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[música] Este ano, uma lei federal instituiu oficialmente o 17 de outubro como dia nacional de luto e de memória às mulheres vítimas de feminicídio. A data foi escolhida em referência a Eloá Cristina Pimentel, jovem assassinada em 17 de outubro de 2008 em Santo André, na grande São Paulo, após passar mais de 100 horas em cárcere privado pelo ex-namorado, um caso de grande como nacional. E é neste cenário que a violência da mulher sob vários aspectos ganhou a reflexão de jovens da Fundação Educar que produziram o curtametragem até quando disponível em streaming, a proposta é que a produção audiovisual seja difundida nas escolas de Campinas. Uma produção audiovisual com o tema A violência contra a mulher. O resultado, o curtam metragem. Até quando? Eu vou lá em [música] casa, hein? Ai, nojento. Deixar de [música] ser apenas espectadores e assumir o papel ativo diante de questões que fazem parte do cotidiano da sociedade. O projeto foi realizado com cerca de 30 adolescentes de escolas públicas de Campinas, com idade entre 13 e 17 anos, que participam da Academia Educar, da Fundação Educar nas Férias de Julho. Os jovens, eles passam em torno de 9 meses numa jornada formativa aprendendo sobre protagonismo, liderança, a comunicação, as competências socioemocionais. E para além [roncando] das oficinas, a gente também tem os projetos desafios, que é quando eles colocam em prática tudo isso que eles estão aprendendo. E nas férias a gente tem o curta na educar, que é esse momento que eles têm para poder produzir esse curta. Quando a gente trata de temas tão profundos, né, importantes como esses, quando a gente escuta eles, deixa ainda mais eh enriquecedora a produção, porque quando a gente faz a leitura do roteiro com eles, eles vão trazendo, né, as vivências deles. Ah, eu acho que podia ser assim, porque quando aconteceu comigo, aconteceu com o conhecido. Então tudo isso vai fazendo com que a gente deixe o nosso curto ainda mais próximo da realidade para que eles possam, para além de se identificar, conseguir levar pra escola e falar: "Olha, isso aqui que tá acontecendo na nossa sociedade, é isso que acontece todos os dias e a gente tá vendo". O primeiro impacto é com relação à responsabilidade, que é, né? É um tema muito importante, é um tema muito presente e eu recebi ele de coração aberto e ali com muito intuito de ser mais um apoiador da luta, apoiador da causa da defesa das mulheres. Os jovens participaram [música] de diferentes etapas da produção. Uma coisa que eu aprendi bastante com Delvec foi que um curtametragem não se cria sozinho. Então, a gente tem as áreas de visual, a gente tem, a gente sabe que sem a equipe da atuação não tem gente participando, não tem curtam metragem, mas a gente sabe também que sem a equipe de áudio o nosso curtametragem não fica bom e sem a ajuda da direção da produção, o nosso curtametragem não segue a direção e não segue os caminhos que a gente tem que dar. Depois que a gente leu o roteiro do curta desse ano, a gente criou a roda de conversa onde que a gente debateu mesmo sobre esse assunto. Então, as meninas trouxeram situações da realidade delas e os meninos depois tentaram compreender isso. Eu escutando como uma pessoa que tava dentro da roda, eu falei assim: "Nossa, a gente tá criando esse debate, eles estão se incomodando". Aí depois os meninos entenderam como essa situação e depois o nosso objetivo nesse debate foi colocar uma sementinha, né? tudo. Por que que isso acontece? Impactou bastante, muita gente, é uma algo que tem que ser falado. E eu me identifiquei na área da maquiagem, né? Eu já tinha um brilho nos olhos de maquiar família, né? É algo mais próximo. Só que aí quando veio essa oportunidade de eu conseguir fazer algo a mais de um curtametragem, eu aceitei de mãos abertas. A gente tem exemplos ao longo dos anos de jovens que hoje em dia trabalham com audiovisual, entenderam a partir das oficinas que é uma profissão e que é um um caminho de vida. É, e é um caminho de mudar de vida. A violência de gênero está em vários contextos sociais. É um fenômeno estrutural que afeta a segurança, a saúde e a autonomia de milhões de meninas e mulheres no Brasil. Meu Deus, Marcela. Oi. Eu não tô, eu não tô vendo coisa. Tinha um homem correndo atrás de mim. Coisa na parte da perseguição. Foi horrível gravar porque eu sabia que era fake, mas era uma coisa horrível. Era muito real para você. Foi muito real para mim, principalmente a hora que eu fui perseguida. Foi, era horrível que eu tinha que correr e correndo atrás de mim, eu senti uma sensação horrível, como se realmente fosse real. Foi um sonho realizado. Amei eu ser a protagonista, mas foi uma coisa muito difícil porque, né, a Marcela também passou por muitas coisas, sofreu na rua, na escola, no estádio, quando a Juliana, né, que tava com o marido atrás, sofreu por muita coisa, perseguição. Isso foi muito difícil de fazer, foi uma coisa pesada. E eu tive toda uma preparação com a Juliana também, que era nossa, ajudava a gente do teatro, na, na atuação, tudo e foi difícil. Eu acho que é um papel muito importante, principalmente dentro e fora do curto, que eu acho que os homens deveriam ser assim, ajudar mais as mulheres. Inclusive, justamente você tinha esse olhar antes de ajudar seus colegas da escola que talvez estavam indo embora numa situação que poderia parecer um pouco perigosa. O que esse curta, trabalhar nesse curta, discutir esse tema, te abrir os olhos para coisas que você não percebia antes? Antes eu não tinha um olhar tão amplo, mas sempre que eu pudia eu ajudava. Eh, tenho as minhas amigas que também são monitoras e eu sempre acompanho elas, tanto aqui na educar, em outros lugar que a gente tiver junto. E eu não tinha um olhar tão amplo. Aí agora, depois desse curto, eu vi o quanto é grave e o quanto a gente tem que bater mais nessa tecla. Em Campinas, o boletim SIS9, sistema de notificação de violência, publicado em dezembro de 2025 aponta que na cidade a [música] violência contra as mulheres entre 18 e 59 anos apresentou crescimento nos casos entre 2019 e 2024 e que no [música] último ano apresentou 177 denúncias. o maior recorde histórico. Na somatória, os principais autores das violências [música] notificadas foram o cônjuge ou excônjuge, com aumento de 42.1%. [música] Pela Lei Maria da Penha, são cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher: a psicológica, moral, [música] física, sexual e patrimonial. Uma das primeiras impressões que eu tive é reconhecer e pensar o quanto que é importante a gente debater junto com outros jovens e saber o quanto que é importante a gente falar sobre isso, porque já teve casos e a gente não deve só tipo, ah, ver o número e ficar quieto, não. A gente tem que repassar, tem que ver. Isso é preocupante. O curtametragem que está disponível em plataforma no streaming, ganhou até um lançamento em uma sala de cinema e uma roda de conversa sobre o tema. E agora eles recebem, os jovens recebem o desafio de apresentar o curta na escola deles e pensar numa programação, numa roda de conversa, numa dinâmica para que eles possam trabalhar o curta e essa temática dentro da escola deles. A gente foi assistir o filme e a gente já sentiu aquela emoção, a gente já ficou assim comovido com o filme. Então eu acho que as pessoas que vão assistir, eu acho que elas também vão sentir aquela mesma emoção e vão querer mudar, né, os incomodados que muda o mundo. Então acho que eles vão se sentir incomodados com isso, vão querer trazer eh um futuro melhor, um ambiente melhor para as mulheres e para os homens também. A gente entende que os jovens precisam também ser os nossos aliados no enfrentamento a as violências em geral, né, mas principalmente as violências contra meninas e mulheres jovens, né, e adultas, né? Então a gente celebra essas iniciativas, incentiva, né, que os jovens também tomem, né, assumam seu papel de protagonistas também no enfrentamento às violências. Ao construir essa trajetória, os adolescentes procuraram chamar atenção também para os sinais que antecedem as formas mais extremas de violência. [grito] Que é isso? Eles não tinham tantas expectativas com relação ao tamanho dessa história, né? Uma história que ela vai abordar vários tipos de violência contra a mulher e v no o brilho no olho deles do momento que você falava: "Ó, essa violência ela realmente acontece. a gente tá falando com ela de uma forma muito delicada, mas que é muito importante. Então, pegar a energia deles ali, a recepção, é bem legal, é bem interessante. Eu consigo ficar mais atenta, né, nos que tá no que tá acontecendo com namorados de amigas minhas ou com familiares e em casa mesmo, na escola para poder ajudar, porque a gente já vê muito isso, né? A gente teve uma um exemplo de um curtametragem e a gente vê bastante nas ruas. eh, a gente se sentir incomodado e fazer por onde, não só ficar olhando. Muitas mulheres e muitas meninas já tão tentando mudar isso, né? a partir do momento que elas já vão lá, reclamam paraas diretoras ou até mesmo pegam e falam para eles: "Ó, isso daí não é certo, não gostei dessa sua brincadeira, se para com isso." Então, acho que a gente se posicionar, mostrar ali que a gente não é só assim uma coisa para eles ficar brincando, que a gente não é de deboche, eu acho que já é uma atitude bem legal pra gente, né, se posicionar. Foi um coletivo porque a gente tinha que arrumar os itens, a gente tinha que perguntar no grupo, a gente tinha que tá avisando e aí a direção vinha com a gente falar e a gente foi construindo esse cenário e que moldou a personalidade sim o curta. As atividades de multiplicação são muito importantes, né? Porque a gente ultrapassa, né, uma etapa de que é conhecer os direitos, saber como agir em uma situação de violência, mas também como ajudar outras pessoas a conhecerem esses processos, esses serviços e o que que a gente pode fazer. [música] E olha só, a preparação das urnas eletrônicas é uma das etapas que antecedem o segundo turno das eleições. O processo envolve procedimentos técnicos para garantir que os equipamentos estejam prontos para receber os votos. Confira como é este trabalho realizado pela justiça eleitoral. [música] A justiça eleitoral paulista começou a preparar as 114.500 urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das eleições no dia 25 de outubro. O procedimento é realizado nos cartórios eleitorais do estado e inclui etapas necessárias para deixar os equipamentos prontos para votação. As zonas eleitorais de Campinas, elas estão em processo de preparação das urnas pro segundo turno. Eh, ontem iniciamos a geração de mídias, é gerada apenas a mídia de resultado, que é responsável por fazer a transição da urna de primeiro para segundo turno. As imagens dos candidatos já estavam na urna, então é só uma adaptação do primeiro turno pro segundo. É um procedimento rápido. A gente estima que até domingo todas as urnas estejam prontas pro segundo turno. Durante a preparação são geradas mídias removíveis que funcionam de forma semelhante a pen drives. Esses dispositivos de uso exclusivo da Justiça Eleitoral recebem os arquivos e sistemas necessários ao funcionamento das urnas. Além dos dados dos eleitores e dos candidatos de cada sessão, as mídias removíveis são a mídia de resultado, que é através dela que a gente faz apuração, e existe a mídia de de votação, que é onde tem a o as fotos dos candidatos, né? A a única mídia que é retirada urna é a mídia de resultado, que é por onde a gente faz a apuração das eleições. A mídia de votação, ela permanece nas urnas até janeiro de 2027, data que a gente permanece com todos os documentos da justiça eleitoral arquivados para eventuais auditorias. As urnas elas não têm acesso à internet. a gente eh descarrega os dados gerados a partir de sistema lacrado em cerimônia de de segurança feita no TSE. Eh, todos os procedimentos são feitos de forma eh não integrada com a internet. Eh, os sistemas eles são preparados numa numa cerimônia de é o teste de de público de segurança com a participação de entidades fiscalizadoras, Ministério Público, partidos, todos os temas são testados, eles são lacrados e são fechados com base em assinaturas eletrônicas das entidades participantes. Antes da gente começar a geração de mídia, a gente faz a checagem se todos os nossos sistemas baixados nos nossos computadores, eles estão de acordo com a versão que foi fechada nessas cerimônias e a partir daí a gente começa a geração de mías. A preparação é uma das fases que antecedem a abertura das sessões eleitorais. Os equipamentos precisam estar prontos e configurados para receber os votos no dia 25 de outubro. Depois da gravação dos dados, os equipamentos passam pela carga e pela lacração. O processo também abrange as urnas de contingência que ficam reservadas para substituir eventuais equipamentos que apresentem problemas no dia da votação. Se a urna eventualmente apresentar algum defeito, a gente tem procedimentos de contingência para efetuar. Primeiro é substituída a mídia de votação. Se a urna não funcionar com base na troca da mídia de votação, a gente faz a troca da urna eletrônica, né? É, a, se a urna eletrônica não funcionar após essa tentativa de contingência, a última medida é a votação por cédulas, mas a gente vai evitar ao máximo que isso chegue até paraa garantia da celeridade da votação. [música] Vamos falar sobre emprego agora. Atenção, você que está desempregado, disponível para o mercado de trabalho. A semana já está se encerrando, mas ainda dá tempo, viu? Porque no Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas, mais de 600 vagas estão disponíveis para esta sexta-feira. Olha só, a vagas para açogueiro, ajudante de cozinha, analista fiscal, atendente balconista, atendente de lojas, atendente do setor de vinhos, auxiliar de expedição, auxiliar de limpeza, babá, camareira, consultor de vendas, fiscal de piso, jard Jardineiro, leiturista, montador de estruturas metálicas, organizador de evento, supervisor de atendimento ao cliente e vendedor interno. Para conferir todas as vagas, é só acessar o site cepat.campinas.sp.gov.br. br. Lembrando que o atendimento presencial do CEPAT é realizado mediante agendamento prévio através do site cidadãos util.campinas.sp.gov.br. br. A unidade do centro fica na Avenida Campos Sales, número 427, de segunda a sexta-feira, das 7:30 da manhã às 4:30 da tarde. A unidade Douro Verde, na rua Armando Frederico Renganesque, [música] número 61, no bairro Jardim Cristina, dentro do Ortoshopping, no segundo andar, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. e a unidade do Campo Grande, na rua Manuel Machado Pereira, número 902, em frente à Praça da Concórdia, de segunda a sexta-feira, das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde. เฮ [música] [música] [música]