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O projeto de lei apresentado pela vereadora Débora Palermo cria o programa municipal permanente de acolhimento pós-ta hospitalar. O foco são as pessoas em situação de internação social. A iniciativa busca enfrentar um problema crescente na rede pública de saúde, a permanência prolongada de pacientes em leitos hospitalares. A internação social são aquelas pessoas que após aa médica não tem uma família para recebê-los, não tem uma rede de apoio, uma rede para colher. Então eles ficam eh no hospital morando, praticamente morando, porque não pode colocar na rua porque depende de alguma eh assistência e não não tem ninguém para recebê-los. Então o meu projeto de lei é para que tenha um lar de longa permanência para esses casos, porque hoje na rede Mario Gate, que é o hospital Ouro Verde, Mario Gate, nós temos pelo menos 30 pessoas morando em hospitais. E isso e e com a demanda enorme de leitos, de pessoas esperando vagas em leitivos, a gente não pode eh aceitar uma situação dessa. Então, o meu pedido ao poder público, ao prefeito, é que faça que um esse projeto que eu apresentei é para que tenha um plano municipal de acolhimento para essas pessoas que não tm uma rede de apoio, que não tem família e que elas sejam acolhidas. De acordo com a proposta, os pacientes terão atendimento humanizado para pessoas abandonadas ou sem referência familiar. Com certeza essas pessoas vão precisar ter um apoio da rede da saúde, né, da rede municipal de saúde, seja dos da da proteção básica, que são as UBS do dos territórios onde vão estar essas casas, né, e ou seja, dos hospitais, mas precisam, com certeza elas vão precisar desse apoio e também em conjunto com a assistência social, né, que vai também dar essa outra esse outro apoio social de assência, talvez localizar familiares e também não, porque não, eh, acionar juridicamente que às vezes a família não quer acolher. Tem casos, eu trabalhei no Conselho Tutelar e tem casos que a família não queria acolher o adolescente porque ele dava trabalho, que era dependente químico e ficava às vezes no hospital. Então, por que não acionar a justiça para que a família que é responsável pelo doente assuma também esse parente e cuide adequadamente? A iniciativa quer garantir que essas pessoas tenham um destino seguro após deixarem a ala médica, liberando também as vagas nos hospitais da cidade. A rede da saúde vai ter muitos mais leitos disponíveis para atender a população que tá aí esperando há muito tempo. E é importante dizer que a lei, a Constituição nossa, fala que o mesmo dever que os pais têm com os filhos pequenos, os adultos têm com os pais na velice. Então é lei. Aí eu sempre digo isso, o lar de longa permanência para idosos é para idosos que não tem família, que são não tem nenhum familiar para cuidar. Você tem família? Vamos cuidar.