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A Comissão Especial de Estudos de Políticas Públicas para pessoas com neurodivergências da Câmara de Campinas retomou as atividades após o recesso parlamentar. O encontro discutiu os desafios para a garantia de direitos e a integração entre diferentes áreas das políticas públicas. Eu quero lembrar inclusive que a nossa busca aqui é pensar numa política integral para as pessoas com neurodivergências na cidade de Campinas. E hoje nós vamos ter uma uma discussão a respeito justamente eh para sobre por um lado eh os dados, né, sobre pessoas com diagnóstico de autismo e pessoas com deficiência no município de Campinas, que vai ser a contribuição da senora Luanda. E depois eu vou fazer um pouquinho aqui, uma fala sobre intersetorialidade, né? E aí a gente vai entrar nesse debate também porque nós estamos nos encaminhando pros últimos, paraas últimas reuniões da nossa comissão. Estamos já pensando no relatório final, estamos pensando nos produtos dessa dessa comissão. Eh, e a questão da intersetorialidade, ela é fundamental pra gente pensar essa política. Em Campinas, dados do senso demográfico do IBGE revelam o perfil das pessoas com o transtorno do espectro autista. Os números mostram a distribuição dos diagnósticos entre diferentes faixas etárias. Então, o que a gente tem como resultado, eh, são pessoas que já acessaram de alguma forma o sistema de saúde, né, no município de Campinas. Então, de acordo com essa metodologia, no censo de 2022, foram identificadas 15.580 pessoas com diagnóstico de autismo. Isso dá em torno, né, de 1,4% da população do município. Eh, uma maioria de homens com 8.326 homens com esse diagnóstico e 7.262 mulheres, né? E isso tá muito alinhado com o que a gente sabe da literatura, eh, que é a, principalmente os meninos, né, as crianças, eh, terem um acesso a diagnóstico do autismo mais do que as mulheres. Esse dado não significa que na população em geral a gente tenha mais homens e meninos autistas, mas a gente tem mais homens e meninos que tiveram acesso ao diagnóstico, né? né? A literatura mostra pra gente que o autismo se manifesta de forma diferentes entre homens e mulheres, entre meninos e meninas, que meninas e mulheres são mais socializadas para até mascararem esse autismo, né? Quem tá familiarizado com com esse com essa literatura, né? Já já ouviu esses termos. Eh, então por isso que eu ressalto bastante que esse aqui é um um dado sobre diagnóstico. Está mostrando pra gente, né, que com diagnóstico fechado de autismo, né, eh, por profissional de saúde, tem mais crianças, né, na faixa etária de 5 a 9 anos, justamente porque é uma faixa etária em que já se tem uma compreensão maior, né, dos aspectos do autismo que leva as pessoas a procurarem um diagnóstico. Eh, então a gente tem essa essa prevalência, né, eh, maior aqui nessa faixa etária. Segundo o presidente da comissão, já existem ações e legislações voltadas à população neurodivergente, mas o vereador destaca que ainda é preciso avançar na organização dessas iniciativas. O que a gente tem percebido é que existem eh eh existem ações, existe legislação. No entanto, essas ações e essa legislação são muito fragmentadas, né? Elas são muito pontuais. Hoje, por exemplo, hoje não, mas nessa agora não sei se hoje tá na pauta, tá na pauta hoje, né? Tá na pauta hoje, por exemplo, uma iniciativa de um colega vereador aqui, eh, a respeito de habitação social. para pessoas com autismo, né? Eh, então que elas possam ser eh, enfim, ser colocadas na nas nos primeiros lugares da fila paraa habitação social, o que é uma política importante, é uma ação importante, mas ela não tá articulada com uma política mais consistente, mais integrada, eh, sobre a questão, seja do autismo, né, do transtorno do espectro autista, seja a questão das neurodivergências de maneira geral. E a gente se colocou essa tarefa. Wagner Romão avalia que um dos caminhos é fazer com que as secretarias atuem de forma conjunta, unindo ações de diferentes áreas do município. E aqui eu já falei em alguns momentos, quando você quando a gente pensa política de identidade de identidade racial, combate ao racismo, a gente política das mulheres, quando a gente pensa política de juventude, quando a gente pensa política da pessoa idosa, quando a gente pensa política para as pessoas neurodivergentes, a transversalidade é um princípio fundamental, porque, de novo, ela não tem que estar localizada em uma ou outra secretaria. Ela tem que ser um princípio que dialogue com todas e que esteja na agenda de cada uma das secretarias do município.