais deixam de ser a referência, não é isso, mas a principal referência são os amigos, são os colegas. Quando a criança é menor, então os pais estão ali acolhendo, fazem tudo por ela, né? faz o piquenique, vai em festinha, gosta de tirar foto e quando entra nessa fase de adolescência, a gente se acostuma com esse negócio de tá sempre protegendo, cuidando, levando, buscando e tal e aí chega na adolescência, gente, não querem mais não. E a gente se acostumou com isso, a gente precisa desapegar, mais, precisa desapegar. Só que daí entra uma coisa muito interessante que a Ana falou, que gostei de complementar e até deixar para uma dica mesmo para vocês aí em casa. Criem novas conexões com seus filhos. Então, respeita o momento dele, tem esse conversa, tem esse diálogo. E o que que eu posso fazer, Clarissa, para realmente me conectar com meu filho e não perder esse vínculo que foi construído na infância? Primeiro que não, ele não é perdido. Vamos imaginar que ele tá ali guardadinho e a criança eh no no seu desenvolvimento até os 16, 18 anos, essa vergonha dos pais tende a passar, mas faça com eles programações que eles gostem. Então, filho, eu entendo que você não quer que a mãe vá até com você na até a porta da escola. Eu entendo que você não quer que a mamãe fique, ah, né, chame pro pelido mais carinhoso ou torço por você ir na sua formatura? Então, o que que nós podemos fazer? Vai para um jogo de futebol, cria um momento de leitura em família, um um filme dentro de casa. É aquilo que a gente conversou anteriormente. Se esse vínculo dentro da do celular está mantido, é uma coisa ainda saudável. Essa vergonha que eles têm dos pais na frente dos amigos é saudável. Fiquem só atentos. Se esse vínculo, se essas dicas que eu tô dando para vocês não se concretizar, aí é um alerta para vocês. Mas tem eh tentem colocar outras eh outros outros momentos. Então, se um menino gosta de futebol, vai até o estádio, vai torcer, conversa sobre um assunto e tenta criar esse novo vínculo, essa nova relação com esse adolescente e dá super certo. Muito bem. Agora, quando essa postura, Ana, de vergonha, ela persiste, né, e vai junto, crescendo e chega na vida adulta, essa vergonha continua. Ah, o que que deve ser feito? como que deve ser olhado, como que a gente faz para que a pessoa ela tenha a percepção de que isso já não é normal e que precisa de um manejo clínico. Uhum. Eh, eh, a vergonha, como a gente estava conversando, né? A vergonha isoladamente em alguns contextos sociais, ela é natural, ela é esperada, né? Mas se a gente começa a perceber outros comportamentos eh associados a isso, né? Então, por exemplo, eh, começa a perceber uma agressividade maior desse adolescente ou começa a perceber que não é só um pedido de privacidade que ele, né, que ele que ele apresenta, ele começa, na verdade, a ofender os pais, eh, eh, ou a denegrir a imagem dos pais, né, na frente dos amigos, ou ele começa, por exemplo, a ficar muito isolado dentro de casa, romper, né, qualquer tipo de diálogo com a família ou ficar muito restrito ao quarto, não querer mais sair de casa, não querer mais fazer nada, muitas vezes até não querer ter outros tipos de convívios sociais com os amigos na escola mesmo, né? Aí a gente já precisa começar a ficar atento, né? Uhum. E atento até para tentar entender se o problema é com o adolescente, com o próprio adolescente, se é um caso de, né, de de dele tá deprimindo ou algo assim, ou se é um uma preocupação com um contexto escolar, por exemplo, né? Se esse adolescente tá sofrendo muitos julgamentos na escola, processos de bullying, né? Eh, pode ser que isso acontecendo lá ele se retraia ainda mais, ele se feche, né? Então, eh, esses são sinais de alerta, esses são, né, e, e de forma persistente, né, isso dure ao longo do tempo, dure por meses, né, eh, isso a gente já começa a ficar mais preocupado e já são sinais de que talvez seja assim o caso de buscar por ajuda profissional, né, ajudar essa família a passar por isso. É, porque isso vai reverberar na estrutura familiar e também eh no relacionamento social desse indivíduo, né, Clarissa? vai realmente refletir no âmbito social dele. Então, quando esse adolescente apresenta qualquer desses sinais de isolamento, de agressividade, ele não quer mais ficar junto com os seus próximos, com suas familiares, com os amigos, isso reflete tanto dentro de casa quanto fora de casa e até no ambiente escolar mesmo, né? Tem ficar bem atento a todos esses cenários. É, gente, estamos aqui falando da vergonha dos pais na adolescência, né? Eh, e aí a gente fala, mas todo mundo passa por isso, é algo natural que faz parte da fase, né, da do adolescente que que tá passando aí, saiu da criança, vai pra adolescência, depois vai paraa vida adulta e faz parte. Só que tem um um negócio bem interessante que tem um retorno, né? Porque depois que passou da fase da adolescência e que eh viveu aí da forma que ele achou que entendia, que ficou com vergonha dos pais e tal, aí depois veio o retorno, porque eh a gente percebe nas famílias que, principalmente hoje, né, tem muitos eh que estão na fase já da da na fase adulta, chegando na fase adulta, e que já sentem eh a vontade de estar perto, né, da mãe, do pai, do cuidador, de apresentar isso. Então, isso representa pra gente realmente que são fases da vida, né, Clar? São fases da vida. R bem dito. É aquele que a gente conversou anteriormente, né? Na infância a principal eh identidade das crianças são os pais. Na adolescência, nessa pré-adolescência é as crianças. Mas o vínculo que é construído desde da infância não se perde. Lembra quando eu falei que esse vínculo tá apenas guardado numa caixinha, na memória? Quando chega na fase adulta, eles vão lembrar. Por quê? Porque em todo o processo, na infância, na pré-adolescência, na adolescência, os pais estavam ali auxiliando, guiando. É aquilo que a gente conversou. Existem maneiras dessa criança se expressar, colocar o sentimento para fora, ouvir, ter esse vínculo é positivo na vida da criança, mas existe a maneira correta de ser dita. E lá na na fase adulta, eles vão lembrar e vão reproduzir tudo que ele passou com seus com seus filhos, eles vão lembrar a caixinha da memória ali, ó, vai eh automaticamente ser resgatada. interessante. É, é engraçado que isso aconteça, né? É porque é muito comum mesmo que o adolescente vá experimentar muitas coisas, né? Muitas formas de ser, muitos estilos, muito, muitos gostos, comportamentos, né? E muitas vezes depois ele retorna ao exemplo que ele teve em casa, né? Mas como é importante poder de fato experimentar, né? E depois escolher, que seja escolher retornar ao lugar de origem, né? Ao lugar de origem. as coisas que ele conheceu, né, no berço. Mas ele poôde ter essa chance, né, de experimentar, de testar a identidade, né, o que de fato ia fazer sentido para ele. É, e é por isso que a gente precisa ter entendimento de manejar essa essa fase, né, eh, com sabedoria, porque vai doer, claro que vai, a gente vai passar por isso. Eles também estamos na fase do aprendizado, mas a gente sabe que como é só uma fase, isso vai acabar. Isso é importante. Agora, se não acabar, claro, como pontuaram aqui as nossas eh convidadas, importante você buscar um atendimento. Agora, a escola ela faz parte, né, dessas fases da vida e ela também é interessante a gente colocar o pai e a escola como conexão, porque é muito importante eh a escola ter a percepção de quando isso está sendo exacerbado, porque a escola tem ali a vivência, é escola e e e família. né? Tem que caminhar lado a lado, né, Clarissim? Exatamente. A escola precisa caminhar lado a lado com esse adolescente, estar atento aos sinais, por nessa construção da identidade, ele tem um convívio. Uhum. tem o pertencimento do do seu grupo, tem o pertencimento eh fora e dentro do ambiente escolar, se a escola não ficar atenta a essas essas mudanças de comportamento, tonalidade da voz, como que ele está se relacionando com esse grupo mesmo? Porque nessa construção da identidade o que a gente precisa aprender é o seguinte, vai ter os desafios. Uhum. E o adolescente nessa fase, ele quer muito sempre o sim e receber o não vai fazer parte. Então a escola precisa estar atenta às notas, ao comportamento, a fala, a linguagem corporal, ao foco, a concentração, o desempenho. E nesse momento precisa sempre ser relatado de maneira saudável para a família. Então, chama a família, conversa, pontua essas mudanças que esse adolescente está tendo, não só na parte do boletim, mas na parte também dessa conexão, dessa, desse pertencimento desse grupo. Tem que perceber também que se está acontecendo alguma coisa e dentro do grupo que ele está, então às vezes é um bullying, às vezes é uma piada, né? Tanto que o cri, a gente conversou no início, ah, então sua mãe veio trazer você, né? Ah, eu escutei o sua mãe te chamar pelo apelido, né? Então, vamos estar sempre muito atentos a qualquer sinais de mudança que esse adolescente esteja tendo dentro da escola. Exato. Até porque, Ana, eh essa questão do bullying também influencia bastante esse comportamento que a gente tá debatendo aqui hoje, né? O o amigos da escola também influenciam nessa questão da vergonha dos pais na adolescência, não é? Sim, influenciam bastante, né? Eh, o contexto social pode influenciar bastante nisso, né? Então, se é um grupo de amigos, um grupo escolar em que esse processo ou de piadas, de bullying ou mesmo de julgamentos, né, é muito intenso. É claro que isso vai influenciar no comportamento do adolescente, é claro que ele vai sentir mais vergonha, é claro que ele vai querer se recolher mais, né? Eh, então influencia assim, né? E é importante a gente estar atento a ao comportamento e às mudanças, porque daí a gente já sabe de onde vem e como que a gente deve fazer para poder minimizar essa situação, que querendo ou não, é uma situação de sofrimento, né, Clarissa? Sim. Eu até tava pensando aqui realmente em relação a isso, porque nessa construção da identidade é normal, é natural que ele vá ter um momento de angústia, de medo, do ai mãe, eu tentei, pai, eu tentei, não deu certo. E aí aí volta aquela conexão, aquele diálogo, aquela figura de identidade sempre próxima. Então, porque nesse nessa transição da da infância pro adolescente, ele vai precisar ter essa autonomia e às vezes ele vai se frustrar. Exato. E aí, como é que nós vamos lidar com isso? Você vai precisar deixar o seu filho, só você vai eh aconselhar, filho, olha, eu não teria esse essa essa atitude, mas o adolescente não, mas eu quero fazer, filho. Então vai, faça, mas ó, eu estou sempre por perto. Por isso que eu falei lá no início da gente realmente reconstruir esse vínculo, né? Adolescência não é um rompimento de vínculo é familiar, mas uma reconstrução. E nesse momento da reconstrução, quando o seu filho adolescente tomar qualquer atitude que você sabendo que não era o certo, vai doer, pai, vai doer, mãe, mas deixe ele passar. Ele precisa passar, mas esteja sempre ao lado, porque quando acontecer qualquer desavença, ele vai lembrar: "Meus pais me avisaram, meus pais estavam por perto". E sabe quando ele vai lembrar? Na fase adulta que nós conversamos, né? Exatamente. Você falou isso, Clarissa. E eu eu lembrei, né? Pensei numa coisa assim que é muito comum, né, de acontecer quando ah o adolescente começa a apresentar esses comportamentos eh de constrangimento em relação aos pais. Eh, muitas vezes vem uma fantasia pros pais, né, de que eles já não são mais amados, né? Verdade. É a primeira coisa que vem que dói. Dói. É. Então ele não me ama mais, não me admira mais, eu não sou mais importante para ele, né? E na verdade, na maioria das vezes, essa não é uma realidade, né? É só esse processo natural de diferenciação, mas que eh o pai, o pai e a mãe continuam sendo referência, né? Continuam sendo essa pessoa e a qual ele busca quando ele tá se sentindo vulnerável, né? Eh, então é importante a gente ajudar as famílias em casa a lembrarem disso, né? que não é porque isso tá acontecendo, né, essa vergonha nova tá surgindo, que eles eh deixam de ser amados, né? Verdade. E a gente tem que deixar para eles a sensação de segurança, né? É igual a questão da segurança pública, né? Você tá num evento e não tem, né, nenhum tipo de segurança em volta, você se sente vulnerável. Mas se você está nesse evento e tem segurança em volta, você sabe que se acontecer alguma coisa, você pode contar. Então, é a sensação de segurança que a gente deve eh fazer com que a nossa criança, o nosso adolescente sinta. E para isso a gente tem que estar preparado. A gente tem que estar preparado para comunicação assertiva, paraa escutativa, né? e e tomar cuidado também com esse achismo, porque como as nossas psicólogas explicaram pra gente, eles sempre estão ali e eles vão entender que a gente é referência, só que no momento da fase da adolescência eles vão querer voar mesmo, né? E aí deixa voar, se acontecer alguma coisa volta que eu tô aqui. É mais ou menos isso. É assim que a gente tem que fazer. Mas é difícil, viu? Porque ser pai e mãe e cuidador, a gente não vem com manual, né? a gente vai aprendendo e a gente aprende às vezes sofrendo um pouquinho, né? Mas é a partir disso que a gente consegue aí um manejo, né, para para conviver com essa turminha aí que tá em fase de desenvolvimento constante, não é? E é uma fase de muita ambivalência, né, Rúbia? Porque assim, ao mesmo tempo que o adolescente ele quer essa autonomia, ele quer resolver por si só, ele quer conseguir decidir, né, eh ele também fica com medo, né? ele não sabe se as decisões dele eh de fato são corretas, né? Então, ao mesmo tempo que ele quer eh eh, enfim, poder fazer por si mesmo, quando esse limite é deixado e é dado essa oportunidade pelos pais, né? Muitas vezes ele se assusta, né? Eu eu tô lembrando aqui de uma de uma situação, né, em que uma adolescente foi numa festa com os pais e conheceu uma pessoa lá, né? Os pais foram embora dessa, tavam indo embora dessa festa e essa adolescente quis ficar ali com aquela pessoa que ela conheceu, né? E pediu pros pais isso. Pais, os pais permitiram, né? Eh, porque inclusive ela já fazia faculdade, já morava sozinha em outra cidade, então ah, se ela já mora sozinha, inclusive tá tudo bem. E depois essa adolescente ficou eh, contou que se sentiu vulnerável, né? Olha aí, eu não sei se eu tomei a decisão correta, eu não sei se eu tava mesmo segura, se essa pessoa era legal, né? No fim ficou tudo bem, né? Mas só para exemplificar, né? que muitas vezes é isso, o adolescente quer, quer experimentar, quer ficar sozinho na festa, os pais acreditam que tá tudo bem, que pode soltar, mas é é a ambivalência, né? É um momento de muita testagem. Eu quero, ou não quero, eu posso ou não posso, né? Eu consigo, eu não consigo. E entra naquilo que a gente estava conversando. Eles precisam desse momento, só que eles precisam também ter a confiança que se algo der errado, eles têm com quem contar. Sensação segurança. Eu ligo pros meus pais, né? É velha frase. Liga pros meus pais. Chama meus pais. É verdade. Ah, quero, quero, quero. Vá. Ah, se der errado, posso ligar? Claro que pode, né? Em 3 segundos eu tô ali do lado. Isso, mas eles precisam passar por isso. São de todas as fases, assim como quando você casa, você vai sair da casa dos seus pais, do conforto. E aí, e se, sabe aquela frase, né? é famoso. E se se tudo der errado na adolescência, você volta pros seus pais. Você eles precisam ter essa segurança, porque eles precisam ter autonomia, eles precisam ter a certeza. Olha, mãe, mãe, pai, eu quero tentar, filho, tenta. E se não der certo, eu estou aqui. Quer ir para uma festinha? Vai. Qualquer coisa, me liga, eu estou aqui. Eles precisam ter. Por quê? Essa referência de eh de identidade, de sempre vai ser o pai e a mãe, a referência de pessoa, de caráter, sempre vão ser vocês pais. E a gente precisa ser o adulto da relação.É agora não é fácil, né? São flores. É fácil pros pais passarem por esse momento, né? Ah, já entendimento, saúde mental, né? Discernimento, sabedoria, equilíbrio, né? Total. Respirar fundo, contar até não dá para falar tudo é flores, né? Porque a fase da adolescência, a gente tá aqui conversando sobre a construção de identidade, sobre a autonomia, que sim, eles precisam ter, eles precisam ter tomadas de decisões, eles precisam ser aquele indivíduo com raciocínio crítico. Sim, eles precisam, mas também nós sabemos que tem a fase do ai, tenho vergonha que quer, né, falar mais alto que os pais. E aí? E aí, pais? É o seguinte, sempre vai ter precisar colocar o limite, a gente precisa diferenciar o que é uma fase de uma adolescência do que é um comportamento inadequado dentro de casa. O respeito, né, é essencial. É importante manter o respeito sempre, porque quando a gente fala assim, ah, adolescência é uma uma coisa fácil, Clarissa, né? Não, não é fácil passar pela fase da adolescência não é fácil, mas não é impossível, né? Eu sempre coloco o limite, o respeito. Filho, eu entendo o seu sentimento, eu sei o que você está passando. Olha, a mãe e o pai já passou por isso. Podemos conversar sobre, mas lembre-se, esse momento de conversa nunca deve ser feito no momento que a criança, que é o adolescente não está preparada. Se ele está nervoso, não adianta você lá conversar. Então, ele ele vai aprender tendo exemplos dentro de casa também. Isso é muito importante falar, porque senão falar: "Ah, a fase de adolescente, então é fácil só conversar, não? precisa ter esse esse respeito, né, esse limite também. E essa é uma dica muito importante, né, que você deu agora, essa de esperar a poeira baixar, né, para tentar conversar, para tentar entender o que aconteceu, né, porque eh realmente enquanto tá todo mundo ali de cabeça cheia, né, eh a tendência é que o conflito ele só escale, né? Então é é muito importante isso mesmo, tentar esperar, acalmar e conversar. E muitas vezes o o adolescente eh pode ser que às vezes não consiga verbalizar também exatamente o que ele tá sentindo, né? É importante tentar o diálogo, sim, mas sem também muita expectativa de que tudo vai ser resolvido ou tudo vai ser esclarecido na base do diálogo, né? Porque o adolescente também tá aprendendo. Muitas vezes os pais também, né? ão aprendendo ali junto com o adolescente a conversar, dialogar, ter essa relação respeitosa. Ex. Que a gente tava conversando e me vê uma coisa interessante na cabeça. Quando o adolescente fala assim, vou pegar uma frase aqui, mãe, eu tenho vergonha de você, igual você acabou de falar. Uhum. O adolescente não tá querendo verbalizar que tem vergonha da mãe enquanto pessoa, mas às vezes uma vergonha de uma atitude que a mãe tenha. Então, tipo, eh, tá numa festa. A mãe passou formatura. Vamos pensar formatura ali. Eu fiz isso. Eu fiz isso, né? Na formatura da minha filha, eu levei cartazes e eu sei que ela entrou só Uhum. Aquela carinha inconfundível, né? Que não precisou falar: "Mãe, eu estou com vergonha de você". Só que eu sei que se ela falasse, por que eu tô trazendo isso como exemplo, pais? Nós temos também que perceber e diferenciar o que significa essa frase. Mãe, pai, eu tenho vergonha de você. Não é vergonha você enquanto pessoa, é vergonha da minha mãe, do meu pai, é da atitude. Então isso dói muito que você acabou de falar. Às vezes nós enquanto adultos também estamos passando, aprendendo sobre a fase da adolescência dentro de casa, que uma coisa é a gente estudar sobre a adolescência, outra coisa é você vivenciar a adolescência dentro da sua própria casa. Então para e pensa, será que meu filho falou que tá com vergonha de mim? ou de uma atitude. E entra que a gente acabou de falar, filho, tá, você tá com vergonha, eu fiz alguma coisa para você, como que podemos resolver? E ali vocês, dentro desse diálogo encontram o meio termo, né? Porque é é muito difícil você viver com adolescente dentro de casa, porque eu mesmo sou uma mãe que eu falo que às vezes eu sou muito colérica, né? Eu gosto de demonstrar, gosto de abraçar e às vezes eu sei que ela não quer. E aí entra o respeito, tá? Falei: "Você não quer?" Tudo bem. É, cheguei em casa, ela dá, né, abraça, beijo, tem aquele troca de carinho. Mas isso é muito importante também a gente pontuar para vocês que estão nos nos assistindo, viu? É, quem já passou por isso sabe, né? E aí depois quando você para para analisar, você fala: "Nossa, eu entendi, né? Não precisava tanto." Mas é que a gente vê numa empolgação de ver a a a nossa a nossa criança, né? nossa prola e e preparada pro mundo e vai voar e daí você se empolga mesmo. Mas às vezes é bom a gente conter a nossa empolgação pra gente poder equilibrar a situação, né? Mas é que essa transição é difícil, né, Rúbia? Porque eh você tá acostumado com uma criança, né, em que você ser assim efusivo é é valorizado, valorizado. Aí depois é, né, então é uma fase de transição difícil. Eh, eu penso assim que é um luto também, uma experiência de luto, faz sentido de ir deixando para trás, né, essa esse filho infantil, esse filho criança, né, eh, ele vai ele vai abrir mão, ele vai ter que abrir mão, né, de eh de ser esse pai e essa mãe eh tão eh tão protetores, que sabe tudo da vida do filho, que, né, tem um maior controle da seja, né, de todas as atividades que o filho ou mesmo assim de serem valorizados nessa nesse excesso de carinho. Uma criança adora, né, que o pai e a mãe cheguem na porta da escola. Criança adora ser recebida com beijo, com abraço, com festa, né? O adolescente já não gosta, né? Então os pais têm que viver esse processo de luto, né? De deixarem esse filho criança para trás. É também interessante porque nem todo adolescente vai passar por isso de maneira igual. vai ter aquele adolescente que vai ter mais vergonha e vai ter aquele adolescente que vai passar por isso de uma maneira tranquila, que nem vai sentir. E outro ponto importante é que nós adultos devemos pensar o seguinte, na fase infantil nós temos alguns cuidados que nós precisamos realmente ter com essa criança. O que vai mudar nessa transição, nesse luto que nós adultos cabe a nós pais aprendermos é os cuidados mudam. Isso. Eles não deixam de existir, eles mudam. mudam. Então são outros tipos de cuidado que nós teremos com o nosso filho, mas que o cuidado e o amor é o mesmo. Eles estão ali. Sabe o sentimento que que vem agora quando vocês falando eh eh dessa situação que a Ana pontuou e você também, Clarissa, é assim, eh o filho tão esperado, ele chegou, esteve nos nossos braços, nós cuidamos, orientamos, ele já tá numa fase de transição, né, da criança para a adolescência, só que é uma fase de transição pra gente também. E aí entra o luto, porque eles estão saindo dos nossos braços e a gente tá vendo eh o primeiro passo deles para o mundo. Então é uma sensação de perda mesmo que acontece, não é? Então o filho, né, eh o filho a gente tem que preparar ele para ele ir. E aí a gente teve tão pouco tempo junto, porque tipo assim, 10, 11, 12 anos. E aí ele já começa a ir, já começa a dar o primeiro passo para poder, né, sair do seu conforto. Então a gente precisa estar preparado também para isso e saber que isso vai acontecer. Ao mesmo tempo, que privilégio, né, você pensar que como pais cuidadores, a gente pode participar do processo de amadurecimento de um indivíduo, né? É, se a gente for pensar, esse amadurecimento, ele só acontece em conjunto, ou seja, é preciso que o adolescente tenha dentro dele essa capacidade, né, de ir em busca de uma identidade, de confrontar a geração anterior. Mas é preciso também que os cuidadores, os pais, sejam capazes de suportar essa fase, né, sem retalhar esse adolescente, sem abandoná-lo, né? O desenvolvimento ele só acontece assim em conjunto, em família. Então isso é muito bonito de pensar também. É dolorido, dolorido você ver um filho indo para um lindo, né? Lindo, muito bonito. É. E a gente precisa de entendimento para ter essa visão que nós estamos falando aqui, que é lindo, que é que é bonito, é dolorido, mas a gente consegue minimizar a dor. E eu acho que o que prevalece é a aquela pessoa que você ajudou a construir e que está tomando rumo, né, tendo um sentido na vida. Agora é desafiador, tá? Eu vou te falar que é mesmo, mas que bom que a gente tem esse momento para poder eh explicar para vocês, né, aí de casa. que estão passando por essa situação que sim, vai doer, mas é preciso e que tem formas de manejo, de entendimento e que tudo vai ficar bem. Agora 8:54, a gente tem algumas perguntas, a gente pode ir até 910. Podemos? Então vamos bora. Vamos lá. Pode colocar na tela, produção, a primeira pergunta 10 da manhã. Estamos aqui no estúdio Câmara ao vivo. Fernanda Ribeiro do Jardim Aurélia. Ó, minha filha fica muito carinhosa comigo em casa. Uhum. Mas perto das amigas muda completamente. Essa diferença de comportamento deve preocupar. É mais ou menos o que a gente falou eh no programa. Fernanda, a Clarsa responde: "Você se preocupa com essa mudança de comportamento, Clar?" Não se preocupa. Se ela está tendo esse esse comportamento carinhoso, afetuoso dentro de casa, mas no caso amigas muda, não é para você ficar preocupada. a preocupação ela começa a existir se realmente dentro de casa ela também evitasse esses contatos com você. Se é só na frente das amigas, é que nós nós nós conversamos aqui durante o programa inteiro, vale a pena respeitar esse momento, vale a pena ter esse diálogo e em casa aproveitar a filhota. Muito bem. É assim, né? Dentro de casa com a mãe, a filhota, né? Meu neném, meu bebê. lá fora com as amigas, a menina que está amadurecendo e que está procurando o seu lugar no mundo. A gente precisa aprender diferenciar. Ah, é desafiador, mas a gente tá aqui com as nossos convidados para orientá-los. Tá bom? 8:55. Mais uma pergunta pra gente, produção, por gentileza na tela. Olá. Vamos lá, Ana. O Paulo Roberto do Jardim Florense, tem adolescente que acha os pais dos amigos verdade mais legais ou mais modernos que os próprios pais. Porque essa comparação acontece tanto nessa fase. Verdade. Um ponto bem interessante, Paulo. Paulo, lembra que a gente conversou um pouco sobre a necessidade do adolescente fazer essa diferenciação da família de origem, né? Então, talvez esse seja o motivo também, né? que isso possa estar acontecendo. O adolescente vai buscar outras referências fora de casa, né? E com isso, naturalmente outras famílias também, né? Então, eh, não se sinta tão preocupado assim ou tão diminuído assim. Isso é natural, faz parte dessa busca que a gente tá conversando de uma eh de uma identidade, uma construção de uma identidade. Então ele vai buscar essas referências fora mesmo. É porque ele quer entender se lá na casa do amigo também é parecido com que é em casa, como que é. Tá conhecendo, né? está conhecendo, mas eu te garanto que depois quando vi quando estiver adulto, ah, ele vai voltar assim e vai ter orgulho e vai se lembrar e e é algo muito gostoso. Eu passo por isso hoje, né? Eu a minha filha quando eu vou eh estar perto dela, a gente mora em cidades diferentes, ela já é uma profissional, já eh eh tem autonomia a vida dela, mas ela quer estar perto de mim o tempo todo. E aí eu falo: "Mas poxa vida, né? Eu quero passear, quero não, mãe, eu vou com você. Eu manejo minha agenda, mas eu vou com você. E ela faz questão de mostrar que você tá comigo. Então aquela fase, eu passei por pela fase também que ela não queria que eu ficasse torcendo para ela num campeonato, entendeu? E cheguei, chegou o momento dela olhar para mim, tipo, poxa vida, mãe, não precisa vir mais. Ou então diminui, né? Porque a mãe ficava lá, uhu, uhu e hoje não, hoje é diferente. Nós passamos por essas fases. Claro que foi difícil, que não tínhamos o entendimento que a gente tem hoje e também não tínhamos a oportunidade de ter pessoas, né, que t a ciência num canal de TV que pode explicar pra gente a situação que a gente vive. Então, acho assim, é maravilhoso esse momento com vocês aqui. Eu quero agradecer demais a presença de vocês. Eu acho que tem mais uma, mais uma e a gente encerra. É isso. Se for, pode colocar na tela. Eu acho que tem mais uma. Dá tempo da gente eh ir para mais uma pergunta. O André Luiz do Proença. Ó, minha filha fica incomodada quando eu uso algumas expressões que os jovens usam. Ai, tentar acompanhar a linguagem aproxima ou parece forçado? Já pensou chegar lá no filho na escola? Gente, tive que rir agora porque eu imaginei a cena, né? chegar lá na escola, buscar o filho adolescente, chegar, desce do carro, vai lá e fala: "E aí, galerinha, six". E aí vai fazer como, né? Vai ficar incomodado, Clariss? Vai ficar incomodado. Tudo é uma questão de limites, né? Nós conversamos sobre isso, já pensou? É, nossa, chega certo ser engraçado, né? Sim, dramático, engraçado. Verdade. Ao mesmo tempo, porque sempre a gente chegar na realmente, vou pegar o exemplo da R aqui, chegar na porta da escola e aí galera, tudo bem? Vamos lá formar aura, não sei que não gente não faça isso, tá? Eh, chega a ser forçado, sim. E aí realmente você não vai criar um vínculo com o seu filho, aí você vai realmente distanciá-lo, né? Porque essas linguagens que as crianças usam hoje em dia, as os adolescentes usam hoje em dia, é o momento deles que entre eles que eles gostam. Você pode criar esse momento em casa, perguntar para ela o que significa, né? Estudar um pouquinho sobre isso, mas talvez só chegar lá na corda da escola e falar: "Tudo bem, bom dia, boa tarde, tudo beleza?" Aí sim. Agora, forçar isso não, porque você vai forçar um vínculo a mais com a sua, com o seu filho em casa e também com o grupo deles. E aí sim pode gerar tudo aquilo que nós conversamos. Ele pode ser julgado nesse grupo dos amigos, pode virar um bullying lá eh dentro da escola. Então, todo cuidado e toda balança, aí vamos colocar na balança, é essencial. Tudo é uma questão de equilíbrio, né? Os pais não precisam deixar de ser quem eles são, mas também não precisam forçar, se adaptar, né, à visão ali do Exatamente. É porque daí a vergonha realmente ela, né, vai vir e não tem como. E aí instaura a vergonha, aí a falta de diálogo, de repente até uma situação constrangedora lá em casa, né? lá em casa, porque daí o adolescente sentiu a vergonha, mas ele não falou nada por conta da reação, né, do pai ou da mãe, que tentou interagir com os colegas. E aí quebra o diálogo, vem o silêncio e aí começa começam outras situações e que podem desencadear aí a uma desavença que vai precisar de uma interferência eh de um profissional, de repente para poder ensinar e colocar cada um no seu lugar certinho, né? para que a gente possa conviver com mais tranquilidade, mais clareza, entendimento e paz entre as gerações. Tá vendo só como é delicado? É desafiador, né? Desafiador essa questão de adolescência, mas a gente precisa entender. Agora, pontualmente o 9 horas, a gente vai encaminhando. Tem mais pergunta? Produção, tem ou não? Fala comigo. Cestamos, hein, gente? Que legal, né? É, tem mais uma. Então, tá bom, pode colocar. Cestamos com chave de ouro hoje ensinando, né? e orientando nós pais responsáveis a a trabalhar, a ter um manejo legal com os nossos adolescentes. A última pergunta então do programa, Rodrigo Martins do Parque Industrial. Meu filho começou a corrigir meu jeito de falar na frente de outras pessoas. Ah, como saber se ele está só constrangido ou é algo mais? E agora vamos lá, Ana e Clarissa, começando pela Ana. Eh, eu acho que é importante tentar dialogar, né, penso nessa nessa situação, eh, porque de fato essa correção na frente de outras pessoas pode passar a constranger o pai também, né? Isso pode ser delicado e e mas tentar entender o porquê por que isso tá acontecendo com tanta frequência, tentar chamar mesmo para um diálogo, né? Eu acho que isso é muito importante. Eh, me pareceu assim que fica numa linha ténue, né, onde a gente não sabe exatamente se tá tudo bem, se faz parte de um de um desenvolvimento normal. Às vezes pode ser que que os pais de fato tenham alguns comportamentos eh que sejam um pouco exagerados, que que exponham eh esse filho e que faça sentido esses pedidos, né? E que vale a gente eh rever também nossos comportamentos, né? Mas eh é isso, é uma linha tên e a gente que a gente precisa dialogar, precisa perguntar um pouco melhor o que que tá acontecendo, né? Acho que vai por essa por essa linha de um diálogo maior. Sim. E também ficar atento como que ele está chamando a sua atenção, né? Nós também conversamos sobre isso aqui nessa manhã. Então, como é que tá o tom, a tonalidade da voz ao que a hora que ele chama a sua atenção? você que tá chamando com uma expressão mais brava, tá te corrigindo com autoridade na frente dos de outros adultos, isso também vale ser pontuado. Então, filho, hora que chegar em casa, sempre lembrando que essa conversa que vocês forem ter com seus filhos é sempre fora do ambiente que vocês estão atualmente, então no quarto, em casa, não deixando o seu filho eh amostra para que, né, chamando atenção na frente dos outros, não é isso? Mas chegou em casa, apontou, filho, você está chamando minha atenção. Aonde eu estou errando para você? Ah, pai, nisso, nisso, nisso. OK, o pai vai melhorar, mas, porém, aí você entra como autoridade. A partir de hoje, eu não quero mais que você fale comigo dessa forma, dessa maneira, com esse tom de voz na frente dos outros. Está tudo combinado? Está tudo combinado. Tá bom. Chega a ser preocupante, né? Nós não conseguimos agora avaliar como está sendo essa essa relação, mas realmente eh sem pontuar pro seu filho como que ele está chamando a sua atenção na frente dos outros, porque você é autoridade na vida do adolescente, ele tem que ter esse respeito com os pais. Excelente, gente. Agora 9:3 a gente chega ao fim de mais uma edição do Estúdio Câmara. Mais uma semana maravilhosa, de muita informação, de muito conhecimento, de muita entrega. Hoje a gente compreendeu que a vergonha que os pré-olescentes e adolescentes sentem em público não é uma negação do amor pelos pais, né? É um passo importante na busca da própria identidade e da autonomia. E aí cabe à família manter as pontes de diálogo abertas, estabelecer os limites e ter muito respeito entre as partes, né? Então, eu quero agradecer você de casa pela sua participação, pela sua audiência e pela sua companhia e agradecer as nossas convidadas por tanto ensinamento, por tanto acolhimento também, né? E eu acho que a gente consegue eh fazer uma conexão com o pessoal de casa, porque a gente traz temas que acontecem no dia a dia e que, de repente, a gente precisa de uma orientação para poder virar uma chave. E vocês são peças fundamentais para que esse programa eh possa fazer essa psicoeducação. Então, Ana, muito obrigada. Considerações finais, por favor. Obrigada pela sua participação e presença. Obrigada também, Rúbia. Fiquei muito feliz de ter participado hoje com vocês aqui. Muito bom, Clarissa, mais uma vez obrigada pela sua presença, pela sua participação com a gente, por dividir o seu conhecimento conosco, compartilhar, né, situações que a gente precisa aprender a manejar e o conhecimento de vocês é muito importante pra gente eh trazer e e e dividir com as pessoas de casa para, de repente ter uma vida mais leve, né, algo mais eh eh gostoso de se viver. Muito obrigada. Eu que agradeço, Rúbia, mais uma vez pelo convite, por estar aqui com vocês nessa manhã. E é isso, né? Adolescência é uma fase difícil, mas não impossível. É verdade. E eu vou te falar, ela vai passar. E pode ser que nós, pais e cuidadores, sentiremos saudades dessa fase, né? E a gente pode fazer com que essa fase ela seja eh eh vivida com mais harmonia entre você e o seu filho, né? ou você e a pessoa que você tem aí do lado dando todo o carinho, o acolhimento e aquela sensação de segurança. Pode ir, se precisar eu tô aqui. Pode voltar também. Isso é maravilhoso, gente. Bom, na próxima edição do estúdio Câmara, que é na segunda-feira, porque hoje é sexta, né? Então, segunda-feira nós vamos falar, gente, sobre a síndrome do aposentado. Olha só, aposentadoria ela traz a tão sonhada liberdade, né? Ah, me aposentei. E agora? Uhum. Boa pergunta. E agora? Que que eu vou fazer com a sensação de vazio na rotina? A gente vai discutir como reorganizar o dia a dia após 60 anos, superar o isolamento e transformar o tempo livre em uma oportunidade para novos projetos, novos aprendizados, uma transição de carreira. Já pensou fazer uma faculdade, né? Então vamos conversar com você que é 60 mais aí como você recomeçar e encontrar um novo propósito de vida, né? com autonomia, com saúde, é muito importante. Tem gente que eh está na fase da aposentadoria e acaba achando que já não faz mais parte desse mundo, é só mais uma nova fase. Tá vendo como que entra em conexão com o programa de hoje? A vida é feita de fases e nessa fase da aposentadoria a gente precisa aprender a viver com ela também, tá bom? Então a gente te espera na segunda-feira a partir das 8 da manhã em mais uma edição do nosso estúdio Câmara ao vivo aqui na TV Câmara Campinas. Grande abraço para você. Fique bem. Aproveite a sexta-feira, aproveite o final de semana ao lado de quem você ama, ao lado de quem faz sentido para você. E até segunda, se Deus quiser. Beijo. Ciao. Ciao.
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