Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
A primeira parte da reunião ordinária foi dedicada à abertura institucional da semana municipal do climatério e menopausa em Campinas. Com o tema Não pare na pausa, a iniciativa é prevista em lei municipal de autoria do vereador Aíton da Farmácia e conta com recursos de emenda parlamentar destinada pelo próprio autor. é muito importante para nossa cidade de Campinas essa semana do climatério e da menopausa, porque essa é uma fase que a mulher ela passa, né, a ter depois de uma certa idade, depois de 12 eh meses sem eh eh menstruar e é uma fase que a mulher é uma mulher fase difícil, né? Então, esse programa, esse programa, esse projeto que eu nós fizemos agora e fizemos agora a pouco aqui antes também a a palestra com com ginecologistas, né, médicas para poder orientar e também dar a mulher nessa fase do climatério e menopausa paraa que que ela tenha qualidade de vida no nosso município. Promovida pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, a programação conta com palestras, rodas de conversa e atividades de conscientização em diferentes espaços da cidade. O objetivo é ampliar o acesso à informação sobre as mudanças físicas, hormonais e emocionais do climatério e da menopausa. Essa iniciativa, pessoal, nasceu também de uma experiência pessoal. Quando eu comecei a sentir os sintomas dessa fase, surgiram muitas dúvidas. Eu queria entender o que estava acontecendo comigo. Será que outras mulheres também sentiam aquilo? Como elas estavam lidando com essas mudanças? Essas perguntas despertaram em mim a vontade de abrir um espaço para conversar sobre climatéria e menopausa, ouvir profissionais, compartilhar experiências e encontrar informação de qualidade. A abertura institucional contou com a presença da diretora executiva da organização Mulheres de Fases, Tamara Oliveira, da profissional de apoio técnico à gestão de saúde da mulher, Miriam Nóbrega e da médica ginecologista Irames Maria Camerro Solano. Sabemos que tem estudos internacionais como o estudo SUAN, que eh revela as diferenças principalmente nos sintomas que são justamente a principal indicação da terapia de reposição hormonal, que são os sintomas vassomotores, os famosos fogachos. Os fogachos eles têm uma durabilidade maior na mulher negra e ainda eh a mulher negra tem um impacto maior na qualidade de vida devido ao sono e também devido à extensão desses sintomas ao longo do tempo. E justamente isso é um tema que é muito sensível, porque é um momento delicado da mulher e quando essa mulher é negra, que ela tem às vezes muitas barreiras devido ao e ao racismo estrutural, barreiras de acesso a serviços, de acesso até de um olhar, até do próprio conhecimento. Sempre falo que o climatéria e a menopausa não são doenças, né? é um período natural da vida da mulher, que ele não precisa ser eh escondido e que ele precisa ser trabalhado, porque ninguém vai morrer da menopausa, né? Mas a qualidade de vida, ela vai ser realmente muito impactada com os sintomas. E tem muita coisa que se pode fazer, desde o cuidado em saúde até o autocuidado da mulher em relação aos hábitos saudáveis, a alimentação, atividade física, né? e que a gente consiga tirar o nosso préonceito em relação à reposição hormonal, né, que se ouve falar muito, ainda existem muitos mitos e que a gente deve quebrar esses mitos. E a Secretaria de Saúde tem trabalhado em relação a colocar novos medicamentos pro tratamento da menopausa. Então, a gente não tinha, né, medicamentos, a gente já tem agora estamos trabalhando para colocar outros medicamentos, estamos formando ambulatório de menopausa no nosso serviço do Craim. Estamos elaborando o protocolo de menopausa para poder ele realmente ficar sistematizado no nosso município e que para que os profissionais possam ser capacitados. faz parte da formação de um médico, né, de um profissional médico, esse cuidado, mas a gente sabe que muitos não se sentem seguros nisso. Essa construção foi possível graças à conexão feita por Maria Carolina Ponseca, que aproximou a organização Mulheres de Pazes do gabinete do vereador Aílton da Farmácia, permitindo que pudéssemos contribuir com a nossa experiência e nossa perspectiva social para a elaboração do projeto. Essa lei representa um avanço importante, porque o climatério não deve ser vivido em silêncio, cercado de dúvidas ou sem acolhimento. A conscientização amplia o acesso à informação, combate preconceitos e fortalece o direito das mulheres a um atendimento digno e humanizado.