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No bairro Ponte Preta, na rua General Setembrino Carvalho, uma feira que antes se estendia até a farmácia Custo hoje resume-se a duas barracas, uma de pastel e outra de roupas. Última reportagem da série "Feiras Livres: entre barracas e prosas", a matéria ouve a comerciante Dona Arsênia e fregueses antigos, que apontam a saída dos filhos dos feirantes para outros empregos, a preferência por compras em casa e a concorrência das feiras noturnas como causas do esvaziamento das feiras de bairro em Campinas.

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[música] [música] Na última reportagem da nossa série especial feiras livres, entre barracas e prosas, nós vamos mostrar que as feiras viram o movimento cair, mas resistem ao tempo com trabalhadores, com garra e clientes fiéis. [música] [música] [música] Começar o dia desse jeito é tudo de bom. Como é legal curtir numa feira. É comer um pastel aqui e levar um pouco também para pessoal da empresa, né? Começar o dia bem e aproveitar o frio. Um pastelzinho vai bem, né? Vai bem, vai bem. Nesse friozinho, climinha frio. Nada melhor com pastelzinho de manhã. Pois é. Na segunda-feira, na primeira reportagem da série, acompanhamos de perto a rotina de um feirante. Mostramos os desafios e as histórias por trás de quem mantém a feira viva. Na terça-feira, o foco foi o dia do feirante. Fomos à feira da Maria Monteiro, no Cambuí, para celebrar a data e conhecer um pouco mais sobre a importância dos trabalhadores para a cidade. Na quarta-feira conversamos com estudantes da Unicamp que desenvolvem um projeto acadêmico com uma pergunta central: cadê a feira? Na quinta, apresentamos um estudo intitulado Mercado Varegista, que analisa o momento atual das feiras da cidade. O levantamento aponta uma redução significativa no número de barracas, mas também mostra [música] que muitos feirantes seguem resistindo e mantendo essa tradição. Hoje encerramos a série. Bom, nós estamos aqui no bairro Ponte Preta, na rua General Setembrino Carvalho, numa feira que antes era super movimentada. Como vocês podem ver, hoje tem apenas duas barracas, uma de pastel e a outra de roupa. A pergunta que fica é justamente essa: será que esses espaços de convivência ainda resistem ao tempo? É o que questiona a dona dessa barraca de roupa que lamenta o momento que vive a feira. Dá duas bancas, uma de roupa e uma de pastel somente. Isso é ruim, né? Péssimo. Isso é sinal que o comércio tá parado, né? Mas enfim, vamos. E antes a senhora tava me contando que a feira ia até lá longe, lá na farmacia custo. Lá na farmácia custo ela chegava e até ali a esquina tinha peixe, tinha frango, tinha tudo. Mas tudo vai acabando, né? E hoje qual o motivo disso? A senhora acredita assim, os feirantes velhos vão saindo, os os filhos não querem entrar na feira. Todo mundo tem seus empregos e ninguém quer saber de ir pra feira. Então é isso, a feira tá acabando. Dona Arsênia sente o movimento reduzir. Por a feira estar reduzida, vem menos gente. Vem menos gente, muito menos. E aí, Peser Bols? Sim, eu já tenho minhas freguesas antigas, mas os novos não vêm, né? A dona da barraca de pastel tem saudades dos bons tempos, porque antigamente não tinha nada, né? Era só feira, né? Era super grande feira. Quantas barracas, senhor? Você lembra? Mais ou menos? Ah, fazia até curva assim nas suas, né? Muito grande. E hoje sobraram duas. Isso aqui duas. Como que a senhora vê isso? A senhora que toca aqui a banca de pastel. A gente tem que tocando, né? Fazer o qu, né? e vai resistindo ao tempo. Resistindo, resistindo. E pelo que a senhora observa, eh, esses espaços de convivências t resistido ao tempo. Eh, se vai resistir isso. Ah, vou até quando der. Não pode parar, né? Não, se parar a gente não vive, né? E claro, os clientes notam a diferença. Isso aí tem falta. Que que você pediu aí? Passeu do quê? Carne com queijo, cara. Mas hoje a gente tava até conversando, antes a feira aqui era maior, né? Tinha mais barraca, hoje são duas apenas. Assas estão acabando, né, jovem? Não sei se é pelo a vai mudando. Os jovens de hoje gosta mais de pedir as coisas em casa e tem uma das feiras da noite também, né? Às vezes não sei se segue um pouco as feiras da noite também, mas estamos acabando as feiras, diminuindo sempre as bancas, viu? E a gente que é da geração da das feiras fica até chateado com isso, né? Sim. A feira é muito bom, né? Na nossa época a gente saía no para passear no final de semana os feriários tinhas feedas não pode ir no dia a dia que a gente trabalha, né? Então é muito bom. Só que a turma de hoje é diferente da turma da gente, né? É, mas não pode perder a esperança que dias melhores virão. Acho que nunca vai acabar, né? É tradição, né? [música] [música] [música] Ah, sem sombra de dúvidas, né? Vida longa, eterna, as feiras livres aqui na cidade de Campinas. Olha só as unidades do Senac em Campinas, Piracicaba, Mojiguaçu, Itapira, Rio Claro, Limeira e Águas de São Pedro recebem o Casa Aberta Senac 2026 nesta sexta-feira. São mais de 240 atividades gratuitas. Este evento ele reúne oficinas, workshops, palestras, vivências práticas, atendimentos, apresentações e bate-papos. A programação proporciona ao público a oportunidade de conhecer diferentes áreas de atuação e experiências relacionadas a educação profissional. Informações e horários no site eventos.sp.br. Quem precisa retomar os estudos pode encontrar na educação de jovens e adultos uma oportunidade para recomeçar. Em Campinas, a Fumec oferece turmas em diferentes horários e regiões aqui na cidade, facilitando o acesso para quem precisa conciliar a rotina com a sala de aula. A gente te mostra agora como é que funciona o programa e quem pode participar. [música] [música] Nunca é tarde para voltar a estudar. Em Campinas, pessoas com mais de 15 anos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola ou de concluir a formação básica, podem retomar os estudos por meio da educação de jovens, adultos e idosos, a EJA anos iniciais. O programa é gerido pela Fundação Municipal para Educação Comunitária, a Fumec. Os anos iniciais envolvem o do primeiro ao 5inº ano e os anos finais do sexto ao 9º ano. E qualquer pessoa que não concluiu os anos iniciais ao longo da sua vida ou que teve a sua trajetória escolar interrompida, ela pode se matricular na Fumec em qualquer época do ano. A matrícula pode ser feita de forma presencial. ou online. Pode ser feito no próprio site da Fumec, a inscrição prévia, ou em alguma em algumas das cinco unidades das regionais que nós temos distribuídos nas cinco regiões de Campinas ou até mesmo na própria escola onde ela identificou. Tem uma sala da Fumeca, ela pode ir até lá apresentar o RG comprovante de endereço que a matrícula já é feita imediatamente e no dia seguinte já pode iniciar as aulas. As aulas acontecem de segunda a sexta em três turnos. Ao todo, nós temos 78 salas de aula distribuídas nas cinco regiões de Campinas nos períodos nos turnos de manhã, tarde e noite, com 2 horas de duração por dia, com aulas de segunda a sexta-feira. Os anos iniciais, as aulas são nas unidades da Fumec, é isso? Ela acontece em prédios próprios da Fumec, acontece nas escolas municipais, escolas estaduais ou em instituições partícipes que têm convênio com a própria Fumec, em locais mais descentralizados, onde você não tem, onde a prefe a própria prefeitura, a Fumec não tem prédio próprio, justamente para poder atingir todas as regiões de Campinas, principalmente aquelas unidades mais descentralizadas. Além do ensino gratuito, a Fumec também benefícios aos alunos da EJA como forma de incentivar a permanência deles na escola. Material escolar, uniforme, alimentação, inclusive refeições muito bem eh muito, muito bem elaboradas pela pelo pelos nutricionistas da SEASA. Eh, pas de transporte escolar. Para quem não enxerga, para quem tem dificuldade, como eu, por exemplo, [roncando] esse aluno muitas vezes tem dificuldade de comprar o óculos, a Fumec fornece o óculos graduado para que a pessoa possa dar continuidade aos estudos. Acessibilidade na na área tecnológica. Todas as salas são são salas com recursos tecnológicos. Inclusive o aluno, ele tem acesso a um Chromebook, um Chromebook para poder aprender também, não só escrevendo, mas também com acesso à tecnologia e internet. De acordo com o diretor da EJA, mais do que aprender a ler e escrever, voltar à sala de aula pode abrir portas para novos caminhos. A mensagem que eu deixo é que qualquer ação que você venha fazer enquanto cidadão ou se você quer exercer uma profissão, você precisa no mínimo saber ler e escrever. Mas não somente saber ler e escrever. Saber ler e escrever com qualidade, com interpretação, com busca de conhecimento. Ou seja, precisa estudar o tempo todo, mesmo aqueles que são graduados. Então, a principal mensagem é que nunca é tarde para estudar, independente da idade, sempre há oportunidades e a Fumec está pronta para poder acolher, manter e criar condições para que esse aluno, para que esse público que não sabe ler e escrever consiga dar continuidade aos seus estudos, melhorar a sua condição, profissional ou iniciar uma nova profissão e, acima de tudo, exercer a sua cidadania com propriedade. [música] [música] Morreu nesta quinta-feira Maria do Carmo de Souza, conhecida como a dona Carmen, uma das fundadoras da comunidade Menino Chorão aqui em Campinas. Dona Carmen tinha 56 anos, participou recentemente do quadro Histórias de Vida aqui da TV Camara Campinas, onde compartilhou a trajetória de luta e dedicação à comunidade. Ao longo da vida, ela se tornou uma importante voz na defesa dos direitos das mulheres, na luta pelo direito à moradia e no fortalecimento da organização comunitária. Carmen deixa um legado de coragem, resistência e solidariedade, inspirando muitas pessoas. [música] เฮ [música]
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