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Carlos Gomes, o maestro do Brasil. A biografia do ilustre campineiro, escrita pelos jornalistas Fabiano Ormanesi e Francisco Lima Neto, lançada pela editora Mostarda, convida o leitor a entrar no universo da música. O grande desafio aqui é tentar introduzir no mundo da cultura clássica, né, da cultura da ópera, eh, adolescentes, jovens leitores e mesmo o público em geral que ainda não conhece a importância do legado cultural do Carlos Gomes, não só para Campinas, mas pra história da música universal. algumas das obras que são que foram compostas pelo Carlos Gomes, elas são hoje tocadas no mundo inteiro, né? E muito pouca gente sabe dessa história, eh, do homem que esteve por trás dessas ideias brilhantes e das dificuldades que ele enfrentou ao longo da vida. Essa ideia de resgatar o Carlos Gomes, ela surgiu desde o início da da de quando a editora foi fundada, já tinha levado essa proposta há alguns anos atrás. Mas acho que ainda a história precisava amadurecer um pouco mais antes da gente chegar eh numa figura tão importante quanto Carlos Gomes. Com lançamento na livraria Pontes, a obra faz parte das comemorações dos 190 anos de nascimento do compositor. Ela conta bastidores o trabalho do autor da ópera o Guarani e fatos pouco conhecidos da vida de Carlos Gomes com ilustrações de Viena. As ilustrações elas são, na verdade uma obra à parte, uma obra à parte que compõe uma obra maior que é esse livro. Então, pela pela o próprio a própria observação das imagens por si só, já conta também uma história e que, nesse caso é uma história que tenta mostrar primeiro eh os aspectos da vida do Carlos Gomes em Campinas. Então, há uma preocupação em encontrar aqui ícones que remetam, né, a espaços públicos, por exemplo, o monumento túmulo, a igreja do Carmo, que na época era a igreja, a matriz velha, com as configurações que ela tinha na época, o teatro municipal que foi demolido, mas também alguns aspectos da brasilidade que o Carlos Gomes fez questão de manter lá em Milão, mostrar pras pessoas o quanto elas precisam conhecer e reverenciar essa história. aqui em Campinas, né? Eu tenho certeza que muitas pessoas passam em frente ao monumento túmulo do Carlos Gomes e não ainda não conseguem identificar quem é aquele homem que está ali com a batuta regendo uma orquestra e que aqui ali, por exemplo, é um monumento túmulo, né? E muitas pessoas talvez nunca tenham se atentado que muitas músicas que já ouviram foram compostas pelo Carlos Gomes. Então é um movimento de reverência a ele também de demonstrar essa importância das pessoas observarem o grande homem, o grande artista que foi. Carlos Gomes nasceu em 11 de julho de 1836 e morreu em 16 de setembro de 1896 em Belém. pouco depois de assumir o cargo de diretor do recém-crio de música da capital paraense. Apesar do reconhecimento internacional, o livro mostra como o preconceito racial marcou a vida do maestro, principalmente porque ao longo de décadas ele foi retratado como um homem branco, apagando suas origens africanas. A obra é o segundo livro do selo Nossa Gente. O dono da editora passando uma vez ali na na frente do monumento túmulo, tava acontecendo uma palestra, um evento ali, e aí caiu a ficha que era uma figura que foi embranquecida ao longo do tempo, mas que é uma figura negra. E aí caiu a ficha, falou: "Acho agora é o momento da gente realmente falar sobre ele. Embora tenha esse apelo pro público infanto juvenil, esse é um livro que pode ser interessante para qualquer idade. Na verdade, eu tenho defendido, inclusive que não existe literatura infantil ou literatura infanto juvenil, existe literatura e a partir disso diferentes camadas de sentido que podem ser acessadas por cada faixa etária e por cada pessoa que que chega à obra.