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Há quase 4 anos, a vida da campineira Karen Raquel Aranha Toledo mudou completamente. Em setembro de 2022, ao retornar de uma viagem, ela descobriu que o ex-marido havia deixado o Brasil com o filho do casal, de apenas 4 anos de idade, sem sua autorização. O que começou com um drama familiar, se transformou em uma complexa disputa internacional. Karen trava judicial em busca do reencontro com o filho. Filho saiu pela ponte da amizade, né? Isso é o rastreio da Interpol. Do Paraguai ele foi até Madrid, de Madrid ele entrou no Egito. Esse é todo o rastreio da Interpol já de anos atrás. E desde então, desde então nada. Contato zero. Período mais difícil da minha vida. Você, eu tenho um filho que eu não sei o número que calça, o desenho que gosta, o que gosta de comer, não sei absolutamente nada. Do é muito difícil, mas eu jamais vou perder minha esperança ou desistir no Elps. O caso ganhou a repercussão nacional. No Brasil, a justiça federal em Campinas decretou prisão preventiva do pai da criança em 2023. A luta teve um importante avanço em novembro de 2025, quando a justiça egípcia reconheceu o direito da guarda da mãe. E agora, em fevereiro de 2026, a justiça egípcia decretou a prisão do pai e da avó da criança. Que falta que eu vejo realmente é o empenho do meu país, é o empenho da embaixada. É ali que a gente tá tendo problema e nós estamos tendo problema com a justiça egípcia, não com a corte, que a corte deu as decisões, mas a efetivação da execução da sentença sem o apoio do meu país, aonde o meu filho saiu irregularmente, tá pecando muito. Eu tô aguardando o meu país há meses já se pronunciar, mas parece que eu que sou errado da situação. Sensibilizado pela situação, o vereador Marron Cunha protocolou uma moção de apoio em reconhecimento à trajetória da mãe como forma de ampliar a visibilidade do caso junto à sociedade e às autoridades responsáveis. Primeiro você vê, nós acompanhamos a história, você vê e e como a gente. Eu acho que eh nós comoos parlamentar devia ter esse olho também, esse olhar nessa empatia para essa necessidade de que a gente possa junto com os governos, né, que a gente possa ajudar essas pessoas. Então acho que sei como eu tenho filhos, eu tenho neta, então eu sei o que que é isso aí. Eu que eu já passei, eu tinha uma filha também que era deficiente. Então a gente sabe a dor de uma mãe, a gente sabe o que que passa. só eles podem transmitir isso pra gente. Eh, muito comovente. Então, foi esse que partiu da gente fazer essa moção, é que possa também comover as autoridades acima. No documento, o parlamentar destaca que mesmo após decisões judiciais favoráveis no Brasil e no Egito, Karin continua enfrentando obstáculos para que o filho seja devolvido. A moção também reconhece a perseverança da mãe ao longo de quase 4 anos de busca por justiça e pelo direito à convivência familiar. A moção hoje ela abrange nível nacional tanto Tamarati e quanto os os consulados. Eu acho que isso aí fortalece. Nós somos hoje um município hoje eh de grande, né, de relevância pro pro Brasil. Então acho que esse apoio, essa moção e a gente contar também com os gabinetes aqui, passar e junta e fortalecer, eu acho que já numa grande conquista que a gente possa ajudar. Enquanto aguarda os próximos passos da justiça egípcia, a mãe mantém a esperança de reencontrar o filho. Ela também chama a atenção para a importância da união entre mulheres e para a necessidade de dar visibilidade às mães que vivem em situações semelhantes. muito grande, porque eu não tinha noção nem do que era um sequestro parental e nem que tinham tantas mães e tantas crianças em países islâmicos e a gente não tem apoio nenhum do nosso país. E as crianças são brasileiras, isso precisa mudar, porque a pauta mãe, ela não tem lado. Mãe é mãe, criança é criança. Eu acho que todo mundo tem que se unir numa hora dessa. O que eu puder fazer para ajudar uma mãe, dar um norte, porque eu não tive, eu não tive. Mas hoje eu consigo e para mim é uma conquista e eu fico muito feliz de poder ajudar outras mães, porque às vezes as mães ficam perdidas assim muito tempo e o nosso país então é mais perdido ainda em poder ajudar. Nós não temos tratado, as mães de Xaria elas não têm tratado que nem a convenção de Aia. Então precisa sim existir algum tipo de negociação, porque tá demais. São muitas crianças em muitos países. Tem criança brasileira no Líbano, tem criança brasileira na Síria, tem criança brasileira no Paquistão, tem criança brasileira na Egito. Como é que faz? Nós vamos ficar abandonado até quando? É, a partir de uma situação dessa, você passa a acompanhar, né, mais identificar mais casos que tem espalhados por aí. Então, eu acho assim, eh, é se fortalecer. Eu acho que a justiça tem que ser mais forte, mais rígida para proteger a gente como brasileiro, né? proteger uma mãe para saber entender o posicionamento, porque eu acho que por lei e tirar você tirar um filho que você ali até os 3 anos e pouco de idade dessa forma eu acho que é uma injustiça muito grande. Eu acho que ter essa empatia de nossos órgãos, né, dos govern dos governos. Eu acho que poderia ajudar muito mais em cima disso aí judicialmente entre os países. Ao falar de Adam, Karen se emociona ao lembrar momentos vividos do pequeno. Mesmo após quase 4 anos de distância, ela mantém viva a esperança de reencontrá-lo. Ele sempre falava para mim na câmera quando ele era pequenininho e falava: "Mamãe, volta já". E eu ia falar que a mamãe voltou já. Era o que eu mais queria poder falar para ele.