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Valorizar quem continua ativo mesmo após os 60 anos. Esse é o objetivo do projeto de lei apresentado pelo vereador Luiz Cirilo, que propõe a criação do programa de vida ativa para o município de Campinas. A sigla note vem da expressão em inglês New Older Living Trend ou A nova tendência de vida para os mais velhos. O programa pretende incentivar ações que promovam a autonomia, aprendizado contínuo, atividade física, inclusão digital e a maior participação das pessoas com mais de 60 anos na vida da cidade. É importante Campinas se adequar a ao que o mundo tá tá ditando, as regras do mundo. Hoje o idoso, 60 mais no Brasil, ele acaba de alguma maneira sendo preterido. O 60 mais hoje é o velho. É aquele cidadão que depois de percorrer uma jornada de trabalho, contribuir com a cidade, com o estado, com o país, ele acaba ficando descartado. Eh, no seu lugar entram, evidentemente, pessoas mais novas ou que precisam ser valoradas, sempre o incentivo para o jovem ingressar no mercado. Mas o descarte que é feito a pessoa mais do 60 a mais é algo que acaba de alguma maneira atingindo toda uma população. Você pega, por exemplo, países europeus, existe uma valorização da pessoa experiente, doidoso. Os países ocidentais, o Japão, por exemplo, ele cultua principalmente aquele idoso com a sua história de vida, com sua experiência profissional. E aqui no Brasil sempre esse assunto vai na contramão. Se aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito, é aqui na Prefeitura de Campinas que esse programa deve sair do papel e ganhar vida. A ideia é transformar o conceito de envelhecimento ativo em políticas públicas que garantam a inclusão e a autonomia das pessoas com mais de 60 anos. E nós precisamos tentar de alguma maneira fazer com que Campinas seja um marco regulatório, que seja Campinas a pioneira no sentido de dar realmente a a esperança de que o Brasil precisa por essa passar por essa transformação, onde ele valore a pessoa experiente. O 60 mais ainda hoje é produtivo. Nós estamos falando que há 30 há três quatro décadas atrás, há 30, 40 anos atrás, o idoso realmente era aquele senhor velhinho. Você pega a as placas e de vagas, por exemplo, para estacionamento, você vê uma pessoa de bengalinha, a corcunda de bengalinha. Hoje o 60 mais ele tá indo às academias, tendo vida saudável. Então isso tudo contribui para que esse projeto ganhe repercussão dentro da casa e quem sabe, assim como outras leis que inclusive eu mesmo já já subscrevi, eh transponha os limites do município de Campinas e e atenda todo um estado. Na justificativa do projeto, o parlamentar destaca que o aumento da expectativa de vida exige políticas públicas que vão além da proteção da pessoa idosa. A proposta busca reconhecer esse público como protagonista, valorizando a experiência acumulada ao longo da vida e incentivando a participação dos idosos na economia, na educação, no voluntariado e na comunidade. O idoso, ele percorreu e um caminho, eu digo, o idoso 60 mais e isso não pode ser descartado. Se ele for ouvido, ele já contribui com os mais novos, sabendo que naquele determinado caminho é tortuoso, aquele caminho pode ter queda, até porque o idoso já caiu na na sua história de vida, se levantou, se recuperou. Então eu acho que acaba sendo de alguma maneira super contributivo.