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[música] Entre barracas e prosas, a feira livrea continua fazendo parte da rotina de Campinas, mas o cenário mudou. Algumas deixaram de existir, enquanto outras encontraram novas formas de atrair o consumidor. Há mais de duas décadas, Cândido Ferreira da Silva Filho estudou justamente essa transformação. A pesquisa Mercado Varegista, um estudo das feiras livres no município, foi realizada em 2000 e publicada em 2003. O trabalho ouviu 60 feirantes de Campinas e mostrou que a concorrência dos supermercados já era uma preocupação para quem trabalhava nas ruas. O que nós verificamos nos últimos anos é que houve de regra geral uma diminuição das ceriras livres do município de Campinas. Isso é lógico, se deve à concorrência de outros eh eh de outro varejo, né, basicamente do supermercados, mas as feiras livres elas vêm se reinventando e elas se diferenciam pelo atendimento que é diferenciado. Elas têm a questão da qualidade dos produtos, elas têm a questão da cultura, uma tradição da nossa região, elas têm uma muito uma grande diversidade. Então você tem não sorte grangeiros e e enfim vestuário, mas você tem alimentação. Então assim, é a as feiras livres elas vêm se reinventando e com base nessa reinvenção é que garante a permanência das feiras livres em Campinas. É lógico que aquela feira livre tradicional ela diminuiu, mas surgiu uma nova forma de fazer feiras da nossa região. A feira livre que conhecemos hoje é bem diferente da retratada na pesquisa há mais de 20 anos. surgiram novas formas de comprar e também aumentou a concorrência. Mas quem fica aqui atrás dessas bancas sabe que a feira também pode se reinventar. Por incrível que pareça, é voltar ao tempo. Eh, hoje eu trabalho com café moído na hora, coisa que antigamente era comum, depois sumiu. Isso é um um meio de resgatar, né? e também mo o tempero na hora, fazer e e criar uma clientela, né? Mostrar a fidelidade e saber comprar. comprar com preço bom, mas com qualidade superior. Então, é aonde que a gente consegue fidelizar o cliente e e eu tenho, por exemplo, aqui e apesar do movimento às vezes não ser tão grande, mas eu tenho um movimento meu que me garante um um ganho, como acho que todos nós aqui temos. Infelizmente os artbou um pouco a gente, né? Então a gente perdeu o poder de ação. Porém, eu vou dizer a todo mundo que tá ouvindo, se você quer produto de qualidade, principalmente verduras, temperos, como é o meu caso, a feira tem. Há quase quatro décadas, comandando uma banca de roupas, o Marcos, mais conhecido como Marcão, que hoje fica na feira Espaço Castelo das Artes, tradicional e pioneira de Campinas, sente na pele a transformação e ele não esconde a realidade. Tá deteriorando aos poucos, tá acabando, apesar da resistência, né? Mas tá difícil. Eu mesmo acho que não fico mais muito tempo não. Segundo o Cândido, o segredo para manter viva a tradição das feiras livres está na raiz de tudo. A forma de atender e acolher a clientela. Um elo que vai muito além da simples compra e venda. O o que a gente precisa nas feiras livres é, em primeiro lugar uma renovação dos dos feirantes. Normalmente os feirantes são pessoas de mais idade. A gente precisa ter mais jovens nas feiras livres para que isso se mantenha ao longo do tempo. E a partir daí ela tem que se reinventar a forma de fazer feira livre. Uma feira livre noturna. você tem que, por exemplo, eh eh se aproximar cada vez mais do seu cliente, trabalhar com produtos cada vez mais eh diferenciados, atender as necessidades desse cliente para se manter eh eh essa tradição que é algo maravilhoso aqui na nossa eh eh região. Desde que comecei até hoje tem muitos clientes que são fiéis e lógico, vai os filhos, os netos, vai sempre renovando, né, e mantendo assim, embora tenha caído, mantém o o ritmo que a gente precisa, né? Eu gosto das roupas daqui, umas roupas boas, muit um preço bom, muito bom. O atendimento maravilhoso, os donos são maravilhosos. Lá onde eu moro era uma feira enorme. Hoje tem três bancas só. Então é difícil, né? Mas eu eu gosto muito de de comprar na feira. As coisas da feira são muito boas. Verdura, tudo é bom. Da feira é melhor. É tudo de É coisas de primeira, viu? Bem, você compra uma verdura dura, as roupas são maravilhosas. As minhas sobrinhas só compra na feira. Elas falam boutique da feira. Nas feiras livres, nós temos um um problema, regra geral, que e eh os feirantes são pessoas de uma idade maior. O desafio para as feiras livres, pro futuro, para continuidade, é trazer as novas gerações, não tanto como cliente, e isso é importante também, mas os próprios feirantes precisam se renovar. É importante que as novas gerações assumam as feiras livres, assumam essa tradição cultural eh do nosso estado, da nossa cidade e a passem a ser eles os protagonistas das feiras lives, trazendo não só o seu trabalho, mas o seu conhecimento, a sua inventividade e a partir daí recorrer a a a toda uma forma nova, diferente para divulgar as feiras livres. Então, por exemplo, o a questão da internet, das redes sociais, que essa geração mais jovem consegue fazer isso. anes tradicionais ainda não, porque uma questão própria da idade, mas é lógico que na medida em que a feira for se renovando, ela vai continuar a existir, mesmo com a concorrência de outras formas de de varejo, porque é uma tradição, é um produto de qualidade, é um atendimento diferenciado e isso faz com que ela permaneça por muito tempo ainda. เฮ [música] [música] [música]