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[Música] TV Câmara Campinas eh Boa tarde a todas todos e todes Eh vamos dar início Então a primeira reunião da comissão da mulher desse ano eh do ano de 2024 e esse essa reunião tem como tema o dia internacional de luta das mulheres é uma preparação aí da nossa agenda do movimento feminista de Campinas de São Paulo e do Brasil e do mundo né porque afinal o dia internacional de luta das mulheres eh que é um dia importante no qual as mulheres Nós tomamos as ruas levantamos as nossas pautas nos fortalecemos eu acho que é muito importante dizer que nos últimos anos as mulheres protagonizaram uma rebelião imparável no Brasil e no mundo mundo a gente teve hoje a notícia da condenação do jogador Daniel Alves eh pela justiça espanhola por estupro isso é importantíssimo é um Marco também eh para as mulheres porque nós sabemos que a violência contra a mulher cotidiana seja a violência doméstica e familiar seja a violência do estado e aí é importante salientar aqui e lembrar que as principais vítimas do massacre genocídio que é acontece na Palestina São mulheres e crianças então o Estado também violenta as mulheres as principais vítimas são mulheres né ali na na região da Palestina lembrar das inúmeras mulheres que choram as mortes dos seus filhos por conta da repressão policial e é importante lembrar aqui também da operação escudo da machada Santista que é uma operação de violência política e policial que o Governador Tarcísio tem feito na região da da Baixada Santista mas que replica em todo o estado de São Paulo nas periferias inclusive aqui nas nossas periferias na periferia de Campinas também porque a gente teve um aumento do número de mortes de jovens negros também na cidade de Campinas Então essa é uma luta cotidiana paraa defesa dos nossos direitos e contra as políticas que nos atacam quero lembrar também que as mulheres nós somos a linha de frente no embate contra o governo bolsonaro nós Antecipamos a luta contra o bolsonaro nós fizemos o ele não antes de bolsonaro ser eleito porque nós mulheres conhecemos a violência nós lutamos contra os governos da Extrema direita que são governos que se baseiam na violência porque nós mulheres sabemos o que é a violência sabemos o que Como dói a violência e não Vamos admitir governos que eh incentivem pratiquem ataquem e violentem as mulheres então felizmente nós derrotamos o bolsonaro mas nosso desafio continua temos aí o enfrentamento ao governo Tarcísio temos o enfrentamento aqui também é o prefeito Dário Saad que tem virado as costas para as demandas das mulheres e eu queria eh nesse momento colocar paraa abertura primeiro apresentar as nossas convidadas mas eu queria também fazer um breve histórico do trabalho da Comissão da mulher do que nós construímos do que nós apontamos para que a gente a gente possa inclusive pensar os próximos passos né também junto com o movimento social para que a gente possa dar encaminhamento a esse trabalho então já apresentando as nossas convidadas eh aqui tá com a gente a Cleusa Aparecida da Silva da casa laudelina de Campos Melo que fez uma ocupação na região do padre ancheta é uma uma eh Associação uma entidade um movimento social eh muito longo né com raízes aqui na cidade de Campinas que homenageia F homenageia eh laudelina essa figura importante da cidade de Campinas fundadora do sindicato das domésticas e fez uma ocupação no a casa laudelina está com uma ocupação na região do padre ancheta E reivindicando aí um espaço de Cultura periférico e protagonizado pelas mulheres daqui a pouco a gente vai ouvir a Cleusa então a gente também tá aqui a Marta Fontinelli que é da ocupação Maria Lúcia Peti do coletivo aenar que também realizou uma ocupação todos nós acompanhamos aí a ocupação Eh Maria Lúcia Peti que tá reivindicando um espaço Popular com protagonismo popular e de mulheres para fazer o acolhimento orientação e fortalecimento das mulheres em situação de violência a Tamires Batista que é promotora legal Popular que é do Mandela também né da ocupação Mandela a promotoras legais populares tem um trabalho muito importante na cidade de Campinas junto com outros coletivos são vários coletivos que fazem um trabalho super importante e com muita parceria aqui com a comissão da mulher quero cumprimentar a Tamires e a Micaela Rodrigues que é coordenadora do coletivo juntas que é o meu coletivo também né também faço parte né além de ser militante do partido cumprir a tarefa parlamentar também sou eh faço parte do coletivo juntos coletivo feminista que é um coletivo parceiro um coletivo aí que tem eh um coletivo nacional e nós temos aí comprado várias brigas fazendo feito vários enfrentamentos então depois nós vamos passar a palavra para nossas companheiras Então se vocês me dão licença eu queria fazer um breve histórico eh porque eu acho que é sempre importante eu conversava agora com a com a com a Marta antes de vir sobre a questão da memória e eu fiquei muito refletindo quando eu tava pensando né Eh sobre essa reunião Eu fiquei refletindo sobre essa questão né quer dizer dizer nós temos olhamos paraa frente vemos tantos Desafios que nós temos Mas se a gente olha para trás e vê o caminho que a gente já percorreu os caminhos o caminho que tá que a gente olha para né os desafios eles são colocados do seu devido tamanho não que eles não sejam grandes mas que eles não são impossíveis né então a gente põe os desafios no seu devido tamanho eh então eu quero fazer esse breve histórico sobre a questão da Comissão da mulher eh sob a minha presidência né não consigo dizer antes né de da minha presidência mas eh estamos completando agora né Eh esse é o oitavo ano da presidência na comissão da mulher foram dois duas dois anos legislativos aí e e eu quero lembrar que em 2017 assim que eu assumi como vereadora como única mulher vereadora na cidade de Campinas e Presidenta da Comissão da mulher nós tivemos um feminicídio no reveillon que foi um feminicídio muito chocante aqui na cidade de Campinas eh um ex-marido de uma de uma de uma das mulheres que acabou sendo vitimada pel esse por essa crime violento eh entrou numa festa de Reveillon matou a ex-esposa o filho e várias mulheres eh da família dessa dessa dessa da da da ex-esposa dele né e e naquela ocasião ele também soltou uma carta chamando todas as mulheres que apoiaram e deram suporte para que ela pudesse sair daquela relação violenta abusiva eh chamando de né então ele acusa faz uma carta misógina com vários acusações xingamentos e eh acusa de na ocasião foi bem na véspera da reveon que e foi na reveon e no dia primeiro teve a posse dos vereadores e do prefeito aqui na cidade de Campinas eh eu fui me lancei como presidenta candidata à presidência da câmara na ocasião né uma ousadia chegando já como né mas mas a gente eh na ocasião eu me lembro muito bem que o ex-prefeito Jonas Donizete tratou como uma questão de uma tragédia familiar e e na minha fala eu demari a questão de que não se tratava de tragédia familiar no sentido sido romantizado do que significa isso mas no sentido de que era um feminicídio e o feminicídio a tipificação do feminicídio de 2015 né que foi uma conquista da luta do movimento feminista de tipificar o assassinato de mulheres por sua condição de gênero precisava ser tratada como feminicídio seja na burocracia do Estado mas seja pelas autoridades competentes porque a feminicídio era a última é a última é o é o fechamento mais trágico de um ciclo de violência que poderia ser evitado se tivesse tido políticas de Combate à violência efetiva se a Lei Maria da Penha conseguisse realmente né uma das melhores leis leis do mundo uma conquista do movimento feminista mas se as mulheres tivessem serviços e apoio tudo que tá previsto na lei Maria da Penha se a Lei Maria da Penha fosse cumprida a gente poderia evitar esse e outros feminicídios a gente começou o ano de 2017 com a manifestação dia 5 de Janeiro de 2017 uma manifestação enorme na luta nenhuma menos eh aqui em Campinas na qual nós ocupamos as ruas com milhares de mulheres isso estava dentro também de um movimento que vem que tava pipocando na América Latina na Argentina eh na Colômbia enfim vários países da América Latina na qual as as mulheres se levantavam sob o signo nenhuma menos e nós fizemos então aqui essa essa manifestação E começamos o ano num processo de enfrentamento aqui na Câmara também eh logo na primeira sessão do ano nós chamamos junto com o movimento feminista uma um debate uma primeira parte da sessão discutindo o que é feminicídio que foi na primeiro momento a mídia da cidade não tratou como feminicídio o ex-prefeito não tratou como feminicídio a própria Câmara não tratou como feminicídio e nós fizemos um primeiro embate que foi caracterização do crime como feminicídio seja por meio dos legais que o movimento social atuou para que a delegacia da mulher eh registrasse formalmente como um caso de feminicídio para que a gente pudesse computado mas também dentro de um aspecto de cultura na cidade para que as autoridades reconhecessem um feminicídio como um crime uma violência de gênero Lembrando que poucos anos atrás nós enfrentamos aqui o cerceamento do debate de gênero né Eh e enfrentamos né durante todo o período depois né veio escola sem partida etc e tal mas nós caracterizamos como foi uma violência de gênero e precisa ser tratado dessa forma a partir daí na comissão da mulher nós começamos a elaboração de um diagnóstico dos serviços que de Combate à violência contra a mulher na cidade de Campinas ouvimos vários órgãos conselhos movimentos profissionais desses Centros e nós levantamos que Campinas tinha eh não tinham vários equipamentos que são servios na lei Maria da Penha como a vara de visado de violência doméstica e familiar como a Defensoria Pública especializada e como o serviço de responsabilização do autor de violência então nós definimos aí no calendário no tempo a meta seria construir ter em Campinas uma rede em que todos os serviços da cidade todos os serviços previstos da Lei Maria da Penha fossem eh criados e concretizados dentro aqui na cidade de Campinas foi quando nós começamos a organização e a luta pela vara de violência doméstica e familiar e e eu quero agradecer a parceria das plps das promotoras legais populares quero né Eh aqui tamiles representando mas eu gostaria de saudar muito a Magali também a Magali que é uma foi uma parceira a Magali a Nil parceiras de de grande valor que fizeram aí Que Nós pensamos todo esse plano e essa essa a efetivação dessa luta em conjunto né Eu acho que isso é importante porque nós mulheres nós Não andamos sozinhas né nós sempre andamos em em bando nós vivemos coletivamente porque é uma condição de garantia de vida das mulheres as mulheres que estão em casa sabem muito bem o que seriam de nós se a gente não tivesse a rede de apoio a amiga a mãe a parceira a vizinha né e também nos movimentos nós sempre andamos acompanhadas Então foi uma parceria muito interessante a parceria com a comissão da mulher advogada da OAB quero saudar aqui a Fábia bigarani também que fez era na época era Presidenta da da Comissão da mulher da da Comissão da mulher advogada e quero saudar também o juiz o Dr Torres que abriu as portas pra gente do Judiciário e a desembargadora Dra L lja bisogni que também foi uma parceira e a partir do da relação com o movimento social do debate com o Tribunal de Justiça nós conseguimos então a criação da Vara de Juizado especializado em violência doméstica e familiar aqui na cidade de Campinas uma vez instalada a vara e e e eu acho que é importante resgatar um pouco do debate que a gente fez em torno da vara porque essa isso veio eh numa das audiências em que nós fiz Estávamos trabalhando o diagnóstico e nós tivemos o relato de uma mulher que sofria violência doméstica cotidiana que tinha sido ameaçada de morte ela e seus filhos ela veio fugida de Minas Gerais para cá e eh exatamente pela ausência da Vara de juizado de violência doméstica e familiar essa mulher foi eh o o ex-marido entrou com o pedido da Guarda compartilhada dos filhos a justiça deu a a a guarda compartilhada sendo que ele já tinha inclusive ameaçado de morte os próprios filhos e nessa ocasião ela teve que ela não queria mandar o filho os filhos dela sozinhos para Minas Gerais para fazer a visita dos do Pai ela foi com acompanha teve uma tentativa de assassinato nessa ocasião e ela veio e e a denúncia dela era que a própria Justiça tinha dado o endereço dela em Campinas para o ex-marido que ameaçava de morte sendo que ela vinha fugida e a vara de gizado especializada em violência doméstica e familiar ela foi prevista exatamente por causa disso porque quando a gente tá falando de situações de relações familiares Mas que envolve violência precisa ter uma um um órgão da Justiça especializado que considere que leve em conta a questão da violência dentro da família e eh conseguimos a a constituição então da Vara de visado de violência doméstica familiar a partir daí nós fizemos a requisição porque uma vez instalada a vara ficou explícita a necessidade da Defensoria especializada a Defensoria Pública presta serviço de atendimento jurídico para pessoas até uma faixa de renda e no caso das mulheres para todas as faixas de renda lembrando em conta que um dos aspectos da violência doméstica e familiar é a violência patrimonial em que as mulheres acabam tendo não tendo controle sobre o seu patrimônio sobre a sua renda e eh o controle da da vida da digamos assim material financeira e doméstica é um dos elementos que coloca as mulheres numa situação de maior vulnerabilidade então a a a Defensoria Pública sim faz a prestação eh desse serviço paraas mulheres de todas as faixas de renda e nós fizemos nós fomos lá no reunião do conselho superior da Defensoria Pública eh junto com as plps as plps também estiveram lá no Conselho da da Defensoria e nós fizemos a requisição que Campinas precisava de uma uma uma Defensoria Pública vocacionada designada para atender os casos de violência doméstica e familiar E aí nosso pedido nosso Nossa solicitação foi atendida pela eh pela Defensoria Pública Eh quero aqui também já saudar todos os membros do Conselho da Defensoria Pública sobretudo as mulheres defensoras que na na ocasião naquela reunião defenderam a nossa pauta defenderam a nossa demanda E também o nuden que é o núcleo eh da Defensoria Pública de São Paulo que também é especializado no caso da violência doméstica familiar que foi um apoio também nessa luta para que a gente pudesse trazer a Defensoria Pública especializada para cá a partir disso né na verdade não é uma linha é uma linha eu tô colocando numa linha Histórica de de uma forma para explanar mas tudo aconteceu tudo ao mesmo tempo agora como a gente sabe que tudo acontece tudo ao mesmo tempo agora então eu tô colocando não foi assim uma coisa ou outra As coisas elas vão eh digamos assim simultaneamente ao mesmo tempo nós já fazíamos aqui o debate sobre a questão do seamo um serviço fundamental importantíssimo mas que conta apenas com uma equipe especializada uma advogada uma psicóloga e uma assistente social O que é absolutamente gritantemente escandalosamente insuficiente para atender uma cidade do tamanho de Campinas então eh a gente já vinha fazendo essa demanda eh essa denúncia e a demanda por mais investimento pela contratação de mais servidores na no seamo e fizemos também a requisição para prefeitura eh sobre a criação do será o serviço de responsabilização do autor de violência partindo do pressuposto que uma se uma mulher consegue quebrar um ciclo de violência sair de uma relação abusiva e violenta muito provavelmente aquele autor de violência vai estabelecer novas relações de violência com outras mulheres então nós fizemos também aqui o serviço de respons contabilização Visitamos o serviço E agora José lá na cidade de Santo André como serviço eh exemplar né com com que que temos aí né existe um debate sobre a melhor forma de implementação mas é um serviço existente então fomos conhecer a experiência fizemos articulação com a Dra Teresa Cristina que é juíza da da da Comarca de Santo André convidamos a Marilda que foi uma das das idealizadoras implementador da dos do do serviço E agora José na cidade de Santo André e fizemos a requisição pra prefeitura o serviço foi construído aqui na cidade de Campinas mas eh também não conta com uma equipe especializada uma equipe própria de servidores públicos nós temos aí uma coordenação que é o servidor público que tá cuidando assim acabou sendo designado para coordenação mas não conta com uma equipe hoje de servidores especializados e nós também discutimos e temos apresentada a demanda que é papel sim da a o serviço de responsabilização deve ser parte de um processo de decisões judiciais Então tem que ter articulado junto com a vara de juizado de violência doméstica familiar pós isso Nós entramos aí nesse trabalho né do enfrentamento a todo desmonte né Principalmente por meio do governo bolsonaro né então o governo bolsonaro foi um Marco no sentido de que nós fizemos um processo de enfrentamento muito grande com relação ao desmonte das políticas o esvaziamento do recurso pro Disk 80 a disputa que tá colocada e eu quero enfatizar isso existe uma disputa da Extrema direita tentando desqualificar todo o trabalho o acúmulo e a experiência do movimento feministo das mulheres que foi a conquista da necessidade de serviços especializados para enfrentar a violência doméstica e familiar a partir da gestão da Mares eles tentaram criar uma ideia de que era possível enfrentar a violência doméstica familiar sem incentivar as mulheres romperem o ciclo da violência a o a a o discurso da defesa da família né da defesa da família na verdade esconde a tentativa de perman de relações familiares com violência nós defendemos a família nós defendemos uma família plural sem violência e isso passa por em muitos momentos na grande maioria das vezes conseguir romper o ciclo de violência que acontece dentro da família isso significa sim incentivar as mulheres a romper nesse ciclo e a romperem laços familiares com quem é violenta como uma forma de defender a vida dela da mulher e dos seus próprios filhos nós temos isso como uma disputa colocada que se traduz por exemplo no enxugamento da da da verba para a delegacia da mulher com o impacto do que é o ajuste fiscal que foi aprovado em nível Federal sobre as políticas eh voltadas pro Combate à violência e também com aqui em Campinas com a ausência de investimento de fato para constituir as equipes especializadas em em no Combate à violência doméstica familiar entendo agora Campinas gabaritou nós gabarit nós temos todos os serviços previstos da Lei Maria da Penha mas esses serviços são absolutamente insuficientes porque para salvar a vida das mulheres proteger as crianças da violência nós precisamos de recurso nós precisamos de recurso precisamos de orçamento destinado ao serviço especializado isso significa a consequência disso é por exemplo para traduzir Qual é a consequência dessa disputa dessa dessa eh concepção sobre o enfrentamento a violência doméstica familiar é por exemplo a defesa de que o os Cras substituiriam o seamo e não substitui o Cras tem um papel né de atendimento da rede de assistência mas o Cras atende toda a família né Nós precisamos de serviço neutro que não faça que é um serviço especializado e um serviço que não atue com no conjunto da família para que a gente possa eh eh incentivar as mulheres a romperem o ciclo de violência isso significa que nós queremos seos territorializados nas nas nas nas regiões principalmente sobretudo nas regiões periféricas sim queremos que tenhamos eh funcionários do seamo que possam atuar inclusive junto ao Cras inclusive junto aos centros de saúde mas hoje com o número de servidores é absolutamente insuficiente Então essas são as a um pouco um breve histórico um breve diagnóstico e eu entendo que eh nesse dia internacional de luta das mulheres a gente defender os movimentos sociais defenderem a o Combate à violência doméstica familiar passa por a gente exigir verba orçamento em todos os níveis eh seja Municipal Estadual e Federal em todos os níveis para os serviços especializados assim como diz a Lei Maria da Penha que garante o direito à vida das mulheres e que coloca responsabilidade do Combate à violência doméstica e familiar sobre o estado e a sociedade é isso encerro por aqui um breve histórico e passo a palavra para as nossas convidadas eh vou começar pode ser com a Cleusa pode ser Cleusa começar Ok é queria dar boa tarde a todas e todos presente agradecer imensamente a Mariana na presidência da nossa Comissão da mulher pelo convite e cumprimentar nossas parceiras de mesa e de luta né Maria Lúcia Petite as meninas do juntas a nossa querida companheira do ia falar Mariele então eh eu acho que é essencial né a gente formular esses debates em particular agora que nós estamos na verdade na porta do Oi 8 de Março né que é o dia internacional da mulher aí eu queria acrescentar eu achei maravilhoso esse Resgate que a Mariana acabou de fazer falando sobre a questão da violência porque embora a gente esteja o tempo todo inserida denunciando a questão da violência contra a mulher a questão do feminicídio muitas vezes a gente não consegue eh localizar por exemplo essas conquistas que são conquistas mais recente muitos de nós não temos mesmo sendo feminista tá inserido no movimento não tem conhecimento né acho que fo maravilhoso você socializar que a gente replica isso também nos demais espaços Então parabéns pela jornada árdua de luta na presidência dessa comissão chegou a companheira Diná Diná maravilhosa de luta por moradia feminista nata voltou para casa nós estamos feliz então eu gostaria de falar o seguinte e 8 de Março é uma data simbólica para todas nós mulheres sem exceção mas nós mulheres negras no contexto Global pela nossa rede né na articulação de organizações de mulheres negras brasileira nós estamos na sexta edição do março de lutas que não é só o 8 de Março 8 de Março é fundamental para nossas denúncias né pro protesto até para manifestações política culturais etc porém a gente tem agenda também de 14 que é a morte de Marielle nós temos o aniversário de Carolina Maria Carolina de Jesus de abed nascimento de Luísa bairros depois nós temos o 21 de março que é o dia internacional de luta contra a discriminação racial né que foi constituída pela ONU em função do massacre né de sv em África do Sul então a tem uma agenda na verdade de luta para o mês todos aí é importante a gente fortalece o 8 de Março mas é importante também que as nossas companheiras fortaleçam os outros momentos de luta que nós temos no decorrer do mês e nós enquanto casa laudelina acho que vocês acompanharam acabaram também de sofrer uma violência que eu falo assim que os atitude fala por si só né porque muitos caracterizou a atitude como se fosse um roubo para nós não foi apenas um roubo né O que ele deixa na casa o esquiço que ele deixa caracteriza a misogenia caracteriza o racismo e os próprios amigos né deste deste usuário que invadiu o nosso espaço que se chama Dário Lá no Padrinho chieta além dele vandalizar aquilo que aconteceu em 8 de janeiro tudo vira moda né então você tirar a roupa e fazer sua fisiológica nos Espaços agora tá virando regra e ele fez questão de fazer isso na nossa cozinha né aí depois o banheiro suja também se limpa com a cortina então uma coisa assim para humilhar para degradar uma coisa muito perversa né você vê que tem uma um um uma coisa de ódio e aí os próprios companheiros deles ali da região do Entorno que a comunidade foi super solidária veio falar conosco e tudo mais dizia Ah ele é não gosta de mulher ele é um racista não sei o que e tal aí chegaram Até bater no menina que nós não queríamos vieram falar para nós vamos bater vamos não nós não queremos nada disso é com a justiça é com a polícia mas eu perguntei na segunda-feira passada pros amigos dele Cadê o daril que eu tava preocupado já que Bateram nele eu queria saber se ele tava machucado Não ele tá bem como é que ele tá aí ele respondeu para mim assim ai ah professora vieram um o pessoal da Saúde aqui pegaram ele e levaram para uma clínica do lado da penitenciária aí eu falei Ah é Então Levaram ele para uma clínica ao lado da penitenciária porque ele é branquinho de de olhos claros foi se fosse um preto ia direto pra cadeia entendeu então e infelizmente é dessa forma que a banda toca em qualquer lugar do nosso país né A questão da impunidade a impunidade é cúmplice da violência e quando uma mulher ela é vitimada por qualquer tipo de violência não é só ela na verdade né que pede mas toda a sociedade brasileira perde em função disso nós não temos por exemplo nas nossas unidades de saúde uma equipe por exemplo qualificada para fazer esse tipo de atendimento essa coisa da escuta ela é fundamental pros Profissionais de Saúde em todas as áreas E na saúde muitas vezes as mulheres chega vitimada pela violência conta qualquer história e as pessoas acabam acreditando não percebe que a mulher está machucada tá ferida que ali tem uma coisa embutida que tem que investigar melhor que tem que né a coisa da escuta ser fundamental Então acho que para além da gente ter o se como ter o serviço especializado a gente precisa também capacitar né as todas as nossas unidades de saúde para essa coisa do olhar e da escuta né muitas vezes as mulher chega mancando ou com mancha no rosto ou com excesso de maquiagem ninguém mas ela tá escondendo eh traços da violência então penso que isso é fundamental para nós também né o Dario Saad é inimigo das mulheres a medida em que sucate os serviços né de atendimento às mulheres é desfinanciamento que melhore essa questão do atendimento às mulheres vitimada pela violência e Então temos essa jornada de luta nossa eu queria já deixar aqui o convite vai ser um agendão feminista que a gente tá constrói nos últimos anos na cidade de Campinas o 8 de Março Unificado né então estamos todas nós aqui envolvidas nessa agenda vai sair uma agenda né Nacional mas também já falar daquilo que nos cabe e que tá na nossa pauta a gente tem o ato de a mas aqui nessa casa nós vamos já falar com Mariana também já estamos falando com Paola com Guida que a gente vai lançar né nossa rede nacional no dia 21 de Março vai lançar a segunda marcha Nacional de mulheres negras por reparação e pelo bem-viver nós vamos realizar essa marcha na verdade em novembro de 2025 mas nós só iniciamos o processo organizativo aí nós tentamos agendar o plenário Pro lançamento aqui dia 21 mas já tá agendado pro Vereador Major Jaime então nós Antecipamos e faremos no dia 19 de Março o lançamento da Marcha Nacional de mulheres negras aqui no plenário na marcha de 2005 que faz 10 anos que fizemos primeira marcha nós fizemos também o lançamento oficial aqui nesta casa e foi muito representativo muito simbólico a gente quer repetir a dose no dia 9 Nós faremos um encontro de mulheres lá no Maria a Rosa a maioria desse público São trabalhadoras domésticas depois a gente vai estar passando o endereço direitinho da chácara que nós marcamos dia 9 aí não tinha vaga na chácara aí tem dia 16 aí dia 16 era outro evento teve que mexer na agenda de novo mas aí a gente passa direitinho para que vocês possam estar passando por lá também então tem uma agenda de luta e no dia 16 na verdade dia 9 seria o encontro dia 16 seria a oficina de bonecas com ficão de abayomi mas como nós não conseguimos a chácara pro dia 9 tá ocupada ficou tudo pro dia 16 a gente vai misturar fazer o encontro de mulheres e dentro do encontro de mulheres vai até uma da Oficina da confecção de bomin entendeu juntar os dois em um eh e por último que também não deixa de ser importante fundamental é falar um pouco mesmo dessa cidade de Campinas eu penso que este ano não só para Campinas mas pro Brasil todo é um ano estratégico né porque a gente tem as disputas aí eh eleitorais e acho que é fundamental pra gente pautar a questão da democracia representativa ao mesmo tempo que que a gente tá debatendo a questão da Democracia participativa já que o governo federal criou uma secretaria para pensar essa questão da Participação Popular e etc e ao mesmo tempo eles estão discutindo também a política de cuidado mas estão discutindo sem nós é a nossa maior queixa com relação ao governo federal Ministério das mulheres e outro é essa ausência né de participação dos movimento feminista no seu contexto global e de todas as mulheres do campo e da cidade nesse processo de tecitura de de confecção dessa arquitetura de cuidado que eles estão pensando não adianta pensar o cuidado ausente das mulheres porque quem prima pelo cuidado somos nós mulheres então tem essa questão também pra gente poder tocar então agora vou fechar de fato falando só da democracia representativa eu penso que nós somos ainda embora sejamos mais de 52% da população brasileira do ponto de vista de de gênero a gente tem um número muito baixo de mulheres nos parlamentos de um modo geral eh enquanto mulher negra som 28% da população portanto são o maior contingente populacional no Brasil e Menor ainda nossa participamos n Nossa participação nesse espaço de decisão e de poder político eh Então se faz necessário a gente faltar esse debate e pautar na perspectiva de aprofundar mesmo a questão da violência política de gênero de raça e de classe Porque que as nossas mulheres têm sofrido horrores nos Espaços parlamentares né e as nossas companheiras trans também ão todas T vivido assim não tem uma semana que você não tem uma denúncia Não tem coisa no jornal e nas redes sociais de alguma companheira Nossa no Parlamento seja na veneran sejaum deputada Federal ou Estadual sofreu algum tipo de violência ou de violação Então eu penso que esse esse ano é um ano estratégico pra gente pautar Esse debate pra gente cobrar dos partidos políticos né e da gente fazer com que os partidos políticos também façam investimento no processo de formação dessas mulheres para ocupar esses cargos internos nos partidos que são sempre ocupados pelos homens que é a tesouraria que é a finança aliás que é a presidência que é a parte de Finanças tá sempre na mão dos homens isso a maioria desses homens branco então não muda do ponto de vista dessa representação também é essencial a gente pautar o debate dos investimentos nessas candidaturas né que as mulheres possam ter Equidade do ponto de vista de visibilidade nas redes para poder fazer essa campanha política do ponto de vista de financiamento dessas campanhas e do ponto de vista de ausência de violência no Exercício né que demanda anterior uma eleição no processo eleitoral e pós a Vitória delas e ocupação das cadeiras na Câmara então penso que esse é um ano fundamental pra gente pautar aprofundar esse debate e e tentar ampliar garantir né reeleger as que nós temos e tentar ampliar o contingente de representação n nossas câmaras municipais do Brasil obrigada um abraço boa tarde obrigada Cleusa é importantíssimo esse informe das agendas eh fico muito feliz né da segunda Marcha das mulheres negras né vamos aí est construindo também eh eu a durante a fala da Cleusa eu me lembrei de dois fatos que eu queria mencionar rapidamente que eu acabei esquecendo no histórico só para fazer justiça Então pedi licença de novo aqui eh teve também uma coisa que foi super importante que foi todos os atos e movimentos em conjunto com os movimentos e também aqui na Câmara eh do da campanha justiça por Mariele contra a violência política de gênero né nós fizemos muitos enfrentamentos seja enquanto tema seja na prática né e enfrentando a violência política de gênero e durante a pandemia também eu acho que foi super importante nós fizemos um seminário junto com o comesp que é o órgão do Tribunal de Justiça especializado em violência doméstica e familiar e o Pagu que é o núcleo de estudo de gênero da Unicamp fizemos um seminário e fizemos o debate sobre procedimento sobre a situação das mulheres que está né o aumento da violência doméstica familiar durante a pandemia do covid-19 fizemos uma discussão sobre mudança de procedimento processos enfim todo foi todo um seminário que a gente fez para conseguir garantir para as mulheres na situação do do isolamento né de que a gente de alguma forma todos nós vivemos eh durante a pandemia do de do covid-19 então quero também deixar registrado a importância da Dra Teresa Cristina da desembargadora da Maria Angélica que foi a parceira no comesp e também da Carla Bessa que então é era presidenta é presidenta não coordenadora do Pagu Núcleo de Estudos de gênero da Unicamp só para fazer justiça deixar esses registros aqui vou passar a palavra então para tamiles primeiro Boa tarde Eh quero agradecer aí o convite e né me apresentar eu sou tamir sou liderança lá da comunidade Nelson Mandela eh milito pelas plps também sou militante pelas brigadas populares aqui de campinas e é um prazer est hoje aqui Principalmente nesse espaço de conquista né aonde nós mulheres temos poucos espaços aonde a gente consegue realmente poder falar sobre a luta intensa que a gente faz né diariamente eh esse esse momento é muito importante esse chamamento aí pr pra mulherada pro 8m que é um um dos atos que deveria ser considerado um dos atos mais importantes aqui né do do do nosso país pelo fato de que o papel que nós mulheres exercemos e que meu nada funciona se uma mulher não tiver à frente Essa é a verdade eh a gente tem muito o que comemorar no 8 de Março mas também tem muito que reivindicar toda a fala que que a Mariana fez aqui que a Creusa fez é dizendo o tanto que a gente ainda tem para reivindicar e principalmente reivindicar o direito das nossas companheiras né que perderam a vida por essa luta por essa essa trajetória que a gente faz né ao longo da nossa vida eh a gente tem feito combates diários e é repetitivo mesmo dizer né o quanto que precisa mudar ainda a questão de do do direito aos nossos corpos né do direito de viver mesmo que é o uma das da do primordial né que a gente reivindica aí nas ruas eh pedindo para que realmente né a gente teve a conquista da de ser né julgado como feminicídio né o crime de morte contra uma mulher mas eh ainda não é eficaz né a gente ainda não consegue realmente prender esse sujeito por esse devido devido crime e e eles né fica entalado na garganta e não desce como deveria descer eh hoje a gente teve a notícia aí do do Daniel né o jogador foi uma conquista sim porque os tropadros e é triste dizer isso e e é esse combate que a gente também faz né de trazer em evidência esses abusadores esses estrupadores que precisam ser presos né 1% apenas que são julgado é muito pouco né o tanto de mulheres que sofrem com isso diariamente quando a gente senta em uma roda de conversa e fala com as mulheres é sempre o relato do tanto de mulheres que já sofreram abuso de diversas formas e e esses abusadores nunca Foram condenado ou nunca foram levados à justiça eh por esse fato muitas acabam né não revelando né porque a gente não tem justiça para isso e e não traz à tona o tanto de de coisas que precisam ser mudadas Então esse daí é mais uma das causas né que a gente também vem reivindicando e precisa que esse número cresça que as mulheres venham junto né a gente tem aí eh essa onda de de de coisas ruins que ficam acontecendo para tentar nos silenciar Esse é o fato né a gente tá passou todos esses anos aí combatendo esses governos fascista aí conseguimos derrotar o bolsonarismo né como presidente Mas ainda é existente aí em suas diversas faes num num projeto Claro de tentar silenciar todas as mulheres que faz aí esses combates E essas lutas por direitos né Não só as mulheres mas também né Nós como eh movimentos sociais também somos atacados diariamente né diretamente então esses combates que a gente também traz na eh pras ruas e pedir aí para que essas mulheres se juntem a esses movimentos para que venham né com a gente somar nesse dia que é tão importante eh como a companheira Creusa falou a gente tem o o 8 de Março que é importante sim que as mulheres eh venham com os seus com os movimentos que vocês fazem partes ou não né para se juntar aí com a gente nas ruas para reivindicar os direitos que a gente tanto luta mas também todo o o Março que a gente faz o março de luta e tem esse agendão que é realmente necessário que as pessoas né Façam aí essa esse esforço de de estarem presente né nesses lugares que são espaços de lutas então assim nós como promotoras legais aqui em Campinas também eh com cumpre esse papel aí né de de fazer esses combate eh contra né Todo essa ess esse projeto de morte né que tá explanado eh temos diversas formas de lutas que fazemos aqui em Campinas né em outros em outras cidades e estados também mas aqui eh Já tem alguns anos que é feito o curso das promotoras legais e que foi muito importante também paraa minha formação e aí posso dizer também no geral assim das mulheres que passam por esse curso né das promotoras o quanto que acrescenta eh pra gente de conhecimento muitas mulheres chegam ali sem saber nada sobre os direitos mesmo né sem saber para onde recorrer eh quando sofre qualquer coisa qualquer tipo de abuso ou até mesmo meu na hora que a gente procura uma vaga num uma escola se a gente não é tratado da devida forma que tem que ser aonde a gente recorre como que a gente faz com tudo isso então esse curso faz abre um leque assim de de coisas que às vezes a gente só como cidadão não não tem esse conhecimento então para quem não conhece busca aí nas páginas eu acho que é bem importante para ter eh esse conhecimento aí de um pouquinho da da luta que a gente projeta não só aqui em Campinas mas também em outros lugares então assim obrigada Mariana pelo espaço pela oportunidade e parabéns mesmo por esse espaço que é tão importante né E que que a gente consiga ampliar que se tenha em outros lugares Além daqui para que as vozes das mulheres sejam ainda mais né ampliadas né para que a gente alcance ainda mais lugares né Obrigada Obrigada Tamires eu vou passar a palavra então paraa Marta Olá pessoal boa tarde é um prazer estar aqui com vocês eu sou Marta Fontenelli estou aqui ocupando hoje esse espaço representando o movimento de mulheres Olga Benário E também como uma das coordenadoras da casa ocupada da ocupação Maria Lúcia Peti vive eh tanta luta né tô vendo aqui o título esquenta 8m mulheres contra o golpismo pelo Direito de decidir e existir o que a gente tá fazendo aqui senão eh representar uma pequena fração de todas as companheiras espalhadas por Campinas por esse país por esse Estado de São Paulo que nesse momento tão grave de disputa da vida de enfrentamento ao fascismo nós temos hoje como uma certeza de que a luta das mulheres é uma luta imprescindível pro equilíbrio social do país pro equilíbrio do que a gente pode conceber como Direitos Humanos como direito das crianças como direito dos adolescentes da Juventude e da velhice brasileira queria saudar mais uma vez Agradecer o convite do mandato da vereadora Mariana conte dizer que a gente também tem motivos para se alegrar nessa Campinas né tão fracionada eh e disputada pelas elites e por políticos corruptos que não representam o interesse Popular mas dizer que Campinas também tem mandatos populares é De grande valia pro o interesse público e nesses a gente considera o mandato da vereadora Mariana conte eh dizer da importância desses espaços né da Comissão da mulher aqui nesse espaço de poder eminentemente masculino porque a câmara de Campinas é um espaço em que historicamente foi ocupada representada os seus assentos ocupados por homens né Eh Mariana conte representa essa geração de mulheres que foram ocupando e nos representando né Campinas tem mais de 680.000 mulheres eh esse número representa eh a tendência natural o país também tem 105 milhões de mulheres nós somos maioria e apesar de ser maioria a gente continua como se fosse na Idade Média falando de questões que já deveriam ter sido equacionadas na questão dos direitos né Eh porém a gente precisa pensar sobre por a luta das mulheres no Brasil traz ainda a reivindicação a queixa né a contestação de fatores que já eram para pela evolução da humanidade já era para ser resolvido nós estamos falando de violência mas nós estamos falando também de exclusão em todos os níveis né ontem eu estava fazendo um texto sobre como é ser mulher no Brasil e aí por conta disso Claro a gente começa a olhar as estatísticas checar os dados volta nos dados para você né ativar a sua interpretação novamente daquela realidade que a gente apesar de lidar com ela todos os dias a gente ao tocar ao visualizar os dados e o contexto né quem é a mulher que mais sofre a questão racial a questão eh da pobreza da miséria tudo isso tá incluso nessa arquitetura da violência e que diz respeito à luta das mulheres e aí eu tava vendo ser mulher no Brasil é um perigo é um perigo se você for uma mulher preta se você for uma mulher parda se você for uma mulher pobre se você precisar pagar aluguel se você não tiver o dinheiro para pagar o aluguel se você for ter filho é um perigo porque você não tem creche hoje eu li um relato desesperado de uma mulher jovem de Campinas com três filhos implorando para o Senor daro Saad uma vaga numa creche por isso a gente luta por creche essa jovem diz que ela já tentou de todas as maneiras falar com a prefeitura e não recebe nenhuma nenhum retorno o ano retrasado o nosso movimento de mulheres se reuniu com o secetário de Educação de Campinas e a gente foi lá dizer olha 7000 7500 crianças estão sem creche não mas nós temos um pacote de 16 creches saindo não existe pressa para atender as mulheres e os filhos das mulheres e os netos das mulheres pobres das mulheres trabalhadoras então a importância de uma comissão como essa né veja quanto trabalho a vereadora apresenta aqui para nós eu confesso que de todos Eu já li algumas alguns feitos do mandato mas eu não tinha de cabeça todas essas batalhas porque tudo isso não aconteceu Num Clique né tudo isso foi com muita reunião foi com muita argumentação com muita contestação pra gente conseguir eh que a política dedicada às mulheres tenham consequências sejam realmente possíveis de serem aplicadas E aí eu gostaria de falar um pouquinho para já daqui a pouco já ir concluindo da importância de cada pessoa de cada mulher de cada homem nesse momento da nossa sociedade sermos também agentes multiplicadores desses contos e desses contextos de lutas por exemplo o 8 de Março que a gente tá ajudando a construir diversos movimentos de mulheres de Campinas estão já mais de 2 meses organizando o 8m o 8 de Março não é só um ato público para as mulheres o 8 de Março é um ato público para os filhos das mulheres para os companheiros das mulheres para os irmãos das mulheres os pais das mulheres nós temos que ir paraas ruas porque ir paraas ruas no nosso país o nosso histórico político é essencial pra gente fazer o enfrentamento à classe que nos oprime é essencial estar nas ruas né então assim as redes digitais são importantes são importantes ela ocupa um espaço importante na comunicação né mas nós temos como classe de lembrar que ocupar as ruas é essencial pro enfrentamento a tudo isso que a gente tá falando né então dizer da importância da gente construir esse 8m ampliado não é um espaço só de mulheres é para todos e todas compromissados com a defesa do Direito com a defesa da vida contra a violência contra o fascismo E aí dizer que eh neste oito de Março nós temos uma tarefa como classe trabalhadora todos e todas nós a gente tem aqui na cidade um gente a questão é que às vezes falta palavras pra gente dizer tudo que a gente reconhece né Nós temos aqui na cidade de Campinas por exemplo a comissão da mulher trazendo todas essas esses feitos mas aquilo que a a companheira Cleusa falou quantas pessoas sabem disso quantas mulheres sabem disso Mas isso não é uma questão que está ligada somente ao aos mandados populares que já estão fazendo a sua parte Isso é uma lógica é uma lógica porque quando a gente começa a entender como é que o poder público essencialmente sobre Essa gestão que já é uma continuidade de uma gestão de 8 anos né do do Jonas é uma gestão de um preposto né Prefeito daro Saad é um homem que politicamente foi construído por meio de conveniências para que existisse um preposto de um projeto muito amplo de forças políticas não só de Campinas como da região forças políticas que disputam muito dinheiro forças políticas que fazem muitos Negócios em todo o cinturão aqui da região metropolitana de Campinas Então as mulheres de Campinas estão sendo mortas por feminicídio por violências de todas as formas por violências na negligência do atendimento hospitalar por violência psicológica por violência de saúde mental porque ser uma mulher pobre acordar de manhã e não ter o pão e não ter o leite para dar paraos seus filhos e não ter a creche e não ter tudo isso e falar assim eu precisava trabalhar para ajudar é enlouquecedor Tá certo e aí quando a gente vê essas essa situação nua e crua como ela é nós percebemos que existe um projeto dentro dessa prefeitura para deixar tudo muito embaçado a gente não consegue fazer o ligamento dos pontos sabe as pontas ficam todas soltas das informações dos serviços o enfraquecimento dos aparelhos por exemplo o seamo funciona com plantão de uma psicóloga e um assistente social mas uma mulher que sofre violência que está dentro do ciclo da violência Se ela chegar ao seamo sem o boletim de ocorrência ela não vai ser atendida esse Essa é uma das questões principais que a gente tenta convencer essa prefeitura que tá aí né da importância da gente criar o que nós entendemos ser importante como uma rede complexa de enfrentamento à violência uma rede que comporte todos esses serviços se a gente soubesse Onde estão os serviços que atendem as mulheres e e qual a sua capacidade vocês concordam que era mais possível a gente eh fazer confrontamento e exigir melhoria Mas por que que isso não acontece porque o projeto é enfraquecer o que existe deixar bastante desarticulado da compreensão das mulheres que precisam recorrer ess serviços sonegando verbas e alocando verbas que deveriam para ser deveriam ser destinadas para melhorar a vida das mulheres para outros projetos inclusive projetos que financiam a política desse grande projeto que eu acabei de falar para vocês então assim as mulheres estão passando por uma situação muito difícil em Campinas e nós temos percebido que é muito importante a gente fazer a disputa dos dados olha desde o momento do boletim de ocorrência esse boletim de ocorrência que pode levar aquela vítima aquela mulher machucada violentada para um atendimento na área da saúde esse atendimento na área da saúde necessariamente ele não vai entrar nas estatísticas sabe por quê Porque não existe vamos falar assim usar uma palavra corporativa chata governança dos dados relacionados à violência contra a mulher em Campinas então assim existem servidores que podem colocar os dados lá dentro do sistema do vou concluir dentro do sistema do chama tabnet porém não existe ninguém que controle isso então o que que acontece disputar os dados hoje é importante para nós por sem dados a gente não cobra política pública sem dados a gente não responsabiliza o poder público então disputar os dados É também um dever da nossa classe porque o fascismo trabalha com Fake News trabalha com sonegação de dados para sonegar política pública e deixar a nossa classe nessa situa ação que a gente tá E aí para concluir Queria Dizer para vocês que a gente tem um convite eu não posso perder essa oportunidade dia 28 de Fevereiro às 7:30 da manhã porque a classe trabalhadora acorda cedo até mais cedo que isso né mas a gente tem um uma tarefa importante dia 28 de Fevereiro quarta-feira que vem às 8 horas da manhã a gente vai se encontrar nas escadarias da prefeitura para fazer uma manifestação porque às 8 horas da manhã está agendado com o vice-prefeito Vanderlei Almeida uma reunião para que as mulheres do movimento Olga Benário e todas as mulheres dessa cidade que compreendem o significado da ocupação Maria Lúcia pe vive cobrem do poder público da prefeitura a concessão do imóvel prometido em Junho do ano passado Então queria que vocês lembrassem nem que chegue um pouquinho mais tarde no trabalho mas venham encontrar porque a Vitória da casa laudelina e a Vitória da Maria Lúcia Peti vive é uma vitória da nossa classe é muito importante que a gente consiga entender que isso não é do movimento a boc é da classe trabalhadora e das mulheres de Campinas muito obrigada [Aplausos] Obrigada Marta eu vou passar a palavra pra Micaela mas antes eu queria convidar a Eli al buquerque que é assistente social que vai depois da fala da Micaela vai fazer uso aqui também da da fala e convidar ele para para compor a mesa a el vai explicar melhor depois na fala dela mas tá eh uma coisa que eu aprendi que é eh quando mexe com filho é mulherada mãe é faca nos dentes e vai à luta né e ele tá numa luta muito importante aqui em defendendo uma denúncia e a luta eh do F eh dos pelos direitos do filho da Eli que é uma pessoa com deficiência mas aí depois a gente assim que a a Micaela fizer a fala a gente passa também eu vou passar a palavra então para a Micaela eu fiquei com a tarefa difícil né gente de falar de depois de todas essas mulheres é bom eu queria começar agradecendo eu queria começar agradecendo a Mariana a todas as mulheres que companham essa mesa paraa oportunidade de estar aqui conversando hoje sobre esse dia que é tão importante né o dia internacional de luta das mulheres que é uma data histórica das mulheres da classe trabalhadora do Brasil e do mundo e falar que enquanto mulher negra a gente faz o uso da raiva a raiva para combater o racismo e não é a raiva do outro mas é a raiva do privilégio a raiva da exclusão a raiva da insegurança a gente usa isso para denunciar os privilégios as questões que eles não querem colocar pro povo né Afinal eles escondem isso do Povo Mariana ao longo da minha breve história de vida e eu acho que deveria ser longa para todas das mulheres negras eu aprendi que a gente vai se construindo diante das lutas que formam Essa cidade e o juntas o coletivo que eu faço parte se formou diante dessas lutas que esteve nessa cidade então a gente teve junto com você quando você falou vou ser candidata Para representar as mulheres e a gente esteve lá para falar que a gente queria uma mulher que ainda não tinha na cidade de Campinas a gente esteve na luta pelo clha pela pírula Desculpa pela pírula fica Cunha saai a gente esteve na luta em 2017 contra o femicídios da cidade de Campinas a gente teve na luta em 2018 pelo ele não e hoje a gente tá aqui Reunidas e todas essas mulheres aqui componha né compondo e organizando o 8 de Março para falar que a gente luta pela vida das mulheres e para falar que a vida das mulheres tem que ter o direito de existir e decidir sobre autonomia sobre os seus próprios corpos sobre suas vidas é por isso que uma das pautas É sim a legalização do aborto e eu quero começar por isso porque a Extrema direita ela usa esse debate como Chaveirinho para enganar para falar mas esquece de falar pra população brasileira que antes de pedir o aborto legal a gente pede educação sexual para prevenir a gente pede o o opicional para prevenir E no fim se não tiverem todas essas opções e se a mulher sobre autonomia sobre o seu próprio corpo ainda quiser a gente perde o aborto seguro ilegal para não morrer porque a quinta o quinta morte de mulheres no Brasil é morte marnas destinado ao aborto inseguro as mulheres estão morrendo a gente não pode aceitar que esse país seja o país do quinto país onde mais se mata mulheres no Brasil a gente não pode aceitar mais isso sabe Mariana desde 2018 desde 2008 o Brasil o mundo passa por uma profunda crise uma crise social financeira política econômica e essa crise o que que ela gerou ela gerou ainda mais desigualdades então a gente viu o preço do alimentos aumentar o transporte aumentar a gente viu aí as questões democrá ticas sendo colocado em jogo Inclusive a Extrema direita se aproveita desse momento para ganhar uma Rana Nativa para disputar questões de identidade nacional de luta de pautas da Democracia com com nosso com oamp com com as feministas e eles criam um Imaginário social o Imaginário do fantasma do comunismo o Fantasma das feministas o Fantasma das das raciais eles criam essas ras e eu acho que a gente precisa ir PR contrativa a gente precisa disputar essa R Nativa e essa R Nativa ela precisa ser disputada mulheres para falar que a nossa vida vale independente de quem acha que ela não vale a gente tá aqui para falar que elas valem de todas as mulheres que a gente não vai deixar Mariana que as mulheres sejam mortas e que o darad não mostrem pra gente os dados do feminicídio dessa cidade que ele não coloca os dados como a companheira tá falando pra gente debater porque afinal os dados mostram Qual é a realidade que tá sendo colocada e essa realidade que não tá sendo colocada se não tem dados não existe não existe o filicídio porque não há dados pra gente divulgar a gente Mariana acha que a violência policial contra os filhos das mulheres trabalhadoras e negras precisa acabar porque essa é uma política do Dário e é uma política do Tarcísio o Tarcísio tá lá na Baixada Santista fazendo escudo fazendo fazendo aí morte de pessoas com justificativa que a sociedade tá violenta claro que a sociedade tá violenta a desigualdade Aumentou a desigualdade social aumenta você não quer uma resposta e uma má resposta também porque existe uma precariedade da educação nesse país a educação nesse país que e principalmente no Estado de São Paulo eu como professora sei que tá as traças que tá gatinhando Para para que os alunos não queir estar naqueles espaços a gente Mariana acha os juntas acha que a violência contra o genocídio da população negra tem que acabar a violência contra e o genocídio da ação indígena tem que acabar e por fim Mariana eu quero falar que o Lula tem toda a razão o Lula tem toda a razão o que acontece hoje na Palestina é o genocídio étnico contra uma população porque já são 30.000 mortos dentro desses 15.000 são crianças e entre esses boa parte são mulheres é um genocídio étnico colocado contra aquele povo e eles querem ganhar ras novamente ras dizer que não é comparável ao nazismo todos os processos históricos que tiveram de genocídios todos eles precisam da nossa solidariedade enquanto povo inclusive o processo que acontece hoje dentro da Palestina então Mariana não é possível que a sociedade brasileira e com bom trabalho de base dos movimentos sociais não possa nos ouvir não possam aprender e a gente escutar porque aprender também é ter uma escuta porque não adianta a gente querer também ir lá na periferia e achar que a gente vai levar educação achar que a gente vai passar as asos nossos saberes sem ouvir o que que eles querem t a dizer e quais são as suas reivindicações a gente precisa Mariana ir para quebradas desse dessa cidade e eu sou da Periferia da cidade de Campinas então ten um lugar de fala para falar sobre isso para fazer movimento social para recuperar o movimento social e o sentido da luta de emancipação do nosso povo porque só assim a gente vai poder sair desse caos de coisas que nos colocaram hoje muito obrigada [Aplausos] Mariana Obrigada Micaela eu vou passar a palavra então PR Eli para Eli fazer uso da fala tarde todos Eh meu nome é Eli eu sou mãe do Kelvin tá Eh vamos eu vou aqui apresentar o meu filho né e eu tô aqui por uma causa justa né Eu não tô aqui pel uma causa política mas sim pel uma causa humana tá bom o meu filho ele nasceu de 4 meses e meio tá ele tem várias eh debilidades né ele tem duas deficiência física e mental o kelven Ele nasceu de 5 meses eh trabalha hoje num rede de supermercado Açaí há mais de um ano né E aí eh nesse um ano que o kelvi tá trabalhando lá ele vem sofrendo várias eh preconceito né e eu como mãe eu só fiquei sabendo a partir do momento que o kelv começou a passar mal eh a a primeira vez que o kelv passou mal ele empurrou vários carrinhos vários carrinhos E aí a chefe dele pegou e levou ele às pressas porque ali eu havia já falado no RH Olha o kelven tem várias eh situações que se não socorrê-lo ele não tem uma convulsão e para a convulsão do Kelvin se não socorrer ele convulsiona e para o coração ou seja o ti então a a chefe do Kelvin resolveu levá-lo correndo e aí começou a luta aí eu estou fazendo a tomografia do Kelvin quando eu me deparo quando eu me deparo com o Kelvin perguntando para mim mãe eu sou vagabundo aí eu me assustei e falei assim para ele ele não filho você não é vagabundo então por que me colocaram no grupo falando que eu sou vagabundo eu falei assim para ele Como assim filho então aquilo Parecia um um conto de terror para uma mãe que não sabia o que tava se passando com o seu filho eu pensava que o Kelvin tava trabalhando e sendo respeitado dentro da rede do supermercado a sair mas não não estava e aí o Kelvin me fala isso e fala assim olha mãe me colocaram num grupo A qual me eh Colocaram minha imagem e os demais companheiros estão me me falando que eu sou vagabundo e para minha surpresa quem havia colocado o Kelvin No grupo foi uma da chefe dele isso tudo que eu estou falando tá eu tenho registrado e gravado ali como uma mãe eh eu sou uma mãe muito assim carinhosa com o meu filho eu peguei e fui até a rede de Açaí conversar lá e eu não fui diretamente nessa chefe porque eu acho que existe um RH e a gente temos que fazer Conforme a lei chegando lá para minha surpresa a própria falou que sim ela tinha cometido esse crime contra o Kelvin e eu tenho gravado passando-se 15 dias Eh aí a chefe do kelvi falou né a responsável lá falou eh a jeisa o nome dela é jeisa tá do Açaí a responsável falou falou assim olha a Talita que cometeu o crime contra o Kelvin falou assim ela não vai eh mais se aproximar dele então eh eh eu peço para você não entrar e não fazer nenhum tipo de boletinho eu falei mas vocês vão tomar responsabilidade não vai acontecer mais sim não vai acontecer mais passando-se 15 dias eh a Josefa o Kelvin tava eh ali eh novamente sofrendo novas novos tipos de agressão o que J ele passou é no quinto lugar e na Federação tá bom ele faz ti então ele faz uma faculdade ele passou no quinto lugar de ti ele faz Federal ele passou o Kão Federal graças a Deus e aí chegando lá eu falei para eles Olha o Kelvin não vai conseguir e eh estudar e trabalhar vim aqui pedir e a demissão do Kelvin aí a jeisa falou não eu não vou dar a demissão Vamos fazer assim Eli Ele entra mais cedo e sai mais cedo fazendo assim com que o Kelvin continuasse a estudando Eu agradeci o momento e tal e aí essa Josefa não sabia ou não sei o que que aconteceu ali ele tava trabalhando e pegou todos os carrinhos porque o Kelvin não tem essa dimensão de de não fazer se os demais companheiros saem e deixa o Kelvin fazendo o serviço ele faz o serviço de 20 pessoas por fato de ser deficiente tá então ele ali ele fez o serviço dos 20 e ele estava cansado ele tem um problema no coração cdio pneumo e neuro e aí o Kelvin eh tem a autorização também de descansar quando tiver cansado e aí ele estava descansando ali quando ele se depara com a Josefa pegando no braço dele tem testemunhas e eu tenho até um áudio que eu trouxe que o um amigo do Kelvin também com deficiência presenciou então tudo que eu falar aqui eu tenho como provar tá E tá registrado E aí eh ele falou assim que a Josefa eh arrastou ele pelo braço violentamente eh e e gritando muito com ele e falou para ele o por que ele estava parado Só que essa Josefa não era supervisora dele e aí ele é ela pegou e falou assim ela viu que ela errou e ela sabe que eu sou uma Mãe Guerreira e que eu vou para cima mesmo tá eu não deixo ninguém agredir meu filho aí ela pegou e falou assim Kelvin liga paraa sua mãe e fala que não aconteceu nada ela obrigou ela obrigou o meu Kelvin Ligar para mim então eu como mãe eu sei quando Kelvin tá triste quando Kelvin tá chorando eu sou muito conectada com Kelvin então a par a partir do momento que o Kelvin ligou para mim mãe eu sabe então mãe é eu falei Kelvin sim OK tá bom então ela está te obrigando então falei 15 minutos eu estou aí em 15 minutos eu estava lá ela tomou o celular da mão do Kelvin e falou olha o Kelvin vai falar para você que eu agredi ele mas eu não agredi eu falei você o quê aí ela falei assim Olha moça por telefone não dá pra gente estar conversando eu vou est indo aí chegando lá eu fui no RH novamente para não acontecer de expor ninguém fui até o Ah mas essa josepa ela era muito violenta ela falava que era assim mesmo que ela se que ela era nordestina e assim mesmo que ela se comportava e eu falei que a partir do momento que a gente é Eh chefe de RH ou trabalha com pessoas a gente não pode se comportar desse jeito aí novamente a jeisa disse que não iria acontecer e para mim novamente não fazer o boletim de ocorrência tá E aí se passou mais 15 dias Foi uma coincidência né 15 dias se passou o kelv estava empurrando o carrinho e aí entra um morador de rua sendo que o açaí tem vários seguranças tá bom dentro do pátio kelv tá empurrando o carrinho entra um morador de rua bate no Kelvin chuta o Kelvin soca o Kelvin gospe na cara do Kelvin violentamente o esse segurança Deixa primeiro esse moço bater várias e várias e várias vezes no Kelvin para depois ele separar por o argumento do segurança eh quando o Kelvin me ligou o Kelvin ligou para mim chorando falou assim mãe eu fui agredida eu tô machucado tô sangrando eu falei Como assim kelv um morador de rua me bateu eu falei assim mas eles não chamaram ambulância então a rede de Açaí ela não chamou a ambulância ela não chamou a polícia e eu como mãe eu fui lá socorrer meu filho eu e o pai dele chegando lá eu perguntei o porquê que eles não chamaram a polícia o porqu que o meu filho trabalhando eles não levaram meu menino até o Pronto Socorro se o meu meu filho tava ferido e ali ela não dava nenhum tipo de resposta e eu falei para ela não adianta você vi agora falar para mim não abrir um boletim de ocorrência porque eu vou abrir sim tá eu como mãe eu tenho direito eu vou abrir sim até agora nós como os pais nós não fizemos nenhum tipo de boletinho de ocorrência porque nós como pais nós temos que respeitar o direito de ir de V do Kelvin Ou seja a inclusão social que aqui dentro não tá tendo então aquele aquele serviço é o serviço do Kelvin o primeiro serviço do Kelvin aonde que ele tava tentando a a fazer novos amigos ali se sentir incluído a sociedade meu filho é um autista Então os autistas Eles não gostam de ser tocado Eles não gostam de ficar falando mas são muito inteligentes E aí ali eu me deparando naquela cena toda e eu mesmo chamei a polícia Eu chamei a polícia e e perguntei por segurança o Por que que você não chamou a polícia ele pegou e falou assim ah porque não tinha necessidade eu falei cadê o miliante que bateu no Kelvin Eu coloquei pro lado de fora eu falei assim como você coloca uma pessoa que agredi um funcionário pro lado de fora ele tinha que ser preso aí eu chamei a polícia a polícia ali presente né eles foram direto na na nos diretores lá da rede do açaí e falou assim que não podia não poderia fazer nada porque não não estaria em fragante e eu peguei eu fiz a denúncia no dis que 100 e eu peguei fiquei muito indignada com tudo aquilo que estava acontecendo e eu falei assim não a partir do momento que eu vim aqui chamei vocês vocês não podem fazer nada todo mundo vai parar na delegacia ele falou não mãe não dá para fazer nada eu falei não dá sim a qual eu fui conselheira da Federação das Mulheres eu sou Federal vamos todo mundo parar na delegacia e ali todo mundo foi paraa delegacia tá E foi o primeiro boletim de ocorrência que foi feito contra o kelv a favor do Kelvin desculpa eh e aí eh depois disso as perseguições continuaram a ficar maiores e aí a gente foi até o Ministério do Trabalho para fazer a denúncia e também e numa advogada né que desde então a gente não tinha eh eu tava com a minha cabeça bem bagunçada porque uma coisa é quando acontece com o filho das pessoas e outras coisa quando acontece com o seu próprio filho isso te machuca demais é uma dor incomparável e eu falo como mãe né então Eh eu peguei e falei pro Kelvin aí eu indo nessa advogada a advogada pegou e falou assim para mim olha vamos entrar com uma como uma ação né trabalhista tudo bem E dá para tirar o Kelvin do do serviço pedir a inclusão lá do Kelvin como ele tivesse pedindo a conta do do Açaí pedindo com que eles mandem ele embora eu falei assim não o Kelvin por direito a lei 13.000 ela ela ela ampara meu filho é uma lei federal dos pcds de Campinas que ela ampara meu filho meu filho tem direito de ir e de vir ele é a vítima ele não tem o por sair de um emprego quem tem que sair são os criminosos que estão com preconceito com ele não ele então todo mundo que for ofendido dentro de qualquer supermercado de qualquer anto de trabalho eles que tem que sair não ele não tem que sair é falei pra doutora doutora eu não quero que o Kelvin saia eu quero ensinar pro meu filho que ele poem Ele Pode Ele tem o direito sim de trabalhar ser um doutor não é porque ele é um pcd não é porque ele é um autista que ele não tem esse direito eu não sou eterna eu não sou uma mãe eterna eu quero ensinar pro meu filho que ele tem direito e aí o kelv continuou trabalhando quando foi dois dias atrás quando foi dois dias atrás o Kelvin ele estava empurrando o carrinho novamente quando ele se depara no no estacionamento tem um elevador de acesso ele se deparam um moço empurrando ele com muita violência o carrinho pressionando ele na parede e chamando ele de palhaço e aí o telefone do kelv tem um botão de pânico ele ligou para mim falou mãe o que que eu faço eu falei pede socorro e eu tô mandando seu pai aí em 3 segundos nós estamos fomos lá novamente tentamos conversar com a jeisa e simplesmente a jeisa disse pro pai do Kelvin que ele respondia pelos atos dele porque ali o Kelvin tinha sido contratado não como pcd mas como pessoas normal como pessoa normal isso isso não pode não pode ser não pode est eh acontecendo e essa é a minha fala tá bom muito obrigado Obrigada Eli eu acho que é importante dizer que Eli de forma bastante corajosa ela fez uma manifestação na verdade ela fez não ela chamou convocou uma manifestação eh ontem isso ela também TRC depois a gente pode tirar uma foto né Eh ela convocou uma manifestação ontem na frente do Açaí eh eu estive presente né Nós aprovamos uma Moção aqui na Câmara eh de digamos assim né de de protesto contra a Rede Açaí e nós vamos estar encaminhando inclusive em termos né da da vamos estar encaminhando denúncia pro ces enfim para todos os órgãos porque também não abriu Cat Enfim estamos buscando judicialmente os direitos do Kelvin mas eu acho que é mais mais do que isso assim Acho que que a Ele trouxe essa ideia de que é preciso denunciar e colocar a publicizar e colocar isso pro do mundo para que nunca mais aconteça Então acho que é é muito importante esse relato Eli esse exemplo de uma mãe que tá em luta pela defesa do seu filho com deficiência e nós sabemos assim pela experiência que a gente tem aí eh com os movimentos de pessoas com deficiência geralmente são as mães né são as mães que vão eh em busca e na luta dos seus filhos é claro né existem aí movimentos né claro com com eh com protagonismo das pessoas com deficiência mas as mães são sempre uma guerreiras que saem na frente para defender Então acho que é muito importante Quero agradecer e aqui nós né temos aqui uma posição aqui do da Comissão da mulher e também dos movimentos de apoio eh a Eli também tem tem nós temos pensado aí o próximos passos nós vamos informando para somar né Eli para somar junto na luta eh Claro na luta eh para tá contra a discriminação das pessoas com deficiência pode comentar então eh eu queria pedir paraas demais companheiras que TM também os seus filhos que TM autismo e pcd lutar pela causa e ali eu falei pro meu filho né concluindo aqui eh que a gente não podemos nos calar e se não tivesse uma mãe se não tivesse uma pessoa que tivesse a coragem de denunciar aquilo ali iria continuar por mais que o meu filho vai sair daquele lugar Deus vai preparar um serviço muito melhor pro Kelvin eu não acho justo com os demais companheiros tá sofrendo esse tipo de discriminação então eu agradeço aqui a vereadora as demais companheiras que luta pela causa meu muito obrigado e eu peço ajuda de todos a que possa est nos apoiando aí a causa pcd muito obrigado gente estamos caminhando para o final então né eu quero agradecer imensamente todas as contribuições quero agradecer a Tamires Batista a Marta Fontinelli A Cleusa Aparecida da Silva A M Micaela Rodriges a Eli Albuquerque todo mundo que acompanhou aqui a nossa a nossa reunião só dando um pouco do calendário dia 8 de Março dia internacional de luta das mulheres nós vamos pra rua no ato Unificado colocar todas as pautas eh a Cleusa lembrou aqui do dia 21 de março que é o dia de combate às desigualdades raciais violências discriminação racial que tá sendo organizada aí a marcha das mulheres negras que vai ter o encontro no dia 16 de Março e e a a manifestação do dia 28 de Fevereiro agora a manifestação da Maria Lúcia Peti o 14 de Março é o dia que nós marcamos aí a justiça por Mariele Mariele foi assassinada no dia 14 de Março Então nós vamos ter eventos também ainda estamos na luta por justiça por Mariele e contra a violência política de gênero e também a luta em defesa das pessoas pcds nós vamos ter novidades aí pela frente ainda não temos datas nem coisas mas vamos ter novidades né Li é a gente a gente eu convoco todas as Que presente que se puder tá nos ajudando nos organizando melhor para fazer um ato muito maior né Eh um ato Pacífico lógico porque a nossa intenção é é mostrar que tem alguém que luta pela causa preced e que eles não estão sozinhos É isso aí vamos lá então é isso que agradecer todos os trabalhadores funcionários que deram apoio aqui e que a gente até a próxima reunião e te encontro na rua na luta nos encontramos né nos encontramos na luta na rua declaro encerrada a primeira reunião da comissão da mulher da Câmara [Aplausos] Municipal show de bola TV Câmara Campinas