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2ª reunião comissão da mulher
Em destaque · HD Vídeo · REUNIÃO DE COMISSÕES

2ª reunião comissão da mulher

47 views Publicado 27/03/2025 HD · 1:21:43

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[Música] TV Câmara Campinas Boa noite eh eu declaro aberta a segunda reunião ordinária da Comissão da mulher e quero agradecer a presença da vereadora Fernanda souo da vereadora Débora Palermo nessa reunião nós vamos primeiro começar com liberação de dois projetos e depois a…

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[Música] TV Câmara Campinas Boa noite eh eu declaro aberta a segunda reunião ordinária da Comissão da mulher e quero agradecer a presença da vereadora Fernanda souo da vereadora Débora Palermo nessa reunião nós vamos primeiro começar com liberação de dois projetos e depois a gente vai para o momento das falas e da aqui da da nossa da presença das nossas convidadas que eu vou eh anunciar logo em seguida eu convido as vereadoras Se quiserem fazer uma saudação para começar vereadora Fernanda boa noite gostaria de saudar a vereadora Mariana conte vereadora Débora Palermo todo mundo que nos assiste aqui que estão entes eh que seja uma noite de um debate muito importante como a gente tem além dos projetos que vão ser tratados aqui que são projetos de grande relevância na questão das mulheres na defesa da vida das mulheres mas também sobre a questão grave que nós estamos vivendo aqui no município da falta de políticas públicas suficientes para eh o acolhimento especial das mulheres em situação de vulnerabilidade e violência nós temos discutido muito E essa questão aqui em Campinas pela falta mesmo de prioridade com relação a essa pauta no momento em que a violência contra as mulheres ela vem atingindo níveis alarmantes então muito bom que a gente possa ter a oportunidade de tratar desses temas aqui hoje obrigada Fernanda eu passo a palavra pra vereadora Débora palerma Boa noite a todos quero cumprimentar a mesa Presidente Mariana conte vereadora Fernanda solto todos os presentes eh dizer que hoje a votação de dois eh projetos de lei de extrema importância e também ouvi as meninas né da ocupação de mulheres em Campinas e dizer que por conta da dessas demandas Mariana eu sugeria ao prefeito de Campinas a criação da secretaria da mulher que será criada em breve porque eu tenho dito que eh a a pauta da política para as mulheres ela precisa ter um uma um olhar mais mais Atento e fica tudo na Secretaria de Assistência ali tá segurança alimentar idoso criança deficiente eh tudo numa secretaria então não tem como eh uma secretária abarcar E e ter uma uma dedicação tão assim necessária quanto a mulher precisa nesse momento políticas públicas efetivas e Pensando principalmente na questão do feminicídio é que eu eu pedi isso tem duas pautas que me deixam muito muito preocupadas eh eh como como vereadora como uma uma pessoa pública né que é a questão do morador de rua e do feminicídio São duas políticas públicas que nós precisamos olhar atentamente porque os números só TM aumentados e nós não tem não temos conseguido superar essas dificuldades né então a questão da violência principalmente contra as contra as mulheres inclusive é uma das pautas que nós vamos discutir hoje o meu projeto de lei ela precisa acabar a gente precisa dar um basta nisso e só uma uma uma uma secretaria que tenha um olhar específico para a mulher que trabalhe políticas públicas efetiva para as mulheres que vai poder ajudar a gente a resolver essas e outras questões que dizem respeito a nós mulheres Obrigada Uma ótima reunião a todos obrigada Débora acho que tanto a Débora quanto a Fernanda mencionaram aqui temas importantes a questão da violência que é um tema urgente na nossa cidade eh nós sabemos que a violência de gênero a violência contra as mulheres ela pode ser prevenida combatida o feminicídio é o ápice de um ciclo de violência e que nós podemos interferir e é responsabilidade do Estado interferir e acho muito importante essa questão da Secretaria da Mulher essa é uma demanda antiga na cidade é uma luta do movimento feminista para que a a a política pública voltada para a mulher seja sobretudo transversal né porque pra gente conseguir garantir eh o Combate à violência a gente precisa discutir a questão da família do da moradia do acesso à saúde à educação a todos os direitos então é muito importante eh e entendo que vai ser um avanço né a criação de uma Secretaria da Mulher é um avanço e nós vamos ter que debater discutir até disputar né O que é uma o que deve ser uma secretaria da mulher mas acho que se abre aí uma um novo campo de debate do do movimento feminista da organização das mulheres e da mulher das mulheres de Campinas bom então vamos entrar aqui na discussão da dos projetos no eh primeiro item um da pauta discussão e votação do parecer sugerido pela senora Fernanda solto favorável ao pre 04/2021 processo 233 567 de autoria das senhoras Guida Calisto e Paula Miguel que dispõe sobre a criação da procuradoria especial da mulher no âmbito da Câmara Municipal de Campinas e da outras providências a Guida Paula não estão aqui você quer falar um pouco sobre esse projeto Fernanda posso falar tá bom que foi a Fernanda como relatora né quer bom Pessoal esse projeto de autoria das vereadoras Guida Calisto Paula Miguel eh eu né desenvolvi um parecer favorável porque justamente dentro dessa questão da complexidade que se trata a questão das mulheres que a gente sabe que quando a gente trata eh e nós debatemos a questão da vida e dos direitos das mulheres nós estamos debatendo questões que são multidimensionais a mulher ela tá inserida num contexto histórico cultural num contexto material e quando a gente vai tratar de qualquer questão nesse sentido formular projeto eh pensar numa legislação iniciativas nós precisamos ter conhecimento sobre isso e tratar essa essa toda essa essa variedade de situações com muita responsabilidade e garantindo que as necessidades das mulheres elas sejam atendidas a partir das questões reais que afetam eh a vida das mulheres então aqui na Câmara por exemplo nós temos todo um processo legislativo de auxílio quando nós precisamos desenvolver algum projeto eh fazer um estudo algum tema e a ideia de se ter uma procuradoria especializada nesse tema é justamente para fortalecer esses processos que envolvam a discussão de políticas elaboração de políticas de propostas de iniciativas aqui dentro da câmara que consigam eh levar em consideração todo esse todo esse essa complexidade e de fato a gente conseguir ter como resultado propostas que eh sejam que possam trazer ganhos e conquistas concretos tanto nas políticas públicas que são que precisam ser executadas pelo poder público e a Câmara Municipal de Campinas tem um papel importante na elaboração dessas medidas dessas dessas propostas para aprovação mas também trazer para dentro da câmara as diversas eh iniciativas que nós temos fora da Câmara Municipal e nós temos os coletivos nós temos as organizações que também tem um entendimento do nosso território da nossa realidade e a gente conseguir através eh dessa comunicação trazer também para dentro da câmara essas eh iniciativas e a gente estabelecesse esse diálogo Então entendo que a criação Nossa procuradoria é fundamental pra gente poder qualificar o nosso trabalho aqui dentro da câmara que seja dirigido para a elaboração de iniciativas parlamentares eh que envolvam discussão das políticas públicas para as mulheres e por isso eu desenvolvi um parecer favorável e eu acredito que nós vamos Se isso for de fato Vamos precisar fazer uma luta para implementar se isso de fato for eh implementado vai ser um ganho muito importante para nossa luta aqui no município de Campinas certo Fernanda vereadora Débora eu acho que esse projeto é é importantíssimo aliás tudo que fortalece né A questão do das políticas públicas para mulher que dá voz às mulheres que que trabalhe nessa nesse foco de maior proteção acolhimento segurança para as mulheres é importante é procuradoria é um é um canal mais um né desse serviço mais um canal que fortalece Essa Luta então eh eh um projeto muito importante vou votar favorável Com certeza tá certo e só uma um dado uma questão importante que eu esqueci de falar a gente também discute bastante a questão da violência política de gênero dentro desses espaços institucionais então eh todas as mulheres da câmara já sofreram dessa com essa questão a gente sabe o quanto é um ambiente hostil eh e não é à toa que na história da câmara nós só tivemos 19 mulheres eleitas até hoje e nós enfrentamos no dia a dia aqui essas uma situação de hostilidade mesmo com a nossa com a nossa presença nossas colocações sejam elas de qualquer espectro eh político porque nós somos eh violentadas aqui em muitos momentos na Câmara Municipal então a procuradoria também vem para fortalecer esse debate que a gente faz sobre a segurança das mulheres dentro dos espaços eh do do da Câmara Municipal e dentro dos espaços de representação perfeito vereadora Fernanda eh a vereadora Débora também deu o voto favorável Eu voto favorável também nesse entendimento de que um grande ganho sobre as políticas públicas para as mulheres é a política especializada né quando a gente tá falando da violência de gênero da violência contra a mulher da violência política de gênero nós estamos falando de uma uma violência e agressões e negação de direitos muito específicas e por portanto é necessário que tenha políticas especializadas e A Procuradoria da mulher também tá dentro desse conjunto desse rol de políticas especializadas então também meu voto também é favorável Então por maioria a comissão da mulher aprova esse projeto precisar a gente vai precisar assinar né A Fernanda já Fernanda já deve ter assado quando parecer é só AC tá então tem uma caneta para mim obrigado item dois discussão e votação do padecer sugerido pela senora Paula Miguel favorável ao plo 42/2022 processo 240 66 de autoria da senhora Débora Palermo que institui o programa e de procedimentos e defesa pessoal para as mulheres no âmbito do município de Campinas e da outras providências eh vereadora Débora quer explanar sobre o projeto sim Mariana muito obrigada vereadora eh falar sobre um um pouco sobre esse projeto que é mais um projeto que tem o o intuito de preparar a mulher para se defender de possíveis violências não só como defesa pessoal mas desde a organização do ambiente né como ela organiza a sua casa um cômodo seguro preparação de rotas de fuga telefones de emergência nós temos o hoje o botão do pânico que ela pode eh fazer a ligação e a guarda municipal ter uma uma ação urgente né o programa eh guarda amigo da mulher eh grupos de apoio e aulas de defesa pessoal para as mulheres que desejarem né e ah participar e ter mais Esse instrumento de defesa eh contra a violência e pode fazer eh convênio com governo estadual Federal iniciativa privada academias inclusive nós tivemos uma capacitação aqui o ano passado muito legal né Mariana que a gente participou com as meninas de aula de defesa pessoal que foi muito importante também eh orientar essas mulheres que temos o sarem que é um um uma casa brigo para mulheres que sofrem de violência que elas podem ser abrigadas junto com seus filhos né e muitas mulheres não sabem né da dessas desses instrumentos que elas têm para para protegê-las da violência e a defesa pessoal também H é uma mais uma dessas dessas formas de defesa eh contra a violência que insiste aí no em começa sempre pequeno e termina no no feminicídio então eh eu acho que desde da educação dos nossos filhos Eu tenho falado muito isso a gente começar a criar uma cultura Ah para que as mães criem seus filhos dizendo que ele que a mulher não é uma não é um produto deles né não é uma propriedade deles e que as mulheres também saibam se portar dessa forma para para que não ocorra tanta violência tanto feminicídio eh quando há uma separação aí os homens eh infelizmente não aceitam e acabam por ah cometerem os o crimes aí contra as suas parceiras e uma uma dasas coisas que mais me me deixa muito triste né dessa da questão feminicídio eh e eu me lembro e sempre falo disso porque às vezes as pessoas não não não não tiveram essa experiência que eu que eu vivi muitos anos ali no conselho tutelar normalmente quem quem mata é é o parido ou padrasto né e no mesmo dia aquela criança Ou aquele grupo de criança Mariana eles perdem a mãe o pai porque ele ou ele se mata ou ele foge e aí por exemplo tem três filhos a avó leva um o tio Leva outro a madrinha Leva outro então no mesmo dia aquelas crianças totalmente fragilizadas elas perdiam tudo perdiam A casa dela o animal de estimação a mãe o pai e e todas as referências de vida e depois a gente fica falando que a sociedade tá violenta que as pessoas por que que se transformou nisso eu falo as pessoas se transformam no que elas são pelos que pelo que elas receberam enquanto a gente não cessar com o ciclo de violência nós vamos continuar tendo Essa sociedade doente violenta cada dia mais violenta então tudo que a gente puder fazer para proteger as mulheres as crianças da violência nos é nosso papel né fazer nessa casa e onde a gente tiver então por isso que eu apresentei Esse projeto aí para poder ajudar mais um pouco as mulheres certo obrigada vereadora eh bom eu vou já zarar meu parecer também eh eu na verdade no primeiro ano de do meu primeiro mandato eu apresentei um projeto que era um projeto muito similar a esse na época não foi aprovado eh vocês sabem como é difícil né a gente conseguir a aprovação de um projeto e foi rejeitado eu era a única mulher na época e também acho que o debate estava em outro patamar nós avançamos muito e uma discussão que a gente fazia era sobre a defesa pessoal né não apenas assim não como uma porque havia uma preocupação sobre a falsa sensação de segurança O que são preocupações legítimas havia uma preocupação contra o individualizar responsabilidade né e é o que também é uma preocupação legítima porque não cabe não é uma uma colocar para a mulher individualmente a responsabilidade de se proteger mas também porque a defesa pessoal ela também significava o fortalecimento psíquico fortalecimento social convivência né então toda uma tr que é importante e uma coisa assim que eu fizi durante algum tempo antes de ser vereadora depois que eu virei vereadora não consegui mais manter por causa da do tempo louco e também a academia virou um ambiente um pouco hostil mas mas uma coisa que na época que eu estava fazendo o my Thai o que eu percebia é que nós a educação o corpo também recebe uma educação de gênero Então os homens são ensinados a quando joga bola são ensinados ao contato físico né eles têm todo um domínio inclusive se se eles são mais mais eh letrados no conflito físico na né E nós quando a gente fazia e a gente eu tinha várias colegas eh que faziam fazíamos com a gente às vezes você dava um um soquinho assim no Exercício falava desculpa desculpa aí me aí o professor falava assim não é pap Desculpa essa e e assim você vê que de fato Nós não somos educadas na própria no nosso próprio corpo a ldar a postura a lidar com contato e eu acho que isso diz muito sobre a nossa inserção social não à toa eu estive eh num programa que tá tendo ali no Santa Lúcia né um programa que é uma um programa do governo federal sobre a questão de defesa pessoal e que tem organizado mulheres lideranças ali na no Santa Lúcia e que agora também vai virar um programa Federal né sobre a questão da do do do empoderamento e do Combate à violência eh por meio do ministério das mulheres né Eh e eu acho entendo que é um é um é um projeto piloto aí então eu eh Por Isso Eu voto favorável a esse projeto de autoria da vereadora Débora Palermo vereadora Fernanda souo também voto favorável a esse projeto parabenizar a vereadora Débora pela apresentação e de fato nós temos discutido é muito triste que quando a gente discute a questão das mulheres normalmente o Ponto Central é a violência que precisa ser debatida apresentada mas é muito triste a gente não deixa de de se indignar com isso mas também precisamos organizar a nossa indignação e eu acho que os projetos que vê para eh fortalecer a exposição do problema porque é isso a gente tá dizendo que a mulher precisa ter uma uma eh um processo de auto de de construção de uma autodefesa um programa é porque a violência é um problema então Os projetos que vem para dar visibilidade para isso mas também para trazer a solução eh são muito importantes eu acho que eh é um projeto que nós já temos em outras cidades eh programas semelhantes que envolvem inclusive as mulheres da comunidade e e se cria também um ambiente de relação social ali da de fortalecimento das relações sociais entre as mulheres nas comunidades Então acho que é muito importante por isso eh reforço o voto favorável Obrigada vereadora eh acabamos de receber aqui a vereadora Paula Miguel que que acabou de chegar vereadora Paula nós estamos discutindo aqui o item dois que é o programa de defesa pessoal para as mulheres eh a o parecer foi redigido né pela pela vereadora Mas se a senhora vereadora que quiser explanar enfim e falar algo a respeito fique à vontade Muitíssimo obrigada tava em agendas externas e o trânsito hoje tá difícil na cidade variar né Eh mas primeiro gostaria de parabenizar a vereadora Débora Palermo né por essa importante iniciativa a gente vê diversas eh diversos programas né de pra gente poder cada vez mais incentivar as mulheres a terem autonomia desenvolver a questão Econômica muitas vezes voltada ali eh PR pro cuidado do outro mas pro autocuidado né E principalmente quando a gente fala do processo de defesa pessoal das mulheres a gente tem poucas iniciativas né nosso mandato nós destinamos uma Emenda eh para igds paraa realização de atividades n de workshops eh mas esse projeto Sem dúvida nenhuma ele tem a possibilidade de revolucionar a cidade de Campinas e trazer uma possibilidade de fato de enfrentamento de autoconhecimento porque a gente também não tá falando de um processo né de enfrentar né a quando existe uma arma né ali mas a gente tá falando de pelo menos conseguir identificar dentro do âmbito familiar conseguir ali ter um processo de autoconhecimento e não entrar no estado de paralisia né que muitas vezes que acaba acontecendo com as mulheres eh eu sugeri o parecer favorável a esse projeto porque eu acho que é uma iniciativa importantíssima pra gente conseguir ter e implementar na cidade de Campinas enquanto política pública e não só atividades pontuais né que é o que tem acontecendo ao longo desses desses anos Muitíssimo obrigada obrigada vereadora também parabenizo a vereadora Débora Palermo então com quatro votos favoráveis o projeto está aprovado eh uma coisa que eu acabei de me lembrar que na ocasião quando eupr o projeto Débora eh eu apresentei inclusive para sendo cont contraturno escolar E aí eu acho que foi exatamente esse ponto que sofreu resistência então é uma coisa a se pensar né criado o programa de fazer articulação com as escolas né Por né mas entendo que foi era quase 10 Anos Atrás a situação era outra estávamos em outro patamar de discussão e havia toda uma discussão sobre né Como assim as mulheres as crianças enfim mas eu acho que agora nós estamos em outro patamar E aí a gente pode a partir desse programa debater esses temas né então parabenizo a vereadora Débora Palermo e o projeto então está aprovado Mariana eu acho que a gente pode até na regulamentação sugerir isso né para que seja feito no contraturno porque a última a última coisa que a gente defende é a defesa pessoal mas ensinar porque eu falo corpo como professor educação física eu fala o corpo fala às vezes uma postura sua diante do agressor já já inibe ele de te de te de te enfrentar né e as rotas de fuga o ambiente seguro para poder fugir né porque já tem uma uma uma um histórico de violência Então eu acho que é um projeto que Principalmente as nossas meninas né Eu acho que Adorei a ideia de fazer no cont tuno escolar vou trabalhar isso daí na regulamentação Obrigada viu Mariana Fernanda Paola pelo voto favorável a gente precisa Ass o projeto é prar o projeto né acho que é esse aqui Ah sim Paula a gente já aprovou o item um eh você quer comentar sobre a criação da procuradoria eh eh Muitíssimo obrigada pela por essa oportunidade né a gente aqui na Câmara Municipal de Campinas na legislatura passada né que foi quando esse projeto foi apresentado nós tínhamos quatro mulher isso já era um recorde pr pra cidade de Campinas esse ano a gente conseguiu novamente bater esse recorde né temos cinco mulheres mas ainda é insuficiente pra gente conseguir dar conta de todos os problemas que acontecem na cidade mas mais do que isso né quem dá conta dos problemas que acontecem conosco quando a gente fala de violência política de gênero quando a gente fala das nossas questões quando a gente fala a gente não teve eh nenhuma vereadora ainda que ficou gestante por exemplo então a procur Procuradoria da mulher eh seria pra gente poder ter um espaço de de nós para nós e não só para as vereadoras mas também paraas servidoras e para todas as as mulheres que passassem por esse espaço sentissem num espaço eh mais seguro né e e voltando um pouquinho pro projeto da Débora palerma a gente tem por exemplo o gama que muitas vezes faz ali um acompanhamento né Eh mais direcionado mas eh existe uma dificuldade desse interlocutor muitas vezes não ser uma mulher por isso que o seamo ele é uma experiência fantástica né de ser e o 180 também de ser uma experiência transformadora por ser um espaço onde as mulheres são ouvidas por outras mulheres né e esse treinamento ele é fundamental Então por que não ter a procuradoria especial da mulher aqui na câmara para que a gente também tivesse essa escuta essa possib idade e esse diálogo é isso Muitíssimo obrigada perfeito bom então a gente encerra os itens da pauta eu vou pedir pra gente desfazer a mesa pra gente convidar as nossas convidadas Por uma questão de espaço peço que as vereadoras continuem aqui no plenário que a gente vai abrir fala tudo mais mas só para questão de espaço aqui da mesa então a gente eh desfaz essa mesa e inicia a o segundo momento dessa reunião que é o debate sobre as ocupações de mulheres aqui na cidade de Campinas e para falar no assunto eu quero convidar a Cleusa Aparecida da Silva que é coordenadora administrativa da casa laudelina de Campos Melo por favor Cleusa Quero convidar também a Fernanda de Souza Nogueira que é representante da ocupação Maria Lúcia Peti vive e coordenadora Estadual do movimento de mulheres Olga Benário quero agradecer a presença também da Paula que é assessora do do vereador Wagner Romão Obrigada pela presença eh minutos uns 10 15 por aí tá eu vou controlar só para só para ti não tqu bom com a palavra então Cleusa representando a ocupação laudelina de Campos Melo tenho força na mão acho que tá alô agora ligou obrigado na carada boa noite a todas todos e todes e nós acabamos de ter um incidente Zinho aí mas acabei de confirmar que tá tudo certo com as meninas eu sou cusa Silva sou da casa laudelina de Campos Melo nós nos constituímos aqui na cidade de Campinas em 1989 que a gente entra na verdade a década de 80 né no Brasil no seu contexto Global eh sendo protagonista da nossa própria história que a gente ficava na verdade em dois movimentos daquele momento queera no movimento feminista clássico no movimento eh social negro misto E aí a gente tinha muitas dificuldades lidar com a questão né do sexismo do machismo e tal no movimento eh negro misto e dificuldade trabalhar a temática de de de de enfrentamento ao racismo no movimento feminista aí por que não ficar se desgastando em dois movimentos vão ser né protagonista da nossa própria história embora a gente começa isso de 78 para cá porque em 78 quando gente de fundo mnu também a lélia Gonzales criou uma organização de mulheres negras no Rio de Janeiro chamado nzinga então a gente entra na dada de 80 constituindo essas organizações o gred em São Paulo nasce em 85 nós aqui em 1989 como nós era muito amiga e parceira de laudelina de Campos Melo que é uma né uma das maiores lideranças negras do século 20 e a convivência com ela fez com que a partir do falecimento dela em 91 a gente D nome de laudelina paraa nossa organização de mulheres negras a o trabalho de laudelina acho que todas sabem a prioridade Central dela era a defesa do trabalho doméstico decente Mas não era só essa pauta laudelina tinha um uma atuação muito Ampla muito pural que trabalhava com a questão da cultura com a questão da arte ela trabalhava com a questão do do do do do lazer com a questão do trabalho nobes e ela foi cofundadora da frente negra brasileira criou a primeira soci de preg doméstica no Brasil em 36 se fou ao partido comunista se inscreveu na segunda guerra mundial foi Combatente trabalhou como espian na segunda guerra mundial foi condecorada e aqui na cidade de Campinas ela ajuda Cidade dos Meninos a primeira creche que teve na cidade de Campinas foi laudelina também que impulsionou que era aqui no Proença é essa casa que a gente queria ocupar o nosso sonho de consumo era ocupar a casa que laudelina criou mas aí é privado e tava meio na Tá bom então deixa quieto mas aí nós F lá para um espaço público mas a gente queria na verdade ter esse espaço aí então lá delina tem vários feitos por exemplo aqui na cidade de Campinas na década de 50 nós pretos e pretas não poderíamos passar nem na Barão de Jaguara e nem no Lago do Rosário mesmo Lago do Rosário sendo o espaço que um tipo assim um meio século atrás era ocupado poros trabalhadores trabalhadoras escravizadas né e quando laudelina chega na cidade eu acho isso muito interessante eu adoro contar a história mas 10 minutos não vai dar mas vou parar aqui ela ela começa a brigar primeiro com o jornal Correio Popular que ela pega o jornal que Lud delina ela tinha até o terceiro ano de grupo as pessoas falam assim ah laudelina estudou só terceiro ano de grupo eu pergunto PR as pessoas o que era terceiro ano né no início do século passado né então laudelina era uma intelectual orgânica embora ela tenha feito até o terceiro ano mas ali ela lii o jornal da primeira a última página n era uma leitura assídua né E aí ela vê no jornal lá precisa de Empregada de babá italiana cozinheira portuguesa né arrumadeira alemã ela falou que isso aí ela foi comprar briga no no Correio Popular aí ela acaba conhecendo o Silvino Silvino falou eu só vendo espaço no jornal né As pessoas chegam com a matéria pronta eu publico agora se Sora quiser comprar essa briga comigo eu recebo essas matérias das 9 ao meio-dia senora que fica aqui junto comigo na hora que chegar a gente recua aí laudelina fez isso aí nesse meio tempo ela descobre que no Lago do Rosário e AB Barão a gente não podia circular ela marcava o piquenique as empregadas domésticas no Lagro do Rosário as empregadas domésticas tudo pro Lagro do Rosário elas convidavam os namorado para chegar depois aí eles ficavam subindo e descendo a Barão de zacara Desafiando os barões né E E por aí assim ela vai construindo toda a história dela aqui na cidade de Campinas e ela cria a festa das Nações e várias outras por os clubes também que não aceitavam pessoas negras né ela que começa também essa discussão com os tênis clube Regato com os clubes todo existente aqui e ela começa a fazer então o baile Pérola Negra bonequinha de café Então ela vai abrindo esses espaços assim no seu contexto Global Trabalhou muito também aqui com a banda dos homens de cor com a Liga dos Homens de cor com o clube cultura Machadinho e enfim era uma mulher muito plural muito combativa muito lúcida E então para nós é um prazer imenso carregar o nome dela nós conseguimos a Elizabete pinto que é uma amiga nossa professora Elizabete Pinto da Universidade Federal da Bahia que era aqui de Amparo trabalhou conosco em Campinas fez a dissertação de Mestrado dela sobre a história de laudina de Campos Melo esqueci de trazer o livro Fazer o quê eh lauder de Campos Melo e nós ganhamos um prêmio em 2014 né do ministério da Igualdade racial que era o prêmio Lela Gonzales com o dinheiro do prêmio nós publicamos o livro em que fase que nós estamos agora publicamos o livro dela e quando laudelina morre em 91 o nosso compromisso com ela foi assim laudelina nós não vamos deixar a sua história morrer nós queremos dar visibilidade para essa temática mesmo porque se as mulheres no seu contexto Global não estão nos livros didáticos para didático e na literatura as mulheres negras menos ainda então nós começamos uma jornada também enquanto mulheres negras organizada no Brasil de resgatar essas lideranças né então tem M que resgatar Teresa de benguel Clementina de Jesus Eh Maria Firmino tem várias mulheres negras estão sendo resgatadas dentro desse processo histórico nós fizemos questão de fazer isso com laudelina de Campos Melo antes de falecer ela doou a casa dela pro sindicato das trabalhadoras domésticas de Campinas e região né E que peque nós estamos agora como é que tá essa história da arte nós somos uma organização de mulheres negras que trabalha com vários temas mas na área de Formação né nós trabalhamos sim com as violências globais né que são inúmeras são múltiplas formas de violência né psicológica patrimonial enfim são vários tipos de violência mas não oferecendo um atendimento nós investimos de fato em curso para que essa mulher consega entender o significado de ser mulher Na nossa sociedade como é que se dá essa coisa do estereótipo da discriminação do preconceito como é que ela conhece as le legislações brasileiras um pouco parecido com que faz as plps né conhecer legislação Enfim fazer essa dedicação então a questão da violência nós tramos dessa forma e nós queremos na verdade na cidade de Campinas construir o centro de memória laudina de Campos Melo Aí nós iniciamos em 2022 uma conversa com o prefeito Dário porque tinha saído recentimento nos jornais da cidade de Campinas também que existia mais de 70.000 unidades de casas abandonadas na cidade uma parte disso era público e etc e aí nós conversamos com ele num numa Nós perdemos de duas diretoras da nossa casa né uma com leucemia e a outra foi com coração eu tô meio arruada Gente esse com uma alergia e aí nós fos uma conversa com eles Ó tem uma casa tá T na chieta assim assim abandonado era um posto policial an dia que ele F Ah tá bom vamos conversar tava ele e Alessandra Caprioli colocamos dois ali que nós fizemos um ato na verdade quando morreu aniss Dr anic que genteo da nossa organização o pai dela tinha falecido um mês antes do mumba que era uma liderança Nacional também músico e tudo mais então o A Casa de Cultura Tainã e baô todo mundo resolveu fazer plantar um Baobá em frente à prefeitura e o nome desse Baobá que é uma árvore africana seria eh Baobá linu li n Lu n de ntin Mauro e lumumba Lu do pai dela lumumba E aí nós começamos primeiro a discutir esses dois nomes mas aí nas reuniões foram crescendo e o pessoal trazendo outras lideranças negras da cidade de Campinas que já tinham falecido também a gente acabou fazendo um ato em vez de homenagem a duas pessoas n homenag mais ou menos umas 40 pessoas aí começamos no lagaro do Rosário tinha umas 400 pessoas a descemos até em frente à prefeitura e plantamos baubar o prefeito estava lá nós reivindicamos essa história fou que ia nos atender aí nesse processo de atender não atender ele acabou no chamando na audiência para conversar com nós aí na última reunião que nós tivemos era Abril abril maio é Abril a mulherada aqui o prefeito deu resposta eu não Prefeito não deu resposta a Ah então nós vamos ocupar eu gente como tem que planejar né tudo aquele discurso né que tem essa mania né porque é fundamental nessa coisa do planejamento estratégico o nosso cotidiano das lutas eles são fundamental que eles também nos orienta não não não não enfim eu fui voto vencido aí por ser voto vencido nós já constituímos pelo menos uma comissão de mulheres e saímos conversando com nossos parceiros né no sindicato nos movimentos sociais com o próprio MST e etc as pessoas foram nos orientando aí quando chegou 25 de agosto de 2023 nós ocupamos o espaço né Aí nós estamos lá na resistência já 1 ano e meio só que assim como Maria Lúcia Petite ao longo desse 1 ano e meio nós já sofremos também quatro roubo e vandalismo o que nos que dói muito esse último inclusive Eles roubaram n é mais cois teve assim uns dois ou dois acontecimentos pensar Ah mas é os meninos aqui do bairro né que estão adoecido pela drogadição e tal que entrou na casa tudo bem mas esse último não esse último foi um pessoal profissionalizado e por foi um pessoal profissionalizado e eles estavam também com caminhão pela quantidade de coisa que eles tiraram da casa eles entraram levaram o nosso fogão industrial com g com buzão de gás o fogão pequeno com buzão de gás levaram a geladeira a outra que eles não levaram mais velhas tiraram o motor levaram toda a afiação levaram o nosso jogo de cadeira 12 jogos que nós tinha de mesa de cadeira levou todas as nossas cadeira estofada eles arrancaram os o estofamento jogou no chão e levaram todo o ferro a ferragem né computador enfim ventilador limparam para dizer que a gente não tem nada nós temos quatro cadeiras duas mesas de mármores e dois sofazinho entendeu então nós estamos ao uma campanha também ao longo desse um ano e pouco que nós estamos lá nós iniciamos uma conversa então com o prefeito iniciamos uma conversa aqui na Câmara também principalmente com o presidente da Câmara com o rossine entregamos projeto na mão dos dois o rocini por iniciativa própria transformou o projeto que nós entregamos numa concessão de uso e protocolou na prefeitura então Tá circulando um documento paraa concessão de uso e a gente tá num diálogo agora ver se a gente consegue vir re abilizar isso até meados de Maio Junho mais ou menos aí qual que é a questão Na verdade tem por um outro lado baixo investimento da prefeitura nessa área eu acho que essa história de criar secretaria em particular das mulheres como a Débora paler falou que é também uma luta né Eh antiga nossa né do movimento feminista movimento de mulheres e tal é necessário Campina é uma cidade grande nós temos um alto índice de mulher vítimas de violência de feminicídio e nós conhecemos muito bem essa realidade alguns óg que nós temos infelizmente passou por um certo esvaziamento tanto seamo os serviç os poucos os serviços que nós temos que atendem as mulheres infelizmente aconteceu isso por exemplo eu tinha amigas amigas que passaram por esses órgãos elas não estão mais então sofreu um esvaziamento infelizmente eh a gente tem ainda poucas pessoas na na execução do trabalho cotidiano mesmo dentro do seama porque a gente precisa de pessoas especializadas de área especializado você trabalhar com a violência é uma coisa muito Ampla né então você tem que tá lá psicólogo assistente social jurídico são várias frentes que você tem que cuidar ao mesmo tempo então é necessário acho que eu penso que uma secretaria né Eh que é uma reivindicação antiga ela pelo menos dá um Porque como disse a Débora Palermo eh uma secretaria que congrega tudo né Criança e Adolescente Juventude coordenadoria da mulher igualdade racial lgbtq a mais tem outras né deficiente deficiente idoso tal gente é um segurança alimentar segurança alimentar e tal então penso que a secretaria cont tempa um pouco isso ao mesmo tempo eu também parabela a iniciativa de criar uma procuradoria aqui aqui dentro da casa porque tem em muitas assembleias Legislativa Câmara Municipal e no próprio Congresso Nacional tem a secretaria da mulher né Então essas esses órgãos institucionais pode criar também serviços voltados para essa temática por isso que eu acho que é muito positivo essa iniciativa de apresentar esse projeto de lei então aí nós estamos nessa demanda com a Prefeitura Municipal de Campinas com bastante dificuldade no tro no no no processo todo de de trânsito e e a gente precisa né fortalecer essa campanha nos articular melhor com Maria Lúcia Petite que também tem suas demandas e que a gente tem que tentar construir pelo menos uma rede né de uma articulação política mais refinada entre nós para que a gente não pode não só avançar do ponto de vista de organização mas também garantir né que os órgãos públicos façam esse Bom atendimento para as mulheres na em todas as áreas né na área da saúde na área da Educação na área da assistência na questão da moradia porque somos nós estamos na frente de todas de todas essas áreas sociais voltada pro cuidado falando em cuidado eu faço questão de dizer também que nós estamos super Envolvida com a criação da política de cuidado do governo federal Mas pela nossa tristeza ela já nasce terceirizada né então é Um Desafio muitas vezes você dá dois passos paraa frente da pouco você dá três para trás Então essa coisa da continuidade na política pública voltada para as mulheres ela é essencial ela é fundamental sem essa continuidade a gente fica sempre nesse eterno recomeçar né começa uma determinada política ah criou um programa ali voltado para melhorar a autonomia econômica das mulheres aí vira entra um outro Prefeito secretário o que que não é muito simpático aí isso congela aquilo então eu tava conversando outro dia com as meninas da economia solidária e elas falando um pouco sobre isso né que depende de quem tá na gestão da secretaria as coisas Bom depende de quem tá não vai para lugar nenhum então essa coisa a gente garantir o orçamento garantir primeiro que tenha esses essas instâncias secretarias segundo garantir orçamento porque não existe política pública sem orçamento público é necessário que você tenha orçamento para que a gente possa viabilizar então Eh para fechar para concluir se não falo muito tempo né Eh outra hora eu converso mais com vocês sobre vários assuntos mas eu queria só encerrar dizendo o seguinte além de ter essas demandas da casa laudelina de um modo geral né que a gente quer na verdade oficializar enfim transformar aqu lá num num futuro Memorial nós estamos também né no Brasil num processo organizativo da nossa segunda marcha Nacional de mulheres negras que nós vamos realizar dia 25 de dezembro na cidade de Brasília dezembro de novembro ousadia é muito ousadia para ir fazer a marcha das me negas Natal nós fizemos a primeira marcha em 2015 né Foi quando nós lançamos o livro que nós lançamos o livro da lauderi no congresso lançamos na biblioteca na Nacional lançando em vários estados e municípios da Federação e tinha praticamente 100000 não a gente fala que tem tinha 100.000 mulheres Por que que a gente fala isso porque se a polícia falou que tem 70 porque tem 100 não é diminui o número então nós estamos nesse processo organizativo também a primeira marcha de 2015 nós temos uma rede nacional né que é articulação de organizações de mulheres negr brasileira que tem aõ do Brasil todo a gente tem uma rede também internacional que 1992 nosso primeiro primeiro encontro internacional de mulheres negras na República Dominicana a gente constituiu uma rede esse encontro acabou no dia 25 de julho aí Nós criamos esse dia como dia Teresa de Benguela aí nós começamos a fazer atividad todo mundo as organizações aqui no dia 25 agora é o mês todo então virou Júlio das pretas e o Março nosso virou março de lutos que para nós não é só 8 de Março tem 8 de Março tem Mari tem lua bairros tem o dia internacional contra discriminação racial a tem toda uma agenda muito mais Ampla do que só o 8 de Março então a gente construiu nós estamos na nona edição do março de lutas a gente abre um um formulário Nacional as organizações de diferentes lugares do Brasil se inscreve diz que tipo de atividade eles vão fazer horário tudo direitinho Se é virtual se é presencial e depois nós construímos uma agenda Nacional comum e vamos divulgando a cada dia de atividade semana tem Tais e tá a gente vai soltando outros Z inha avisando e lembrando então a gente tá nessa dinâmica aí tentando concretizar né esse processo de concessão de uso desse espaço como eu disse a gente tem ainda dificuldade do ponto de vista que alguma por exemplo a seir que poderia até ser um um apoio mais eficiente para nós por exemplo né Eh mas não tem não tem pessoas né Tem um grupo muito pequeno não tem orçamento então tem umas dificuldades assim latente e eu penso que é isso e que a gente precisa na verdade estreitar as relações não só com mar apetite mas com outras tem muitas mulheres na liderança pra gente construir essa rede mesmo de troca de articulação política de fortalecimento que aí você tem o fortalecimento não só coletivo mas também individual das mulheres né acho que isso que é o fundamental pra gente empoderar essas mulheres que elas possam de fato se defender para encerrar encerrar encerrar Eu também sou muito favorável essa coisa da autodefesa eu fiz quando tava aqui ainda do mandato eu participei das é muito legal muito bom e é necessário né que é isso que você fala é realmente né Mariana é Ai desculpa gente não falei oi para ninguém né não cumprimentei a vedora Mariana nem a Paula nem a derra né Fernando de boa então é necessário Porque de fato essa coisa O corpo fala e a gente não tem né e crian quando um tapinha já pedia desculpa a gente não a gente não tem essa nosso corpo não comporta esse movimento e é necessário também né porque eu tenho certeza absoluta que muit dessas mulheres que foram mortas ou fortemente espancada se tivesse uma noção pelo menos Rota de Fuga Como diz a Débora né uma noção de como é que pode se defender elas talvez não estariam né perdido a vida então penso que um instrumento também que pode fortalecer muito né a vida das mulheres que eu acho que esse é o nosso grande eixo obrigada Mariana Obrigada Cleusa vamos eh Cleusa Eu lamento muito ouvir que a casa foi assaltada novamente no eh eu acho que é muito importante a causa a casa laudelina a ocupação laudelina tá lá no padr ancheta estive lá algumas vezes acho que é muito importante que as pessoas conheçam e a acho que é muito importante essa essa orientação que vocês têm de criar um centro de memória da laudelina de Campos Melo porque a laudelina de Campos Melo Ela é uma grande liderança que é eh inovadora né Ela é uma grande liderança né para o movimento negro para as mulheres negras Mas ela é uma liderança do Brasil porque ela a a a laudelina fundou vários sindicatos de domésticas no Brasil inteiro então vocês pensem né naquele naquele contexto né sem WhatsApp e-mail eu eu sempre fico pensando como é que a laudelina fazia para ir fundando sindicatos de domésticas no Brasil inteiro e a laudelina é uma heroína de guerra Campinas reconhece laudelina como a heroína de guerra laudelina foi lutar na segunda guerra mundial gente e a gente e E aí assim a gente tem a medalha lá o delina de Campos Melo tem uma referência outra mas nós não temos uma um centro organizado da memória eu quando eu estive lá na ocupação eu ganhei o livro Cleusa me deu um livro da da laudelina devo dizer que é um livro lindo que deveria ser lido deveria ser conhecido porque a história de vida dessa mulher é extraordinária então Eh quero dizer aqui que é muito importante e a resistência e o a o esforço que vocês fazem de manter O Legado a memória e o exemplo da laudelina viu muito obrigada pelo seu depoimento eu vou passar a palavra então pra Fernanda da ocupação Maria Lúcia Pet viive alô boa noite gente queria agradecer né em primeiro lugar assim o convite feito principalmente pela vereadora Mariana mas agradecer também a todas as outras vereadoras que estão aqui a Guida também que não conseguiu estar todo mundo presente eh queria começar falando sobre o nosso movimento né Eh o movimento de mulheres alga Benário ele surgiu em 2011 eh no encontro de mulheres da América Latina e do Caribe eh sediado em Caracas e entendendo a necessidade de se ter um movimento classista no nosso país também eh para Além disso o nosso movimento a partir de 2011 pensou em estratégias de de fato denunciar a violência que as mulheres sofrem no nosso país mas não só isso a especulação imobiliária também né Porque hoje o nosso país Ele é fundado eh de uma a partir né da propriedade privada da escravização eh do patriarcado então a gente faz né Essa Luta denunciando aquilo que é mais caro né pro sistema capitalista que é a violência contra as mulheres e a propriedade privada mas eh também fui convid nada para falar sobre a nossa ocupação a gente começou com um trabalho em 2022 aqui na cidade de Campinas com uma necessidade eh entendendo hoje que de fato todos os mecanismos públicos para o atendimento especializado das mulheres são insuficientes e sucateados né e em 2022 a gente cria essa rede complexa de acolhimento a violência a vítimas de violência e vulnerabilidade Então a partir de uma equipe técnica com psicólogas assistentes sociis advogadas a gente fazia esse suporte de maneira gratuita às vítimas e dando esse acolhimento jurídico e psicológico antes de ter a nossa ocupação a gente normalmente utilizava outros espaços públicos como a Estação Cultura eh mas a gente entendia que não era suficiente porque a maioria das vítimas elas precisavam ser atendidas depois do expediente ou asos finais de semana Eh Ou seja né depois do trabalho e quando elas de fato estavam em casa tinha um tempo enfim eh então a gente eh A partir dessa necessidade do aumento do número de casos de pessoas que nos procuravam a gente tomou uma decisão de fazer uma ocupação né o movimento hoje já faz ocupações de norte a sul do nosso país eh e a ocupação Maria Lúcia Peti vive foi a primeira ocupação eh no interior né fora de uma capital do do Brasil e a nossa ocupação ela surgiu em abril de 2023 eh num imóvel que estava quase 10 anos abandonado sem cumprir a sua função social como diz hoje na Constituição Brasileira eh enquando a gente entrou naquele imóvel tinha uma situação assim lamentável era teto caindo mesmo eh toda a rede elétrica hidráulica haviam sido roubadas eh a gente tinha que tirar fezes de animais e de pessoas inclusive eh na semana de que a gente ocupou a gente recebeu uma denúncia de moradores na da região que falaram para nós que Possivelmente aquele foi um espaço que mulheres sofriam violência porque já ouviram mulheres gritar dentro daquele imóvel abandonado eh então eh a partir daí a gente começa a fazer esse trabalho agora na nossa ocupação Então também não temos um trabalho só assistencialista a gente também realiza atividades de Formação Assim como as Laudelino para que as mulheres entendam né a verdadeira raiz da violência que as mulheres sofrem Hoje os tipos de violência como eh se encerrar esse ciclo a gente também faz percursos formativos dentro das escolas a gente vai fazer um agora nesse mês eh convidados aí porque a gente entende hoje que falta esse diálogo e essa formação Inclusive das nossas crianças né entendendo que a educação das crianças não é de exclusividade das mulheres que são mães mas de toda a sociedade eh então a gente também eh conversa com os jovens adolescentes sobre a questão do consentimento eh O que é de fato um assédio que é um um carinho eh quais os contatos que as crianças devem permitir ou não e com os professores a gente também faz né um tipo de Formação diferente no sentido de também conseguir acolher eh essas vítimas né os alunos que são vítimas mas para Além disso né Eh a gente participa também de outras ocupações como ocupações de supermercados Porque como a vereadora já colocou eh é uma violência contra mulher os altos preços abusivos dos alimentos eh do aluguel ã a gente vê hoje as mulheres ocupando os cargos mais precarizados e quando a gente fala em mulheres negras esses cargos são normalmente de terceirização eh ou de de fato eh trabalhos quase análogos a à escravidão então a gente faz esse debate né de não só acolher as mulheres mas como organizar as mulheres para que de fato aquela mulher que nos conheceu já a última a sofrer a violência na sua família né no seu ciclo próximo para além disso a gente também conseguiu Aí eh tá presente no dia da ocupação laudelina e Inclusive a gente também tem uma ocupação com o nome de laudelina entendendo a importância eh dessa heroína Nacional também pra história do nosso movimento eh nós também estamos aí dentro da prefeitura com processo correndo desde 2023 de sessão de imóvel público para que a gente consiga eh fazer esse atendimento com mais qualidade eh Porque apesar da gente ter uma ocupação e ter deixado ela com as melhores condições possíveis ainda era uma ocupação Então ainda não tinha uma rede elétrica hidráulica então a gente se desdobrava e ainda assim eh em um pouco mais de um ano e meio a gente conseguiu atender mais de 100 mulheres eh não só na cidade de Campinas mas também na região entendendo que o nosso acolhimento ele não necessita né de um boletim de ocorrência porque a gente entende também que esse é um limitador até certo ponto dos mecanismos existentes hoje especializados eh o atendimento da mulher e a gente denuncia esses mecanismos através das Patrulhas Então nós vamos até esses lugares Fomos até o seamo a casa da mulher Campineira para averiguar de fato como esse acolhimento é feito quantas profissionais estão lá e muitas vezes a gente eh de cara já percebe a a sobrecarga dessas próprias trabalhadoras que ninguém as atende também porque elas têm né essa rotina eh bem exaustiva psicologicamente falando principalmente eh e falta pessoas que acolham as técnicas também eh e é um pouco mais de 20 dias a gente fez eh uma ocupação do Passo Municipal eh de fato para acelerar esse processo de sessão do imóvel público eh entendendo que após né o nosso despejo ilegal e nós entendemos como ilegal porque a gente de fato não foi notificado com antecedência eh a gente dava função social e agora se vocês passam na frente do local que era ocupação É uma casa pintada de branco abandonada de novo Eh então a gente entende que hoje eh Pra justiça da nossa cidade e pra eh burguesia mesmo eh Hoje é mais importante de fato defender a propriedade privada do que defender a vida das mulheres da cidade e e a gente vem tentando esse diálogo com a prefeitura e a gente de fato eh já conhecemos o imóvel que seria cedido é só um passo pra gente pegar a chave e entrar nessa casa e mas não se tem esse interesse né em acelerar esse processo e o movimento eh percebeu que deve agir de maneira mais ofensiva por isso ocupamos o passo municipal eh chamamos a atenção né para questão da violência contra a mulher na nossa cidade e naquele dia a gente conseguiu uma data eh para ter uma reunião com o Vandão e no dia que foi 13 de Março a gente começou a subir a escadaria da Prefeitura e nós somos Barradas de entrar na prefeitura é um local que deveria ser público né do povo e quando os a guarda civil viu a nossa camiseta e tudo mais eles já não permitiram que a gente entrasse eh e isso Mostra assim de fato eh como o movimento ele tem a sua importância na conjuntura da cidade né porque a gente diz que existi uma Campinas antes da ocupação e existe uma Campinas depois da ocupação então foi de fato eh essa trincheira aqui eh barrou de certa maneira o avanço do fascismo na nossa cidade e que de fato incomodou muitas pessoas né Eh e a gente percebe que onde a gente vai a polícia vai atrás então sempre tem aquelas pessoas assim como nas lelin a gente sofria vários tipos de ataques e a gente sabia que alguns deles eram ataqu eh políticos né porque era isso de maneira estratégica Tiraram a nossa energia eh e não levaram botijão de gás então a gente percebe que não não foi uma pessoa que precisava daquelas coisas de fato para enfim sobreviver eh e a gente entendeu assim que e a ocupação de mulheres Maria Lu Pet vive ela foi extremamente importante não só no acolhimento das vítimas mas também para traz de volta né Eh aos holofotes de fato essa questão da violência e eh da especulação imobiliária também na nossa cidade que é muito vivo eh infelizmente assim a prefeitura da cidade de Campinas tem muitas casas abandonadas também no centro da cidade e não vem se tendo esse interesse de fato de eh ceder esse imóvel para nós então a gente Tomou essa decisão de eh ir até as últimas consequências então a gente faz essa pressão dentro da prefeitura mas o movimento vem se articulando para tomar medidas mais radicais para que de fato a gente consiga essa eh esse móvel que vai ser tão importante paraas mulheres da cidade de Campinas e e queria também falar um pouco assim sobre quem foi Maria Lúcia peet vive para concluir eh ela foi uma professora que durante a ditadura militar né deixou as salas de aula para de fato pegar em armas e defender eh a classe trabalhadora e Então ela foi morta eh com vários tiros principalmente vindo de cima para baixo então a gente acredita que ela foi morta e já estava rendida E então e a Maria Lúcia Peti ela foi uma guerrilheira comunista na Guerrilha do Araguaia né E foi morta a mando do meds eh e a gente depois né da de ser achada ela inclusive foi assim o Marco para acharem mais mortes políticos eh que também morreram naquela e Guerrilha e a gente leva o nome de Maria Lúcia Peti e de Olga Benário também laudelina Maria Carolina de Jesus é porque a gente de fato acredita que essas mulheres elas ainda eh sobrevivem em nós né a gente continua a luta delas de fato eh para construir uma nova sociedade porque um movimento de mulheres do benaro ele não é só um movimento feminista mas ele é classista e marxista então ele é é a gente defende que hoje no sistema capitalista de fato não tem como as mulheres serem Livres é só com a construção de uma nova sociedade eh em que nós podemos ser poder de fato mas é isso [Aplausos] obrigada obrigada Fernanda Eh quero também me solidarizar com a ocupação que passou por uma reintegração de posse recente Vocês tiveram na última reunião né e no dia seguinte eu acredito né que aconteceu eh a reintegração de posse e E aí na verdade assim até colocando né porque nós eu a gente resolveu chamar eu né resolver chamar essa reunião sobre as ocupações de mulheres porque existem promessas não cumpridas da prefeitura no que diz respeito à política das mulheres até me lembro que uma acho que você não estava mas uma vez a gente foi a sala do Vandão vocês estavam com dificuldade de serem atendidas nós meio que ocupamos ali a coisas e fomos atendidas né na verdade a gente sentou falou não vamos esperar já que ele a gente falou assim vamos sentar aqui e esperar até que ele chegue ah ele tá almoçando tudo bem Vamos esperar a gente ficou ali umas Du horas esperando né E nessa cobrança mesmo para que a gente pudesse eh para que pudesse ser atendida ess essa demanda eu vou abrir a fala para as vereadoras mas antes já quero colocar aqui uma proposta que nós enquanto Comissão da mulher nós façamos um oficios a prefeitura e propomos uma reunião entre a comissão e o movimento para que a gente possa debater e discutir eh os dois casos seja lá no padr ancheta seja a a a o imóvel que foi né Eh discutido no contexto foi no momento né de muito aguçamento da ocupação e que foi feita Então esse esse compromisso de que da sessão do imóvel para o desenvolvimento das atividades Então essa é a minha proposta e aí eu queria abrir aqui paraa fala das vereadoras ou pro público em geral né Não só paraas vereadoras mas pro público em geral bom boa noite a todas as pessoas aqui presentes mais uma vez queria eh parabenizar Cleusa Fernanda todosos movimentos né em nome delas de ocupação de mulheres mas mas principalmente a ocupação laudelina de Campos Melo e a ocupação Maria Lúcia Peti eu acho que foram dois momentos na cidade de Campinas né que a gente teve a possibilidade de ver o movimento cumprindo a função que deveria ser executada pelo executivo né né então quando a gente vê a ocupação Maria lcia Peti ali ocupando um espaço eh oferecendo um serviço de atendimento psicológico atendimento eh no campo do direito né Ali pras mulheres né sem a necessidade do beo que muitas vezes acaba sendo um impeditivo para Muitas delas e sem você também ter que se revitimização né a gente sabe tem inúmeras denúncias aqui eh sobre o atendimento na delegacias também depois ir num outro serviço né seja o seamo seja o Gama depois falar novamente o que tá acontecendo para ir sim ter uma análise então isso já demonstra um novo fluxo um novo caminho uma possibilidade né então Eh foi uma a reintegração de posse aconteceu e solidarizo né com a a ocupação mas é que foi uma grande perda no campo do serviço mesmo não sendo eh a obrigação né do movimento fazer isso e a ocupação laudelina de Campos Melo a laudelina como a vereadora Mariana conte trouxe né Ela é uma uma guerreira eh herói né uma heroína de guerra da cidade de Campinas uma mulher negra que organizou as trabalhadoras domésticas enquanto isso ainda não era visto como sendo um trabalho regulamentado né Então ela foi fundamental também para luta das mulheres negras e é um Marco não só na história a nível de Campinas mas a nível de Brasil mesmo né reconhecimento ele é fundamental a ocupação eu acho que ela traz a possibilidade não só né assim como a marel Lu Peti de trazer um serviço sendo oferecido pra cidade ocupação no espaço público dando uma destinação social mas também resgatando a história a partir de laudelina de diversas outras mulheres negras e territórios negros que muitas vezes ficam esquecidos assim então basicamente era isso assim né dizer que conte com o nosso mandato para que a gente ainda continue cobrando fiscalizando principalmente os serviços que t a ver com as mulheres que estão em situação de violência que infelizmente na sua Ampla maioria são mulheres negras da Periferia que não tem acesso aos serviços muitas vezes não tem acesso nem a passagem né Então como que vai ter acesso ao serviço que fica localizado na região central mas eh eu acho que as Exposições foram muito boas pra gente conseguir aqui entender não só a importância mas a necessidade da gente cada vez mais ter ocupações de mulheres organizado por mulheres para que a gente consiga trazer uma nova vivência pra cidade de Campinas é isso [Aplausos] obrigada obrigada viu É também gostaria de parabenizar em nome da Fernanda e da Cleusa todas os movimentos de ocupação de mulheres os movimentos feministas aqui mas em especial a ocupação Maria Lúcia a casa laudelina o movimento de mulheres a gab Benário porque não é à toa que a gente fala tanto aqui é que se existe ocupação É porque existe uma necessidade e me solidarizar porque não é à toa também que as ocupações os movimentos eles são tão combatidos porque além de expor o problema que existe com a falta de prioridade na defesa da vida das mulheres na elaboração e na implementação de políticas públicas de acolhimento de Combate à violência eh também expõe as raízes desses problemas né que é a a desigualdade e porque numa cidade tão rica como Campinas a gente eh a 12ª cidade mais rica do país a gente ainda tenha a insuficiência na saúde na educação eh no transporte público entre outros direitos que penalizam especialmente as mulheres que além de sair de casa para eh ganhar o pão de cada dia para manter a família ainda tem a dupla jornada a jornada do cuidado e na medida que você tem uma destruição dos direitos sociais com o avanço das terceirizações da precarização Nós também temos a penalização das mulheres e sobretudo das mulheres mais vulneráveis as mulheres negras as mulheres que estão inclusive nos nos postos de trabalho mais precarizados então quando a gente eh tem a ocupação que tá expondo não só o problema imediato da necessidade da prestação do serviço para essas mulheres mas também a raiz desse problema é quando a gente tá tocando o dedo na ferida e não à toa é tão combatido o movimento e tão difamado Porque sim tem a violência na prática com a invasão das casas com eh os atos de vandalismo mas também tem a difamação as mentiras a gente escuta na Câmara todo dia quando sobe alguém lá para falar da ocupação normalmente contra normalmente é cheio de mentira é é absurdo né e a gente combate isso combate essa desinformação mas o o o principal eh o principal Carro Chefe para combater isso é dar visibilidade pro trabalho que é feito e as duas ocupações acho é muito importante que vocês Tragam essa história porque isso ajuda muito a qualificar a discussão sobre a história das ocupações sobre o trabalho prestado é e e também ressaltar dois pontos que vocês trouxeram aqui porque nós estamos numa campanha em defesa da nossa democracia né a gente tá tendo hoje por exemplo o julgamento do Ah quer dizer o o o STF tá se reunindo para avaliar se vai aceitar a denúncia contra o bolsonaro e a gente a questão da Democracia ela tá na pauta do dia e as duas histórias das ocupações e das figuras que foram escolhidas para nomear as ocupações elas estão no centro desse debate n e a gente sabe que nós estamos vivendo hoje as as consequências infelizmente doss do ataque a nossa democracia porque a gente não acertou as contas com os golpistas do do passado e a a para além desse trabalho de evidenciar a situação eh precária em que se encontra as políticas públicas e a falta de serviços aqui para voltado pras mulheres e de expor as raízes essa questão nós também estamos estamos falando de um um de uma participação importante no debate em defesa da nossa democracia contra o golpismo então é sem dúvida nenhuma são ocupações que com certeza marcaram a história aqui da nossa cidade mas mais do que o passado elas estão gerando frutos para o futuro porque toda essa luta esse acúmulo eh em torno da da dessa luta das mulheres Ela traz frutos para para nós no futuro tá também né porque traz mais mulheres expõe a a nossa luta na sociedade D visibilidade e ajuda a organizar as mulheres pro pros enfrentamentos que são necessários porque a gente sabe que são muitos e e vamos continuar precisando eh nos movimentar então também quero deixar o mandato à disposição a gente ajudar a organizar essa pressão para que a gente tenha acessão do imóvel que foi prometido e também que a a o pleito da casa laudelina pela eh concessão e e a possibilidade de construir um memorial na casa ele também seja respeitado e que a gente possa juntas fortalecer e nos colocar à disposição pra gente avançar nessas nessas demandas que são importantes e que vão inspirar outras organizações e outras ocupações e outras mulheres também a assumar força nessa luta Obrigada US da pal palavra vereadora Débora obrigada eu acho que tá obrigado bom Eh é bom ouvir Apesar de eu não ser do da esquerda mas eu falo que para mim eu desde que eu cheguei nessa casa eu falo que o importante para mim é defender aquilo que é importante pras pessoas pra cidade sem viés político ideológico Mas acima de tudo para mim estão as pessoas né a população e quem tá lá na ponta e as mulheres elas precisam Ah nós precisamos fortalecer as mulheres todos os dias então coloco meu mandato à disposição de vocês eu acho que a secretaria da mulher vai ser um canal que a gente vai conseguir eh estender esse debate né da da da da violência contra as mulheres as necessidades reais das mulheres eh o debate também ampliado não só na aqui na Câmara mas nas escolas no Cras eu fui lá no na inauguração doel inclusive tava lembrando minha filha lá eu eu vi um pouco da história dela lá no dia né e eu acho que nós não estamos aqui né Nós cinco mulheres à toa né eu falo que Deus faz tudo perfeito e para ser mulher aqui nessa casa é a gente sabe a dificuldade que é né todos os dias a luta que é a a a dificuldade que é mesmo para eu sempre falo que não não vi o machismo na escola porque a maioria eram mulheres eu dei aula durante 22 anos então a gente não experimentou não experimentei o machismo na escola durante os 12 anos no conselho tutelar eu não tive problema dessa questão de de gênero né da de de seu enfrentamento agora aqui nessa casa a gente todos os dias a gente experimenta de perto o que é isso e a partir daqui nós temos que estender essas políticas públicas e combater Essa violência que começa começa na política aí se estende para todos os os âmbitos né então contem com o meu mandato sempre Para apoiar nós mulheres Obrigada mais alguém quer fazer uso da fala não tá bem então eh não sei se eh Cleusa ou Fernanda querem querem dois minutinhos pode ser aqui a gente o microfone é aberto a gente gente aqui é uma reunião democrática não é eu queria agradecer assim em primeiro lugar o apoio durante esses dois anos de ocupação das vereadoras principalmente a Mariana Paola a Guida e eu sei que a Fernanda também já vem nos apoiando assim agora Débora e e como é importante Inclusive a gente de fato fazer essa disputa e de dentro né do sistema e é isso assim nem as vereadoras estão imune à violência de gênero porque eh a gente sabe que eh essa é uma sociedade que de fato foi fundada a partir disso e agradecer principalmente sobre essa resolução da gente de fato tentar mesmo eh a celeridade dessa sessão desse móvel eh a celeridade da criação do memorial da laudelina que vão ser fundamentais assim pro avanço da nossa cidade para essas políticas públicas eh especializad à mulheres queria agradecer mesmo o convite eh e dizer que e estar aqui hoje mostra Como de fato as coisas vêm mudando né apesar de serem seis mulheres esse ano Mas as coisas vem mudando e a gente consegue ter esse diálogo mais aberto cinco né mas logo vai mudar obrigada gente daqui a pouco a gente vai ter cotas para homens né Ah eles vão indicando contas então quero primeiramente agora vou inverter né que eu comecei falando sem agradecer Eu quero primeiro cumprimentar a comissão da mulher né na Mariana conte cumprimentar nossas vereadoras a Palermo a solto que tá aqui a Paola e dizer que é com muita alegria que a gente vem para essa casa né a gente tá sempre por aqui fazer esse debate e que é fundamental a coisa da ocupação né a nossa ocupação também é uma casa que estava abandonada há quase 10 anos e que não tinha função social só que é pública né Eh e dizer o seguinte que esse final de semana por exemplo começou em postos de Calda só um um rapidinho tá Mariana laudelina é de Poo de cauda ela nasceu em 1904 lá mas ela sai fica um tempo em Sant São Paulo como vai dar para contar agora e vem na década de 50 aqui pra cidade de Campinas e ela dizia antes de falecer como ela queria deixar a casa dela pro sindicato ela dizia para nós que ela não tinha mais nenhum parente vivo ela teve um casal de filho a menina morreu bebê mas o o o Alaor morreu com 67 anos morreu bem antes dela e ela dizia que não tinha ninguém etc nós vamos entender Por que que ela falava que não tinha nenhum parente é que ela tinha medo que o parente reivindicasse e ela queria deixar a casa dela exposição da luta né tanto que tem lá escrit assim que ela fala não pode vender não pode alugar não pode né até que a última trabalhadora doméstica exista no Brasil então essa era a grande preocupação dela ela então o Instituto Moreira aí nós o que aconteceu chegou em 90 ela morreu em 91 92 entra na nossa organização a Mara né Que assistente social e tal aí ela entrou de Poa de Calda nós falamos Mara sa de Poa de Calda laudelina também era Uma cidadezinha pequena as famílias negr sempre tem uma rede será que ninguém conhece a família de laudelina aí em uma semana nós achamos a família dela aí a cidade foi um estouro quando descobriu a existência de laudelina hoje tem cursinho tem rouco o nome dela tem um diploma na Câmara Municipal o Instituto Modas sáes abriu o o o o a exposição esse final de semana fica até setembro depois vem para São Paulo e nós vamos trazer depois aqui para Campinas então para fechar Eu além de agradecer a todas eh dizer que noss casa laudelina também além dos cursos de formação na área das diferentes temas a gente tem também um ateliê de artes integrad a gente oferece vários cursos gratuitos e tal nós vamos começar um letramento digital agora no segundo semestre as mulheres e uma yoga que eu esqueci o nome da yoga sei que ele trabalha um pouco nessa cosmovisão africana né então a gente vai est divulgando Tão tentando reestruturar e tal e agradecemos a colaboração o apoio estamos à disposição luta continua Obrigado Quando que a exposição vem para cá e o ano que vem o ano que vem é é uma é uma uma proposta também a gente pode ver se a gente faz alguma coisa aqui na Câmara né que a gente possa recebero a exposição a gente pode pedir solicitar para a presidência que a gente tenha S muito legal e aí como lá vai até o final de setembro aí eles vão desmontar vão para São Paulo então a gente já tá dialogando com o museu da cidade com centro de memóri da unican pra gente poder trazer para cá e fazer a gente pode fazer uma cois a gente propõe de fazer parte da exposição Afinal né é uma é uma figura tão importante que até tem o nome aqui da medalha lá oina né ela agora virou heroína da Pátria né o ano passado uma lei agora era uma heroína da Pátria heroína da Pátria né pois bem eh então assim para encaminhamento eu acho que né não houve desacordo eu vou elaborar um ofício acho que é importante que a gente assine em conjunto né pra gente solicitar essa reunião entre a comissão da mulher e a as ocupações pra gente debater com a prefeitura o encaminhamento da Sessão da concessão Doo os imóveis para que a gente avance Tá certo gente então Quero agradecer imensamente a Fernanda representando aqui a ocupação Maria Lúcia peive A Cleusa representando a casa laudelina quero agradecer a presença da vereadora Paula Miguel da vereadora Fernanda Souto da vereadora Débora Palermo e todo mundo que aqui né Eh está acompanhando Quero agradecer também a Paula do gabinete do vereador Wagner Romão os trabalhadores e trab adoras que estão sempre aqui que fazem a nossa vida aqui possível e declar encerrada a segunda Ah e assim vou declarar encerrada mas ninguém escapa a gente vai tirar uma foto antes Tá bom então declar encerrada a segunda reunião ordinária da Comissão da mulher obrigada gente [Música] TV Câmara Campinas
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