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DIRETO DA UNIVERSIDADE - Ekeruá
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DIRETO DA UNIVERSIDADE - Ekeruá

26 views Publicado 04/03/2020 HD · 21:44

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e aí e aí [Música] o olá para vocês que estão acompanhando direto da universidade aqui na tela da tv câmara campinas os alunos de jornalismo da puc-campinas fizeram um trabalho que aborda a cultura indígena na aldeia ekeruá que fica em avaí no interior de são paulo vamos acompanhar e aí é mas 895 mil indígenas e vi no brasil cerca de 42 mil deles estão no estado de são paulo apesar da maioria está nas cidades ainda tem aldeias que lutam para manter as suas tradições e preservar a sua cultura para entender melhor a dicionário fomos até a cidade de avaí a 366 km da capital paulista e conhecemos aldeia ekeruá 60 famílias de etnia terena mora nessa aldeia é do tamanho de 200 alqueires que faz parte da reserva indígena arariba nós passamos dias visitando ai queroa para entender os conflitos que fazem parte da rotina desses indígenas e ameaçam a sua identidade e e aí depois da cólica equina ai ai ai e os terena são a quinta maior população indígena do brasil nativos do mato grosso do sul migraram para o estado de são paulo em 1930 aí quero ar foi fundada em 2002 por 29 famílias da etnia terena que já moravam na reserva indígena araribá hoje em dia cerca de 200 pessoas vivem na aldeia as casas foram construídas formando um círculo e ao centro estão campos de futebol escola igrejas e outros espaços de uso comum né aqui de agosto para cá é o goleiro cássio poderoso café aí eu soube bragança vídeo sobre 29 sabia né então quando nós chegamos aqui não tinha nada que ele só pensando assim eu não tinha nada não tinha casa não tinha nada os terena conseguiram autorização da funai para construir aquele o ar só que mesmo com alguma ajuda do governo ainda estão tentando acabar as construções que muitas vezes precisam fazer sozinhos [Música] e aí lá funai veio né engenheiro né que eu segue-me correa gente falei para ele assim então aqui nós vamos fazer circular mas não vamos fazer igual no comprando aquele lá e colônia aí aqui nós fizemos casa nós fizemos campo de futebol que você se aqui né e aí nós vamos fazer o barracão fácil lado material disse as coisas coisas dona joana também participou de todo esse processo a indígena veio do mato grosso do sul e contou que saiu da sua terra porque foi escolhida pela vó do seu marido para casar com ele quando se mudou para a aldeia ela trouxe alguns costumes antigos por isso é uma das únicas moradoras que não fala português durante nossa conversa dona joana conta o que que o ar e muitas transformações ao longo dos anos como é que ela ainda sente falta de como era antes fica aí fica tá tudo que eu faria a mesma proposta de acordo com os moradores isso acontece porque mesmo com a área de 200 alqueires o que corresponde a mais de 1.100 campos de futebol a terra não é tão saudável e não consegue mais ser utilizada como antes porque até também vou ainda ainda ela tem hora que ela vai pedir para ser alimentada mês que é verdade né porque você vai só que eu tiver cultivando e você não trata e vão dizer assim né então eu acho que a tecnologia hoje ela é ajuda bosta né para vir fazer nós do solo como é que tá né se ela tá bom de produzir está faltando alguma coisa tem não tem várias coisas mas só que a diana não foi esse tipo de trabalho a gente vai pratos assim sem sem nada mesmo assim presente de tag essas pecinhas a gente passa seja que tem mesmo a doença na planta também foi a gente não tem prática de saber o que que tá acontecendo mas primeiro lugar é que que ser o óleo tem que ter um trator né já não trabalhasse manual tá você fica defesa é uma ajuda em qualquer um da no patio o final do governo mais fácil governo né porque é o governo que se tem as coisas para arrumar para comunidade né é me manda uma semente do mandou final do ano passado distribuiu mais funciona já querem colocar então quem implantou e conseguiu condicionar tá o sertanejo tanto tá mas eu fiz para depender do governo federal realmente também respeito o desemprego hoje é um dos maiores problemas enfrentados pelos moradores da e quero a 27 famílias estão desempregados e a solução para muitos é procurar trabalho na cidade de bauru trabalha mas eles falam aqui tá ele tem vez que sai a família que eu tenho neto vai trabalhou bauru né pra ele correr atrás das coisas melhorar um pouco da situação mas lá também quase que tá pior do que aqui porque ela tem que pagar de tudo pagar luz pagar água pagar comida devagar escola pagar vou fazer josé comprado né então se tornou mais difícil achar aí você se mês passado ele mudou marcar de novo então eu acho que o que tem acontecido é que as comunidades indígenas não se transformando em aldeias dormitório 1 e nem que você permanece na aldeia porque você tem lá pelo menos um passo para ter sua casa mas você já não tem como sobreviver daquela terra então você tem que se entregar na cidade né meus de pedreiro e carpinteiro de chapa de qualquer coisa né você aline não conheço não posso dizer especificamente mexer lá mas as aldeias de maneira geral da terra indígena araribá que inclui os seus guarani e terena é muita gente trabalha nosso fazendo os vizinhos precisemos aqui em laranjal na colheita de laranja nos trabalhos temporários que aparecem e tudo isso é extremamente penoso como é para qualquer outro brasileiro quer dizer é inseguro temporário você não pode fazer plano né então isso ficar sem a verdade ea vida dos índios atuais do estado de são paulo assim como a agricultura a saúde desses indígenas também só nesse impasse precisa da ajuda do governo mas segue tradições milenares fomos até a unidade básica de saúde que funciona dentro da aldeia o espaço improvisado enquanto a obra prometida pelo estado há mais de dois anos ainda não foi concluída eles conseguem ser atendidos aqui por enfermeiros durante a semana e nas quartas-feiras ele tem recebem os médicos mas a gente vai entender um pouco mais disso conhecer o trabalho deles vamos lá ó você pode tentar o trabalho que já agora 11 anos que você nasceu final dele você não veio primeiro você estudou fora como tudo aí fora que 22 anos tem personagem aí terminando meu curso já entrei para dentro de uma reunião continuidade para ver como aceitaria aqui dentro aí todos pedroso de acordo e trabalhar até hoje porque eu tô no terceiro ano de faculdade de enfermagem questões pra terminar você pode me mostrar um pouquinho como é aqui não é e a gente eu falava precisa olhar em aqui tá bem cheia brasileirão toda a gente tem em todos os tipos de dormir só com receita médica muitas vezes o posto de saúde não é a primeira opção quando alguns indígenas estão doentes e já que acabam buscando por remédios naturais tem um que ele fiz procurar medicamento e consulte um médico e o processo que ele principais mesmo que natural e como como é com planta ficou pronto cada um tem uns que já faz e desfaz a cábula para a gente não acabei tomando mesmo então vivendo posso de saúde elas comentaram que alguns procuram os remédios naturais primeiro só compartilha é mesmo mas eu não posso indicar né é só com ele é porque o que que acontece ele ficou indicar nós mesmos sem saber pode fazer fez mal mas só pra gente não pode mover pessoa e agora ele não é você já sabe é a coisa certa e indicada para aquilo acabou de dizer que seu pai gente agora nossa aí tem já nascido no mato a culpa também para remédio fazer vários remédios sabe né eu falei sabe mais o que nós como uma figura importante dentro da cultura indígena como se manifestassem dons espirituais eles acreditam ter a intuição da cura essa prática é importante para sobrevivência identidade do povo na aldeia ekeruá esse não é diferente em graça foi a escolhida entre muitos para receber esse dom chegou curando lá no alheia e aí vem homem comigo verde meu culto não dá remédio para mim não mandar remédio não dá você até água aberta não tem nada comigo tomar o chegou deixai-me remédio por isso recebemos da bahia saia deus te deu para mim essa isso é trabalho foi deus é só deus né porque às vezes pela pão dela né ela oi gente não der conta daí aí comigo eu não é você vai lá para o pajé né o senhor leva seus filhos meus netos em graça e saiu do mato grosso do sul e chegou até e quero a por conta da sua irmã que já morava na aldeia além de poucas roupas e pertences pessoais trouxe a bagagem mais importante o dom para curar as pessoas desde então ela bem dos indígenas faz remédios e práticas rituais de cura com o uso de alguns instrumentos como colocar pena seu chocalho desenhado com símbolos únicos que são a força do dom da pajé que você usa do chacoalha também para curar as pessoas para ver as pessoas e ele ajuda em que adianta retirar ruim por proteger o emprego não é por isso que até tá aí ó em breve o messenger só ficar neve que meu corpo você ficar alegre de tudo é sua criança desencanto outro família vem comigo ia te mandar mensagem tem muita gente na minha casa à noite boa noite a cura da pajé vai muito além da saúde também é necessário crer e ter fé nos seus poderes espirituais mas a fé de alguns terena daí que passou a bater de frente com esses rituais de cura quando a crença principal se tornou cristã no católico poder o meu povo é amar é minha família passou para acompanhar o católico mas nós não somos certo certo é macia nossa que é verdade da nossa futura chefe ainda é só fazendo isso que a gente participar com relacionamento água daqui um pouco aí entrando outra e o padre aqui não existe nada né você ali vem fazer a missa todos uma hora uma hora e meia depois vai embora ele não fica triste não fica canal dele vai embora ela tava isso baixinho já o pastor e aí gosto de folga né mas eu tinha é dependente dependendo da da família né mas eles cobram alguma coisa só não cobra eu que eles faz eles faz isso já está proibido quase que foi na nossa cultura né apesar dessas religiões interferir em alguns costumes o povo terena busca fortalecer a cultura com ações da escola da aldeia ensinar o idioma e seguir as tradições faz parte do cuidado dos educadores e o infante na agricultura ao recorde tem uma preocupação muito grande com a questão da língua porque a gente sabe que as línguas indígenas no país em muitos lugares em muitos casos estão ameaçadas ameaçada no sentido de que há um processo em alguns lugares pelo impacto da colonização e do mundo moderno do desuso da língua então o papel da escola indígena é fundamental no sentido da da manutenção da língua indígena aprenda da língua significa perda de conhecimento sobre as escolas hoje o a língua materna também é ensinada na educação básica mas professores são capacitados para fazer esse facebook é essa é uma questão séria hoje você pode conferir a comunidade incrível no brasil são se você fazer ela muito tempo fralda capacitação os estados seriam obrigados a fazê-la pela pela boa marcação que foi feita pelo conselho nacional de educação seguindo essa função auto estrada ganha em municípios onde as temos municipais não estão fazendo em cima da da cultura da língua e professores a daqui da aldeia daquilo a recebem algum tipo de treinamento da funai e do governo não sei como funciona capacitação para ensinar a própria cultura e não tem não tem essa situação né ele estado do governo até a classificação mesma nossa conhecimento que os nossos países que gostam de mais velhos para você criar uma ação matéria não o governo que ou nessa educação específica da educação indígena e ficou com uma pessoa ensinar mas não tenho livro uma dele buscar é mais reconhecimento e ele tem de ser olá eu sou com sua família as escolas não vão salvar as línguas mas se elas vão participar em também aí sim senti não tenho pena ser desde que a escola passou existe aqui eu acho que a cultura teria na forte ficou bem mais forte então todos os alunos pequenininha chegam aqui por exemplo ele já aprender a dançar o professor da mesma os alunos montam professora já falam em caixote já falam de a pede para ir no banheiro no idioma quando eles chegam os pede licença no idioma então a partir desse momento que a escola entrou aqui na nossa aldeia melhor do mundo mas hoje em dia vocês então não sabem falar a língua terena fluente ainda não ainda não vocês querem falar e quando vocês crescerem e se formarem vocês pretendem continuar orando aqui os preferem pretender ir para cidade agora morando aqui durante esses dias que passamos na aldeia ekeruá notamos que os terena possuem diferentes formas e viva sua cultura e tradições e usam de rituais danças e do idioma nativo para enfrentar cada dia mais os conflitos da urbanização também né então ele não tem muitas coisas da sua cultura original mas são também obrigados a mudar né às vezes até para manter algumas coisas né é hora de luta oposição e persistência ocupando espaços e ganhando voz tom que a gente luta usar o que tem hoje de mandar aqui eu posso meu filho o meu do bisneto possa ter no futuro embora o que nós temos hoje não é o que tinha lá atrás a gente já tem uma consequência de uma daqui de mostrar que a gente tá aqui né nós como diz a gente vem usando uma palavra hoje que a resistência e e aí e aí e aí e aí e aí e aí e aí g1 e aí [Música]
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