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A Frente Parlamentar em Defesa da Cannabis Medicinal e do Cânamo Industrial promoveu na Câmara Municipal de Campinas um debate sobre a perseguição às associações que atuam no acesso à cannabis medicinal. O encontro reuniu representantes de entidades, especialistas e pacientes para discutir os desafios enfrentados por essas organizações. O que a gente conseguiu perceber é que hoje existe uma um vácuo na regulamentação para as associações. Então, muitas vezes elas têm o abas corpos, elas têm eh toda a autorização, elas, mas mesmo assim os agentes de segurança pública, Anvisa, não reconhecem isso. e diversas associações têm se t passado por um processo de perseguição da prisão dos seus, destruição dos seus equipamentos e plantas, eh apreensão dos medicamentos e teve inclusive uma associação que é Santa Gaia, que ficou 4 meses sem poder fazer esses atendimentos. Então a gente tá lutando, né? E hoje a gente discutiu a criação de manifesto para enviar inclusive pros órgãos públicos, governo federal, Campos deputado, Senado, Assembleia Legislativa, pro pro sistema judiciário, para que possa a gente possa falar um pouco sobre isso e que haja uma regulamentação geral. A gente quer sim a fiscalização, a gente quer sim que tenha uma regulamentação, porque a gente quer a garantia do acesso ao medicamento tão importante para as pessoas. Durante a reunião, os participantes defenderam a importância das associações no acolhimento de pacientes, no acesso ao tratamento e no fortalecimento da pesquisa sobre o uso medicinal da cannabis. E o que que diferencia o terceiro setor da empresa? É que o terceiro setor não tem fins lucrativos. Então, o objetivo de uma associação é realmente atender paciente. O o foco da associação é o paciente. Diferente da indústria que o foco é o lucro, né? é o negócio em si. Então, a gente faz essa retrospectiva e vê que foram associações que abriram esse mercado e que hoje atende muito mais empresas do que as associações, porque as empresas elas podem operar, elas podem divulgar os seus produtos, elas participam de feira, elas têm regulamentação que ampara o exercício das empresas e as associações não. existe já uma um certo cerceamento por parte da polícia, né, onde já existe essa dificuldade da convivência e do tratamento de um bom tratamento, um tratamento respeitável por parte dos órgãos públicos para essas pessoas que vêm da periferia. nós da Pangeia, nós além do de todo o apoio que a gente faz com associação, procurando dar todo esse apoio aos pacientes, eh dando direcionamento, apoio, estrutura, além do remédio em si, né? a gente acaba tendo que também focar o nosso apoio para as famílias e para os pacientes para tentar trazer um pouco de tranquilidade no dia a dia, assim como as associações estão passando por uma situação de perseguição por parte da polícia. O encontro terminou com a apresentação de propostas e encaminhamentos que devem contribuir para o debate sobre o acesso a cannabis medicinal e a atuação das associações no país. As contribuições apresentadas durante a reunião serão consideradas nas próximas discussões promovidas pela Frente Parlamentar. A gente vai criar um guia prático, um manifesto e criar uma comissão das pessoas que participaram aqui hoje para que a gente possa construir essas iniciativas a e ações a muitas mãos, porque aí a gente consegue também descobrir se há um uma problemas específicos em cada uma das associações e tentar criar um protocolo único atendimento. A gente também discutiu que a gente poderia fazer eh uma reunião com a voria das polícias para que essas associações fossem atendidas e recebidas para criar um protocolo aqui no estado de São Paulo. M.