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Câmara Notícia | Série Feiras Livre - Cambuí
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Câmara Notícia | Série Feiras Livre - Cambuí

201 views Publicado 26/08/2026 HD · 9:04
Resumo editorial

A feira livre da Rua Maria Monteiro, no Cambuí, é um espaço tradicional que funciona aos sábados, onde feirantes chegam na madrugada para montar suas barracas com produtos frescos. Além de comércio, representa um importante ponto de encontro comunitário, com relações consolidadas entre vendedores e clientes que se perpetuam há décadas. A tradição familiar é destaque, com muitos participantes aprendendo o ofício com pais e avós, mantendo viva essa cultura de feiras livres regulamentadas desde a década de 1960 em Campinas.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

Campinas tem 75 feiras livres, e a da Rua Maria Monteiro, no Cambuí, é uma das mais tradicionais da cidade, funcionando aos sábados desde a década de 1960. Feirantes chegam às 3 horas da manhã para montar as bancas, como a família de queijos e doces mineiros que atende há mais de 30 anos. Dona Teresa frequenta o mesmo local há 43 anos e compra frutas, verduras, peixe e frango toda semana. Entre vendedores e fregueses fiéis, a feira virou ponto de encontro que atravessa gerações.

Transcrição completa do vídeo

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É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira. Ah, é dia de feira, quem quiser pode chegar. É antes mesmo de a cidade acordar por completo, a feira já começou. Tem quem chegue de madrugada, quem monte a barraca, organize os produtos, prepare o café e dê o primeiro bom dia. E quando as bancas começam a ganhar cor, a feira deixa de ser apenas um lugar de comprar e vender. Vira encontro, vira conversa, vira parte da rotina. Bem cedinho, viu? É que hoje nós tá meio atrasado, mas sempre chega bem cedo, viu? O que a feira representa na sua vida? Olha, tudo desde a época do meu pai e da minha mãe, que começou há mais de 30 anos atrás, representa praticamente tudo na nossa vida, viu? O que na gente é hoje, pessoalmente, é o que é representa a feira pra gente. E tem cliente que você chama pelo nome, já conhece? Sim, sim, demais. Tem cliente nosso aqui que tem mais de 20 anos já de que vem na nossa feira já com a gente. E vocês aqui vendem o quê? Queijos, doces, castanhas, tudos coisa, principalmente coisa mais de Minas Gerais. Que horas você chega na feira aqui? 3 horas da manhã. Por quê, cara? Por causa tem que montar tudo isso aqui, ó. Detalhe por detalhe. E o tempo voa, ó. Quando você chega, tá super escuro, tudo. Tá tudo escuro ainda. Sou um dos primeiros a chegar. Quando você acorda, que horas? 1:30. 1:30. Sai de casa duas, que aí nós faz o cafezinho, tudo, deixa tudo prontinho. Aí vem para cá. Tradição que passa de pai para filho. Seu pai falou que você já já tá na pegada, hein? É, eu já sei passar maquininha, tem ter cliente, tudo, sei pôr laranja, fazer bastante coisa. Eu sei. E é uma coisa que vem de família. Seu pai tava conversando com a gente e e realmente ele ele se envolve bastante, né? Ele fala com o coração. É, meu irmão, meu irmão já trabalhou aqui, aí agora tô eu trabalhando também. Tá gostando? Eu gosto de vi. Única coisa que o horário é muito ruim, só que aí, tipo, nós brinca, faz um monte de brincadeira com as freguesas, é muito legal. Em Campinas existem 75 feiras livres. Uma delas é aqui na rua Maria Monteiro, no Cambuí. Super tradicional essa feira, por exemplo. E aqui as pessoas encontram muito mais que produtos. também encontram personagens com muitas histórias e, claro, muito bate-papo. Sim, todo sábado v bater ponto aqui. O que que a feira representa na vida do senhor? Ah, é tudo produto é tudo bom, né? Tudo fresquinho, tudo muito melhor comprar aqui do que supermercado, essas coisas. Então, eu prefiro a feira. E há quanto tempo o senhor frequenta essa feira aqui na Maria Monteira? Ah, aqui já faz uns 20 anos ou mais. Mas talvez mais que isso. Vale a pena. É gostoso, né? Gostoso passear. O pessoal vem hoje até tour para comer pastel aí, né? Vale a pena. Dona Teresa é um exemplo de cliente fiel. Eu só faço essa feira aqui há 43 anos. Só isso. Só isso. Eu acho que a perira aqui é as melhores fruta, melhores verdura, compro peixe, compro frango, tudo eu compro aqui. Eu compro pra semana, de um sábado para outro. E a senhora vem todo sábado? Todo sábado. E chego aqui 7 horas da manhã para ir embora rápido, né? Porque aí não tem gente, dá para fazer bastante compra. Oh, com certeza. Aí eu faço a compra, os moço leva para mim, alguma coisa eu levo. E agora, por exemplo, a senhora vai comprar o que aqui? Eu compro tudo que tem aqui, quase eu compro. Ele, o moço, leva para mim. Para alguns, o cheiro da pastelaria, para outros é a fruta escolhida na ponta do dedo. A conversa com o feirante, conhecido pelo nome, a banca que atravessa gerações, tem gente que vai pela compra e acaba ficando pela prosa. A gente só já conhece já esses clientes há muitos anos, então a gente tem essa essa convivência, né, de conhecer pelo nome, saber do que gosta, do que compra. Eu percebi que a a dona Teresa chegou, daí você já perguntou o que que ela queria e tudo mais. Sim, a dona Teresa já é minha cliente aqui há mais de só comigo há mais de 15 anos, né? Então a gente já se conhece do hábito alimentar, do que ela vende, do que ela compra, do que ela busca. E o que a feira mudou na sua vida? Assim, a feira sempre foi uma tradição desde criança, né? É um trabalho de família, então é algo que significa muito. E é assim que uma relação de trabalho vira relação de confiança. Pois é, o feirante conhece a preferência do freguês. O freguês conhece a história de quem está atrás da banca e entre uma venda e outra, a vida também passa por ali. Venho há muitos anos aqui em Campinas, aqui no Cambuí. Gosta sempre dessa feira aqui da Maria Monteira? Sim. Sim. O que você mais gosta assim do clima de feira? É conversa, frescos assim, de qualidade. É isso assim. E o hábito mesmo tá fácil, praticidade. Vale a pena acordar cedo e já já viro pra f. Sim. É porque também eu já resolvo tudo cedo. Daí já aí depois eu só curti o final de semana. No calendário dia 25 ao dia do feirante, o então prefeito de São Paulo, Washington Luiz, por meio do ato 710, de 25 de agosto de 1914, conseguiu instituir a criação de mercados francos como forma de regularizar minimamente a situação das feiras livres. Mas para quem vive da feira, talvez todo dia seja uma oportunidade de recomeçar. A gente vai pegando afinidade com com os fregueses, vai sendo como se fosse um uma família, né? São amigos e os pregues vem, conversam, isso é legal, é prosa, é, é bate-papo também e confiança também, né? Não separar. Tem muitos fregueses que dá muitos anos, então o pessoal já vem com a lista, já deixa e a gente separa, então cria uma confiança, né? E aqui vocês vendem o quê? frutas importadas, nacionais, todo tipo de fruta. Bom, claro, quem vem à feira dificilmente deixa de comer um pastel. Isso é de lei. Isso é um fato, né? É uma delícia, diga-se de passagem. A galerinha vem, pede o pastel, conversa, bate-papo. Como é isso? Isso é quem vem na feira não pode deixar de comer o pastel, né? É tradição. Quais os pastéis que vocês têm aqui? Quais as opções? São várias. Sim, temos vários sabores, mas os principais são os tradicionais, né? Que não falta carne, queijo, carne com queijo, mas temos também costela, parmegiana, novidades. É, não existe feira sem pastel e nem pastel sem feira. Tem que vir toda vez comer um pastel. Não tem como não comer. É clássico. Qual o seu pastel preferido? Aquele que você come sempre. De queijo. Esse é tradicionalista, né? Tradicional. É isso aí. E você vem sempre aqui à feira da Maria Monteiro? Não, a primeira vez que eu tô vindo aqui. Ah, é? Primeira vez? Tá gostando ou não? Sim, gostei bastante. A gente tava procurando, na verdade, uma feira extensa assim que tem bastante comida, fruta, verdura. Então, achamos o lugar. Gostou de conhecer? Gostamos. Feira livre é feita de mercadoria, trabalho e movimento, mas principalmente é feita de gente. Comendo pastelzinho que sábado de manhã cedo é tudo de bom, né? Vale a pena. Começa bem o dia, né? Vale a pena. Começa assim, dá uma caminhada, dá uma esparecida assim, é tudo de bom. เฮ
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