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33 views Publicado 26/08/2026 HD · 11:30
Resumo editorial

Reportagem sobre as 75 feiras livres de Campinas, destacando a rotina e as histórias de feirantes que mantêm essa tradição familiar e comunitária. As feiras são apresentadas como espaços de encontro, comércio informal e convivência urbana essencial para a cidade. O programa também anuncia oficina de teatro Macunaíma 100 anos no SESI Campinas.

Citados nesta edição
Bairros mencionados

Descrição do vídeo

São 75 feiras livres em funcionamento em Campinas, e a reportagem especial de Dia do Feirante mostra a rotina de quem chega às 3 da manhã para montar a banca, como o feirante de queijos e doces de Minas Gerais na rua Maria Monteiro, no Cambuí. Dona Teresa, cliente há 43 anos, conta por que troca o supermercado pela feira toda semana.

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A gente abre a edição de hoje com a nossa série de reportagens especiais sobre as feiras livres. Nas primeiras horas do dia, quando a cidade ainda começa a despertar, as feiras já estão a todo vapor. Em Campinas são 75 durante o dia que fazem parte da rotina de milhares de pessoas. Mais do que um lugar de compra e venda, elas são pontos de encontro, de conversa, de tradição. Hoje, no dia do feirante, a gente mostra as histórias de quem mantém essa tradição viva. Да. É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira. Ah, é dia de feira, quem quiser pode chegar. É dia. Antes mesmo de a cidade acordar por completo, a feira já começou. Tem quem chegue de madrugada, quem monte a barraca, organize os produtos, prepare o café e dê o primeiro bom dia. E quando as bancas começam a ganhar cor, a feira deixa de ser apenas um lugar de comprar e vender. Vira encontro, vira conversa, vira parte da rotina. Bem cedinho, viu? É que hoje nós tá meio atrasado, mas sempre chega bem cedo, viu? O que a feira representa na sua vida? Olha, tudo. Desde a época do meu pai e da minha mãe, que começou há mais de 30 anos atrás, representa praticamente tudo na nossa vida, viu? O que na gente é hoje, pessoalmente, é o que é representa a feira pra gente. E tem cliente que você chama pelo nome, já conhece? Sim, sim, demais. Tem cliente nosso aqui que tem mais de 20 anos já de que vem na nossa feira já com a gente. E vocês aqui vendem o quê? Queijos, doces, castanhas, tudos coisas, principalmente coisa mais de Minas Gerais. Que horas você chega na feira aqui? 3 horas da manhã. Por quê, cara? Por causa tem que montar tudo isso aqui, ó. Detalhe por detalhe. E o tempo voa, ó. Quando você chega, tá super escuro tudo. Tá tudo escuro ainda. Sou um dos primeiros a chegar. Quando você acorda, que horas? 1:30. 1:30. Sai de casa duas, que aí nós faz o cafezinho, tudo, deixa tudo prontinho. Aí vem para cá. Tradição que passa de pai para filho. Seu pai falou que você já já tá na pegada, hein? É, eu já sei passar maquininha, tem ter cliente, tudo. Sei pr laranja, fazer bastante coisa. Eu sei. E é uma coisa que vem de família. Seu pai tava conversando com a gente e e realmente ele ele se envolve bastante, né? Ele fala com o coração. É, meu irmão, meu irmão já trabalhou aqui. Aí agora tô eu trabalhando também. Tá gostando? Eu gosto de vi. Única coisa que o horário é muito ruim, só que aí, tipo, nós brinca, faz um monte de brincadeira com as freguesa, é muito legal. Em Campinas existem 75 feiras livres. Uma delas é aqui na rua Maria Monteiro, no Cambuí. Super tradicional essa feira, por exemplo. E aqui as pessoas encontram muito mais que produtos, também encontram personagens com muitas histórias. E claro, muito bate-papo. Sim, todo sábado vem bater ponto aqui. O que que a feira representa na vida do senhor? Ah, é tudo produto é tudo bom, né? Tudo fresquinho, tudo muito melhor comprar aqui do que supermercado, essas coisas. Então eu prefiro a feira. E há quanto tempo o senhor frequenta essa feira aqui na Maria Monteira? Ah, aqui já faz uns 20 anos ou mais. Mas talvez mais que isso. Vale a pena. É gostoso, né? Gostoso passear. O pessoal veio hoje traz tour para comer pastel aí, né? Vale a pena. Dona Teresa é um exemplo de cliente fiel. Eu só faço essa feira aqui há 43 anos. Só isso. Só isso. Eu acho que a perira aqui é as melhores fruta, melhores verdura, compro peixe, compro frango, tudo eu compro aqui. Eu compro pra semana, de um sábado para outro. E a senhora vem todo sábado? Todo sábado. E chego aqui 7 horas da manhã para ir embora rápido, né? Porque aí não tem gente, dá para fazer bastante compra. Oh, com certeza. Aí eu faço a compra, os moços leva para mim, alguma coisa eu levo. E agora, por exemplo, a senhora vai comprar o que aqui? Eu compro tudo que tem aqui, quase eu compro. Ele, o moço leva para mim. Para alguns o cheiro da pastelaria, para outros é a fruta escolhida na ponta do dedo. A conversa com o feirante, conhecido pelo nome, a banca que atravessa gerações, tem gente que vai pela compra e acaba ficando pela prosa. A gente só já conhece já esses clientes há muitos anos, então a gente tem essa essa convivência, né, de conhecer pelo nome, saber do que gosta, do que compra. Eu percebi que a a a dona Teresa chegou, daí você já perguntou o que que ela queria e tudo mais. Sim, a dona Teresa já é minha cliente aqui há mais de só comigo há mais de 15 anos, né? Então a gente já se conhece do hábito alimentar, do que ela vende, do que ela compra, do que ela busca. E o que a feira mudou na sua vida? Assim, a feira sempre foi uma tradição desde criança, né? É um trabalho de família, então é algo que significa muito. E é assim que uma relação de trabalho vira a relação de confiança. Pois é, o feirante conhece a preferência do freguês. O freguê conhece a história de quem está atrás da banca. E entre uma venda e outra, a vida também passa por ali. Vem há muitos anos aqui em Campinas, aqui no Cambuí. Gosta sempre dessa feira aqui da Maria Monteira? Sim. Sim. O que você mais gosta assim do clima de feira? É conversa, frescos assim, de qualidade. É isso assim. E o hábito mesmo tá fácil, praticidade. Vale a pena acordar cedo e já já viro pra Sim. É porque também eu já resolvo tudo cedo. Daí já aí depois eu só curti o final de semana. No calendário dia 25 ao dia do feirante, o então prefeito de São Paulo, Washington Luiz, por meio do ato 710, de 25 de agosto de 1914, conseguiu instituir a criação de mercados francos como forma de regularizar minimamente a situação das feiras livres. Mas para quem vive da feira, talvez todo dia seja uma oportunidade de recomeçar. A gente vai pegando afinidade com com os fregueses, vai sendo como se fosse um uma família, né? São amigos e os pregues vem, conversam, isso é legal, é prosa, é bate-papo também e confiança também, né? Não separar. Tem muitos fregueses que dá muitos anos, então o pessoal já vem com a lista, já deixa e a gente separa, então cria uma confiança, né? E aqui vocês vendem o quê? Frutas importadas, nacionais, todo tipo de fruta. Bom, claro, quem vem à feira dificilmente deixa de comer um pastel. Isso é de lei. Isso é um fato, né? É uma delícia, diga-se de passagem. A galerinha vem, pede o pastel, conversa, bate-papo. Como é isso? Isso é quem vem na feira não pode deixar de comer o pastel, né? É tradição. Quais os pastéis que vocês têm aqui? Quais as opções? São várias. Sim, temos vários sabores, mas os principais são os tradicionais, né, que não falta carne, queijo, carne com queijo, mas temos também costela, parmegiana, novidades. É, não existe feira sem pastel e nem pastel sem feira. Tem que vir toda vez comer um pastel. Não tem como não, não comer. É clássico. Qual o seu pastel preferido? Aquele que você come sempre. De queijo. Esse é tradicionalíssimo. Tradicional. É isso aí. Você vem sempre aqui à feira da Maria Monteiro? Não, a primeira vez que eu tô vindo aqui. Ah, é? Primeira vez? Tá gostando ou não? Sim, gostei bastante. A gente tava procurando, na verdade, uma feira extensa assim, que tem bastante comida, fruta, verdura. Então, achamos o lugar. Gostou de conhecer? Gostamos. Feira livre é feita de mercadoria, trabalho e movimento, mas principalmente é feita de gente. Comendo pastelzinho aqui no sábado de manhã cedo é tudo de bom, né? Vale a pena. Começa bem o dia, né? Vale a pena. Começa assim, dá uma caminhada, dá uma esparecida assim, é tudo de bom. Ah, vida longa, as feiras. livres por Campinas. Amanhã tem mais histórias. Bom, e olha só, o Sesi Campinas, unidade Amoreiras vai realizar mais uma ação formativa com o projeto Diálogos Literários. Então, amanhã, dia 26 e na quinta-feira, dia 27 de agosto, o ator Pascoal da Conceição, que fez o Dr. Abobrinha para o Castelo Ratimbum, traz um recado agora. Olá, eu sou Pascoal da Conceição AOR. Tô convidando vocês para participar da oficina espetáculo Macuna 100 anos, 26 e 27 de agosto em Campinas. Se inscrevam no link abaixo e a gente se encontra lá. Evoé, serão 2 horas de oficina das 7 horas da noite às 9 horas da noite, no dia 26, quarta-feira, no dia 27, quinta-feira, entrada gratuita, classificação etária de 14 anos. A oficina é aberta a todos, não apenas para atores e profissionais do teatro. E para participar, o público precisa retirar o ingresso gratuito pelo site campinasamoreiras.org.br. O site está aqui embaixo da sua tela.
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