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DIRETO DA UNIVERSIDADE - MULHERES DO MST
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DIRETO DA UNIVERSIDADE - MULHERES DO MST

32 views Publicado 06/07/2020 HD · 28:07

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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e aí e aí [Música] o olá para vocês que estão acompanhando direto da universidade na tela aqui da tv câmara campinas olha só os alunos de jornalismo aqui da universidade fizeram um trabalho especial que mostra a história de mulheres que hoje são líderes do movimento msp marielle vive acompanhei a e aí e aí o youtube bru setembro de 2017 quando um grupo de companheiros estão aqui as companheiras que iniciaram materializadas o planejamento do mst fez de começar iniciar um trabalho de base nessa região que foi feita em hortolândia e sumaré em campinas limeira várias cidades aqui da região e depois de oportunidade aqui com valinhos 500 e assim por diante então é ali foi plantada a semente que deu vida ao acampamento marielle vive eu nasci mogi mirim a minha fã é pa tranquila eu cresci sem pai né meu pai ficou sempre muito distante eu conheci ele na adolescência mas aí depois ele sumiu da também né então sempre foi criado pela minha mãe pela minha vó e por um monte de tio da minha relação com a minha família sempre foi muito boa a minha família já morava em artur nogueira né então eu tive uma infância na roça né que nogueira é uma cidade pequena é uma infância excelente né até os meus dez anos eu brinquei muito estudei muito eu vim de uma família de oito filhos né então eu sou a caçula eu era gêmeas perdi minha irmã com cinco anos eu e ela tivermos meningite e ela faleceu e uma delas eu acho que tinha que ficar né mesmo assim na bahia e cidade de mucugê na bahia eu vivia oi mais né tem nove irmãos e viver com meus pais lá trabalhava na roça vivia na roça também a minha mãe ia trabalhar e eu ia para a roça colher o feijão aí quando eu o feijão deixar meus irmãos descascando eu ia pescar pra gente fazer feijão com peixe para o jantar e isso eu não esqueça mesmo que eu nasci no estado do ceará morava em fortaleza a minha infância foi um pouco dura porque nós eras muitos filhos né e geralmente eu tive que trabalhar mais em casa de família cedo tive que ir para casa de família tomar de conta de criança então não tive a oportunidade de ter aqueles tudo e consegui ser o que eu sonhava na minha vida e g1 e aí e aí e aí e aí se você já trabalhou com que já trabalhei em hotel de copeiro de hotel passadeira aí depois eu trabalhei de cozinheira você vai levar os anos de cozinheira eu fiz um curso de corte e costura e nos últimos eu trabalhei de costureira nós já trabalhei tanto na vida gente vocês não tem noção já trabalhei com idosos já trabalha em frigorífico né onde eu até comentei com você sobre o queimado que eu tenho aqui né seis anos de tortura então era aqueles fornos industriais com várias cubas né para joelho as cubas eram furadas todas furadas em baixo que ele solta muita água e muita gordura quando eu tirei a primeira cuba eu não tava na furada a hora que eu retirei a cuba ela virou virou em cima do meu braço eu comecei a trabalhar numa casa de família lá no city park lá lá em campinas com quatro meses de trabalho eu sofri um acidente eu caí e triturei a minha patela do joelho eu tô sem trabalhar e eu parei o trabalho por causa desse acidente que me aconteceu aí o inss me deu me liberou né e eu não entendendo das lei quando eu procurei a minha patroa aí ela falou que eu tinha ganhado abandono de serviço quando eu tinha 15 anos eu trabalhei de babá porque uns três anos trabalhando de babá aí que eu peguei amor por criança né e eu lembro que a última vez que eu trabalhei de babá a moça começou a trabalhar o neném dela tinha 4 meses e eu comecei a cuidar dele então eu vi ele engatinha em santana andando falando as primeiras palavrinhas e eu lembro que eu falei para ela se a folha alessandra eu quero ser mãe por causa do joão porque é muito deve ser muito bom essa coisa de mãe né é assim dia inteiro tudo brincando né é [Música] eu comecei a minha própria família eu tinha 19 anos ah ah ah minha filha mais velha tem 30 anos é o meu caçula tem 16 esse temos uma relação boa apesar de eu estar aqui ele está cada um na sua casa né eu tô aqui só com meu caçulinha mas somos uma família boa porque eles a senhora tem oito oito oito filhos fala o nome dele é francisco ezequiel ana kelly ana kelly ana cleia keilane keliane o luiz antônio da silva que é o meu caçula o junior eu tive meu filho com 25 anos eu já tinha comentado com vocês que eu eu sou lésbica mas os meus meus irmãos não aceitam né eles arrumaram o pai do meu filho aí durante uma bebedeira lá né com os amigos ele aproveitou da situação família me levar em casa eu mal lembro de alguma coisa né não sei se foi colocado algo na bebida ou não só sei que em uma vez eu engravidei então eu falava muito para eles assim dessa forma pessoalmente para minhas meninas eu contava para ela o que eu passei na casa dos outros trabalhando e eu falava para ela se eu não quero que vocês faz por onde eu passei e futuramente também não quero que vocês vão fazer o que eu fiz eu queria ir da melhor maneira possível para eu só tenho agradecer não tenho mais nada o filho maravilhoso que ele foi para mim companheiro uma é uma pessoa assim excelente que conseguiu me agradecer conseguiu ver os filhos antes de ser entubado né foi no domingo de páscoa o que ele passou com os filhos na unicamp e de lá infelizmente ele não conseguiu voltar foi sete anos e luta contra essa doença né é o que é que a vida nos prega umas pecinhas vezes meio chato né eu como costureira eu fico muito tempo sentada mas ficava né que agora eu parei a tem um ano que eu não pego nem na máquina oi e aí tá deu artrose e como eu pago o aluguel pagar aluguel ele tinha as crianças e eu fiquei difícil de pagar o aluguel de costurar o dia inteiro para conseguir tirar o aluguel né [Música] o antigamente pagando aluguel um pouco complicado porque daí só meu esposo trabalha né então eu ficava em casa e a gente pagava assim um alugar um pouquinho né alto daí água luz então os nossos meses eram meses apertado [Música] e eu coloco nós chegamos aqui em campinas a gente ficou no aluguel né e aí a gente o meu marido se desempregou e os meus filhos também aí a gente conseguiu um pedacinho de terreno e fizemos um barraco é barraco lá também então eu subi da ocupação aqui ó a fazer muito pouco tempo que eu tinha perdido meu filho eu tava assim meio perdida doente tô sozinha com meus netos fui eu vou tentar mais uma vez e dessa vez ninguém e vai me tirar com falsas promessas por quê e se eu amei adaptar com meus netos ali eu vou ficar até o fim da luta [Música] [Aplausos] e aí e aí é a minha vizinha do fundo ela tava um dia na igreja e falaram para ela daí o marido dela falou para o meu esposo que tinha aqui em vazão né que era para a gente está vindo conhecer aí foi ela que passou para a gente de falar assim vamos lá vamos ver como que é vamos conhecer se de repente não gostar a gente nem vai nem fica né eu falei então eu vou mas é por causa de você aí eu encontro uma amiga minha veio me foi me visitar e chegou lá perguntando como que tá a situação né eu falei para ela tá muito difícil não tenho como pagar aluguel não tem como pagar lá água luz internet ela tudo já atrasado eu acho que vou procurar o sem-terra vou fazer uma ratinho morar com eles aí ela falou assim ah eu você jura que mora dia que você enterra falei juro aí ela perguntando de juro que iria morar com os sem-terra leiria a então sendo eles estão estão em valinhos no meu filho tava lá mas ele saiu ela falou que já tinha ouvido falar do mst né não tinha ouvido falar que eram baderneiros que eram simplesmente pessoas que invadiam as terras dos outros área dos outros simplesmente preocupar era isso que eu sempre ouvido os outros né eu nunca tinha ouvido nada positivo em relação ao movimento nunca vi lado de fora você não ver como que é aí quando você chega aqui que você vê a união que é parece uma grande família eu ia ser quando eu cheguei aqui no segundo dia que eu mudei para cá hoje eu me senti em casa parecer que eu tinha encontrado meus irmãos que eu tinha perdido por aí e consegui encontrá-lo e e aí e aí e ai eu entrei aqui eu já assisti esse uma coisa gostosa quando eu vi ele aqui cheio de pessoas entrando e saindo com madeira e plantando barraco e pessoas levando fumaça na cara fazendo uma união muito grande isso para mim foi contaminante eu falei eu vou ficar aqui eu quero um cantinho aqui ó e quando a gente chegou na portaria aquele monte de gente foi até a porteira eu falei com meu esposo eu não vou ficar aqui ele falou não a gente entre ver como que vai ser né mas eu entrei com muito medo porque eu não conhecia a gente sabe o que as pessoas falavam do lado de fora né mas conhecer mesmo movimento não conhecia coincidente mente nós entramos no dia quatorze que faria um mês na morte dela né então eu lembro o que o pessoal gritou o nosso rompemos a a porteira o cícero um antigo companheiro nosso e gritou mariele e eu gritei vive e eu tenho orgulho de ter contribuído para o nome vai ser são tão grande que é esse acampamento 1 e aqui começa a minha jornada e já são 9 horas da manhã a gente abre a saúde pronto para atender os nossos amigos que participam daqui do movimento com a gente e você receber os convites de quem para ser coordenadora da cozinha da dona maria a outra coordenadora da cozinha que ela me convidou para ir trabalhar com ela na verdade eu não queria nem na escola eu gostava de na lousa não gostava de falar muito preferia ficar quietinha e de repente eu fui parar na cozinha de eu tenho que fazer reunião conversar com as crianças aí com as crianças até que vai né que mas fazer reunião é meio difícil mas eu tô superando a e teve uma ocorrência que chamaram lá no 18 de um rapaz que tinha batido numa menina daí chegou lá eu lembro que fui eu que conduzir a conversa e aí voltei daí eu fui na minha primeira reunião de segurança ela numa sexta-feira que a gente precisava tirar mais uma pessoa para coordenação geral e que se possível se fosse uma mulher cada núcleo tem ou um coordenador uma coordenadora ou dois coordenadores ou duas coordenadoras eu acordei no meu sozinha é né eu acho que é mais para mim até mais fácil como coordenadora de núcleo eu consigo tá trazendo as pessoas para tá cumprindo suas tarefas para não parar organicidade entendeu tanto portaria e portaria aqui é para todos é dividido em escala né então quando é o meu núcleo eu já coloco no grupo já aviso todo mundo gente coloco a escala tiro foto coloca a escala no grupo dia de segunda-feira nós fazemos a entrega do leite que a gente recebe aqui para fornecer para as pessoas que tomar medicamento pesado oi e daí começa o nosso dia então a nossa portaria ela é uma portaria rotativa dos 33 núcleos das 8 horas da noite as quatro horas da manhã trabalhando dois núcleos como é a noite né gente precisa redobrar segurança que a gente não sabe a intenção das pessoas que forem entrar aqui a gente precisa ter toda essa atenção de quem que tá entrando no acampamento para vocês verem qual a diferença de vocês estarem aqui dentro e o dia do ato lá fora do simples ato na frente do acampamento levou o nosso companheiros são luís a e aí e aí escuta aí e aí e aí g1 e aí e aí e aí a velocidade as foi horrível para mim foi assim que eu receber a notícia e é o que mais difícil a água porque a água a gente tem que molhar todos os dias né aí tem que pegar água todo dia não pode esquecer de deixar pelo menos dois baldinho de água para molhar as plantinhas então você quer feijão uma dor quando eu era criança a minha mãe plantava bastante oi e ele é um feijão que não precisa molhar e ele se planta ele não precisa molhar ele é muito bom ou pelo menos aqui no nosso e esse local que tem pouca água né tem algum ganhar eu você é difícil não querer morrer de sede e deixar né isso né tem muito problema de agressão uma mulher não mais no começo eu tinha mais mas como é que a direção é uma coisa que a gente não permite algumas pessoas tiveram que se retirar e as outras precisaram se alinharia ao movimento mesmo né muito de muitos casos que a gente viu que agressão já veio de fora que aqui dentro a pessoa tentou só que daí viu que né a pessoa tem um objetivo [Música] trabalhamos com doação de fralda para criança e outros produtos de e nico agora nós estamos sem mas a gente dava recebendo e vai recebendo papel higiênico então acabou né e eu espero que não acabe é do leite porque tem muita gente que precisa pelo fato da medicação e tem pessoas aqui que não tá trabalhando não faz da onde tirar e quando vem pegar que a gente não tem para dar se torna ser um pouco triste [Música] e aí é porque nós pobre nos poderosa gosta muito de pisar na gente mas ele não sabe quem é capaz de levantar pela gente mesmo sendo rico do outro lado como no caso do mst tem muitas pessoas que apoia a gente aqui pessoas grande né nós somos pequenininhos eles pisam na gente mas tem pessoas grande lá fora e que levanta pela gente dá orgulho desse lugar ver e pensar que não tinha nada aqui nada nada nada nada gente não tinha nada totalmente improdutivo agora é se orgulhar né era uma cidade na realidade né mas só que é melhor tinha gente tem esse quando eu tava muito bonito mas ele floriu aí ai médio neide vem ver vem ver corre tem uma um beija-flor na minha plantinha e aí tá caro viu vocês viram são pequenas coisas que você não vê na cidade nem sempre você ver não sei o quintal na cidade eu digo que criar ela aqui para me deixado muito bom porque eu falo que aquela tem liberdade né que ela corre brinca não tem nada que ofereça perigo para ela aqui para mim conseguir realizar uma parte aí desse nunca nunca imaginei que eu fosse me encaixar numa situação assim e ser realizada e aí e aí e é gratificante é como eu falei para vocês essa vezes na minha adolescência não deu para mim estudar né isso aqui é uma parte do meu sonho é [Música] é isso que eu a parte do meu sonho isso é uma coisa que eu gosto faço com carinho dedicação e amor e também gosta da minhas companheira que trabalho aqui com a gente e e eu acho [Música] é muito amor de cada um que se encontra aqui dentro é de uma realidade né e quem vê assim pode dizer assim é tão pouco mas esse pouco para mim me faz feliz completa minha vida porque eu não sei do meu amanhã e de repente essa seja a chance que eu tenho de realizar o meu sonho talvez se encontre só aqui na verdade ia que eu me sinto feliz e aí e eu creio que quando todo mundo tiver sua casa ninguém mais precisar da cozinha comunitária né quando recebemos visitas vai ser cada um vai receber na sua casa né e eu pretendo me formar e agente de saúde né e concluir os meus estudos para mim levar em frente porque quando a gente trabalha nessa área a gente sente a dor quando você faz decoração você sente a dor do seu irmão então você não quer nada de ruim para você e quando você não sabe para você você também não quero seu irmão e isso para mim é muito importante daqui os anos aí para frente eu acho que com essa essa portas que nós estamos fazendo que isso é uma maneira da gente mostrar para eles que a gente não tá aqui é de brincadeira não tá aqui descansando ou vagabundeando como como muito espaço aqui na estrada e gritam vai trabalhar vagabundo futuramente ela ter lugar dela porque a gente está lutando para eles né para ela para o irmão da e futuramente eles têm um lugar deles né porque a gente não vai viver eternamente então a gente tá fazendo toda essa luta para gente mas principalmente para eles né tem um lugarzinho onde morar e ela passar para os filhos dela e passar de geração em geração [Música] e é como um filho se você põe o filho no mundo e não cuida no orienta o próprio mundo vai matar ele nascimento porque cada dia você vai colhendo uma coisa diferente você vai plantando e vai ter no coisas diferentes se eu não cuidar direitinho dela não dá amor carinho responsabilidade limites pode ser que ela cresça de uma forma errada pode ser o futuro o financiamento do futuro se você não souber cuidar de uma semente ela lhe dar muita coisa e e aí e aí e aí
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