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DIRETO DA UNIVERSIDADE - SER NEGRO: ALÉM DAS QUATRO LINHAS
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DIRETO DA UNIVERSIDADE - SER NEGRO: ALÉM DAS QUATRO LINHAS

111 views Publicado 27/01/2021 HD · 30:34

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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E aí [Música] o olá para você que está acompanhando direto da Universidade aqui na tela da TV Câmara Campinas os alunos do 4º ano de jornalismo fizeram um trabalho o título é o seguinte ser negro além das quatro linhas bom os estudantes tiveram a oportunidade de entrevistar os jornalistas dirigentes e também treinadores de futebol que são negros e convivem com preconceito com o racismo e falam sobre os desafios ao longo de todos esses anos de profissão acompanha e ficar bem legal eu não gosto de falar assim para ser sincera eu nem sei que que é assim nem povo com isso então na realidade racismo não aconteceu na minha vida que eu fiz chamado de macaco cultura do Brasil né é a pessoa negra se suspeita é que já nasceu com algo no peito não é uma pessoa negra né daí vem a história que o goleiro negro não é confiável que goleiro negros não vinga né e eu convivi com isso a vida bom e até hoje sem treinadores mais velho diretores mais velho do que acredito realmente nisso é em Quando ela começar a carreira fazendo estágio no clube ou um diretor hoje já falecido não chegou para mim para lá tava está esperando que o leitor ao treinador negro não existe no futebol você não existe não tem que ter Aduaneiro a grande parte da Resistência que muitos têm em relação ao meu trabalho como comentarista esportivo é que muitos não admitem mas eles não querem o negro formando opinião no futebol campineiro porque ficar acho que o meu lugar não é aqui porque que ele tá me ofendendo graficamente Por que que ele quer me atingir dessa maneira então ele pode não gostar no meu trabalho mas pô macaco seu lugar não é aqui sai daqui isso é isso machucou bastante nessa mesma proporção de representatividade que existe lá no é baseado no campo ela não se repete nas estruturas de poder Mas acima dela aqui ó o que a maioria só que ele é pobre Negra tem uma dele toda totalmente a Letícia a partida descolada do mundo real de outras pessoas em E aí [Música] e o racismo é esta eu tratamento é a discriminação a segregação de forma geral não individua da quando você faz uma discriminação de tudo uma raça uma segregação o separatismo de todo uma raça é caso de racismo pena do racismo além de ser uma pena de reclusão ou seja Obrigatoriamente impõe a o início de cumprimento da Pena em regime fechado o ar ele é imprescritível na época lá em 1888 quando foi assinada a lei Áurea falei prever o dois artigos o primeiro deles era está bonita a escravidão negra no Brasil e o 2º revogam-se as disposições contrárias precisávamos na época de uma regulamentação melhor para poder reincluir toda aquela massa tava sendo jogada para fora do da sociedade primeiro contato com o racismo novamente é na escola porque quando você tá no teu bairro aqui na comunidade quase para que todo é igual né todo mundo é preto pobre é mesmo pessoas que não são negras são cobres Então você tem mais aquele componente de Cássia né a identidade de classe e de pertencimento você pertence uma comunidade Você tem uma casca você é o pobre do outro lado da cidade tá os ricos Então você vai criando um ambiente de segregação é a pessoa negra se suspeita que já bateu com algo no peito também a pessoa negra né criança negra tá no lugar se não der que não seja o local adequado dela que não é o local que ela vive né adequado todo lugar é adequado não existe um negócio a pessoa tem direito de ir e vir em qualquer lugar e O que é fato as pessoas que são vídeos no Brasil não era busca uma forma de sobreviver todos esses estereótipos que simples e me amparam na literatura no livro didático na ciência que dizia não olha Esses caras são violentos mesmo as características o crânio a performance a herança dele genética transforma ele em pessoas violentas que vive no Meio violento e vão reproduzir a violência aqui porque vantagem o sujeito de bater no peito Eu Sou Negão mesmo ir aí e com vantagem que ele é do Paulinho do competitivo em uma zero eu vacino está nas oportunidades né E aí tem a questão socioeconômica também para imprimir no país hoje onde a grande maioria da população de classe baixa é essa pessoas negras isso é reflete muito na na questão de oportunidade então diz assim é a gente sempre tem que fazer muito mais para conseguir ter as mesmas oportunidades acho que é isso que a sociedade tem que combater né quando ele fala assim ah é muito mim racismo é crime tá chorando tal é questão de oportunidade só um sabe a dor quer alguém olhar eu ouço falar para você se a menos que você é negro aí acha que é pois a giro ou ainda o dinheiro cara é uma dor que eu sinto e outras pessoas sentem não pode ser exagero o Tom mesmo as pessoas achando que é exagero é isso escala porque a nossa vida é essa nossa vida é cair levantar e continuar cair levantar e continuar cair levantar e continuar Quantas vezes for necessário aí você sofre se você acha lá poxa que para o deputado sou Vereador secretário surpresa da Ponte Preta sou jogador de futebol aí o cara falou pera aí não liga para ela aí você vai não vou eu vou desculpa todo mundo não entendeu aí viu choque porque o cara fazer esse mundo aqui não te pertence' falou que esse corpo não te pertence esse espaço não te pertence' né então é você trava várias batalhas então a parte do racismo eu não me envolvo eu não levou o teu racismo nunca me perturbou porque eu nunca deixamos do Rafinha me trair ele agora eu já fui chamado de macacos ar o preto sapatos Ah mas isso não me ferir o da da Galiza o Ratinho vai partir da perspectiva dele ele conseguiu enfrentar o racismo e passar por cima disso mais cara João Pedro Agatha e Miguel não conseguiram João Pedro h e Miguel estão enterrados por conta da cor da pele dele é isso entendimento mas infelizmente as nós vivemos numa sociedade muito individualista né Muito olhando para o seu umbigo por isso que eu acredito muito na questão da informação do conhecimento por isso conhecer a história desse país é fundamental para tu entender ao pasto se tu quando tu tornar consciente hoje muitas muitas pessoas têm posturas racistas e preconceituosas qualquer pessoa que não entende nada de racismo ter um discurso pronto para combater as políticas de ação afirmativa no Brasil qualquer pessoa e eu sempre digo o tipo de racismo mais perigoso e o mais perverso o racismo estrutural o que se manifesta no esporte na TV O que é é a parte menor a ponta do iceberg porque o racismo estrutural que não deixa uma grande parcela da população brasileira que a população negra evoluir como deveria evoluir se desenvolver como deveria se envolver né E isso atrasa o nosso país e E aí E aí E aí E aí E aí E aí bom então se as pessoas não entenderem a complexidade e a profundidade desse racismo estrutural que está presente no Brasil não há jeito de consertar não só racismo na sociedade como dentro do futebol e do jornalismo esportivo que acontece na nossa sociedade e levado para o Sport que o dia a dia futebol para o voleibol a pessoa que pratica o ato de racismo no estádio de futebol e prática em casa no dia a dia de partida com vizinha ele pratica por empregado ele pratica com todo mundo então não tem como desassociar o racismo estrutural do racismo no esporte futebol no Brasil ele começou a sendo algo elitista eram era o esporte e voltaram para as classes nobres é tanto que talvez os primeiros clubes populares genuinamente populares foram a Ponte Preta o Vasco da Gama antigamente no início o esporte o futebol é o esporte de burguês EA elite brasileira ela é branca o discurso dentro do futebol ele é da meritocracia Oi e a meritocracia diz que o endereço a cor da pele não interessa o gênero interessa a força de vontade para a gente sabe que não é isso em coloca começando a carreira fazendo estágio no clube ou um diretor hoje já falecido não chegou para mim falar tava fazendo estágio trabalhando curricular treinador negro não existe no futebol você não existe não tem que ter Aduaneiro fala para mim que tá seu poder pegar aqui lá e fala nossa eu não vou mais jogar futebol porque não é para mim e isso acaba permeando em todas as estruturas do futebol e vai chegar no dirigente vai chegar a presença do clube na época da escravidão foi atribuído aos negros que eles não tinham condições intelectuais de produção ao negro foi dado a condição de servir de trabalho corporal então o negra da bom para o trabalho corporal e hoje a gente analisando o futebol é bom para jogar futebol mas não é bom para estar nos cargos de comando eu tenho nas três primeiras divisões futebol é um presidente negro São Sebastião Arcanjo da Ponte Preta um tá falando de 60 clubes 59 de presidentes brancos e um presidente negro todos os clubes no Brasil tem problema de racismo estrutural todos afinal de contas é quase impossível apontar um clube hoje no Brasil que tem uma presença grande de conselheiros negros de diretores negros então a gente todos os clubes no Brasil tem esse problema então os torcedores precisam apontar para os seus cubos cobrar dos seus clubes E aí os clubes precisam promover nessa diversidade por causa do futebol entre não pode com a imprensa não pode achar normal em desde 1971 você tem apenas quatro técnicos negros que foram campeões de campeonato brasileiro só são quatro desde 1971 quatro pois eu não tenho um técnico negro campeão desde 2009 pela imprensa a uma pode concordar por exemplo 1 se sair do Flamengo depois de ser campeão com meu caso do Andrade porque a diretoria falar é melhor a gente não ter um técnico negro porque é muito polêmico e a imprensa vai falar nada a empresa não questiona o dirigente falou isso nós temos na imprensa alguém que a gente Gostaria que cada vez mais olhasse para esse racismo denunciasse e esses casos de racismo e descem voz para os atletas ou para as pessoas que denunciam racismo a partir da crescente de denúncias da crescente de debate a gente percebe que jogadores estão quebrando o silêncio amento no que diz respeito a denunciar casos de racismo então o jogador que sofre racismo ele vem denunciando e e e isso está ocorrendo porque ele tá vendo outros atletas denunciando em tá vendo esse debate acontecer porque o que a gente tinha antes ela usa atletas dizendo que o racismo era tão normal no espaço esportivo que ele não ia o denunciar que isso já fazia parte do jogo hoje não hoje a é uma minoria que pensa que racismo no futebol faz parte do jogo e E aí E aí e muitas vezes quando a gente vê um caso de discriminação no stade e que o clube vai lá rapidamente identifica aquele aquele agressor e pune aquele agressor me parece muito mais uma tentativa de não ser punido eventualmente nem não sofrer as consequências da daquela infração da regra do jogo dentro daquele daquele ambiente do que propriamente combateu o fascismo a fita hoje pois é uma regra obcecados assim gente tem que pagar o jogo esse continuar ele para os jogos hoje temos a Comerciários em casos extremos ele tem que encerrar a partir da vitória é o time e o jogador tá tá sendo ofendido né a qual o árbitro que vai ter coragem de fazer isso e se lá dentro da FIFA dentro da instituições que que ditam as regras o tempo suas regras para para para falar sobre isso só pessoas brancas que tomar suas decisões E aí o que eu digo para empresar gente percebo jogador de futebol não quer falar sobre racismo não porque ele não queira ele tem medo da represália Então você vai exigir que esse cara aqui dentro de campo ele tem uma atitude também firme né se o dirigente é racista essa estrutura do futebol é racista dependendo do que ele fala e não jogar aqui no jogo ali não joga lá no treino aqui no treinar lá E aí E aí e a moto a triste no jogo ficou por conta mais uma vez de atos de racismo desta vez de torcedores do Grêmio contra o goleiro Aranha o camisa 11 Santista ficou muito nervoso e chegou a discutir com os torcedores que estavam atrás do gol ao final da partida Aranha desabafou junto aos repórteres a torcida xingar pegar no pé normal mas começar com palavras um palavras como racista preto fedido Sou preto quando de preto cambada de preto aí quando começou o corinho aquele sonho de macaco fizeram rápido e pouco para não dar tempo de filmar doi doi que eu virei para ele sem bate o Vasco é só preto se sou negão sim eu fiquei revoltado mais o primeiro com a atitude do árbitro né porque eu fiz o que a regra determina comuniquei a ele e ele não tomou uma posição e depois eu que causou Minha revolta maior quando eu voltei para o Gol aí as manifestações pioraram né foi uma espécie de comemoração né eu não funcionamento do árbitro E aí sumida e aí sim hein me causou muita revolta E aí o E durante o jogo Aquele dia acabou acontecendo aquele aquela jogada né com o lateral-esquerdo do que homens não é uma despedida mais forte ali ele veio para cima de mim eu levantei o braço e na sequência da sábado veio me chamou de negro de m**** na época foi negro diversas E aí eu empurrei a o rosto dele assim né ao Juizo aí nós só nós dois aí eu saí desse para ver aí quando deu 40 minutos né aí a cinco minutos para acabar eu já liguei para minha esposa foi lá vai subindo lá para o estacionamento que eu tô saindo a gente se encontrar em conta imprensa torcedor nem nada pega o carro vou embora não pergunta né você até chegar mais cedo em casa né quando eu tava subindo aquela escada o delegado um dia que eu vinha descendo E aí ele falou tu tá indo para onde foi eu tô indo para casa que chegar mais cedo em casa só na delegacia que eu vou lá em cima nós vamos prender esse esse esse esse cidadão aí que ele não pode vir aqui na nossa casa no nosso país fazer isso falei isso aí como ficou assim que o juiz e do jogo a situação de de sábado começa a se complicado o delegado Osvaldo Nico Gonçalves entra no campo e da ordem de prisão está comigo vai até delegacia motiva por motivo de racismo Gracie morreu racismo Às vezes as pessoas perguntou para mim o grafite o os casos de racismo vem crescendo no Brasil 90 sempre existindo é que hoje a gente tem rede social a determinação muito mais maior é muito maior muito mais rápida mas sempre existiu a maneira mesmo número que existe Hoje existe existiu já lá na na década passada no começo no final dos anos 90 é só que hoje tá mais é a mais explícito também as pessoas não têm mais medo de te mostrar que são racistas Né tava trabalhando né como Repórter como Geralmente eu faço pela de Bandeirantes e eu tava cobrindo América Mineiro que ela tinha o horário no jogo Guarani e quando eu já estava me deslocando para o setor de imprensa para devolver o material credenciamento ela tava caminhando ali eu comecei ouvi um grito assim mas muito distante macaco macaco macaco e aquilo começou a me incomodar algumas vezes ali por por si é um apelido pejorativo que desejam para para torcida rival a gente acaba ignorando e não presta muita atenção mas aquele parecia ser diferente então eu tirei o fone afastei o fone e aí eu comecei a ouvir ela você macaco seu lugar não é aqui aí quando ele fala meu nome em Julho celular né aqui só não vendo aqui macaco macaco bom então isso é secular é estrutural então quando um torcedor do Guarani fala isso para o Júlio Nascimento Ele já foi ensinado condicionado a isso ou seja não se pode ter o negro numa posição de destaque numa posição de Vanguarda muita gente acha que o nego tem que estar ali no papel secundário e não no papel primário de ser alguém relevante E aí depois que eu falo e tem muita mensagem positiva mas tem muita gente falando Pô cara você tá louco E você tá achando que você tá aonde E quem disse que isso aconteceu Quem viu cada imagem é do vídeo E você tá querendo prejudicar O Guarani aí depois que você acorda muito fazer um sabe porque então além de tudo eu tinha que lidar com isso com ameaça de morte é nunca falei sobre isso para ninguém mas por que por medo por medo você provas porque isso já é comum no Brasil a histórico né todo mundo que se posiciona contra o racismo que resolve denunciar mesmo com provas ele é colocado como agitador né como oportunista então eu sabia que se não tivesse provas que eu poderia ser eu poderia me complicar muito positivo está também com parte de pessoas e oportunistas no ato da Lembro até hoje do Agnaldo Timóteo Agnaldo Timóteo né inclusive é negro também né Ele foi na TV e falou como é que o meu grafite quer falar você não tem uma esposa branca não esposa loira né muitas O que é o racismo uma brincadeira é um posicionamento que você quer ter contar alguém não é é uma coisa séria eu nunca brincaria com isso eu não ia me expor e expor as pessoas o clube a minha profissão meu trabalho no es por isso o combate o racismo ele ele ele é como um quebra-cabeça é que é como quebra-cabeça aquele que você comprava na loja de brinquedos de 500 peças em 1000 peças para que o combate seja efetivo e completo você precisa encaixar Cada pecinha e Cada pecinha está em cada um de nós se nós não estivermos dispostos a irmos lá naquele tabuleiro contra o racismo e colocar a nossa pecinha para se encaixar e fazer um instrumento de combate a essa mazela social nada vai avançar nada vai mudar e principalmente o Brasil vai continuar sendo um país excludente racista machista e o bico injusto não adianta você irá colocar o hashtag vidas negras importam e no dia seguinte você esquecer aquilo então tem que valorizar o trabalho de todo mundo todos os dias sempre que der trabalho do tiãozinho trabalho do Rócio Machado trabalho de Luxemburgo o trabalho das pessoas que estão lutando por mais espaço Por mais reconhecimento essas coisas são importantes também não só em dias e datas específicas mas também não na nossa rotina lá a história da ponte é bem rica né ainda cê vindas né o clube ele tem um contexto de direção de gestão do início dentro do Bairro da Ponte Preta a história no Bairro da Ponte Preta surge na metade do século 19 quando chegada da ferrovia em Onze de Agosto de 1872 eles perderam essa passagem de carroça jeito certo por causa do leito do trem depois de dois abaixos-assinados dos moradores constroem uma a madeira enegrecido com asfalto piche não é que os moradores começam a dar um lado de Ponte Preta e debaixo do Morrinho vira Bairro da Ponte Preta Ponte Preta surgiu em um dos períodos mais racistas do Brasil né onde era bem declarado mesmo Vitório período muito complicado onde não existiam leis que que garante se segurasse a um mínimo de dignidade para o cidadão negro né então eles eram proibidos de entrar em clubes E aí a Ponte Preta surge com os operários com a classe operária construindo o seu estádio consumir a sua história onde ela é a primeira democracia reunião não só racial não só por conta desse gesto já dentro e o processo escravocrata nós temos pessoas que trouxeram o que permitiram a participação de um negro no futebol e lá em 1901 do Carmo foi o o jogador né negro da história da ponte da história do futebol brasileiro atuando no primeiro time da ponte que vai de mil novecentos e 1908 e a parceira da ponte acompanhar o time e começaram a ser prioridade de macacos Porque grande parte né eram afro-brasileiro Nós também tem um brancos mas era um grupo diverso né etnicamente racialmente e por conta do preconceito da época do racismo na época começaram a ser chamados de macacos e o clube vamos assimilo é isso né quer dizer ao invés de deixa as assimila o macaca macaca como seu mascote Não Faz Sentido um clube que a maioria sua torcida é pobre Negra tem uma diretoria totalmente elitista a partida descolada do do mundo real das pessoas então a gente montou uma diretoria plural e democrática traz para a sociedade uma ideia de igualdade né E muito mais do que isso você traz a próxima sociedade uma e é de repaginação de uma história sombria e o importante é isso esta mensagem de igualdade até que independente dos cargos de direção no futebol em qualquer o que segmento podem ser ocupados independentemente de raça e etnia que na ponte graças a Deus Nós temos dois né temos e o Sebastião Moreira Arcanjo que a presidente da diretoria executiva e eu que estou Presidente do Conselho deliberativo Então são os dois primeiros negros tanto na presidência da executiva como na presidência do Conselho estamos falando de um de um clube de futebol 120 anos e seu retrata tudo o que ocorreu nesse período não só na sociedade no todo até aqui na Ponte Preta e pensa essa característica democracia racial alguma futebol também faz parte da sociedade ele não se exclui da e ele também não é passa por esse momento constante de lutas tão talvez chegou a esse momento né né embora vários afrodescendente se tivesse feito parte de várias diretorias nunca a chegou a presidente e agora com o tiãozinho chega eu chego lá Ponte Preta pela arquibancada né Eu acho que contribuiu para isso uma aproximação na época que eu era a vereador porque eu queria fazer aquele um projeto de lei para homenagem a Ponte Preta não queria fazer isso sem consultar os dirigentes em falar com as torcidas vamos fazer negócio de forma de cima para baixo autoritário achando que tu tava tendo uma ideia Espetacular queria testar essa ideia e para testar se a ideia eu vim conversar com as pessoas então eu vim para Ponte Preta nessa Presidente teve virei Presidente porque eu estava Detran de transmissão também na minha na empresa que eu trabalho e não tinha tempo minha família não queria também que eu é o pior filme se apresentar Ponte Preta então fiquei com o primeiro visse aí com a renúncia do Abdala eu assumir a condição de presidente da Ponte Preta o tiãozinho é o pioneiro o Tom que mais importante de tudo aqui ele está abrindo portas ele está abrindo portas e eu torço para que ele faça um bom trabalho torço mesmo para que ele quando ele termina o mandato dele ó fui bem para mostrar que esteja feliz uma chance de ocupar um cargo importante e executar bem esse cargo porque as pessoas duvidam disso o qual que era o meu papel na história a Ponte Preta não poder ser um presente que passou aqui e não tocou na ferida entendeu eu tinha colocar os dedos a mão o pé à cabeça o corpo EA alma nas feridas na estrutura do racismo no futebol e tinha três debate fazendo a Ponte Preta Por que negar a existência do racismo é legais e tenta por uma ponte preta Ponte Preta ao reivindicar a isso tudo que promoveu a inclusão a primeira inclusão cliente ele que passar pó de arroz aqui para jogar bola né ela tá sendo do ponto de vista pedagógico está a pressa fez Milagres e amante do futebol brasileiro Parintins a sofrer tudo que sofreram o que a minha geração enfrentou nós estamos entregando o bastão no outro patamar de luta de combate de resistência Como dizia Bob Marley que ele fala assim a música Vai como o oceano vai invadir todas as terras no planeta aqui essas ideias de contra o ódio contra intolerância contra o racismo seja quem for o porta-voz dela né que elas possam continuar cobrindo a terra como Luciano cobre o nosso planeta que as estrelas negras a cintilar eletrobaby mané poder incrivelmente bizarro que o racismo tem espaço impunemente saia sapo racistinha do pedaços preconceituosos são mais que frequência federações existentes em não poder corretamente às vezes porém até mesmo quem foi vítima do táxi em 2020 ouvinte convocar a gritar o que precisamos a luta não é mimi chega de racismo aqui tem que ter filho não podemos nos calar de racismo aqui ó [Música] E aí E aí [Música] E aí E aí
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