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Por iniciativa do vereador Paulo Hadad, a primeira parte da 31ª reunião ordinária foi dedicada a campanha Maio Verde, mês de conscientização sobre a doença celíaca, condição autoimune crônica caracterizada por uma reação inflamatória no intestino delgado, causada pela ingestão de glúten. Segundo o parlamentar, promover esse debate é fundamental para ampliar o conhecimento da população sobre a doença, que ainda é pouco discutidaento ou eh tenho informações sobre essa doença, uma doença pouco divulgada, né? Nós temos ainda grandes gargalos para diagnóstico dessa doença. Algumas pessoas, né, que tem a doença celíaca, que é a doença da da ingestão do glúten, né, enfim, de outros alimentos que produzem toda uma alteração no intestino delgado, onde os alimentos são absorvidos e muitas vezes elas passam anos da sua vida até que o diagnóstico possa ser fechado. Participaram do encontro três mulheres diagnosticadas com doença celíaca. Larissa Faleiro de Morais, nutricionista, Gabriela de Souza, empresária, e Amanda Berlând, enfermeira. Durante a reunião, elas relataram os desafios enfrentados no dia a dia e as dificuldades para conseguir o diagnóstico. Muitos profissionais acabam tentando tratar os sintomas, mas esquecem de investigar a causa. Então, a doença celíaca pode eh manifestar vários sintomas como dores nas articulações, diarreia, constipação, névoa mental. Então aquela sensação às vezes de esquecer algumas palavras, eh, problemas neurológicos também, então problemas de concentração a gente consegue ver, principalmente em crianças, deficiência ali no crescimento. Então, algo que a gente vê também muito no consultório ali, crianças com dificuldade de crescimento. São inúmeros sintomas, até mesmo a infertilidade. Atendi muitos casos de mulheres que passaram grande parte da vida tentando engravidar e sempre perdiam um bebê e depois de anos foram descobrir que era doença celíaca. As convidadas também chamaram atenção para a falta de estabelecimentos preparados para atender pessoas celíacas. Isso porque a contaminação cruzada, quando o alimento entra em contato com o glúten preparo, também representa riscos à saúde dos pacientes. É difícil às vezes você lidar porque são muitos desafios e como ainda é muita desinformação que a gente enfrenta e e falta de políticas públicas e também de uma forma geral de um hotel saber eh acolher a gente, porque não é tão difícil assim também. A gente também não é um bicho de sete cabeças, né? É possível fazer adaptações, né, para receber um cilíaco, né? E às vezes só que não tem, né? Então falta essa essa essas motivações, sabe? De um hotel saber receber a gente, um hospital, porque eu mesmo, né, tive eh os meus filhos, eh fiquei internado e meu maior medo era esse, porque eu falei: "Como eu vou me alimentar no hospital?" Para o vereador, o encontro também serviu para pensar possíveis políticas públicas. voltadas à ampliação da oferta de produtos sem glúten com preços mais acessíveis. Uma outra coisa importante é tentar produzir ou ter uma política pública que seja inclusiva, que dê condições desses restaurantes ou restaurantes ou lanchonetes oferecerem produtos acessíveis num preço acessível, porque a discrepância ela é muito grande. Um produto, uma farinha normal se custa cinco, uma farinha especial ela vai custar 40. Então é muito discrepante. Então políticas públicas de preço, políticas públicas de conscientização e políticas públicas de redução de impostos.