Professores de Campinas usam quiz e paródia musical para reter atenção em sala
Especialista do IBFE afirma que atenção média dos alunos cai para 15 minutos; Colégio Crescer ensina robótica desde o 6º ano
Professores de Campinas têm renovado as estratégias usadas em sala de aula para manter a atenção dos alunos, recorrendo a quizzes online, paródias musicais e jogos como bingo de porcentagem. O tema foi destaque em reportagem exibida em 15 de outubro de 2026 pelo programa Notícias da Metrópole, especial de Dia dos Professores, assinada pela repórter Débora Martins.
Agora, se a gente consegue no máximo 15 minutos, já é para ficar feliz, porque eles estão acostumados com aplicativos, jogos e tal, que eles mudam tudo muito rápido, afirma o especialista em neurociência aplicada à educação do IBFE, Instituto de Formação de Educadores.
Segundo o especialista, a atenção dos estudantes em sala mudou nos últimos dez anos. Para lidar com turmas mais agitadas, professoras da rede de Campinas adaptam o planejamento das aulas conforme o perfil de cada turma, combinando aplicativos de quiz online, paródias musicais e jogos como o bingo de porcentagem para sistematizar o conteúdo.
Sempre que possível busco paródias de música para relacionar e sistematizar o conteúdo. Algum, por exemplo, estamos trabalhando porcentagem e aí eles precisam treinar o cálculo. Para não ficar só aqui e lá, calcule, bola um bingo. Aí faço um bingo com eles de porcentagem, relata uma professora entrevistada na reportagem.
Pensamento computacional desde o 6º ano
No Colégio Crescer, em Campinas, os alunos têm aulas de pensamento computacional, robótica e atividades maker desde o sexto ano. A escola utiliza ferramentas como Google Sala de Aula e Canva para ensinar planilhas, edição de texto e produção de conteúdo artístico, além de orientações sobre uso responsável da internet.
Conforme a reportagem, depois da base construída no sexto ano, o Colégio Crescer passa a ensinar noções de programação e desenvolve projetos que estimulam a autonomia dos estudantes.
Telas e saúde mental entram na pauta pedagógica
A pesquisa TIC Educação mostra que oito em cada dez escolas brasileiras debatem o impacto do uso de telas na saúde mental dos estudantes. O levantamento reforça o desafio enfrentado pelos professores para equilibrar o uso da tecnologia com responsabilidade dentro da sala de aula.
Essa responsabilidade dos alunos entenderem o quão aquilo está sendo importante é um momento de diversão, sim, mas um momento de diversão relacionado com o aprendizado, afirma uma das professoras entrevistadas sobre o uso de dispositivos digitais em sala.
Para o especialista do IBFE, o principal desafio na formação de professores é compreender as diferenças entre os contextos de atuação, como ensino público e particular, ou entre ensino fundamental e médio. Cada um desses desafios precisa ser integrado e trabalhado em curso de formação de educadores, conclui.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no NOTÍCIAS DA METRÓPOLE da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Notícias da Metrópole.
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