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Ensinar nunca foi uma tarefa simples. E em um mundo cada vez mais conectado, os professores enfrentam novos desafios. Como integrar a tecnologia ao ensino tradicional, sem perder a essência da educação. Em meio às telas, às novas formas de aprender e à preocupação com a saúde mental dos estudantes, o papel do educador se torna ainda mais importante. Neste Dia dos Professores, a repórter Débora Martins mostra como esses profissionais buscam equilibrar inovação, conhecimento e acolhimento dentro da sala de aula. Aula expositiva, lousa e caderno. Durante muito tempo, esse foi o modelo predominante nas escolas. Mas pesquisas científicas apontam que outras estratégias que colocam o aluno como participante ativo da aprendizagem podem melhorar o desempenho escolar. Projetos, jogos, debates e resolução de problemas são algumas das alternativas Eu sempre busco planejar a aula atendendo um pouco da característica da turma Então tem turmas que são mais agitadas e eu sei que eu não vou ter atenção deles por um tempo longo Então eu tenho que pensar em coisas que atendam aquela necessidade por aquele tempo Então eu faço uso de aplicativos que geram quiz online para eles jogarem Uso também não só de instrumentos digitais Então sempre que possível busco paródias de música para relacionar e sistematizar o conteúdo Algum, por exemplo, estamos trabalhando porcentagem E aí eles precisam treinar o cálculo Para não ficar só aqui e lá, calcule, bola um bingo Aí faço um bingo com eles de porcentagem Então às vezes faço o tesouro, algumas gincanas Então a gente tenta de tudo um pouco para atender e fazer com que eles aprendam cada vez mais. Hoje a gente tem a aula de pensamento computacional aqui na escola, que é separada de maker e de robótica também. É como se fosse uma aula de informática atualizada para os dias de hoje. Então aqui no Colégio Crescer a gente usa o método, o meio de comunicação do Google Sala de Aula, que ele tem planilhas, o Word, como se fosse o Word, que é o documentos. A gente ensina isso no sexto ano, ensina a parte de desenvolvimento de parte artística no Canva Responsabilidades com o uso da internet, como pesquisar, onde entrar em site, qual se a gente entrar, por que entrar E dentro disso, isso para o sexto ano Depois a gente vai ensinando um pouquinho de programação, um pouquinho de projetos envolvendo onde o aluno começa a criar mais autonomia Porque assim, a gente dá a base, depois vamos testar isso O especialista em neurociência aplicada à educação do IBFE, Instituto de Formação de Educadores, fala sobre os desafios de capacitar professores que precisam ensinar uma geração cada vez mais conectada. Acho que o primeiro desafio é a gente compreender qual é essa realidade. É a gente compreender se essas pessoas estão realmente num papel ali de onde elas atuam. Então a gente sabe que há diferenças de atuar no ensino público e no ensino particular, a gente sabe que há diferenças de você atuar no ensino médio, no ensino fundamental 2, no ensino fundamental 1 e assim por diante. E cada um desses desafios ele precisa ser integrado, ele precisa ser trabalhado num curso de formação de educadores. A mudança, no entanto, exige planejamento, formação e adaptação por parte dos professores. Afinal, inovar na educação não é apenas utilizar novas ferramentas, mas encontrar caminhos para despertar o interesse e tornar o aprendizado mais significativo Incorporar novas tecnologias implica a gente compreender aquilo que está se passando no cotidiano Então, se eu preciso ensinar as pessoas a lidar com um ambiente que é mais digitalizado, que ele é mais interativo, eu preciso trazer essas tecnologias para dentro da sala de aula sempre com responsabilidade. Eu percebi, e isso vem acontecendo ao longo dos anos, no começo eles eram muito mais, vou falar assim, há 10 anos quando eu comecei, a atenção deles durava muito mais do que agora. Agora, se a gente consegue no máximo 15 minutos, já é para ficar feliz, porque eles estão acostumados com aplicativos, jogos e tal, que eles mudam tudo muito rápido. Então a gente precisa, dentro desse tempo, extrair o principal e aos poucos a gente vai regando a sementinha para ir brotando esse conhecimento ao mesmo tempo. Os efeitos colaterais dos dispositivos digitais entraram definitivamente na pauta pedagógica. Segundo dados da pesquisa TIC Educação, atualmente oito em cada dez escolas brasileiras debatem o impacto do uso de telas na saúde mental dos estudantes. Se por um lado a tecnologia amplia as possibilidades de aprendizagem, por outro desafia os professores a manter a atenção dos alunos em meio a tantos estímulos digitais. Notificações, distrações e diferentes níveis de familiaridade com as ferramentas digitais fazem parte desse cenário. Eu acho que o principal é o uso da tecnologia com responsabilidade. Porque o que acontece, às vezes a gente está em uma sala com 30, 35 e eles estão com os dispositivos deles. E a gente não consegue garantir 100% do tempo que eles estão juntos no exercício, estão juntos na atividade. Então, essa responsabilidade dos alunos entenderem o quão aquilo está sendo importante é um momento de diversão, sim, mas um momento de diversão relacionado com o aprendizado. Não é uma diversão que ele faz em casa, que ele entra no game junto com o colega e vai brincar. Não, eles estão brincando, mas o objetivo principal daquela brincadeira, vamos dizer assim, é o aprendizado. Esse é o foco. Quando a gente pensa no uso de ferramentas em si, o uso de ferramentas é maravilhoso. Só que, é como eu sempre digo, você não vai utilizar uma chave de fenda para martelar um prego. É para isso que se fala martelar, você vai ter que usar um martelo. Então a ferramenta tem um uso específico, ela tem um momento específico para ser utilizada. Então é ter essa noção dentro do uso da ferramenta e eu volto para o educar. Então a gente sempre mostrando como é que a ferramenta funciona, como é que é o ambiente digital e assim por diante, a gente consegue também dar um contexto maior e a partir do contexto maior a criança compreende, ou criança ou adolescente, compreende como aquilo lá também vai impactar a vida dele. Ser professor vai além de transmitir conhecimento. É aprender todos os dias, buscando novas formas de estimular e transformar a aprendizagem. Na verdade, essa reinvenção não deixa de existir. Ela tem que ser todo dia. Por quê? Todo dia tem um software novo, uma placa de circuito nova. E o desafio, além de você ter que se reinventar para você conhecer essa nova tecnologia, Essa forma nova de comunicação, vamos dizer assim É saber filtrar ela e passar ela para o aluno da melhor forma Porque tem uma grande diferença O que as pessoas usam no mercado de trabalho E como uma criança vai usar isso dentro de uma sala de aula Acho que o principal ponto é a gente trazer sempre, sempre, sempre A importância do professor O professor não está ali para resolver tudo Para explicar absolutamente tudo Para saber de tudo mas ele está ali para ensinar essas crianças a poderem buscar o conhecimento sozinhas, a poderem trabalhar de forma mais independente com aquele conhecimento, para explicar e apresentar muitas vezes um conteúdo. Se não, se a gente não sabe que existe, a gente não consegue ir atrás. Ao mesmo tempo, o professor está lá apresentando o conteúdo, ele está lá apresentando uma ferramenta, ele está lá educando, dando o seu esforço, dando o seu suor, sua vida, para que essas crianças possam aprender, para que elas possam se dedicar a esses estudos. E hoje a gente vive num mundo que está cada vez mais relegando, deixando de lado os estudos. E a partir desse momento, a gente precisa compreender que dar a devida importância aos estudos é o essencial. Então, a gente está impactando vidas. É trazer essa importância do professor num curso de especialização, num curso de pedagogia também, trazer essa importância para que essas pessoas trabalhem com autoestima elevada, porque o professor tem um papel essencial na vida de todos os estudantes. A Ilum abre inscrições gratuitas para o processo seletivo 2027 com 40 vagas em ciência e tecnologia. Estão abertas até às 6 da tarde do dia 15 de dezembro as inscrições gratuitas para o processo seletivo 2027 da Ilon Escola de Ciência, Faculdade do CNPEM, que é o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais em Campinas. Não só a inscrição é gratuita, como o curso é gratuito e quando você entra aqui na Ilon, se você for selecionado, você ganha moradia, você ganha transporte, você ganha alimentação, você ganha um laptop, você ganha curso de inglês, você ganha apoio psicológico e se você morar longe, você ganha passagem para vir para cá também. Bom, a instituição oferece 40 vagas para o curso de Ciência e Tecnologia, sendo que 50% das vagas são para estudantes oriundos de escolas públicas. E também no processo seletivo que tem entrevista, das 250 vagas para entrevista, a gente também reserva 125 para estudantes de escola pública. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário eletrônico disponível no site da Ilum É só entrar no nosso site, ilum.cnpem.br, lá você preenche além dos seus dados pessoais A gente tem algumas perguntinhas sobre por que você gosta de ciência, por que você quer estudar na Ilum E também as suas experiências na escola, e isso a gente usa no nosso processo, além da nota do Enem e da entrevista Isso é levado em conta também Um dos principais diferenciais do processo seletivo da Ilon é que o ingresso não é feito por vestibular tradicional. Você coloca lá a sua CPF, a gente consulta a sua nota do Enem, usa isso para classificar os convocados para entrevista. Então depois você vai fazer entrevista, você vai conversar com uma dupla de professores, que vai ser sua banca, né? E nesse processo a gente faz perguntas de conhecimento geral, mas muitas perguntas sobre perfil. A gente quer entender se você gosta de ciência, por que você gosta de ciência, como você vai se encaixar aqui na Ilum. Então, nem sempre a melhor nota do Enem é quem entra. Quem se dá bem na entrevista, a entrevista tem 1.200 pontos frente a 1.000 pontos do Enem. Legenda Adriana Zanotto