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Com registros de paisagens em transformação, a exposição Nada disso foi feito para Durar na Câmara de Campinas faz parte da programação da 16ª [música] edição do Festival Hércules Florense. Imagens em preto e branco traduzem os processos de [música] desaparecimento e permanência presentes no cotidiano. Ai, o preto e branco ele leva a gente a mergulhar mais. Para mim a cor ela ela lhe entrega muito. O preto e branco deixa a coisa mais obscura para você construir, para o espectador compor aquela imagem com a com a sua memória, com a sua história. E você tem mais espaço para interagir com a arte, né, ali para formar esse vínculo que é com o outro que a arte se que se cria, né, se faz. Campinas tem um papel fundamental na história universal da imagem. Foi aqui que o inventor Hércules Florence desenvolveu de forma pioneira experimentos com a fotografia no século XIX. Territórios em transformação da expedição Lxdorf a crise climática é o tema desta edição. É, na verdade o nosso tema desse ano é territórios e transformação, né? É, esse ano comemora 200 anos da expedição Longsdorf. Na verdade, o Florence antes de descobrir a fotografia, ele fez essa expedição Longorf que sai aqui de Porto Feliz pelo Rio Tetê. Imagina o Rio Tetê a 200 anos atrás, ele sobe pelo Pantanal, chega até a Amazônia e essas viagens demoram 4 anos. E a gente vendo hoje essa emergência climática e como a fotografia consegue mostrar todas todos esses momentos, né, consegue retratar, na verdade, a população ribeirinha, toda essa, tipo assim, os incêndios do Pantanal, a devastação da floresta. Então esse tema, territórios e transformação, tem muito a ver com essa expedição no Angdorf. Para preservar e valorizar esse legado, a Câmara de Campinas instituiu em 2007 a lei número 13017. [música] Ela garante que todo ano, na semana do dia 19 de agosto, a cidade respire a arte visual com a semana municipal de fotografia. O presidente da Câmara Municipal de Campinas, Luiz Rossini, fala sobre a importância da casa legislativa sediar eventos culturais como este. Primeiro, a lei que institui a semana de comemoração do Hércules Florense, que foi um fotógrafo, na verdade a gente acha que ele inventou a fotografia, que viveu em Campinas, que projetou a cidade, deu uma contribuição muito grande, né, pro campo fotográfico e tem uma lei instituída pela Câmara. Então é a nossa obrigação, não só apoiar como participar. A gente tem que valorizar a fotografia. O objetivo da Câmara apoiar essa semana é essa, né? e a e mostrar que a gente tá presente em todas as manifestações culturais da nossa cidade, apoiando, divulgando, dando visibilidade o papel da TV Câmara na divulgação. Aliás, quero aproveitar para convidar a população para vir participar, né, dos eventos que a semana Quero cumprimentar os organizadores da semana e Florense também são várias ações e vários pontos da cidade, mas teremos essa exposição aqui que vai ficará durante toda a semana. Convido a população para prestigiar um convite irrecusável para quem quer conhecer sobre a exposição que captura paisagens em metamorfose e os vestígios da presença humana. Para entender o que move cada um desses registros, a artista detalha a mensagem por trás das obras que continuam em cartaz na Câmara de Campinas [música] por mais dois meses após o término da semana Hércules Florense. Eu busco é encontrar a temporalidade das coisas. a impermanência que revele memória através de vestígios, né, rastros, marcas, presenças de ausências, ausências e presenças, porque assim, nada foi feito para durar, né, mas ainda assim algo permanece. Permanece uma sombra, permanece um racho de de luz, permanece uma folha seca e assim vai mudando, né, essa paisagem.