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Para preservar esse patrimônio, o primeiro passo é conhecer em detalhes cada peça do acervo. Primeiramente, eu vim numa outra ocasião, fiz toda a catalogação do material que tinha disponível da Câmara. Agora nós estamos fazendo uma avaliação do estado de conservação dessas obras. Então, para ver se tá precisando fazer restauro, se tá precisando fazer só uma higienização. Então, a gente está analisando obra por obra. As restauradoras analisam cada obra para identificar marcas do tempo e possíveis danos que podem comprometer a preservação das peças. É um trabalho de diagnóstico, né? a gente vai eh registro, fazendo o registro fotográfico, analisando e fazendo as anotações. É como um laudo técnico de conservação. O trabalho também tem revelado registros importantes da história do legislativo de Campinas. Entre eles, uma fotografia feita em 1893. Eu levei hoje lá pro Jedoc uma foto de 1893, onde tem todos os funcionários da câmera com nome anotado. Quer dizer, isso é uma é uma relíquia praticamente porque é é fantástico. Todos de terno, gravata, que é como se trabalhava naquela época. Então, quer dizer, isso tá emoldurado de uma forma errônea. Então, essas coisas que a gente tá apontando para poder ser modificado e preservar esse material. De acordo com as restauradoras, a conservação preventiva é essencial para garantir a longevidade das obras. Umidade, temperatura e luz podem acelerar a deterioração. Por isso, cada peça exige análise e tratamento específicos. Olha, a gente pensou que ia ser um pouco mais rápido, mas tem obras que a gente tem que abrir, tá muito complicado, né? Porque você tem, são antigas, tem pregos, né? a gente tem que abrir tudo aí, tem que fazer fotos com muitas vezes com ultravioleta para ver se se a presença de fungos, de outras intervenções, né, anteriores. E então não dá pra gente avaliar exatamente, tem umas que são mais mais rápidas, outras são mais longas, né? Cada obra guarda uma parte da história da Câmara e da cidade. E é justamente para que essa história seja preservada que todo esse acervo passa por esse trabalho minucioso. Com a finalização do dos laudos de estado de avaliação, a gente consegue saber o que precisa ser intervindo, ou seja, precisa fazer restauro, como é que a gente tem que conservar. Isso permite prolongar a vida útil da do dessas peças culturais. Então, a gente vai prolongar a vida útil e permitir que futuras gerações tenham acesso ao ao mesmo que nós tivemos hoje. Por isso que os laudos são importantes. Os laudos também vão indicar os espaços mais adequados para a guarda e exposição das obras, garantindo mais proteção ao acervo. Hoje tem a tem a distribuição, por exemplo, na galeria de ex-presidentes, tem a distribuição na galeria de ex-vereadores e também tem aos que não eh são distribuídos ao longo da casa, mas não tem uma curadoria própria. Essa curadoria vai ser desenvolvida após todos os quadros tiverem condições, porque aí a gente com um laudo a gente sabe onde a gente pode ah esse quadro aqui tá com mais deterioração, ele não pode ficar exposto onde tem luz, onde tem umidade. Então com esses laudos, a gente vai poder depois desenvolver uma curadoria e a exposição ao longo da casa. O próximo passo, assim que os lados estiverem prontos, a gente organizar cada obra de acordo com o nível de intervenção que ela tem que passar. Por exemplo, um nível mais simples, desde uma uma higienização até o nível que tem intervenção mais bruscas, como uma restauração. Aí a gente vai contratar o restauro e vai contratar também a troca de moldura ou troca de vidros para poder manter e e prolongar a vida útil do bem cultural.