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[música] [risadas] [música] [música] Isso pode acontecer, né? Inclusive tem pais que chegam no consultório desesperados, porque ficam assim: "O que que eu vou fazer? porque o meu filho está agredindo o o irmão, às vezes puxando o cabelo, às vezes querendo beliscar. Claro que naquele momento que você eh vê a criança fazendo aquilo é instintivo, você não vai deixar, até porque é um comportamento inadequado. Então você vai ali retirar a criança, levar para um outro ambiente. Mas o que que é natural os pais fazer? O gritar: "Filho, você não pode fazer isso, é muito feio". E isso assusta a criança, né? E aí você tá ali reforçando aquele comportamento inadequado, porque de alguma forma ela recebeu atenção de forma inadequada. Mas quando você em silêncio só retira a criança, leva para outro ambiente, você espera ela se acalmar, aí ela se acalmou, aí você vai validar o sentimento. Filho, a mamãe entende que você tá chateado, muita mudança, né? Mas o que você fez eh não foi legal, não tá certo. Imagina se outro amiguinho lá da escola agredisse você. como que você iria se sentir? Eh, então você vai fazendo a criança refletir sobre aquele comportamento e vai modelando, né? Então você valida e você corrige. Porque não é assim, ah, eu só vou validar e não vou ensinar, não. Validou e depois corrigiu, modelou o comportamento da criança. E por que que você não pode, eh, corrigir a criança no ápice ali daquela e daquela intensidade daquele sentimento? Porque naquele momento, né, eh do ponto de vista neurobiológico, tá tendo o quê? tá tendo eh o sistema límbico daquela criança tá atuando ali fortemente naquele sentimento de raiva e ela tá com pouco controle do córtex parafrontal que é essa região aqui que ela é responsável pela capacidade do nosso planejamento, da nossa reflexão. Então, nesse momento, tá preponderando o sistema límbico, né? Por isso que não é por isso que tu não pode corrigir no momento da crise. Primeiro você espera se acalmar, aí sim você vai lá e corrige, porque daí o córtex profontal ali ele entra em ação e a criança tem capacidade de refletir sobre aquele comportamento que foi inadequado.