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Resumo editorial

Cobertura das eleições em Campinas com reportagens dos principais colégios eleitorais dos distritos de Campo Grande e Ouro Verde. Também aborda a história inovadora da IMA em 1988, quando utilizou tecnologia para apuração eletrônica de votos, antecipando o desenvolvimento das urnas eletrônicas brasileiras.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

Mais de 390 mil eleitores com mais de 70 anos em Campinas podiam faltar as urnas sem justificar, mas muitos votaram no último domingo, caso da aposentada Elizabeth, 71 anos, e de João Carlos Gameiro, 85. O repórter André Aranha percorreu os maiores colégios eleitorais da cidade: a Faculdade Anhanguera, na zona 275, com 113.546 eleitores e 26 seções; a Escola Estadual Professor Nilton Pimenta Neves, no Ouro Verde, zona 378, com 6.762 eleitores; e o distrito do Campo Grande, zona 379, com 140 mil eleitores. Santinhos no chão dificultaram a circulação de idosos em alguns locais.

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[música] [música] E ó, faço o convite para você. Continua aí, Mar, porque olha só, o repórter André Aranha durante a manhã do último domingo, percorreu os distritos do Campo Grande, do Ouro Verde, foi até o maior colégio eleitoral da cidade, a FAC, e vai nos contar o que viu, o clima, se tinha filas, se tivemos problemas. Então, chega mais, André Aranha. Bom, durante toda a manhã, nossa equipe percorreu vários pontos de Campinas, acompanhando, claro, as eleições em todo o Brasil. Começamos no maior colégio eleitoral da cidade, que é justamente a faculdade Aanguera de Campinas. Lá tivemos a oportunidade também de conversar com eleitores, conversamos a respeito das eleições neste colégio eleitoral. São 113.546 eleitores, que é na verdade é a zona 275 com 113.546 546 eleitores. Confirmando a informação, são 26 sessões eleitorais no local, alguns santinhos na durante, evidentemente, a nossa a nossa participação lá, alguns santinhos no chão, o que é proibido, complicando inclusive a situação de muitos idosos que estavam por lá, mas a votação foi bastante tranquila. Também tivemos a oportunidade depois de acompanhar o distrito do Ouro Verde, conversamos com eleitores e estivemos na Escola Estadual Professor Nilton Pimenta Neves, que na verdade são 18 sessões com 6.762 eleitores, pertence à zona 378. É a mesma situação lá, muitos santinhos, alguns idosos com dificuldade, inclusive muitas filas, não é? As pessoas que foram, evidentemente votar encontraram muitas filas, portanto, na zona 378. Também fomos, eh, em algumas escolas, não é? Eh, passamos em alguns locais de votação, como por exemplo no distrito do Campo Grande. O Campo Grande em Campinas é atendido pela zona 379 com 140.000 eleitores. Algumas escolas lá, Elovra de Pardo, eh, Muraro, onde estivemos também. E para fechar, a gente foi no distrito, além do Campo Grande, também no distrito do Ouro Verde e conversamos aí eh com várias pessoas. Na verdade, eh poucas ocorrências, apenas santinhos no chão, o que, confirmando a informação, complicou bastante aí a situação de idosos. algumas alguns colégios eleitorais com filas, um pouco de demora, mas no normal, pelo menos no período da manhã, onde nossa equipe esteve fazendo reportagem, entrando ao vivo com vocês aqui na TV Câmara Campinas, as eleições ocorreram eh de forma bastante tranquila. André Aranha para o Câmara Notícia. E mesmo sem a obrigatoriedade de votar a partir dos 70 anos, muitos eleitores idosos fizeram questão de ir às urnas no último domingo. A participação mostrou que para muitos o voto vai além de uma obrigação. É uma forma de exercer a cidadania e participar das decisões do país. A partir dos 70 anos, o voto passa a ser facultativo. Isso significa que a pessoa pode escolher se vai ou não a sessão eleitoral sem a obrigação de justificar a ausência. Mas neste domingo em Campinas, muitos idosos fizeram questão de ir às urnas. É o caso da dona Elizabeth, que aos 71 anos foi uma das primeiras a chegar ao colégio Pil 12, no centro de Campinas, antes mesmo da abertura dos portões. Desde menina, ato cívico faz bem pra saúde e faz bem pra gente, pro Brasil não estagnar, não estacionar, tem que ir pra frente porque eu amo meu país, né? E mesmo não sendo mais obrigatório, não tem por parar, como a senhora falou, tem que exercer esse papel cidadão, né? Enquanto eu aguentar, eu venho, se Deus assim me permitir. E ela não está sozinha nessa. Na região de Campinas, mais de 390.000 eleitores com mais de 70 anos estão aptos a votar. E para o seu João Carlos Gameiro, de 85 anos, exercer o voto é mais do que uma obrigação, é um direito. Eu acredito que seja o dever do cidadão. Nós temos o direito de voto e temos que exercê-lo, embora eu já não precise mais, mas é que a a minha própria formação me faz com que eu faça valer o meu direito de de eleger os nossos dirigentes. Para quem fez questão de exercer o direito ao voto, pessoas com deficiência ou com alguma dificuldade de mobilidade também contaram com o apoio da justiça eleitoral. Medidas de acessibilidade foram adotadas para garantir que todos pudessem votar com mais autonomia e segurança. Nem a chuva que caiu no meio da tarde em Campinas impediu que quem fez questão de votar fosse as urnas, como no caso das pessoas com alguma questão de mobilidade que votaram nas sessões acessíveis. Teve chuva, mas mesmo assim a senhora fez questão de exercer o seu direito à cidadania. É, enquanto a gente está aqui, vamos colaborar, né, com a em Já votou? Já votei, já tô tô indo embora. [risadas] Uma pessoa já vestida para auxiliar as pessoas a votarem nas suas sessões com acessibilidade. Como que o senhor vê esse apoio? Muito bom. Ótimo que tem pessoas assim, né? tá organizado. Ela melhorou muito na questão de acessibilidade. Certo? É que essa escola, o colégio Carlos Gomes, é uma escola que é um prédio histórico, ele é tombado, ele não pode ser aquilo reformado, não pode mexer. No entanto, naquela época não tinha uma acessibilidade como já tem hoje. Por exemplo, como é um prédio histórico, hoje você já tem uma rampa de ferro. A gente veio neste horário porque temos um filho autista, acomodamos eles e agora a gente veio, eu e minha esposa vai dar problema lá, [risadas] então tem que ser rápido, né? A possibilidade de uma votação acessível é garantida pela justiça eleitoral. Em Campinas são mais de 12.000 1 eleitores e eleitoras nesta condição. Esta escola, inclusive, ela é adaptada com uma entrada separada para os eleitores nesta condição. As sessões acessíveis oferecem infraestrutura adequada, como rampas de acesso, largura das portas ajustadas, a cadeirantes e até banheiros adaptados, além das urnas especiais e pessoas treinadas para o auxílio. Eu acho legal dessa escola também que todas as pessoas que estão de 60 a mais até 80 mais exercem a democracia. E aí eu me sinto como parte desse exercício também. Para quem não se inscreveu para o uso das sessões acessíveis, o voto foi garantido de outra forma. Eu eu teria que ter feito uma inscrição antes para poder votar aqui embaixo. Eu não fiz, então paguei o preço. Mas e foi legal. Eles deram apoio aqui. Eu trouxe uma galera e três pessoas para me ajudar e subi as escadas. Votei. Para que esse direito seja garantido, logo após o segundo turno, é possível fazer o pedido para uma sessão com acessibilidade para facilitar o processo na hora do voto. A partir de novembro, vá na justiça eleitoral e peça, porque facilita bastante, né, pras pessoas poderem votar em lugares de fácil acesso. E isso é possível transferir os títulos para essa facilidade. Passa a eleição, a pessoa ela esquece. É importante que nesse período, a partir de novembro ela peça acessibilidade, né? Porque essa escola, especificamente, Carlos Gomes, é uma escola tombada. Então a gente não pode ter elevador, não pode, não pode ter uma alteração na arquitetura da escola, porque ela é um prédio tombado. Então é importante que o cidadão fique consciente para essa acessibilidade. São quatro zonas aqui embaixo, quatro sessões aqui da zona 33 que tem acessibilidade, tem rampa e vai facilitar para eles e também pra gente poder ajudá-los. Também depois do encerramento da votação, começa uma outra etapa fundamental do processo eleitoral, a apuração dos votos. Em Campinas, as mídias das urnas eletrônicas foram encaminhadas aos cartórios eleitorais e, em seguida, transmitidas ao Tribunal Regional Eleitoral. A Mirna A Breu acompanha o de perto esta operação e mostra como é que funciona o processo até a totalização dos votos. Desde o fechamento dos portões às 5 horas da tarde, o prédio que abriga a justiça eleitoral de Campinas contou com um apoio logístico que já aguardava a chegada das primeiras caixas com as mídias, contendo os votos dos mais de 667.000 eleitores que compareceram as urnas neste domingo, uma abstenção de 23.6%. A apuração começou com a chegada do material da zona eleitoral 380. Um pouco mais tarde, foram chegando aos poucos os materiais das zonas 33, 275, 378 e a 423. As zonas 274 e 379 foram as últimas a receber os materiais devido à distância dos locais de votação do prédio da justiça eleitoral no centro da cidade. Isso em razão da dimensão do da cidade de Campinas, né? Nós temos rotas aqui, por exemplo, que o local de votação tá 45 minutos indo direto até ele, né? A a rota um daqui é a rota mais distante de Campinas e já chegou, já foi apurada. Então, a a diferença de horário entre uma zona e outra é realmente a localização geográfica de cada local de votação. Aumentou um pouquinho o nosso tempo de votação nos locais, mas ainda assim foi muito positivo. Cada uma das sete zonas eleitorais fez sua logística para o recebimento do material, transferência das mídias para o Tribunal Regional Eleitoral, triagem da documentação e a conferência dos boletins de urna. Os pontos de transmissão instalados nos cartórios eleitorais utilizam o software próprio do TSE para ler a mídia e enviar os arquivos criptografados via VPN, uma rede privada virtual diretamente aos servidores centrais. a gente coloca essa mídia no no computador para fazer a transmissão. É utilizado o sistema transportador web, né, que transmite esses dados até o TSE e que consolida esses dados através do sistema CTO. A urna eletrônica ela é segura. Quando a gente faz a geração de mídia, carregamento dos dados da urna eletrônica, gera um código de correspondência entre essa urna e o servidor do Tribunal Superior Eleitoral. Quando a gente envia os dados da mídia de resultado, esse número tem que coincidir. Não serve qualquer mídia para fazer apuração. Tem que ser a mídia gerada naquela específica urna para que isso possa ser apurado. Então, não tem como haver uma interferência nesse processo. E você sabia que Campinas já testava a apuração eletrônica dos votos há quase 40 anos? É isso mesmo, viu? Em 1988, a IMA realizou uma experiência paralela à apuração oficial e conseguiu totalizar os votos antes da contagem manual. Você confere todos os detalhes a partir de agora. [música] Em 1988, os eleitores já estavam cadastrados eletronicamente na justiça eleitoral, mas a contagem dos votos ainda era feita manualmente. O processo envolvia centenas de pessoas e podia levar horas até que todos os votos fossem totalizados. prefeito na época Magalhães Teixeira, José Roberto Magalhãs Teixeira teve a ideia de fazer essa operação de contagem paralela dos votos aqui em Campinas e tudo isso ocorreu com a autorização da justiça eleitoral perfeitamente. Então o que que aconteceu? Eh, eh, depois que se fez a as votações se concluíram às 17 horas praticamente, as urnas eram lacradas, levadas para um local de apuração, que no caso era o ginásio esportivo da Unicamp. E ali tinha os escrutinadores, as pessoas que eram designadas para fazer a abertura das urnas eleitorais e a contagem dos votos. E essa contagem ela feita praticamente no grito, né? uma pessoa com pegava o papelzinho por papelzinho, né? Lia o nome do candidato, uma outra pessoa verificava, tinha lá os fiscais e do outro lado alguém anotava numa planilha com papel carbonado qual que era o eh eleitor. Essa apuração, ela chegava até o data center da imã que ficava no centro da cidade em papel. Então você imagina, eu tinha que ter um batalhão de motoristas para trazer fichas enormes, conjuntos enormes de papéis preenchidos à mão até uma central onde que tinha digitadores para poder fazer a digitação desses dados e colocar no computador e onde que fazia-se então a a totalização dos votos. Por ser uma experiência pioneira, o trabalho também envolvia desafios tecnológicos. A equipe precisava garantir a agilidade do processamento, conferir as informações e reduzir o risco de erros em um sistema que ainda era experimental. Naquela época, o desafio era realmente você comprovar que o processo digital ele era seguro e ele era eficiente e rápido. E para isso a gente montou eh um batalhão de pessoas, mais de 60 pessoas trabalhando na digitação, né? Então era assim, não tinha scanners na época ou então OCR para você fazer o reconhecimento automatizado dos votos. Então você tinha que pegar papel por papel daquele boletim de urna que foi preenchido lá no no no ginásio da Unicamp e os digitadores eles preenchiam um a um os eh resultados parciais e eh do fechamento de cada urna. E só que tinha um problema e se tivesse um erro da digitação, se já tinha o problema da possibilidade do erro do preenchimento da contagem dos votos no local lá, né, da apuração pelos escrutinadores, embora pequeno poderia até porque era manual. Aqui em Campinas, aqui na imã, a gente não poderia ter esse tipo de problema, senão ia ser um um erro em cascata. Então era feito da seguinte forma. Hora que chegava uma folha, o primeiro digitador, ele digitava, o sistema já passava aquela mesma ficha, aquela mesma folha de apuração de votos para um segundo digitador que fazia a mesma operação sem saber quem tinha sido inclusive o primeiro digitador. Ele, o segundo digitador era sorteado pelo sistema e preenchia aquela ficha novamente em duplicidade. E se tivesse alguma alguma algum preenchimento errado, então essa ficha ela voltava para um terceiro ditador para fazer a conferência e a a o preenchimento oficial do voto. Mais de três décadas antes da consolidação das urnas eletrônicas, Campinas foi pioneira e utilizou a tecnologia para acelerar a apuração dos votos. O resultado da experiência ficou pronto várias horas antes da apuração manual. A agilidade também fez com que a sede da IMA, no centro de Campinas, passasse a receber profissionais da imprensa em busca das informações mais atualizadas sobre a eleição. Essa apuração, ela foi um perfeito sucesso. Inclusive a imprensa, ela deixou de olhar para as apurações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e foram lá no prédio da IMA, no centro da cidade de Campinas, para acompanhar a apuração parcial que a IMA divulgava, porque ela era muito mais rápida. Inclusive a apuração da IMA, ela terminou praticamente um dia antes da apuração oficial pelo TCE, né? Então isso isso comprovou que o sistema era eficiente. Ele bateu, né, exatamente com o valor depois a da apuração, porque a apuração nós fizemos era paralela na época e bateu exatamente com a apuração feita pelo Tribunal Superior Eleitoral. A experiência de 88 mostra como a tecnologia já era utilizada para buscar mais agilidade e precisão na apuração dos votos. Uma trajetória de inovação que segue fazendo parte da história da IMA e do município de Campinas. Ela levou pro Brasil essa possibilidade, esse teste de tecnologia que embasou as as construções dos próximos passos que nós conhecemos hoje, como a urna eletrônica e aporação. Inclusive, na época a IMA, ela praticamente inaugurou a ansiedade dos jornalistas de ficar dando play lá no no no voto parcial, não é verdade? Que hoje todo mundo faz isso pelo celular. E na época os jornalistas iam lá na porta da imã para ficar dando esse replay para ver qual que era o voto parcial. [música] [música] [música]
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