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Música Bom, parece corriqueiro falar em automedicação e falta de adesão a tratamento medicamentoso. Mas esta conversa anda tão atual e necessária também, principalmente na era da internet. e levou o Ministério da Saúde a instituir o dia 5 de maio como o dia do uso racional de medicamentos. Olha, o direto da Universidade de hoje vai mostrar a campanha para o uso racional de medicamentos, que tornou-se projeto de extensão da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp, dentro do projeto PET Graduazos do Ministério da Saúde, com o objetivo de orientar pessoalmente a comunidade interna e externa sobre a forma correta de lidar com os remédios. Acompanhe. Olá, 5 de maio foi o dia do uso racional de medicamentos. Você sabia que existe esse dia? Pois é, e a equipe do Extensão 48 foi até a rampa do Hospital de Clínicas da Unicamp acompanharam uma ação organizada por professores, alunos e funcionários da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. Acompanhe o vídeo, tem informações muito importantes sobre o uso de medicamentos. Eu já tomei remédio vencido, passei muito mal. Eu tomo medicamento há vários anos, que é para tireoide, e com o tempo ele veio a me afetar um pouquinho. Deu uma alteração nas enzimas hepáticas. Eu vim a ter febre, vômitos, calafrios, e com isso eu tive que passar pelo médico. Bom mesmo é não precisar de remédios. Mas caso isso aconteça, você sabe como agir? Primeira coisa a saber, a automedicação oferece riscos à saúde E a receita do vizinho não resolverá seu problema Muitas vezes a gente ouve de estar com probleminha e a gente fala, toma tal medicamento E isso não é correto Eu aprendi que a gente deve sempre se responsabilizar com os seus medicamentos Se está com dúvida, vai ao médico, ao farmacêutico e pergunta a dúvida que você tem sobre esse remédio que o médico passou. E Pedro tem razão. O melhor a fazer é buscar ajuda médica e ouvir um farmacêutico. Pedro e outros pacientes e acompanhantes do Hospital de Clínicas tiveram a oportunidade, no dia 4 de maio, de receber orientações sobre a importância de se medicar corretamente. Eles participaram do projeto de extensão Campanha de Uso Racional de Medicamentos, que acontece anualmente dentro de uma parceria entre o PET Gradua SUS e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. Recebendo a prescrição, os cuidados são observar os horários de uso, Não esquecer de tomar o medicamento Na hora de comprar o medicamento Comprar o medicamento que esteja dentro da validade Mas o principal é sempre ter atenção A maneira com que vai consumir esse medicamento Então se ele vai tomar o medicamento junto com as refeições Separado das refeições Se tem que tomar e ficar em jejum por um período Ou se tem que tomar imediatamente Após o consumo de um determinado alimento E será que isso vale também para tratamentos alternativos? Alguns exemplos que podemos citar é como os medicamentos fitoterápicos. As populações acreditam que por ser de origem de plantas não vai ser mal. Isso é um belo engano. Plantas também podem produzir substâncias que podem ser tóxicas. Então nós estamos fazendo a ferição de glicemia, a ferição de pressão arterial Para que a pessoa saiba se está tudo ok, se está com a pressão correta, se está com a glicemia correta A pressão está ótima, é só continuar tomando os medicamentos certinho que está tudo ok Eu, particularmente, não tomo muita medicação sem orientação médica Normalmente eu consulto um médico e procuro tomar o que ele recomenda Por que é importante essa orientação? Porque se você não tomar de forma adequada nos horários corretos, não tomar a dose correta Ou tomar medicamentos que tenham interação, ou tomar medicamento com algum alimento que também possa interagir Tudo isso pode prejudicar o tratamento e ele não vai ser efetivo Porque já houve casos de alergia na família, já houve casos graves de outros problemas na família por causa de automedicação. A conscientização, porém, depende não somente dos hábitos do paciente. O uso racional de medicamentos não só enfatiza, aponta o paciente, a última pessoa. Começa desde uma regulação com medicamentos, no registro de medicamentos seguros, medicamentos que tiveram comprovação de que funcionam baseado em pesquisas científicas também na regulação do preço desses produtos, porque muitas vezes nós vemos preço abusivo Explicar a receita também pode garantir a adesão do paciente ao tratamento O que a gente vê muito é que as pessoas não conhecem sobre as doenças que têm e muito menos sobre os medicamentos que tomam Então, eles acabam tomando errado, não tendo adesão, não tem informação, não guarda direito a medicação Mas a gente recebe muitos pacientes que não aderiram bem ao tratamento E você se pergunta o porquê Tem várias causas, né? Mas uma das causas importantes é entender bem a receita Acho que é muito importante cada medicação ser explicada para o paciente para que ela serve. Porque a gente sabe que tem muitos pacientes que recebem várias medicações. E quanto mais medicações ele tiver na sua receita, menor a chance dele aderir ao tratamento. A pessoa que é mais idosa ou que mora sozinha, ela também tem uma dificuldade maior de entender a receita. Eu tenho uma sobrinha que é enfermeira, então ela vai em casa, ela olha tudo certinho para eu poder tomar. Outra coisa importante destacada pelos profissionais durante a campanha foi a diferença entre reação e intoxicação, consequências comuns do mau uso de remédios. Primeiro, a gente tem que saber se realmente é uma reação adversa a esse medicamento. Um comprimido só que eu tomei fez mal, eu fiquei deformada. Aí eu voltei no médico. Então a reação adversa é quando você tem algum sintoma, mas você tomou certinho o medicamento. Agora quando você toma uma dose a mais, por exemplo, ou uma coisa a mais, aí pode ser uma intoxicação. Então sempre procurar ou o farmacêutico ou o médico. Mas normalmente a gente recomenda ir ao médico que necessita de troca de medicação e uma avaliação mais aprofundada desse sintoma. Em dia de conscientização, vale a pena também lembrar que o descarte incorreto pode prejudicar o ambiente. Então, hoje eu observei algo interessante aqui, que existem vários pontos de coletas. Muitas vezes as pessoas não sabem desses pontos de coletas, por isso que é interessante essa informação. Então me orientaram a sempre levar nos postos de saúde ou nas farmácias, onde existe esse descarte. O contrato durante a campanha enriquece a bagagem profissional e até mesmo social de futuros farmacêuticos. O PET, na verdade, ele é um projeto de extensão que se iniciou nessa edição há dois anos e o intuito dele, o objetivo dele é fazer a formação do aluno de graduação para a voltada ao SUS. Além disso, o objetivo nosso é proporcionar um treinamento, uma aproximação dos acadêmicos de graduação da farmácia desse contato mais clínico com os pacientes. É o segundo ano que eu participo da campanha de uso racional de medicamentos aqui no HC. É muito legal porque a gente consegue pegar eles na rotina da vinda do hospital e eles se interessam muito em fazer os exames e conversar sobre a sua medicação. Isso também é muito legal para a gente ver que o nosso trabalho tem valor para eles também Então eu considero que essa ação de hoje está trazendo uma experiência extremamente rica aos nossos alunos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas trabalhando em conjunto com as unidades de assistência básica e isso vai permitir uma formação para o futuro, conseguir diminuir a demanda de pacientes no SUS, justamente porque eles terão, essas populações, uma orientação correta de como utilizar seus medicamentos. A importância principal para o aluno de graduação é ele passar a se enxergar como um profissional da saúde. Faz a gente perceber que mesmo como alunos a gente pode fazer a diferença no serviço e na vida dos pacientes. Música Legenda Adriana Zanotto