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DIRETO DA UNIVERSIDADE - ELAS CONTINUAM NO FRONT
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DIRETO DA UNIVERSIDADE - ELAS CONTINUAM NO FRONT

10 views Publicado 27/01/2022 HD · 26:46

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E aí [Música] o bom é isso aí pessoal elas continuam no front é uma série de reportagens que retrata a dupla jornada de mães que atuaram e seguem representando a linha de frente contra a cor 2019 nos hospitais aqui de campinas e que precisam conciliar as atividades remuneradas com as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos bom esse é um trabalho feito por alunos de jornalismo da puc-campinas Bora conferir aquilo direto da universidade e [Música] E aí e [Música] a pandemia da covid-19 ainda não terminou no entanto a vacinação em massa trouxe um alento contribuindo para a redução do número de infectados e Óbidos durante esse período o medo EA insegurança fizeram parte da rotina dos profissionais da saúde a olhar para trás lá para o início da pandemia é possível reconhecer as aflições vividas cada um a seu modo para as mulheres que continuam no front do combate a cor 2019 que são mães as marcas deixadas pela missão de cuidar do próximo são ainda mais profundas a necessidade de adaptação aos novos cuidados para lidar com a doença nos hospitais foi repentina a enfermeira Elaine que trabalha há mais de 3 anos no Hospital Madre Teodora conta aqui no início ela e os colegas não tinha o crescimento sobre como se paramentar adequadamente quando recebiam casos suspeitos Eu lembro que teve bastante paciente interno como suspeita mas aí a gente não sabia nem direito como se paramentar para aquilo diferente de outras doenças que você conhece aí uma tuberculose como que tem que fazer uma meningite que não tem que fazer o convite tudo era novo pra gente não sabia muito a ordem do que colocar o que ia primeiro que ia depois o que fazer Foi estranho porque a gente tinha uma entrada no hospital aí de repente mudou tudo separou para colocar lá do respiratório do dono respiratório aí virou aquela tentando separar o que era uma coisa só fazer um virar duas coisas mas aí chegou uma fase que o respiratório dominou tudo a sobrecarga e os desafios do dia a dia no hospital aparecer um pequenos para Elaine quando comparados ao Abalo psicológico causados por seu maior medo o de com e a família MA e eu tive mais medo de contrair Não por mim de eu ficar ruim Eu sempre pensei no meu esposo no meu filho de levar para casa de levar para os meus Então teve bastante estresse emocional teve dia de você quando você passar o dedo no relógio para entrar você falar meu Deus eu não tô aguentando mais a psicóloga Alessandra Lima conta que a ansiedade foi o principal efeito psicológico causado pela pandemia gerou muito stress Muita ansiedade as pessoas não sabiam ainda como lidar com tudo isso né E ela ansiedade foi a mil né para todo mundo Tanto para quem tava trabalhando em outras áreas para quem tava no hospital funcionário tiveram muito medo assim no sentido de pegar né E quando eu pegava de tinha um afastamento então foi bem bem difícil essa parte a enfermeira Letícia que trabalha na Casa de Saúde Campinas desde março de 2020 diz que no início e as dúvidas e as inseguranças dominavam principalmente em relação a paramentação e protocolos corretos no hospital um tempo todo esse tô fazendo tudo errado fazendo Como que eu faço é a touca que eu tiro primeiro é a luva que eu tiro faço organização da mão como que eu faço para não me contaminar para não contaminar as pessoas porque apesar tipo de você ter se proteger como ele tem um período de incubação você fica de três dias sem sintomas você pode transmitir amigas e o receio de levar o vírus para casa fez com que a enfermeira optasse por isolar sua família em uma chácara fazendo visitas semanais eu chegava aqui trazer toda a comida estava por detrás tirava minha roupa e dizem que você que tava todos os alimentos as sacolas com álcool e deixava em cima da mesa aí trocava de roupa e ficava com elas e eu ficava caindo 95 o tempo inteirinho Um dos medos mais comuns entre as mães que atuam na linha de frente no combate à covid-19 é o e as pessoas amadas e com Letícia não é diferente o mais colorido não é só você ter o risco de vida mas é vocês por quem você gosta o que pode não ser para você pode ser para o pai de alguém pode ser para o filho de uma pessoa as pessoas não tinham essa noção e isso me assustava porque você eu vi conta com essas pessoas podem ser egoístas segundo o Conselho Nacional de secretarias municipais de saúde as mulheres representam 65 por cento dos profissionais da área no País Aqui nesse Hospital de Campinas elas também são maioria na linha de frente do combate a covid-19 representando setenta por cento dos profissionais uma dessas profissionais E a Solange que atua há 10 anos no setor de higiene do Hospital da puc-campinas ela fala com a voz embargada sobre como as mortes e o desespero passaram a fazer parte da rotina dela eu trabalho aqui dez anos eu nunca vi tanta morte que nem tendes exame de pandemia mera morte a gente acaba de limpar o quarto que a gente só esperando para entrar para ser entubado porque no corredor não tinha como fazer um tubarão uma pessoa ali que era muita gente era era nossa a gente lembra assim cada coisa a gente tem que a vovó linda porque nós foi muito difícil você passar no corredor do PSG aquelas pessoas esperando um leite de eu their as histórias tristes que auxiliar de higiene presenciou entre 2020/2021 São inúmeras ela relata sobre uma senhora que foi contaminada pelos patrões e não resistiu eu não estou arrasada no hospital porque foi um caso que chocou bastante né que a mulher trabalhava trabalhadora dona de casa tinha filho também que nem a gente nem eu né Tenha filho tinha Neto e depois acabar de uma hora para outra vida por causa de uma pessoa que não se cuidou foi muito triste sei além de ter que lidar com os riscos dentro do hospital ao chegar em casa Solange ainda tinha mais uma preocupação asthar o teste que eu saia daqui cabeça pesada né nossa com muita gente falando né que eu ia comer contaminar para tomar cuidado você tá você não saber que que você estava lidando tão chegava na cabeça e amanhã mil né chegava em casa né ele não tinha casa para limpar as filho ainda na dentro de casa ainda né esperando também a gente bem aí você tira umas a corte né uma coisa que não tava acontecendo nada né você tem que ser forte para a pele sentir também firmeza né sente que você tá fazendo as coisas com muita gente possibilidade nem tão hospital e E aí e quando a vacina chegou eu fiquei super feliz não é para ser meu Deus não consegui tomar vacina Infelizmente meu colega meu colega nenhum amigo do serviço aqui não conseguiu chegar até o fim para tocar pelo menos para dar uma primeira dose não conseguiu e Eu graças a Deus consegui tomar 3 doses já a gente começou a entender melhor tá diminuindo os casos diminuiu bastante a vacina Foi sim efetiva eu já cheguei de pegar plantão com setor lotado de convite e depois da vacinação agora tem plantão que eu nem tenho convite graças a Deus a vacina E aí para gente né e E aí [Música] com [Música] a chegada da ponte Mia da covid-19 evidenciou uma questão que sempre esteve presente na vida das mulheres a múltiplas jornada de trabalho mesmo após horas trabalhando fora de casa cuidar dos filhos e dos demais afazeres domésticos segue sendo responsabilidade quase que exclusiva das mulheres segundo a economista Juliana filet a pandemia não somente ou sobrecarga das mulheres como também tirou algumas delas do mercado de trabalho as mulheres foram muito mais impactados Elas ficaram com a sobrecarga de trabalho tendo que trabalhar as que conseguiram né manter o seu trabalho ficaram em Home Office ainda cuidando dos afazeres domésticos cuidando de seus filhos cuidando de seus idosos E também o que a gente observou na academia que é muito importante salientar foi uma redução do trabalho informal e das e são a entrada da mulher no mercado de trabalho é quase sempre mais precária do que o do homem então as mulheres elas acaba ingressando nesse mercado que a informal ela se viram muito mais mas não foram só as mulheres que perderam seus empregos que sofreram com os impactos da pandemia aquelas que trabalham na Linha de Frente viram suas horas de trabalho dobrar Luana que a técnica de enfermagem do Hospital Madre Teodora conta como adaptou à rotina com a nova escala de trabalho e até então trabalhava só 6 horas depois da poderia meu horário mudou para 12 horas um dia sim dia não então eles ficavam com a minha cunhada no dia que não tava trabalhando só que como o João Então nesse ano de aprendizagem minha com ela não pode mais ficar eu tive que optar por colocar os dois uma escolinha de inteiro enquanto as escolas permaneceram fechadas a técnica de enfermagem precisou exercer uma nova função que nunca havia realizado antes a de professora e suspenderam as aulas e nós tivemos que assumir esse papel de professor dentro de casa o que para nós são muito difícil porque a gente não tem noção de começar a gente tem unção de como ensinar o básico meu filho ele tá no ano de aprendizagem então foi muito difícil essa parte de e eu comecei a não dar conta das Missões porque eram muitas lições Fora as atividades de casa e tem a outra pequena também que exigem um pouco mais atenção de mim quem também sentiu dificuldades em ensinar os filhos durante as aulas remotas foi a técnica de enfermagem do Hospital da Unicamp Maria Lúcia Coelho ela conta como foi adaptar à rotina durante o começo da pandemia que chegou junto ao nascimento da filha caçula ela ficava quase 24 horas por dia no meu colo mamando e depende muito de mim tanto que assim às vezes eu precisava dar mais atenção para outra menina negócio de escola porque daí começou a aula online que o inferno tá tipo assim não é meu perfil ensinar e às vezes eu deixava o meu marido ele pegava de noite tinha que fazer comida tinha que arrumar a casa entendeu E ainda tinha que ajudar a outra menina fazer a lição de casa porque eu não dava conta depois tudo isso eu chorava o dia inteiro vai ficar estressada eu mandava mensagem o dia inteiro ele falava não vou aguentar tentar equilibrar todos os afazeres não é tarefa fácil é como se cada um desses pinos fosse uma responsabilidade casa-trabalho filhos o desafio é grande e elas precisam encontrar motivação para Recomeçar dia após dia além da sobrecarga que já sentia por causa dos afazeres domésticos com o fim da licença-maternidade Maria Lúcia precisou reaprender a lidar com a carga psicológica de se trabalhar na UTI pediátrica de um hospital eu vejo crianças do tamanho da minhas filhas as mães que lutam luta luta luta luta luta luta pela vida dos seus filhos e aquelas crianças que mais dói é aquela criança que não tem nada e Acontece uma fatalidade vai para lá e morre bom então assim que quando seu filho está doente tem uma mãe umas crianças crônicas a atriz carpo mamãe sempre vai ter isso vai saber que é uma criança que já nasceu com problema mãe lutou tem criança tipo assim tá lá no tempo tá sofrendo tipo não sou ninguém para falar assim ai Descansou mais assim parou aquele sofrimento agora quando uma criança rígida que acontece uma fatalidade tem muito triste mesmo recebendo ajuda da rede de apoio para conseguir enfrentar os desafios do cotidiano que são muitas vezes impostos essas E tantas outras mulheres em frente a uma rotina exaustiva para tentar dar conta de tudo vale do trabalho horário comercial né e eu trabalho dia sim dia não Então as crianças na semana ficam na escola e no final de semana os dias que eu vou trabalhar quem fica ele daí ele fica com as crianças dá um jeito na casa e ele que cuida a parte do dia mesmo eu levanto correndo saio correndo sempre atrasada quase parece eu não saio correndo chego do serviço correndo Deixa Maria Rafaela correndo A professora dela quando eu vou pegar ela que eu sair do plantão sempre atrasado você me deu alguma coisa para fazer eu chego correndo ela fala assim essa mãe vive correndo Gente pelo amor de Deus a crise causada pela pandemia na vida dessas mulheres está passando Mas elas continuam à frente no trabalho nas tarefas domésticas e na maternidade e é pela família que elas dizem ter motivação para tentar executar todos os afazeres diariamente minha família o bem maior que a gente tem é tipo assim muita gente perdeu família e quem perdeu marido que perdeu filho quem perdeu o pai que perdeu banho Eu graças a Deus porque ninguém Oi e a gente tem que curtir a família que é o que realmente importa é o que realmente é necessário pra nossa vida assim nós estamos bem Com saúde A família tá bem Com saúde é o que mais importa [Música] E aí [Música] E aí [Música] e [Música] culta insegurança saudade e preocupação Estes são alguns dos sentimentos das Mães e profissionais que atuarão os seguem representando a linha de frente contra a cor vídeo 19 dentro dos hospitais hoje elas convivem melhor com medo de levar a doença para dentro de casa mas nem sempre foi assim Angelina é copeira há nove anos no Hospital de Clínicas da Unicamp em Campinas pelo medo da infecção no começo de 2020 ela isolou as filhas na casa de uma parente com a intenção de buscá-las nos dias de folga o que ela não esperava é que testaria positivo para o novo coronavírus e que passaria datas tão importantes longe das gêmeas foram 39 dias sem te lente de contato com elas e as mães aniversário delas aniversário do pai e a gente tem se vê sem ter contato nenhum com elas lá o pior foi aniversário dela né que foi dia sete de Maio foi bem dois dias antes e assim eu tava né com sintomas estava muito ruim e aí né vê-la EA expectativa delas mede Poxa eu tinha comprado um monte de coisa assim para fazer a festinha delas e elas queriam E aí eu não tava lá Angelina ainda senti um nó na garganta ao falar de como emocional das meninas ficou abalado o senhor afeto no dia a dia eu vejo que até hoje elas têm sabe emocionalmente uma uma carga né Desse período né elas fizeram uma companhia psicológico depois a gente sente que pode a gente elas voltam né na psicóloga porque a carga emocional que ficou desse período de isolamento sem pra lugar nenhum sem nessa entre em contato comigo o pai e as E aí certeza Ai elas são crianças elas não não sabia né Será que eu vou ver meu pai minha mãe de novo não sei o que passa na cabeça quem também redobrou a atenção para os riscos de contaminação foi Adriana aí tem serviço tá pediátrica do Hospital Vera Cruz em Campinas conta que foi preciso inventar uma brincadeira com os filhos ao chegar em casa para que eles não viessem correndo para o abraço que a gente fazia era entrar pela Lavanderia a gente já não entrava mais pela entrada principal da casa tirava o sapato e já subia direto para o banho para chegar a gente não deixava as crianças chegarem perto a gente brincava que a gente tava sujo de cocô para eles não chegarem perto que eles viam abraçar tudo mais a gente falando achei que a gente tá suja de cocô ia tomar banho além de ter que suportar o contato restrito a médica sofreu ao ver o filho mais velho sentir falta dos Abraços e beijos que costumava dar em pessoas amadas o Finn ele é muito de contar e ele sempre foi de abraçar beijar eu falo para pandemia pegou ele muito por causa disso porque ele não pode mais abraçar e ficar beijando as pessoas ele sente falta disso irão era só Adriana que tinha se cuidado de deixar as roupas e os sapatos do lado de fora da casa para não correr o risco de contaminar os filhos outras pessoas também seguiram esse ritual que agora depois de novos estudos sobre a doença não é necessário é o que explica o infectologista Raquel Stuck você não tem um risco aí de transmissão pelo contato de roupa não é nada sua mão tem que estar sempre bem organizada mas não abre não tem necessidade de colocar tudo para lavar de colocar sapato para lavar e essas coisas todas que as pessoas fizeram ao longo da academia eventualmente algumas ainda fazem hoje por mais que proteger a família ainda seja o principal objetivo dessas mulheres a angústia do passado Ficou de e agora ela se sentem mais confiantes após a vacinação e anseiam Paraty os dias voltem a ser como antes [Música] e ainda com muitas incertezas do que vai ser ainda o convite daqui para frente eu acredito que não vai sumir que vai ser algo que a gente vai ter que lidar acredito que vacinação a gente vai ter que tomar todo ano que nem a da gripe mas eu acho que tá mais tranquilo foi difícil foi mas alguma maneira a gente conseguiu passar a gente passou a gente aprendeu e eu prefiro não olhar para trás né prefiro agora as olhar para frente e E aí E aí [Música] E aí e [Música] com a chegada da vacina contra covid-19 os governos estaduais começaram o processo de reabertura dos estabelecimentos comerciais e da retomada das aulas presenciais para aqueles que trabalham na área da saúde a vacinação significou a diminuição dos casos EA melhoria na lotação dos leitos hospitalares para enfermeira Stella Maris que atua dentro da creche da Unicamp A retomada significou também a volta para o trabalho presencial do começo ela conta que adaptação ao Home Office não foi fácil principalmente com dois filhos em casa eu converso que eu senti bastante né eu gosto de ter rotina eu percebi que eu gosto de sair de trabalhar de ter que ter um lugar fora de casa aquele dia que ele tava em reunião sete horas da manhã e depois das dez da noite em tempos ficam muito confuso né pra e torre para todo mundo né não é só eu que sofria isso as crianças também né e uma sensação de também não está atuando né disso um vazio uma lacuna que ficava ali de saber que eu podia tá contribuindo mais além de não poder contar com ajuda do marido que é profissional da Saúde precisou trabalhar presencialmente a enfermeira também não pode contar com a ajuda dos familiares que são todos de Minas Gerais assim Como Stella muitas mulheres ficaram sem rede de apoio durante a pandemia e outras nunca puderam contar com a ajuda as mulheres que tem crianças pequenas e que não tem com quem dividir porque o estado não fornece para elas em número adequado vagas nas creches e pré-escolas né precisão contar apenas com a sua rede familiar é sempre muito precária também além a se acostumar com o trabalho online se ela também viu a necessidade de se moldar ao novo cotidiano dos filhos que também estavam isolados em casa tempo de trabalho ele não era mais e limitado eu não ia às 8:30 e encerrava mas atividades 17:30 ele era um time entendeu então eu tinha o tempo todo e-mail ou reunião e aí as crianças com fome ou no meio da reunião e administrar toda assim a rotina deles a limpeza da casa e acaba que a gente ficou muito mais texto em criar uma concepção de higienização dos espaços as vestimentas dos brinquedos tudo o avanço da vacinação eu retorno crescente das atividades presenciais trouxeram mais confiança e esperança essas profissionais mesmo assim a readaptação da rotina Tem se tornado mais um desafio a ser enfrentado por elas eu sei que fiquei nesse expectativa de preparar para o retorno né E aí quando foi no meio o que a gente já voltará hidratado eu empatei muito assim foi muito difícil porque é isso foi agora eu já estou preparada já me habituei já me organizei como que esse eu volto agora né que que eu vou fazer com os meus filhos como que eu vou me organizar né Eu nem fico tanto tempo de máscara eu não fico tanto tempo fora de casa nem saio então para mim foi muito impactante e quando eu voltei embora eu falei que eu tivesse preparando o tempo todo eu senti muito foi muito difícil uma readaptação mesmo além da sobrecarga física também existe a sobrecarga mental causada pela quantidade de responsabilidades que são impostas às mulheres eu falo com meu marido que a gente os dois trabalham fora e as atividades domésticas são exclusivas da mulher então a gente trabalha muito com esse olhar né a gente continuar essa questão de gênero então o no dia a dia e a gente tantos afazeres de alimentação fazer o almoço limpar a casa acompanhar as crianças nas atividades é dividido tá confesso que que que a mulher ela fica muito com o trabalho mental porque às vezes você delega E aí muitas mas quem organizou para fazer um almoço comprou os seus pensamentos pensou tudo ali a estrutura foi a mulher antes não tem um desgaste Mental para as coisas acontecer es mas não foi a pandemia da cor 2019 que Aumentou a carga de trabalho dentro e fora de casa para as mulheres ela já enfrentavam as múltiplas jornadas muito antes do aparecimento do primeiro caso de covid-19 no mundo que só acentuou o problema as mulheres estiveram no front dentro dos hospitais e continuam no front e de suas famílias e de seus empregos EA sobrecarga continua sendo o maior para elas a academia não inventou o problema da dupla jornada femininas esse problema existe desde que existe o patriarcado capitalismo né nós sempre trabalhamos mais do que os homens porque nós sempre fomos incumbidos quase que exclusivamente por conta dessa Matriz hegemônica de gênero pelos trabalhos reprodutivos aqueles que são necessários para a reprodução social e [Música] o devagarzinho a gente tá né Voltando à rotina ainda não totalmente a gente não voltou totalmente mas devagarzinho já melhorou bastante eu começo a 5 e 20 da manhã e para tipo 9 horas da noite Exausta né E quando eu paro 9:00 às vezes quando agora como eu tô dando ainda fica indo às vezes até 11 horas meia-noite tentando fazer alguma coisa criando essas coisas para depois deitar e no outro dia começa tudo de novo né E aí
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