A psicóloga Natasha Contro explica o conceito de presenteísmo, quando o trabalhador comparece ao trabalho mas não consegue se concentrar ou produzir adequadamente. A falta contínua de descanso reduz a produtividade e o significado do trabalho, como um carro que não pode manter velocidade máxima indefinidamente. O cansaço afeta também as decisões de consumo e a saúde mental, ressaltando a importância de estabelecer um ritmo humano sustentável.
A psicóloga e psicanalista Natasha Contro, doutoranda em Psicologia Social do Trabalho pela USP, explica o conceito de presenteísmo: o trabalhador que comparece todos os dias mas não consegue se conectar às tarefas, como se tivesse perdido a capacidade de produzir no mesmo ritmo de antes. Ela compara o corpo a um carro que não sustenta 120 km/h por horas seguidas: sem pausa, o desempenho despenca e o sentido do trabalho se esvazia. A conversa discute os efeitos do cansaço crônico na produtividade, no consumo e na saúde mental.
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