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DIRETO DA UNIVERSIDADE - ARTE TUMULAR
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DIRETO DA UNIVERSIDADE - ARTE TUMULAR

31 views Publicado 20/08/2020 HD · 26:56

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e aí e aí [Música] o olá para você que está acompanhando direto da universidade olha só que legal os alunos do curso de jornalismo da puc-campinas fizeram um trabalho com enfoque principal aí na arte tumular e também mostrando o descaso da sociedade com a expressão artística o foco principal foi no cemitério da saudade aqui na cidade de campinas olha só e as pessoas não querem saber de cemitério né cemitério não faz mais parte do cotidiano das pessoas [Música] e aí as pessoas querem simplificar esse sentido da morte não quer mais lembrar disso não quer ter essa necessidade medo de estar no cemitério medo de ir para o cemitério não faz mais parte da vida da pessoa contemporânea e moderna o cemitério tá no tal abandono que cai uma árvore derrubo túmulo ele simplesmente derruba o resto e passa um cimento em cima é túmulos de mármore sendo colocado tudo como entulho e aí e as famílias são responsáveis por esses fungos elas deveriam estar vindo aqui colaborando limpando restaurando porque aí fica muito mais fácil para municipalidade é a sua interface entre família estado no ocorre estado também não faz a parte dele na hora de uma fiscalização por exemplo como esses ele roubos furtos que a gente vê vandalismo dentro do cemitério então a manutenção ela é realmente um sério problema que nós não teremos essas obras nos próximos 20 anos no cemitério da saudade hoje existem 35.600 e poucas sepulturas campinas nissan aspecto é uma cidade abençoada que tem o maior número de túmulos de mármore apesar de muitos ladrões em lá e roubar né e a preservação passa pelo conhecimento se você não conhece você não preserva então é uma luta para que a gente consiga trazer grupos de estudantes entram no cemitério para que eles olhem é né a arte como um mal necessário um diálogo necessário esse cemitério mais antigos do fim do século 19 e começo do 20 tem essas esculturas que foram feitas por marmorista sou por escultor dos famosos né e eles tem um estilo próprio de fazer essas esculturas que não só em função do escultor como também em função de quem vamos dizer contrata bom então essa arte é uma arte muito peculiar e esses túmulos são verdadeiras obras de arte eles utilizavam mármore de carrara e todas as figuras são renascentistas a um desenvolvimento da perspectiva ou pináculo é realmente excepcional ao predomínio das linhas verticais mas aquela época é uma época de esplendor da economia paulista e principalmente de campinas é refletindo as conquistas do incontestável progresso campineiro os bairros residenciais vão se desdobrando dotados das mais requintadas exigências do conforto moderno e o desenvolvimento das ferrovias da imigração por exemplo dos rendimentos do café tudo isso fez com que surgisse o que uma burguesia é uma classe dominante n essa classe dominante fazer o quê grandes estamos investindo em grandes tubos importava uma árvore de carrara da itália que vem aqui para campinas a pessoa falecida ela já providenciava ela já deixado em testamento o dinheiro para construir o seu túmulo de preocupação de que os filhos não gastasse com isso longe realmente do cemitério foi nos anos 20 nos anos 10 os anos 20 com esses com esses cultores italianos que tinham vindo a campinas e esses cultores eles vieram para campinas a convite dos varões porque campinas sempre foi rica sempre foi rica campinas era a cidade mais rica do estado de são paulo interior mais importantes cidades paulistas desde homem de uns três é repositório das mais puras tradições republicanas em canto forasteira com a sua agradável disposição topográfica e amenidade do clima não tem assim um maior número de fazendas de café o maior número de escravos e o maior número de balões e eles te chamaram quando eles perceberam que na europa estava tendo essa arte tumular eles fizeram acompanhar porque eles trouxeram tudo para campinas esses artistas cozinhou campinas tinham recebido uma bagagem cultural artística muito grande na itália fez frequentava a escola de pietra santa de carrara as escolas de alumínio oi roselice uma bagagem eu quero apresentar o trabalho que lhe disséssemos eu puxar parece que o senhor viu que eu tava pensando não é possível uma coisa tão não perdia um serviço e vocês não pode imaginar uma obra dessa como era aceita não existe a ferramenta com diamante que tem um poder de corte um grande abraço na talhadeira na frota de ferro existia uma ferramenta de escultor que era violino que que era o violino entre uma broca e vou lá no barbante e um arco ele puxava o arco e aqui não ia virando fazer os furos e para dar profundidade para depois tirar com a talhadeira e esculpir é assim que eles o que o escultor segurava violino e um expert puxava a cordinha e se essa pessoa tremer e se eu fizesse alguma coisa a escultura estava perdida ela chama-se violino porque ela tem o som do violino quando cortava o mar mas é quem sabe admite cemitério geralmente era o ano inteiro entregava no finado se entende com tratava bem antes da do finado para entregar no finados trabalhar o mármore era muito difícil né uma coisa muito difícil na segunda guerra não tinha mais como importar o mármore aí mudou para granito e bronze e aí e houve um sucesso momento bacana é isso isso uma nós pegamos aqui essas pessoas mais proeminências mais ricas quando camarada morria mandava tirar uma máscara de feira o nosso já era para balancear coisa do cadáver passar vaselina um negócio sei lá tirava fund aquilo de cimento se eu não fizer muito mesmo fazia trazer aqui para ser fundido o o rosto do falecido você é uma máscara mortuária não melhor bacana que ela com úlcera porque você vê seis imagina a dificuldade de você desculpe uma um rosto como fosse retrato em campinas para escultura fala lélio coluccini é a curtininha é mais uma arte moderna não é mais renascentista é uma arte moderna de linhas funcionais tanto do marcelino como coaching os dois não tem nada que ver com os antigos zarattini pochete tua mãe aí tomanini nada nada disso eles tenham uma arte tumular totalmente diferente nós temos dentro do cemitério da saudade mais de 60 obras do lério é o maior portfólio das obras estão dentro do cemitério da saudade e abraçam vários estilos que que o escultor experimentou no decorrer da vida ele está no panteón dos maiores escultores da nação mas ele não é cultuado é festejado com as pessoas não conhecem [Música] o rodrigo em campinas nosso passeio principal é lá no cemitério da saudades que tinha muita obra de arte dele que meu avô pai dele é tem uma marmoraria então quando encomendar uma aquelas peças de mármore para seus túmulos e encomendavam para o meu avô uma árvore e para o meu pai essa esculturas e o meu pai que fez essa peça é do iogurte né e é bem simples porque é um coração e ele transformou em um casal se beijando ele tem túmulos que ele fez de mármore mas ele tem uma grande maioria de bronze e granito vinham a ideia para ele fazer assim um truquezinho rápido depois ele desenvolvia no desenho e aí fazia a obra ele fazia em em argila né que é o que a gente inicia nágila e depois manda a fundir e a paixão pela arte para o meu pai tava em primeiro lugar né ele passava horas e horas no seu atelier a expressão de uma mãe tentando o filho não está morto 1 a todos cantor quando é que tá fazendo uma peça grande que até essa grande uma peça demorada ele não faz isso de uma hora para outra você entendo isso leva muito tempo até às vezes meses até né mas acontece o seguinte em momentos que ele fica cansado e ele tem que se distrair ele faz isso essas peças pequenas são feitas assim ó eu gostaria o cristo batendo na porta [Música] e aí e aí e aí e a maioria das pessoas que moram em campinas mesmo os campineiros eles não conhece a história não sabe como cemitério chegou lá até o século 19 as pessoas eram enterradas dentro das igrejas então os mortos vamos dizer pertenciam à igreja e no brasil havia um pro domínio da igreja católica de uma maneira geral eles eram enterrados nas igrejas católicas é a primeira república que determina então que contém que se criar cemitério secularizados que esse mistérios que você enterra todas as pessoas independente da religião barreto quando chegou a campinas em 1739 é que era um povoado campinas do mato grosso porque aqui havia muita floresta mato grosso e as pessoas eram enterrados em jundiaí aí o povoado cresceu tornou-se vila em 1797 é necessário construir os primeiros cemitério por exemplo o cemitério público que era da estação nos está a estação ferroviária hoje na paulista homogênea depois na região do fundão eles eles começaram a construir o cemitério dos protestantes e o cemitério da irmandade que depois virou que cemitério da saudade e no tempo na febre amarela é a coisa ela assim assustadora morrer 500/400 ela um negócio sério e nesse momento houve a necessidade em campinas de se construir um cemitério cemitério da saudade era era é uma coisa monumental enorme no na extensão territorial e depois sim o bonde eles fizeram o bonde para levar as pessoas para lá então a cidade foi se achegando próximo ao cemitério porque a cidade foi crescendo de tanto medo que eles tinham que eles iam levando o cemitério cada vez para mais longe para mais longe para nós longe não tinha ninguém não tinha gente hoje o cemitério praticamente está no centro da cidade e o cemitério da saudade ontem no cemitério do fundão ele é composto basicamente um portal uma grande avenida os cemitérios ficam repartidos por essa grande avenida é composta de palmeiras imperiais uma capela central o e composta ativar os monumentos fúnebres né a arte tumular as esculturas todas em mármore elas são na primeira parte do cemitério que são os cemitérios particulares estão dentro do cemitério municipal hoje mas eles são particulares e o cemitério municipal propriamente dito é a partir da capela do ferreira penteado o que chama mais atenção dos monumentos assim é o cemitério do santíssimo que parece uma uma caverna de estalagmite ela vai com tumbas na vertical é onde a gente tá né nesse conjunto de mármore carrara e avenida também ela tem uma um conjunto de monumentos de barões condes marqueses toda nobiliarquia campineira está distribuída nessa avenida de entrada o que eu considero para a cidade é uma espécie em ti avenida francisco glicério e e aí é a mesma diferença que você percebia no primeiro cemitério que foi a igreja a diferença os pobres eram enterrados fora do átrio da igreja os abastados dentro da igreja o cemitério é a mesma coisa os que tem dinheiro e os que têm os túmulos são mais vistosos a desigualdade tem muita lá dentro e aí g1 e eu achei que era boa ideia matar aula como eu morava próximo ao cemitério da saudade e eu estudava de manhã então não era nada que me causasse impacto viu no cemitério comecei a andar aqui comecei a descobrir as obras nunca tinha visto escultura fisicamente pessoalmente tinha visto em livros só comecei a ver diferenças entre as esculturas diferenças entre estilos eu não sabia o nome disso mesmo eu via eu comecei a gostar disso eu pegava os cadernos eu tava com todo o material escolar e eu fazia desenho das esculturas e eu copiava foram descobertas descobri que isso podia ser um algo que eu podia ter como profissão de tudo o cemitério é um conjunto de história acumulado e sobreposto é o local que reflete toda a história de uma cidade completamente a sociedade é um espectro dessa cidade dos vivos ele cola todo esse passado e ele é um reflexo dos próprios gente ele é o depositário de todo uma memória de uma civilização do cemitério eles eram espaços de convivência no passado as pessoas fazer um piquenique dentro do cemitério cemitério era um local para você ver e ser visto uma mulher que ficava viúva ela podia frequentar durante o primeiro ano dois lugares apenas que ela missa e ela cemitério e aí e existe uma grande diferença entre a morte ea vida no período romântico até o final do século 19 e começo do 20 o que era tabu antigamente era a vida como ela nascer nasceram grande mistério principalmente para as crianças agora a morte não a morte era uma coisa habitual era uma situação doméstica ela ocorria com uma certa frequência o doente né ou ente querido ele morria em casa o ryan na cama em seu próprio quarto e aí todos e um para coar havia de sentida né e até a criança a criança via morte de frente eles faziam foto das pessoas nos túmulo tinha fotógrafo para fotografar o defunto no caixão antes de sair o cortejo fotografava se era criança a mãe colocava a bonequinha de pano junto com a criança foi o irmão vivo do lado para tirar uns e junto com a irmã que estava no caixão então ele eles tinham assim eu não vou dizer assim uma coisa para parece uma coisa mórbida né mas não não chega tanto né porque eles eles faziam tudo dentro do que era bonito depois eles eram velados dentro de casa sobre a mesa né a mesa de jantar à mesa que come o que se inverte totalmente após as grandes as grandes guerras a morte vira um tabu no sentido de que as pessoas não não morrem mais em casa a sociedade contemporânea deixa o ritual da morte de lado bom né isso é muito sério porque se você não elabora adoro sofrimento da perda de um parente de um jeito você vai depois elaborar de outro hoje existe uma cultura de que você tem que ser feliz 24 horas por dia e a morte não é alegria 24 horas por dia concorda então você tem que ir laborar essa dor e hoje em dia a sociedade não deixa o que é muito comum não vamos fazer tudo rapidinho vamos acabar logo com isso tá bom depois mais adiante esses familiares acabam ficando doente porque não elaborar a morte não expressavam aquela dor que ele sentir entendeu a gente está em pleno horário do cemitério não tem ninguém é uma cidade desse tamanho agora imagina esse cemitério a uns 50 anos atrás isso é uma loucura todo mundo frequentando o e aí e a arte tumular era importante no processo do luto porque como eles achavam tinha certeza absoluta que do outro lado tinha uma outra vida e essa vida tinha que ter uma moradia então essa arte tumular enfeitava o luto deles eles ficavam de preto a viúva ficava de preto 30 dias mas ela ia lá aquilo dava uma alegria para ela porque ela tinha certeza que aquele anjo que estava em cima do túmulo do marido ou da filha ou de quem fosse era um anjo significando que ela estava no paraíso então aquilo era um alento para o luto dela é o rappi deus eu morar longe e o auge desse tipo de cemitério com esse tipo de escultura umas mais surdos as outros menos famosas vai até 1930 depois existe uma outra maneira de pensar morte é estamos passam ser bem simples começa a surgir o cemitério par e aí o cemitério parque não mais investe na escultura existe também uma crise do material e crise na profissão do artesão tudo isso contribui para ir mudando aos poucos hoje você vê o túmulo é uma laje o meu pai se importante são os carneiros tem embaixo que vai entregar hoje não tem mais assim a projeto do tubo arte tumular acho que ninguém mais faz porque é um absurdo de caro você fazer um túmulo de granito hoje você fazer o da minha mãe tá quebrada da família da minha mãe a gente foi ver o cara pediu 50 mil reais para arrumar o granito é só houve evolução artística entre aspas pois sendo engolido pela solução arquitetônica para conseguir suprir o movimento funerário em e aí [Música] a arte tumular no sentido de escultura acabou hoje aqui agora ninguém mais faz e coloca hoje aqui agora então vocês tudo com aquele que já fez a intenção ser quando você faz um pulo na sua família pertenço a memória da tua família hoje a coisa chegou numa um estágio sol que é uma plaquinha de bronze que geralmente é roubada com o nome no jardim uma grama que ninguém amanhã vai saber mais de quem é que vai ficar parado lá porque a o vestido é esse eu vou tirar uma plaquinha como todos os mais graças a deus também porque ele viver pensando em paz só que e tem tenho que não tem possivelmente não será feito mas você não tem mais espaço público para isso né espaços particulares ficam muito caros eu acho que a sociedade vai repensando o modo de dar um destino para os despojos é todo mundo pela pela cremação mais fácil é né está ficando cada vez mais barato eu particularmente eu tenho dificuldade porque aí quando você lembra da pessoa se você não tem aonde ir para prestar uma homenagem aquela pessoa né porque joga cinza né vamos lá na árvore sei lá ótimo então eu acho o quê aí é um princípio de perda de memória sim só que é uma herança herança que o passado nos colocou a gente agora é responsável por esse ano ou será que a gente vai conseguir deixar os próximos em que estado e aí e aí e aí e aí e aí [Música]
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