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e aí e aí [Música] eu falar para você que está acompanhando direto da universidade aqui na tela da tv câmara campinas olha só o departamento de comunicação da unicamp mandou um material bem bacana para gente com entrevistas exclusivas de especialistas da área de saúde abordando o tema coronavírus o sesi se esqueçam serão realizados às pesquisas que estão sendo feitas a origem da doença se o vírus pode ou não chegar até o cérebro isso e muito mais você acompanha a partir de agora aqui no direto da universidade olha só um [Música] o ar fob dois é uma espécie nova de coronavírus e infectar humanos e tem uma relação evolutiva próxima se ele tem uma ancestral comum recente um vírus sars de surgiu no começo dos anos 2000 2002/2003 coronavírus de uma família de vírus grande diversos que tem vírus que infectam quase todos os seres de sangue quente dos planetas e esse é um variante que surgiu agora né na china no fim de 2019 onde que são esses vírus surgem do nada não eles estão circulando em animais né é animais que estão em dentes soubesse ou animais que estão em íntimo contato com o ser humano e a gente não teve nunca antes uma facilidade de locomoção e tanta gente no mundo ao mesmo eu nunca antes esteve tanta facilidade para disseminação de novos vírus então é a gente tem vivido um período de surgimento de muitos vírus a usando novas doenças pandemias de impacto global grave a covilhã essa doença e o site of dois eles estão marcados pelo uma rápida disseminação de uma uma parte de uma de uma pessoa infectada rapidamente mesmo antes da bater sintoma ela cm espalha-se vidro para novas pessoas e a isso faz com que a velocidade de disseminação deles entre as pessoas ao ver se tem uma velocidade que poucas vezes a gente viu na história da humanidade então a gente teve a coisa surgiu e se espalhou de um jeito que a gente não conseguiu que é uma resposta rápida e efetiva para o controle receber os mecanismos de infecção viral pelo oscar descobre dois que causa com 2019 envolve é um uma proteína que fica na superfície da membrana da célula o vírus para entrar na célula precisa interagir com essa proteína essa proteína chamar eca-2 e essa interação possibilita então que o vírus entre dentro da célula e se replique dentro da célula pra ele se replicar dentro da célula ele precisa é envolver a maquinaria celular para produção me rna que é o material genético do vírus e proteínas estão entendendo como que o vírus é entra na célula e como ele utiliza essa maquinaria celular para se replicar é fundamental para que a gente encontre maneiras de inibir a replicação do vírus objetivo da pesquisa que eu venho desenvolvendo aqui no âmbito da força-tarefa unicamp tem a ver com o bom e como indivíduos idosos são mais suscetíveis a come 19 para isso a gente vem tentando entender como que a genes são expressos ao longo envelhecimento e olhando para esse gene se tentar entender quais deles são importantes para um mecanismo de infecção viral com isso a gente busca saber se alguns mecanismos de infecção do vírus dependem de vias que são moduladas do processo de envelhecimento a gente vem dividindo esse esforço em estratégias de curto médio e longo prazo obviamente é uma das coisas que que a gente pretende fazer entender o processo de infecção do vírus já que um vírus novo ele tem muito a saber aprender sobre esse processo de infecção então esse é um e hoje está se dedicando a um entendimento da da doença e como vírus infecta as células entendendo esse processo a gente vai conseguir interferir com a infecção viral por meio de medicamentos fármacos é que a gente já é usa para tratar outras doenças isso se chama de reposicionamento então é são medidas a curto prazo para gente conseguir interferir com uma doença nova que a come 19 o que a gente vai fazendo testando inúmeros medicamentos já aprovados para ver se eles interferem com a replicação viral e modelos celulares é identificando esse medicamentos que interferem com a replicação viral é como ele já são aprovados para uso em outras doenças eles podem rapidamente ser hein o itaim clínicos que podem aí é testar eficácia de medicamentos contra o vih 19 pesquisa conduzida aqui no laboratório de estudos de vírus emergentes ela visa caracterizar aqueles fatores que estão associados com o desenvolvimento de doença grave postar fob dois a primeira etapa dessa pesquisa e a gente sequenciar então né um dia não mas completo desse vírus que estão circulando aqui em campinas né e esse trabalho é um esforço colaborativo multi sem coordenado aqui no laboratório de todos de vírus emergentes do instituto de biologia da unicamp mais em parceria com pesquisadores da usp de ribeirão preto pesquisadores do instituto de medicina tropical e colaboradores também na universidade de oxford no reino unido a gente está aplicando o método novo sequenciamento aí trocou time é de nova geração a gente conseguir então e se a entender a diversidade desse vírus aqui em campinas aproveitando até que esse esforço foi montado pela unicamp né fez com que a gente conseguisse ter acesso a um bom número dos casos positivos para sars-cov dois em campinas a gente vai ter uma cobertura regional muito boa que vai nos possibilitar fazer inferências que do geográficas de dispersão terminação do vírus talvez a gente não conseguisse fazer em outras regiões do brasil além disso esse estudo vai ter todo uma parte pesada de análise de dados e vai defender né um um corpo de bioinformática grande que vai ser feito também em parceria com entidades externas ao brasil como aniversário de homem o objetivo da nossa pesquise é tentar entender o que que uma pessoa tem de diferente ou foi exposta de modo diferente que faz com que ela tem uma doença grave em decorrência de infecção por um mesmo vírus é uma outra pessoa que vai ter uma doença alegre a outra coisa é como a gente responde né tô como que o nosso corpo responde a infecção a gente sabe hoje que a inflamação e o grau de inflamação principalmente no começo da infecção e como que essas primeiras células que chegam ao local responde a esse vírus né que tá entrando nosso corpo é isso impacta diretamente a chance de você ter doença grave ou não então essa é a segunda parte então o que que uma pessoa que teve uma doença grave ela tem de diferente uma pessoa que teve uma doença nas leve e aí que entra a busca de bru marcadores a gente vai procurar conjunto de moléculas que a gente possa identificar no paciente grave e a gente por exemplo não ache no paciente que tem uma doença leve pela nossa experiência no sequenciamento lá em são paulo na universidade de são paulo em colaboração com o instituto adolfo lutz como os convidados também pelo pessoal aqui da da unicamp não dá e da biologia laboratório do professor josé luiz para fazer o sequenciamento também dos casos aqui de campinas esse é o iniciativa em colaboração também com a universidade de oxford com o grupo card do qual eu faço parte e a nossa perspectiva é que a gente possa realmente tratar como é que dia está contribuindo como ele tava despertando no brasil bom a gente está utilizando a mesma tecnologia que nós utilizamos no sequenciamento dos primeiros genomas do brasil a fim de sequenciar os genomas dos vírus que estão circulando na cidade a perspectiva nossa é de fato rastrear entender como esse vírus está despertando quais são as mutações que ele tem adquirido nesta população principalmente considerando a diversidade da população brasileira então a ideia é realmente entender como esse vídeo tá me dispensando no brasil fazer todo o estudo fila geográfico e corre de toda a dispersão da epidemia da academia no brasil eu sou professora associada da universidade federal de roraima e estou aqui em no período de como pesquisadora colaboradora eu aprendido muitas técnicas até com pessoas né dos vários locais do brasil essa colaboração tem sido essencial para que esse conhecimento né esse de tudo as possam ser levados também para todos os cantos do brasil principalmente no extremo norte do país né onde eu estou atualmente em roraima eu acho que o momento como esse sempre traz a nossa perspectiva de colaborar nosso como cientistas querendo colaborar para resolver esse problema o meu laboratório gente estuda é desordens mentais então a primeira coisa que a gente se perguntou lá no laboratório é como é que será que o vírus chega no céu em algum relato bem recentes têm mostrado que os pacientes de convite já crônicos eles apresentam determinadas determinados sintomas neurológicos né ou seja coisas que estão afetando o sistema nervoso central com certeza então para isso lá no nosso laboratório a gente consegue gerar células do cérebro a partir de células-tronco nós tivemos acesso a uma tecnologia na qual nós coletamos células de pele e pessoas né essas células de pele foram desde diferenciadas quer dizer que elas voltaram para o estágio primário que a gente me célula tom e essa célula pode se tornar qualquer célula do organismo então a gente faz né com que é lá dentro do laboratório se torna uma célula do cérebro e agora que a gente vai entender o que é que ele faz no cérebro e aí para isso a gente vai usar ferramentas e química analítica para ver como o vírus influencia sobre a produção de proteína desse interno essas células cerebrais e como é que o vírus modula determinados metabólitos nessa e nesta tela ou seja como é que eu viro modulo que a célula produz a seja para produzir energia seja para se diferenciar se multiplicar e etc então é bastante importante que a gente entenda qual é o mecanismo que os vírus usam para invadir o cérebro para que nós possamos eventualmente até ter é pensar em medicamentos estejam específicos para pacientes que passem a desenvolver sintomas neurológicos o objetivo da pesquisa que a gente tem em relação à alcovit tentar entender como que o vírus infecta células como que ele usa as vias metabólicas dessa célula para se replicar por exemplo todas as células do nosso corpo ela precisa se alimentar ela precisou consumir carboidratos consumir aminoácidos que são os componentes das proteínas consumir e filhos oi e o vírus usa quando ele quer que uma terra ele usa esse carboidrato essas peças aminoácido que vão formar a cozinha desse lipid para se replicar então a ideia a gente entender quais dessas fontes de carbono no caso dessas fontes de energia como carboidratos seria no caso a glicose e como os aminoácidos lipídios podem ser mundo lados pela infecção viral e a gente entender como que isso essas vias que sintetizam que produzem esses moléculas estão modulados durante a infecção viral a gente vai conseguir entender quais delas são necessárias para infecção viral e a gente vai poder intervir especificamente nessas vidas visando interferir com a replicação do vidro e além disso que são braços do projeto outro braço do projeto é a gente entender quais são os fatores de risco associados à maior gravidade da cobrir de 19 e um grupo específico que faz de pacientes a fonte diabéticos então quê que acontece com um paciente que tem resistência à insulina síndrome metabólica que é obeso como por que que a obesidade a diabetes é um fator de risco como uma gravidade de polvilho alguns grupos de pacientes dentro dessa força-tarefa que a gente tem interesse em tem descolo que é microbiota pode interferir na infecção pelo vírus asfálticas então o que que é microbiota microbiota o conjunto microrganismos a presença do nosso corpo e que interage com as nossas células então a gente tem um grande número de microrganismos considerados pdf que interagem com as células a sua pele parcelas nosso trato respiratório e principalmente com as células ao longo do nosso trato gastrintestinal esse micro-organismos eles são importantes para a formação do sistema imunológico e para o controle de sistema que faz a defesa do nosso organismo frente a gente infecciosos o vírus de férias entre outros o que a gente quer entender assim nesse projeto é como que essa microbiota ela pode atuar na infecção do convite 19 então será que notificações a microbiota como acontece em pacientes diabéticos em pacientes idosos em outras condições elas são importantes para o desenvolvimento das formas graves de infecção bom essas são questões que a gente pretende responder através de uma pesquisa que é realizado tanto com modelos experimentais quanto com amostras humanas e o outro ponto que é importante ressaltar é que tanto o nosso grupo contra outros grupos de pesquisas já mostraram que modificações da microbiota elas podem estar associadas a maior ou menor suscetibilidade às infecções virais então a nesse sentido faz sim faz todo sentido a gente vê se não infecção pelo convite 19 isso também é verdade e você tem que fazer ao longo dos próximos meses minha linha de pesquisa é entender a função de genes como os genes atuam no comportamento de células de um modo geral bom então o que são genes né quando a gente fala genes quando a gente fala dna você já deve ter ouvido falar o genoma né dna em genes o que que seria isso então é como se fosse uma o nosso dna né que o que define a gente é como se fosse uma receita de bolo é e essa receita de bolo ela é uma coisa escrita no papel e então o nosso dna é como se fosse um livro de receitas estão determinadas células vão ler uma receita para transformar né para dar e origem ao neurônio a outras elas vão ler uma outra parte do mesmo livro para dar um origem a uma célula da pele né ou do pulmão e assim vai e todos os organismos são assim a minha linha de pesquisa aqui e eu faço né como uma como parte da força tarefa é pegar essas esses esses livros de esse livro de receita do vírus identificar a página o que que é colocado dentro da célula digitar como você pega uma página certo você transcreve é o olho que ela tá aqui linha simples e eu coloco ela em linha dupla isso eu faço um laboratório pega o material genético a célula olha aquilo e fala se roupa essa informação aqui do vidro dessa página do vírus aí a célula olha as duplas que as duas colunas leia a informação olha a página que o vírus a colocando de uma forma camuflada não ver as duas colunas mais ver que a escrita é a mesma a receita é a mesma aí as ela vai lá e raça tudo então o que a gente faz é a gente usa o mesmo mecanismo do vírus o mesmo processo mesmo ecanismo de enganar as ela mas a gente usa para o bem da célula o processo é muito parecido com processo de vacina então a nossa resposta é parecida mas ela indiferente a diferente de ser um nível de anticorpo e proteína que é porque é o clássico do sistema imune a nível molecular então são moléculas né proteínas que identificam essas moléculas e acabam na degradação desse processo e aí diante desse cenário da pandemia e diante dessa estruturação da força-tarefa o que eu fiz foi usar essa tecnologia não só no laboratório os equipamentos mas também as pessoas altamente treinadas para um determinado determinada aplicação dessa tecnologia para gente direcionar todo time agora para tentar aplicar essa tecnologia diante desse esforço conjunto da força-tarefa da unicamp contra o rio de 19 os esforços que vem sido colocados nessa força-tarefa unicamp evidenciam a importância da universidade no contexto social impacto que a universidade tem na sociedade essência não tem milagre né eu sempre falo assim que a ciência é feita com tijolinhos para a gente vai colocando um tijolinho em cima do outro e com esses tijolinhos o conhecimento vai crescendo e a resposta que a gente consegue dar por exemplo no combate a uma doença uma pandemia ela vai ser estruturada né só assim é respostas imediatas e permito a cura momentânea né resoluta dessa doença de imediato eu particularmente não acredito mas informações tomadas por um esforço científico global de cinco em dessa doença pode nos levar a a minimizar o impacto dessa doença no mundo inteiro né e aí é minimizar o impacto da circulação então a gente diminui a a velocidade com que esse vírus fale né e que a gente consiga intervir principalmente nos casos graves né minimizando a taxa de mortalidade minimizando a taxa de complicação associada a infecção e a gente só vai conseguir fazer isso entendendo o vírus ea doença pouco mais de um mês nós conseguimos mobilizar uma série né os cientistas no brasil para falar um pouco mais e descobrir um pouco mais sobre esse problema de saúde pública é esse projeto ele nasceu basicamente com a chegada do vírus no laboratório né e depois a chegada do vírus o trabalho aqui no laboratório e permitiu inclusive em que esse vírus fossem testados diagnosticado no hospital e aqui na região de campinas então a gente sai do empírico a gente sai do teórico a gente sai da da correlação 19 eu acho que porque eu vivo sem perto daquela não a gente faz os ensaios a unicamp tem o poder de fazer os ensaios diretamente com vírus então isso dá para gente o potencial de assertividade muito grande agora não significa que tudo que a gente vai ser testado aqui vai ser aplicado como um medicamento para e na verdade a gente já tem conhecimento que o número de fármacos né tecnologias tratamentos abordagens que resultam é uma um fenômeno interessante promissor motivante que chegam a ser um medicamento é mínimo né mas é muito importante porque todos os que chegaram a ser medicamentos passaram por essa fase exploratória então a gente tem existe um potencial de aplicação de técnica não é uma técnica teórica uma técnica que pode vir a ser um medicamento mas e fazendo um comparação com os medicamentos que estão sendo testados hoje pelo professor pedro marco de nolo e professor josé moderna que já são validados para como medicamento humano entendeu esses sim são os de resposta imediata certo já são medicamentos a gente está testando aqui na unicamp para ver se esse medicamentos já poderiam ser consumidos de uma forma direcionada para cobrir 19 a minha pesquisa assim como várias outras pesquisas a gente tenta desenvolver uma tecnologia inexistente certo que ela é a promissora por si ao também a música tropeiros mas ela requer todo o processo de pesquisa científica fundamental para garantir a segurança se caso e subir a ser um dia emplacamento então toda essa pesquisa ela tem como extensão então a primeira coisa é possibilitar que as pessoas sendo testado na segunda vertente é nessa tentativa da gente entender esses marcadores e oponentes que possa interferir na replicação viral então é fornecer alternativas ned tratamento de curto prazo né da partir de fármacos ou de medicamentos que já sejam validados para os humanos não tem essa outra aplicação imediata é a geração de conhecimento né que pode minimizar então a o impacto disso né aqui na nossa região talvez no globo como todo o e aí e aí [Música]