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1ª Parte: Dezembro Branco - Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher
Em destaque · HD Vídeo · REUNIÃO ORDINÁRIA

1ª Parte: Dezembro Branco - Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher

28 views Publicado 07/12/2021 HD · 46:37

Descrição do vídeo

Responsável: Vereador Marcelo da Farmácia

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E aí [Música] a TV Câmara Campinas o Olá muito boa tarde Voltamos com a nossa programação ao vivo eu falo aqui no plenário da Câmara de campinas onde vai acontecer a primeira parte da reunião ordinária desta segunda-feira essa reunião aqui vai ser presidida pelo vereador Marcelo da farmácia e tem o seguinte tema dezembro Branco homens pelo fim da violência contra a mulher toda essa discussão que conta além do vereador com convidados você acompanha a partir de agora ao vivo aqui pela tela da TV e também por meio das nossas redes sociais Então fique com a gente E aí é uma boa noite a todos abrimos aqui é a reunião com laço Branco quero agradecer a todos estão aqui presente ao pessoal da TV Câmera e o presidente Zé Carlos que não cedeu e aqui quem está ao meu lado doutora Ana Carolina Carolina Dra Ana Carolina Bertini delegada da 1ª delegacia da mulher de Campinas está o meu lado de esquerdo e o meu lado direito Dona Ana Carolina Williams Danielson Instituto Jaqueline Teodoro a psicóloga instalar na ponta e a Doutora Fernanda Nicoletti estão aqui presente na mesa eu abri essa exceção para a gente discutir sobre o laço branco é um projeto de minha autoria que hoje é dia seis é o dia que foi cometido o ato do laço branco no Canadá uma pessoa um aluno um estudante entrou na uma escola técnica e não conscientizando com a tampa que é aula de homens ele não gostava de dar então ele pegou já mandou os homens sair da sala e assassinou as 14 mulheres estão lá e daí virou laço branco e em seguida ele se assinou também se cometeu o suicídio então de lá para cá os homens fizeram juntou todo mundo e fez a lei do laço Branco homens contra feminicídio então a gente tá aqui hoje para discutir isso eu não vou passar a palavra para o pessoal que tá o meu lado as doutoras e a gente segue depois de tudo junto tá bom Doutora Fernanda a Dra Fernanda não doutora Ana Carolina falar da senhora Quem pode registrar de cinco porque pode ser um Oi boa tarde primeiramente gostaria de cumprimentar os senhores vereadores Zé Carlos presidente da casa-ce Marcelo esse menos comprimento então todos os membros dessa casa os presentes aqui hoje Agradecer o convite né sinto-me honrada aí por essa oportunidade de falar um pouquinho da atuação da polícia civil junto às delegacias de defesa da mulher participando de novo né dos 16 dias na campanha de ativismo aí contra a violência de gênero é para quem não me conhece pedágio ser apresentada na Carolina backes ou delegada de polícia quase 20 anos e desde 2011 junto à defesa da mulher e Atualmente como titular da 1ª delegacia aqui de campinas com o passar dos anos e a gente vai atuando aí junto ADM já aqui em Campinas o que você ver com a equipe tem essa visão de diferente de atendimento desses desses casos Oi e eu passei até uma real noção do quanto à atuação dos órgãos de segurança pública e eu falo não só da Polícia Civil mas a polícia militar e também a guarda municipal como é importante é se atendimento é importante fundamental como os primeiros a terem contato com a vítima pessoas vulneráveis e que ao Contrário de outras vítimas de outros crimes tem uma relação de intimidade de sentimento com agressor pessoas que estão dentro de um ciclo vicioso e que às vezes nem perceberam isso ainda que por isso tudo fica mais difícil decisão de fazer um boletim de ocorrência de registrar de pedir ajuda querendo que algo seja feito esse é o chamado então o ciclo da violência que analisa o comportamento do agressor com relação à vítima e ao escalonamento o barba crescer pode passar tá passando né e com a vítima o escalonamento desse comportamento né são três fases pode passar para o celular de 2 por favor o primeiro então Esse aumento de tensão o segundo os atos de violência em si que podem ser verbais físicos Morais patrimoniais e o terceiro que a gente fala é chamada a lua de mel né de arrependimento de comportamento carinhoso do agressor para tentar o que conseguir uma Reconciliação com essa vítima por sim atenção volta tudo recomeça com o passar do tempo essas fases vão se misturando tá veja aquela mulher ela demora cerca de 5 anos para registrar a primeira ocorrência É porque ela se sente culpada Então essa consciência social dessa existência de violência doméstica e da necessidade do seu combate foi ficando está ficando cada vez maior e a criação dessas delegacias especializadas nesse tipo de Atendimento à Mulher é primordial não que as outras não possam atender né mas uma equipe focada é importante vejam que aqui a primeira Delegacia da defesa da mulher foi criada de1985 foi iniciativa Pioneira que no Estado de São Paulo hoje a inúmeras Delegacia da defesa da mulher cerca de 130 hoje e aqui na cidade São duas né Nós temos a primeira é no interior aqui eu acho que a única ou a primeira até duas delegacias especializadas no Atendimento à mulher na primeira de DM só nesse ano de 2007 e um até Novembro nós já solicitamos 768 pedidos de medidas protetivas a o ano passado houve uma média de um 65 pedidos de medidas protetivas ao mês e houve um aumento agora para 70 e a média medidas protetivas solicitadas ao mês fora os números da segunda ddm nela estamos falando aí de metade da cidade né a gente cuida de metade da cidade fora isso nós temos a nossa delegacia hoje 2.500 procedimentos inquéritos em andamento a fora acho que uns 2200 mais ou menos também na outra delegacia aqui na cidade e por isso a importância então da legislação para essas mulheres que amparam essas pessoas mulheres e crianças vulneráveis sobretudo conhecimento preparação e orientação de todos os órgãos de Segurança Pública são fundamentais e o Bárbara pode passar criado há pouco mais de dez anos então a lei 11340/2006 conhecida como Lei Maria da Penha tem por objetivo então objeto à violência doméstica e familiar com contra a mulher mas ainda encontra resistência para Que ela possa ser efetivamente cumprida quando se fala mais o que vem a ser essa violência né é qualquer ação ou omissão baseada no gênero que tem por finalidade específica objetar a mulher retirar os seus direitos aproveitando-se da sua hipossuficiência A lei foi criada com a intenção então de equalizar essas relações domésticas e afetivas marcadas pela opressão ao sexo feminino quando uma relação hierárquica então de dominação e subordinação então é necessário mais do que uma condição então passiva no relacionamento tem a presença simultânea da condição de mulher e observava sua hipossuficiência o ou econômica por isso é chamada de uma ação afirmativa né ela queria essas formas para que a violência seja acessada e harmonia na família e o acompanhamento humanizada é importante não só no jurídico mas social-assistencial é tudo para equalizar essas disparidades então não basta ver a prática do delito contra a pessoa do sexo feminino né é imprescindível o dolo específico de dominar o primeiro e discriminar aproveitando-se dessa situação de superioridade para configurar a ação ou omissão baseada no gênero e da Maria remondes ficar claro que a lei tem por escopo proteger a mulher contratos abusivos decorrências de preconceito e discriminação resultante de sua condição feminina não importando o seu agressor é homem ou outra mulher a Lei Maria da Penha prever um capítulo específico para atendimento da polícia nos casos de violência doméstica contra mulher e dá a possibilidade da vítima de solicitar então medidas protetivas de urgência ao juiz a Olá tudo que deve ser encaminhada em 48 horas e apreciado em outras 48 horas pelo magistrado os mais comuns são pedido de afastamento do Lar e de aproximação e contato isso pode ser estendida não só vítima mas também há testemunhas e ou familiares Bárbara por favor uma outra lei que alterou a Lei Maria da Penha 2019 previu também possibilidade dessas medidas serem concedidas pela própria autoridade policial em cidades que não são sede de comarca quando não houver o magistrado para analisar aqui em Campinas em 2018 foi criado uma vara específica de violência doméstica e familiar então magistrada que vai analisar esses pedidos fez aqui na Comarca tudo isso então para salvaguardar o mais vulnerável na relação e proteger as mulheres e por favor Bárbara nossos crimes mais comuns são os crimes de lesão corporal dolosa ameaça em Júlia hoje também com aumento do número de medidas protetivas solicitadas o descumprimento dessas medidas também mas será tratado como simples desobediência E hoje é crime com as recentes leis de 2021 ainda a gente pode ficar mais Dois crimes que foram importantes aqui a criação o clima distal Quem que é o clima de perseguição criada em março de 2021 e o Crime de violência psicológica de julho de dois mil e 21 que é o causar dano emocional a mulher Essa violência que ela violência psicológica lá já era prevista pela lei Maria da Penha mas ela não era um crime autónomo o que dificultava a gente no pedido de medidas protetivas na concessão dessas medidas hoje é previsto essa lacuna foi preenchida com a Lei e o risco a integridade psicológica da e hoje também você pode pedir então medidas protetivas de urgência legais e vejam que a alguns desses crimes eles não dependem da vontade da vítima não é crime de lesão corporal creme de descumprimento de medida protetiva e o Crime de violência psicológica uma vez registrado e será investigado pela polícia civil por isso que eu falo importância da mulher se identificar como vítima de violência doméstica e registrar essa ocorrência para que a polícia civil então possa atuar e ajudar essa mulher Oi Bárbara aqui em Campinas como eu falei então esse serviço devem ser feitos na 1ª Delegacia da defesa da mulher ou na segunda durante a semana então das nossas 18 horas final de semana feriado junto ADM 24 horas que hoje está junto ao prédio da segunda ddm aqui na 2ª Seccional de Campinas e hoje ainda a delegacias eletrônicas né com a pandemia em 2020 abriu-se a possibilidade do registro de violência doméstica online juntamente com a possibilidade do pedido de medidas protetivas também online mas são encaminhadas para nós nos encaminhamos então ao poder judiciário em agosto 2020 ou um decreto que alterou as atribuições das delegacias da mulher do Estado de São Paulo para que realmente só cuida hein dessas brigas e de vítimas de violência doméstica e familiar tirando então da gente briga de vizinho conhecidos incluindo também a todas as pessoas que se identifiquem com o gênero feminino e que sofra igualmente crime de violência doméstica foi um avanço né uma tentativa de melhorar e otimizar a atuação das de emis que possui um fluxo de atendimento muito grande mas mesmo com todos esses mecanismos a gente percebeu que é um índice alto de incidências dos crimes envolvendo as mesmas vítimas e os mesmos agressores e um considerável número de mulheres que procuram a gente pedido que o companheiro seja chamado só para ter um susto né ela fala não hoje não só quer que você deu um susto nele não quero nada só quero que você deu um susto desespero das mulheres o medo EA aflição são grandes mas muitas vezes elas não querem prejudicar o companheiro delas os companheiros agressivos são mulheres em situação de fragilidade de hipossuficiência e não consideram os riscos aquelas estão submetidas e lá na analisa o que que os agressores são trabalhadores que não deixam faltar nada em casa nem para os filhos e para que haja um diálogo com os homens a necessidade de algum tipo de aço do Poder Judiciário sem dar a oportunidade prévia para a sensação do ciclo de violência então há duas verdades aí né a gente fala da morosidade da Justiça em casos em que não há a propositura da ação penal E aí como é que faz né quem sofre de violência doméstica não pode esperar ela precisa de uma resposta rápida do Estado ela não quer um processo ela quer paz quero que o seu direito de ir e vir com tranquilidade pelas questões de violência doméstica questões familiares são mais complexas e para que haja efetividade mesmo a necessidade de ouvir a todos os membros desta família fortalecer e concientizar a todos bom então não basta olhar apenas para os filhos e para mulher se o causador dos conflitos é o homem e ninguém conversou com ele ainda e esse homem ele reproduz atitudes e costumes visualizados e vividos na sua infância adolescência e só haverá quebra destes atos como trabalho efetivo mas sem imposição o aceite espontâneo para participar de um grupo de conscientização ele quebra essa resistência Inicial Bárbara aí a criação do programa homens inconsciente também um programa feito por uma delegada colega Nossa Doutora Renata krupp lá em Diadema em 2014 foi trazido para Campinas em 2017 Mas faltam anemia acabou ficando estandebai aí em 2020/21 mas o que vem a ser esse programa né então grupo reflexivo e preventivo voltado para os agressores o oferecidos a eles autores de crimes mais leves com azeite espontâneo são encontros realizados então duas vezes ao mês com profissionais diferentes em cada Encontro todos trabalhando voluntariamente sem questionamentos né sem sem perguntas somente reflexões mesmo nós temos aí o mediador de conflitos um psicólogo médico um advogado um educador físico e um contador tudo para melhorar a relação da Família com atendimento multidisciplinar nós esperamos que tomar um programa em breve nós vamos ver se a gente consegue agora quero finalizar com o vídeo se você consegue palavra por o vídeo não é a barba aqui E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí [Música] E aí E aí E aí E aí E aí G1 E aí a foto é E aí E aí E aí E aí E aí E aí E aí [Música] E aí E aí [Música] E aí E aí [Música] E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] G1 [Música] G1 E aí E aí e a gente fala que em briga de marido e mulher devemos se meter a colher é o Combate à violência doméstica a gente fala antes de tudo um dever Cívico não são mandamento constitucional dever legal um dever cívico de todos nós embora seja essa uma difícil e árdua tarefa ao desafio deve ser enfrentado com dedicação e compromisso social por isso aqui para Danese parabenizo o vereador Marcelo parece importante e aprovada a Lei nessa nossa cidade lei do laço Branco incentivando e apresentando como essencial a participação do homem também no Combate à violência doméstica e familiar os frutos Com certeza serão colhidos agora e nas futuras gerações e nós somos fundamentais para o polimento adequado e humanizado dessas mulheres e crianças aqui em Campinas obrigado a [Aplausos] a apresentar aqui para vocês ao meu lado alguma vanderclei amor o secretário de assistência social e a Paola mista que também tá sentadinha lá quietinha mas está junto com a gente aí nessa luta aí tá bom passo a palavra agora pode ser você manda até já tá aqui o Olá boa tarde boa tarde a todos cumprimentar o vereador por essa iniciativa já conversamos um pouquinho aliás viemos conversando algum tempo sobre a importância dessa da Lei e de nós divulgarmos cumprimentar a doutora Ana Carolina uma grande parceira faz parte da rede protetiva a Ana Carolina do Instituto Nelson Fernanda Nicoletti advogados de direitos das mulheres e a Jaqueline que é psicóloga cumprimentar também a Paula lista que a coordenadora das políticas públicas para mulher Vereador eu fiquei eu coloquei até meu óculos para enxergar melhor que a idade chegou e viu quantos de homens tem aqui eu acho que esse é o objetivo eu parabenizo o Senhor por isso porque nós precisamos SIM neste dia no dia seis mais do que como a doutora Ana colocou é as mulheres sabem dos direitos nós sabemos o que tem que ser feita a maioria de e quem tem os caminhos Mas ficam tão presas nesse círculo que a doutora colocou nesse ciclo vicioso que a gente fala que é o círculo da violência que ela não consegue sair então eu preciso que venha um agente de forma pessoa de Fora que possa ajudar e que os homens sejam esses agentes eu tenho a gente fez Acho que nem mesmo mas dia passar pelas foi semana passada que nós fizemos a apresentação do boletim de 69 esse boletim registro os casos de violência contra todas as pessoas mulheres e crianças mais focando no recorte de mulher o maior agressor é o conjunto é o homem é o companheiro que estar do lado dela aquele que um dia disse que ficaria com ela para Cuidar dessa mulher aquele que é o pai dos seus filhos então que os homens possam ter essa consciência de eles quebrarem esse ciclo de buscar ajuda e a gente tem o serviço que vem muito ao encontro do que o vereador propôs que é quando os homens se propõe a que fechar esse a o vínculo esse vínculo não esse círculo que ao ser a viu ser Av atua na conscientização dos Homens A respeito da violência muito muito são Sofrimentos Quem sofre não é só a mulher que sofre com violência vimos no filme aqui as crianças e isso vai se repetindo dia após dia então papel do homem Essa não é uma luta não é uma conversa de mulherzinha não é uma conversa só de mulher o vereador é a prova disso quando propôs a lei a lei aprovada e hoje estamos aqui celebrando essa leia para dizer que os homens digam basta e não só as mulheres que não sejamos nós que tenhamos que ir às ruas e dizer não não à violência que sejam os homens a concientizar outros homens a dizer basta isto não está certo então contamos com vocês para unir-se a nós nós não somos inimigos não estamos lutando não é briga de gênero muito pelo contrário Queremos nos unir para construir uma sociedade sim livre de violência e novamente Vereador parabéns e fica muito Nobre e fico feliz que tenha vindo de um homem dizendo precisamos dessa lei para concientizar outras pessoas parabéns e obrigada pela oportunidade muito obrigada eu passo a palavra agora para Doutora Ana e do Instituto Nelson wilians o Olá boa tarde boa tarde secretária do à tarde quero saudar o presidente da casa quero saudar as minhas colegas Doutora Fernanda Nicoletti doutora Ana Carolina back Doutora Jaqueline Teodora quero parabenizar o Dr Marcelo por essa e Vereador por essa iniciativa eu sou Williams sua advogada administradora fundadora do Instituto Nelson wilians porque o terceiro setor é a minha paixão e por chamada para falar nessa mesa hoje é exatamente do papel da sociedade civil no enfrentamento à violência de gênero Essa é uma das grandes faltas do Instituto Nelson Ilhas Instituto na posso fundadora é o enfrentamento à violência de gênero nós trabalhamos em duas frentes em educação e direito e ainda quando a gente atua com direito a gente atua de uma forma educativa hoje nós atuamos em todo o país e um dos Nossos programas auxiliou durante a pandemia mais de 7 mil mulheres a saírem da violência um pedido de socorro com a atendimento remoto na área jurídica psicológica socioassistencial e uma rede de apoio e acolhimento para fortalecer essa mulher que muitas vezes ela deixa de identificar sua rede de apoio acolhimento mas estamos aqui para falar da Lei e que estamos todos hoje caracterizados com ela com a lei do falei do laço branco né é esse os homens eles são parte do problema e da violência de gênero contra as mulheres todos eles também devem podem mas devem fazer parte da solução e é por isso que todos nós devemos nos engajar apoiar e fortalecer essa campanha o mesmo laço Branco pelo homens pelo fim da violência contra as mulheres instituída pela lei 16103 de 2021 por autoria sua Vereador mais uma vez parabéns ainda que a nossa Constituição ela traga que no seu artigo 5º da constituição ela fale sobre que os direitos fale muito sobre direitos sociais fale sobre a igualdade de homens e mulheres a gente ainda carece de ferramentas e mecanismos para que esse direito ele seja acessível a todos mas ainda temos como fala José Pepe Mujica que se entende por igualdade é o direito de manifestar de um lugar mais ou menos semelhante para todos Esse é um ponto de chegada e não ponto de partida e ressalta que muitas pessoas têm esse direito violado sobretudo pelo nível social em que nascem porque isso também é uma condicionante pelo acesso à justiça de outro lado esse mesmo querido Mujica fala que a luta pela igualdade é uma luta pela democracia e eu falo do nosso trabalho muito baseado nas lições de Paulo Freire que fala sobre a igualdade apostando numa educação para o diálogo onde todos têm o direito a voz e se educam mutualmente e é isso que a gente acredita e é por isso que a gente luta para que as pessoas conhecem os seus direitos e para que as pessoas se apropriem deles para que suas preces para que as pessoas Principalmente as mulheres saibam acessar a justiça saibam que caminho que elas devem fazer como elas devem fazer porque ela chega em até uma delegacia e para que elas saibam seus direitos para que elas finalmente tem o atendimento da querida Doutora porque eu sou também admiradora pelo trabalho incansável e pelo Direito das mulheres para que esse número de feminicídio se reduza e não exista mais quando nós falamos uma função social da sociedade civil nós queremos destacar a importância da Constituição da formação dessa rede de enfrentamento e Combate à violência contra as mulheres pensando em alguns Pilares fundamentais ou seja o primeiro a escuta qualificada e com segurança segundo o fortalecimento da rede de convivência dessa mulher terceiro autonomia financeira quarto o apoio e benefícios do Estado quinto o reconhecimento da violência e agenciamento dessa violência e esses Pilares todos têm sido desenvolvidos aqui em Campinas de uma forma muito bem elaborada a gente ainda tem trabalho vai fazer certamente secretária mas eu coloco aqui um sexto. A articulação de todos os setores nesse diálogo e em especial a articulação dos gêneros que é o que nós estamos fazendo aqui hoje diante desses pressupostos podemos compreender que pode ser que lugar existencial nosso de quem está aqui nessa sala é e de diversos dos nossos cidadãos hoje em dia está muito mais humanizado do que antigamente do que quando éramos crianças onde muitas dessas violências eram normalizados porém a gente não pode fechar os olhos e achar que essa esses tipos de violência esse essas Faces da violência deixaram de existir elas continuam existindo Elas podem até não estar nessa sala se bem que não contraria até as pesquisas Vinte por cento segundo as pesquisas desta sala as mulheres foram vítimas de violência segundo as pesquisas Vinte por cento dessa Sala São agressores isso não sou eu que tô falando são as pesquisas e diante disso diante de si um desses dados desses números nós não podemos fechar o olho nós temos que continuar chamando a sociedade civil para que juntos nós trabalhamos em cima de políticas públicas favoráveis à mitigação dessa violência ela alcançar todos os espaços ela é silenciosa e ela também nos silencia ainda nos silencia apesar do Brasil ele esteja signatário de várias as nossas convicções ainda nos falta ferramentas ainda nos faltas pesquisas estamos aprimorando muito mas a gente ainda encontra alguns desafios em relação a própria Constância das pesquisas que são é que nós temos acesso que são elaboradas que são fornecidas temos o mapa da violência esse temos infinitas outras pesquisas à disposição para que a gente trabalha em cima de políticas públicas mas ainda assim a gente precisa de mais investimento é segundo atlas da violência de 2021 em 2019 antes da pandemia 3000 há muitos e 37 Mulheres foram assassinadas no Brasil devido à sua condição de gênero feminino ou seja temos o feminicídio porém a gente tem que observar que houve um aumento de 37,2 por cento de mulheres mortas de formas violentas totalizando não os 3.737 e sim 16648 mulheres mortas no último ano essas mortes foram colocadas como mortes violentas por causa indeterminada mas não deixam de ser mulheres morrendo eu pergunto é porque essas mulheres estão morrendo Será que não tem ali mascarado uma violência de gênero ou uma violência doméstica por quê que essas mulheres estão morrendo esse número fica ainda mais grave quando a gente pensa nas mulheres negras em 2019 66 por cento das mulheres assassinadas no Brasil foram mulheres pardas e negras segundo a pesquisa Ah e quando eu falo isso é para gente se questionar por quê que é maior parte das mulheres mortas são mulheres negras e pardas as políticas públicas não estão alcançam dessas mulheres e porquê dessa forma ao falar do engajamento de todas e todos nessa causa inclusive dos homens mas não falamos só no sobre violência de gênero doméstico ou familiar nos falamos sobre o combate ao feminicídio nós falamos sobre Equidade de gênero sobre superação de desigualdade das mulheres em relação aos homens no ambiente de trabalho porque nós estamos falando sim de poder e de poder econômico do problema de que a violência a causa a saúde dessas cidadãos e também é uma sobrecarga para o poder público quando a gente fala de violência a gente fala das cicatrizes que essa violência deixa nas mulheres do sistema patriarcal que está embutida em nossa cultura da educação dessas crianças e adolescentes que estão filhos da violência e que se identificam com ciclo da violência é realmente uma parcela deles irão replicar essa violência e dentre inúmeros outros questões que a gente não fala e não pode simplificar esse debate assim a violência contra a mulher ela deve ser enfrentada de todos os lados mas a educação que é como Instituto Nelson Ele trabalha muito na forma da prevenção hoje a maior parte dos Nossos programas por meio de uma metodologia é que a gente vai fazer a mudança é que a gente vai quebrar essa cultura nós no Instituto temos um secretária e Vereador um dos Nossos programas é só sobre conscientização enfrentamento à violência e o assunto e só sobre compartilhamento de direito e o assunto que mais nos pedem para falar sobre é sobre direito da mulher nas comunidades eu falo de comunidades no país inteiro de pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social e econômica por que que essas pessoas ainda pedem para falar sobre direito das mulheres que elas estão carentes dessa temática porque elas bom e Como já aconteceu inúmeras as nossas palestras as mulheres saem pedindo ajuda por isso eu não quero mais tomar o tempo deve que a gente tem mais gente para falar eu quero agradecer por esse por esse projeto e eu quero chamar que mais que esse projeto Vereador possa surgir muitas políticas públicas que fale que converse com esses homens e quando essas políticas públicas como é o caso de Campinas já existirem e nós possamos apoiar como sociedade civil e para que ela cresça para que ela tem estrutura para crescer e dialogar com esses homens nosso Instituto Nacional estamos à disposição de Campinas nós trabalhamos tanto pelo escritório nosso respondo pelo Instituto de uma forma ativa com a cidade Nós acreditamos que juntos faremos a mudança parabéns e antes de eu passar a palavra agradecer a doutora ele desceu meu amigo que tá aqui também o vereador Paulo Haddad eu passo a palavra agora para Jaqueline Teodoro psicóloga e eu venho primeiramente Agradecer o convite né porque é muito importante esse assunto infelizmente é um tema que a gente vê muito em alta né infelizmente então assim no consultório eu recebo bastante Mulheres vítimas de violência doméstica e também de parentes enlutados também devido à perda de um familiar né dando caso de um Talvez uma mãe uma irmão uma prima que faleceu de forma brutalmente né então assim queria trazer para vocês o que que mais eu tenho de vivência no consultório né porque assim é a bancada já falou muito bem simples de violência né como que é esse processo de do ciclo da violência Então vou passar mesmo para vocês o que eu percebo lá no consultório das mulheres que vem com essa queixa para mim né então a gente vê muito querido da questões da violência física é então que seriam que puxões de cabelo por ruim tapas né entre outras violências a psicológica que né que vem questões de ameaças é eu vou tirar as crianças de você então assim eu vejo que isso daí é muito o que prende muitas mulheres ainda em um relacionamento né abusivo então assim eu tenho essa questão de independência financeira então eu cuidei da casa cuida dos filhos e depois desses atos violentos a me vejo sem saída Então como que eu vou cuidar das crianças se ele vai tirar de mim então quê que eu faço eu permaneço ali até pelas crenças né que a gente vem de uma crença ainda que a sociedade vê como o casamento né então assim eu casei eu tenho que aguentar então assim muitas mulheres vem com ainda com esses pensamentos Então estou em uma relação Então tem que fazer dar certo então ele vai mudar eu recebo muito essa ilusão das mulheres né não mas foi um tapa porque realmente eu deixei ele nervoso né então como eu deixei ele nervoso ele acabou fazendo isso comigo mas ele prometeu para mim que não vai acontecer mais e ele vai mudar então tem esse A Esperança então eu percebo muitos sentimentos de que Esperança medo também do que se eu largar dele ele falou que como eu sou dele eu não vou ser de mais ninguém então infelizmente tem que permanecer ali porque senão ele pode me matar ele pode matar minha família então a mulher também permanece ali então assim temos a violência sexual também então aí eu estou naquela relação né então eu também tenho que estar ali com meu marido temos a relação patrimonial também essa questão de ir aquisição de bens né E também a violência moral bom então assim onde a gente ver né Então essas questões também de violência não só dentro de um relacionamento tão na rua né também a gente ver essas questões de violência então com elogios que não foram solicitados com aquelas ideias ainda é passadas do seguinte a também olha o horário que ela tava andando na rua e olha a roupa que ela estava Então acho que também tem que mudar muito essas questões essas mentalidades então assim a mulher ela tem que andar onde ela quiser a hora que ela quiser outro dia presenciei também uma moça correndo em uma rua escura porque com certeza ela estava com medo então aí temos o que a importância da lei né da proteção para a mulher também então ele estava correndo em uma rua escura por medo talvez e sofremos violência então ele estava correndo até talvez pegar um ônibus eu chegar no lugar mais iluminado Ah é Então assim também temos a questão de sanidade mental do que nesse ciclo o agressor ele tenta de várias formas manter ali aquela relação então também a gente escuta muito aquelas questões né que as mulheres trazem do que aí ele fala que eu sou louca Então eu vejo coisas onde não tem então talvez tens a ideia do que então eu não tô num relacionamento abusivo Então realmente são coisas da minha cabeça então a gente também vê ali que a mulher às vezes ela não se percebe naquele relacionamento então assim estamos com pouco tempo então também para minha colega poder falar um pouquinho então eu vou resumir para vocês o seguinte a importância do que como Talvez o me perceber em um relacionamento abusivo então às vezes as mulheres acho que às vezes não percebem talvez essas questões Então como que seria basicamente você não poder talvez em um lugar que você queira você se perceber mais isolado da família dos amigos e não poder uma colocar uma roupa que você goste porque não é apropriada para o seu parceiro perseguições Então onde você está Que que você está fazendo deixa eu ver seu celular mas com quem você tá conversando né e é e também ser proibida das suas coisas então às vezes gosta de por exemplo fazer um exercício físico na academia não pode porque o parceiro não gosta Ah eu não gosto de fazer algumas coisas então para não dar briga Eu Acabo não fazendo então são sinais que você pode observando a família também né porque a mulher vítima de violência doméstica ela tem auto estima dela muito abalada Então o que acontece Às vezes ela se sente sozinha então eu tô nessa relação e eu não tenho ninguém comigo ele é minha única família porque eu já tô isolada né então a família se você perceber que talvez uma prima a sua irmã né alguém ali se sente muito sozinha reclama com você acolhe essa pessoa né então assim temos leis temos profissionais muito capacitados para te ajudar também são assim essa questão psicológica é muito importante tem esse apoio tão procurar um psicólogo também procurar uma rede de apoio com você então sua família como fazer um boletim de ocorrência porque essa não uma missão também já era todo esse ciclo tá bom muito obrigada muito obrigada a vereador pelo convite Obrigado a todos o passo a palavra para Doutora Fernanda Nicoletti advogado de Direito das mulheres segura apertado que foi na boa tarde a todos forma bem breve porque colega de Esplanada de forma muito Brilhante de ao tema agradecer Doutor Marcelo pelo convite mais uma vez pela parceria por esse projeto uma causa tão importante aí saindo apoiada por um homem e se faz total diferença conforme elas explanaram sobre todas as violências queria só fazer um adendo quanto à violência patrimonial que é dificilmente se ouve né uma violência patrimonial a mulher ela às vezes só que essa violência não Sabrina anunciar às vezes no casamento tem a comunhão entre eles Comunhão parcial ou total Napoli de vida e os bens e esse homem começa a dilapidar o patrimônio ele vende o carro dela ele deixa ela tem recursos para que mais uma vez com a colega de seu lado ele ela fica o dente dele então é mais um adendo quanto uma violência que poucas pessoas assim tomam ciência né e às vezes não sabem denunciar é a Além disso eu gostaria só de ponto alguns canais de ajuda para denúncia hoje em dia tem bastante instituições o Instituto Nelson e também a gente coloca em um canal também que a doutora Ana junto com Justiceiras faz um atendimento brilhante as mulheres além dele nós temos o 180 que é um canal de denúncia criado pela secretaria nacional de políticas para as mulheres é uma denúncia anônima temos as e amo aqui da região que também faz o acolhimento dessas mulheres violência que sofrem essa violência o SOS ação mulher e família também tem esse atendimento O caism que é Carisma né Doutor da Unicamp e para violência sexual e fazem essa colhimento fazem exames cuidam dessa mulher e além disso temos aqui na Dr me corrija Se eu estiver errada a guardinha a guarda municipal tem né um a isso guarda amiga da mulher que é especializado que às vezes a mulher tá sofrendo uma violência ela não quer um outro homem um guarda um homem fazendo esse atendimento porque ela vai ficar constrangida ela não quer falar o que aconteceu e uma guarda pena uma uma mulher fazendo esse atendimento ela fica mais acolhida ficar mais tranquila ela consegue se abrir mais e ter esse atendimento aí mais humanizado mais uma vez agradecer Doutor Marcelo até falou nosso tempo Parabéns as minhas colegas parabéns pela sua bancada formada por mulheres mulheres muito fortes importante assim para nossa região Obrigado a todos o a todos por participar dessa reunião eu não tenho tempo para falar com a gente tem que conversar na nossa reunião eu fico agradecido Amanhã temos uma lembrar vocês que a gente tem um logo de manhã 9:00 né vai ter no evento da prefeitura deixo homem falar com o professor Sérgio Barbosa é muito joias então amanhã cedo às 9:00 a gente estaremos fazendo essa reunião Obrigado a todos para comparecerem aqui muito obrigado [Aplausos] Bom dia sim a gente encerra a transmissão da primeira parte da r o desta segunda-feira a gente volta instantes trazendo tudo que vai ser discutido e votado na noite de hoje na reunião ordinária de nº 33 é rapidinho eu volto já já E aí a TV Câmara Campinas
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REUNIÃO ORDINÁRIA DA COMISSÃO PERMANENTE DE POLÍTICAS DE PREVENÇÃO ÀS DROGAS

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