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Eles estão em partículas cada vez menores e podem ser encontrados em diferentes ambientes. Os microplásticos são resultados da degradação de materiais plásticos ou podem ser produzidos intencionalmente. Na Unicamp, pesquisadores de diferentes áreas estudam justamente a presença dessas partículas e os efeitos que ela podem provocar nos seres vivos. Os microplásticos, por definição, são todas as partículas plásticas menores do que 5 mm. Isso vai então chegar até aquela escala nano. Eh, eles podem vir produzidos em escala deste tamanho, bem pequenininhos, ou eles podem vir oriundos da fragmentação de plásticos maiores que ficaram no sol, no intemperismo, e eles começam a craquelar e se formar esses pequenos fragmentos que a gente chama de microplásticos. a poluição plástica em geral, né, tem sido um grande desafio e os microplásticos em específico, por conta do seu tamanho e por estarem onipresentes no ambiente, ou seja, a gente pode encontrá-los em quaisquer ambientes, na água, no solo, no ar, nos animais, nos tecidos, né, de vários órgãos humanos. Aí a gente tem até identificado isso, torna eh a traz a preocupação com relação à toxicidade desses compostos, até onde eles podem chegar e quais os impactos, já que eles entram na cadeia alimentar por diferentes etapas. Então eles podem de de certa forma atingir desde os organismos bem pequenininhos até os homens, dependendo do da do da do da do da do da da forma como ele tá sendo e levado, né? pequenos no tamanho, mas enorme nos desafios. Agora, a ciência tenta entender até onde os microplásticos podem chegar e quais impactos que isso pode causar na nossa vida e no meio ambiente. Um dos estudos desenvolvidos pelos pesquisadores investiga a relação entre os microplásticos e os agrotóxicos presentes no ambiente. Os microplásticos estão presentes em vários ambientes. É, já é consensuado de que eles são muito pervasivos e muito onipresentes. E os pesticidas também eles são muito encontrados, são carregados pela chuva e os microplásticos eles interagem bem com os pesticidas e então você tem um que a gente chama de cocontaminação. Então é importante a gente estudar o efeito disso. Em alguns casos você pode ter uma diminuição da toxicidade para um lado, para um tipo de contexto, mas essa toxicidade ela fica presente para outro. Então, no global sempre tem um aumento de toxicidade. A discussão reúne pesquisadores e estudantes de 35 países durante a Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos. É o caso de Mussa e Sufo que veio de Moçambique para estudar os impactos dos microplásticos na matéria orgânica. Eu estou expondo um trabalho eh que rastreia o tempo de residência de microplásticos de tinta spray na minhoca. As minhocas, elas são organismos muito importantes no solo, porque eles participam da reciclagem de matéria orgânica, assim como outro tipo de material. Então, essas minhocas são os primeiros organismos a serem impactados por qualquer tipo de poluente que chegue no solo. Então, nós estamos desenvolvendo o trabalho com esses microplásticos para verificar se eh dependendo do nível de degradação desses microplásticos, eles vão permanecer por mais tempo ou menos tempo na minhoca, porque a gente sabe que se ele permanecer mais tempo, talvez tenha eh mais maior probabilidade de liberarem outras substâncias tóxicas e aí afetar a saúde desses organismos e com isso afetar também a função ecológica que eles têm que desempenhar nesse ambiente. Além de entender o problema, os pesquisadores querem que os resultados ajudem a encontrar soluções. A mudança ela deve vir acompanhada de informação. Nós precisamos saber de algumas coisas que têm sido discutidas, mas não chegam a população, nem a discussão e nem o potencial produto da discussão. Um exemplo disso são as substâncias que estão dentro dos plásticos. Nós temos várias substâncias que dentro dos plásticos elas estão imobilizadas, mas quando esses plásticos se transformam em resíduo, eles se degradam e liberam essas substâncias que sabidamente são tóxicas. Então é importante pra gente tomar uma ação que a gente possa recusar esse tipo de plástico e para isso a gente tem que saber o que tem dentro. E hoje a gente não tem essa regulação, eh, forçando os produtores a entregar esse tipo de informação. Então, a gente precisa discutir e precisa regular melhor pra gente poder fazer plásticos melhores. A parte da tecnologia, da ciência, ela tá avançando, até tá avançando rápido comparado com outros cenários de contaminação ambiental que a gente já vem acompanhando há mais tempo. Então, isso é um ponto positivo bem importante. Mas a conscientização e a educação ambiental é um fator principal. Então, assim, o maior a maior importância que a gente pode trazer dessa escola é que a gente tá formando ou eh eh hum melhorando o conhecimento, né, aprofundando o conhecimento da nova geração de pesquisadores e de tomadores de decisões que vão est ali no nos próximos anos eh sendo eh chaves, né, importantes para o rumo da questão da poluição plástica. Yeah.