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Fiscalizar, acompanhar e propor políticas públicas voltadas às mulheres no município de Campinas é um dos objetivos da Comissão da Mulher presidida pela vereadora Mariana Conte. Neste primeiro semestre, o grupo debateu a misoginia e o movimento Redpill, temas que ganharam destaque diante dos casos de feminicídio na região. A gente trabalhou bastante, até porque a gente tá numa situação muito dramática de uma epidemia de feminicídios. Campinas e região também viveu mortes e assassinatos de mulheres, inclusive um caso dramático de uma mulher que foi assassinada no dia do seu casamento. Então esse é um cenário nacional que tem repercussão na cidade de Campinas. Nós atuamos para debater, fiscalizar e e pressionar a prefeitura pela ampliação de equipes no SEAMO, que é uma o órgão responsável por atender as mulheres em situação de violência. Nós apresentamos Mulheres Vivas, que é um projeto de lei que cria aí toda uma uma um, na verdade amplia a rede de proteção, inclusive abarcando hoje o que é a defesa das mulheres nas redes sociais, porque a gente tem a misogenia, o ódio às mulheres sendo propagandeado nas redes sociais. Então criou um esse programa prevê o combate à misogenia, ao ódio das mulheres também nas redes sociais e atuamos muito contra a violência política de gênero, porque o ódio que acontece contra as mulheres na sociedade também tem afetado as mulheres, as vereadoras aqui na casa, que subimos na tribuna, que defendemos nossas posições, que defendemos o direito das mulheres e a gente também tem sofrido muita violência. Então, também atuamos no sentido de implementar na cidade de Campinas o combate à violência política de gênero. Entre os encaminhamentos do semestre, também foram apresentados dois projetos de lei. Um deles estabelece penalidades administrativas para práticas de misogenia em serviços públicos e no atendimento à população. O outro propõe a criação de um programa municipal de conscientização sobre a chamada machosfera, com objetivo de prevenir a violência contra as mulheres por meio de ações educativas. Objetivo é atualizar a legislação, né, fiscalizar a prefeitura. Mas é o que eu sempre digo, para que uma política seja implementada, você precisa de orçamento. Não adianta o prefeito ficar falando que defende as mulheres se ele não aplica recurso na rede de proteção das mulheres. Então nós estamos aqui, nós temos, apresentamos propostas para atualizar. Agora, para uma lei virar realidade, para ser uma realidade na vida das mulheres, é preciso gente para implementar a lei. É preciso contratação de funcionários, é preciso ampliar a equipe do SEAM, é preciso colocar em andamento o centro de responsabilização do autor de violência. É preciso debater a Lei Maria da Penha nas escolas. É preciso debater o combate à misogenia. Precisamos formar professoras e professores para discutirem e combater a misogenia. também nas redes sociais. De acordo com a parlamentar, a expectativa é dar continuidade às discussões, acompanhar a tramitação das propostas apresentadas e ampliar o debate sobre políticas de proteção, igualdade de direitos e enfrentamento à violência contra as mulheres. A gente sabe que toda a conquista que as mulheres tiveram sempre foi com muita luta e nós seguimos firme porque a gente não quer que o ódio prevaleça sobre a vida das mulheres.