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DIRETO DA UNIVERSIDADE - FOME EM CAMPINAS
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DIRETO DA UNIVERSIDADE - FOME EM CAMPINAS

13k views Publicado 03/08/2020 HD · 30:38

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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e aí e aí [Música] o olá para você que está acompanhando direto da universidade e aqui na tela da tv câmara campinas olha tem um trabalho que foi feito pelos alunos da puc-campinas do curso de jornalismo que mostra a fome aqui na cidade em segurança de parte dos campineiros no que diz respeito à fome e também o apoio de organizações não-governamentais no combate à fome ficou muito bem feito tá bem legal dá só uma olhada é a forma do brasil é uma grande mentira massa de mão não vomitei aí eu conto ó vai passar forma não você poder gente mesmo pobre elas duas como o físico esquelético não te ver alguns outros países aí e pelo mundo a se você enxergar as pessoas a passando necessidade e eu falar para você que às vezes ela tem arroz tem feijão e tem fubá muitos do que vão assistir o documentário de vocês não vai então ela não passa fome porque ela tem o que comer mas ela só vai achar que a pessoa não passa fome porque ela nunca teve só arroz feijão e fubá para comer é daquela hora você sente aquela fome aí eu vou lá e bebo água o final da cidade eu tive que comer até palma podia ser forma o cardápio não tem uma pessoa que não tem medo de passar fome tá fome é doida funcionamento é e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí [Música] e aí e aí olá meu nome é meire emily eu tenho 19 anos aí eu moro aqui nessa casa aqui na casa da minha mãe que ela deixou eu morar aqui por causa que eu tive a anna aí mora eu a ana e meu marido como tá muito sol aí eu parei de andar na rua porque eu vendo também é essencial para fazer desinfetante aí cada frasquinha 5reais aí o que eu vender é metade meu e metade da da dona né há mais ou menos umas 9:00 mas nove nove e meia por aí que a gente já tá comendo né aí a gente come só terminar de assistir já dorme para não para não dar fome de novo aí a gente já dorme sou eu que faço tudo aqui em casa de vez em quando o meu marido me ajuda ficando com a minha filha porque ela é muito agitada né e todo diabetes todos e não pode passar ali na marcele que tem uns desenho aqui põe na parede né que é salgadinho coca ela ela já fala quero salgadinho e coca a falar assim ela não tem não tem hoje aí eu sempre avançar lá amanhã eu compro amanhã eu compro amanhã tô aí ela vai se esqueceram né mas ela não pode ver que ela ela pede o jornal ao vivo ah ah tá mole não é e aqui no fundo a o que é meu gatinho meu castigo o que que eu faço durante o dia eu faço uma comidinha aqui já na parte da noite eu queria falou eu como na casa das duas para mim aqui ó aqui não tem não tem onde sky né gente a gente joga água lata de água quando chove sempre tem que colocar uma blusa na cabeça ou alguma coisa para fazer a necessidade a gente já vê na família assim classe pobre né a gente toca o baile de acordo com que deus abençoa a gente eu tenho que agradecer a deus primeiro graças a deus eu sou feliz eu nem te atender que a gente mora aqui você pode ver aqui um lugar bom para morar bom dia roupa do roupa aí ó é muito pequeno barraquinha aqui vou arrumar umas madeirite ou aumentar o mais um metro aí eu falo algumas coisas né mas não pequenininho já um pouco mais coisa aqui não cabe eu gosto do jornal jornal da voz do outro jornal os dois todo dia de manhã eu assisti um pouco agora de noite eu assisto no começo filho jornal eu acordo cedo eu saio catando reciclagem o ideal compra o ponto de um com propósito de ocampo açúcar e vou guardar não vou guardar ainda bem que eu vim parar no lugar bom as pessoas ajuda a gente não eu tava mal vive aí tudo tudo gosta de mim eu acho que venha precisando alguma coisa fala com nós aí eu fico com vergonha tudo mas mesmo assim chegamos com a sacolinha que fazer para você ser gente boa e aí e aí eu ponho aqui havia gelado tchau e boa a panela de arroz franguinho aqui para alegrar o ambiente pouquinho mais quem morreu foi vi tu veio na casa da verdura o macarrão esse leite alguém lá na casa da sopa e assim levante e a fome ela sempre vai acompanhar a história territorial ou seja a história da formação do espaço do território da cidade de campinas né única e exclusivamente porque a cidade de campinas ela sempre se mostrou desde a sua gênese como mais como uma cidade desigual né uma cidade como sempre concentradora de renda e de expulsão da sua população para zonas periféricas e e mais modernamente se define a segurança alimentar baseada em quatro pilares quatro abordagens importantes a primeira é a disponibilidade de alimento então um grupo ou uma pessoa tem alimento disponível para se manter no dia a dia na roça que temperatura porque ele que plantam mandioca feijão abóbora e quiabo entendeu é por aqui e por aqui é eu não tenho até acho que serve para tudo certinho possa perguntar se tivesse um telefone para perguntar e eu amo trocar o segundo pilar importante é o acesso então não basta ter o alimento as pessoas precisam ter acesso ao alimento tem uma sociedade onde você tem concentração de renda por exemplo e muita gente pobre os pobres não têm acesso alimento embora exista o alimento alimento pode ser até desperdiçado mas não chega o prato da pessoa pobre olha eu eu já passei na cidade assim chegar chegando trabalhar chegar em casa e eu não tinha um arroz é um feijão não tinha nada e aquilo ali aquele bate no coração da gente né então quê que eu vou fazer tchau eu pegar aqui os vizinhos você vai pegar coisinha fala hoje eu não tenho nada na coleira vira ver se ele arruma comida para mim tal eu fui bem recebido tu vem cedo algum dia para o outro em palmas pega um pacote de macarrão alguma coisa assim eu vou comprando um pouco viu alguma coisa eu compro outro quando eu não consigo ganhar nada na rua aí quer em 3 em 3 dias que eu vou vender açúcar depois não consigo pegar se eu ver que eu não tenho macarrão não tem uma suco alguma coisa vou arrancar da sua zona podia me dar isso aqui ó a pa trago para casa aí eu tenho que dar coisa ali aquela açúcar ali que as coisas ali roberto me deu às vezes eu nem gosto muito de ir no mercado comprar as vezes eu peço um marido né aí ele vai lá e ele compra porque é ruim ficar vendo as coisas e não poder comprar porque eu sinto vontade também eu sinto muita vontade de comer as coisas então eu peço para ele que ele que ele é mais forte né ele sabe segurar aí eu faço a fichinha e vai lá e compra ele que vai lá e compra é difícil de eu ir no mercado com ele e a dói muito né ser não ter dinheiro para dar para sua filha ver comprar salgadinho um salgadinho que mundial e a coca 22 reais em vai gastar trial e não basta teu alimento as pessoas têm acesso alimento alimento tem que estar disponível o ano todo durante todo o tempo então não é uma cesta básica que resolve o problema da fome o daí segurança alimentar você precisa ter isso daí imagens constantes vai começar você vai no mercado você vai no mercado aí hoje você compra uma coisa hoje por um preço você voltar amanhã lá já é outro preço então eu acharia sim no meu entender que deveria como manter um preço bom ou se não abaixar mais as coisas é porque a gente não sabe o dia de amanhã então a gente vai guardando aquele mento e com medo de estragar né porque a gente tem que a gente faz um pouco aí é para almoço para janta aí amanhã tem mais um pouco faço mais pouco com medo de estragar porque é horrível ficar sem que comer muito ruim porque eu trabalhei quatro anos e meio quanto tempo acabam o tio que era 490 e pouco mais o pagamento também tudolivre 400 como de compra é curva lotado o rio corta aspecto é o aspecto da inocuidade então não basta não bastam esses três elementos esses três pilares importantes o alimento precisa ser bom para o consumo alimente precisa ser saudável na outra cidade eu tive que comer até palma eu comecei a palma filho cortar velho tirava o espírito de volta ficava igual chuchu depois corri a baba aí deu uma torradinha claro como aquilo e aqui ó farinha negócio de arroz fica aqui ó açúcar macarrão e aí eu vou levando levando esse jeito aí é difícil a gente comer uma mistura e quando a gente come é o que um uma linguiça salsicha que aí eu faço com macarrão aí vai indo às vezes a gente faz frango aí sabe aquelas pelinhas que fica aí a gente tira congela aí criança eu já descongelei aí eu frito aí fica aquelas casquinhas sabe crocante aí eu faço isso aí coloco bastante água na geladeira aí ontem eu fiz tudo aqui eu fiz eu fiz mexido eu tinha um macarrão aí arroz feijão oi gatinha tchau tchau e a gente sente vontade de comer bastante coisa né só que como a gente já é adulto aí dá para gente segurar assim as vontades mas o que dói mesmo é a minha filha falando né que quer comer carne e isso aqui lá eu falo filha essa batata aqui é garden aí eu falo que carta para ela aí ela coloca na cabeça que carne comi arroz feijão e batata frita aí dói muito né a gente fala que é carne ela vai crescer falando achando que carne a batata a dificuldade que a gente encontra e o vínculo criado com essa alimentação em bairros periféricos principalmente é uma alimentação nutricionalmente ruim é normalmente bairros de periferia eles não tenham acesso a uma verdura um legume ou uma fruta né os mercados eles costumam vender industrializados é muito mais fácil a saída a farinha branca macarrão refrigerantes salgadinhos são coisas mais baratas são produtos mais baratos que as pessoas tenham acesso diferenciado e e aí de lá para cá você fica assim tipo uma pessoa que você não tem força para nada talvez você quer trabalhar a gente não tem possibilidade para vencer você tá trabalhando fazendo uma massa para o pedreiro você você não tem não tem habilidade não tem tu tem indivíduos que tem alterações é tão graves mas tão grande que ele não consegue andar até aspectos nutricionais é muito restritos por exemplos vitamínicos que levam alterações neuropsiquiátricas ou neurológicas que o indivíduo começa a ter dormência formigamento dificuldade de mobilidade alterações cognitivas dificuldade de raciocínio né de pensamento claro entendeu mas eu sinto a diferença por causa do organismo organismo se acostuma né costuma com muita um pouco a esses daquela hora você sente aquela fome aí eu vou lá e bebo água aí faço um pouquinho aí vai vai tomar devagarzinho se não passar mal quando você está inserido na pobreza quando você está inserido num bairro em vulnerabilidade quando que você tem é brincar sentado no esgoto quando que você tem é não ter alimento você se acostuma elas vão chamar de fome elas não vão chamar de insegurança alimentar elas estão acostumadas a isso o que não disse eu forma nunca passei a gente passa a necessidade já passei necessidade já traz felicidade brava eu já falei esse gato é o mesmo do iraque quero que não tem nada para comer não tem o apoio de uma pessoa né agradeço nunca nunca passei fome necessidade já passei não foi um olhando foi várias já passei em qual o e feijãozinho uma carninha aqui em tá bom que a gente o dinheiro a gente compra muita coisa é os pode escolher mas as condições não dá para escolher o que tiver é isso mesmo ah não sei o tempo que eu trabalhei ele é porque eu tava trabalhando era bom mas eu trabalho aí eu levanto tem pouco tempo que eu levei a vida amor mas depois que acabou seguro-desemprego nossa eu me engano achei grande problema da cidade de campinas ea precarização do trabalho quem vai responder a problemas de moradia extremo vai responder a problemas de dificuldade de mobilidade na cidade de dificuldade de acesso à saúde à educação de qualidade né todo esse processo de violência da urbanização de campinas que não conseguem equalizar né o acesso [Música] e eu vou faço um livro trabalho de servente o cacto um terreno eu ajudo fazer algum tipo de trabalho por aí carregar um caminhão carregado de madeira tô vendo assim fazendo um bico tem aqui atrás também ó que é onde eu quando eu começo a taís cláudia eu coloco aqui deixa aqui aí eu deixo uma reciclagem aqui no cantinho e quando eu vou vender eu tenho que pagar ainda não alguém para poder levar então não vem quase nada de dinheiro né aí fica difícil hora que eu for levar eu vou preparando no saco plástico com plástico só esse saco aqui ó deixa eu abrir ele aí no corredor eu vejo só empático essas caixas aqui hoje com papelão o ou duas que eu tenho mais outra tipo separando o quê e para que você vai rolar mesmo eu te ajudar dois três dias aí em 3 em 3 dias eu posso ter certeza que aí tá garantido vai falar que eu vou vender todo dia não entende que eu tô sorte ele quando eu não uso ele aqui eu já sai doido aqui agora até 5 horas tá aberto lá aí eu vejo vinte trinta coisa eu ver aí eu já fui alegre já dá para comprar umas coisas mais não entendia também esse estereótipo de que as pessoas que não tem o que comer porque elas não querem porque elas não elas não vão atrás porque elas são cansadas porque elas preferem ficar na rua a mamãe tira quando você vê um senhor trabalhando puxando uma carriola de não sei quantos quilos reciclável você pensa que ele simplesmente ele não quer trabalhar ele tá puxando uma carriola e ir para lá porque ele não tem que comer ele vai ter que vender reciclável para ver se ele garante o alimento dele a paula disse que não tem leitor uma notícia que o mais difícil vez eu quero entrar na empresa boa e não dá chega lá no face não consigo entrar porque nunca fala que eu segundo grau tem que ter não sei o que já fala assim para você já leva um choque só que já não vou arrumar nada quase impossível para uma pessoa como o seu lourival é quase impossível aparência dele se ele conseguir um emprego diferenciado do que ele tem é muito difícil não é um comodismo é uma falta de oportunidade é uma falta de possibilidade ele não tem possibilidade de ser inserido aonde nós estamos hoje ele não tem não tem o que é uma satisfação imensa não tem dinheiro que pague sabe eu falo sim para os voluntários a gente tem uma regra que tem horário mas se tem a comida da porque a coisa mais dura que tem a fome tem seu social de o legal é paliativa não resolve os problemas refletivos e certamente as pessoas que frequentam a ong recebe uma refeição se tivessem oportunidade de ter um emprego e cozinhar nas suas próprias casas seria ótimo eu tento ajudar do meu jeito mas acho que assim que o governo devia olhar com outros olhos né com essas pessoas né o que a gente faz é o governo que tinha que fazer a gente procura ajudar né ou então dá mais assim ajudar mais a gente pra gente poder ajudar os outros problema público não é caridade programa público tá aí para equilibrar o jogo para garantir que aqueles que ficaram para trás nessa corrida possam ter uma ajuda para poder se equilibrar e buscar um emprego então se o sujeito tem que ir lutar pela pelo dia a dia pelo pão nosso de cada dia ele não consegue arrumar emprego e aí bom então campinas como uma cidade rica tem esses equipamentos [Música] e aí e quando eu tava recebendo nutre aí eu comprava as carne mais barata né para vir mais tipo só se chamburg novo ti carne moída né aí eu comprava essa durante um ano eu recebi né aí depois ele cancelou bloqueou que era só um ano mesmo que te pegava o e aí e aí e aí e nós vemos o alimento como garantia de direito como pessoas que precisam desse alimento esse alimento não chega dessas pessoas as pessoas não conseguem encontrar esse alimento então usa garante esse atendimento hoje a gente pode garantir que noventa porcento das nossas famílias estão abaixo da linha da pobreza então elas não teriam condições de estarem comprando esse alimento é um bem então relativamente barato né que o governo tem a possibilidade de oferecer né não é um bem caro né e alimentação adequada ela é a base do desenvolvimento do indivíduo ou seja dando isso numa terra idade ou para grávida você pode prevenir uma série de problemas do ponto de saúde pública entendeu que onera o sistema fica muito mais caro no futuro tratam diabetes ou hipertensão ou doença cardiovascular uma doença psiquiátrica e as crônicas o indivíduo tem e vai ter durante a vida toda é muito mais caro do que propor uma alimentação adequada durante um período da vida nós estamos aí no século 21 homem já chegou na rua ou aumentar em marte o homem caindo da série de locais a tecnologia já avançou a um ponto que pode garantir o bem-estar material a todo mundo mas as pessoas ainda passam fome em então segundo as estatísticas da onu da fao nós temos 831 milhões de pessoas passando fome no mundo ou seja aproximadamente um oitavo da humanidade é extremamente complicado constrangedor para e para raça humana que ocupa esse planeta conviver ainda com essas questões de fome então é muito possível ainda não temos números claros e exatos é muito possível que o brasil tenha voltado ao mapa da fome e considerando o número de desempregados e tal porque há uma relação entre renda pobreza e desnutrição e insegurança alimentar falta muita humilde atende as pessoas que tem umas pessoas que têm para te ajudar né e ver a situação e e não ajuda a gente mas eu está tá aí tá vendo tudo né e deus vai ajudar nós cada dia que passa deus está fortalecendo a gente para gente não ir por outro caminho né o dom mauro morelli dizer que a fome não é uma estatística fora tem cara tem que conhecer as pessoas para ver qual é a situação a forma e tem cara você tem que entender o que tá por trás delas como que você pode dizer que as pessoas não passam necessidades se você não está lá e o que é necessidade e tem pessoas em campinas que passam fome tem pessoas em campinas que não tenho que comer diariamente e quem não tem o que comer diariamente passa fome tem pessoas em campinas que não tem três refeições ao dia o que é passar fome você sente sua barriga 1k se você sente dor de cabeça porque você só tomou o café da manhã mas de tarde você vai ter uma água com chuchu dentro para comer e esse período aqui ó e o que é fome e existem pessoas que desmaiam porque estão com fome sim existem existem pessoas que não tem como se alimentar diariamente existem pessoas em campinas que não tem suas refeições preconizadas direitinho como a gente tem então existem pessoas que passam fome em campinas e e aí [Aplausos] e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí
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