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O salão vermelho do Passo Municipal foi palco da palestra de Itítalo Fernandes, o primeiro brasileiro com paralisia cerebral, graduado em fisioterapia. Durante o evento, ele compartilhou os desafios de sua trajetória e sua história de superação. Um relato sobre como a capacidade e a acessibilidade transformam vidas. Decorrer do tempo, esses paradigmas vêm sendo quebrado, né? E a gente vem ganhando mais espaço aí com várias pessoas na área da saúde, do direito, da informação e muito mais, né? O meu objetivo é mostrar, principalmente as famílias atípicas que os seus filhos são capazes dentro de das suas particularidades, né, dentro das suas alimentações. Eu costumo dizer que a faculdade foi um uma das piores fases da minha vida, porque eu senti na pedra o capacitismo o olhar torto de colegas de turma e a falta de inclusão por parte das pessoas que estavam naquele convívio, seja eles professores, alunos, funcionários da instituição no qual eu estudei. Claro, não generalizando, porque do mesmo jeito que existe pessoas ruins e existe pessoas boas também, obviamente. Para professora de educação especial, a verdadeira inclusão só acontece quando a sociedade aprende a enxergar a capacidade antes de qualquer limitação. Muito importante, principalmente pra gente da educação, pra gente reafirmar as políticas de educação inclusiva, da importância do jovem, do adolescente, depois da fase adulta, ter acesso à educação, a uma boa base para que ele possa se formar e inspirar outros jovens também, que a a deficiência não é uma limitação da sua condição, né? Ela é um fator que precisa de apoio, recursos, políticas públicas, mas que é possível. Então, ter a fala de profissionais como o Ítalo faz que a gente aumente a esperança dessas famílias e desses jovens. A discussão trazida para Campinas vai muito além da teoria. Ela propõe um olhar atento para o combate ao capacitismo e também as dificuldades de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O desafio do evento é transformar debates como esse em políticas públicas na cidade. Esse evento é importante por quê? Porque muitas pessoas com deficiência sentem dificuldade no seu cotidiano para estar no mercado de trabalho. Então o nosso intuito foi trazer profissionais com deficiência e que venceram essas barreiras, mostrando que há sim desafios às vezes que parecem intransponíveis, mas que podem ser vencidos. Esse é o nosso intuito da gente começar a pensar em políticas, que a gente possa trazer essa pessoa pro mercado de trabalho, fazer essa mediação entre a empresa, entre o poder público e a pessoa com deficiência, sabendo que o as necessidades de uma pode cruzar com a outra. Eu sou uma pessoa com deficiência totalmente fora da curva. E é isso que eu quero que essas pessoas também entendam que tantas outras pessoas com deficiência podem sim ser fora da curva, né? E sair dessa estatística, né, do uso do BPC, né, eh, para inficação em casa, tem uma atividade eh que agregue a sociedade, porque é esse o meu objetivo hoje, sendo profissional da saúde, né? M.