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Por iniciativa da vereadora Paula Miguel, a primeira parte da 29ª reunião ordinária da Câmara Municipal de Campinas foi dedicada às atividades do Fórum LGBTQIAPNA de Campinas, em celebração ao dia internacional e ao dia municipal de combate à LGBT Fobia. >> A gente tem diversas políticas públicas no município de Campinas que são referências a nível nacional. Então, a gente teve o primeiro centro de referência eh eh LGBT do Brasil, né? Já tem mais de 20 anos. Hoje a gente tem o ambulatório transcender, né, que é uma referência nacional também na hormônioterapia. Então, a gente precisa pensar para além disso, como que a gente fortalece esses equipamentos e como que a gente pensa outras políticas públicas de enfrente de de enfrentamento dessa vez mais direcionada, a lesofobia, por exemplo, eh a transfobia, né, as dificuldades no mercado de trabalho para conseguir ter uma renda, quais são as dificuldades dentro do ambiente escolar, né? Quais são as dificuldades dentro dos postos de saúde, né? quando você não apresenta características, né, que são vistas pela sociedade, eh, representando determinado gênero, né, isso facilita ou dificulta? Como que é o acesso ao ônibus, por exemplo, né? Então, são algumas políticas. O debate também contou com a participação do vereador Gustavo Peta, da vereadora Guida Calisto e da vereadora Mariana Conte, que acompanharam as discussões sobre políticas públicas, direitos e o enfrentamento à LGBT fobia no município. >> A gente tá no momento crítico, né? A extrema direita no mundo todo tem atacado e tem elegido a população negra, as mulheres, a população LGBTQ mais, os povos racializados, os povos negros, o povo árabe como inimigos públicos, né? Inimigos internos, inimigos públicos. E a extrema direita tem se construído com essa pauta, tem utilizado essa esse alvo que vai colocando nos corpos, nos nossos corpos, nos corpos divergentes, nos corpos que estão eh fora dos espaços de poder, como uma forma de nos atacar, mas na verdade nos atacam porque eh como um elemento para ganhar força social e política, colocando como se nós fôssemos os responsáveis pela crise que tá instituída e é uma crise que não é nossa. sempre que for necessário, nós estaremos aqui fazendo valer, né, essa representação e pautando esse debate. Essa casa ela tem que representar o povo, né? E e a população LGBT que a mais ela faz parte da nossa população, precisa ser respeitada, precisa ter seus direitos conquistados, garantidos e e nós não podemos nos curvar com nenhuma tentativa de ataque, de retrocesso, de absolutamente nada. Mas hoje nós enfrentamos também o crescimento da extrema direita, do discurso do ódio, eh, do discurso que estimula a violência contra a população LGBT no nosso país. Então, é muito importante a gente não deixar passar batido um dia tão importante, um dia internacional. Estiveram presentes no encontro o vereador de Valinhos, Marcelo Iosida, e a ex-vereadora Marcela Moreira, autora da lei municipal que instituiu o Dia de Combate à LGBT fobia em Campinas, relembrando os trâmites para aprovação da legislação criada em 2008, destaca a mobilização em defesa dos direitos da população LGBTQI, a PN+. Gostaria assim de contar que eu acho que esse projeto de essa lei, na verdade, ela não foi aprovada eh simplesmente pela Marcello. Esse projeto de lei foi aprovado porque o movimento popular ajudou a escrevê-lo e ajudou a aprovação desse projeto de lei. e inclusive e o projeto sendo de combate à homofobia, porque naquele momento histórico, né, não havia e ainda uma articulação e muito forte em relação às eh ditas letrinhas. Inclusive, foi no mesmo ano, mas foi posterior a isso, que foi decidido que eh o movimento deixaria de ser chamado eh GLBT e passou a ser chamado de LGBT. Também participaram do debate lideranças do movimento transícia Solara Dias Ferre, integrante do Conselho Municipal de Saúde e Suzi Santos, coordenadora da casa sem preconceitos. Eu vi essa lei, participei dessa construção, já fazia parte do grupo Identidade, já estava aí com a mãe Janaína percorrendo para dentro da antra da buscativa das nossas políticas para que a gente pudesse desenvolver para dentro dessa cidade. Mas eu quero frisar muito bem a questão da lei, foi que foi muito importante naquele período. gente era muito mais perseguidas doos que são hoje, muito mais mortalidade na na no município de Campinas. Isso não quer dizer que não deixou, mas a gente sofria muito represárias policiais, represárias da população. Então, foi muito importante eh construir eh junto com a Marcela eh e trazer essa lei.