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[Música] TV Câmara [Música] Campinas Boa tarde começa agora a 13ª reunião da comissão especial de estudos sobre a população em situação de rua na ocasião a comissão vai receber representantes de duas organizações não governamentais que vão falar sobre o trabalho que realizam nas ruas de Campinas e dignidade menstrual de mulheres em situação vulnerável Boa tarde a todos os presentes todos que nos assistem que vão nos assistir também bem-vindos à nossa 13ª reunião da comissão especial de estudos sobre a população em situação de rua hoje eu tenho a honra de receber a Camila Lima que é fundadora e Presidente do Instituto social flor o Robson techeira Gondim coordenador da ONG a esperança o Sérgio eu flazin Presidente do Instituto compaixão aquece eh temos aqui o João Ferreira de Almeida presente que é morador do centro a Nádia Cátia vice-presidente do Instituto social flor a Fernanda Mendes do SS Rua o Gilberto topin do Conselho Municipal de Campinas tem mais gente aqui tem a Leila que é assessora do relator Cecílio Santos que tá aqui o Isaac Santos psicólogo do centro pop um Leila Celestino falei a kem Xara arquiteta o Marcos Antônio Pires que é da associação de moradores do núcleo Residencial Parque ires agradeço os assessores presentes a Gisela Pupo e acho que eu falei todo mundo João Adriane a galera toda e o nosso querido Major Jaime sempre presente Parceiro aqui que eu vou dar a honra de começar a falar antes dos demais porque ele depois tem um compromisso mas antes do Major começar eu vou ler aqui eh cadê meu celular tá aqui o o que foi divulgado né no site da pro anúncio do da chamada da reunião né Eh receberemos o Robson Teixeira Gondim aqui ao meu lado coordenador da ONG a esperança e o Sérgio fasino presidente do compaixão aquece que irão discorrer sobre o trabalho das organizações e dos Desafios que enfrentam no auxílio à população desvalida também retomaremos um tema muito importante que já abordamos em outubro que é a dignidade menstrual de mulheres vulneráveis para falar sobre isso convidamos Camila Lima que é fundadora e Presidente do Instituto social flor e sobre o projeto a esperança ele acolhe e auxilia pessoas em vulnerabilidade com foco no desenvolvimento integral de moradores de rua e comunidades carentes construção e restauração de vínculos familiares com a preocupação de assegurar espaço socioeducativos inclusivos sustentveis e de proteção que contribuam para o desenvolvimento social de crianas adolescentes e famílias atua também na área de preservação ao uso prevenção ao uso de drogas o compaixão aquece surgiu em 2016 através de uma campanha para arrecadação de cobertores que em apenas uma semana conseguiu arrecadar 10000 peças para moradores em situação de rua e atualmente atua em casas de recuperação asilos hospitais e orfanatos entre os projetos que desenvolve todas as terças-feiras busca moradores em situação de rua no centro e os leva até a sede do programa onde podem tomar banho trocar de roupa se alimentar e conversar criado em 2020 pela fotógrafa Camila Lima o Instituto social flor surgiu a partir de um pedido de absorvente vindo de uma moradora de rua tendo como objetivo levar dignidade menstrual para mulheres vulneráveis em Campinas e região atendendo hoje em torno de 1000 mulheres por mês em cinco cidades distribuir kits de higiene contendo absorvente sabonete shampoo e condicionador escova CR dental desodorantes além de promover palestras educativas sobre higiene prevenção a doenças incentivo aos estudos e busca pela relocação no mercado de trabalho com apoio de professoras voluntárias também ministra cursos de serviços na área de beleza e culinária Então é isso eh então eu já passo ao meu colega Vereador Major Presidente bo Boa tarde Boa tarde a todos que estão presentes aqui no plenário também os nossos convidados de hoje né Camila Lima Robson Teixeira e Sérgio eu eu fasino né eu fasino tá Agradeço né pela presença de vocês tava até conversando aqui com o presidente Paulo Gaspar e de todas as demandas que estão acontecendo dos fatos também que graves que vem acontecendo na cidade né vou um relato a gente tem recebido muitas pessoas que TM comentado exatamente a insegurança na cidade ah fatos como ã que nós tivemos até muito próximo daqui um desmanche que foi encontrado né mais de 200 kg de material reciclado né que muito Possivelmente proveniente de ações delitivas né das pessoas que não são moradores de ruas eu sempre falo sobre isso pessoas que estão se beneficiando de uma rede de de assistência que existe na cidade de pessoas que necessitam que precisam da assistência mas infelizmente outras poucas mas que se beneficiam disso e nos horários né mais improváveis possíveis estão fazendo né atitudes né tendo atitudes delitivas aqui na cidade e isso tá trazendo um Pânico muito grande então eu não vou começar aqui falar de todos os bairros mas vou citar alguns eh Londres ã Proença Eulina chegando aqui também o vereador Cecílio deixa eu cumprimentá-lo tudo bom C eh Souzas região de Barão Geraldo a região central que a gente conversa com muitos moradores que moram nos edifícios né da região central eh tem um Pânico muito grande instalado E isso não é algo que a gente consiga esconder não é algo Nem que a gente consiga falar que ah não deve ser dessa forma eh Talvez seja para um outro debate mas Presidente eh infelizmente eu não não vou ter a oportunidade de ficar aqui presente mas vou acompanhar pelo YouTube Então quem não quem não lembra da TV Câmara a TV Câmara tem no YouTube e a gente sempre acompanha né então vou consegir acompanhar mas vou para uma reunião Cecílio na prefeitura você sabe que tem algumas reuniões que a gente consegue desmarcar e tem outras que não são possíveis a de hoje é uma que não é possível desmarcar e por isso Acabou conheo indo com o dia da nossa sessão aqui mas estamos sempre presentes né C cílio eu e o Cecílio sempre estamos aqui né Sempre atentos a tudo o que tá acontecendo mas eu fico feliz né pela fala de todos que estarão aqui tanto do do Sérgio do Robson da Camila né que vocês possam esclarecer trazer informações da importância do trabalho que vocês fazem e como isso pode contribuir não somente na vida dos moradores de rua mas também dos moradores de Campinas eu sou uma pessoa que insisto em falar falar sobre isso nós temos que apoiar temos que ajudar temos que dar assistência para morador de rua né pra pessoa que se encontra nessa situação mas nós não podemos perder e ficar indiferente ao morador de Campinas todos nós aqui acho que somos moradores eh e nós temos que Observar isso né o nosso trabalho tem que est adequado a toda essa Esse aspecto e tenho certeza que vocês já contribuem Já ajudam nesse sentido evitando mais mazelas né em mas Presidente já deixo a minha fala oo Já chegou faz essa representa de toda a bancada já e agradeço Então parabéns a todos vocês seja uma reunião muito produtiva Obrigado Major Mais Uma Vez pelo apoio pela presença e vou pedir mais uma vez Camila desculpa antes passar Vereador ceco que é o relator da comissão e LS poder efetuar o o relatório né Nós vamos ter uma se não aparecer nenhuma eh nenhum tema antes a eh Tá previsto para ter uma última reunião depois dessa talvez no centro pop a a vamos a definir ainda a data e o local né com com o pessoal para escutar o o pessoal na rua mesmo né na casa deles ali entre aspas né E se não surgir nenhuma outra ideia de Então mas mesmo assim a gente vai tá encerrando o tempo regulamentar Acho que é começo de Dezembro né da comissão Então a gente vai ter que fazer um ofício né Dr Dr Daniel para todos assinarem aí a maioria da comissão pelo menos pra gente garantir o prazo para não acontecer o a presepada que aconteceu na na comissão de arborização Urbana né onde fomos literalmente boicotados para não não entregar o relatório não conseguimos renovar o prazo da comissão Mas isso é coisa de política Deixa para lá eh Cecílio Santos com a palavra Obrigado Vereador eh cumprimento vossa excelência os demais aqui presentes Vereador Major Jaime eh sempre uma satisfação a gente tá reunido para discutir os problemas da nossa cidade de de modo par particular esse que eh a questão humana tá muito latente não é mas antes de terminar a minha saudação Presidente queria fazer uma questão de ordem que e o senhor fez aí a a menção da Necessidade que a comissão seja tenha o seu seu eh seu prazo prorrogado mas eu acho que seria interessante até para que fique registrado que o senhor coloque em votação nós estamos aqui os três tem maioria na comissão eu sou favorável creio que o major Jaime também é favorável à prorrogação já fica registrado Então já colocamos em já em votação sim ou não são sete a comissão mas não são do Então tem que colher assinaturas mesmo tá Tá certo ok bom bom só para concluir então Presidente minha saudação Quero desejar uma excelente tarde uma boa reunião para para nós eu tenho dito que as entidades eh cofinanciadas pela prefeitura fazer um trabalho de excelência n claro que a gente sempre tem joio no meio do Trigo não é mas a grande maioria das entidades cofinanciadas pelo Município presta um excelente serviço não é diferente na área da Assistência Social e eu creio que as entidades aqui presentes farão a sua explanação do trabalho que vem desenvolvendo nesta área e é muito importante pra gente essa escuta acrescentar isso no relatório é fundamental então Desejo a todos um bom trabalho e agradeço a oportunidade de estar compondo também essa comissão eh que é muito importante pro nosso município para nossa cidade Obrigado Presidente Obrigado Vereador então com palavra Camila boa tarde a todos aproveito para agradecer o vereador Gaspar pelo convite e pela sensibilidade também de trazer um assunto tão eh polêmico né para baixo me ouvindo tá eh um assunto polêmico mas que de suma importância né Principalmente pra dignidade eh feminina ã eu como já foi dito e meu nome é Camila Lima eu sou fundadora e Presidente do Instituto flor o Instituto flor nasceu em 2020 e a partir desse momento né a partir da fundação nós temos a o propósito de levar a dignidade menstrual paraas mulheres da região de Campinas apesar de ter nascido aqui em Campinas o o Instituto eh a gente acabou abrangendo para outras cidades que é o que contempla aí quase 1000 kits de higiene de entrega por mês eh o Instituto trabalha com doações né então nós arrecadamos todos esses itens eh hoje a gente não trabalha com verba pública a gente tem algumas burocracias né para para cumprir e ter acesso ter o apoio do poder público mas de qualquer forma a gente a gente acredita que tem que trabalhar em conjunto né tem que discutir políticas públicas para levar a maior dignidade a essas mulheres eh quando o Instituto nasceu eu imaginei que a gente fosse cuidar de grande maioria de mulheres que estivessem nas ruas de Fato né e para minha surpresa Não não foi o que aconteceu hoje a gente pode dizer Ainda graças a Deus né a gente fala em 1000 kits entregues não são 1000 kits entregues nas ruas não é uma população na sua totalidade que está na Rua São mulheres que moram em comunidade tem endereço fixo mas que passam por essa vulnerabilidade Então são eventualmente mãe de família que tem o seu trabalho mas que dedicam essa essa renda para consumo de alimentos e vestimenta dos filhos e acaba deixando essa parte da higiene pessoal de lado né Fora as meninas que acabam não tendo acesso a produtos de higiene e faltam a escola pelo por esse motivo então entram aí em defasagem escolar né de de conhecimento em uma semana de falta na escola evasão eh escolar devido à pobreza menstrual Então esse eu acho que é um tema bem importante debater Porque a partir do momento que a gente tá tirando o direito de mulheres de frequentar escolas ou qualquer outro tipo de atividade pelo simples simples fato de menstruar eh eu acho que é algo para para para se chamar atenção né e sim discutir em ambiente público ã essa semana mesmo a gente teve a grata notícia que as meninas de escolas municipais vão começar a receber absorventes dentro do dentro do âmbito escolar isso já ajuda muito porque a gente impede que pelo menos essa essa população né Eh não tenha aí direitos eh ceifados pela falta do absorvente e a gente espera que seja efetivo né Eh o que que a gente encontra eventualmente Quando é quando existe essa distribuição do absorvente eh existe todo mundo sabe né que a menstruação ainda é um tabu infelizmente é um tabu apesar de ser um ciclo aí biológico eh Porém quando esses absorventes eles são eh disponibilizados em escolas onde a aluna ela precisa se dirigir até um diretor provavelmente homem para solicitar esse absorvente é uma situação que elas evitam né E até por cultura porque ela precisa ali se expor aquele diretor e fala Olha eu estou menstruada eu preciso de um absorvente tá eh quando a gente fala na falta de um absorvente a gente pensa eh Um item tão básico né como o papel higiênico que quando a gente precisa do papel higiênico graças a Deus a gente tem uma condição pede ou tá ali acessível ou precisa pedir para alguém mas está ali então o absorvente ele funciona da mesma forma é a dignidade garantida Então a partir do momento que a pessoa ela precisa se expor ao ponto de pedir para alguém suprir aquele aquela necessidade a gente já precisa repensar essa essa forma de distribuição do do item mas é um um grande ganho a gente quando quando vê alguma notícia dessa né Da liberação da distribuição a gente fica muito feliz eh eh então a gente espera que que esse debate ele venha a trazer à luz essa esse assunto Quais são os melhores modos qu Quais são os melhores meios de distribuição desses absorventes né existem aí Alguma algumas discussões que que são que são levadas né para para para trazer isso pra efetividade não adianta eh criar políticas para que não seja efetivo vai entrega então a gente acredita que por exemplo assim como medicamentos e preservativos são são distribuídos paraa população que necessita IMP postinhos De repente pode ser uma uma opção também pro absorvente onde a pessoa sabe que mensalmente ela tem direito de buscar aquele absorvente sem se expor né e sem pedir quando ela quando ela tá ali precisando então eu acredito que isso não só a liberação mas o estudo do da melhor forma de entrega ela é muito importante né pra gente não expor essa população também eh voltando para pra atuação do Instituto O Nosso propósito além de trazer essa parte da dignidade menstrual Nós acreditamos que capacitar as mulheres para gerar renda também é um meio de trazer a dignidade para elas h a entrega dos kits de higiene ela precisa ser algo emergencial na vida dessas mulheres a gente não pode manter as mulheres eh através desses kits né n compondo as cestas básicas porque na cesta básica não tem os produtos de higiene porém a partir do momento que a gente cria condições para essa mulher gerar uma renda e e ter a opção de de fazer a sua compra de escolher qual que é a melhor forma dela conter o fluxo Porque hoje a gente tem vários métodos né de contenção de fluxo eu acredito que que é viável e é um dos propósitos também do Instituto flor de gerar de min estar esses cursos para as mulheres conseguirem gerarem renda dentro da sua possibilidade Então se é gerar renda dentro da sua comunidade sem sair de lá a gente produz a gente ministra aí cursos na área de beleza né e pras meninas mais jovens que pensam em em ter de repente uma oportunidade de emprego fora da comunidade da gente ter também a possibilidade de levar essas mulheres para fora da comunidade para trabalhar né então de ter esse esse apoio do do do poder público para poder gerar esse serviço acolher essas mulheres da melhor forma e entender que cada uma tem o seu perfil ali também para para que a gente possa atuar da melhor forma direcionada pro perfil dela tá hoje tenho dois colegas aqui na mesa o Serginho e o o Robson que são parceiros também que a gente atua junto quando a gente consegue a gente faz a distribuição dos kits para eles também e e trocas porque são pessoas que estão na rua de fato na Linha de Frente cuidando dessas mulheres que como eu falei são poucas não são tantas não são mil mas são mulheres de ruas que precisam de acolhimento não só de do acolhimento como o Serginho consegue prover né que é o banho o a troca de roupa um um momento ali para para dormir com dignidade mas de ter esse produto também para eventualmente conseguir lavar uma mão lavar o cabelo quando ela não tá ali ã dentro do espaço do Serginho então Eh é muito boa essa essa união né são forças que estão na linha de frente que se unem para pro bem pro bem da população que é o que a gente tá fazendo aqui hoje né Vereador Obrigada excelente Camila Obrigado eh incrível né o trabalho que você e os demais aqui que vão falar fazem e de suma importância eh eu não não anunciei você chegou depois po como é que você chama Sônia é do Instituto flor também né O legal o seu nome mesmo o Rafael sobrenome caviola eh chegou um senhor ali também se quiser vir pra frente as duas eu sei que não vem mas pode vir aqui que tem lugar tá E e depois a gente vai abrir para para perguntas no final tá bom então já passo pro Sérgio tem a palavra você tem que apertar para ficar vermelho aí para você falar Tá legal acho que já tava boa tarde Eh quero agradecer a oportunidade agradecer presidente Paulo vereador Paulo Gaspar agradecer também a presença dos meus amigos aqui Camila que são parceiros né o próprio Robson que o Robson eu sempre falo que ele é a escola de todos nós né a gente sempre aprende com ele tá aqui do meu lado e É uma honra para mim est aqui falando um pouco do trabalho do que acontece as nossas dificuldades eh os desafios que a gente tem enfrentado aí durante eh eh a existência do projeto nós estamos já o compaixão aqué ele tem 8 anos eh de existência eh nós temos uma sede localizada ali na Sales de Oliveira Rua Sales de Oliveira meia 53 fica próximo ali ao Teatro Castro Mendes ali na Vila Industrial estamos Ali há 4 anos eh e logo pós pandemia iniciamos um trabalho ali de acolhimento ao pessoal que vive em situação de rua eh toda terça-feira nós recebemos eles eh a gente serve um café da manhã 653 e toda terça-feira nós recebemos né os nossos amigos que vivem em situação de rua e servimos o café da manhã ali a gente faz uma triagem eu pego os dados deles né documentos tudo certinho ali e aqueles que não possuem documento não sabem o número Normalmente eles descem até o centro pop pegam a numeração eh a gente tem um banco de dados de todos e ali a gente distribui as senhas de atendimento por que a gente distribui essas senhas porque nós vivemos lá de de doações né Eh o compaixão aqu ele não está ligado nenhum órgão governamental nenhuma instituição religiosa não possuímos nenhhum tipo de verba da Prefeitura e nem de o eh de de outra instituição é uma é uma ONG que é mantida através de doações de amigos voluntários né algumas eh festividades que a gente levanta esses recursos então por viver de doações eh nós somos limitados muitas das vezes a atender a demanda que é grande né no atendimento por exemplo eh roupa íntima pros moradores situação de rua né Eh tem essa dificuldade de receber doação então a gente entrega essa senha como sequência para que essas pessoas possam receber ali eh o seu kit durante o atendimento depois às 5 horas Eles saem dali a gente serve o café da manhã hoje esse café da manhã ele tá sendo servido lá na praça Castro Mendes por quê Porque a gente recebeu muitas reclamações estamos tendo perseguições né referente ao trabalho eh como o major comentou que nós temos que pensar na população de rua mas também pensar nos nos vizinhos eu entendo né que nós precisamos pensar nas pessoas o nosso espaço é um espaço pequeno limitado né Eh mas o que não pode a gente generalizar eh as pessoas né colocar um rótulo de moradores de rua como se fossem eh ladrão marginais né a gente sabe que no meio de todas as áreas que nós vivemos tem tem né um tipo de de pessoa eh que não não condiz ali com com aquela população então eu não posso rotular E é isso que tem acontecido nós eh a população ali que EMTA a nossa sede eh fizeram né eu tô aproveitando já para falar o que tá acontecendo no nosso dia a dia ali estão fazendo baix assinado estão entrando com intimação na prefitura diversas coisas para eh travar o nosso trabalho lá né então hoje a gente serve esse café da manhã lá na praça porque é um espaço maior e dali Ele toma o café da manhã dele e ele vai pro centro pop pegar o seu o vale lá para depois ir lá pro pro Bom Prato almoçar quando dá 5 horas da tarde eles voltam lá pro pra praça a gente pega eles desce lá pro projeto E lá eles entram a gente coloca um filme e a ideia ali é a gente bater um papo com ele saber as lutas dificuldades necessidades e sempre com o propósito de ajudá-lo né Eh oferecendo uma ajuda mais efetiva do que ali um prato de comida do que um banho realmente é uma oportunidade para aqueles que querem sair dessa situação e e a gente tem o banho corte de cabelo temos muitos relatos de pessoas que estavam H dias sem tomar banho a meses sem tomar banho e chega lá né e e assim toma um banho troca de roupa tem um prato de comida um café da tarde um um momento de atenção ali onde a gente bate um papo e ali a muitos falam a prefeitura já oferece esse trabalho né tem centro pop tem tem a eh outros lugares né mas cada um tem a sua particularidade Quanto mais trabalho acredito que melhor né porque são muitos as pessoas que vivem em situação de rua e lá a gente não oferece um serviço lá nós acolhemos como família né é diferente quando Eu ofereço um serviço ali tem pessoas acredito que o Robs passa a mesma coisa que entra em contato com a gente já entrou em contato com a gente de madrugada a gente tem que ir atrás para poder pegar essa pessoa levar para uma casa de recuperação então é muito além do serviço que que é oferecido ali e E ali a gente tem essa essa dificuldade né do espaço que é um espaço aonde é eh é alugado com com dinheiro com com com doações né a gente não tem essa parceria com a com a prefeitura Então a gente tem enfrentado essas lutas essas dificuldades eh hoje no dia a dia aí do do atendimento né estive recentemente no CONSEG uma reunião do CONSEG aonde foi levantado algumas dúvidas né da população ali então a gente né se adequou essa questão da da de servir lá na praça melhorou bastante porque ainda O pessoal ainda reclama mas eh é complicado porque toda sexta-feira Lá também tem um atendimento do consultório na Rua da mesma forma e ninguém reclama né E daí Porque a gente que tá realizando ali o trabalho é a mesma coisa Só sirvo o café e libera o pessoal pessoal ainda continua reclamando então a gente esse é o grande desafio que a gente tem encontrado aí e e principalmente para regularizar para conseguir verba pública porque você tem que se adequar a várias situações é muito burocrático então eh a gente hoje eh até iniciou algo mas devido à as particularidades que que que demanda aí para para se enquadrar nós não conseguimos né avançar com isso então Isso dificulta eh mas eu acredito também que é um é importante a gente trabalhar em conjunto né com política pública e importante esse trabalho do do Paulo reunir os projetos para que a gente juntos possa encontrar mais saídas né mais eh oportunidades aí para melhorar o atendimento de cada dia e uma coisa que eu sempre falo a gente não sabe o dia de amanhã a rua estar na rua em situação de rua é uma linha muito fina do da nossa vida e muitas das vezes a gente eh coloca como algo tão distante né o morador de rua eu vejo ele lá eh ele eu eu coloco ele distante da minha realidade mas não é se você soubesse que é uma realidade tão próxima porque todos nós estamos sujeitos a a viradas na vida pode acontecer de tudo não é só bebida não é só droga que leva o cara pra rua eh desemprego eh eh divórcio são várias situações várias coisas que pode levar uma pessoa pra rua né pode ser um filho seu pode ser um parente então a gente antes de julgar de falar alguma coisa de querer tirar um projeto que está ali atendendo ajudando nós temos que trazer pra nossa realidade e e procurar fazer a pergunta se fosse eu no lugar né Obrigado Parabéns Sérgio Então já passo pro Robson Depois o pessoal já vai aqui que vai querer fazer pergunta já vai pensando aí a gente vai abrir para vocês boa tarde a todos eh grande satisfação tá aqui de novo né Acho que essas comissões a comissão que foi montada que foi realizada para estudar tudo que tá acontecendo sobre política pública paraas pessoas em situação de rua tem tem transformado e mudado muito a nossa realidade de pensamento eh eu me chamo Robson Sou coordenador do projeto a esperança projeto Esperança já existe há 32 anos a gente começou o projeto com a as nossas visitas nas madrugadas cuidando de pessoas em situação de rua e logo em seguida a gente começou alguns trabalhos dentro de comunidade carente e a gente tá localizado hoje dentro do parque Uziel a gente atende ali eh 150 crianças eh no contraturno escolar e serviço de de fortalecimento de vínculo também trabalhamos ali com famílias no no Campo Belo temos também ali as famílias são atendidas eh na saúde alimentar com cestas básicas a legumes frutas a gente tem também ali dentro do parque Oziel uma uma escola que a gente montou de cursos profissionalizantes ess cursos profissionalizantes são são ofertados tanto para as pessoas da comunidade como pessoas em situação de rua na verdade quando o curso profissionalizante ele se iniciou ele iniciou ele com a possibilidade de trabalhar as pessoas em situação de rua tanto que foi matéria de Fantástico foi matéria de Jornal Nacional esses a gente ou Marcenaria moderna pros moradores de rua e eles começaram a construir casinha de boneca e a gente fizemos uma exposição aqui no museu da cidade e pegou uma proporção tão grande que quando a gente viu Tava em rede nacional o trabalho que foi que foi feito pelas pessoas em situação de rua a gente também tem um projeto aqui no centro de Campinas é uma base que a gente atende as pessoas em situação de rua lá a gente dá o café da manhã a gente dá o almoço a gente dá o jantar e a gente tem lá eh um Albergue né um Albergue que funciona eh no tempo do frio ele funciona três meses seguido e depois ele é intercalado três vezes por semana no alberg hoje a gente tá atendendo lá dormindo no nosso espaço 70 pessoas Então só 70 moradores de rua que eles vão para lá às 20 horas Eles saem da Casa da Cidadania noes que eles se alimentam e como nosso a nossa base está muito próxima na Casa da Cidadania né Eles saem ali da Casa da Cidadania e eles vão direto lá e ali Eles dormem ali com a gente eh a gente tem dentro da nossa base lá a gente tem um trabalho que a gente corta o cabelo deles também temos lá dentro lá um espaço no onde que a gente deixou para eles ter acesso a internet então hoje lá tem 10 computadores e eles têm acesso à internet e o que é legal do acesso à internet é que assim através de um clique um cliquez inho Eles encontram a família então eles entram na internet às vezes tá muito tempo sem falar com a família então busca pelo sobrenome busca pelo nome de um parente e quando vê ele já tem acesso ali à família e no dia seguinte Às vezes a família já tá lá buscando eles porque conseguiu encontrar através da internet ali então eles entram ali eles conseguem tomar o Ban né eles TM o banho lá acesso à internet e a gente montou uma lavanderia para eles porque a gente no decorrer dos anos a gente foi incentivando eles a lavar a roupa né lavar o a própria vestuário dele porque é muito difícil roupa para homem muito difícil às vezes que nem o próprio Serginho falou a roupa íntima então a gente foi conduzindo eles a se aprimorar a cuidar dos seus próprios bens Então hoje eles vão para lá a gente tem um espaço de lavanderia Depois tem um espaço onde que eles colocam para secar então tem máquina tem tudo lá para eles os tanquinhos as máquinas então eles usam esse Espaço M das vezes eles vão lá de manhã tomam o café de manhã aí a gente tem um espaço lá de TV onde que a gente tem a Netflix ali eles conseguem assistir um filme eles conseguem então ou eles vão ali lavar suas roupas a gente a gente tem a gente tá na casa da Cidadania né o nosso projeto tá na casa da Cidadania aproximadamente ali perto do de uns 18 a 20 anos que a gente tá ali na casa da Cidadania desde que a Casa da Cidadania era pequena então todo sábado a gente que que toma conta ali da Casa da Cidadania o nosso projeto e durante a semana eles são atendido nesse projeto que é ao lado da Cidadania esse projeto foi criado nosso projeto foi criado porque a Casa da Cidadania ela atende após as 14 horas né então após as 14 horas eles podem ir para lá eles lá eles têm a convivência deles lá dentro né e eles ficam lá até às 20 horas só que antes das 14 horas eles têm o centro pop e o bom prato então a gente criou esse espaço também para ser um espaço de acolhimento para ajudar no atendimento dessas pessoas a gente entende que a população de rua foi crescendo no decorrer do ano muito com muita pressa Então a gente tem números aí que eu penso que são números pequenos né de 900 moradores de rua perto ali de 1000 moradores de rua pelo pelo Censo campineiro Mas eu acredito que tem muito mais e eu vou até ser sincero para você eu prefiro nem saber quanto tem porque se a gente chegar numa realidade que a gente não vai conseguir tomar conta disso a gente vai se assustar e é perigoso muito a gente desistir de tentar fazer alguma coisa então a gente como projeto social e aqui eu eu fico triste com o que tá acontecendo com o Sérgio Porque eu conheço o Sérgio de muitos anos conheço o projeto dele sei da seriedade do projeto dele e quando a gente entende que as pessoas que estão ao redor que não compreende nada do que tá acontecendo não sabe o que que é um projeto social às vezes julga a gente gente deixa eu já fui preso por conta de morador de rua eu já fui preso já fui parar na delegacia por conta de morador de rua você entendeu porque eh Às vezes a gente vai defender eles e a gente sabe o que que a gente tá fazendo a gente não quer Contrariar a lei se o cara tá no erro se o cara tá fazendo aquilo que é errado então Você prende você não bate a lei ela não manda bater a lei manda prender e muitas das vezes a gente vai lá para defender sim o morador de rua que tá apando eu acho que uma injustiça isso muitas vezes a gente vai lá para defender o morador de rua do catreco como a gente fala na rua a gente pula na bala porque a gente não acha Correto isso existe maneiras e maneiras de se tratar o problema mas às vezes esse problema é só tratado com agressividade Eu Sou tratado com agressividade E nós como projeto social somos o escudo desses cara E aí eu não tô te falando só nós eu tô te falando também o poder Público centro pop eu fui numa reunião de 10 anos do centro pop semana retrasada 15 dias atrás Cara eu fiquei extremamente feliz porque os moradores de rua gritavam o nome do Cent PP lá dentro é muito difícil alguém defender um usuário defender um serviço público e você via que eles defendiam o serviço público por quê Porque os funcionários que tá ali dentro eles dão a vida pelo pelo por esses cara também tá ali ó uma pessoa que eu admiro demais da conta Marlene história da mar com morador de rua é uma coisa fantástica defende de unhas e assim ó e às vezes a gente tá na mesma situação só que a população que tá do lado ela não consegue enxergar isso a gente gente tem luta de Sei lá talvez 20 anos aí 15 anos não sei para tirar para abolia a Casa da Cidadania Eu lembro quando o centro pop chegou na Rua das Noivas né Marlene a gente a gente não sabia o que fazer porque todo dia alguém fazia uma abaixo assinado todo dia alguém queria tirar de lá porque e vai colocar na onde vai fazer o quê Ah tira coloca numa fazenda longe aí quando seu filho tiver nas drogas você coloca então que nem o Serginho falou ninguém conhece a vida do morador de rua ninguém sabe o que que ele passa e aí a gente não tem política pública junto que trabalha que se conversa a secretarias não se falam a secretaria da saúde não fala com a educação educação não fala com a Secretaria de Assistência Social Assistência Social não fala com a educação de renda e trabalho e aí você quer tirar o cara da rua como no laço não tem habitação não tem emprego não tem geração de renda você quer tirar o cara do quê no lç você acha que o cara é o quê boi puxa ele coloca um laço nele e joga ele para qualquer lado o cara não tem um banheiro para usar no centro e a gente já fizemos 200.000 reuniões Já falamos com Deus e todo mundo e o negócio vai virar um ano e mais um ano e mais um ano e os caras tem que desculpa da palavra defecar de frente das lojas Mas por que que tem que def porque ninguém faz nada aí a culpa é de quem do morador de rua é lógico o cara é a última bolacha do pacote você vai botar culpa nele não tem água para beber só tem um maleiro na cidade gente assim ó a galera precisa entender a a galera da rua ela é meio que dividida você entendeu tem a galera que fica na casa de cidadania tem a galera que fica na rodoviária tem a galera que fica na 13 às vezes os caras não se batem então o cara não vai sair lá da 13 e vai guardar a roupa dele lá no marelo na Casa da Cidadania porque vai arrumar treta E aí só deu um aliro na cidade como que faz aí você passa no terminal central tem aquele monte de morador de rua lá todo mundo sabe por que eles estão ali todo mundo sabe não os cara não é usar de droga os cara é doente então vamos vamos vamos vamos colocar a questão assim em Pauta dependência química é uma doença lenta progressiva e incurável ela não é coisa de bandido ela não é coisa Demoníaca ela é uma doença e se ela é uma doença ela tem que ter saúde pública para tratar se não tem saúde pública para tratar eles vão ficar Jogado na Rua cara porque eles são doentes eles usam para viver e vivem para usar eu trabalhei durante 9 anos na cel colônia de São Paulo lá você chegava lá tinha agentes de saúde dentro da boca do lixo o dia inteiro eles diz você via os mesmos agentes de saúde todos os dias lá tinha dia que ele convencia tinha dia que ele conversava Tinha dia que ele convencia tinha um dia que ele conversava aqui não aqui se deu a ideia de colocar gente de saúde porque coitado do do do consultório de rua ele não dá conta não tem condição de dar conta aí a saúde vem aqui vem para debater aqui e parece que não tá acontecendo nada você vai falar com eles lá na secretaria eles colocam vocês para esperar Du horas 3 horas lá fecha a porta cara e pronto então assim a dependência química é uma questão de saúde saúde pública precisa ser tratada a gente tem a coordenadoria de drogas lá escondida dentro de um saguão na prefeitura que ninguém sabe de nada Alguém sabe aqui me dizer aqui na onde fica a coordenadoria de drogas vocês que estão ninguém sabe um pai de família que tá lá dentro do Campo Belo com filho às vezes amarrado na corrente porque ele não ele não não quer que o filho vai sair para usar droga para roubar não sabe nem que existe a Coordenadoria Coordenadoria Municipal de drogas por quê Porque não aparece não fala não abre a boca por quê Porque não quer ter gasto morador de rua bate no nosso espaço pastor você sabe onde que tem uma uma clínica para me internar sbe pergunta para nós porque ele não tem informação se ele não tem informação ele vai viver no uso ele vai viver na doença se eu não tenho informação de como eu ser curado como que eu vou procurar cura e assim cara eles a droga não é fácil de ser curada você acha que o cara não quer sair o cara não quer largar do sofrimento que ele tá ló que ele quer largar S que ele quer ficar sofrendo se martirizando batendo a cabeça na parede a ponto de morrer não quer irmão ele quer se curar ele quer se tratar Mas cadê as oportunidad a oportunidade chega até ele não o que chega até ele é desprezo polícia chega essa semana eu tive com com com amigo nosso em comum e ele me perguntando Robs eu tava passando na rua e de repente eu vi um guarda com um pedaço de madeira um quat Quina o morador de rua tava sentado na calçada sem fazer nada ele lascou o pedaço de madeira no no no no morador de rua catat treco chega judia já tive reunião aqui Já chamei o presidente catreco judia tira tudo que os cara tem o cara acabou de tirar documento no dia seguinte já não tem mais documento aí a culpa é do cara ele é usuar de droga perde tudo tudo é culpa deles nada é culpa da sociedade nada é culpa do governo nada tudo é culpa de quem não pode falar tudo é culpa de quem não pode se defender a gente só sabe apontar o dedo a gente som uma uma sociedade extremamente doente e queremos mostrar a doença de um cara e não queremos olhar para noss a gente precisa negociar com catco nosso desafio é negociar com catco nosso desafio é negociar com a polícia militar nosso desafio é colocar banheiros químicos é Desafios que é para agora a gente não pode deixar passar o ano não pode deixar as coisas mudarem e começarem um ano de novo e quando o ano começar já vou terminar aqui quando o ano começar a gente já não vai ter mais As Nossas ações aqui né acaba a sessão não acaba E aí quem como que vai ser a fala quem vai falar por eles porque enquanto a gente tá vindo aqui ainda a gente tá abordando o tema e a partir do ano que vem como que vai ser abordado o tema quem que vai abordar quem que vai lembrar deles aí vai se passar anos e anos e anos e anos a gente com a mesma problemática culpa deles culpa deles culpa deles culpa deles tudo a eles eles são problemáticos eles dão um monte de trabalho fazem tudo isso sim mas eles são doentes e precisa de tratamento o comportamento que ele tem derivado ao uso de drogas você tira drogas de de um morador de rua ele é um cidadão comum Que Nem nós então de verdade a minha revolta sempre vai ser com a secretaria de saúde para mim ela é muito falha extremamente falha no tratamento e no Cuidado dos moradores de rua ela precisava está muito mais próxima dele porque tudo se demanda para pasta da assistência quando se fala em morador de rua tudo se demanda para passar da assistência mas cada um tem suas responsabilidades e a secretaria de saúde tem responsabilidade Sim e ela precisa se levantar sim para ajudar as pessoas em situação de rua obrigado gente muito bom Robson eh só para esclarecer em relação ao término da comissão e mesmo que ela termine agora em dezembro eh nós podemos retomar esse tema qualquer momento no ano que vem né seja através de reuniões esporádicas sempre que tiver necessidade ó semana que vem precisamos fazer uma reunião para falar disso a gente marca e faz aqui né Qualquer Vereador tem essa prerrogativa E se for o caso de de trazer comissão novamente e formar uma nova comissão aí de forma não tem problema nenhum né existe várias frentes parlamentares na casa também que direta ou indiretamente estão ligadas ao tema então pode ser incorporadas também então tem n maneiras a câmara municipal tá sempre de portas abertas pra gente debater esse tema e à disposição de todos aí eh muitas mãos levantadas ou não pera aí vamos lá a luí tá com microfone aí depois eu quero me inscrever também tá tá o eu vou passar você quer falar primeiro cílio Vamos ouvir tá o o nome difícil top Nel depois do Top Nel quem mais que tem só pra gente ter uma noção eh como é que é o nome do senhor Marcos aeme Quem mais quer falar por enquanto três tá e o Cecílio Ok então S Robson eu boa tarde para você queria agradecer aí o Paulo Gaspar dessa audiência eh logicamente olhando os moradores de rua e as entidades que estão aqui representando os moradores de rua eu quero dizer que uns anos atrás nós tivemos seis seis audiência pública aqui na Câmara Municipal eu tenho uma fita em casa com Lu Carlos ossini que ele nós debatemos sobre moradores de rua e eu logicamente eu dei uma sugestão para que a Prefeitura Municipal de Campinas pudesse ajudar os moradores de rua dando serviço para aqueles moradores que ficam na rua que tem suas que tem profissão que é mecânico eletricista entendeu para que possa Porque nas regionais nas regionais da prefeitura às vezes falta funcionário falta eletricista falta mecânico entendeu tudo que precisa ali então a prefeitura deveria ajudar na questão de de dar uma oportunidade pros moradores de rua e aqueles que não tem profissão Podia colocar para fazer limpeza na rua na na cidade né limpando os bairros com mato tudo mais entendeu E a gente pediu também como vocês estão o Robs tá falando que a polícia tá batendo em negro então não adiantou nada a polícia militar vir aqui porque aqui teve Polícia Militar teve o pessoal da guarda municipal principalmente a guarda municipal entendeu para que eles tomasse uma uma cuidado e respeitar os moradores de rua entendeu na cidade porque na verdade os moradores estavam se queixando porque às vezes você colocava um colchão ali e às vezes o morador esquecia o colchão lá e o guarda municipal pegava e levava embora entendeu Inclusive eu tenho um morador que mora na no que mora não é que mora ele ficou lá seis ou faz 8it meses que lá no porto final do Garcia ele chama José Valdo Ribeiro ele Souza el tem ontem ele completou 42 anos de idade eu falei para ele V aqui mas ele falou que ele tinha que roçar um quintal lá pra pessoa pagar ele que tá sem dinheiro e ali a gente tem um campo de malha tem um um cão tem um quartinho lá que o pessoal joga baralho e tem um banheiro pro motorista cobrador a pro motorista que cobrador não tem mais né então o que acontece lá no ponto final do carestia eu briguei com os com os idosos para deixar ele dormir no quartinho lá Apesar que ele tinha a mulher dele mas a mulher dele tantos ser viciada que ela ficou internada no caves ali no Jardim Londres e descobriu a família a família veio buscar então ele tá sozinho entendeu ele tá sozinho e nós deixamos ele dormindo lá ele tá dormindo tomando conta que andaram roubando o baralho dos idosos então ele tá tomando conta lá entendeu E o banheiro ele tá limpando o banheiro lá eu tô para ir na altercamp conversar com o pessoal para ver se eles ajudam a fazer um pagamento para ele todo mês porque ele tá ajudando os motoristas a usar o banheiro com o Banheiro limpo entendeu E no tô conseguir eu vou ver se eu consigo levar ele na altercamp e conversar com o presidente lá o Valdeci Então o que acontece eu tô vindo aqui né que o senhor falou seu obes que o povo é ignorante não é que o povo é ignorante eles querem eles querem olharam o embigo dele porque eu vim aqui sabe que falaram para mim ué mas você não é morador de rua mas amanhã eu posso ser eu conheço muito negro aí que já foi conheço muito gente que teve seu o palácio Hoje ele tá na tá na pior a gente não sabe o dia de amanhã a gente sabe o dia de hoje você tá entendendo então a sociedade ele só olha ele ele que se dane que ele tá na pior ele não quer saber entendeu então é por aí então a gente não pode ver não porque o cara vai virar a cara comigo que vira a gente tem que falar a verdade da sociedade então eu não sei o que tá acontecendo que a prefeitura até agora não estou Providência seu Paulo ou Gaspar até agora não tomou Providência eu precisa ver isso aí o banheiro lá também era para fazer lá no Bom fizeram na 3 de Maio não sei como é que tá ia fazer um quarto ia fazer um um prédio pros moradores al comer lá porque a a nossa amiga Adriana que é a Presidente da da CC eu ia trazer ela aqui mas ela tá de férias foi viajar entendeu ela tava reclamando que os moradores de rua tava faz necessidade em frente às lojas e os Comerciantes estava bravo entendeu Até agora eu não sei se não se fizeram não fizer nada eu acho então então sobre é isso que eu queria saber tá sobre os empregos trabalho que você citou no começo eh existe já o serviço da Prefeitura o sepat o mão amiga que absorve parte dessa dessa mão deobra o que você tiver no dia de aí de de de coisas específicas ó Fulano procurou tal não tá encontrando pode procurar a gente seja eu Cecílio qualquer Vereador a gente faz a ponte direto com a prefeitura Teoricamente o canal existe tá o projeto Mão Amiga capacita e e oferece oportunidade para quem precisa trabalhar e tem o cpat que tem milhares de empregos à disposição qualquer dificuldade aí que qualquer cidadão tiver encaminha para qualquer Vereador aqui a gente toma a frente cobra da da secretaria e encaminha beleza Marcos obrigado boa tarde senhor presidente senhoras e senhores da mesa senhoras e senhores pres presentes esse assunto do moradores de rua realmente é polêmico né Eh eu tenho andado pela nossa cidade um pouquinho aqui um pouquinho ali observando a situação desses moradores eu parabenizo profundamente eu não a gente todas as ones todas as pessoas que trabalham Eh desculpa a palavra puxando esses moradores de rua pro bem-estar Isso é louvável isso é muito bom senhor presidente não tem nada contra nada nada nada eu se eu pudesse ajudar mais eu ia ajudar mas senhor presidente a culpa é minha a culpa é do município do governo do estado do Governo Federal a culpa é de todos nós mas o que fazer eu vejo o caminhão catreco tirando eh aquele material dos moradores de rua o modo que eles tiram eu Gostaria dizer pros senhores que não sou tão contra mas o modo que eles tiram o do catador de rua não há essa necessidade a guarda municipal eu vou falar uma coisa pros senhores e não tenho medo de falar não para mim já não é mais guarda municipal do nosso município a guarda municipal que foi formada lá atrás que a gente participou lutou também o delegado our era para ser uma guarda humana não uma guarda bruta eu vi uma situação naquele dia que nós estávamos lá no negócio do SUS uma senhora moradora deua em frente Igreja Católica fic ali sent alç mais ou menos de 1,5 M na mão para dar na cabeça do outro morador de rua e o policial militar que tava atrás de nós Pinel aqueles três policial que estavam ali passou o radinho e passou o rádio pra guarda municipal a guarda municipal foi lá e tirou o caro da mão da moradora A moradora ficou meia bravinha vinha com ele mas ele tirou levou embora quer dizer senhor presidente a polícia militar tava ali ó não poderia ir lá conversar com a moradora de rua antes que acontecesse o fato precisou chamar a guarda municipal quo que eu tô entendendo aí por esse tempo aí senhoras e senhores a guarda municipal é empregada da Polícia Militar não é funcionária da da da da Prefeitura Municipal para cuidar dos prédios da da do município então é preciso realmente continuar trabalhando continuar investindo continuar procurando o melhor porque a nossa cidade eu vou dizer senhoras e senhores a cidade da minha mãe da senora irme aranha Pires da família Aranha aqui em Campinas já não existe mais a nossa cidade tá muito ruim muito ruim os senhores Têm razão eles não t lugar para fazer as suas necessidades não tem já poderiam ter resolvido isso aí parece que teve um promotor público aí que que autorizou a prefeitura pediu pra prefeitura colocar os banheiros não tô vendo nada e é muito triste essa situação real não sabe nem dizer isso dos moradores de rua Puxa vida é preciso senhor presidente chamar o Senhor Prefeito e falar para ele ó vamos dar um basta aí vamos vamos botar Vamos botar as coisas em ordem porque não dá mais nem para andar na cidade obrigado muito obrigado pela oportunidade Parabéns a todos eh a gente tem que dar tempo para todo mundo eu só é uma coisa que eu esqueci a gente pediu também para que fiscalizar o pessoal aos moradores que vem de outra cidade porque na verdade estão distribuindo os moradores estão sendo vindo da cidade e recebendo o pessoal aqui na no Largo do Rosária de madrugada e nós já pedimos fiscalização com a guarda municipal ou a polícia militar para ver quem é que tá trazendo aqui por isso que a cidade tá crescendo com os moradores de rua sim sim agora não sei até agora não vi nada então é isso que a gente tá que a gente precisa fazer por isso que tá tendo muito morador de rua em Campinas sobre isso que você tá falando sobre o que o Marcos falou né diz respeito às Forças de segurança todos esses problemas estão todos nós estamos cientes e eles principalmente são cientes disso O que a gente precisa fazer é o ajuste diário aí aconteceu tal fato hoje vai lá e trabalha no fato porque isso que vocês falaram é de conhecimento geral todo mundo já sabe vem de todo lugar eles vêm e vão né é uma é uma população que migra o tempo todo tá em Campinas tá em São Paulo tá em Santos fica lá migrando quando tinha A grande maioria quando tinha TR trab só para completar vinha moradora aqui sim sim e a grande maioria fica circulando a maioria não é de Campinas né então novamente naquela linha teve o problema procure qualquer um dos vereadores aqui a gente faz a ponte o Robson já me acionou algumas vezes ó tá tendo problema ali tal tal já liga pra guarda municipal já resolve tá porque é muito difícil nós estamos falando de de poder público e a gente sabe que falou os órgãos não se comunicam não se falam é ineficiente o atendimento tá tudo precário né tudo que envolve um monte de gente para resolver né é muito Cacique para pouco do índio é um problema geral então aconteceu o fato a gente resolve as forças segurança estiveram aqui a PM veio a GM veio o Ministério Público veio todo mundo veio aqui a saúde assistência todo todo mundo falou do seu pon de vista o catreco veio todo mundo todo mundo que a gente escutou todo mundo que envolve com população de rua aqui SOS Rua fomos lá visitar as casas fomos no samin fomos no casa de cidadania tudo fizemos diagnóstico Geral de tudo a gente já tem um mapa Geral de tudo que precisa ser feito na cidade tudo que tá acontecendo tudo que tá sendo feito tudo que precisa ser melhorado agora a gente precisa atacar o dia a dia hora que aconteceu o fato a gente vai lá e vai resolvendo vai lá e vai resolvendo Porque como já foi falado aqui problema é não tem solução no curto prazo eh envolve política federal estadual e municipal município tá só enxugando gelo né Nós estamos tentando enxugar gelo de um problema de 500 anos de história de Brasil e que acontece no mundo inteiro não só acontece aqui então Não tem solução fácil o a única coisa que a gente precisa fazer é atacar o problema de fato aconteceu isso a gente trabalha ali pontualmente senão a gente vai ficar só divagando divagando e a gente não não consegue atacar o problema aem Boa tarde a todos meu nome é aem Xara sou arquiteto urbanista eh Parabéns aí né Paulo Gaspar pela por essa comissão e estar à frente dela como presidente eh Major Jaime Cecílio né e os demais componentes dessa comissão de um assun sobre um assunto tão relevante Especialmente nos dias de hoje no município de Campinas né acho que é um dos assuntos que mais incomodam a população né dada a gravidade dos dos crimes e e outras coisas que envolvem a população ah em situação de rua eu quero parabenizar então a Camila o Robson e o Sérgio Por estarem à frente também dessas desses dessas instituições também né que fazem um trabalho sinérgico junto com a prefeitura agora uma dúvida que eu tenho pela fala que eu ouvi de vocês é em relação ao ao trabalho de vocês né que já tem várias décadas no caso do Sérgio né mais de do Robson mais de 30 anos e aí eh me surgiu assim um um um uma dúvida que talvez você possa me esclarecer eh eu tenho observado que vocês atuam muito ah no paliativo assim como a prefeitura né de Dar aqueles cuidados essenciais para que essa população consiga sobreviver o dia dia e também conforme a Camila e vocês falaram e de oferecerem a eles também eh alguma alternativas de se manter e de procurar algo algo melhor para sobreviver porém eh até pela fala do hson ele enfatizou que há uma área que não é coberta pela prefeitura que é a área da saúde né e eu também não vi exceto num num pontual que a Camila citou da da higi íntima da da mulher eh uma atuação mais forte dessas dessas instituições em relação à saúde mental né que é um gargalo dessa população e e e a saúde em relação à a a a dependência química né porque as outras áreas de abrangência que vocês citaram elas são de certa maneira atendidas pela prefeitura também então vocês concorrem nesse atendimento vamos dizer assim e essa outra área que trata-se da Saúde ela fica meio aqu quem de atendimento e aqui em Campinas nós temos várias universidades faculdades de medicina que poderiam prestar essa ajuda eh eh eh organizada por vocês também Quem sabe né então eu gostaria de ouvir de vocês Qual é a estratégia porque pelo visto gente ah dado o aumento dessa população de rua agressividade em relação aos moradores eh né Eh constituídos aqui os os cidadãos que pagam impostos eh a a a situação não tem melhorado né pelo contrário ontem eu tive numa reunião no consegue Cambuí onde foram relatados casos gravíssimos envolvendo essa população inclusive eh eh relatos assim bem bem constrangedores né de de pessoas que fazem sexo a céu aberto eh debaixo de marquises de de prédios públicos e privados né Eh tomam banho NZ em em em em praças públicas então Eh é difícil que a população contribuinte de impostos tenha uma empatia com essa população mesmo sabendo que não são todos né que fazem esse tipo de coisa fora os crimes que a gente vê aí né de furtos e e de de roubos né então era isso obrigada obgada vamos vamos lá vamos vamos tentar responder você a a dependência química ela trabalha em dois aspectos na na vida de um ser humano tá bom Primeiro ela trabalha no campo de recompensa Central Então ela ela é ali que ela traz o prazer da droga Beleza então ali que que ela faz ali ela consegue trazer para esse cara a dependência do uso a dependência do uso quando ele está na dependência do uso na dependência do uso você não consegue tratar nada não adianta a gente pensar em tratar saúde a saúde mental de um dependente químico quando ele tá na fissura você não consegue fazer isso tratamento de saúde mental não é assim olha você coloca uma pessoa na sala e aí você trata existe do doenças que você consegue tratar dentro de um consultório médico então existe saúde mental que você trata dentro de uma sala de Psicologia dentro uma sala de psicanálise D da sala de psiquiatria mas quando se trata de dependência química Ele só não cuida Ele só não está trazendo transtorno só na saúde mental mas comportamental também então você só consegue fazer tudo isso quando você une as duas coisas se você colocar uma um dependente químico dentro de uma sala e você quiser tratar os traumas dele sem tratar os comportamentos dele você não consegue fazer isso E aí que que você tem que fazer você tem que tirar ele do espaço de risco você tira ele do espaço de risco é o espaço de uso Então você retira ele do espaço de risco você coloca ele no espaço de proteção e aí você trata ele o que que a gente faz como como ONG quando você fala assim poxa mas vocês estão fazendo o mesmo aspecto que a que a prefeitura faz que dar comida que não não é que na verdade que a leitura de quem tá fora é essa a leitura de quem tá fora é que ele foi lá ele comeu ele saiu e ele foi embora Essa é a leitura de quem não permanece no espaço que a gente tá É por isso que a gente tem essa condenação porque as pessoas vê de fora mas não vê de dentro e aí não sabe todo o trabalho que é feito lá dentro M eu vou te dar até uma uma um exemplo muito fácil há uma semana atrás eu fiz um encontro de pessoas que eu tirei na rua nos últimos 12 meses 38 pessoas que estão trabalhando que estão com casa que estão morando esse tipo de de número ele não cai pra sociedade o que ele cai pra sociedade é aquilo que ele vê no uso é aquilo que ele vê carregando na lata então assim o trabalho nosso é no no submundo do esquema só que ninguém enxerga isso E aí é que vem a condenação para nós porque eles entendem que nós somos iguais à aqueles que a gente trata e somos mesmo e como maior orgulho s somos iguais porque é de iguais para iguais que a gente consegue trazer é de iguais para iguais que a gente consegue curar é de iguais para iguais que a gente consegue tratar porque todos nós já tivemos problema na vida então quando se fala que a gente faz o mesmo trabalho que a prefeitura é que a visão É essa a visão é essa mas quando tá lá dentro que vê o que a gente faz em roda que vê que a gente faz em conversa de pé de orelha se você que vê o que a gente trava do crime eu tenho eu tenho eu tenho eu tenho lá uma gaveta na minha cozinha que já tirei várias facas da M de morador de rua que foi se degladiar mas por quê Porque ele confia em nós porque ele sabia que o conselho que a gente dava dando para ele ele ia cair enrascada se ele fizesse aquilo então esse tipo de coisa a sociedade não vê então é por isso que a gente tem que fazer o que que a gente tem que fazer a sociedade ela tem que tá próxima das instituições próxima do governo para entender o que tá acontecendo porque senão vai ficar uma coisa muito assim eu li no jornal eu vi no EPTV e é dessa forma que funciona eu vi no Datena que matou não sei quantos eu vi no vai acontecer sempre dessa forma por quê Porque ninguém se aproxima da gente e quando se aproxima é para fazer o que estão fazendo com o coitado do Sérgio para tirar ele do espaço para acabar com mais um espaço que cuida e que trata porque assim ó deixa eu te falar uma coisa para você eles entram no meu espaço no domingo às 10 horas da manhã eles sai do meu espaço na segunda-feira às 14 horas eles ficam no meu espaço das 10 horas da manhã do domingo e fica até às 14 horas até às 14 horas no meu espaço na segunda-feira essas Vamos colocar aí 24 horas tá essas 24 horas Eles estão sendo cuidados sendo tratados sendo sendo eles estão sendo eh escutados Eles escutam eles a gente dá opção para eles e outra eles estão longe de toda a marginalidade eles estão dentro de um fator de segurança quando eles vão para dentro do centro pop C se eh 7 horas da manhã e sai de lá meio-dia aquilo ali é fator de segurança ali eles estão sendo Cuidados para não praticar nenhuma irregularidade da Lei então isso precisa ser visto a sociedade precisa enxergar os benefícios que as entidades trazem para dentro da cidade porque se vocês não conseguir enxergar isso sabe o que que vai acontecer a gente vai parar de trabalhar a gente não vai estar mais e sabe o que que vai acontecer o que vocês acham que é ruim vai pior E aí eu quero ver se vocês vão segurar o barco quero ver se vocês vão ter coragem de colocar a mão na corda porque colocar a mão na corda que nem nós coloca é para poucos é para poucos e a sociedade não enxerga isso ela enxerga a gente como um delinquente que tá ajudando outros delinquentes Mas se a gente largar a mão dessa corda e soltar o barco e soltar corda para vocês pegar eu quero ver quem segura o barco quero ver quem Segura a Onda Não vai segurar hoje a cedade não consegue passar perto do morador de rua dar bom dia eu quero ver colocar dentro de casa que nem a gente coloca eu quero ver estar com eles de 10 horas dormir que nem eu durmo com ele que nem o Serginho dorme com eles eu durmo no meio de 70 pessoas são 70 moradores de rua que chegam lá da forma que vem da rua eu durmo com eles e assim troco figurinha a noite inteira dou risada a noite inteira como eu tivesse com a minha família e não vejo nada neles que a sociedade enxerga tanto eles têm o defeito deles a marginalidade tudo isso tem não tô tirando isso desse esse ônus dele mas a sociedade tem que se aproximar das organização e começar a entender e começar a ver como que é começar os dons Ah você consegue trabalhar na área de da Saúde Mental Como morador de rua você tem esse dom tem esse talento vem com a gente agora o problema é se você não vi e só me criticar aí eu vou sair aí você segura o barco para ver se você aguenta é assim que a gente vai ter que fazer com a sociedade porque porque senão a gente vai vai chegar naonde e é um é um trabalho de confiança né esse é um trabalho aonde quando eles procuram a gente Eles procuram porque eles Confiam como o Robson disse então ali é um trabalho de formiguinha muit das vezes o cara ele não vai pedir ajuda ali na de cara de momento mas aí ele vai confiando na gente aonde ele pede para entrar em contato com a família e aonde a gente também eh direciona as pessoas para algumas comunidad terapêutica não simplesmente ele vai ali e se alimenta né como como é tem essa visão e vai embora não ali é todo um trabalho para que ele entenda que ele ele ele é doente e ele precisa dessa ajuda e ali a gente direciona ele pra comunidade terapêutica só que hoje as comunidades terapêuticas de Campinas eh a maioria eh passam por dificuldades A grande maioria e e a que tem eu acredito que a Padre Haroldo que eu acho que a única que é conveniada com a prefeitura eh É uma burocracia enorme pro cara entrar lá às vezes é a única oportunidade que o cara tem de sair da rua naquele momento aí o cara tem que fazer um acompanhamento tem que ir lá fazer um outro exame tem que tirar não sei que anteced tem que fazer um monte de coisa um cara apresentou uma lista de documentos lá que nem para entrar para trabalhar você precisa daquilo lá então foi uma pessoa que tá pedindo ajuda um socorro Imagine você a a a a ambulância tá saindo para socorrer alguém ela não para ela vai embora se essa pessoa ela tá pedindo socorro é porque o negócio é urgente só que muit das vezes toda a burocracia que é colocada ali o cara desiste no meio do processo que é mais fácil o cara fazer o quê Ah quer saber não vou atrar disso daí não ah para mim não dá porque é urgente é urgente a dependência química é uma coisa muito séria eu vivi isso na minha família é algo muito sério e é urgente só que eh eh no meu entendimento deveria diminuir as burocracias né ouvir mais as entidades eh a a ideia do projeto eh está localizada Ali era que tivesse uma união dos Comerciantes da população aonde passasse uma pessoa que estivesse nessa situação ele pudesse trabalhar em conjunto e dizer assim ó eu apoio uma instituição que está ali pode levar ele lá que ele vai tomar um banho ali ele vai ter um direcionamento e ele vai ser ele não vai ficar mais na esquina da padaria ali que alguns fica ali na no Castro mentes na padaria pedindo não ali o próprio dono se fosse uma pessoa que quisesse apoiar quiser ajudar não ó a gente apoia aquela instituição ali pode direcionar ele para lá vai lá toma um banho conversa lá que o pessoal vai levar aqui tá o o senhor Divino que é o assistente social lá que trabalha comigo ele encaminha o pessoal para paraa comunidades terapêutica a gente tem várias vários parceiros lá que passam necessidades não tem ajuda da prefeitura porque é uma burocracia enorme para uma entidade Eh que que cuida do pessoal de dependência química consegui uma ajuda né eles vivam de vivem de doação Então como que a gente vai fazer esse trabalho eh em conjunto com a Prefeitura em conjunto com as instituição se é precário o tipo de trabalho né a gente não quer só oferecer a comida para ele não é muito além só que como que a gente vai direcionar para alguns lugares eh e é é é complicado né então a sociedade deveria e se aproximar né ajudar mais julgar menos eh tá Às vezes eu não quero me envolver mas pelo menos não atrapalhar à não quer ajudar não quer ajudar não ajuda mas não atrapalha né esse é é o problema não não queira eh barrar aquilo que tá sendo feito como o Robson disse se e eu por várias vezes pensei s em desistir só que o que o que me chamou a fazer isso é muito mais forte do que eu então eu eu jamais vou parar jamais vou parar porque cada pessoa que eu retiro dali É como se eu tiesse uma pessoa da minha família dali da rua eu não enxergo um um morador de rua cheg enxerga uma pessoa da minha família e isso é muito forte quando a gente olha com olhos humanos uma pessoa que é um ser humano que passa uma dificuldade que tem todos os defeitos como nós temos né que a gente eh Todos nós somos falhos né mas é uma pessoa que precisa apenas de um abraço num num estender as mãos eu tive também um trabalho na Cracolândia lá e e e e e vi várias situações também pessoas que através de uma abraçam saíram dali daquela situação e quem vai abraçar a população o cheirosinho que Tá passeando não é quem tá de linha de frente ali no dia a dia aquelas pessoas que eles Confiam aquelas pessoas pess que eles sabem que não vai deixar eles na mão é possível sen tem nas redes sociais só compaixão aquece a sessão só pra gente organizar Aqui nós temamos meia hora meia hora né luí E nós temos eh a Camila que vai falar agora temos Cecílio temos o Daniel biscola temos o Isaac e temos o José Ferreira tá então estamos com tempo curto é você é o você é o Isaac social queria falar bem Tá mas sental também não tudo bem cada um vocês vão falar tá só tô falando que nós temos aqui 1 2 3 4 5 comigo seis tá E e ninguém mais pede por favor que o tempo não dá Camila complementando o o que o Robson e o Serginho falaram eh o trabalho das entidades né dentro da da cidade de de Campinas ele é tão importante porque quando a gente fala em aumento de número de moradores de rua a gente precisa pensar na base também de onde estão vindo esses moradores de rua já foi citado né ali pelo senhor que muitos moradores de rua vêm de outras cidades porém a gente tem também essa migração dos bairros pro centro da cidade pela oferta de drogas entre outras coisas eh e a a atuação do Robson por exemplo que é uma atuação tanto descentralizada que ele tem a atuação nos bairros tentando manter essa essa dignidade das famílias e o tratamento dos moradores de rua no centro que é o que o Serginho faz também eh eu vou vou deixar uma pergunta aqui pro coração de vocês que que vocês pensam Quando alguém faz um trabalho por amor sem receber R 1 ou quem alguém o o tipo de trabalho que é oferecido por um servidor público não desmerecendo o trabalho do Servidor Público mas a gente tá falando em qualidade em respeito em confiança então quando a gente sai de casa que eu até brinco com com as meninas do Instituto que a gente não bate muito bem porque você levantar às 8 horas da manhã e à 6 horas da manhã num domingo para ir até a comunidade por amor é porque você gosta mesmo do que você tá fazendo né então e a gente tem esse essa ligação essa conexão com as pessoas que realmente precisam então a gente não ganha R 1 para atuar a gente é amor é gratidão Então essa fala do do Serginho que ele falou que é às vezes é um abraço né que as pessoas recebem e que mudam a vida dessas pessoas a gente tem que pensar nisso e quando a gente coloca as entidades como competindo com o poder público não é assim que que isso existe é de mão dada é complementando esse serviço porque eventualmente o poder público ele não está conseguindo executar ele não tá conseguindo abraçar toda essa população que recolhe que recorre a essas entidades então é por isso que as entidades existem Porque se o poder público conseguisse abraçar e resolver todo o problema a gente não precisava existir né então a gente existe para andar de mão dada com poder público complementando essas ações e e a gente consegue essa conexão que em muitas vezes não existem com funcionário público porque tem ali a demanda das 8 à 5 enfim eh São é eu não tô generalizando mas infelizmente eh você mesmo acho que pode citar isso que infelizmente é o atendimento que muitos moradores de ruas recebem do poder público mas eh o que eu tô colocando aqui é o acolhimento que a gente leva e muitas vezes a gente ouve eh cidadão falando mas eu pago meu imposto Já tá feito não não tá feito a gente precisa lembrar da nossa responsabilidade social tá que é o que leva o amor ao próximo a gente sair de casa e andar comunidades ir lá tentar resolver o problema deles e e remediando e e aeme só para para pontuar em relação até ao que você disse né do banho eh em locais públicos a gente se pergunta essa população ela tem onde tomar banho o que o o que o Serginho disse eu acho que é muito tocante se a sociedade entendesse que é responsabilidade de todos Cuidar dessa população de rua eh os Comerciantes eles iam apoiar entidades como as nossas para conseguir ampliar a atuação e não precisar ver esse pessoal andando dormindo tomando banho no meio da rua então é isso que a gente precisa de apoio que as pessoas entendam que as entidades estão aqui para ajudar e fazer parte aí também da dessa atuação com a população que necessita obrigado obrigado Camila Cecília vai falar agora pode ser bom você queria falar para não perder o time é isso pode pode falar depois eu pode ser presidente po Obrigado eh Boa tarde a todos Eh meu nome é Isaac Santos eu sou servidor público da Prefeitura Municipal de Campinas eu o trabalho no centro pop um eh vim aqui representando um serviço né A minha estadia aqui é minha vinda aqui é oficial e eu acho que eu sou o único profissional de saúde mental aqui hoje né Muito foi falado aqui de saúde mental né eu queria só fazer al umas pontuações bem bem Gerais assim mais para reflexão mesmo né Eh Tô vendo que muitas entidades e tal e muitas Muita muitos falando sobre questão das Comunidades terapêuticas que tem a sua a sua relevância Mas a gente não pode esquecer que existe uma política de saúde mental instituída no Brasil que envolve o caps o Centro de Atenção psicossocial que basicamente é como o estado brasileiro responde de forma oficial e Pública a demanda de saúde mental as comunidades terapêuticas como eu falei elas têm uma uma importância mas elas não são para todo mundo e muitos usuários que vão para uma comunidade terapeutica muitas vezes eles estão procurando na verdade um tempo um dá um tempo em alguma moradia muitas vezes Ah nem nem nem muito eu diria que uma minoria Talvez consiga se tratar e se curar essa palavra cura inclusive não faz muito sentido em Saúde Mental porque transtornos mentais não tem cura a gente fala em remissão um transtorno mental ele entra em remissão uma pessoa que teve um transtorno mental não tem a gente não sabe a causa do um transno mental Então por por conta disso não tem cura uma tuberculose a gente sabe a causa é uma bactéria X então nem cura né Eh então muito a comunidade terapêutica não serve para todo para todo mundo nem todo mundo vai conseguir se beneficiar de uma comunidade terapêutica então é importante que se amplie o a discussão eh acerca da ampliação da política de saúde mental pública que envolve o caps que envolve a atenção básica e que ainda hoje em dia existe a questão do ambulatório também saúde mental né Eu trabalho no centro pop e eu percebo que tem muito pouco Caps em Campinas Campinas é é é uma cidade muito grande e muitas vezes o caps que tá atendendo naquela semana na política de Rodio é longe PR desculpa fal descentralizado é muito longe e aí o usuário não chega naquele capice Vocês estão entendendo o centro por exemplo na região central mesmo miolo do centro não tem um Caps tem um agora do lado do Mario GAT o caps mais próximo é o do Mario GAT que é o Oeste Cap Sudoeste Mas nem toda semana ele tá no rodízio Porque existe uma política de rodízio justamente porque não tem como concentrar toda a população de Rua do Centro naquele Caps ali mas às vezes o caps daquela às vezes daquela semana o usuário Chega no centro pop com quadro de fissura com quadro de abstinência importante com quadro de agitação psicomotora E aí o capice daquela semana é muito longe e aí ou a gente não tem transporte para levar ele ou o usuário não consegue ir e aí a outra alternativa seria o quê emergência normal mas você já foram na emergência do maruga imagina pegar um cara que tá com quadro de fissura levar levar ele ali uma vez eu outro dia eu levei um usuário lá que tava com intoxicado por álcool levei até atenderam ele porque conheciam ele mas não é sempre que acontece isso nesse dia tinha carro da prefeitura para levar então assim mais do que falar em comunidade terapêutica mais do que porque tem muito esse discurso de de abstinência mas tem gente que nunca vai parar de usar droga na vida nunca a verdade é essa vão usar substâncias pra vida toda pra vida toda de forma crônica A grande questão é como dá para reduzir esse dano Como que essa pessoa do mesmo jeito que uma pessoa que tem uma dor crônica que não tem como tratar ou que tem uma deformidade uma malformação ela vai ter que viver a vida toda com aquilo substância é a mesma coisa muitas vezes como que essa pessoa pode ter uma vida com sentido eh funcionando socialmente bem mas ainda assim usando drogas ainda assim usando substância porque pode ser que ela queira fazer isso e o que que a gente vai fazer vai pegar botar no micom provavelmente não então assim eu acho que a gente tem que institucionalizar e ampliar a mentalidade de redução de danos mais do que a mentalidade de abstinência de que você tem que parar agora de usar a droga nunca mais você usa isso tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos né as Pesquisas mostram isso e isso passa também por ampliar o serviço público ampliar o caps ampliar os ambulatórios ampliar as equipes de saúde o Nash que agora se chama multi especializ investir em especialização remunerar os servidores públicos que T muito vínculo sim com usuários mas muito mesmo ex eu vou fazer uma sugestão como o tempo é curto eh se você se você topar a gente pode marcar uma próxima reunião com você com não com você e com o serviço de saúde os seus colegas outros porque já fizemos com a saúde mas parece que ficou muita lacuna ainda para ser discutida você tá trazendo novos novos pontos aí né Clio que você acha eh pega o contato com a Adrian com a Leila tudo e se você topar a gente marca a próxima reunião com vocês para aprofundar esse tema tudo bem s mas só mas assim só para terminar mesmo a gente precisa ampliar a mentalidade de redução de danos isso provavelmente vai ter mais eficácia a longo prazo do que a mentalidade abstinência tradicional que não tem não tem uma receita pronta então não adianta a gente falar só em redução de danos que talvez a redução de danos serve para um e também não serve para out éigual abstinência é então a gente se a gente pensar só em redução de danos a gente vai trabalhar só com o foco e aí a gente tem tem usuário que dentro da redução de danos não vai conseguir tratar é por isso que a política de saúde F tambm funciona por isso que a política de saúde fala em projeto terapêutico singular PTS se a gente pensar só em redução de danos aí a gente vai entrar no manicomial de novo aí a gente pensa que as comunidade terapêutica não funciona na verdade comunidade terapêutica ela pode até não trabalhar o transtorno mental mas ela trabalha os comportamentos que também é muito evolutivo dentro dentro do usado de droga Então quando você pensa em tratar o o usado de droga mentalmente e não tratar de comportment aí você acaba não tendo eficácia dentro do te tratamento então próxima reunião Robson Isaac mais quem queira vamos aprofundar esse assunto aí agora Cecílio José Daniel e a gente certa mesmo que a comissão eh termine os seus trabalhos até porque a gente precisa apresentar o relatório né Eu acho que esse debate ele é importante que vai eh também aprofundando conceitos e estabelecendo eh consensos paraa política pública né Eu acho que é bem importante mas eu queria primeiro dizer da importância que tem a comissão mais uma vez cumprimentar o presidente da Comissão aqui o vereador Paulo Gaspar eh como um espaço de diálogo sobre esse problema sobre esta temática na cidade porque quem é dono do Comércio o que ele quer é chegar no comércio tá tudo limpinho tá tudo bonitinho tá pronto para abrir o comércio fazer o se seu negócio funcionar Mas ele tem essa questão E aí eu cumprimento o Robson por nos chamar atenção pra questão da humanidade quem tá ali é um ser humano as pessoas que pensam que é dono do Comércio que é empresário na cidade e que pensa que o morador de rua é um ser humano descartável precisa pensar que ali poderia ser um irmão dele filho dele e aí então a primeira coisa é a gente se despi daquele arrogância que é natural do ser humano e calçar a sandália da humildade nos colocar como Estamos todos aqui pro diálogo e eu penso que nesse sentido vereador Paulo Gaspar V excelência acertou nós estamos no caminho certo em estabelecer este espaço de diálogo na Câmara dos Vereadores que é sem dúvida esse ouvido da cidade eu penso que por aí a continuidade dos trabalhos Independente se vai ser uma comissão ou as pessoas procurando individualmente cada um dos vereadores quero anunciar aqui vereador Paulo Gaspar de mais eh o 0800 da câmara pode ser usado então é 0 800 20 30 406 é a ouvidoria desta casa todas e todos cidadãos podem Acionar e estas queixas serão encaminhadas para pros vereadores E terá resposta porque a ouvidoria nos cobra uma resposta Tá certo então é um espaço que eu acho importante anunciar e divulgar para que toda a população tenha conhecimento quero eh dizer da ância do consultório na Rua da Saúde como um todo se envolver e claro não é dizer da importância que tem os servidores neste papel entende tanto dos capses como das outras políticas de modo geral porque muitos deles às vezes não se encaixam eu disse no início de separação do joio do trigo e é natural que a gente tenha um perfil como é o caso da Marlen que se identifica gosta e tá lá o tempo todo na luta briga mas tem outros que não se identificam tanto e claro como também disse o Isac tem a questão da remuneração tem a questão de valorização do Servidor da quantidade né porque o tamanho da equipe também faz diferença Então essa é uma problemática que tá colocada também acho que a gente precisa considerar e sem dúvida isso vai aparecer no relatório eh assim como a valorização e a talvez até posso dizer requalificação do centro pop que também é um espaço de diálogo de conversa sobre essa temática precisa ser valorizado ampliado eu não quero me estender tanto Vereador eu tô só pontuando algumas coisas que anotei eh outra questão que não pode fugir do nosso relatório é a questão do catreco e da segurança Vereador Major Jaime sempre esteve presente trouxe aqui a equipe de segurança pública é preciso separar usuário do do da pessoa que pratica delinquência enfim isso é trabalho de inteligência a nossa cidade precisa atuar desta maneira porque isso todo o cidadão precisa o comerciante o empresário Todos nós né precisamos ter tranquilidade para andar na cidade para conviver o outro é o envolvimento dos TR entes não há outra saída se nós não cobrarmos também ação do Governo do Estado ação do governo federal né seja em repasse de recurso repasse de recurso por parte do governo federal e do governo estadual seja atuar de forma inteligência Polícia Federal polícia eh civil não é e a guarda municipal então também isso certamente aparecerá E como eu iniciei dizendo o envolvimento da sociedade eu acho que é importante de novo a gente fazer esse chamado como fez a a h esqueci o nome meu Deus perdão Camila porque há que ter um envolvimento de toda a sociedade cada um tem um papel não adianta a gente dizer Olha eu não quero me envolver com isso não tô nem aí se dane não não dá entende e você pode apoiar de várias maneiras às vezes como ela falou dizendo eu vou colocar algum recurso aqui pra entidade pra entidade acolher o dono da padaria que tá ali perto n dizendo Olha eu não não posso fazer muito mas o pãozinho uma vez por mês eu posso doar pra entidade fazer o café da manhã isso cria empatia e é preciso isso promotor quando esteve aqui foi muito enfático nisso da acolhida nós precisamos entender isso nãoé para poder estabelecer essa convivência quero finalizar Vereador também dizendo do senso da periodicidade que a gente tem que fazer ou apontar pro poder público né de alguma maneira fazer isso eu sei que há uma um convênio aí com as Universidades eu não sei se as entidades estão participando mas eu acho que é importante no sentido de quantificação estratificação e a atuação Em algumas situações específicas porque tem aqueles que estão saindo Parabéns Robson por esse número que você nos traz aqui das pessoas que estão sendo acolhidas e encaminhadas para tratamento saindo dessas situações e mas eu penso que é papel também do poder público ter uma periodicidade para apresentar esses dados Olha tá diminuindo tá aumentando algum ponto da cidade tá enfim isso é um que precisa ser feito né o dos dos equipamentos públicos eu termino também concordo e nós estamos com a audiência pública do orçamento agendado para dia 17 nesta casa às 18 horas é isso presidente mas a gente 18 horas hã É isso mesmo né à 18 horas então convido vocês à entidades a população de modo geral para estar aqui porque aqueles e aquelas que tem este olhar tem essa percep que vê isso di olha precisa botar recurso para atender essa necessidade se não tem recurso no orçamento para essas ações nós estamos falhando não é porque é um problema que a cidade precisa enfrentar para enfrentar esse problema nós temos que ter Funcionários Públicos temos que ter as entidades cofinanciadas ou não mas prestando esse serviço entende então eu fico por aqui Presidente mas apontando que essas ações devem ser compiladas no relatório e apresentadas para presidência dessa casa para o Prefeito Municipal e sua equipe e a gente precisa também da publicidade para que a sociedade Conheça o trabalho que foi feito aqui porque muitas vezes as pessoas não conhecem e por isso faz a crítica obrigado obrigado Vereador cílio então agora o João e depois o Daniel microfone microfone não sen não sai na TV eh Boa tarde a todos eh eu queria dizer uma coisa é a primeira vez que eu participo desse encontro então eu não tenho todo aquele traquejo né que vocês têm tão bonito eu acho que as H vocês estão de parabéns porque nós somos seres humanos se a gente não agir com a nossa vida com amor acabou é o que tá acontecendo lá na faixa de gaza que tá aconteceram na Ucrânia acabou nós vamos est matando uns aos outros para eu ser suscinto eu entendo que a senhora kemy kemy falou porque eu já senti isso e já enchi as paciências do Paulo com isso eu pago meu imposto eu né mas aí eu tô saindo com a minha filha adolescente na época e um cidadão urinando na porta do prédio de frente pro prédio 6 horas da manhã bom falei não não é justo aí eu subo a 13 de Maio ali para rumo a seia aqui onde era o hotel savoi ali fezes para todo lado fezes de um ano meu Deus do céu que desespero o que que tá acontecendo Eu não vou mudar do centro Vocês que são arquiteto urbanista são a favor disso eu não vou me mudar do centro para um bairro com condomínio porque o dinheiro que eu vou gastar com isso eu ajudo as ones por exemplo como eu tento fazer esse problema da pobreza é Mundial não é só no Brasil não é só em Campinas Nova York Los Angeles Paris Londres ó esse Estados Unidos deve est pior a França Marcele por exemplo é perigosíssimo vivê-la hoje e aqui o a maior parte desse pessoal que vocês ajudam não são agressivos né E tem ali alguns com com mais Marginal um pouquinho aí é complexa a situação mas não é uma situação como certos países estão tendo aí então de forma alguma eu só não concordei com a questão do paliativo o que eles fazem Na minha opinião não é paliativo eles fazem tiram da da de onde não tem para atender né Eh eh nosso país é maravilhoso nosso povo pela mistura que tem olha que imaginação tô vendo uma caucasiana uma negra e uma oriental bonitas aí e e olha sensacional né agora eh eh só para terminar a minha crítica com todo respeito vai pro executivo porque eu tô a 100 m da prefeitura Parece que eles não sobem ali pro centro para ver o que tá acontecendo a estátua Carlos Gomes por exemplo eles estão roubando aos poucos já roubaram as peças menores aí a minha mulher mas será que eles vão levar estátua eu falei vão eles vão parar um caminhão aqui 2as da manhã Vão pôr um caminhão e vão levar a cabeça do o buso do Carlos Gomes não é a plaquinha com o nome dele já foi Faz tempo eu tiro foto e mando pro Paulo né então eu acho assim e eh eh para finalizar o grande problema que eu vejo pelas minhas janelas uma janela eu vejo o a Igreja do Carmo e a janela da cozinha eu vejo o Largo do Rosário é o craque não sei se é só o craque mas é mais o craque então eu vejo um cidadão entrando com um carro 10 horas da noite um Uno saem dois cidadãos e vende vende o o dá uma coisinha pega o dinheiro e logo já tem um cachimbinho sendo aceso eu acho que esse é o problema maior que vocês enfrentam por eu dou ração para cachorro eu eu dou muleta eu eu converso agora tem dia que eles estão receptivos estão com a cara boa até tem um dia que eles estão atrapalhados estão sem camisa e você vê que já estão alterado Eles já fumaram che cheirar não né fumar mesmo ali o craque que é o baratinho né então e e esqueci o nome do vereador o Cecílio falou uma coisa que eu acho perfeito inteligência tem que separar ali Esse é doente e doente eh que tá comprando o craque e tá alterados não tem acordo com ele ele não vai tomar um banho se alimentar lá com vocês naquele momento da fissura né então acho que a inteligência é tudo e o e e a a Patrulhamento não tem Patrulhamento em Campinas não tem Patrulhamento no Cambuí não tem Patrulhamento no centro aqueles guardin com aqueles quein xadrezinho olhando que o fato de ter isso já coíbe muita coisa mas não tem eles só vem quando já aconteceu o que tinha de Pior né E o nosso país é maravilhoso e nós temos que unir forças com muito amor é o que eu queria dizer para vocês obrigado João o Daniel e a gente encerra Boa tarde a todos e eu queria aqui primeiro agradecer o trabalho do Robson do Sérgio da Camila acho que muito importante pra cidade a gente tem conhecido bastante o trabalho deles e aqui levantar uma bola para vocês Se alguém quiser ser voluntário do trabalho de vocês Se alguém quiser fazer doações para vocês o que que eu vi que o Sérgio falou que precisa de e vocês precisam de roupas íntimas e talvez alimentação quem quiser doar para vocês como é que faz onde procura e é para até para finalizar para quem quiser aí ou quem quiser do absorvente ou trabalhar com vocês como voluntário o que faz como procura vocês e qual é é o meio de contato cer nós temos as redes sociais normalmente é o que o pessoal procura a gente então Instagram hoje é ferramenta de comunicação maior que tem acessou lá compaixão aquece já aparece o logo lá e acessem o WhatsApp entrou em contato a gente dependendo que a pessoa quer doar qual que qual que é o número WhatsApp WhatsApp é o 91999 7393 22 eh qu 19 9999 73 9322 acessando o Instagram tem um e tem um ícone lá que você clica já vai direto pro WhatsApp também então lá tem as informações de como doar você pode doar e tanto alimentos quanto roupas quanto financeiro o que você tiver disponível toda a doação é bem-vinda né não não tem doação desperdiçada toda doação ela é bem-vinda se a gente normalmente Tem situações que não serve pra gente ali a gente sempre encaminha para alguém a gente tá sempre em contato os projetos um ajudando o outro então às vezes Robson recebi muita roupa aqui toma aqui às vezes ele liga fala ó tem muito feijão aqui toma aqui a Camila já me ajudou muit das vezes mandamos até pro Pará ribeirinhos lá e kits de higiene então é um ajudando o outro Instituto flor também você pode entrar nas redes sociais Instagram Instituto social flor e lá não tem um botão ainda do WhatsApp mas o telefone é 1998 444 4667 e obrigada Daniel pela pergunta porque a nossa divulgação também é é a forma de de continuar o nosso trabalho Obrigada o nosso é projeto a esperança eh o nosso telefone é 982 86 9075 982 86 7095 pode achar a gente no Whats pode achar a gente no Instagram no Facebook projeto a esperança bom gente acabou nosso tempo eu quero agradecer demais a presença de todos aqui todos que nos assistiram parabenizar novamente os três aqui convidados que são verdadeiros heróis que estão na Linha de Frente todo mundo todo o time que trabalha junto com vocês sobre as falas aí eu poderia estar falando aqui 2 horas mas não temos tempo infelizmente fica o convite aí pro Isac pra gente organizar uma outra reunião aí chamar o Robson de novo quem queira comparecer de novo pra gente aprofundar a questão da saúde e dizer que o problema Resumindo eh O João falou da gestão gestão é tudo né gestão empresa gestão na nossa casa você entra numa casa bagunçada é gestão né falta faltou dona de casa lá bota entro na casa e a prefeitura é a mesma coisa a cidade tá bagunçada o país tá bagunçado o mundo tá bagunçado porque não tem gestão em todos os aspectos né E aí vem a a nossa contribuição a nossa responsabilidade social se o poder público não tá dando conta a gente precisa fazer o máximo que a gente pode a nosso alcance para cooperar e andar de mãos dadas né não não não dá tempo eu preciso encerrar eh eu vou perder o raciocínio que que eu ia falar agora pera aí eh e a gente pode olhar o problema de duas formas se não for pro lado do amor vai ser pelo lado da dor então se for pelo lado do amor da consciência e enxergar o próximo o cara que tá lá como um irmão nosso de fato e não de boca vai ser muito melhor a gente trabalhar assim vai ser mais prazeroso se a gente não tiver esse olhar e esse sentimento e foroso ao lado do pagador de imposto e dos meus direitos que seja mas pense da seguinte maneira sai mais barato a gente vai pagar menos imposto se a gente trabalhar na prevenção do que na remediação do problema então se a gente não tem o olhar do amor vamos vamos no bolso mesmo sa mais barato vamos olhar dessa forma e esses heróis que estão aqui estão trabalhando pra gente pagar menos custo social né o custo social quanto mais a gente jogar o problema para debaixo do tapete e olhar de lado e fingir que não tá vendo vai custar mais caro no nosso bolso Então é isso que eu queria falar para vocês o Ah esqueci seu nome topine eu vou conversar com você já tá eu vou conversar a gente aprofunda e na próxima reunião você tá convidado assistên Assistência Social tá convidado a todos os eventos hoje é a 13ª reunião Nossa vamos ter 15 eles estão sempre convidados fora o dia direto Obrigado pessoal até a próxima Eloí cerimonial e pessoal que nos auxiliou aqui obrigado moga uma foto com ele neste momento a gente vai conversar com o presidente da Comissão vereador Paulo Gaspar Boa tarde Vereador diante esse debate e da problemática com a dependência química que que as pessoas que estão em situação de rua neste momento enfrentam Qual que é o balanço que a comissão faz diante da reunião de hoje bom a reunião de hoje foi falar especificamente sobre o trabalho de três ones que estão ali na Linha de Frente fazendo o atendimento a essa população e abordando diversos diferentes aspectos né um sobre a higiene menstrual outro trazendo artigos de necessidade básica e outros fazendo um acolhimento psicológico e coisas do tipo né e o o resumo que a gente pode tirar dessa reunião é que se não tiver essas entidades essas ONGs que Fazendo esse trabalho paralelo com o poder público eh a gente vê que o poder público não dá conta do problema quas entidades também não dá né então a gente precisava de mais entidades trabalhando e o poder público trabalhando com mais eficiência e a sociedade fazendo a parte dela também o que a gente vê infelizmente é que a sociedade ela tá mais no sentido do pé atrás e querendo eh interromper o trabalho dessas entidades Porque ela acha que com esse trabalho assistencial você está colaborando para aumentar o problema que é um grande equívoco e um grande preconceito e as pessoas que entenderem e escutarem o conteúdo dessa reunião eles vão entender que é exatamente o contrário O que as entidades fazem é amenizar o problema e não deixar que eles aumentem E agora vocês pretendem ampliar mais esse debate tanto com a assistência social quanto as unidades terapêuticas é esse debate ele é permanente né a comissão está chegando no seu final eh pelo tempo regimental mas a gente se a gente vai estar conversando isso diariamente para sempre né pros próximos 100 anos aí e quem sabe um dia a gente consiga eh amenizar essa situação que hoje é bem caótica bem crítica E aí é fundamental o trabalho da sociedade poder público das entidades de todo mundo Muito obrigada até a próxima e você continue acompanhando a nossa programação daqui a pouquinho às 5 horas terá ao vivo o debate público caminhos para a paz da vereadora Guida Calisto Boa [Música] tarde TV Câmara Campinas