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A cidade de Campinas mais uma vez será palco do Feverestival, festival internacional de teatro que chega a sua 19ª edição, que une artistas do Brasil e do mundo com apresentações para diferentes públicos. A programação, que vai até o dia 4 de julho, tem abertura oficial no Teatro Castro Mendes. O evento conta com apresentações teatrais, oficinas, encontros formativos, palestras, rodas de conversa e atividades voltadas à troca de experiências entre artistas e público. Uma das coisas que dessa edição que tem é que a gente tem um tema norteador que guia as nossas escolhas de curadoria e de tudo, que é em cima da palavra partilha. Estamos interessadas, interessados esse ano eh em partilhas daquilo que nos é comum. Eh, então a gente pode encontrar muitas obras que também estão recontando histórias da nossa história e histórias do mundo, a partir de outros olhares também de quem vivenciou isso. Então, uma das coisas também eu acho que são que é legal dessa edição é que a gente tá com quatro ações internacionais. Então, artistas do Chile, da Colômbia, do Peru e da Espanha. E também temos na nacional também artistas de Manaus, artistas eh do Alter do Chão, do Pará, que enfim que também de lugares mais distantes que é mais difícil de trazer. Gente, tá muito feliz de conseguir ter esse esse repertório nacional um pouco mais expandido também para esse ano. Ã, então acho que essas são algumas coisas dessa edição que são que são bem interessantes. E outra coisa também que a gente vai poder ver artistas da terceira idade em cena bastante. Como a gente tá interessado em partilhas, nossa curadoria acabou indo para um lugar, é, organicamente assim, de ter essas pessoas mais velhas em cena, porque afinal acho que quem viveu é quem pode partilhar. Então, acho que nada mais justo de ter esses corpos mais velhos, né, de terceira idade, mestras e mestres da arte do teatro no palco. Mais uma vez aqui no Castro Mendes com espetáculo Restinga de Canudos da Companhia do tijolo. Uma peça super interessante, uma peça com muita gente em cena, muito musical e que a história de Canudos, de uma sociedade que antes de acontecer tudo que aconteceu, que a gente sabe na história de Canudos, uma sociedade que se organizava de uma maneira diferente e acabou enfrentando um pouco os modelos políticos da época. Então, então a partir de uma perspectiva do que seria contado pelas pessoas de Canudos e não só talvez da história oficial, uma obra muito interessante porque dialoga com várias obras da literatura brasileira que contou sobre isso. Enfim, vale muito a pena ver uma obra muito legal. Do drama à comédia, a proposta do Feverestival é descentralizar a arte e mostrar a força dos espetáculos. A programação conta com peças para todas as idades. Uma oportunidade única de valorizar a cultura nacional e internacional. A gente tem uma produção local que é o espetáculo Marias da artista Oriocan. Muito, muito legal. E uma coisa que a gente trouxe esse ano pro Fevere estival, que é pela primeira vez, que a gente vai fazer pela primeira vez a feira do rolo teatral. Em homenagem à feira do rolo, é como se fosse uma rodada de negócios, mas a gente tá convidando diversos outros festivais que vão vir com curadores, gestores, instituições culturais como SES, Itaú Cultural, SESC, o Departamento de Cultura da Unicamp, enfim, outros programadores culturais eh da cadeia produtivo cultural aqui da região de Campinas, estado de São Paulo, para conversar com 25 artistas aqui da cidade para eles poderem mostrar o seu trabalho para esses programadores de uma maneira de fortalecer as artes cênicas da cidade para circular para fora daqui, porque a gente sabe que artistas tem que circular, porque o nosso trabalho é é rodar por aí, apresentar, enfim, ganhar as estradas por aí. Então, o festival está querendo promover essa conexão entre essas pontas, né? Compradores de obra de arte e os artistas são quem oferecem as obras, né? No sábado e no domingo a gente tem uma dobradinha super interessante. Nos dois dias acontecem uma peça no Barracão Teatro em Barão Geraldo e uma outra peça no Sési Moreiras. Boi mansinho no Césia Moreiras e Confessões da artista peruana Ana Correia no barracão. Tudo no mesmo horário. Então o público pode escolher sábado eu vou numa peça e domingo eu vou na outra ou vice-versa. E aí domingo também tem peça à tarde no SESI para pro público infantil. Segunda-feira a gente faz uma pausinha do festival. Terça-feira a gente tem o Cis Guanabara na Unicamp com espetáculo da Colômbia. Morrer em Lúa, Morrer em Guerra. Terça e quarta. Depois tem SESC de novo e finalizamos na rua, eh, ocupando o centro da cidade e o taquaral no sábado. A programação completa você pode conferir no site feverestival.com.br. br, quase tudo gratuito, então é só aparecer, vai ter muita coisa boa e eu acredito que ótimas oportunidades da gente se deparar com esses com essas maneiras de das pessoas estão fazendo teatro em outros lugares do Brasil e do mundo, trazendo um repertório aqui pra cidade e tudo mais e fazendo esse encontro teatral mais uma vez aqui e rumo à 20ª edição ano que vem. M.