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Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp desenvolveram uma solução inovadora. A tecnologia resolve um dos maiores gargalos operacionais do setor de combustíveis, a presença de água no óleo diesel. Após uma década de estudos, a equipe científica criou um hidrogel especial. Ele remove a água sem a necessidade de aquecimento ou do uso de compostos químicos agressivos. Por que então eh eh pensar em tirar água do diesel? Há vários motivos, né? Então nós temos incrustrações, podemos ter corrosão. Ah, a também a visualização do diesel, ele não é uma visualização comercial, né? Então é porque nós temos água. Mas que tipo de água? Na verdade existem três tipos de água: A água solúvel, a água emulcionada e água livre dentro do combustível. A água livre é um problema de processo. Nós temos que minimizar essa água livre quando nós estamos fazendo o diesel. Então, na refinaria se tem esse cuidado, né? Então é uma água mais fácil de se eliminar, mas a água solúvel e a água emulcionada não é fácil, porque ela tá escondida lá, você não a vê, mas você vê assim as características do diesel que não são compatíveis com um diesel comercial, né? Então essa água solúvel e emocionada, ela não é muito estudada porque ela é extremamente difícil de acontecer. Então aí surgiu então a ideia de fazer com os hidrogéis, né? Hidrogel tem de várias maneiras. E então quando a gente começou a pesquisa era um tipo de hidrogel, depois foi avançando com outro tipo de hidrogel. Até que nós chegamos hoje num hidrogel que é, na verdade é como ele se fosse uma esponja molecular. Ele tira essa água principalmente solúvel e emulcionada, que tá em menor qualidade, mas não faz o dívise atingir as regras da NP, né? Então nós temos que tirar. Então esse foi o grande, a grande motivação. Nós fomos elaborando esse hidrogel de tal maneira que ele fosse cada vez mais um super absorvente, né? Então nós chegamos no que nós temos hoje. Depois do tratamento do diesel na planta piloto, as amostras são analisadas e o resultado prático é imediato. Uma das etapas desse desenvolvimento contou com eh desenvolvimento de impressão 3D. Então, um desafio era como produzir esses recheios e torná-los mais eficiente. Então, a gente usou a tecnologia de impressão 3D para produzir recheios, esses pellets de forma mais eficiente e de forma otimizada. Depois que a gente faz o tratamento do diesel, a gente precisa entender se o processo foi eficiente. E para isso a gente vem para essa parte analítica, onde são feitas as análises, são determinadas características físicoquímicas do dos combustíveis tratados. Isso é bastante importante, essa proximidade entre as plantas piloto e a parte analítica. A gente tem aqui na Unicamp a nossa agência de inovação, a Inova, que dá todo esse suporte paraa inovação, de maneira que a gente gera diversas patentes e certificados de adição. Então, com isso, a gente tem um portfólio de tecnologia. A tecnologia foi licenciada e está em fase de desenvolvimento final para ser disponibilizada para o mercado. Nós estamos acelerando todo o processo de maneira que essa tecnologia pode estar no mercado já dentro de um ano. Essa é a expectativa tanto nossa quanto da empresa.