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Olá, bom dia! Começa agora o Câmara Total ao vivo, 11 horas mais 2 minutos, desta quinta-feira, 20 de julho de 2023. Muito obrigado, viu, pela sua companhia, pela sua audiência e você faz parte do programa. Envie a sua mensagem pra gente poder conversar através do número do nosso WhatsApp. 19 é o nosso DDD, pra você que é de Campinas e região, pode ir direto no número 978293776. Ou você tem a opção de enviar uma mensagem através do nosso QR Code. Não sabe como funciona? Vou explicar agora pra você. Está com o seu celular aí perto? Pegue o celular, então, como se você fosse tirar uma foto, você vai lá na câmera e aí antes de você apertar com a câmera do seu celular, você vai aqui, ó, você vai apontar para este QR Code. Se você apontar a câmera do seu celular para o QR Code, já vai aparecer uma mensagem aí na tela do seu celular. O WhatsApp da TV Câmara Campinas, você fala sim, você clica e aí a gente conversa. Você pode mandar o seu elogio, um questionamento, uma crítica construtiva, o que você quer assistir aqui na nossa revista eletrônica, que a gente conversa ao vivo nesta quinta-feira. Confira a partir de agora os destaques de hoje. Após indicação do vereador Marcelo Silva, rua no bairro Notre Dame é recapiada. O vereador Juscelino da Barbarense também tem indicação atendida para melhorias na área de lazer do bairro Parque Residencial Chalô. Já pensou em viajar no tempo com a criançada nesta época de férias? Tem passeio de Maria Fumaça. E no esporte, Guarani vai a Natal, vence Lanterna ABC e sobe para a sexta colocação na Série B. E tem ainda projeto ocupação, você na nossa repórter Dalila Pereira. Tem ainda a previsão do tempo, tem quadro na ponta do lápis sobre cheque especial. tem muitos assuntos. Mas a gente abre a edição de hoje pra você que está nos assistindo. Você já se fez a pergunta qual a diferença entre sentimento e emoção? Será que sentimento é uma construção mais complexa e emoção ela vem de uma forma mais imediata? Será que existe relação entre elas? Por que que é importante saber essa diferença? vai ajudar em quê? Então, sobre inteligência emocional, desenvolvimento de habilidades, eu converso agora com o Renato Lisboa, ele que é neuropsicanalista, especialista em inteligência emocional, autor do best-seller 3 Segundos, Escolhas que Transformam a Vida. Então, Renato, primeiramente, muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo, por ter aceito o convite para participar aqui do nosso Câmara Total. antes da sua explicação, com a sua experiência. As pessoas sabem diferenciar uma da outra? Elas se questionam? Seja bem-vindo e bom dia. Bom dia. Primeiramente, é um prazer poder estar aqui na TV Câmara e poder compartilhar um pouco do meu conhecimento. Bom, essa é uma excelente pergunta, porque realmente as pessoas fazem uma grande confusão. elas não sabem diferenciar o que é emoção e o que é sentimento. E isso impacta decisivamente no comportamento da pessoa. Porque quando a pessoa aprende a diagnosticar quando é uma emoção, ainda que ela não controle a emoção, mas ela aprende a lidar, ela aprende a gerenciar melhor aquelas emoções. E evita, muitas das vezes, que uma emoção se transforme em emoção de segunda, terceira geração, ou até mesmo no sentimento, como por exemplo, a raiva. Às vezes a pessoa tem raiva de alguma situação, de alguma coisa que aconteceu. A partir do momento que ela identifica aquela emoção raiva, e identifica o gatilho que fez ela ter aquela emoção raiva, ela passar a gerenciar e pode até não ter mais raiva, pode praticar o perdão ou o auto-perdão. Agora, quando a pessoa não pratica e vai alimentando aquela raiva e aquela raiva vai sendo contínua, aquela raiva pode virar um ódio, aquela raiva pode virar uma amargura, pode virar uma angústia, e aí aquilo vira um sentimento que vai afetar o comportamento da pessoa dali em diante. Por isso que é fundamental a pessoa identificar, treinar a sua mente para dar uma resposta naquele comportamento e evitar que ela sofra continuamente com aquela situação. Renato, me chamou a atenção que você citou emoção de segunda e terceira geração. O que é essa definição? Pois é, as emoções, como a maioria das pessoas sabem, elas são inatas. Elas acontecem em função das circunstâncias que a pessoa está vivendo no ambiente onde ela se encontra. Então, são emoções que ela não controla. Então, por exemplo, a pessoa às vezes pode receber um presente e ficar alegre com aquele presente. Então, aquilo é uma emoção positiva. Ou a pessoa pode receber uma notícia de uma perda e ficar triste com aquela notícia. É uma emoção de primeira geração. Agora, as emoções de segunda e terceira geração, elas decorrem dessa primeira emoção que aconteceu. Então, quando uma pessoa identifica uma emoção, como por exemplo, eu falei da raiva, ela pode gerenciar aquela emoção e deixar de sentir a raiva. Agora, quando ela deixa a raiva criar raízes dentro da sua mente, dentro do seu coração, aquela pessoa vai tendo outros tipos de emoções que a gente chama de segunda geração, como a angústia, como a frustração, como a decepção. E essas emoções de segunda e terceira geração, elas estão no nosso controle, a gente não precisa vivê-las. A gente pode encerrar o ciclo da emoção quando a gente identifica no ato que está acontecendo aquela emoção e a gente passa a lidar ali com aquela situação. Então a emoção de segunda e terceira geração é plenamente controlável. Mas como as pessoas não conseguem, ou muitas das vezes elas não sabem como lidar com o fato, acabam sendo surpreendidas com funções que vão levar danos comportamentais consideráveis. Renato, para quem está nos acompanhando, pela sua resposta, é normal ter esses tipos de sentimento, dessa angústia, dessa raiva? A importância é você saber controlar e identificar quando elas aparecem? Justamente. É igual quando você vai no médico. Você vai no médico e aí você descreve para ele a dor que você está sentindo. A partir da sua descrição, o médico vai lá e faz o diagnóstico e ele vai receitar o medicamento que vai combater aquela dor naquela localidade onde a pessoa descreveu. As emoções, elas são internas. Então, ou seja, a pessoa tem que identificar também. ela tem que falar qual é a dor, o que está acontecendo, qual foi o gatilho comportamental que serviu para que ela tivesse aquela reação. E a partir dessa descrição, é que há ali o antídoto, o remédio, como por exemplo, uma pessoa, às vezes ela cria uma situação na sua mente de que algo não pode acontecer. E aí quando esse algo acontece, ela fica com raiva. E aí se ela vai alimentando aquela raiva, se ela vai vivendo aquela emoção e vai arrastando aquela emoção ao longo dos dias, aquela emoção pode gerar desdobramentos, como emoções de segunda, terceira geração, até mesmo sentimentos, como por exemplo o ódio. Quando a pessoa identifica aquela raiva, o que pode acontecer? Ela pode aplicar um mentido. Então, por exemplo, foi alguém que fez algo que ela não gostou e aí ela gerou a raiva. Então, ela pode praticar o perdão para aquela pessoa. Quando ela pratica o perdão, ela sana, ela cessa a ação da raiva. E é uma dor que é interna. E é interessante, porque muitas das vezes as pessoas resistem em praticar o perdão, porque elas entendem que o perdão está libertando a pessoa de alguma coisa, ou liberando a pessoa de alguma coisa. Mas, ao contrário, o perdão é para a pessoa. O perdão é sanador que a pessoa está vivendo. Então, o perdão é sempre para quem perdoa, e não para quem está sendo perdoado. Isso é fundamental como um antídoto, por exemplo, para lidar com a raiva, a tristeza ou outras emoções negativas. Estamos falando aqui sobre sentimentos, sobre emoção, sobre inteligência emocional. Tem alguma dúvida sobre esse assunto? Manda para a gente que o Renato Lisboa é especialista. Já já a gente vai falar sobre o livro, ele é autor de um best-seller. 19 é o nosso DDD, 978293776, número do nosso WhatsApp e manda o seu questionamento que o Renato vai nos responder. Renato, como que você define, então, sentimento e emoção? Na abertura, eu fiz ali um questionamento. Sentimento é algo mais complexo, emoção é algo que vem mais direto. Qual que é a diferença? Em algum momento eles se complementam? Olha, é muito comum as pessoas confundirem o que é emoção e o que é sentimento Então, por exemplo, eu vou falar sobre o sentimento positivo Às vezes a pessoa conhece alguém, começa a namorar esse alguém Naquele início, aquelas pessoas passam a gostar um do outro É algo mais tênue, ainda não é o amor Em função daquelas duas pessoas alimentarem diariamente aquela situação, elas vão tendo ali alegrias de estarem juntos, vão se sentindo bem. Então essas são emoções em que a pessoa vai vivendo em função daquele início daquele relacionamento. Ao longo do tempo e com os comportamentos sendo efetuados por ambos, o que a gente chama de alimentar aquele relacionamento, vai se criando o amor. que aí sim é um sentimento, um sentimento duradouro, um sentimento que cria raízes mais fortes dentro daquelas duas pessoas e que se estabelece por um período maior. Então, emoção é aquela reação imediata. Você recebeu um presente, você ficou alegre. Emoção, você recebeu uma notícia positiva, é uma vaga de emprego que você vai passar a ocupar, você ficou alegre, emoção. Agora, o sentimento é aquilo que se estabelece através das emoções, as emoções são alicerces, os sentimentos são aquilo que permanece de forma mais contínua, que você vive no dia a dia, é uma felicidade plena, ou às vezes o oposto, é uma raiva, é uma tristeza, é uma angústia contínua. Então, emoção é uma reação imediata, inata, através das circunstâncias que vão acontecendo, a nossa amígdala cerebral recebe a informação e faz a gente reagir àquela situação. E o sentimento, vamos dizer que o acúmulo daquelas emoções que vai trazendo o enraizamento desse sentimento dentro da mente e do coração das pessoas. Então, uma emoção pode acabar virando um sentimento. Vamos supor um exemplo. Passei por uma situação que eu fiquei com medo. Se isso pode virar um trauma e todos os dias eu passar a ter um medo, eu posso ter um sentimento, então, que fica permanente na pessoa, fica enraizado. Justamente. Muitas emoções, quando principalmente elas vão se acumulando, ela vai gerar um comportamento. Então, por exemplo, a pessoa passou por uma situação delicada, um acidente de carro, por exemplo. Então, ela ficou com medo. Eu dei o medo ali, medo da morte, ou às vezes ela sofreu algum tipo de lesão, então ela ficou com alguma dor. Então, aquelas emoções que ela viveu ali naquele dia, se ela não lidar com aquela emoção e aquela emoção se arrastar, ela pode ter um sentimento contínuo em relação a andar de carro, por exemplo. Pode virar um trauma dela poder não querer mais entrar num veículo, dela poder não querer mais dirigir, caso ela fosse um motorista. Então, na realidade, todas as emoções, a partir do momento em que a gente identifica, a gente tem a opção, a escolha de poder lidar com ela para evitar que aquilo ali se continue. Agora, é claro, quando é uma emoção positiva, como por exemplo a alegria ou a surpresa, aí não tem essa necessidade tamanha de lidar, porque geralmente as coisas que nos fazem alegres, elas nos levam para um comportamento alegre, para um sentimento alegre, para algo positivo. O Renato, é comum nós ouvirmos das pessoas, assistirmos reportagens sobre o mundo, cada vez mais corrida, a gente tem mais tarefas para praticar, temos também mais acesso às informações, trabalho, serviços domésticos, obrigações, pessoas querendo mais horas nos dias. Essas questões pessoais de autocuidado, de melhorar a qualidade de vida, de saber identificar quando é só uma emoção, quando passa a ser um sentimento, tudo isso acaba muitas vezes ficando em segundo plano por conta do nosso estilo de vida atual? Olha, eu não tenho dúvida. Tanto você aprender a identificar a emoção, o sentimento, passa pelo processo que a gente chama de autoconhecimento. Quando a pessoa passa pela jornada de autoconhecimento, ela passa a se conhecer de verdade, ela passa a tomar as rédeas da vida. É interessante porque quando a gente nasce, a gente nasce e a gente vai sendo influenciado por um longo período. A gente vai sendo influenciado na infância pelos pais, pelos professores, pelo mundo adulto. E as crianças vão fazendo, de certa maneira, na maior parte do tempo, aquilo que os adultos querem ou aquilo que os adultos influenciam as pessoas a fazerem, chega na adolescência, isso vai diminuindo um pouco, inclusive os adultos acabam taxando a idade da adolescência como rebeldia, mas não é rebeldia, porque a pessoa vai descobrindo uma certa independência, o seu querer, e vai querendo fazer as coisas um pouco separadas daquilo que o mundo adulto quer que aqueles adolescentes façam. Mas muitas das pessoas, elas não conseguem gerar uma independência. Elas continuam ainda sendo influenciadas e fazendo da sua vida situações como sempre foi assim. Meu pai me ensinou assim, meus professores me ensinaram assim. Sempre fiz assim e deu certo. E aí a gente fala que as pessoas vão vivendo a vida como a vida vai trazendo as situações, elas vão respondendo a vida. Então a vida traz uma situação, ela responde aquela situação. A vida traz outra situação e ela responde àquela situação. Só que a maneira correta, a maneira mais assertiva da pessoa viver a vida, é ela passar pelo processo de autoconhecimento, se conhecer, conhecer o propósito pelo qual ela nasceu, conhecer as coisas que ela efetivamente gosta e não aquilo que ela aprendeu a gostar, e ela definir o seu propósito. E a partir do momento que ela define o seu propósito, Aí, todo o comportamento dela, tudo o que ela vai fazer na sua vida, vai ser direcionado para alcançar esse propósito. Então, é quando a gente fala que a pessoa deixa de deixar a vida levar ela e ela passa a conduzir a vida dela, tendo comportamentos alinhados para conquistar o propósito dela. Só que isso é uma dificuldade justamente pelos motivos que você elencou, Porque hoje temos menos tempo, hoje as pessoas estão em voltas no trabalho, hoje as pessoas têm compromissos familiares, compromissos na sociedade e acabam não dedicando tempo para esse processo de autoconhecimento. Por isso, muitas das vezes, as pessoas se encontram num período de desorientação, não sabem o que fazem, por que fazem, por que isso acontece, ou a situação pela qual estão vivendo a vida, justamente porque não estão linkados o seu ser humano completo com o processo do propósito pelo qual a existência dela cria um significado. Parece que muitas vezes entra num automático, né, Renato? Quando você percebe, você já negligenciou muitas emoções e sentimentos, né? Justamente, eu vou dar um exemplo da minha própria vida. A minha primeira formação foi no direito. Eu me formei na advocacia primeiro, porque na minha cidade, na época, só tinha faculdade de direito. E a minha família era uma família humilde, pobre, não tinha condições de me sustentar e me bancar em faculdades fora da minha cidade. Então, eu acabei indo fazer uma faculdade de direito até pela falta de opção. Mas o direito nunca foi a minha primeira opção, nunca foi a área que eu falava, nossa, eu amo e eu quero fazer isso pelo resto da minha vida. Mas eu acabei fazendo, a vida me levando ali às circunstâncias para fazer direito. Então, formei em direito, comecei a advogar, até na área da advocacia, tive um pouco de sucesso na época, mas não era aquele prazer, advogar para mim não era aquele prazer, não era aquela coisa, poxa, quero fazer isso pelo resto da minha vida. Até que em um determinado momento, fazendo cursos da área do desenvolvimento humano, me apaixonei pela psicanálise. E a psicanálise, a área da saúde, era desde a minha infância a minha primeira opção em trabalhar, eu sonhava com aquilo. E aí eu voltei a viver o meu propósito, fiz uma transição de carreira, voltei para os bancos, para a faculdade, fui estudar e hoje eu trabalho com a neuropsicanálise, na realidade eu não trabalho, eu falo que como eu amo o que eu faço, para mim é um prazer atender as pessoas, ministrar cursos, ministrar palestras, justamente para poder mostrar para as pessoas que o ideal de se viver a vida é quando você está no controle dela, E não quando você deixa ela te controlar, como foi o caso eu, sendo controlado pela vida, eu me formei em direito. Quando eu me descobri e passei pelo processo do autoconhecimento, opa, tudo mudou. E aí eu fui atrás do meu propósito, formei, fiz mestrado, estou no doutorado, justamente porque hoje eu amo o que eu faço, amo a área que eu trabalho e tudo é muito mais leve. Muito bacana compartilhar, então, esse momento que você identificou na sua vida, este propósito. Agora, Renato, na resposta anterior sua, você citou um exemplo muito interessante de pais e avós. Eu queria falar sobre isso. No passado, como eram tratadas essas questões de emoções e de sentimentos? Porque é comum a gente ouvir isso das pessoas que já têm mais uma certa idade, que, ah, hoje tem muito problema, ah, hoje tem muito conceito novo, na minha época era muito mais simples, era muito mais fácil. Esses conceitos que nós estamos falando aqui, de fato, é algo novo, no passado isso era negligenciado, como que os nossos pais e avós lidavam com este assunto? Olha, no passado não se falava em emoção, não se falava em sentimento, Muito pelo contrário, principalmente o sexo masculino no passado foi muito reprimido, temos a famosa frase, homem não chora, então os homens tinham que engolir o choro, não podiam expressar, porque poderia parecer fraco. Então, é claro que geração após geração, há evolução Nós estamos hoje, inclusive, numa transição de uma geração para outra geração Então, cada geração vai evoluindo em função dessa situação E é interessante porque justamente por a gente viver um período da nossa vida Influenciado pelo mundo adulto, principalmente a infância e a adolescência acaba que a gente vai carregando traumas e a gente chega na vida adulta carregando traumas, traumas justamente adquiridos dentro do processo em que a gente é influenciado e chega na vida adulta, se a gente não ressignifica esses traumas, esses traumas vão passar a ser uma dificuldade para a gente poder exercer um processo de tomada de decisão, um processo de escolha ou para viver efetivamente uma liberdade mental no processo de escolha, porque muito daquela influência, muito daqueles traumas vão estar sempre balizando o nosso processo de tomada de decisão. Então, naquela geração que era uma geração mais opressora, fizeram que os filhos daquela geração crescessem com aquele medo daquela opressão. Muitas pessoas deixaram de fazer ou deixaram de viver a vida na sua totalidade Porque tinham um medo interno que foi incultido desde a sua educação lá no primário E aí alguns resolveram buscar terapia e conseguiram ressignificar E obter uma liberdade mental para poder viver em uma vida plena E outros não, continuaram vivendo esses traumas cotidianamente no seu dia a dia Renato, esses conceitos que nós estamos abordando aqui A pessoa precisa, única e exclusivamente, buscar por si próprio, ou, por exemplo, se eu fizer uma terapia, se eu conversar com especialista, se eu conversar com os meus amigos, eu consigo também adquirir, saber identificar o que é uma emoção, o que é um sentimento, conseguir ter essa inteligência comportamental. Olha, a terapia, ela é o mais indicado Por quê? Porque uma pessoa sozinha, ela não consegue identificar O que acontece com ela, os comportamentos dela Porque sempre foi assim Então ela acha que é normal Ela acha que o sempre foi assim é normal Então quando ela vai fazer uma terapia E aí tem ali um analista, tem um psicólogo, tem um terapeuta, que vai ajudá-la a enxergar quando é um comportamento desacertado e quando é um comportamento mais acertado. Então, a terapia faz com que a pessoa amplie a visão, amplie a consciência dela sobre si, abre um novo mundo, uma nova ótica. E aí a pessoa passa a se compreender melhor, passa a entender melhor o que acontece com ela e passa a entender melhor o porquê das respostas comportamentais que ela pratica. Então, sempre procurar um profissional, um especialista, um terapeuta que vai conduzi-la a um processo de autoconhecimento é o mais recomendado. E é interessante quando você fala, ah, o ideal é a pessoa procurar um amigo para ela poder conversar com esse amigo. Não, o amigo não tem a formação, não tem as ferramentas adequadas. Então, o amigo, muitas das vezes, não vai saber conduzi-la para esse processo do autoconhecimento. Informações importantes, então, aqui que estão sendo passados pelo Renato Lisboa. Lembrando que você que está nos acompanhando pode enviar o seu questionamento, A sua pergunta, o número do nosso WhatsApp está na sua tela, 19 é o nosso DDD, 978293776, junto com essa pergunta aqui, por que nós precisamos identificar quando é sentimento, quando é emoção, a importância disso para a gente poder tomar uma decisão correta. Nós já temos uma pergunta aqui, eu quero agradecer a Bárbara, ela que é aqui do Guanabara, e ela diz, eu consigo ajudar no desenvolvimento da inteligência emocional dos meus sobrinhos? Ela já utiliza aqui um outro termo, inteligência emocional de sobrinho, Renato. É a pergunta da Bárbara. Sim, não tenho dúvida Se ela passar por um processo terapêutico Ou mesmo por uma formação na área da inteligência emocional Ela vai compreender os pilares da inteligência emocional Ela vai aprender ferramentas comportamentais Em que ela vai sim poder influenciar na vida dos sobrinhos Para que eles possam agir com mais inteligência emocional inteligência comportamental, inteligência atitudinal. Hoje, a gente tem muitas formas de conseguir a informação, mas é preciso que a gente beba em águas limpas, beba na fonte, não só leia um artigo na internet, no Google, e passe a atuar em função daquela informação que muitas das vezes é incompleta. Então, se ela passar por uma formação, se ela fizer um processo de análise terapêutica, certamente ela vai conseguir muita informação saudável e vai conseguir executar a sua vida e melhorar, por que não, a vida dos sobrinhos também. Agora, Renato, em um mundo cada vez mais digital, fazer essa leitura do outro é mais difícil, por conta das figuras que são construídas através de personagens, de fakes, às vezes com poucas informações, ou com um colega que às vezes nem abre a câmera. Esse mundo digital, que muitas vezes as pessoas ficam presas aqui, atrás dessas telas aqui, que eu estou, por exemplo, é mais difícil? Olha, toda comunicação, toda forma de comunicar, Não é só aquilo que a pessoa está comunicando Existe um entrelinhas O problema é, como você mesmo falou Nós hoje estamos tão preocupados com o nosso trabalho Com pouco tempo, com tantas coisas para fazerem Que a gente cria hábitos Em que a gente, na verdade, nem consegue escutar verdadeiramente as pessoas Então a leitura das pessoas é a gente parar para escutá-las Parar para entender. Parar para entender aquilo que não está sendo dito. Então, quando você está de frente com uma pessoa, você tem ali a leitura comportamental, as expressões faciais daquela pessoa, onde você consegue enxergar além daquilo que está sendo dito. E compreender melhor o porquê que a pessoa está falando daquela forma, está dizendo aquilo. Quando a pessoa se esconde atrás das câmaras, torna o processo um pouco mais difícil. Porque você não consegue fazer a leitura da expressão facial, corporal, mas através das palavras, dos sentidos em que a pessoa está digitando ou dos áudios que a pessoa está dizendo, você para e pratica uma escutativa e procura compreender além daquilo que está sendo dito. Às vezes faça mais perguntas, procure entender mais, fuçar mais naquilo que a pessoa está dizendo para você poder fazer uma leitura melhor de todo o cenário. É interessante porque quando a gente passa a escutar verdadeiramente as pessoas, a gente passa a entendê-las melhor. Agora, o que acontece na correria do dia a dia? Às vezes a pessoa começa a formular uma fala e aí você já está respondendo, ou seja, nem escutou direito o que a pessoa está dizendo, você já está respondendo, já está completando o que ela queria dizer, e aí a gente fala que é uma comunicação incompleta, ou seja, você não consegue nem gerar uma empatia naquilo que está sendo dito, porque você não compreendeu a fundo, nas entrelinhas, aquilo que está sendo dito pelas pessoas. Por isso que nós temos que ter calma, tem que ter paciência para que a comunicação ela voa, para que a gente possa dar uma resposta àquela comunicação na medida do que a pessoa precisa. Agora, quando e por que você decidiu lançar o livro Três Segundos Escolhas que Transformam a Vida? E depois, por que esse título dos Três Segundos? Olha, quando eu fui fazendo a minha transição de carreira, indo para a área do desenvolvimento humano, eu percebi que além do processo terapêutico, que muitas das vezes é individual, então eu atingi um público pequeno, que poderia ampliar sua visão, ampliar sua consciência em relação a determinado tipo de tema. Então eu vi nos livros uma forma de poder expandir esse conhecimento, essa sabedoria, para que outras pessoas, ao ler o livro, pudessem melhorar o seu processo de tomada de decisão. Então, o livro Três Segundos, Escolhas que Transformam a Vida, ele fala sobre o processo de tomada de decisão. Ele fala sobre o Sistema 1, Sistema 2, de Daniel Kahneman. O que é o Sistema 1? O Sistema 1 é aquele que é automático, né? Então, às vezes, se você toma um tapa na cara, o que você vai fazer de imediato? Você vai querer revidar da outra tapa na cara da pessoa. Isso é o Sistema 1, reagindo de maneira imediata. O que é o Sistema 2? O sistema 2, ele é automático, perdão, ele é mais analítico, então você para para analisar para poder depois tomar uma decisão. Então, por exemplo, se eu perguntar quanto que é 2 mais 2, todo mundo vai falar que é 4, isso é automático, é rápido, a pessoa nem faz a conta para poder responder. Agora o sistema 2 é aquele que é mais analítico, ele para para pensar. Então o sistema 2, se eu perguntar quanto é 54 vezes 94, então a pessoa, opa, agora eu já não posso responder de imediato, vou ter que parar de fazer a conta matemática para poder saber a resposta. Então esse é o sistema 2, é aquele que para para analisar. Então 3 segundos é o tempo necessário que a gente precisa para poder, peraí, naquela situação, eu vou reagir imediatamente a ela ou eu vou analisar mais? Ou eu vou tomar aquela decisão pelo sistema 2? Porque nem tudo a gente tem que fazer reagindo imediato. O problema é que o nosso corpo nos move a tomar decisões imediatas o tempo inteiro. Por quê? Porque gasta menos caloria, gasta menos energia. E o nosso corpo natural, como ele é programado a economizar energia, porque ele está privilegiando a vida, ele não gosta de nada que exija esforço. Ele não gosta de nada que exija uma queima calórica intensa. Então, ele sempre vai induzir a pessoa a reagir imediatamente. 92% do nosso tempo acordado, a gente toma decisões pelo hábito. A gente toma decisões automáticas. O corpo adora isso. Agora, nem tudo a gente pode tomar de maneira automática, tem decisões que a gente tem que pensar, tem que analisar, tem que parar, tem que olhar, só que aí nós temos que forçar a nossa mente a tomar mais decisões pelo Sistema 2 para que a gente possa ter uma condição de acertar mais. Não quer dizer que analisando sempre a gente vai acertar sempre, mas a chance da gente acertar aumenta muito nesse mundo probabilístico que a gente vive. E como que foi o feedback que você recebeu do livro? Teve algo que você imaginou de uma maneira e o público recebeu de outra? Porque cada leitor lê de acordo com a sua experiência, de acordo com o que você vivenciou até ali. O feedback foi positivo? Teve curiosidade que você acabou recebendo? Olha, o feedback foi muito positivo. No dia que eu lancei o livro, foi interessante, que no dia seguinte eu recebi uma mensagem de uma das leitoras que compraram o livro no primeiro dia. E ela me mandou uma mensagem falando o seguinte, Renato, eu maratonei o livro desde ontem e terminei exatamente agora. Estou mudando a minha vida com as suas dicas. Falei, nossa, que legal, que fantástico. Porque eu dou exemplo no livro do processo que eu passei de emagrecimento. porque eu era uma pessoa obesa, vivia vivi mais de 30 anos da minha vida obeso, e aquela obesidade ela me trouxe de presente 7 pneumonia ela me trouxe de presente um aparelho cardiorrespiratório frágil qualquer mudança de clima, qualquer circunstância diferente eu adoecia, eu vivia com a imunidade fraca então foram 30 anos de muito sofrimento muito tormento, e a coisa que eu mais queria nesses 30 anos era emagrecer, então eu passei por vários programas de emagrecimento, passei por várias situações tentando emagrecer, alguns às vezes funcionavam por um tempo, outros não funcionavam e tal, e eu já tinha praticamente desistido de emagrecer, achava que aquela obesidade era algo que era para mim, que foi incutida no meu corpo e que não tinha solução, Até que uma pessoa virou para mim e falou Olha Renato, o problema da sua obesidade é o seu emocional Controla o seu emocional, gerencia as suas emoções E você vai lidar com essa obesidade Na realidade, ela falou em meias palavras Melhora o seu processo de tomada de decisão E aí eu procurei na época um psicanalista Para eu poder resolver as minhas emoções Seguir a sugestão daquela pessoa E aí na época o psicanalista virou para mim e falou Renato, o problema da sua obesidade é sua culpa, é você que é o culpado dessa obesidade. E eu falava, eu? Mas é claro que não, o problema é meu metabolismo, que é lento, o problema é o meio ambiente, eu sempre procurava terceirizar a culpa, mas efetivamente ele estava certo, o problema era meu, porque eu me alimentava mal, eu não fazia atividade física, porque eu nunca gostei de atividade física, E dia após dia eu tomava decisões que favoreciam a minha obesidade. Então quando eu compreendi que eu tinha que tomar algumas decisões, ainda que eu não gostassem, ainda que não me dessem prazer, mas que iriam favorecer o processo de emagrecimento, a coisa mudou. Então foi aí que surgiu os três segundos, porque quando eu acordo e aí eu tô com aquela fomezinha pra tomar um café, Aí eu penso, vou tomar aquele chocolate açucarado, vou comer aquele doce de leite com isso, com aquilo. E aí, de repente, opa, mas isso vai alimentar o quê? A minha obesidade, a busca da dopamina, do prazer. Então, não, peraí, eu tenho que comer uma alimentação mais saudável, comer uma fruta, tomar uma água com limão e pronto. Então, cada momento de alimentar é um momento de tomada de decisão, que você escolhe ou tomar uma decisão que alimenta a sua obesidade ou uma vida saudável. E a partir do momento que eu passei a tomar decisões que alimentavam a minha vida saudável, a coisa mudou. Eu emagreci, minha saúde está perfeita, hoje estou com uma inflamaçãozinha na garganta, mas é normal em função do processo de inverno. Mas a minha vida melhorou demais, nunca mais tive problemas relativos ao meu aparelho cardiorrespiratório, não tive mais pneumonia, passei pela pandemia da Covid, sem pegar efetivamente o Covid, a minha esposa pegou, vivíamos sem isolá-la dentro de casa e eu não peguei Covid. Então, assim, foi o processo de tomada de decisão que resolveu o problema crônico que eu tinha na minha vida. E isso eu ensino no livro. Então, você tem três segundos para tomar uma decisão. Você vai tomar automática, só buscando prazer? Ou você vai parar, pensar e buscar um benefício ainda que é a longo prazo, que venha favorecer a sua saúde? Renato, e quando você fez esse livro, você pensou em pessoas como essa leitora, que maratonou, que em um, dois dias já leu todo o livro? Ou no seu pensamento você gostaria que as pessoas lessem com mais tranquilidade, com mais calma, para ir assimilando algo a médio e longo prazo? Ou tanto faz? É meio que tanto faz. Nós já vendemos mais de 50 mil exemplares e cada pessoa tem o seu ritmo de leitura. Tem pessoa que quer sempre saber o que o próximo capítulo está dizendo e vai maratonando. Mas tem pessoa que tem aquele hábito de ler cinco páginas por dia, de ler um capítulo por dia. Então, o livro está adequado a todo tipo de público. ali dos 10 anos de idade aos 90 vai conseguir encontrar uma leitura fácil exemplos, ferramentas interessantes para aplicar no seu dia a dia, na sua vida e eu tenho certeza que vai trazer um outro nível de consciência, agora é importante a gente ressaltar que só a leitura do livro ela não substitui o processo terapêutico Tem pessoas que precisam passar por um processo terapêutico para ressignificar traumas, para reprogramar a sua mente e até mesmo para treinar a sua mente, porque o treino mental é uma habilidade. Nós treinamos a nossa mente em função daquilo que a gente quer obter, seguindo para alcançar o nosso propósito. Homens e mulheres reajam da mesma maneira quando eles assimilam este conceito, ou quando eles estão em busca dessa assimilação? Olha, não dá nem para você separar entre homens e mulheres. O processo terapêutico é tão individual, tão personalíssimo, que para cada pessoa é único. Igual no atendimento clínico, quando eu vou atender uma pessoa. Primeiro eu fico ali as primeiras sessões Escutando toda a vida dela Escutando o que ela traz Para poder realizar o diagnóstico E é interessante que um é diferente do outro Não é uma repetição E aí a partir desse entendimento Da vida daquela pessoa Dos hábitos daquela pessoa Do comportamento daquela pessoa É que a gente passa a conduzi-la Na medida exata daquilo que ela precisa Então, não tem um processo terapêutico padrão ou uma ferramenta que serve para todo mundo. Tem que entender primeiro o que a pessoa passa, para aí sim você aplicar a dose necessária daquilo que ela precisa. Então, o processo é único, independente se é mulher, se é homem, enfim, cada pessoa precisa ressignificar algo na sua vida. Igual, vou dar um exemplo, às vezes pessoas que passam pelo mesmo trauma reagem de maneira diferente. Então, às vezes, irmãos que perdem os pais. Às vezes um irmão pode desencadear um processo de depressão, que não consegue ressignificar aquele luto. Às vezes o outro reage de maneira diferente, consegue ressignificar o luto e dar seguimento à sua vida. Então é muito específico, é muito individual. Então o processo terapêutico primeiro tem que entender a dor daquela pessoa para poder entregar a ela o que ela precisa. Ótimo. Renato Lisboa, neuropsicanalista, especialista em inteligência emocional. Muito obrigado novamente pela disponibilidade do seu tempo. Atrapassamos até um pouquinho, mas é porque foi muito bom. Tenho certeza que todas as mensagens e informações que foram passadas aqui de grande valia para o nosso telespectador, para o nosso público. Já faço o convite aqui para uma próxima oportunidade para você retornar ao nosso Câmara Total para falar sobre esse e também outros assuntos e ficar aberto para as suas considerações finais. Eu que agradeço a oportunidade dessa grande audiência da TV Câmara de Campinas. Também fico à disposição para outros esclarecimentos. Vem aí em agosto o meu segundo livro, Eu Emocional, onde eu falo diretamente sobre esse processo de emoções, sobre a leitura de pessoas e como as pessoas podem lidar melhor com as emoções, com os sentimentos, com as emoções de segunda, terceira geração. Tenho certeza que as pessoas vão adorar esse segundo livro. Vai ser lançado lá na Bienal do livro de Taboão da Serra, em São Paulo. Então já fica aí o convite para as pessoas poderem passar por lá no dia 18 e 19 de agosto, no CEMUR, em Taboão da Serra, e eu queria pedir, aqueles que acharam interessante, me sigam lá no Instagram, dr.renatolisboa, tenho certeza que lá tem muito conteúdo bacana, que vai ajudar você a ressignificar a sua vida, mais uma vez, meu muito obrigado. Nós é que agradecemos a participação do Renato Lisboa, que certamente voltará aqui ao nosso Câmara Total. 11 horas mais 45 minutos, nós estamos ao vivo nesta quinta-feira. Câmara Total não para, porque a Mina Abreu já está aqui nos nossos estúdios, então é hora das notícias da Metrópole de Campinas. Mina, seja bem-vinda, bom dia. A gente começa falando sobre brincadeiras, diversão, mas também segurança, né? Bom dia, Gabriel. Bom dia a você aí de casa. E é isso mesmo, sobre segurança. Você lembra do tempo em que você empinava a pipa? Lembro e gostava. Essa época de férias... É propícia. É propícia, mas olha só, é preciso ter alguns cuidados. Por isso, a CPFL mantém uma campanha para brincar de forma segura com a pipa, principalmente neste período, já que a criançada aproveita para brincar na rua. De criança até os adultos, todo mundo se diverte soltando pipa Além de ser uma brincadeira super saudável, pois movimenta bastante o corpo Tem um valor super acessível Porém, empinar pipa em locais errados pode ser muito perigoso A CPFL se preocupa com essa questão e mantém uma campanha sobre o assunto Esse é um tema importante para a CPFL. Segurança é o nosso principal pilar. Então, nós mantemos uma campanha frequente, uma campanha de guardião da vida. A gente convida a população, aos técnicos que trabalham junto à rede de energia a conhecer essa campanha. Acesse o nosso site. Lá nós possuímos várias dicas de segurança, desde o Maio Amarelo, a Festa Juninas e o nosso tema de hoje. Hoje a gente está aqui para falar a respeito dessa coisa de ano. As crianças estão de férias, todo mundo tem o hábito de empinar, soltar pipa, cada lugar chama de um jeito, mas é uma prática, uma brincadeira que tem que ser feita com segurança. O primeiro ponto de atenção é a escolha do local. Nós, da CPFL, indicamos que escolham locais abertos, parques, longe da rede de energia elétrica. E também que fiquem atentos para ficar longe das vias, rodovias, dos canteiros, porque além do risco do contato da nossa rede de energia, essas rodovias locais de alta movimentação têm um alto índice de atropelamento nessa época do ano. Para se divertir, ninguém precisa se machucar, não é mesmo? Então deixe o CEROL de lado e use sua criatividade para personalizar a sua. No estado de São Paulo, é considerado crime o uso do CEROL e a linha chilena, desde 2006. Além da capacidade da transmissão de energia dessas linhas, ela tem um alto poder cortante, podendo romper cabos, fios, provocar curto-circuito e o mais importante, levando em risco a vida das pessoas, ciclistas, pedestres e motociclistas. Tem muito modelo de pipa, de papagaio, que dá para ser feito sem rabiola ou com uma rabiola menor ou uma rabiola que não possua uma linha Cucerol, uma linha chilena, que essa linha, essa rabiola em contato com a nossa rede provoca curto-circuito. Outro ponto importante é não utilizar na montagem da sua pipa materiais metálicos, como papel alumínio, por exemplo. A gente sabe que a criançada é fogo e não desiste de recuperar uma pipa, mesmo que seja perigoso. E nem o tempo chuvoso os impede de fazer a linha correr. Essa é uma orientação que acho que todo pai que está nos assistindo agora, até para os filhos que estão vendo aqui a TV Câmara, a mais importante, nunca tentar tirar a pipa da rede elétrica. Não usando bambu, qualquer outro tipo de material. Evitar retirar a pipa da rede de energia. Enroscou, monta outro para pagar e vai soltar outro, deixa esse para lá. Nos dias chuvosos, a recomendação do CPFL é que não solte pipa. Nessa época, aumenta muito a incidência de raios. E a sua pipa pode funcionar como um para-raio. Então, dessa forma, para que a brincadeira possa prosseguir com segurança, evite soltar pipas em dia de chuva. Dependendo da região do Brasil, a pipa recebe os mais variados nomes, como raia, papagaio, pandorga, curica, maranhão e por aí vai. Nesse paraíso da pipa, você sai com o seu brinquedo na mão e muito bem orientado para a hora da sua brincadeira. Todas as pessoas que vêm comprar, principalmente a molecada, a gente acaba avisando para eles, por obrigação também, de não retirar as poupas dos fios, principalmente se for com algum material de metal, porque ele conduz eletricidade, pode dar curto, matar uma criança, né? E a questão de rodovias também, para eles não empinarem nas beiras de rodovias, porque também tem o perigo, e empinar mais para dentro dos bairros, né? Então a gente dá sempre essa dica para não retirar também as poupas dos fios e nem empinar a beirada das rodovias. A gente sempre teve isso em mente, porque foi em 94 que eu participei de um festival de pipa da CPFL. Eu tinha acho que 12 anos, fiquei em segundo lugar. Aí lá deram essas instruções para a gente e foi quando eu comecei a desenvolver o meu ramo hoje, que é do Pipa. E aí desde lá a gente sempre avisava os amigos também e quando abri a loja a gente sempre avisa, né? Porque querendo ou não é uma situação perigosa, a gente tem que acabar avisando para não ocorrer nada com ninguém. Segundo dados da CPFL, de janeiro a maio deste ano, foram registradas 190 ocorrências com pipas e rede elétrica, sem mencionar os acidentes com linha de cerol. Carlos se preocupa com essa questão ao doar antenas para motociclistas. A gente faz a doação já, já tem um ano, esse começou recentemente, um ano que a gente faz a doação, inclusive se tiver algum motoboy, algum motoqueiro quiser passar para a gente tirar a antena, é totalmente gratuito. A gente faz essa doação porque se as motos usarem as anteninhas, os acidentes vão cair praticamente a zero. Então a nossa parte a gente vai fazendo. Os pessoal vem, mas a gente não vende. A gente sabe do risco que causa tudo, a gente faz a nossa parte através da doação das antenas. Mas isso daí vai ser de cada um, o que a pessoa pode fazer em casa. O vereador Fernando Mendes é autor de duas leis. Uma que reconhece a soltura de pipa como esporte e outra que cria os pipódromos, espaços dedicados para a prática. A pipa é um esporte secular. Vários países têm isso como algo bem disputado esportivamente. O Brasil é um celeiro de pipeiros, pessoas que gostam da pipa. A pipa é o único esporte que consegue tirar o celular da mão do garoto. Tem seus perigos, esse foi o motivo das nossas reuniões com as associações de pipa, tanto a ADC como a PIC, Associação de Pipas de Campinas, e nós fizemos várias reuniões aqui na Câmara e também no local deles, e conseguimos emplacar um projeto de lei trazendo dois pipódromos oficiais aqui na cidade, através dessa lei, e também criamos uma outra lei reconhecendo a soltura de pipa como esporte. Isso valoriza aqueles que se envolvem com essa modalidade para ter incentivos do governo. Aqui na região nós temos mais de 2 mil empregos diretos e indiretos pelas associações, as lojas que eles têm, e também eles têm convênios com presídios que fazem as rabiolas das pipas e isso diminui a pena dos apenados. Então, tem muita coisa por trás, tem muitas situações que se escondem por trás desse segmento, que está presente no dia a dia de muitas pessoas, mas muito escondido da sociedade. Só lembra da pipa quando acontece um acidente, se esconde por trás desse segmento, que está presente no dia a dia de muitas pessoas, mas muito escondido da sociedade. Só lembra da pipa quando acontece um acidente, né? 11 horas mais 53 minutos. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Estamos nas notícias da metrópole de Campinas. Vamos falar sobre transporte agora, Minabreu, por conta de obras. Lá na Campos Salles tem mudança no itinerário de ônibus. É, olha, a gente tem aí agora mudança em mais sete linhas de ônibus a partir da próxima segunda-feira, dia 24. A gente lembra que no centro de Campinas, a Campo Sábio passa por um processo de revitalização e por isso o trânsito fica um pouco complicado naquela região. E na próxima segunda-feira, atenção, você que usa uma dessas sete linhas de ônibus, a 253, que é Swift Boa Vista, a 341, Jardim São Gabriel, a 342, Jardim Aliança, a 349, Vila Formosa, 366, que é a Vila Orozimbomaia, 368, Jardim Itatiaia e a 403, Jardim Nova Europa. Algumas linhas, inclusive, Gabriel, são linhas que passam aqui em frente à Câmara Municipal. Então, é preciso se atentar ao novo itinerário dessas vias. Por exemplo, a 253, ela vai até a Rua Salustiano, penteado normalmente, e a partir daí, ela acessa ali no centro, no centro, a Marquês de Três Rios, a Barão de Itapura, Delfino Sintra e depois que ela retoma o itinerário normal subindo a Francisco Glicério, ou seja, nesse ponto ela vai ter 5 pontos de parada nesse percurso. Já a 341, ela vai fazer aí o acesso pela via Doutor Ricardo e Barão de Itapura, entrar na Delfino Sintra e aí subir a Glicério. Já a 342 também vai entrar na Doutor Ricardo, depois ela passa pela Marquês de Três Rios, Barão de Itapura, Delfino Sintra também e sobe a Glicério. ou seja, elas não vão mais descer a Campos Salles, porque antes elas iam pelo centro, passavam em frente à Beneficência Portuguesa e desciam a Campos Salles, então elas não farão mais essa avenida nesse período, elas vão subir a Glicério Direto. Olha, a gente também tem, por exemplo, a linha 349 e a 366, elas vão sair do Terminal Metropolitano de Campinas, vão acessar a Barão de Itapura, depois pela Davi Vicente, seguindo pela Delfino Sintra e também subindo a Glicério. E aí a 368 entra na Dr. Ricardo Sebastião de Souza, passa pela Andrade Neves, Barão de Itapura, Delfino Sintra e também sobe a Glicério. E o novo trajeto da 403 será pela Saldanha Marinho, Marquês de Três Rios, Governador Pedro de Toledo, Barão de Itapura, Delfino Sintra e Glicério. A gente lembra que já outras cinco linhas tiveram também a mudança de itinerário, agentes de mobilidade urbana vão ali orientar as pessoas, principalmente, que estão acostumados a fazer esses pontos de parada que ficavam antes na Campos Salles e que agora estão, então, estarão, a partir da próxima segunda-feira, desativados temporariamente. Informações importantes, então, sobre as mudanças nos itinerários dessas linhas citadas. Agora, Mirna Abreu, vamos passear de trem? Ah, você já passeou de trem? Eu já. Eu ainda não. Mas olha só, a gente já tem uma dica especial aqui, nessas dicas de férias que o Notícias da Metrópole vem dando aqui. Agora é a vez da Maria Fumaça, que neste período de julho está, inclusive, com uma programação especial, justamente para ver como é. A nossa equipe foi lá, curtiu e traz as informações. Conhecida como a tradicional Maria Fumaça, o passeio está na lista de preferência na programação de férias. Visitando o passado, saindo de Campinas, dentro da estação Ayumas, até a cidade de Jaguariúna. A Maria Fumaça, a associação foi fundada em 1977, né, para preservar a história da ferrovia no país, que já vinha se acabando desde aquela época, né, e na cidade de Jaguariúna começou a se juntar as locomotivas antigas, né, um grupo de pessoas aqui se uniu em prol da defesa da ferrovia, conseguiram apoio com a FEPAS e com a rede ferroviária na época que eles conseguiram, eles cederam algumas locomotivas para preservação, e foi, começou em Jaguariúna depois que veio para Campinas. Com um percurso de uma hora e vinte e um trajeto de vinte e cinco quilômetros, quem vem passear na Maria Fumaça vai encontrar em sua paisagem, desde as antigas fazendas de café até as belezas do rio Atibaia e Jaguari. O percurso vai de Campinas, aqui da estação de Arrumas, até a estação de Jaguariúna, em Jaguariúna, estação cultural. Mantendo a memória e a história da ferrovia no Brasil, a Maria Fumaça a Diesel começou suas atividades na década de 50 para substituir as locomotivas a vapor, operando comercialmente até 2000. Em 2010 ela foi restaurada e trabalha até hoje como atração turística. Neste mês de julho os visitantes poderão contar com a festa julina em todos os passeios. Em julho, com a temática das festas juninas, as festas caipiras, a estação decorada, as comidas típicas, o sanfoneiro cantando, além do passeio de trem, que é uma delícia. Paulo veio visitar a estação e aproveitar o passeio com os netos. A gente busca agradar os netos e levar ele ao passado, coisa que a gente curtiu na época, né? Andei muito de trem e são lembranças que a gente não pode, tem que transmitir para os netos. Dona Marli, que está acompanhada da família, já fez o passeio várias vezes e recomenda para todo mundo. Ah, sim, uma beleza para as crianças e para nós que andamos há muito, muito tempo sempre na Maria Fumaça. É muito bom o ambiente, muito bom, uma alegria. Você pode comprar o ingresso pela internet antecipado, né? Ou chegando aqui meia hora você compra na bilheteria. Lembrando que esse mês de julho está bem lotado, é mais fácil comprar pela internet antecipado, para garantir já. Nós temos vários tipos de passeio que a gente opera aqui. Tem o passeio normal de trem, que é o que 90% das pessoas fazem Tem o passeio para o café da manhã E tem o passeio no VIP, que é um carro melhor, que tem serviço de bordo E o passeio é de sábado, domingo, feriado E nós colocamos essas datas de sexta por causa da alta demanda agora de julho Mas o passeio de sexta é só esse mês de julho mesmo Depois voltamos a uma programação normal Tá aí, então, o passeio para todas as idades. Minabriel, vamos falar sobre meio ambiente agora, porque tem manejo de árvores lá no bosque. É, olha, hoje a Prefeitura iniciou, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, o manejo das árvores do bosque do Jequitibás. O início do trabalho foi possível após o aval do Condepat, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, ligado ao governo do estado de São Paulo. O manejo deve levar duas semanas e depois o parque estará aí apto a ser reaberto. A gente lembra que o Bosque do Jequitibás está fechado desde o dia 24 de janeiro. Agora, menina Abreu, eu estou acostumado a ir na Feira Hippie lá, no centro de convivência, entre o Cambuí e o centro ali, aos sábados. Amanhã vai ter também, é? Olha, é assim, é o Arraiá que a gente chama de Festa Caipira na Feira Hipe, sexta e sábado, a partir das quatro da tarde até as dez horas da noite, com produtos típicos, artesanatos, comidas típicas, música e espaço kids. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo e a Feira Hippie, ela tem, como você disse, esse importante trabalho ali para os artesãos da nossa cidade, que sempre funciona aos sábados, das nove da manhã às duas da tarde, normalmente, mas com essa festa aí voltada à cultura caipira, sempre vai ser das quatro da tarde até às dez da noite, nesta sexta e neste sábado. Tá certo, então, Menabreu, muito obrigado pelas notícias aqui da Metrópole de Campinas, mas eu já vou aproveitar a sua presença nos nossos estúdios para nós falarmos das notícias do Legislativo e a gente começa falando sobre uma iniciativa do vereador Juscelino da Barbarense. É hora de câmara nas ruas, porque o vereador Juscelino da Barbarense comemora uma indicação atendida pelo Executivo que pediu melhorias na área de lazer do bairro Parque Residencial Chalon. Acompanhe. A indicação do vereador Juscelino da Barbarense solicitando melhoria no campo de futebol para trazer melhor qualidade de vida. A população do bairro Parque Residencial Xalão foi atendida. Esse bairro aqui é um bairro que a gente conhece, eu conheço desde a primeira barraca que começou aqui há muitos anos atrás, né? A gente conhece quase que todo mundo aqui e é uma reivindicação do pessoal aqui, tem muito pessoal muito carente, que tem carência de muita coisa e eles vêm reivindicando. E essa quadrinha aqui é onde nós estamos lutando com o secretário, agradecer ao secretário que nos atendeu. E são algumas das coisas que a gente fez nesse bairro aqui. A indicação foi feita a pedido dos moradores que tem esta praça como um dos únicos locais para lazer aqui no bairro. Precisa muita coisa ainda, mas a gente está fazendo o máximo possível, também cuidando de tudo aqui do bairro. E essa aqui é uma reivindicação para atender os moradores aqui, que eles reclamavam muito que a bola ia para o meio do mato, ia para a linha do trem. Então a gente conseguiu fazer esse alambrado nesse campo, é uma melhoria, o pessoal vem pedindo. Além do espaço de lazer e descontração, as melhorias feitas na praça e no campo de futebol teve como principal motivação a segurança das crianças. Era abandonada, as crianças corriam risco dos carros atropelarem as crianças quando jogavam bola, a bola ia para a rua. Agora a gente está muito feliz, porque agora está com grade, as crianças não fazem mais riscos Então a gente está muito feliz e agradecer pelo que está acontecendo agora, está sendo um trabalho muito incrível Era muito mato, era muito mato, a gente tinha um campinho de futebol A gente tinha um campinho de futebol sem tela, sem nada assim Então o risco da gente, que a gente tinha muito grande, isso já foi um pedido há bastante tempo A bola caía muito na rua e aqui, como a gente tem creche, tem ruas, a gente era complicado para ter as crianças aqui sem uma tela dessa. Aí foi feito o pedido, isso para a gente ficou, tipo assim, de 10 foi para 100, de melhorias. A gente sente sensação de dever cumprido, né? Porque a gente quando sai numa campanha, a gente sai prometendo para as pessoas que vai cuidar do bairro, que vai melhorar, que vai fazer isso, fazer aquilo. Então, isso para a gente é só, simplesmente, uma sensação de dever cumprido, eu acho que não fazia mais do que a nossa obrigação. E quem também fez indicação ao Executivo foi o vereador Marcelo Silva. É, e ela também foi atendida, inclusive, neste mês de julho. foi lá no bairro Notre-Dame a solicitação de um recapeamento em uma via importante lá perto de escolas e que está mudando ali a questão do trânsito e dando mais segurança a quem passa por lá. O vereador Marcelo Silva protocolou uma indicação pedindo à Prefeitura de Campinas o recapeamento da rua Egberto Ferreira de Arruda Camargo, desde a escola comunitária até a rodovia Heitor Penteado. Segundo o vereador, a solicitação foi feita porque a rua, localizada no bairro Notre Dame, fica em uma área com três escolas grandes nas proximidades. A indicação foi protocolada no dia 18 de maio deste ano e as obras realizadas no mês de julho, período de férias, para não atrapalhar o deslocamento dos estudantes. Os serviços já estão 100% concluídos. Em 15 dias, cumprimos o cronograma perfeito, dito pelo secretário, ele cumpriu, foram dois quilômetros, um recapeamento num piso que realmente estava precisando, por quê? Segurança também das crianças, tráfego dos veículos, muitos buracos, então não precisaria ser feita uma operação tapa-buraco, mas sim um recapeamento. Isso foi entendido pelo prefeito, entendido pelo secretário, conversamos com as escolas, conversamos com os moradores, foi feito sempre em comum acordo com a comunidade e com o poder público. No período de chuvas, a situação era ainda mais crítica. De acordo com o seu Osmir, coordenador de infraestrutura da escola comunitária, a própria unidade chegou a fazer alguns reparos na rua, em frente ao prédio. A gente enfrentava bastante dificuldade e estávamos bastante ansiosos por esse trabalho. Eu acho que isso vai oferecer uma condição muito melhor de fluxo para as escolas, para toda a comunidade aqui, porque também tem os condomínios. A advogada passa pelo local de segunda a sexta-feira para levar e buscar o filho na escola e também lembrou das más condições do asfalto. A situação estava caótica, muito trânsito de carros, né, por causa das escolas, e passar ônibus, muito transporte, enfim, aqui é uma via de alto trânsito, então assim, estava bem feia a coisa, muito esburacado, assim, até ruim para o carro, né, vai ter que fazer manutenção e tudo, então assim, agora que eu passei aqui eu fiquei extremamente satisfeita, né, porque realmente estava precisando, estava abandonado. Para o recapiamento total da rua, foram utilizadas 2 mil toneladas de massa asfáltica. Agora, pais, alunos e moradores da região vão transitar com mais segurança pela via. A gente entende que o fluxo vai fluir muito melhor, inclusive com questão de segurança. Você chega mais tranquila, não corre nenhum risco de acidente. Enfim, estou super satisfeita. Muito mais segurança, né? Muito mais segurança, com certeza. Ainda mais no ambiente escolar, né? Tem um monte de gente feliz mandando mensagem. Isso é gratificante porque é um reconhecimento de um trabalho, de uma obra importante que traz benefício. Eu falo assim, a gente paga muitos impostos. Os impostos, eles têm que ser revertidos em favor da população. Meio dia mais 10 minutos, vamos falar agora do trabalho das comissões. É, olha, a gente começa falando da Comissão Permanente de Política Urbana, que analisou aí importantes projetos no primeiro semestre e teve, inclusive, mudança de presidência. Confira. A comissão no início do ano tinha Jorge Schneider como presidente. Houve, no entanto, mudanças nos comandos das comissões permanentes. Após a saída do professor Alberto, que deixou o Legislativo em junho para assumir a Secretaria Municipal de Gestão e Controle, Schneider assumiu a Comissão Permanente de Constituição e Legalidade. E a Comissão de Política Urbana ficou sob responsabilidade de Arnaldo Salvetti. Foi justamente ele que fez um balanço dos projetos votados e aprovados. Eu acredito que, como assumi agora, a pauta, pelo que eu vi, é extensa, o governo tem bastante pauta na questão do urbanismo, essa cidade, na verdade, ela está hoje um canteiro de obra, provavelmente tem pautas importantes para depois o recesso da Câmara, para ser discutido, a APA, temos questão de meio ambiente, tem várias situações que eu estou tomando agora o conhecimento E nós vamos discutir bastante. Eu acho que a importância da questão da presidência que assumir é tentar trazer o melhor para Campinas no desenvolvimento, para a gente poder criar situações onde gere para a cidade de Campinas o melhor na questão de desburocratização. Eu acho que a pauta do urbanismo, ela vai trazer, inclusive, que agora com o desmembramento da Secretaria de Planejamento com a Secretaria do Urbanismo, então nós vamos ter uma pauta aí para discutir, inclusive, situações novas. A finalidade da comissão é emitir parecer sobre proposições do Cadastro Territorial de Campinas a planos gerais e parciais de urbanização ou reurbanização ao zoneamento e ao uso e ocupação do solo. Na última reunião do semestre, já com Arnaldo Salvetti como responsável, o projeto de lei de autoria do vereador Gustavo Peta sobre a atividade cultural e artística, denominada Galeria de Arte Urbana de Campinas, foi discutido O presidente do colegiado falou os próximos passos da comissão no segundo semestre Eu acho que a sequência é tentar levar as pautas que estão hoje sendo discutidas na prefeitura a hora que chegar na Câmara, fazer o mais rápido possível para poder aprovar e devolver ao governo e a cidade caminhar. E agora a gente fala de uma outra comissão permanente aqui da Câmara de Campinas, que é a Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais, que também teve bastante trabalho no primeiro semestre. A Comissão Especial de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais tem como presidente o vereador Permínio Monteiro Além do presidente da comissão, são membros os vereadores Luiz Cirilo, Paulo Haddad, Marcelo da Farmácia e Jorge Schneider Entre as competências da comissão está fiscalizar e implementar no âmbito municipal programas governamentais ou não governamentais relativos à proteção dos direitos dos animais. O balanço do primeiro semestre de trabalho foi divulgado pelo presidente. Cinco reuniões foram realizadas. E essas reuniões foram muito proveitosas, até porque a comissão tem reunião todos os meses e fico orgulhoso disso, de poder participar com a população, com as protetoras, com as pessoas que realmente defendem a causa animal aqui na cidade de Campinas. Ainda entrou em discussão o projeto de lei de autoria do presidente da comissão para a construção de um hospital veterinário na cidade. A gente discutiu juntamente com várias pessoas que defendem a questão da implantação de um hospital veterinário aqui na cidade de Campinas. Dizer a todos vocês que estão nos assistindo que é muito importante Campinas ter um hospital veterinário. Campinas tem mais de um milhão de habitantes e é necessário ter um hospital veterinário para atender também de forma gratuita. Até porque a clínica veterinária móvel, que circula a cidade durante 30 dias de cada região, ela faz um exame preventivo. Porém, um exame mais sofisticado teria que ser feito no hospital veterinário, onde tem tomografia, onde tem raio-x e mais outros tipos de exame que são mais sofisticados e é necessário fazer no hospital veterinário. Então, eu estou à frente dessa frente parlamentar que defende a implantação do hospital veterinário aqui na cidade de Campinas e conto com o apoio de todos vocês para a gente conseguir essa grande vitória na causa animal e na proteção animal em Campinas. A Comissão de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais abordou também o tema adoção responsável e falou sobre o avanço da legislação contra a realização de rodeios em Campinas. Não concordamos com a implantação de rodeios aqui na cidade de Campinas para não acontecer os maus-tratos aos animais. Não podemos retroceder, temos uma lei vigente no município, que é o Estatuto dos Animais, e não podemos voltar atrás e acabar com essa lei. Então, estou defendendo a não implantação, não contra os rodeios aqui em Campinas, mas, ao mesmo tempo, dizer para vocês que estão nos assistindo que sou a favor de um festival culture, sou a favor de um festival sertanejo e todos os outros eventos que existem dentro dessas festas que se constituem rodeio, mas não a questão do uso do animal para os maus-tratos aqui no município de Campinas. A gente lembra que as comissões de estudos, comissões permanentes e frentes parlamentares estão nesse período de recesso com os trabalhos interrompidos e voltam a partir do dia 1º de agosto a realizar reuniões, trazendo aqui para a Câmara debates e também análise de projetos que tramitam no Legislativo Campineiro. E por falar em Legislativo, o site da Câmara aqui na tela, campinas.sp.leg.br. Está chegando a hora, hein, Minabri? Nesta segunda-feira, 8 da manhã, o que tem? Tem jogo do Brasil na Copa Feminina e olha só, para valorizar a prática do futebol feminino, a Câmara de Campinas, por meio do seu presidente, o vereador Luiz Rossini, alterou o horário do expediente no prédio do Legislativo nos dias de jogos da nossa seleção feminina. Olha só, a gente tem aí a estreia, que vai ser na próxima segunda-feira, a partir das 8 horas, por isso o expediente, ao contrário de ser às 9, vai ser às 10 horas da manhã, o dia que o Brasil joga contra o Panamá. Depois o Brasil joga no sábado, dia 29, dia que não tem expediente aqui no Legislativo Campineiro, E aí, o próximo jogo é na quarta-feira, dia 2 de agosto, contra a Jamaica, às 7 horas da manhã. E também, por isso, nesse dia, o expediente vai começar às 10 horas da manhã. Assim, na primeira fase da competição, a gente tem essa alteração apenas nos dois dias, próxima segunda-feira, dia 24, e no dia 2 de agosto. E caso o Brasil avance para as quartas e oitavas de finais, os dias da semana nos quais ocorrem as partidas, também deverão ter horários diferenciados. E essa notícia está no site aqui no campinas.sp.leg.br. Lá você tem tanto essa quanto outras notícias do que acontece aqui no Legislativo Campineiro. Tá certo, então, Mirna Abreu. E a gente vai falar aqui, viu, no nosso Câmara Total sobre a Copa do Mundo Feminina. A gente vai dar os resultados. Você vai ficar sempre muito bem informado. Câmara Total começando às 11 horas da manhã. Mas será que já tem gente combinando um café da manhã especial no dia que as meninas jogam na próxima segunda-feira? Podia mandar aqui pra gente e a gente acompanhar, né? Ah, eu tô nessa esperança. Todo mundo já sabe o endereço aqui da Câmara, né? É. Menina da Saudade 1004. A gente pode mandar uma equipe, inclusive. Será que uma empresa? Será que um café especial? Quem sabe, então. Quem sabe. A programação aqui da TV Câmara Campinas, muito bacana durante este mês de julho no nosso Câmara Total. Mina Abreu, muito obrigado. Primeiro pelas notícias da Metrópole de Campinas, agora com as notícias do Legislativo. Volta amanhã na sexta-feira com mais informações. Amanhã a gente traz mais informações. Gabriel, essa expectativa para o jogo feminino aí, será que você em casa já está se preparando? E muitas notícias da Metrópole também. E no encerramento da penúltima rodada do primeiro turno da Série B, o Guarani foi a Natal, venceu o ABC e subiu na tabela. Aos 16 minutos, o Guarani atacou com o Bruninho, que limpou a jogada e arriscou da intermediária, mas à esquerda do gol O ABC respondeu 4 minutos depois com o Fábio Lima, que bateu cruzado e Douglas Borges expalmou Aos 29 minutos, Dereck roubou a bola, caminhou por todo o campo de ataque e invadiu a área, mas bateu todo torto Aos 31 minutos o Bugri roubou a bola já no campo de ataque Dereck tentou de novo e Simão defendeu em dois tempos No início do segundo tempo Gedeilson deu lindo drible e cruzou o rasteiro Paulo Sérgio tentou de letra, mas a direita Até que aos 7 minutos Diogo Matheus cobrou o escanteio Lucão cabeceou e Dereck no lugar certo, na hora certa, colocou o pé na bola Que morreu no fundo das redes 1x0 Bugri Somente nos acréscimos da segunda etapa o ABC chegou nesta cobrança de falta de Wollison Mas Douglas Borges conseguiu espalmar para definir Final na Arena das Dunas, ABC na lanterna zero Guarani em sexto É, o Guarani não apresentou um grande futebol, mas percebeu desde o início que era bem superior ao ABC. Marcou o gol no início do segundo tempo, depois só administrou, correu poucos riscos e no fim saiu com a vitória a primeira do técnico Humberto Louser fora de casa. Bom, fim desta penúltima rodada então do primeiro turno, o Bugri terminou na sexta colocação com 29 pontos a 4 do Novo Horizontino, que fecha o G4. A gente lembra que G4 são as quatro primeiras equipes que conquistam o acesso à primeira divisão. O Ereni volta a campo no domingo, 11 horas da manhã, contra o Atlético Goianiense, aqui em Campinas, no Brinco de Ouro. Amanhã a gente fala sobre esta partida do Bugri e também sobre a Ponte Preta, que joga amanhã na sexta-feira. Então a gente atualiza você sobre a Série B. Meio dia mais 21 minutos, olha só o projeto Ocupação. Ocupação quer trazer pessoas de fora da comunidade para visitarem exposições em um determinado espaço. A gente vai falar sobre este tema daqui a pouco com a nossa repórter Dalila Pereira. eu vou acionar ela para falar sobre este tema, tem ainda na ponta do lápis com a Ana Paula, que vai trazer também informações sobre cheque especial, tem previsão do tempo, então vamos fazer o seguinte, rápido intervalo, não saia daí, tem muitos assuntos, vou acionar a Dalila, a Ana Paula já está aqui nos nossos estúdios, previsão do tempo, tem muitos assuntos, o intervalo é rapidinho, viu? Olá, boa tarde a todos que acompanham o Câmara Total. Está começando mais um Na Ponta do Lápis e hoje nós vamos falar sobre cheque especial. Usar os valores disponibilizados no cheque especial pode se transformar num recurso incontrolável. Um valor pequeno pode virar uma dívida alta, talvez até impagável. Por isso, o principal objetivo de quem entra no cheque especial é sair dele o mais breve possível. Para falar sobre esse tema e ajudar a gente com dicas importantes, o nosso convidado de hoje é o Wagner Moraes, economista e CEO da AES Partners. O Wagner também é especialista em macroeconomia, estruturação, reestruturação de empresas, meios de pagamento, bancos digitais, fusões e aquisições e também fintechs corporativas. Wagner, eu agradeço imensamente a sua disponibilidade em estar aqui hoje conosco, participando desse quadro ao vivo. Sim, eu que agradeço, Ana Paula, é uma honra muito grande Tá joia, Wagner, para começar aqui o nosso bate-papo Vamos explicar para o pessoal que está em casa, acompanhando o nosso quadro agora O que é o cheque especial? Sim, excelente, é uma das maiores armadilhas que se tem hoje, Ana Paula Ou seja, o cheque especial, essa é uma linha de crédito específica que a grande maioria dos bancos deixa disponibilizado na forma de limite de crédito na conta corrente de cada usuário, de cada correntista e é destinado para gastos emergenciais, ou seja, estou precisando fazer um pagamento de uma conta hoje e não tenho dinheiro, vou utilizar o meu saldo, meu limite de crédito de cheque especial. Aí que a dor de cabeça começa de uma maneira muito forte, Ana Paula. Wagner, você poderia dar um exemplo para quem está em casa e tem cheque especial, está com dívida. Como que funciona o cheque especial? Sim, excelente, digamos, excelente questão essa, Ana Paula. Vamos lá. Eu mantenho uma conta corrente Num determinado banco E baseado, ou seja, nessa minha experiência De crédito, nessa minha utilização De conta corrente, o banco Assume o risco e abre um limite De cheque especial Especificamente para a minha conta e vinculado E quando eu gasto Mais do que eu tenho de saldo disponível Em conta corrente, automaticamente Eu já entro nesse limite de crédito Cheque especial E em cima da utilização diária Ou seja, cada banco faz a cobrança de uma determinada taxa de juros, além de outros encargos, ou seja, IOF, despesas de abertura de crédito e mais algumas outras. Então, o nosso saldo utilizado, o nosso saldo negativo em conta corrente, ele aumenta diariamente a partir do instante que o banco faz a aplicação de uma taxa de juros diariamente. Ou seja, esse saldo, quanto mais ele fica negativo, o banco faz apropriação de taxa de juros diariamente. Ou seja, a conta só aumenta diariamente. Wagner, aproveitando que você falou de juros, os juros do cheque especial são um dos mais altos, chegando a ultrapassar 150% ao ano, de acordo com dados do Banco Central. Por que, Wagner, que esses juros são tão altos assim? de fato a taxa de juros é uma das mais elevadas, a taxa mais elevada é o cheque especial e depois o cartão de crédito se bem que tem muitas empresas administradoras de cartão de crédito estão fazendo uma cobrança de juros sobre o saldo não pago em níveis absurdos, isso de fato chega, digamos a 150% ao ano, a 200% ao ano a 220% ao ano Então, de fato, é uma das operações mais caras hoje que existe no mercado Para que você possa financiar a sua necessidade de caixa E esse motivo dessas taxas serem elevadas É que esse tipo de operação traz uma inadimplência mais elevada para os bancos Ou seja, o risco de crédito nessa operação de cheque especial é um dos mais elevados para os bancos E, logicamente, eles acabam operando com uma taxa de juros muito mais elevada que as outras alternativas para que possa compensar esse risco de crédito. Então, sim, as taxas hoje no cheque especial estão oscilando de 150% a 180%, 200% ao ano, o que equivale a uma taxa de 7,99% a 10,99% ao mês, aproximadamente. Existem bancos até que cobram mais caro um pouquinho do cheque especial, chegam a R$ 11,99, 12,99% ao mês. É um absurdo, isso é muito, muito caro. E isso tudo porque a pessoa não passa por uma avaliação antes, não é isso, Wagner? Sim, até que passa, Ana Paula, mas é um risco de crédito mais elevado em função da ausência de garantia do lado do banco. exemplo, eu estou com uma conta corrente, faço a minha movimentação normal, mas o banco abre essa linha de crédito isento de garantias. É diferente um pouco quando eu faço financiamento de uma casa, financiamento de um carro, ou seja, existe um bem em garantia, se eu ficar indo adplente com o banco, ou seja, não fazer o pagamento do que eu devo mensalmente, existe a possibilidade do banco executar, entrar com uma ação judicial para que faça esse arresto, ou seja, para que me tome esses bens que foram dados em garantia, é diferente do cheque especial, ali não existe garantia, é basicamente a minha capacidade de pagamento, e isso tem um preço, de decorrente disso que os bancos operam com uma taxa de juros exorbitantes, muito cara. Em caso de uma emergência, que a pessoa não está esperando acontecer o imprevisto, vale a pena usar o cheque especial ou ainda assim os especialistas recomendam não arriscar? Só em último caso, ou seja, só se for em caso de extrema, extrema necessidade Aqui do nosso lado não aconselhamos o uso Porque essa é uma taxa de juros que vai aumentar cada vez mais a tua dívida Equivale a dizer que se eu faço uma dívida Utilizo o meu cheque especial no valor de mil reais hoje Exemplo, equivale a dizer que se eu não conseguir liquidar isso rapidamente Deixar essa dívida ali com o banco Isso pode me custar duas vezes mais. Então, de fato, é uma dívida extremamente cara e uma armadilha muito, muito grande. Então, é melhor não usar, só em caso de extrema necessidade, se realmente não tiver outro jeito. Aí sim, utiliza o cheque especial, mas não faça isso, só em extrema, extrema necessidade. Nesse caso, Wagner, qual seria o prazo para a pessoa pagar o cheque especial? Tem alguns dias que o banco concede? Como que isso funciona na prática? Não, não existe uma data, ou seja, um prazo específico. O banco estabelece esse limite de crédito e ele deixa esse espaço para que você possa utilizar mais ainda caso haja sobra de limite, mas ele não especifica uma data final de pagamento. Você vai utilizando, ele vai acumulando este saldo e quando você chega no limite máximo de crédito estipulado pelo banco, existe a possibilidade de que ele faça o corte desse limite, ou seja, não vai te dar um crédito adicional e ele passa a fazer uma cobrança judicial mesmo, extrajudicial em cima desse saldo devedor, caso essa pessoa não tenha feito esse pagamento integral. Então, não existe uma data específica para que seja feito o pagamento. É diferente de outras linhas de crédito. Exemplo, faço financiamento de um carro, ok, existe uma data, um prazo específico. Vou financiar o meu carro aqui nesse prazo de 12 meses ou 24 meses, exemplo. Então, existe uma data específica e o banco faz a cobrança mensalmente disso. Mas o cheque especial, não. Não existe uma data de vencimento especificamente. Agora Wagner, acho que uma questão muito importante que as pessoas que estão em casa acompanhando vão querer saber muito isso, o que as pessoas devem fazer quando estão com dívidas no cheque especial? Quais são as principais dicas para acabar com essa dívida, para se livrar desse problema do cheque especial? Sim, essa questão é ótima eu diria que um monte de pequenas coisas, mas é preciso acima de tudo ter uma consciência muito grande do quanto a pessoa está devendo do quanto ela ganha, do quanto sobra de dinheiro por mês e o quanto que isso vai custar mensalmente para que ela possa cuidar dessa dívida, então vamos lá algumas dicas bastante importantes antes de tudo faça um levantamento da sua situação financeira, ou seja, faça uma análise detalhada das finanças tuas, ou seja, liste as suas fontes de renda, ou seja, quanto que você está ganhando, ou quanto que te entra de dinheiro mensalmente, e logicamente é preciso que você tenha uma lista muito clara de onde você gasta, ou seja, a relação das suas despesas mensais. E depois disso, dois, corte gastos desnecessários. Isso é extremamente importante para que se possa equilibrar as finanças, isso é essencial. veja onde você está gastando e faça cortes. Exemplo, cancelamento de assinaturas não usadas, na verdade, seja de aplicativos, assinaturas de jornais, de revistas, ou seja, conta de água que está muito elevada, de luz que está muito elevada, gastos supérfluos no dia a dia, ou seja, é preciso ter uma consciência muito forte e buscar oportunidades para cortar gastos. Isso é essencial. Uma vez que se fez isso, outra dica extremamente importante, faça um orçamento, ou seja, crie um orçamento, já que baseado no que eu ganho, se eu já tenho esse levantamento de receitas, baseado no que eu estou gastando, onde eu estou gastando, e baseado nesses cortes de despesas que eu consigo fazer, já é necessário que veja isso ao longo do tempo. faça uma projeção do que vai te sobrar de caixa ao longo desse ano e, se possível, do ano que vem. Assim você vai ter uma visibilidade de quanto dinheiro que vai te sobrar para que você possa começar, digamos, a fazer esse pagamento da sua dívida. E depois disso, uma coisa extremamente importante que muita gente não faz é entre em contato com o banco e faça a negociação desse saldo devedor que você tem no cheque especial. e, logicamente, busque negociar uma taxa mais baixa com o banco e, logicamente, diluir esse pagamento ao longo do tempo. Faça a renegociação dessa dívida tua para que caiba dentro do teu orçamento. Senão, não adianta, é um buraco sem fundo, não conseguirás sair desse buraco facilmente se não tiver esses cuidados. Wagner, você falou de renegociação da dívida. Essa renegociação, ela é simples de se fazer? Ela é fácil entrar em contato com o banco? Sim, isso é relativamente fácil. Uma vez que a pessoa está com uma dívida no cheque especial, já tem visibilidade do que é possível guardar de dinheiro mensalmente para que possa liquidar isso, é questão de, de repente, entrar em contato com o gerente da sua conta e explicar a situação. Olha, eu estou com uma dívida de tanto aqui no cheque especial, E eu quero alongar essa dívida, eu quero fazer uma renegociação disso. Eu consigo te pagar esse saldo devedor que eu tenho hoje em 12 meses, enfim, e eu consigo te pagar tanto aqui por mês. Caso contrário, eu não conseguirei te pagar. E logicamente o banco tem interesse de que essa dívida seja liquidada de uma forma mais segura. E, logicamente, ele vai reduzir a taxa frente ao cheque especial e vai fazer o refinanciamento num prazo mais longo. Então, sim, é fácil, é necessário, mas é preciso que se converse com o gerente da tua conta e explique a situação. Certo. Wagner, agora, o que acontece se a pessoa ficar por muito tempo no cheque especial? Sim, o que acontece é que vai entrar numa conta, num endividamento Que tende a crescer de uma maneira muito, mas muito rápida E logicamente escapar da capacidade de pagamento da pessoa Então é um risco muito grande, de todas as dívidas, essa é a pior dívida que tem E aconselho de fato a evitar, evitar ao máximo Porque uma vez que entrou no cheque especial, se não tiver uma recomposição de receita, se não tiver uma entrada de dinheiro rápida no curto prazo que possa liquidar essa dívida, vai ficar impagável de uma maneira muito rápida. e, logicamente, traz consequências muito, muito sérias. Se eu ficar em dívida com o banco, ele vai negativar o meu nome, Serasa, o SPC e diversas outras instituições de crédito, e, logicamente, uma vez ocorrendo isso, vai diminuir muito a minha capacidade de fazer uma outra operação de crédito, ou seja, de tomar uma outra operação de crédito com algum outro banco para que eu possa honrar as minhas dívidas. Então, isso é muito perigoso. deixo o meu nome sujo e dificulta muito outras operações bancárias. Wagner, isso gera muita dor de cabeça, como você mesmo falou, fica com o nome sujo, impede da pessoa conseguir crédito no mercado e também é uma forma das pessoas entenderem melhor também sobre o assunto, como evitar cair então no cheque especial, já que isso traz tanta dor de cabeça e problemas aí para a vida da pessoa? De fato, a maior exigência para isso é ter a vontade de mudar, né? Aquela velha história, eu só consigo mudar algo que eu estou vendo, que eu conheço. Então, é extremamente necessário ter um controle das suas contas, né? O quanto que eu estou ganhando e quais as despesas que eu tenho hoje, ou seja, de controlar essa situação financeira para que não se gaste mais do que se recebe. Então, esse é um ponto extremamente importante. Eu só posso gastar aquilo que eu recebo, aquilo que me entra de dinheiro ao longo do mês. Se eu gastar acima disso, acaba entrando num buraco sem fundo. Então, o orçamento é extremamente importante que se tenha esse orçamento doméstico, pessoal, para que possa evitar esse tipo de armadilha. Porque é uma grande verdade, eu não posso gastar mais do que eu tenho de dinheiro, mais do que eu recebo, senão essa situação minha fica de fato insustentável. Então, esse ponto de partida que é o mais importante é ter a vontade de mudar, é ter esse desejo de organizar a vida financeira. Esse é o ponto de partida e o mais importante para tudo. E logicamente, desde que haja esse desejo e essa vontade de mudar, eu preciso criar um controle, eu preciso enxergar como é que está a minha vida financeira exatamente hoje. Daí que entra a importância de orçamento, isso é extremamente importante. Uma vez que se tenha essa boa visibilidade, evitar gastar mais do que recebe. Opa, eu estou com essa despesa, eu quero fazer a compra de um carro novo, eu quero fazer a compra de um aparelho celular novo, opa, eu vou comprar a partir do instante que eu tiver dinheiro para isso, porque senão eu vou complicar a minha vida financeira. Disciplina financeira, isso é fundamental. E Wagner, muitas pessoas também confundem um pouco o cheque especial e acham que isso é uma extensão do orçamento, e na realidade não é, né? Exatamente, muito bem colocado, esse é um erro muito comum que a gente cansa de ver, a partir do instante que eu faço a consulta do saldo ali na minha conta, exemplo, fiz a consulta agora, eu estou com um saldo em conta corrente de R$100,00, mas se eu vejo logo abaixo do meu saldo, eu vejo aquele limite de cheque especial, de R$1.000,00, exemplo, e ele é agregado ali no meu saldo, eu vejo que eu tenho disponível hoje R$1.100,00, E, logicamente, os bancos fazem isso de propósito para que possam estimular ou, quem sabe, acabar confundindo mais a pessoa achando que ela tem aquele dinheiro que, de fato, ela não tem. É mais uma armadilha muito perigosa. Então, muita atenção nessa hora, veja o saldo disponível e preste muita atenção no limite de crédito de cheque especial que se tem e não agregue isso, esse dinheiro não é teu, ele é do banco. Busque olhar apenas o dinheiro que você tem disponível. É se usar tudo o que você tem disponível em conta, mais o limite de cheque especial, que mais uma vez o banco mostra de propósito para que você possa confundir e utilizar. Opa, eu tenho mais esse dinheiro aqui na minha conta corrente, eu posso gastar, que ótimo. Não, não pode gastar esse dinheiro, é do banco, ele não é teu. Então, sim, necessita ter um cuidado muito grande para separar bem as coisas. o que é dinheiro teu e o que é dinheiro do banco na forma de cheque especial, evite essa armadilha. Tá, tá, Joia, obrigada pela sua explicação, Wagner, e também tem uma outra questão que eu acho muito importante para as pessoas entenderem, se tem como cancelar o cheque especial mesmo ele já tendo um valor aprovado? Sim, essa questão é excelente Sim, isso tem sim Ou seja, é necessário apenas uma ligação Para o gerente da sua conta Ou mesmo, vários bancos hoje deixam essa opção disponível Ali na internet Ou seja, entra na sua conta bancária No site do banco Busque as opções voltadas às operações de crédito E certamente vai encontrar uma operação que se chama cheque especial, e com essa possibilidade de você deixar habilitado, ou mesmo desabilitar, então é possível fazer isso através do Internet Banking, ou seja, a grande maioria dos bancos deixa essa opção disponível, mas caso não encontre facilmente essa opção, é muito fácil, passa uma ligação para o gerente da sua conta e dê essa instrução para ele, desabilite o meu limite de cheque especial, eu não quero ter esse disponível, então sim, é possível é fácil e mesmo é bastante aconselhável caso a tua vida financeira não esteja muito organizada caso haja essa suma insegurança de utilização de limite, é muito simples deixe desabilitado para que não corra esse risco de utilizar de maneira indevida também justamente já para não correr o risco de ficar com essa dívida altíssima. Wagner, para a gente encerrar aqui o nosso bate-papo, você poderia falar, assim, resumidamente, então, os principais pontos de como não cair nessa cilada aí do cheque especial e ter aí uma organização financeira saudável, né? Sim, excelente essa questão. Vamos lá. Este ponto número um, ou seja, faça o levantamento da sua situação financeira, o que você ganha, que você gasta. Dois, faça uma redução das despesas que você tem hoje, veja o que dá para você economizar, onde você está gastando mais. Três, baseado nisso, crie um orçamento. O que eu vou receber no mês que vem, o que eu vou gastar, o quanto me sobra. Isso é fundamental. E após isso, faça a negociação das dívidas que você tem. Esse é o aconselhamento número quatro. Se está usando o cheque especial, entre em contato com o banco urgente, urgente e faça a negociação dessa dívida, faça o parcelamento dessa dívida outra coisa se for o caso, utilize bônus, ganhos adicionais que você tem e mais um monte de coisa outra coisa, evite novas dívidas, se já existe uma dívida com cheque especial, evite novas dívidas, não faça mais dívidas, isso vai te complicar mais ainda outra dica muito importante Faça o pagamento do cheque especial emergencialmente na frente de todas as outras dívidas que você tenha Essa é uma dívida extremamente cara E outra, estabeleça um fundo de emergência mensalmente E a última aqui que é bastante importante Caso você tenha alguma dúvida, alguma dificuldade sobre a forma de se montar um orçamento Como é que eu faço isso, mas aquilo Busque a ajuda de algum especialista alguém que seja mais especializado na área financeira, ou seja, ele vai te dar dicas, ele vai te ajudar na criação desse orçamento. Então, sim, busque ajuda, isso é muito importante para que você saia dessa situação. Wagner, eu agradeço novamente a sua participação, as suas dicas, orientações, acho que foi muito esclarecedor aqui para o nosso público. Muito obrigada. Eu que agradeço imensamente, uma honra muito grande, eu desejo uma ótima tarde a todos. Muito obrigada novamente. Eu também agradeço a participação de você que está em casa acompanhando aqui o nosso quadro, nós vamos agora para um rápido intervalo e o Gabriel Castro já volta com tudo, com câmera total, trazendo mais notícias e informações para vocês e até o próximo Na Ponta do Lápis. Meio dia, mais 55 minutos, Câmara Total de volta ao vivo nesta quinta-feira. Muito obrigado, viu, pela sua companhia, pela sua audiência. Vamos falar agora do projeto Ocupação, que quer trazer pessoas de fora da comunidade para visitarem as exposições em um determinado espaço. É a democratização do acesso às artes visuais. Então, sobre onde está a nossa equipe, qual é essa arte, de quem é a curadoria? A Sônia Repórter, Dalila Pereira, que tem as informações. Seja bem-vindo e olá, Dalila. Oi, Gabriel. Oi, todo mundo aí de casa que está acompanhando a programação da TV Câmara e o nosso jornal. Hoje eu estou aqui diretamente no Jardim Monte Cristo para mostrar para vocês essa exposição, a Ocupação, Ocupação. Ela, na verdade, é uma segunda parte de uma grande exposição que vem surgindo aí. A Luana Galiz, a nossa repórter, já mostrou a primeira parte dessa exposição algumas semanas atrás. A gente veio acompanhar agora o que a Andréia Mendes, que é a curadora, tem para contar hoje sobre essa exposição aqui. no Jardim Monte Cristo. Andréia, obrigada pelo seu tempo para contar um pouco dessa história aqui. O pessoal vai ver as imagens, vai conseguir acompanhar esse tour com a gente dessa exposição. Obrigada, Andréia. Eu que agradeço, agradeço a você, Dalila, agradeço a oportunidade de estar aqui também com o Gabriel. E é isso, honrada de receber a TV Câmara. E vamos falar um pouco aí dessa segunda parte, como eu mencionei. Teve algumas semanas atrás uma primeira parte dessa exposição que era com grandes painéis. Agora essa arte vem diretamente para os muros aqui dessa região. Conta um pouquinho para a gente. Sim, na verdade o projeto Ocupação, Ocupação é uma ocupação artística que passa por quatro etapas. Então a primeira foi a que a Luana de fato cobriu, que foi com a obra da Rochelle Costa, em grandes painéis, ocupando as casas aqui da comunidade. E nesse primeiro momento, nós estamos recebendo o artista Fernando Tosco, que é um artista do painel. Então, ele é painelista, essa obra que está aqui ao fundo é pintada diretamente na casa das pessoas. E terão as próximas etapas, que são mais uma de painéis da artista Isabela Senatore. E, por último, serão os artistas da comunidade que estarão ocupando as ruas do bairro. Nesse momento aqui, dessa segunda parte, são os muros pintados. Quem está vendo aí de casa, vê que tem uns animais diferentes ali, meio humanoides. O que tem por trás dessa história? Porque tem meio que um tema, né? A ideia dele é o simbólico imaginário. Exatamente, a exposição do Fernando. O Fernando, enquanto escolha poética, já é algo ligado ao fantástico, ao mundo imaginário, onde ele une o humano com esse mundo fantástico dos animais e dos elementos da natureza. Então, nesse momento, a representação que vocês estão vendo aqui é de um humano com um búfalo e também transformando ali um guarda-chuva em uma fênix. É um pouco de uma história fantástica que eu contei pra ele, de uma experiência aqui dentro da comunidade, né? E todos os painéis que vocês vão ter a oportunidade de ver, traz elementos referentes às famílias acolhedoras de cada uma dessas casas. E a exposição em si mesmo, o dia principal do lançamento foi dia 15, né? Isso. Mas ela vai seguir infinitamente, os painéis, os muros vão ficar aí, vão ser pintados depois, como é que as pessoas podem ver isso aí depois? Sim, então no primeiro momento, a exposição tem duração de um mês, a exposição do Fernando Tosco, mas há uma escolha do morador e da moradora, que acolheu essas obras dentro de casa. Então, pode ser que a obra seja alterada conforme o desejo desse morador. Por enquanto, o que nós temos é que os moradores querem continuar com essa obra após o término do tempo dela em cada parede. Isso para a gente é muito importante, muito significativo, porque a gente está entendendo que a arte está sendo muito bem-vinda aqui. E vocês meio que prepararam um tour, um pequeno roteiro para quem quiser conhecer numa ordem aí que faça um sentido, é isso? Isso, exatamente. Então, no primeiro momento teve o mapeamento a partir da obra da Rochelle Koch, nós traçamos esse mapa com os pontos, né? E depois nós viemos acrescentando com a obra do Fernando Tosco, isso significa aumentando os pontos de acesso dentro da comunidade. E as pessoas que quiserem vir, a gente apresenta esse mapa que a pessoa pode jogar na plataforma e a plataforma vai encaminhando onde estão cada uma dessas obras. Olha, legal! E como é que foi a receptividade dos moradores? O que eles acharam sobre essa arte nos muros? Eles têm gostado bastante. A recepção tem sido muito legal desde a primeira ação. A gente tem tido uma receptividade muito boa dos moradores, principalmente das escolas do bairro Que tem feito essa rota por aqui Então eles têm trabalhado com a finalidade de mostrar, de acessar a obra Que eles precisavam anteriormente se deslocar até os museus Então hoje a gente está dando essa possibilidade também das pessoas, além de acessar as obras fora, poder também compartilhar obras de arte contemporânea dentro da própria comunidade. Uma coisa interessante que você me falou é que aqui meio que deram o nome ao Complexo OMG, que é Parque Oziel, Jardim Monte Cristo e Gleba B. Mas essa exposição é para mostrar um pouco da história de cada um dos locais, não só do Parque Osiel todo, que as pessoas nomeiam como se fosse uma coisa só. Sim, sim, exatamente, porque cada um desses bairros tem as suas especificidades, teve as suas lutas de conquistas, mobilizações. Então, no nosso caso aqui, o Monte Cristo, o Jardim Monte Cristo, é um bairro que foi constituído, que tem a sua associação de moradores, que tem a sua luta específica, o Osiel também, E tem a luta comunitária, conjunta, de todo o complexo. Então é isso, né? Então, para a gente é importante que as pessoas saibam que o OMG representa um complexo de bairros. E que antes eram três bairros e hoje são quase dez. E sobre, assim, a gente falou sobre a receptividade dos moradores, mas eles também estiveram envolvidos nesse processo, seja com a pintura ou com alguma outra contribuição nesse momento? Sim, na verdade todo o projeto Ocupação, Ocupação é construído em parceria com a comunidade, então todas as ações estão sendo desenvolvidas com ela, então os montadores são da comunidade, os instaladores, as pessoas que fazem assistência aos artistas são membros da comunidade, isso é um desejo nosso desde a constituição do projeto inicial. E como foi essa ideia? E você é moradora daqui, acompanhou muito, muito, muito as lutas daqui da região. Por que não sair para fora? O que trouxe no teu coração para trazer toda essa questão dessa arte, da exposição aqui dentro? Sim, eu acho que eu vou abrir aqui uma aspas, que esse projeto, eu sou curadora adjunta dele. Há uma idealização desse projeto de um amigo, que é o curador e idealizador desse projeto, que é o Danilo Garcia. Ele é uma pessoa de São Paulo, um artista e curador de São Paulo, e somos parceiros aqui em Campinas das artes há muito tempo. E ele sempre teve esse interesse de acessar também esse território e de pensar a partir de tudo que eu já havia construído e pautado na arte nesse lugar. Então a ideia dele e a minha somada era que a gente pudesse apresentar não só a arte para a comunidade, mas ampliar o olhar das pessoas lá de fora para o que é essa comunidade e o que são as comunidades dentro de todos os espaços, porque há um preconceito muito grande em torno dos espaços periféricos. E aí a gente entende que a arte pode ser essa grande conexão entre esses dois mundos e essas duas realidades. Então, o nosso objetivo é que seja ponte e que traga para essas pessoas um novo olhar sobre o território. E para fazer todo esse trabalho, vocês precisam de parceiros. Como vocês conseguiram executar esse trabalho? Sim, esse trabalho é um trabalho em parceria, financiado pelo PROAC, uma lei de incentivo estadual. E contamos também com o auxílio de inúmeros outros parceiros, e aí eu gostaria de destacar a produtoras que estão com a gente, a própria Tomada Cultural que fez a produção, e é muito bom você citar isso, a todas as pessoas da própria comunidade, comerciantes da comunidade, o Supermercado Generoso, o Bar da Rosinha e tantas outras, que acolheram e nos deram incentivo e possibilidade de ocupar esses muros, entendendo a potencialidade do trabalho e também as escolas do bairro. Eu queria citar muito a importância da educação nesse trânsito para informar que a arte também é uma área do conhecimento. A gente conversou aqui com a Andréa Mendes, curadora da Ocupação, nessa exposição que tomou conta dos muros do Jardim Monte Cristo e também do Parque Osiel e da Gleba B. Nas próximas etapas, eu acho que a gente também vai passar por aqui para mostrar esse trabalho, já que a gente começou lá atrás mostrando o primeiro. Andréia, faz novamente esse convite para o pessoal vir, conhecer, fazer esse tour pela arte e pela comunidade aqui. Então eu queria convidar todas as pessoas que estão nos assistindo, acompanhando aqui pela TV Câmara, a exposição do Fernando Tosco, ela fica com a gente até o finalzinho do próximo mês e então é aberto, gratuito e quem quiser visitas de grupos pode também entrar em contato pelo Instagram do Ocupação Ocupação que a gente agenda essa visita e faz um tour aqui para quem for de fora da comunidade. E quem for da comunidade também, estejam aí muito à vontade de entrar em contato, é nosso grande interesse poder compartilhar um pouquinho desse trabalho com vocês. E lembrando que a Ocupação Ocupação é uma ocupação artística que vai até o final do ano. Então, acompanhe todas as nossas ações para que vocês possam também participar, não só como visitantes, mas também na última ação, como artistas que estarão expostos aqui dentro da nossa comunidade. Muito obrigada. E para marcar o tour, a gente tem um número aqui, que é o 011, vou falar bem devagar para vocês anotarem, 99-660-3347, vou falar de novo, 011-99-660-3347 para marcar esse tour. Andréia, obrigada pelo seu tempo, viu? Vamos acompanhar aí o resto da exposição, tenho certeza que a gente vai estar com você. Ah, gratidão, Dalila, gratidão ao Gabriel e à TV Câmara por mais esta cobertura incrível. Gabriel, hoje eu fiz esse passeio por aqui, eu espero que o pessoal de casa também tenha ficado encantado, tenha conhecido um pouco mais desse espaço junto comigo e eu volto com você nos estúdios. Ah, que ideia bacana, muito obrigado a Dalila Pereira, também a Andréia Mendes, curadora por todas essas informações, diretamente lá do Jardim Monte Cristo gente projeto muito bacana mostra simbólico imaginário bacana demais projeto ocupação ocupação uma hora mais sete minutos a gente segue aqui com o nosso Câmara Total Olha só essa história viu acumulando mais de 100 mil seguidores no Instagram Mato Uê, que era um cachorro de rua, está fazendo a alegria de frentistas, vizinhos, clientes de um posto de gasolina aqui em Campinas. Claro que a nossa equipe foi até o local conhecer esse pet digital influencer. Só podia ser, é o bicho. O Instagram é um verdadeiro sucesso, e lá que o mundo compartilha vídeos de datas comemorativas, trends do dia a dia e, é claro, publicidade. E entre cachorros falantes e animais radicais, os pet influencers estão entre as sensações nas redes sociais. Aqui em Campinas, uma atitude de adoção junto com a criatividade Fizeram os doguinhos, frentistas, matuê e pose do posto Entre um like e outro, ter mais de 100 mil seguidores Que curtem, comentam e compartilham suas mais de 350 publicações O Matue apareceu aqui no posto num domingo, então os frentistas viram ele chegando, ele parecia estar com fome, assustado. Eles foram na nossa lojinha de conveniência e compraram um roladinho de salsicha pra ele. Isso foi o suficiente pra ele nunca mais querer ir embora daqui. Então aí a gente adotou ele, demos o nome pra ele de Matue e no mesmo dia a gente já fez o Instagram dele. Porque eu tinha essa ideia de criar um Instagram Tinha certeza que se a gente criasse um Instagram do cachorrinho do posto Colocasse uma roupinha nele, um crachá, isso ia viralizar na internet E dessa forma a gente poderia ajudar mais cachorros Porque diariamente a gente sempre via muito cachorro de rua aparecer aqui Infelizmente o posto não consegue comportar muitos cachorros, por mais que a gente tente Já tivemos cinco cachorros aqui uma vez E a gente quer ajudar todo mundo Mas como o posto é limitado A gente sabe que hoje com a rede social A gente consegue ajudar o máximo de cachorros possível O Pose apareceu num posto aqui perto E eu tava lá quando ele apareceu Então eu vi ele chegando todo tímido E ele foi beber água no nosso regador Aquele que a gente usa pra lavar os vidros dos carros Nessa época o Instagram do Matheus tava bem no começo A gente não tinha nem mil seguidores Mas eu resolvi adotar ele pra fazer o teste Da gente ver se o Instagram tinha força Pra gente conseguir doar ele Acabou que passaram-se mais de três meses e ninguém apareceu interessado A gente acabou se apegando, então castramos ele e ele acabou se tornando um membro oficial aqui do posto, junto do Matuê E hoje eles são muito grudados um no outro, são super irmãozinhos Mas a rede social não foi somente responsável por transformar o Matuê e seu companheiro De bichinhos engraçados a celebridades A iniciativa faz sucesso na hora de divulgar a adoção E a casa dessa dupla de sucesso também serve de lar temporário para outros doguinhos. E é claro que nossa equipe do É o Bicho foi conhecer esse cantinho cheio de amor e solidariedade. Giovanni, como que foi feito esse espaço aqui para o Matuei e para o Pose? Esse espaço aqui era um lugar onde a gente descartava o lixo do posto, então fazia a reciclagem das caixinhas de embalagem de óleo. E aí, quando o Matheus e o Pose chegaram aqui, eu queria fazer um canil propriamente pra eles A gente só adaptou, pintou as paredes, colocou o telhadinho E fizemos todas essas decorações pra deixar bem a cara deles Então tem o porta-retrato deles na parede Tem o porta-roupinha pra quando ficar frio, os cientistas mesmo vêm aqui Colocam a roupinha deles Tem o porta-coleira, onde a gente deixa as guias pra quando a galera sai com eles pra passear E fica cheio de brinquedinho deles aqui, comedouro e bebedouro, para eles ficarem tranquilos. O espaço é tão confortável que está servindo também de lar temporário para esses dois cãezinhos. Com certeza. Todo cachorro que a gente cuida aqui, a gente deixa aqui e eles dividem espaço com o Matuí e com o Pozo. E eles apareceram aqui como? Esses dois foram resgates que a gente recebeu via Instagram. Então, seguidores falaram com a gente, disseram que encontraram esses cachorros e eu pedi para trazer aqui no posto. E aí, eles têm o primeiro atendimento veterinário e ficam aguardando aqui até serem adotados? Justamente. Os dois, inclusive, passaram por operações quando chegaram e depois que terminou e vimos que eles estavam prontos para serem doados, a gente começou a fazer esse trabalho no Instagram. E foi através dessa corrente do bem que até o final da matéria o anjim e a orelha foram adotados. Muito bacana. E olha só, a corrente do bem continua. A gente tem a foto aí do caramelo, que espera ser adotado também. Caso você esteja interessado, entre em contato através do Instagram, matueofrentista. Então vai lá no arroba matueofrentista, e aí se você se interessou, você pode adotar e dar muito carinho e amor para este caramelo. Vamos falar sobre saúde agora, porque mioma uterino é uma doença benigna e não aumenta as chances da paciente apresentar câncer de útero no futuro. Vamos acompanhar. Olá, seja bem-vindo, seja bem-vinda. Quero te perguntar como é que anda a sua saúde, hein? Embora temos várias datas que nos lembram sobre os cuidados com a saúde, a gente não pode esquecer que o cuidado deve ser diário. É preciso conhecer o nosso corpo e entender quando ele acende o alerta. O Saúde Agora de hoje, nós vamos falar sobre miomas uterinos. E quem vai esclarecer algumas dúvidas para a gente é o ginecologista, membro do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, o Dr. Leandro Rezende. Seja bem-vindo, doutor. Obrigada pela sua disponibilidade. Gostaria que você explicasse sobre o tumor uterino, conhecido popularmente como mioma. É complicado essa situação. As mulheres acabam se assustando quando tem esse diagnóstico, não é? Seja bem-vindo. Obrigado pelo convite, é um prazer aqui tentar ajudar a esclarecer algumas dúvidas. E sim, realmente, os miomas são tumores benignos da parte muscular do útero e que são frequentemente diagnosticados em exame ginecológico e causam em muitas mulheres muita aflição, principalmente pelos sintomas que estão associados. Doutor, em que fase da vida os sintomas do mioma são mais evidentes? Olha, os miomas se tornam mais evidentes nas mulheres quando eles são o que a gente chama de sintomáticos. Para se ter ideia, dependendo da população estudada, mas nós temos dados que mostram que até 80% das mulheres têm miomas. A grande diferença é que poucas vezes eles são sintomáticos, mas a idade onde normalmente a gente consegue identificar pelos sintomas é na idade reprodutiva, ou seja, mulheres entre 18 e 40, 45 anos, são as mulheres onde normalmente a gente mais encontra incidência dos miomas, justamente por ser aquela fase da vida onde ela apresenta mais sintomas. porque são tumores que normalmente são o que a gente chama de hormônio dependentes, ou seja, o fato da mulher apresentar produção dos hormônios ovarianos faz com que eles venham a estimular seu crescimento e quando eles crescem muito eles podem se tornar sintomáticos. Doutor, e quais as causas do mioma? Por que acontece essa modificação aí no nosso sistema? É um grande problema isso, porque o que a gente sabe em relação aos miomas é que eles têm a sua causa basicamente genética, ou seja, as mulheres que têm miomas herdam das mães um gene que a torna predisposta a desenvolver os miomas na cavidade uterina. Então, infelizmente, por ser algo genético, a gente ainda não tem formas de prevenir que ele venha a crescer. O que a gente costuma fazer é tentar identificar em fases mais iniciais, onde muitas vezes o tratamento costuma ser realmente mais efetivo. Mas lembrando que algumas vezes, por ser genético, a gente pode propor um tratamento e que ele pode voltar a crescer ou surgir um novo mioma depois do tratamento que já foi realizado. Os miomas têm tipos diferentes? Como são? Tamanhos? Você pode explicar para a gente? Claro. Os miomas começam a crescer na camada muscular do útero. E normalmente a gente divide eles de acordo com a sua localização dentro do útero. Então, existem aqueles miomas que a gente diz que são submucosos, que eles crescem dentro da cavidade uterina, que é onde normalmente se desenvolvem as gestações. Existem outros tipos que crescem para fora do útero, e isso se torna algo importante, porque eles costumam ser os tipos que mais crescem. E como o útero tem uma íntima relação com a bexiga, com o intestino, com outros órgãos pélvicos, Se esse mioma crescer muito, ele pode causar sintomas nesses outros órgãos, ou seja, na bexiga, no intestino. A gente sabe que os tamanhos dos miomas são muito variados. A gente encontra miomas de 1 centímetro e às vezes miomas que realmente extrapolam, chegam a 30, 40 centímetros e que realmente causam muito desconforto para as mulheres. Hoje nós temos uma tendência a tratar os miomas normalmente quando eles causam dois problemas clássicos para a mulher. que é o sangramento uterino aumentado e a dificuldade para engravidar. Como esse primeiro mioma que eu citei pode crescer para dentro da cavidade uterina, ele pode prejudicar sim o início de gestação, a mulher engravidar. Então é uma causa muito frequente de mulheres que às vezes, idade jovens, 20, 30 anos, tentam engravidar e não conseguem, e quando a gente vai fazer uma análise mais minuciosa, ela tem um mioma que está fazendo com que ela não consiga engravidar. Doutor, existe medicamento para esse tipo de tratamento? Tem um medicamento que a gente possa tomar para minimizar, para o mioma desaparecer? O que deve ser feito quando acontece de aparecer em um exame o mioma, seja ele pequeno ou grande? Perfeito essa pergunta Olha, o que a gente tem hoje são alguns remédios Que tem uma tendência a não deixar o mioma crescer mais Infelizmente, quando a gente fala de tratamento para mioma O tratamento hoje em dia, na sua grande maioria das vezes É cirúrgico mesmo A gente consiste em retirar o mioma de diversas formas possíveis Mas o que a gente tem de remédio É para tentar realmente naquela paciente Que não tem as vezes condições de fazer uma cirurgia Por as vezes ter algum problema mais grave de saúde Que a impeça é usar medicamentos para tentar diminuir o crescimento do mioma. Então, isso faz com que, como ele venha a diminuir o crescimento, ele tenha uma tendência a também diminuir os seus sintomas, principalmente relacionados com sangramento. Doutora, para a gente ter uma ideia, vamos fazer aí uma porcentagem. A cada 10 mulheres, quantas são, vamos dizer assim, acometidas pelo mioma? Olha, os números impressionam. A gente tem algumas estatísticas que de cada 10 mulheres, até 8 podem ter mioma. A grande diferença é que dessas 8 que apresentam miomas, somente entre 30% e 40% vão ter algum sintoma. Ou seja, a grande maioria dos miomas são assintomáticos. Ou seja, a gente pode encontrar nos exames, às vezes, de imagem, que a gente usa, ultrassom, ressonância, mas às vezes não chega a causar problemas maiores para as mulheres. tanto do ponto de vista de sangramento quanto de infertilidade. Então, doutor, essa questão da infertilidade é algo que deixa as mulheres com uma grande preocupação. O mioma, qual a proporção em que ele pode vir a causar a infertilidade? O que a gente vê é que mulheres que nos procuram com quadro de infertilidade, de 10% a 15% podem estar associadas a essa infertilidade ao mioma. Novamente, dependendo muito da localização do mioma Então, quando os miomas estão dentro da cavidade uterina Eles têm um risco aumentado para causar infertilidade E, normalmente, são essas mulheres que acabam nos procurando por esse motivo Além da infertilidade, do sangramento Que são uma das causas, pelo que o senhor já nos explicou, do mioma existe a possibilidade de um mioma se transformar em um câncer, doutor? Olha, os dados que a gente tem mostram que não existe essa transformação de uma lesão benigna em uma lesão maligna. É claro, é importante a gente falar para a paciente que quando a gente diz para ela o diagnóstico de mioma, baseado no exame de imagem, uma ferramenta de imagem que a gente tem, novamente ressonância, ultrassom, a gente está fazendo uma hipótese diagnóstica. Então, parece ser o mioma pelo exame de imagem, mas a confirmação a gente tem somente quando a gente tira o mioma e manda para a biópsia. Então, o que a gente sabe é que aquele mioma, que a gente tem certeza que é mioma, porque já fez a retirada e mandou para a biópsia, ele não vira um câncer. Mas algumas mulheres, principalmente depois dos 50 anos, que apresentam uma imagem que antes elas não tinham mioma e agora parecem ter um novo mioma, essa a gente tem que realmente ficar um pouco mais preocupado, que talvez essa imagem que parece ser um mioma, às vezes pode ser um tumor maligno da parte muscular do útero e que realmente a gente precisa ter essa confirmação pela biópsia. Doutor, o senhor falou nessa sua resposta um ponto em que as mulheres têm um pouco de receio, né? Coletar uma amostra para ser encaminhada para a biópsia. Tem como o senhor explicar para a gente como é que funciona essa coleta, se é indolor, é desconfortável, porque você sabe que a gente vai ao ginecologista, nós vamos ao ginecologista, é algo que nós precisamos ter como costume, pelo menos uma vez a cada ano ou então duas vezes por ano para a gente poder estar em dia com a nossa saúde. Mas às vezes, quando fala de ginecologista, para algumas mulheres ainda tem aquele tabu do desconforto. É, isso é verdade. Isso a gente tem que realmente tomar muito cuidado e explicar muito para o paciente, porque a biópsia que envolve o diagnóstico do mioma, ela é feita através, na grande maioria das vezes, de uma cirurgia. Então, é o tipo de biópsia que a gente não consegue, muitas vezes, colher no consultório. A não ser alguns miomas, que quando a gente vai fazer o exame de Papa Nicolau, a gente identifica alguns miomas que crescem para fora, que vão ter uma tendência a sair para fora do colo do útero. Então, esses miomas, a gente consegue fazer biópsia no próprio consultório. É a minoria deles, mas a gente consegue. E hoje em dia, a gente no consultório tem formas de fazer e que a paciente não sente dor, a gente usa anestésico. Então, normalmente, esse tipo de biópsia feito no consultório não costuma ser nada doloroso. É bem tranquilo. Agora, aqueles miomas que estão dentro da cavidade uterina e que realmente são miomas muito grandes, a gente precisa realmente fazer uma cirurgia para retirá-los. Quando o senhor fala em cirurgia, essa cirurgia para retirada de um mioma, no caso, que deva ter a necessidade de ser retirado, essa cirurgia é com corte? Hoje a gente tem tecnologias. Como que funciona essa cirurgia? Como que é a recuperação dela? Hoje 90% das cirurgias de mioma a gente faz sempre por via que a gente chama de minimamente invasiva Então por laparoscopia ou via robótica e também por histeroscopia Que são considerados o que a gente chama de vias de cirurgia minimamente invasiva Então hoje as cirurgias que antigamente a gente fazia com cortes no mesmo local da cesariana São cirurgias de exceção, são cirurgias que a gente reserva para casos onde onde o local, às vezes, não tem o aparelho necessário para fazer a cirurgia minimamente invasiva, laparoscópica, ou, às vezes, quando a gente está diante de tumores muito grandes, de miomas muito grandes. Há pouco tempo atrás, a gente fez uma cirurgia que, no final, a gente pesou o mioma e ele pesou 5 quilos. Então, isso, claro, impossibilita uma cirurgia laparoscópica via minimamente invasiva. Mas hoje são cirurgias de exceção. 90% dos casos a gente consegue fazer cirurgias laparoscópicas via minimamente invasiva. Doutor, é muito bom esses esclarecimentos porque, mesmo sabendo da importância do ginecologista, as mulheres ainda têm aquela questão ali do tabu, apesar de que as mulheres hoje vão mais ao médico do que os homens. Mas, mesmo assim, ainda tem um pouquinho de resistência. Eu gostaria que o senhor deixasse uma dica para as mulheres da importância de fazer o Papa Nicolau, da importância de estar visitando e de ter um ginecologista de confiança. Claro, hoje as mulheres no Brasil e no mundo, elas têm uma expectativa de vida maior que dos homens, não é à toa. É porque desde o começo, quando a mulher comece a sua rotina de ir ao ginecologista, o ginecologista tem que ser encarado como aquele médico que faz uma avaliação completa da paciente, não somente a parte ginecológica, mas as mamas, faz exames para avaliar risco cardiológico. Então, o fato dela ir anualmente ao ginecologista nos permite, muitas vezes, encontrar e fazer diagnóstico de alterações ainda no início. Então, é importante que ela vá ao ginecologista todo ano, faça o exame de papanicolau para a gente rastrear lesões no colo do útero que podem eventualmente virar câncer, na mama para a gente rastrear lesões mais em fase inicial do câncer de mama. Então essa questão da mulher ter a rotina de ir ao ginecologista É o que permite a gente identificar doenças, lesões Que às vezes poderiam causar maiores problemas na vida senil da mulher E como a gente vai fazer o tratamento antes Muitas dessas causas é o que faz com que a mulher viva mais do que os homens Porque realmente ela tem o costume de ir E com isso a gente consegue fazer diagnóstico de problemas que poderiam ser mais graves, a depender da idade que a gente faria o diagnóstico. Maravilha, doutor. E para a gente fechar, quando eu devo estar atenta ao alerta do meu corpo referente ao nosso assunto de hoje, que é o mioma? Miomas, o que deve ser o sinal de alerta, o sinal vermelho? Estaneamento aumentado, então a gente sabe que o fluxo menstrual de uma mulher, a gente considera normal quando ele ocorre entre 2 e 8 dias. Então aquele fluxo que estende mais de oito dias, ou que durante esses oito dias ele se torna muito intenso, que a mulher tem que trocar várias vezes o absorvente para ficar bem, isso deve sempre ser o sinal de alerta, ou seja, um sangramento que dura mais que oito dias, ou que nos oito dias ele se torna muito intenso. E claro, aquela mulher que está tentando engravidar e não consegue, e que a gente às vezes não consegue identificar outro diagnóstico, ela tem que sim pensar no diagnóstico de mioma. Maravilha! Doutor, quero agradecer a sua participação, quero agradecer a sua disponibilidade e também essas informações que são excelentes e a gente deve carregar para a vida. Um abraço grande, muito obrigada e sucesso na sua carreira, muita saúde para nós. Muito obrigado, eu que agradeço a oportunidade, tenha um bom dia. É isso gente, nós conseguimos esclarecer algumas dúvidas sobre miomas uterinos, mas lembre-se, o ponto chave que vai ajudar você a cuidar da sua saúde é fazer o acompanhamento médico. Como falamos antes, é fundamental realizar exames periodicamente. Essa prática, com certeza, vai contribuir para um diagnóstico bem específico sobre o funcionamento do seu corpo. Não esqueça, o ideal é fazer pelo menos um check-up por ano, combinado? Um forte abraço para você e a gente se vê a qualquer momento na programação da TV Câmara Campinas. Quinta-feira ensolarada, com alguma nebulosidade. Vento também continua aqui em Campinas, mas segue sem previsão de chuva. É semana de tempo estável, então amanhã, sexta-feira, segue essa tendência do sol aparecendo durante todo o dia, com o friozinho que permanece principalmente pela manhã e também à noite. Vamos às temperaturas, então, para você poder se programar para esta sexta-feira. Mínima de 13 graus para quem acorda cedinho, com aquele vento, sensação térmica fica ainda mais baixa, perto dos 11, 12 graus, ao longo do dia essa temperatura sobe, podendo chegar aos 26 graus, fica um pouco mais quente do que o dia de hoje. O Câmara Total fica por aqui, muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência, mas eu tenho um convite a fazer a você, hein? Continue aqui na programação da TV Câmara Campinas, porque daqui a pouco, às 3 horas da tarde, tem o programa Saúde é Vida ao vivo com a Dalila Pereira. Ela vai falar sobre o transtorno do déficit de atenção e também sobre hiperatividade, tema imperdível. Então, continue aqui na nossa programação e nos vemos amanhã, na sexta-feira, às 11 horas da manhã, ao vivo. Tchau, tchau. Legenda Adriana Zanotto