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A Câmara Municipal aprovou a criação da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Contorno Norte de Campinas a partir de um requerimento do vereador Wagner Romão. A proposta é abrir um canal de debate e acompanhamento da implantação de uma rodovia com 32 km de extensão, que deve passar por Campinas, Paulíia e Sumaré. O traçado previsto atinge áreas de preservação ambiental e regiões onde atualmente vivem moradores dos três municípios. Nós tivemos acesso a esse projeto do Contorno Norte, que é uma rodovia de 32 km, que ligaria a rodovia Dom Pedro, na altura da Leerói, Merlim, até a Ananguera ali no município já passando pelo município de Sumaré, atravessando uma boa parte do município de Campinas, a região do Betel ali em Paulíia e chegando até Sumaré. Essa região, ela tem uma população residente ali, população urbana em algumas áreas. Tem remanescentes de Mata Atlântica nessa região, áreas de preservação ambiental, áreas de patrimônio histórico da cidade de Campinas. Isso não tá sendo levado em consideração pela rota das bandeiras, que é a propositora dessa rodovia. Então, nós estamos protocolamos essa frente parlamentar de enfrentamento ao contorno norte. Queremos debater com a Câmara, com a sociedade de Campinas, com o município, com o governo do estado também as consequências desse projeto e esperamos que ou haja alteração desse projeto do do traçado dessa rodovia ou que haja o cancelamento dessa iniciativa pela rota das bandeiras. Entre os principais objetivos está também a proteção do patrimônio ferroviário da cidade. Patrimônio ferroviário que pode ser atingido ali sobretudo na naquela rota da estrada de ferro que liga Campinas a Jaguariúa, né? Ali no Tanquinho, ali na região do Carlos Gomes e outras áreas históricas também importantes pra cidade de Campinas. a fazenda TOSAN, por exemplo, que é um um patrimônio pelo CONDEPAC, né, que pode ser atingido também. Então, nós queremos esse debate e no limite que a gente não faça essa obra, que não seja necessária essa obra. De acordo com o vereador, a Frente Parlamentar deve discutir e apresentar soluções em conjunto com a sociedade civil. E, por enquanto, o poder público em Campinas não tomou nenhuma atitude, né? A gente soube já que o prefeito de Paulíia teve um encontro com a secretária da infraestrutura e meio ambiente e ao que parece há uma suspensão desse processo, mas é uma suspensão temporária e nós queremos exigir que também em Campinas haja uma ação do poder público, do prefeito municipal contra esse projeto. Yes.