Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
TV Câmara, Campinas. Olá, boa noite. Boa noite para você que acompanha a programação ao vivo da TV Câmara Campinas. Agora são 6:35 e começa a partir de agora o debate público sobre o projeto de lei que institui a política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente. Com a palavra agora o autor da iniciativa, vereador Wagner Romão. Boa noite a todos, a todas. É um enorme prazer estar aqui com vocês, podendo iniciar esse debate a respeito desse projeto de lei. É o projeto de lei ordinária 185 de 2026. Também faço uma saudação a todos, todas que estão nos assistindo pela TV Câmara, pelo YouTube também da Câmara de aqui de Vereadores de Campinas. E eu tô muito contente da gente poder fazer esse debate nesse momento. Quero agradecer também a vereadora Guida Calisto, que assina comigo esse projeto de lei. Eh, a Guida, infelizmente, não pode estar presente nesse momento, mas a Naar Oliveira tá aqui presente, assessora da vereadora Guida Calisto. E nós vamos continuar trabalhando juntos na ação a respeito desse projeto. Quero também saudar a presença da Neid, do Wagner, do Gafa, Grupo de Apoio à Família autista, que tem uma importância muito grande nesse processo todo. Eh, esse trabalho aqui, ele é fruto, é um dos frutos, um dos primeiros frutos da nossa comissão de estudos sobre a necessidade de uma política integral para as pessoas com alguma neurodivergência, eh, que inclui, portanto, né, o transtorno do espectro autista, a dislexia, o TDH e outros transtornos. Então nós estamos aqui, né, olhando para essa questão que tem sido uma questão extremamente importante. A gente tem percebido nesses meses a como não só a cidade de Campinas, mas acho que o Brasil, senão o mundo todo, tá ainda num estágio muito inicial de olhar para essa questão das neurodivergências. Tem todo um debate conceitual, inclusive, né, sendo feito. A gente passou aqui na na comissão de estudos por esse debate conceitual. Hoje a gente já tá até pensando na ideia da neurodiversidade, ao invés da ideia de neurodivergência, né? Mas é algo que tá em andamento e e que a gente, enfim, faz essa contribuição à a sociedade de Campinas, a população de Campinas. E, portanto, esse projeto aqui é um primeiro produto dessa ação, né? Eh, aqui nós vamos, a nossa ideia é que a gente possa fazer a leitura desse projeto de lei e que depois o projeto de lei ele tem seis páginas, são 15 artigos, então não vai, são 16 artigos, então não vai ser uma coisa muito demorada, né? Espero gastar aí no máximo uns 15 minutos com essa leitura inicial e depois a gente abre aqui para as questões. Se as pessoas, não sei, Érica, se a gente vai poder no YouTube receber alguma alguma sugestão. Não sei como é que tá isso. Normalmente é só quem tá aqui presencial, mas se chegar a gente encaminha pro seu Gab. Ah, perfeito. Então, que você que tá nos assistindo pelo YouTube, pode mandar também uma sugestão ou uma pergunta que a gente tenta aqui lidar com ao vivo, senão a gente responde nas na amanhã ou nos próximos dias, tá? Vamos lá. Podemos pilotar aí, por favor, pessoal da Ah, legal. Então, estamos aguardando aí pro nosso projeto de lei ir a a Já entrou, né? Acho que na TV ainda não, mas daqui a pouco vai entrar. Bom, então o nosso projeto de lei ordinária número 185 de 2026, que institui a política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente em Campinas, com ênfase no diagnóstico precoce, na facilitação do acesso a laudos médicos e na ampliação dos cuidados e da outras providências. Eu não vou fazer comentários aqui, tá? Vou me segurar aqui porque eu já tô querendo comentar porque que a gente tá pensando no laudo, no diagnóstico precoce, mas vou tentar me deter aqui na leitura pra gente poder depois fazer o debate. Capítulo um, das disposições gerais. Artigo primeirº. Fica instituída a política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente, visando assegurar o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional, inclusão social, acessibilidade, proteção de direitos e articulação intersetorial no acolhimento e cuidado às pessoas neurodivergentes em todas as faixas etárias. A política, parágrafo primeiro, a política instituída por esta lei observará as especificidades de cada condição, considerando que diferentes neurodivergências exigem processos diagnósticos e terapêuticos de cuidados singulares. Parágrafo segundo. As disposições específicas relativas ao transtorno do espectro autista, TEA regem-se pelo capítulo quarto desta lei, sem prejuízo da aplicação das normas gerais aqui estabelecidas. Parágrafo terceiro. Complementarmente ao disposto nessa lei, o município adotará em relação às pessoas neurodivergentes, medidas específicas destinadas à redução de barreiras de acesso ao cuidado, à inclusão escolar e ao exercício de direitos. Artigo 2º. Para efeitos dessa lei, consideram-se pessoas neurodivergentes aquelas com condições de neurodesenvolvimento, cognitivas ou comportamentais, que demandem apoio específico, incluindo, mas não se limitando, a um, transtorno do espectro autista TEA. Dois, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, TDAH, 3, deficiência intelectual 4, atrasos globais do desenvolvimento. Cinco, transtornos específicos da aprendizagem. Seis, transtornos motores do neurodesenvolvimento. S, transtornos motores eh do desenvolvimento da coordenação. Artigo terceiro, são diretrizes da política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente. Aí os incisos. Um, fortalecimento da atenção primária à saúde como porta de entrada preferencial e ordenadora do cuidado. Dois, a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento às pessoas neurodivergentes. Três, a participação da comunidade na formulação de ações e diretrizes da política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente e do controle social do Sistema Único de Saúde na sua implantação, acompanhamento e avaliação, devendo participar de comissões e ou de grupos de trabalho do Conselho Municipal de Saúde de Campinas, dos conselhos distritais ou locais de saúde, para esse fim. Quatro, a participação ativa das famílias no processo de formulação das diretrizes da avaliação e do controle social da política. Cinco, a promoção de campanhas de orientação sobre neurodivergências. Seis, o incentivo à capacitação de profissionais da atenção primária à saúde para se especializarem no atendimento à pessoa neurodivergente. Sete, combate a toda forma de discriminação, capacitmo e exclusão de pessoas neurodivergentes. Oito, a participação da Secretaria de Saúde em iniciativas dos governos federal, estado estadual e outros órgãos para garantir proteção e ampliação dos direitos das pessoas neurodivergentes. Parágrafo único. A meta prioritária e permanente de nenhuma criança sem resposta compõe e articula as diretrizes enumeradas no caput desse artigo. Artigo 4º. Para garantir a meta, nenhuma criança sem resposta são objetivos da política municipal de atenção integral às pessoas neurodivergentes por intermédio da Secretaria de Saúde. Inciso um, ampliar o acesso ao cuidado integral e humanizado, tendo como uma das portas de entradas preferenciais a atenção primária à saúde. Qualificar o acolhimento inicial na rede pública municipal de saúde, permitindo a identificação precoce de possíveis neurodivergências. Três, estruturar fluxos assistenciais claros e integrados na atenção primária, atenção especializada, saúde mental e outros serviços públicos ou privados contratados para avaliação, acompanhamento e encaminhamentos necessários, garantindo transparência para eventuais filas de espera para terapias, procedimentos e exames necessários para a investigação desses quadros. Quatro, prestar orientação adequada às famílias, cuidadores e responsáveis. Cinco, garantir processos de formação permanente para os profissionais de saúde voltados à qualificação da atenção às neurodivergências. Seis, integrar o sistema de cuidado integrado e realização de direitos, atuando de forma interdisciplinar com outras políticas sociais públicas, tais como educação, assistência social, cultura, esporte, trabalho e renda. aqui, permito, né, fazer um comentário, entra bastante naquilo que a gente tem falado e preconizado aqui, que é a ideia de uma política integral, né, de atenção às pessoas com neurodivergências. Capítulo 2 da equipe multidisciplinar e do atendimento. Artigo 5º. O poder executivo deverá promover a reestruturação das equipes de saúde para garantir o acompanhamento especializado, observando a seguintes metas progressivas. Inciso um, garantia de presença de, no mínimo, um fonaludiólogo, um terapeuta ocupacional e um psicólogo em todas as equipes multiprofissionais e multião supão suporte à atenção primária à saúde, APS. Dois, expansão gradual do número de equipes emulti, de tal modo que estejam sob sua cobertura máxima cinco equipes de saúde da família ou 15.000 1000 habitantes. Artigo sexto. Fica o município autorizado a criar centros especializados em em desenvolvimento infantil distribuídos estrategicamente por distritos de saúde, com o objetivo de descentralizar o atendimento de média complexidade e dar suporte à atenção primária à saúde. Parágrafo primeiro. O município poderá firmar convênios com instituições privadas, universitárias e do terceiro setor para ampliar a oferta de terapias, apoio ao matriciamento técnico e outras demandas de efetivação da política municipal disciplinada nesta lei. Parágrafo segundo. O município deverá garantir a oferta de serviços em quantidade e qualidade adequadas para a realização dos exames especializados necessários à investigação destes quadros, tais como a realização de exame de potencial evocado auditivo de tronco encefálico, inclusive com sedação se necessário, e outros que forem necessários. Artigo sétimo. A Secretaria Municipal de Saúde promoverá a capacitação continuada das equipes da atenção primária à saúde, focando na um, identificação de sinais precoces de neurodivergência, sinais de alerta. Dois, intervenções iniciais que podem ser realizadas antes mesmo do diagnóstico fechado. Três, abordagem comportamental e acolhimento familiar, inclusive visando o estímulo à criação e manutenção de grupos de apoio a famílias de crianças e ou adolescentes com neurodivergências nos territórios das unidades básicas de saúde. Quatro, preparação e implantação de protocolos de acolhimento e atendimento de jovens e adultos neurodivergentes. Entre as artigo oitavo, entre as atividades de promoção de saúde realizadas na atenção primária à saúde devem ser incluídos eh para discussão com os pais e familiares os conceitos de neurodivergências, ações de cuidado e de promoção dos direitos dessas pessoas. Capítulo 3 da intersetorialidade e garantia de direitos. Artigo 9º. Fica instituída a obrigatoriedade de articulação entre as pastas de saúde, SUS, assistência social, SUAS, cultura, educação e esportes, visando criar um fluxo único de atendimento onde a criança identificada na escola ou outro equipamento social prontamente encaminhada para avaliação na saúde e suporte social para garantia de direitos. Parágrafo único. Os serviços territoriais destas secretarias deverão organizar reuniões periódicas para discussão de casos escolhidos de comum acordo entre os profissionais destes serviços. Artigo 10. O poder executivo poderá estabelecer parcerias ou termos de cooperação com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e a Ordem dos Advogados do Brasil, visando a oferecer orientação eh jurídica gratuita às famílias de baixa renda que necessitem viabilizar demandas por medicamentos, terapias intensivas ou auxiliares em salas de aula em sala de aula, quando esgotadas as vias administrativas. Capítulo 4, das disposições específicas relativas às pessoas com o transtorno do espectro autista. Tra artigo 11. sem prejuízo das disposições gerais previstas nessa lei para o conjunto das neurodivergências, o município adotará, em relação às pessoas com transtorno do espectro autista TEIA, medidas específicas destinadas à redução de barreiras de acesso ao cuidado, à inclusão escolar e ao exercício de direitos. Artigo 12. O poder executivo promoverá, no âmbito da atenção primária à saúde, ações permanentes de capacitação dos profissionais das equipes de saúde com vistas a um, qualificar a identificação precoce de sinais de risco e sinais indicativos de TEIA. Dois, ampliar a capacidade de acolhimento, orientação e encaminhamento oportuno de crianças com suspeita de TEIA. Três, reduzir barreiras desnecessárias ao acesso ao cuidado e aos direitos legalmente assegurados. Quatro, contribuir para a diminuição do tempo de espera para avaliação clínica e emissão dos documentos necessários aos exercícios de direitos. Cinco, identificar crianças com transtorno do espectro autista, preferencialmente até os 2 anos de idade, seguindo as diretrizes da linha de cuidado para pessoas com transtorno do espectro autista teia do Ministério da Saúde, tomando como ponto de partida a aplicação universal para todas as crianças do questionário de rastreamento precoce MCAT, disponibilizado pelo Ministério da Saúde na Caderneta de Saúde da Criança e no prontuário eletrônico do cidadão PEC e do ESSUS APS. Artigo 13, fica estabelecido o protocolo de competência ampliada na atenção primária à saúde, APS. Um, os médicos pediatras e médicos de família e comunidade da rede municipal de saúde, com apoio dos profissionais das EMUL, ficam autorizados e devem ser capacitados para emitir laudos diagnósticos. ou hipóteses diagnósticas de TEIA. Dois, os médicos e profissionais da Zemulti, neste processo de avaliação diagnóstica para a discussão de casos mais complexos, contarão com o apoio de suporte matricial por profissionais da própria rede básica e especialistas do SUS Campinas ou ainda de universidades por meio de arranjos institucionais articulados pela Secretaria Municipal de Saúde de Campinas junto a essas instituições. Três, o laudo ou relatório médico emitido por pediatra ou de saúde da família, com apoio dos profissionais das equipes multi, das eulti, da rede de atenção primária de saúde, atestando a hipótese diagnóstica ou o diagnóstico fechado, terá validade plena para fins de A. Subsídio à inclusão escolar na rede pública municipal. B, solicitação de cuidador, bem como de profissional acompanhante especializado em sala de aula, nos casos em que haja esta indicação, conforme a legislação vigente, em especial a lei federal 12.764 de 2012 e a lei estadual número 17.158 158 de 2019 e C, né? C aqui relacionado a ao laudo, o encaminhamento para terapias de reabilitação também. Parágrafo primeiro, fica vedada a exigência exclusiva de laudo de neurologista ou psiquiatra para a garantia de suporte pedagógico inicial nos casos de TEIA, bastando o laudo da equipe médica da atenção primária da saúde para adoção dos procedimentos de inclusão, suporte assistência escolar. Parágrafo 2º. A rede municipal de educação e saúde atuarão de forma integrada para que o laudo médico não seja um entrave burocrático, mas um instrumento facilitador do acesso. Terceiro parágrafo. A municipalidade deverá ofertar a orientação jurídica e administrativa necessárias à solicitação e obtenção de direitos e programas previdenciários ou sociais. Capítulo 5, das disposições finais. Artigo artigo 14. O poder executivo regulamentará o disposto nesta lei, inclusive quanto às medidas e protocolos de atuação intersetorial. Artigo 15. As despesas decorrentes desta execução desta lei ocorrerão correrão por conta das dotações orçamentárias próprias suplementadas, se necessário. Artigo 16. Essa lei ela entra em vigor na data da sua publicação. Eh, o protocolo, a leitura foi feita aqui na sala de reuniões, dia 24 de junho de 2026. Assinam Wagner Romão e Guida Calisto, vereadores aqui da cidade de Campinas. Eu penso que não é necessário ler a justificativa porque ela tá super eh aqui mais do que justificada, né, nesse processo todo. Quero agradecer aqui também, né, a equipe do do nosso gabinete, a equipe do gabinete da Guida Calisto, eh parceiros como o Dr. Marden, o Dr. Paulo Bonilha e outras pessoas, né, que participaram desse processo, da elaboração desse projeto de lei. E quero aqui também agradecer, que eu esqueci de fazer isso no início, aos profissionais aqui da Câmara, aos profissionais da segurança também, a Érica, pessoal da TV Câmara que nos possibilita essa reunião. Então, fica aberta aqui a a palavra, quem quiser fazer comentários paraa gente poder aperfeiçoar o nosso projeto. Boa noite. Boa noite, Wagner. antes de tudo, agradecer a a gente ter chegado nesse ponto. Era um desejo e luta antiga. Ah, mas aqui no artigo 6, e aí assim, eu não sou muito bom na questão das leis, então se minha pergunta for de lei, você ignora. Ah, mas vamos lá. Artigo 6. o município autorizado a criar centros especializados em desenvolvimento infantil distribuídos estrategicamente por distrito de saúde com o objetivo de descentralizar o atendimento de média complexidade e dar suporte atenção primária da saúde. OK? Esses centros ah de município de especializados, eles terão relação direta com os mesmos protocolos de atendimento que terá no posto? Por que isso? No Brasil existem outras cidades centros de especializados de autismo que seguem protocolos diferentes do que segue o SUS. Apesar de ser do de um governo municipal e ser governo estadual, por incrível que pareça, segue outro tipo de protocolo. Então, a minha pergunta é se isso, esses centros que possam vir a surgir para ajudar a estrategicamente a descentralizar o atendimento, se eles estarão debaixo da mesma do mesmo protocolo de atendimento, se nós vamos falar a mesma linguagem. Posso comentar, né? Acho que Maldonado também, que conhece muito essa área, pode nos dar apoio também. Iniara, eh, eu penso que sim, né? Eu penso que sim. Eh, ele deve ser na medida também em que os protocolos do SUS se serem forem eh adequados a essa necessidade. Eu acho que aqui também a gente tá estabelecendo uma série de elementos, né, nessa lei que necessariamente devem ser seguidos pelos centros eh especializados em desenvolvimento infantil. Acho que aqui é importante dizer também que há um limitante nosso, né, enquanto legisladores a respeito daquilo que a gente pode ou não obrigar o município a realizar, né? Então aqui quando a gente utiliza esse esse elemento, né, esse esse artifício de dizer na retórica da legislação, fica o município autorizado a criar centro especializado de em desenvolvimento infantil, já indica que eles devem ser distribuídos estrategicamente por distritos de saúde, né? A gente tá orientando o executivo a agir dessa forma. Claro que ele fica balizado por essa legislação, mas não necessariamente a legislação obriga o município a realizar isso. Mas nós estamos ali fortemente sugerindo, né, que isso possa ser observado, inclusive quando a gente for fazer uma disputa eventualmente, né, que envolva Ministério Público, que envolva outras a própria sociedade civil, né, e que envolva outras outros atores aí pra gente poder caminhar nesse sentido, né? Tá? E vamos conversando sobre isso. Naara, por favor. Eh, eu achei ótima essa pergunta, mas antes de falar dela, que a gente que ela tá estruturada aqui na no projeto de lei, eu queria primeiro dizer assim que do ponto de vista da dessa construção coletiva que nós fizemos entre os dois mandatos, eh o que tá desenhado aqui é uma política intersetorial, mas nesta nesse desenho tem um tem, vamos dizer assim, tem uma dominância da saúde do ponto de vista de organização de rede. né? Eh, e como a atenção à saúde, cuidado em saúde, no sentido de que eh existe uma necessidade de dar todo o suporte de cuidado para tudo que a gente vivencia de dificuldades em nível de escola, em nível de suas, né? Então, seria o o pontapé da saúde fazendo essa essa reorganização do dessa assistência, desse cuidado. Ele tem esse foco, né? esse projeto, dá para ver isso, né, no projeto. E foi, não é à toa que ele tem a colaboração de dois sanitaristas paraa construção dele, que é o o Paulinho Bonilha e o Roberto Marden, ambos pediatras, né, que tem essa visão eh abrangente da questão da saúde e como uma ação intersetorial. Eu espero inclusive que o Paulinho chegue, que ele inclusive ele vivencia na prática essa experiência, como se fosse uma experiência precursora lá na região onde ele trabalha, já desenvolvendo essa atução intersetorial. Então, eh, foi com base, inclusive nessa experiência que a gente puxou esse desenho desse projeto de lei. Agora, eh, falando aqui daquilo que você tá perguntando, quando justamente se fala de, eh, com o objetivo de descentralizar o atendimento de média complexidade, é que a gente tá falando justamente tá no nível secundário da rede de atenção à saúde. Então ele tem que necessariamente estar vinculado a um projeto e ao protocolo que tá desenhado como uma forma geral. O protocolo que tá sendo falado aqui, que nós vamos seguir, é o protocolo do Ministério da Saúde, que tá sendo desenvolvido com essa lógica que tá colocada aqui na tensão primária e na tensão secundária. Aqui a gente tá falando de tensão secundária, tá? Então necessariamente tem uma articulação de sistema. Aqui o desenho ele é com essa com essa cara de articulação de sistema, né? Então, eh, nem é possível pensar que você faz um processo desse na atenção primária que e que se você constitui um um equipamento novo em nível secundário, ele não deva ter essa articulação com atenção primária. Quer dizer, então é um processo de continuidade do cuidado, entende? em conexão. Então, um pouco para clarear isso um pouco, não é uma tem essa vinculação necessária, tá? O desafio aqui desse projeto é o convencimento que a gente precisa fazer com a rede de atenção à saúde de Campinas, de que a atenção primária é capaz de desenvolver esse processo não só do da hipótese e do diagnóstico, como o cuidado propriamente dito. Então, a rede vai ter que ser convencida, os gestores, os trabalhadores e criadas as condições também, não é só convencimento, né? Tem que ter matriciamento, tem que ter capacitação, tem que ter educação permanente, tem que ter todo um processo de para que esse processo tenha credibilidade de implantação, para que o cuidado, inclusive seja feito da forma adequada para todo mundo que precisa, né? Então, eh, o desafio vai ser, porque tem uma visão, eh, mais estreita que a gente fala de que necessariamente para fazer esse tipo de atendimento tem que ser um especialista super especialista, que é a história do ou do psiquiatra ou do neuro. E a visão que nós que esse projeto aqui tá trazendo inovadora, que é o seguinte: a atenção primária tem que ser tem que ampliar sua resolutividade, que é uma das coisas que Campinas vem perdendo. Então, nós vamos estar contracorrente nessa hora de convencer e de eh pressionar para que a rede retome o seu papel, que retome a sua capacidade e amplie sua resolubilidade de resolver os problemas, como a gente sempre defendeu, que é 80, 90% dos problemas de saúde devem ser resolvidos na atenção primária. É nessa linha que a gente tá fazendo essa defesa aqui desse projeto. Então tem todo um processo, vamos dizer assim, contrahegemônico ao que a gente vive hoje na nossa atenção primária, que a atenção primária hoje em Campinas está sendo esvaziada da sua capacidade de atenção, infelizmente tá sendo desmontada e esvaziada. Então nós estamos com esse projeto aqui tentando buscar reverter, pegando por um por um lado, né, essa eh buscar que que tensionando para que essa resolubilidade seja resgatada e aí com ação gestora, com capacitação, com educação permanente, né, e com eh discussão com os profissionais para que isso possa ser retomado. Tá bom? Acho que eh só um pequeno complemento por que ouvi bem a tua pergunta. Tem várias experiências espalhadas pelo país que o atendimento municipal acaba chocando com os centros especializados estaduais. Neste caso, a gente tá autorizando o município a construir o centro. a gente não tá dialogando com o estado, até porque não termos essa competência legislativa, né? Então, eh, o que a gente tá propondo é a existência do equipamento municipal e em sendo municipal ele tá vinculado ao sistema. A gente terá problema se o governo do estado pensar de outra forma, criar o outro equipamento e aí, bom, aí tem que ver lá com o pessoal da Assembleia Legislativa, né? A segunda coisa é que a gente, as pessoas às vezes ficam zangadas com razão de não ver muita impositividade na lei, assim, a gente não pode determinar que eles construam, por exemplo, seis centros palados e coisa, porque aí a gente teria cometendo vício de iniciativa e aí a gente poderia perder o conteúdo do projeto por uma vontade de impor e por isso o verbo utilizado é o verbo autorizado. Mas do ponto de vista da tua pergunta, o choque não cabe no debate, porque a gente não tá autorizando o estado, a gente tá autorizando o município a dar esse passo. Obrigado, Maldonado. Aqui o companheiro, por favor. Olá, boa noite a todos. Eh, eu vou falar como, como é seu nome? Desculpa, Emerson. Obrigada. É, eu vou falar como tio de uma criança com deficiência, né? E aqui eu fiz a a leitura do texto antes e agora com com vocês. Eh, fiz até uma pesquisa para saber a conceitualização do que é a neurodivergência. Então, eu vi que a paresia cerebral ela não entra necessariamente na questão da neuroconvergência do ponto de vista da medicina, mas entra do ponto de vista social, né? E pelo que tá descrito aqui no artigo 2º, né? eh, por exemplo, eh, transtornos motores de desenvolvimento de coordenação, que acaba sendo uma consequência da paresia cerebral. Eu fiz uma outra pesquisa rápida aqui. Eh, tem o número que eu consegui de crianças com transtorno do espectro autista, eh, em torno de 15.58 88 pessoas da população de Oi. Tá, mas só para aí o que o que eu quero eh destacar é que os dados de crianças com paralisia cerebral e adolescentes não tem, pelo que eu pesquisei, a fonte, né? E e existem grandes desafios, grandes barreiras. Por exemplo, eu solicitei outro dia informações via ouvidoria do estado, do governo do estado, de programas, projetos que abarcassem crianças com deficiência e as respostas foram majoritariamente para crianças com espectro autista. Então as crianças que têm paralisia cerebral, elas acabam ficando esquecidas de certa forma. E eu falo aqui como um tio, mas eh o intuito também de ter vindo hoje aqui é de somar com com todos, né, foi de conhecer outras pessoas que tenham essas mesmas dificuldades e a gente somar para mapear qual é as dificuldades, né, e dizer que não só a criança sofre, mas a família sofre, a mãe sofre, o pai sofre, porque se fala bastante da mãe atípica, mas o pai também sofre, a família, né, e o entorno, né? Por exemplo, a a a minha sobrinha mora com meu minha irmã e meu meu cunhado, mas a minha a minha mãe, minha todo mundo acaba sendo afetado, né? Eh, então assim, se possível eh assistir essas outras pessoas que estão no entorno, né? Eh, é isso, Emerson, obrigado pela pelo teu comentário. Eu queria fazer duas, acho que três observações, né? Acho que a primeira é que a gente realmente fez um trabalho nesse período e com o que isso que nós estamos chamando de neurodivergências, né? Realmente paralisia cerebral não se inclui nessa nesse eixo, né? O que não quer dizer que eh aí eu não eu tenho dúvida realmente se a gente tem condições ou não de fazer essa inclusão nesse momento. no artigo 2º ele diz, né, que eh consideram-se pessoas neurodivergentes aquela com aquelas com condições de neurodesenvolvimento cognitivas ou comportamentais que demandem apoio específico, incluindo, mas não se limitando a e aí o roll dessas das neurodivergências que a gente tá tratando aqui. Acho que essa questão da paralisia cerebral é um item pra gente pensar, discutir se é, se é o caso ou não de nessa lei ela se ser incluída. Quando mais mais amplo. Exato. Boa isso, né? Quer dizer, tanto assim, deficiência intelectual, atrasos globais do desenvolvimento, transtornos de, enfim, a gente tá também trabalhando numa ideia de não excluir a, né, quer dizer, de trabalhar com o máximo da diversidade possível, que que eu acho que é uma uma algo que a gente foi percebendo também ao longo desse período, né, que a gente tem que tratar das questões das deficiências, né, das chamadas deficiências realmente, porque há uma grande há um enorme déficit, né? Isso que a Naara comentou a respeito da perda de potência da atenção primária em saúde em Campinas, de dar conta dessas questões, ela é evidente e isso também tem eh trazido muitas eh complicações pra vida das pessoas com relação à questão das dos direitos, com relação à questão das famílias e assim por diante, né? Acho que aqui também eh tem um em alguns alguns momentos aqui a gente nomeia a questão das famílias diretamente, né, de que também a atenção básica ela tem que aqui, né, ela tem que dar conta das questões relacionadas ao acolhimento às famílias. Essa é algo, essa é uma questão que a gente acompanhou também durante muito, ao longo desses meses, né, da importância desse acolhimento. Você fala com razão da questão, né, das mães atípicas e dos pais atípicos que também sofrem. Infelizmente, a realidade que a gente tem é que a grande parte das mães atípicas são mães solo também, né? Infelizmente, muitos pais não dão conta de de, né, dessa situação. Então, essa é uma realidade, infelizmente. Mas a gente, claro, tem exceções, né? Eh, o Wagner, o Vagnão aqui é uma das exceções, né? eh de pais que agarram essa responsabilidade e e tocam ela paraa frente. Então, nunca esquecendo dos pais atípicos também que eh que são responsáveis e que seguem eh no no acolhimento aos seus filhos e filhas, né? Acho que é isso que eu posso falar por enquanto. Não sei se alguém quer complementar, mas eh vamos ficar com isso no nosso radar aqui, tá? e lembrar e aqui já antecipar uma coisa, né, que a gente tá trabalhando no nosso gabinete, que é eh a gente pretende avançar para um trabalho com pessoas com deficiência, tá, nos próximos meses aí, mas estamos segurando um pouco isso por enquanto. Fala, você quer falar, certo? Talvez não seja o caso dessa lem específica, mas pode ser um um radar assim, um ponto a ser trabalhado no futuro, né? Ser mapeado e aí a gente ter uma perspectiva. Obrigado, Emerson, pela tua participação. Acho que a Lúcia quer falar. Quem? A Nati. Eh, do ponto de vista da educação, acho que eu queria fazer um breve comentário. Eh, esse PL ele traz eh um apoio grande também, porque é o seguinte, né? Eh, mesmo que a educação, né, seu propósito é eh fazer a formação, o ensino independente de laudos, né, e fazer o atendimento da criança, mesmo com necessidades especiais, independente do laudo, que é papel do pedagogo, do professor, né, ele não precisa de laudo para executar o seu trabalho, mas eh esse laudo precoce, esse laudo, né, nesse nesse modelo, se a gente conseguir esse esse avanço muito, porque em geral o poder público eh impede avanços nos serviços. Então, para para ter serviços, vamos pensar que transporte ou para ter cuidador ou para ter eh professor eh profissional de apoio, enfim, existem regras que precisa ter o laudo, ter o sid ali, né? eh declarado. Eh, algumas algumas questões eu fiquei ainda pensando sobre sobre isso, como é que isso poderia evoluir ao longo do tempo, mas eh independente disso, esse esse trabalho dando certo, eh o avanço vai ser enorme, porque até a criança da educação infantil já pode logo cedo já ter o seu laudo, já ter seu trabalho mais organizado, enfim, é altamente positivo. Tomara que a gente avance aí consiga. Obrigado, Lúcia. Oi, gente, tudo bem? Eh, meu nome é Nati. Eu vou falar aqui como uma pessoa que tem TDAH. Eu achei o projeto muito bom. Eh, eu só queria fazer um um comentário, né, e até uma sugestão com relação ao capítulo 4, que é falando sobre as exposições específicas para as pessoas com transtorno de espectro autista. Por muito das coisas que é aplicada aqui, artigos 11, 12, 13, você também conseguiria fazer uma aplicação direta às pessoas que têm transtorno de déficit de atenção hiperatividade. E eu acho importante esse transtorno ser eh destacado junto com o por são dois transtornos que andam muito juntos. normalmente, eh, inclusive eles são muitas vezes confundidos porque eles dividem muitos sintomas, eh, e ambos atuam dentro de um espectro. Por mais que o TEA este teja no nome, né, transtorno do espectro autista, o TDH também atua dentro de um espectro. E é muito comum certas pessoas não receberem um diagnóstico de Tra, tipo, não retornarem ao psiquiatra, não tornarem ao neurologista, mas continuarem tendo alguma dificuldade na escola, dificuldade de aprendizagem, porque possuem TDAH e vice-versa. Isso é uma coisa muito comum e muito do que se fala aqui dentro do dos artigos como falando sobre adotar medidas de facilitação dentro das escolas, uma melhor conscientização dos médicos, né, uma melhor acesso aos laudos, ajudaria muito a comunidade que sofre com o TDAH. E uma coisa importante também, principalmente no artigo 13, que foi o que mais me chamou atenção, eh, em que fala sobre a melhor capacitação, né, dos médicos pediatras e dos médicos da família para identificar isso. Porque o TDAH é, não posso falar pelo T porque eu não tenho conhecimento sobre isso. Acho que os outros compiras aqui podem falar melhor, mas o TDH ele sofre de um de uma dualidade que é você tem uma subnotificação em certos grupos e uma sobrenotificação em outros. Então, em se você for, por exemplo, para comunidades majoritariamente brancas, majoritariamente ricas, você vai ver casos de sobrenotificação. Eh, e em e em populações mais periféricas, você e que dependem mais do SUS, você tem uma subnotificação sistemática, né? Eh, recentemente a gente tá tendo maior conscientização do TDAH e também um retorno, vamos dizer assim, de eh as pessoas falando sobre a todo mundo tem TDH hoje em dia. E assim, isso é apenas o que acontece quando você expande a capacidade das pessoas terem um diagnóstico, mas você ainda precisa ter um diagnóstico de qualidade. E eu acho que essa melhor capacitação também voltada pra área do TDH, é garantir que a gente evitasse a sobrenotificação e aumentasse os casos das pessoas que realmente precisam receber esses laudos. É só isso. Claro. Obrigado, Mar. Perfeito que você falou. Eh, eu sou professora Graciela, eu sou da rede estadual. O trabalho municipal interfere sim na rede estadual, porque muitos alunos que estão lá no ensino fundamental, nos iniciais, depois vão pro pro ensino fundamental nos finais e médio no estado. E acontece que tem essa questão da do desenvolvimento dele. Se esse aluno ele não tem os encaminhamentos corretos até o que nós chamamos aí a janela, né, do aprendizado, depois ele não é mais encaminhado, não é encaminhado mais para fazer o ensino na PAI, não é encaminhado. Então isso impacta muito porque é um aluno que está lá, tem que aprender, mas ele não tem o mesmo nível para aprendizado do outro aluno. Não é que ele não tem a capacidade de desenvolver, mas ele não teve lá no momento certo aquele encaminhamento. Então isso impacta diretamente, não só nele, mas no no grupo, né, na comunidade escolar. Então esse se realmente esse projeto sair do papel, que eu espero que sim, vai fazer toda a diferença para para esses alunos, essas famílias e paraa educação aqui em Campinas de modo geral. Então eu vim aqui porque eu falei: "Não estou acreditando, eu tenho que pessoalmente para atestar". E assim, perfeito. O, a Natasha falou, eh, a escola que eu trabalho, a maioria são alunos de periferia e não tem mesmo nenhum respaldo. Então, se você tem o acesso, porque você tem como pagar uma saúde privada, é uma coisa, mas uma saúde pública realmente é complicado. Então, assim, eu agradeço a oportunidade de estar aqui hoje. vir aqui pelos meus alunos, porque eu sei o quanto eles passam, as famílias, né, ficam na fila em meses para conseguir o mínimo que é ter uma consulta e a medicação correta, seja pro TDH, que muitas vezes é uma comorbidade junto ali comia. Uhum. E seja para outras questões como paralisia também, que aí já entra a questão da deficiência intelectual ou só da deficiência física ou as duas juntas. Uhum. Então eu agradeço a oportunidade e estou aqui acreditando que isso vai vai pra frente. Nós vamos brigar muito para isso sair do papel. Pode ser, você pode ter certeza disso. Gracela, bem-vinda, viu? Deixa até o Paulo chegou aqui, né? Dr. Paulo Bonilha, que é um foi fundamental pra gente elaborar o projeto como ele tá colocado hoje. Paulo, fico aqui com essa dúvida, na verdade, porque aí eu não tenho capacidade técnica, né, para avaliar essa questão que na colocou, porque nós no capítulo 4ro aqui nós fazemos uma, né, até então nós estamos tratando capítulo 1, 2 e 3 de das neurodivergências de maneira geral. E no capítulo quatro a gente propõe disposições específicas relativas às pessoas do transtorno com o transtorno do espectro autista, né? Que na minha visão, ao que parece, entendo que se nós já temos condições mais eh avançadas, inclusive legislação nacional, federal e estadual que encaminha essa esse diagnóstico que nos baseia melhor, né, pra gente trabalhar com o TEIA do que com as outras neurodivergências. Entendo que esse foi a nossa opção, que essa foi a nossa opção aqui no capítulo 4atro, mas a provocação boa da NAT é sobre por não a gente inclui o TDH também nessas nesse capítulo quatro e nessas disposições específicas que a gente propõe nesse item, né, nesses itens aí no artigo 11, 12 e 13. Aí te pergunto mesmo, não sei se você topa, tem condições, enfim, de pensar isso conosco nesse momento. Tô aqui também te te colocando aqui para pra gente conversar junto. É, pega o Pode pegar o microfone. e já te agradecia aqui, viu, pela tua participação fundamental aqui na elaboração do projeto. Bom, boa noite a todos e todas. Eh, queria dizer da em primeiro lugar pedir desculpas pela pelo meu atraso. Eu atendo na atenção primária da do SUS, eh, e tava no centro de saúde, meu horário de sair seria às 19 horas, então consegui sair só um pouquinho antes e mas eu não poderia deixar de estar aqui, né? Eu acho que esse é um dia histórico, né? Faço minha as suas palavras, né? né? Eu acho que é um momento muito importante que eu espero que Campinas aproveite, né, que a prefeita, que a Câmara de Vereadores de Campinas saiba perceber eh o quanto suprapartidário é uma é uma proposta como essa. É uma proposta inclusive com cunho técnico. Nada nada é nada é só técnico, né, gente? Tudo é técnico político. Mas tem essa é uma proposta com cunho técnico muito forte, né? Não é à toa que nós tivemos vários profissionais de saúde, né, como Naara, Roberto Marden, eu participando, apoiando na elaboração. Então é essa é uma proposta que eu espero que ganhe corações e mentes de cada vereador dessa casa. E mas eu não tenho dúvidas, né, não sendo ingênuo, que a gente vai precisar primeiro ganhar corações e mentes das famílias de crianças com T, eh, que são eleitoras de cada um desses vereadores, porque não tem dúvida que cada um desses vereadores tem entre o rol de seus eleitores famílias com crianças, adolescentes, né, ou até adultos autistas, né? Então, nós vamos precisar, né, ter um movimento, eh, de ganhar corações e mentes da dessa população, né, de famílias eh atípicas, né? Esse é o primeiro passo, porque daí as famílias atípicas vão eh cuidar, né, de sensibilizar os seus respectivos vereadores. Eu comentava, né, durante a elaboração desse projeto que é, supondo num cenário, né, que eu não quero acreditar que possa acontecer desse projeto não ser aprovado aqui, eu não tenho dúvida que ele, se a gente soprar esse projeto pelas câmaras do país, que ele vai ser aprovado em muita câmara de vereadores desse país, né? Eu sinto muito se isso for acontecer, porque daí um projeto que nasceu aqui vai acabar em algum momento sendo aprovado aqui depois que ele, como acontece muito na no legislativo, né, eh, Wagner, depois que ele já foi aprovado em existe em 230 cidades essa uma lei dizendo isso, tal, por não Campinas, eu vou sentir muito se isso acontecer, mas como eu sou um cara otimista, né, Eu eu e eu acredito na participação popular, né, na mobilização das pessoas. Eu eh tô aqui justamente com esse intuito, né, de de iniciar esse processo agora de mobilização, né, em prol e desse projeto que, como eu tenho postado por aí, as famílias eh de as famílias de crianças, adolescentes, pessoas com T em Campinas precisam dessa lei. É isso que eu queria dizer, especificamente com relação a ampliar, né, o o escopo, né, do projeto. Enquanto eu tava no carro, eu tava ouvindo pelo YouTube, né, as falas, aliás, muito boas as falas. Parabéns para todo mundo aí. E eu vi, né, alguém perguntou, por que não paralisia cerebral tá incluída, por que não, né? Tem um monte de outras deficiências, outras coisas. Tomando por base a fala da Nara, que eu tava que eu ouvi e que eu concordo muito, esse é um projeto muito ousado, né, do ponto de vista eh do do da forma de pensar dos profissionais de saúde em geral. Eh, nesse ponto de vista, eu sou um pediatra que represento pouco a categoria do meu dos a minha categoria de pediatras. Não pensem que isso tá que que eu se for aprovada essa lei, os pediatras no dia seguinte vão dizer: "Nossa, que maravilha! Quando eu que eu vou começar a fazer diagnóstico? Quando vão começar a me apoiar para eu fazer diagnóstico?" Porque eu tenho já feito esse debate com os colegas e muitos deles, né? Eh, quando eu falo, né, que que eu tô eu fui atrás, né? Eu estudei, eu tenho uma especialização, né? e que com isso eu consigo hoje como pediatra na atenção primária fazer diagnóstico na maioria dos casos. Muitos casos eu não tenho, não sou um especialista, em muitos casos eu tenho dúvidas e eu precisaria de de mais suporte, né? Mas a maioria dos colegas tão numa posição de uma zona de conforto que não tão dispostos a Ah, mas é arriscado. Arriscado como em que aspecto, né? Então, quando é é viver é arriscoso, né? É, viver é arriscoso. Eh, então essa proposta, pela ousadia dela, eu adoraria acrescentar, abarcar, né, num projeto como esse, eh, o mundo em seus arredores, paralisar cerebral, outras deficiências, TDH, mas me preocupa o fato da gente querendo muito não conseguir nada, sabe? Porque eh para os para que cada vereador apoie esse projeto, eu não tenho dúvida que vai ser muito importante o posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde, da Prefeitura em relação a isso. Se eh a Secretaria Municipal de Saúde perceber que os próprios profissionais estão contra esse projeto, ele dificilmente vai ser aprovado. Então, eu acho que a questão do autismo, né, tá? Eh, eu percebo uma ansiedade nos colegas. Se por um lado tem esse movimento de uma certa acomodação, por outro lado eu percebo em cada vez maior número de colegas querendo se especializar, querendo fazer curso, lendo os protocolos. Recentemente eu faço parte de um grupo de WhatsApp de de eh que a maioria são pediatras, é saúde da criança, mas a maioria são pediatras. tem médicos de outras especialidades, mas que tão ali porque querem discutir casos de pediatria e que estimularam que aquele grupo, né, ou alguns pediatras que são da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas fizessem um debate. Então trouxeram o professor Caio, que foi da PUC, Caio BJ, que foi da PUC e que é um grande eh especialista no assunto, é um psiquiatra, né, infantil, muito eh grande especialista no assunto para falar sobre o tema, né, foi pedido desse grupo de pediatras. Então tem em torno do Té um um já um uma sensibilização, sabe, de que nós precisamos aprender. Eu tenho medo, eu não sei, eu fico inseguro, eu acho arriscoso, mas eu tô percebendo que não tem jeito mais. Se a gente começa a abarcar muitas outras coisas, a resistência vai aumentar, sabe? Então eu acho, sabe aquela história de você colocar, fazer um furinho na um furinho na eh no dick? Daí você hora que você faz o furinho, ninguém mais segura que daí abre e e vai e a água vai sair, vai explodir ali. Eu a minha esperança é essa, que a gente comece pequeno, de fato, a gente tá começando com foco assim bem para que a gente possa na sequência abarcar outras outras questões. Essa é a minha impressão, tá joia? Obrigado, Paulo. Obrigado por todo o esforço e conhecimento e disposição para essa tarefa também, né? Nós temos mais alguém que gostaria de Ah, Neid, desculpa, Neid, vai lá. Perdão. Sim, sim. Boa noite, gente. Eh, eu não tenho nada a acrescentar sobre o projeto. Eu quero já, né, antes de ser aprovado ou não, já agradecer por esse projeto está sendo discutido aqui hoje. Eu sou muito otimista e eu creio muito que ele vai passar. e agradecer ao Wagner por ter colocado esse, né, ter assinado esse projeto juntamente com a outra vereadora, Guida Calisto, quando o Wagner propôs a colocar a comissão de estudo, né, em curso. Eh, eu eu achava que esse projeto, um projeto como esse, fosse demorar muito a acontecer, a estar pronto. Eh, eu achava que fosse lá pro final do mandato dele, o início de um outro mandato, mas nós estamos aqui em muito pouco tempo com esse produto pronto, muito bom, muito bom mesmo. Então, eu já quero agradecer muito, muito mesmo, Wagner, por esse projeto está sendo apresentado hoje e eu eh espero muito que ele avance, que ele passe e é isso. Agradecer mesmo. Obrigada. Obrigado você, Neid. Obrigado também ao Wagner, né, ao Gafa, a Kátia, que tem vindo muito também nas nossas reuniões, a Jaciara, todas as mães e que tiveram aqui conosco nesse processo todo, as pessoas que, eh, atuam nas organizações da sociedade civil também, que prestam serviço, né, no município, Paica, que a gente teve lá recentemente fazendo uma visita também, Pestalose, que eh pude hoje também entrar em contato com o pessoal de lá. Eu acho que esse é um esforço coletivo mesmo. A gente tentou nessa comissão de estudos ser o mais amplo possível, né, dialogar com todo mundo. A educação, né, como Lúcia comentou, como a como a Graciela comentou também, ela é um foco muito importante da nossa ação, né? Tenho com Verônica também compartilhado, né, especialmente eh no Dulce Bento, no nosso caso, mas eh em outras escolas, né, como o Castelo Branco, que a gente visitou, né, Lúcia? E essa é uma questão que angustia muito os professores, né? Porque a gente chega numa situação em que você, de um lado, não dá conta, percebe que você não tem capacidade para eh atuar nessa nessa questão, né, com as crianças. e por outro lado percebe que essa é uma urgência que não tá sendo eh observada, né, e tratada com devido cuidado, com com a devida necessidade de promover direitos a essas crianças e adolescentes. Eu quero lembrar aqui também que veio um comentário na acho que na nas redes sociais quando a gente postou aqui a essa essa o vídeo, né, da chamada dessa atividade sobre as sobre os adultos, né, as pessoas adultos que adultas que têm neurodivergências. Então, eh aqui nós estamos focando um pouco mais na questão do diagnóstico, do laudo, etc., desse acompanhamento, mas acho que aqui também tá colocada essa necessidade desse acompanhamento das pessoas, porque claro, a gente vai ter, a gente tem muitas pessoas adultas que são diagnosticadas já adultas, né? Ou seja, nós não tínhamos aí nesses últimos, sei lá, 20, 30, 40, 50 anos, né? esse eh a questão das neurodivergências de maneira geral, do autismo em particular, ela não era identificada como tal, né? Então, eh, eu acho que essa essa proposta ela também ela não se se relaciona apenas a crianças e adolescentes, embora isso esteja colocado aqui em alguns momentos, mas a essa necessidade da gente também identificar as pessoas adultas que eh apresentam, né, alguma neurodivergência. Então, queria também colocar isso para as pessoas que estão nos assistindo para que isso não fique não passe de uma maneira equivocada, tá? Eh, deixa eu dar uma olhadinha aqui. Parece que tem uma mensagem. Comentários no YouTube. Vamos lá. Eh, ah, obrigado, Nutre Silvana Ferrari. Projeto maravilhoso. Sou ex-conselheira tutelar e mãe atípica. Campinas precisa desse projeto. Obrigado, Silvana. Eh, pessoal, não sei se a gente avança mais. Acho que a gente já recolheu algumas questões, né, pra gente pensar aqui a respeito do projeto. A nossa, esse projeto será uma das nossas prioridades aqui no legislativo, né? E e acho que eu queria aqui convidar também as pessoas que estão nos assistindo no YouTube, vocês que estão aqui a acompanhar. Acho que deve ser o a os momentos de finalização da nossa comissão de estudo sobre neurodivergências, que vai nos nos encaminhar para uma proposição também de uma legislação mais ampla que possa abarcar mais diretamente, né, eh, outras áreas de políticas públicas, pensando numa política integral para as pessoas com alguma neurodivergência na cidade de Campinas. E Paulo, eu não ficaria triste não. Claro que se Campinas for a pioneira, ótimo, né? Mas quero dizer, né, que que se você que tá nos assistindo, vocês que estão aqui, conhecem legisladores parlamentares na em outros municípios que queiram abraçar essa ideia, que a gente possa também dialogar, conversar e eh apresentar esse projeto de lei ou similar, né, em outros municípios, porque é isso, a gente tem que dar conta de promover direitos para todas as pessoas, independentemente do município, né, do Brasil. Posso finalizar? Então, agradecendo de novo todo mundo que teve aqui presente conosco, eu finalizo essa sessão que é a primeira reunião pública de debate sobre o projeto de lei ordinária 18 185 de 2026 que institui a política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente em Campinas, com ênfase no diagnóstico precoce, na facilitação do acesso a laudos médicos e na ampliação dos cuidados, além de dar outras providências. Muito obrigado e boa noite. Escuto. Encerrado, portanto, o debate público que discute o projeto de lei que institui a política municipal de atenção integral à saúde da pessoa divergente. Estou aqui com o autor da iniciativa, vereador Wagner Romão. Vereador, seja muito bem-vindo. Boa noite. Primeiro, eu quero que o senhor explique pro pessoal que está nos acompanhando em casa, para a população, o que seria essa atenção integral e porque elas seriam tão importante para as famílias das pessoas com neurodivergência. Olha, esse projeto de lei, ele tá relacionado a a parte da saúde, especialmente a um vínculo da atenção básica em saúde, eh, com atenção básica ou atenção primária em saúde para um olhar para as pessoas que apresentam alguma neurodivergência, em geral, crianças e adolescentes, mas como eu falei, que as pessoas adultas também possam ser eh diagnosticadas com mais facilidade, que esse diagnóstico possa, de preferência, ser um diagnóstico precoce, que a gente possa facilitar instrumentos como laudo, eh, que, eh, estabelece, eh, identifica, nas pessoas essa neurodivergência, seja TDAH, seja o transtorno do espectro autista ou alguma outra neurodivergência, porque essa é uma necessidade urgente para as famílias aqui de Campinas e, eu diria de de praticamente todas as cidades do Brasil. Infelizmente a gente não tá conseguindo dar conta de uma ampliação grande nos casos. Isso tem chegado às escolas sobretudo como uma questão fundamental, porque cada vez mais a gente percebe um grande movimento das mães atípicas, especialmente das mães, os pais também, mas especialmente das mães que que eh percebem a necessidade dos seus filhos e filhas e que t dificuldade de eh obter junto às escolas os cuidados especiais que são necessários para essas crianças e adolescentes, né? E eu diria as escolas, mas isso se refere para todas as outras áreas de políticas públicas, pra cultura, pro lazer, pro esporte, pro pra própria geração de trabalho e renda, para as pessoas mais, né, pras pessoas já e jovens ou adultas. Então, o nosso objetivo com esse projeto é fazer com que a gente possa de cada vez mais fortalecer a atenção primária em saúde para que ela possa olhar para essas pessoas de um com um olhar diferenciado, fortalecer as equipes multi as equipes multidisciplinares, portanto, com fono audiólogo, com terapeuta ocupacional, às vezes até com profissional de educação física, com psicólogo, para que a gente possa aí eh ter uma assim, acho que talvez a principal inovação seja a de que não seja necessariamente um neurologista ou um psiquiatra que vai exarar esse laudo, mas que o diagnóstico precoce possa já ser feito por uma equipe médica, eh, e de preferência uma equipe multidisciplinar que tem condições já de identificar pelo menos esses sinais iniciais da d das das neurodivergências. Nós tivemos aqui hoje o debate público. Quais são os próximos passos desse projeto aqui na Câmara Municipal de Campinas? Olha, agora o projeto deve entrar eh pra Comissão de Constituição e Legalidade, que avalia todos os projetos da casa com relação à sua constitucionalidade, né? Ela vai passar antes por um parecer da CAC, que é comissão de acompanhamento. Eh, aqui a as comissões da casa. É provável que o presidente da casa determine que ela passe pela comissão da saúde, uma vez que ela se trata diretamente da questão da saúde, provavelmente da comissão de criança e adolescente também e por algumas outras comissões da casa. Mas é claro que a gente quer acelerar ao máximo a aprovação desse projeto, dialogar com a prefeitura, a secretaria municipal de saúde, dialogar com a sociedade também. Esse foi um primeiro momento de diálogo que a gente acha que é urgente, né? É uma política que tem que ser aplicada de maneira urgente. Nós temos que equipar melhor a saúde, a atenção primária, que a gente possa identificar esses casos, trabalhar com intensidade, com rapidez, porque o diagnóstico precoce é fundamental. as crianças, né, os bebês, as crianças mais jovens que não tem o diagnóstico, é muito triste a gente ver uma situação como essa. Então, cada vez mais, se a gente puder fazer o diagnóstico precoce, a gente vai ter mais condições de dar conta dessas questões. Como eu disse, a gente tem cada vez mais casos aparecendo, uma frequência cada vez maior e a gente vai agora continuar trabalhando para que a gente possa aprovar o mais rápido possível esse projeto, tá certo? Então, vereador, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente. Muito obrigado. Boa noite. Confirmando então encerrado o debate público que discutiu o projeto de lei que institui a política municipal de atenção integral à saúde da pessoa neurodivergente. Nós vamos interromper a nossa transmissão ao vivo, mas você continua com toda a programação da TV Câmara Campinas. Agradeço a sua audiência. TV Câmara, Campinas.