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TV Câmara Campinas. Senhoras e senhores, boa noite. Iniciamos neste instante a reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com entrega de diploma Noel Rosa a diversas personalidades. Por proposição dos vereadores Ailton da Farmácia, Sidão Santos, Gustavo Peta, Jorge da Farmácia, Jota Silva, Luiz Rossini e Vinícius Gratti. Convidamos para compor a mesa, representando o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Marcos Bernardelli, e, para presidir esta reunião solene, o vice-presidente desta casa, vereador Vinícius Gratti. Convidamos também o vereador Luiz Rossini. Convidamos agora o vereador Gustavo Peta Convidamos finalmente o senhor Haroldo Antônio Cangiane, sambista e baterista Uma vez composta a mesa de autoridades Convidamos os seus componentes e demais presentes A receberem nossos homenageados desta noite Solicitamos que assim que nomeados Por favor, dirigam-se à extensão da mesa À frente deste plenário Por favor, recebam Cláudio Antônio Romão, representando o grupo Sob Medida. Obrigada. Convidamos agora o Sr. Vinícius Ladeia, Vini do Cavaco. Aplausos Convidamos também o Sr. Matheus Cripa e todo o grupo Alvorada. Por favor, recebam o senhor Vitor Ribeiro de Menezes Lima, Vitinho do Cavaco. Aplausos Recebam também o senhor Sandro Luiz Bueno Teixeira e todo o grupo Duas Gerações. Aplausos Recebam agora Eduardo Aparecido Avelino, do Docavaco. Recebam também Luiz Cláudio Malaquias. Finalmente, recebam o senhor Antônio Carlos Montoni. Convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Com a palavra, o vereador Vinícius Gratti para declarar aberta esta reunião solene Boa noite a todos Muito obrigado pela boa noite Boa noite, bem animado Eu quero, antes de declarar aberta a sessão formalmente, cumprimentar a todos os presentes, a todos aqui da mesa, e fazer uma menção especial ao vereador Rossini, que é o autor do diploma Noel Rosa. E gostaria, na qualidade de vice-presidente desta Casa, representando aqui o presidente da Casa, que é o vereador Marcos Bernardelli, eu gostaria de pedir, assim que eu declarar aberta formalmente a sessão, pedir para que ele presidir-se aqui os trabalhos da noite de hoje. Então, declaro aberta a presente reunião solene da Câmara Municipal de Campinas, com entrega de diploma Noel Rosa a diversas personalidades. Quero cumprimentar também o vereador Gustavo Peta, que compõe a mesa dos trabalhos, juntamente com o nosso amigo Guaroto. Então, muito obrigado e que todos tenham um bom evento. Convidamos os presentes para a execução do Hino Nacional Brasileiro, letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva, e do Hino da Cidade de Campinas, letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes. Música Ouvindo e brilhando as margens plácidas de um novo herói curado e retomante. E o som da liberdade em raios fugidos brilhou o céu da pátria nesse instante. Seu penhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte. Em teu seio, no campo, a liberdade Desafio o nosso peito, a própria morte Pátria amada, amada, salve, salve Brasil, sonho intenso, raio, rio De amor e de esperança a terra desce Sim, teu famoso céu, tesouro e linda A imagem do Cruzeiro resplandece Gigante pela própria natureza Espera as fontes em pavimento no sul Que o teu futuro espelhe essa grandeza Terra adorada Entre outras mil És tu, Brasil, pátria amada Os filhos deste sol És tu, Brasil, gentil Pátria amada, Brasil Música Invitado eternamente, imenso e esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo. Fulguroso Brasil, florando América, iluminado ao sol do novo mundo. Do que a terra, mais que a rinda, Deus e sonhos, rios e campos, tem mais flores, nossos bosques. Vem mais vinda, nossa vida no teu seio mais santo Ó pátria, vale o teu ladrão, salve, salve Cansinho de amor eterno seja o símbolo O lábaro que os tentas espelhado Que te aumente em ouro desta flâmula Paz, dor, glória, não passado As séries da justiça clavam forte Terás um filho e eu não fojo a luta Nem teme quem te adora a própria morte Terra adorada, entre outras milas Do Brasil, pátria amada Dos filhos deste solo esmago Gente, pátria amada, Brasil A CIDADE NO BRASIL A CIDADE NO BRASIL A CIDADE NO BRASIL Música O que é isso? Amém. Convidamos todos a tomarem assento Relacionamos as seguintes presenças de representantes e autoridades Que se apresentaram a este cerimonial Senhor José de Oliveira, diretor fundador da Citibanda. Roberto Cardinale, diretor do bloco Nem Sangue Nem Areia. Fernando Mendonça de Barros, procurador municipal aposentado. E todos os integrantes da União da Vila Rio Branco de Jundiaí. Enviaram suas justificativas de ausência com cumprimentos aos agraciados dessa noite o deputado federal Roberto Alves, Gisela Rodrigues Magalhães de Araújo e Moraes, desembargadora-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e o procurador-chefe da PRT da 15ª Região, doutor Dimas Moreira da Silva. Gostaríamos de convidar agora à tribuna o vereador Gustavo Peta para suas homenagens. Bom, gente, boa noite. Boa noite a todos. Boa noite, vereador Luiz Carlos Rossini, que agora preside a sessão. Quero fazer uma saudação especial ao vereador Rossini, que, como já foi dito aqui pelo vereador Vinícius Gratti, foi o autor não só de algumas propostas de homenageados dessa noite, mas da própria homenagem em si, que leva o nome do nosso grande sambista Noel Rosa e que tem como objetivo homenagear artistas, produtores, pessoas que conduzem e que valorizam o samba e a cultura popular na nossa cidade. Quero cumprimentar o vereador Vinícius Gratti, vice-presidente dessa casa, o Haroldo, que está aqui, que também é um grande apoiador e articulador dessa iniciativa. E serão breves as palavras. Quero cumprimentar todos os homenageados, em nome do Grupo Alvorada, que foi quem eu tive a honra de apresentar aqui, ter visto a casa toda aprovada de modo unânime, essa homenagem que nós faremos hoje, mas cumprimentar todos os homenageados que, com certeza, merecem essa noite especial que nós estamos vivendo hoje. Serão breves as palavras. Eu sempre, a gente sabe o quanto o samba é fruto de talvez uma das maiores riquezas que nós temos do nosso povo, o povo brasileiro, que é a sua diversidade. O samba é resultado disso. Essa diversidade, na minha opinião, sempre tem que ser exaltada, valorizada. É isso que faz com que o povo brasileiro tenha, inclusive, algumas singularidades, e que faz da gente um povo tão trabalhador e tão criativo, e tantas outras qualidades que nós temos enquanto povo. E o samba é uma manifestação tipicamente brasileira, que tem influências de outras partes do mundo, mas que foi construída por nós, povo brasileiro. E essa valorização da diversidade do povo brasileiro Sempre sofreu dificuldades O samba sempre foi um instrumento de resistência Muitas vezes foi perseguido Foi colocado na clandestinidade Teve muita dificuldade de se impor Enquanto uma manifestação cultural legítima E nos tempos atuais Nós estamos vivendo também algumas dificuldades Eu digo isso porque Eu não poderia deixar de dizer Que nessa última semana nós tivemos a tristeza de ver o atual presidente da Fundação Palmares, que é uma fundação criada para valorizar a cultura negra, para valorizar a resistência e tudo que o povo negro contribuiu na construção do nosso país, ver o presidente da Fundação Palmares dizer que um dos grandes ícones do samba brasileiro, nosso querido Martinho da Vila, seria um vagabundo e deveria voltar ao Congo. o seu país de origem, da sua família, etc. Então, é esse tipo de manifestação que nós ouvimos hoje das principais autoridades públicas da nossa República. E nós não podemos ouvir isso e aceitar isso. E eu quero encerrar a minha fala falando como o Martinho da Vila respondeu isso. Ele respondeu citando Noel Rosa e dizendo Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do céu, que palpite infeliz. Então, citando o Nel Rosa, ele respondeu da maneira mais altiva, mais elegante, uma deselegância, um desrespeito contra esse, que é um dos grandes símbolos do samba brasileiro, tem uma inteligência ímpar, é um homem culto que precisa ser valorizado pela cultura brasileira. E quero, então, encerrar falando um pouco aqui da justificativa de quem eu fiz a homenagem, propus a homenagem, que é o Grupo Alvorada. O Grupo Alvorada é um conjunto que faz parte da nova geração de sambistas da cidade de Campinas. O grupo convida o público a passear pela linha do tempo, reunindo canções de compositores consagrados, contemporâneos, e as canções autorais de seus integrantes. Relembrar e dar continuidade ao nosso samba é um ensinamento que os antigos deixam aos mais novos. E é assim que há mais de um século o samba existe e pulsa na veia do nosso povo. A instrumentação composta por cavaquinho, violão, surdo, tantã, pandeiro e repique de mão traz a sonoridade percussiva da batucada das rodas de samba, do cacique de Ramos. Compositores mais antigos como Candeia, Dona Ivonilária, Luís Machado, Serena, Almirgui Neto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Serginho Meriti e os da nova geração como Binho Sá, Luciano Bom Cabelo, o João Martins, são sempre contemplados nas rodas de samba do grupo. O Grupo Alvorada vem se apresentando em eventos e casas de samba da cidade de Campinas e região, como a Estação Cultura, pela Prefeitura Municipal de Campinas, Feira Afromix, o Festival do Instituto de Artes da Unicamp, Sesc Campinas, Vila Marieta, Teatro Bar. Há dois anos, realiza sua roda de samba mensal no Barbieri Futebol e Bar, e, nesse período, passaram por lá figuras como Luciano Boncabelo, Renato Milagres, João Martins, PH Mocidade, Toinho Melodia, Nhanhan da Mangueira, Teca Sula, Lula Matos e Luizinho de São Paulo. Por toda a contribuição cultural na cidade de Campinas, contou com o apoio de todos os vereadores nessa casa e recebeu, de forma merecida, e hoje será entregue o diploma Noel Rosa. Parabéns, Grupo Alvorada, a todos os homenageados. Muito obrigado. Convidamos agora o vereador Vinícius Gratti para as suas homenagens. Boa noite a todos e a todas. Mais uma vez, quero cumprimentar a cada um e a cada uma de vocês. Quero cumprimentar aqui o vereador Luiz Carlos Rossini, que preside agora essa sessão. e, mais uma vez, cumprimentá-lo, homenageá-lo pela iniciativa, pela bela iniciativa de ser autor do projeto da honraria Diploma Noel Rosa. Uma iniciativa louvável que hoje nos traz aqui nesta noite. Parabéns e obrigado. Também cumprimentar o vereador Gustavo Pett, que já usou aqui a tribuna, deu aqui a sua justificativa perante o seu homenageado, então também cumprimentar a vossa excelência. E também o sambista e baterista, o Haroldo Antônio, que está aqui representando a todos vocês na mesa dos trabalhos. Quero cumprimentar também os familiares, amigos dos homenageados, em nome do Antônio Carlos Montoni, qual eu sou autor da homenagem, Então, eu queria brevemente aqui fazer algumas menções em relação ao seu currículo. Homenageado Antônio Carlos Montoni, nascido em Campinas, em 1958, aliás, colega de turma de minha mãe, o Vitor Meirelles, querido escola Vitor Meirelles, lá do São Bernardo, aqui de nossa cidade de Campinas. E seu interesse pela música começou aos oito anos de idade, ganhando seu primeiro violão e tendo aulas nos porões do Colégio Orozimbo Maia. Tinha acesso a rádio, vitrola da avó, onde escutava Vicente Celestino, Carlos Galhardo e muitos outros cantores da época. Aos 13 anos, cursou violão clássico no Conservatório Carlos Gomes, onde estudou por três anos, passando posteriormente a se dedicar ao violão popular. Ingressou na noite de Campinas em 1980 Tocando violão na boate Tamba Tajá e Gota d'água Onde depois surgiu o bar Clube de Esquina no Taquarau Fez dupla com o violinista Serginho Carrara E juntos formaram um conjunto regional Que por muitos anos se apresentou em Jaguariúna No bar Barra Vento e na boate Ecos Junto com Serginho Carrara e Raul Batera formaram a banda Caderno 2, criada dentro do bar Ilustrada, numa referência aos dois cadernos de variedades dos jornais Folha de São Paulo e Estadão. Lá tocaram por vários anos e participaram de projetos culturais junto com Camilo Chagas. Tocou na banda do Asa Branca, Casa de Forró, como guitarrista, junto com o acordeonista Zé Paraíba. Posteriormente, montou a banda Bye Bye Brasil, com os músicos Rossi no baixo e Ninha na bateria e com essa formação tocou 11 anos no café de La Recoleta onde ficou até o seu encerramento participa da City Banda como cantor há 20 anos interpretando as Marchinhas e Frevos quero também fazer aqui um cumprimento ao Zé de Oliveira e também ao Paulinho Lima que é o presidente, fundador também do City Banda e nos ajuda muito no gabinete, trabalhando lá como assessor. Agradecer aqui ao Paulinho Lima. E se alguém precisar de abadá depois, é só falar com ele, que ele falou que arruma com grande facilidade. Faz eventos para o Sesc Campinas e Piracicaba, voltando para o público da melhor idade, abrindo shows como o de Moacir Franco, Edith Veiga e Eduardo Araújo. Participou dos projetos Seresta na Praça e Matriz do Samba, em 2006 e 2007, também em 2008 e 2009. Faz um resgate da MPB, em especial sambas antigos, marchas de carnaval. Possui composições próprias, mas o seu trabalho é reconhecido como intérprete. Na televisão, participou do programa Terra da Gente, da IPTV, também Mulher.com, do TV Século XXI, TV Unicamp, quadro Hora da Xepa, no SBT, e mais recentemente também apresentava o quadro Conversa Temperada no programa do Almir Reis, na Record Campinas. Seu repertório é calcado na MPB Calçado, na MPB tradicional, Chico, Caetano, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, etc Tem também um amplo repertório de sambas antigos Cartola, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, entre outros E atualmente se apresenta também em vários bares da cidade e da região Por isso eu quero agradecer você por estar aqui hoje Nos prestigiando com a sua presença Juntamente com os demais homenageados Muito obrigado e uma boa noite a todos Com a palavra, neste momento, o vereador Luiz Rossini para as suas homenagens. Boa noite. Primeiro eu quero agradecer a gentileza A generosidade do vereador Vinícius Gratti Como vice-presidente Pelo regimento da casa É ele que deveria presidir essa sessão Mas num gesto de amizade e generosidade Me permitiu que a partir desse momento Eu conduza os trabalhos Eternamente grato, Vinícius Quero também cumprimentar o vereador Gustavo Peta Sempre presente nessas atividades um grande entusiasta, apoiador da cultura na nossa cidade. E, obviamente, não poderia faltar esse evento que valoriza uma das modalidades de cultura popular da nossa cidade, que é o samba. E um cumprimento também especial ao Aroldo, e eu já vou falar que ele é um dos responsáveis por estarmos aqui hoje. Sempre uma alegria, um prazer conviver e tê-lo aqui. Quero cumprimentar todos os sambistas homenageados, homenageados, amigos, familiares, amantes do samba que estão aqui presentes. E quero dar um abraço e um cumprimento pessoal ao Januário Montani, meu companheiro de CPFL, que veio de São Paulo aqui prestigiar o seu irmão, que é homenageado hoje. Rapidamente, é importante a gente contextualizar e justificar essa solenidade que a Câmara realiza. Aliás, a história, a tradição é construída por fatos, por acontecimentos que precisam ser lembrados para se tornar uma tradição. Essa ideia de prestar essa homenagem nasceu de uma conversa que eu tive com o Haroldo numa segunda da ressaca, quando eu conheci o Malaquias. Aliás, lá com o Malaquias, eu vi aquela festa, uma segunda-feira, eu falei, quem disse que segunda não é dia de samba? E, conversando com o Haroldo, ele falava com tanto entusiasmo, com tanta paixão dos sambistas, da velha guarda do samba de Campinas, e começou a desfilar ali na hora diversas personalidades que sustentam, que mantêm viva a tradição do samba em Campinas. E, quando ele falou aquilo, despertou em mim, falei, poxa, nós precisamos criar uma homenagem para essas pessoas que fazem história na cidade de Campinas, e muitas vezes anonimamente, e muitas vezes não tem oportunidade de serem reconhecidos. Aí surgiu a ideia de propor a criação desse diploma de mérito Noel Rosa para homenagear os sambistas. A Câmara de Campinas já tem diversas honrarias, diploma de mérito, mérito médico, mérito contábil, mérito empresarial, jornalístico, do esportista, e faltava um mérito para o sambista. E quando nós apresentamos a proposta e demos o nome Diploma Noel Rosa, pelo que significa Noel Rosa na história do samba, o que o Gustavo Peta fala aqui é que o Noel Rosa ajudou a popularizar, vencer a resistência, romper preconceitos que tinha o samba no passado, principalmente no Rio de Janeiro, ajudou a descer o samba dos morros para o asfalto, popularizar o samba na rádio. Então esse diploma significa o reconhecimento daqueles que hoje, através da sua atuação, seja profissional, seja por vocação, dedicação, ajudam a difundir e manter viva essa que é a verdadeira e legítima e genuína cultura popular do Brasil, que é o samba. E o diploma, no dia 2 de julho, perdão, 2 de julho é meu aniversário, 2 de dezembro, que foi o dia de ontem, é o dia municipal do samba, é o dia nacional do samba. E para comemorar essa data, então, a partir da criação do diploma Noel Rosa, anualmente a Câmara se reúne em sessão extraordinária, em sessão solene, para homenagear os sambistas. Foi uma forma que nós achamos que a Câmara encontra de reconhecer, valorizar, dar visibilidade para quem atua nesse segmento que é tão importante e que mexe com muita gente, que reúne famílias, amigos. Talvez, muitas vezes, as pessoas fiquem esperando, aguardando aquele fim de semana, aquela sexta-feira, para se reunir em uma roda de samba, poder se alegrar, se divertir, encontrar amigos. Isso é o samba. E é isso que a gente pretende fazer, manter essa tradição eternizada aqui. Alguns vereadores que apresentaram homenagem, como nós estamos fazendo nessa terça-feira, alguns não poderam estar presentes, então eu vou ler a justificativa do homenageado de uma forma bem resumida, são seis que eu vou falar, mas é importante a gente mostrar o quanto cada um produziu, o quanto cada um que está sendo homenageado, seja individualmente como sambista, compositor, ritmista, ou como um grupo de samba, que justificaram à Câmara conceder essa homenagem. Eu vou começar falando do Vitinho do Cavaco, que foi apresentado pelo vereador Jorge da Farmácia. Victor Risbeiro Menezes Lima, o Vitinho do Cavaco, nasceu em 25 de junho de 1982, em Dracena, criado na cidade de Flora Rica. Começou a dar os primeiros acordes com 10 anos de idade e tinha como referência seu tio. Apesar de ser do interior e a raiz musical ser o sertanejo, encontrou a sua verdadeira vocação no samba, ouvindo músicas de João Nogueira, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Benito de Paula, Bete Carvalho, entre outros. Ainda no interior de São Paulo, começou a fazer parte de grupos de samba, tocando sucessos da época de 80 e 90, e aos 19 anos mudou por Osasco, onde aprofundou ainda mais na linha de samba raiz. No final de 2008, mudou-se para Campinas, onde fez parte de um grupo chamado Samba da Família. Em seguida, entrou no grupo Filosofia do Samba, nome dado por ele, já que gostava de trazer a raiz para as rodas de samba. Depois, Vitinho encontrou um grupo que lhe deu visibilidade, o Atitude do Samba, que lhe proporcionou tocar em vários lugares de Campinas e da região. Com essa banda, teve a oportunidade de conhecer vários artistas, como Sombrinha, Chapinha da Vela, Monarco, Almir Guineto, entre outros. Fez parte também do projeto Segunda da Ressaca, onde teve o prazer de tocar com Serjão, Rinaldo, Niva, Joãozinho, Carnavalesco e Mário Sérgio. Tocou com amigos em vários lugares, como na Casa Rio, Casa São Jorge, Tonico Boteco, Bar do Jair, Boteco do André e Casarão do Samba. Em algumas viagens a São Paulo, conheceu o Grupo Quinteto em Branco e Preto, no qual teve a oportunidade de tocar com eles no Samba da Vela, junto com o falecido Paquera, com Chapinha e muitos outros artistas. No Rio de Janeiro, conheceu os compositores Zeca Timba, André da Marta, Marcelinho Moreira e cantou com o grupo Arruda. Hoje tem um grupo chamado Samba de Terreiro, no qual defende a bandeira e o movimento do samba. Também está se preparando para gravar o primeiro CD. Essas foram as razões que fizeram que a Câmara concedesse a você, Vitinho do Cavaco, o diploma Noel Rosa. Pode aplaudir o Vitinho do Cavaco, ele merece. Está aqui, Vitinho. Eu só vou falar da família Cavaco. Agora vem o Vini do Cavaco. Nascido em 25 de setembro de 1979, em Carapicuíba, Vinícius Ladeia, o Vini do Cavaco é filho de Alcenir Ladeia e Luzia Rodrigues Ladeia. É casado e residente em Campinas desde os 10 anos de idade. Sua vida artística se iniciou muito cedo, logo que se mudou para Campinas, começando em um grupo de bairro chamado Gente Nova e passando por vários grupos da região. Fez parte do grupo Coisas da Raça, banda muito respeitada na época, até gravar o seu primeiro CD, intitulado Retrato do Brasil, com músicas de autoria própria, com o grupo Exótico. Após o término do grupo Exótico, fez parte do grupo A Mais, no qual participou de seu primeiro filme, produzido pela produtora Trapinhas, junto com Dedé Santana e Beto Carreiro, no filme chamado Um Vampiro Trapalhão, fez uma cena em um dos temas da película. Também com o mesmo grupo, ganhou um festival conceituado em São Paulo, na Casa Terra Brasil, gravando uma faixa musical no CD Bambas do Terra Brasil. Também fez parte de uma das melhores escolas de samba de Campinas, a Rosa de Prata, onde foi compositor, intérprete por vários anos. Como instrumentista, tocou e acompanhou vários artistas da região, sambistas e grupos renomados, como Partido Alto, Clave de Ases, Arlindo Cruz, Almirzinho, Simoninha, Léo Maia, Douglas Sampa, Royce do Cavarco, Jovelina Pérola Negra, Monarco, Nelson Sargento, entre outros. Hoje faz parceria com o sambista André Oliveira, tocando em diversos bares e clubes da região. Essas razões levaram a Câmara a entregar a Vini do Cavaco o diploma Noel Rosa. Um aplauso aqui para o Vini do Cavaco. O grupo Sob Medida entrou no mercado musical nos anos 90, mais precisamente, em 1992, deixe-me só fazer uma menção, o Vini do Cavaco, o autor da propositura, foi o vereador Sidão Santos, que se dimensionava. Agora, sob propositura do vereador Ailton, da farmácia, o grupo sob medida. Então, entrou no mercado musical nos anos 90, mais precisamente, em 1992, Tendo como referência artistas como Alcione, Bete Carvalho, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Leci Brandão, Martinho da Vila E outros no meio do samba e do pagode Na sua trajetória fonográfica, o grupo sob medida gravou seu primeiro CD intitulado Brindar e Festejar No final de 1993, dirigido pelo músico, intérprete e arranjador Mauro Diniz Com esse trabalho, o grupo se tornou o mais conhecido em Campinas e região e também na Grande São Paulo. Já em 1998, o Grupo Sob Medida lançou seu segundo CD intitulado Mais Que Querer, levando a banda a se apresentar ao lado de grandes artistas de renome nacional, como Fundo de Quintal, Catinguelê, Arte Popular, Raça Negra, Exalta Samba, entre outros. O Grupo Sob Medida vem trabalhando na produção do seu terceiro CD, que em breve estará disponível no mercado para todos aqueles que apreciam um bom samba. Hoje, atualmente, o grupo Sob Medida é formado por Reginaldo no cavaquinho, Marcinho no repique de mão e Cláudio no reco-reco. Também conta com apoio de músicos contratados para garantir a qualidade da apresentação e um bom espetáculo ao público que aprecia esse gênero musical. Então, Grupo Sob Medida, receba hoje o diploma Noel Rosa com merecimento. Aplausos ao Grupo Sob Medida. É isso aí, com torcida, vibrando. De autoria do vereador Jota Silva, nós homenageamos também o Grupo Duas Gerações. É uma história fantástica Formado em 2014 O grupo Duas Gerações É hoje um dos principais grupos de samba e pagode de Campinas e região Conhecidos pela alegria e reverência A roda de samba do grupo vem a cada dia conquistando mais os fãs desse gênero musical Seu nome foi criado devido a mescla de gerações dos seus integrantes Onde um pai e seus amigos de música se uniram aos seus dois filhos para formar um único grupo. Os integrantes, precursores da primeira geração, são compostos pelo pai, Sandro, presidente, que faz voz e reco-reco, e pelos amigos Júnior, voz e banjo, e Marquinho, na bateria, que sempre tocavam junto em alguns grupos de Campinas desde a década de 90. Já a segunda geração é representada pelos filhos Gui, que faz voz de Bandeiro, e Sandrinho, voz de Rebolo, na qual faz dessa mistura uma química muito boa, com um repertório musical bem amplo, agradando ao público de todas as idades. Hoje também fazem parte do grupo grandes músicos de Campinas, tal como Rogério Dias, faz voz e cavaco, Henrique, Minduca, percussão, Jorge percussão no surdo e Diego Crispim no violão, além do produtor geral, Neto Gordinho, formando assim o atual Grupo Duas Gerações, e que viva para todas as gerações, parabéns Grupo Duas Gerações pelo diploma Noel Rosa que vocês vão receber hoje. Pode aplaudir também, merecido. Da família Cavaco, agora o Dudu Cavaco. Aqui nós temos vários vereadores da família Farmácia. Ailton da Farmácia, Jorge da Farmácia, Cláudio da Farmácia, Rodrigo da Farmácia e no samba tem hoje Dudu Cavaco. Desculpa pela brincadeira, descontraí. Eduardo Aparecido Avelino, filho de Efigênio Avelino e Maria Isolina Matias Avelino, nasceu no dia 29 de maio de 1978 em Campinas. É casado com Priscila Roberta Rosa Avelino e pai de Arthur Avelino, Maria Eduarda Avelino e Laura Avelino. Seu envolvimento com samba começou aos três anos de idade, nos carnavais da Escola de Samba Estrela d'Alva, até a sua adolescência. A partir daí, seu irmão Edivaldo Avelino, vado, foi aprender a tocar cavaquinho com o saudoso seu nenê do cavaco. E ele ia junto nas aulas por curiosidade. Aí mutaram um grupo só com familiares que se chamava Toque de Família, no qual tocava repique de mão. Nesse tempo, seu irmão fazia as aulas e Du esperava ele trabalhar para pegar o cavaquinho escondido. Como tinha um ouvido bem apurado, começou a tocar nas rodas de samba da Vila Costa Silva, onde nasceu e cresceu. A partir dos 14 anos, começou a tocar na noite com o seu miro. Depois foi tocar com mistura de raça. Em seguida, montou um grupo chamado Matriz. Depois começou a fazer aberturas para grandes artistas, como o saudoso Beto Carioca, que o levou para o grupo Aparro, que lhe proporcionou tocar junto com grandes nomes do samba. Ele teve uma fase onde fazia trabalhos freelance, tocando banjo com muitos grupos. A partir daí, começou a tocar com o grupo Finos do Pagode. Depois de tocar com o Serjão no Balanço em Indaiatuba Em seguida começou a fazer um som com amigos em Barão Geraldo Todo último domingo do mês Onde resolveram montar o Mesa de Bar Banda que está há 16 anos fazendo samba com muito amor Nesses 27 anos dedicado ao samba Teve o prazer de gravar Cavaco e Banjo em alguns CDs Um deles foi a comemoração de 20 anos do grupo Partido Alto Ao longo de sua carreira, tocou em várias casas de samba, como Cangaceiro, Sambalá, Uisqueria, Contramão, Alisbir, Camarote, Origem, Setim e muitas outras. Também teve o prazer de acompanhar vários artistas, como Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guinetto, Monarco, Mauro Diniz, Reinaldo, Dudu Nobre, Almirzinho, Xande de Pilares, Netinho de Paula, Leandro Learte, Marquinho Sensação, Neguinho da Beija-Flor e outros tantos. Essas foram as razões que levaram a Câmara também a aprovar o diploma de mérito Noel Rosa, de samba, ao Dudo Cavaco. Parabéns, Dudo. Merecido. O Dudo Cavaco foi de minha proposição. Eu fui o autor da homenagem, assim como fui o autor dessa homenagem agora ao meu amigo Malaquias. Nascido em 21 de outubro de 1963, no bairro São Bernardo, Luiz Cláudio Malaquias é filho de Ari Malaquias e Otília de Sousa Malaquias. O homenageado iniciou-se no mundo do samba, administrando o grupo da Serrinha, em 1995. Em 1997, começou a fazer eventos beneficentes com vários grupos de Campinas e do interior de São Paulo. Em 1999, começou no Centro Cultural Evolução da Rua José Paulino a segunda da ressaca, onde ficou por cinco anos em duas fases, com um público de cerca de 800 pessoas por evento. Em 2001, esteve por um ano e oito meses na Zeus, antiga Fly Disco Clube, onde participava mais de mil pessoas também por evento. Em 2011, esteve com a segunda de ressaca no casarão do samba, onde ficou até 2017, com uma média de público de 800 pessoas toda segunda-feira. Em 2010, visando difundir, divulgar o samba, criou uma página no YouTube, na página do YouTube, o Papo de Samba, na qual realizou várias coberturas de eventos na cidade, em outros estados, com entrevistas e transmissão ao vivo de eventos de samba que atingiram cerca de 160 países que visitaram a página desde a sua criação nas redes sociais. Malaquias continua ativo, ajudando a divulgar e manter viva a tradição do samba na nossa cidade, no nosso estado e no nosso país. Por essa razão, Malaquias, também é uma alegria e um honra entregar para você hoje o diploma Noel Rosa. Eu fiz um... Pode aplaudir o Malaquias. Eu fiz um breve resumo, apenas para dizer que vocês, a partir de hoje, todos vocês, ao receber o diploma Noel Rosa, passam a constar da história de Campinas, nos anais da Câmara de Campinas, com aqueles que têm mantido a tradição do samba na nossa cidade. Parabéns a todos. Deus abençoe. Neste momento, faremos a entrega das honrarias aos nossos homenageados desta noite. Pedimos aos membros da mesa que dirijam-se à frente do plenário para a entrega das honrarias. Os agraciados recebem o diploma Noel Rosa por suas contribuições à valorização do samba no município de Campinas. Recebe inicialmente por autoria do vereador Ailton da Farmácia o grupo Sob Medida. Obrigado. Recebe agora, por autoria do vereador Sidão Santos, Vinícius Ladeia, o Vini do Cavaco. Obrigada. Convidamos para receber, por honraria de autoria do vereador Gustavo Peta, o Grupo Alvorada. Por autoria do vereador Jorge da Farmácia, recebe agora Vitor Ribeiro de Menezes Lima, o Vitinho do Cavaco. Por autoria do vereador Jota Silva, recebe agora o grupo Duas Gerações. Obrigado. Por autoria do vereador Luiz Rossini, recebe agora Eduardo Aparecido Avelino, o Dudu Cavaco. Também por autoria do vereador Luiz Rocine, recebe agora Luiz Cláudio Malaquias. Obrigado. Finalmente, por autoria do vereador Vinícius Gratti, recebe Antônio Carlos Montoni. Convidamos os componentes da mesa a retornarem aos seus lugares. Realizadas as entregas, gostaríamos de convidar os nossos homenageados para seus discursos de agradecimento. Por favor, recebam o senhor Cláudio Antônio, representando o grupo Sob Medida. Boa noite a todos. vereadores da Câmara Municipal de Campinas, amigos, familiares e demais presentes. É com muita alegria que estamos aqui recebendo o diploma Noel Rosa, que muito significa para nós, músicos e artistas da cidade de Campinas. Ao longo de mais de 20 anos de música, tivemos o apoio do senhor Camilo Chagas, que não está mais entre nós, mas deu a oportunidade de participar de uma coletânea promovida pelo Bar Ilustrada, no bairro do Cambuí. Em seguida, o senhor José Vital, produtor, que nos deu a oportunidade de gravar um disco solo. Com isso, passamos a apresentar com mais frequência nas casas noturnas de Campinas e região, bem como na Grande São Paulo. Agradecemos também a todos os músicos que passaram e continuam passando pelo Sob Medida Deixando a sua contribuição para o sucesso do nosso trabalho É importante ressaltar que a formação do grupo Sob Medida Além de unir pessoas através da música Se tornou também uma grande família Repleta de novos frutos Família essa que vive momentos de muita alegria e também de profunda tristeza, como foi a perda de nosso amigo e primo Jaércio, hoje representado pelos seus filhos, Jean e José Alberto. Embora a saudade esteja sempre presente, a vida segue em frente. E nesse momento especial, esperamos deixar registrado para nossos pais, nossas mães, nossas esposas, nossos filhos, o resultado de um trabalho executado com muito carinho, dedicação, esperança e fé. Como sempre, encerramos as nossas atividades Dizendo a frase Fiquem com Deus E um abraço do Sob Medida Obrigada. Convidamos agora o senhor Vinícius Ladeia para as suas considerações. Obrigado a todos, obrigado aos vereadores, obrigado a Aroudo. Só tenho a agradecer mesmo Todos que me acompanham Começando pela minha família, meus pais Minha mãe, principalmente, que não é fácil, né, gente? Quando a gente começa a tocar um cavaquinho ali Imagina o som que sai aquilo ali até a gente aprender Então, os pais, nossa, aguentam demais, né? Agradecer minha esposa, Fabiana que está sempre acompanhando, costumo dizer que é uma guerreira, porque muitos não sabem, mas a gente sai às vezes seis horas da manhã de casa, chega no outro dia às quatro da manhã e a esposa está ali, firme com a gente, sorrindo e aguentando a barra nossa. E agradecer a todo mundo, só gratidão mesmo a todos que me acompanham desde esses quase 30 anos de samba, por todos os grupos que passei, acompanhando, acho que não tem um grupo de Campinas que eu ainda não tenha tocado só isso gente não tem muito o que falar não que a gente vai acabar se enrolando aqui que isso aqui não é coisa nossa o negócio nosso é ali fazer o samba deixar a peteca cair não mas é isso é agradecer mesmo de coração obrigado Arudo, obrigado ao vereador Rocine por ter nos indicado ao Cidão e é muita gratidão mesmo, fico muito lisonjeado pela homenagem. Obrigado, gente. Convidamos agora o senhor Matheus para representar o Grupo Alvorada e fazer as suas considerações. Boa noite a todos Boa noite vereadores Queria um agradecimento aqui especial Gustavo Peta, muito obrigado pelas palavras Bom, primeiramente Peço licença Para todos aqueles que estiveram aqui Antes de nós Que se hoje o samba Está aqui onde a gente está É pela batalha de quem veio antes Sob medida está aí, gravou em 93 Acho que o mais velho do nosso grupo não tinha nascido ainda Então eu falo aqui em nome de todos os integrantes do Alvorada Francisco Cardoso, Vitor Prudêncio, Gabriel Simões, Renan Ferreira Que não pôde estar aqui com a gente hoje Que pela idade que o samba tem, o Alvorada é um grupo em gestação ainda E por sermos assim novos, a gente só tem a agradecer Agradecer ao samba e a todos que são parte dessa história Nossos mestres e mestras, nossos compositores e compositoras Os militantes diários na resistência dessa filosofia de vida que é o samba Para entender o país que a gente vive, com todas as suas contradições A gente tem que viver o samba Para a gente se encontrar e se reconhecer enquanto nação formada não só por pessoas brancas, mas pretos e índios, a gente precisa viver o samba. Por isso, eu gostaria de agradecer especialmente os grupos e sambistas da cidade de Campinas, que estão nessa luta desde que a gente nem tinha nascido para a gente poder estar aqui hoje. Rosas de Prata na Vila Bela, Estrela Dalva, o Grupo da Serrinha do São Bernardo, o Sr. Nelsinho Fidelis, o Pagode da Votiana, lá na Vila Teixeira, onde a gente se conheceu e onde se formou o Grupo Alvorada. E todos que estão na batalha com a gente, Jefferson Prudêncio, Zé Neto, Niva do Partido Alto, Samba do Presidente, Encontro de Batuqueiros, Samba de Cosme, todo mundo que carrega a bandeira do samba do interior do estado de São Paulo. Eu peço que a gente sempre esteja unido, enquanto defensores da bandeira do samba, uma das expressões mais originais dessa terra aqui. Muito obrigado. Convidamos agora o Sr. Vitor Ribeiro de Menezes Lima, o Vitinho do Cavaco, para seus agradecimentos. Boa noite a todos. Gostaria de agradecer a Haroldo, aos vereadores, pela oportunidade. Agradecer meu pai, meu filho, meus amigos, CCP e minha mulher Agradecer a todos que sempre lutam pelo samba Que não é apenas um movimento, não é apenas uma roda de samba A gente luta ali para levar essa raiz Agradecer ao meu tio, Mirandinha, sambista da Paraíba que eu me inspirei muito, aos meus amigos. E eu acho que é isso aí, a gente fala mais ali do que aqui. Ali a gente mostra mais o que a gente sabe do que aqui. Agradecer a todos os sambistas que estão sendo homenageados e que já foram homenageados, que são amigos de batalha. Só a gente sabe o que a gente enfrenta por aí. Parabéns para vocês, parabéns para o samba. Muito obrigado. Até mais. Convidamos agora para fazer uso da palavra o senhor Sandro Luiz, representando o grupo Duas Gerações. Boa noite a todos. Eu sou o Sandro, presidente do Grupo Duas Gerações. O Grupo Duas Gerações é um grupo formado por família, minha família, e amigos. O mais interessante é que meus filhos são jovens e eles acabaram aderindo a um ritmo que eu sempre gostei, meus amigos sempre gostaram, que é o samba. Então, eu quero agradecer aos vereadores, Luiz Rocine, Carodo, por essa honra de nos homenagearmos, e isso só nos fortalece, nos dá incentivos para continuarmos fazendo esse ritmo maravilhoso, e que nós amamos, que é o samba. Boa noite a todos. Obrigado. Convidamos agora para seus agradecimentos o senhor Eduardo Aparecido Avelino, o Dudu Cavaco. Gostaria de agradecer aos vereadores, Haroldo, Rocinho, obrigado, que esse prêmio significa que esses anos todos se dedicando ao samba não foram em vão. É uma dedicação que a gente tem. Como o Vinícius falou, a gente deixa a família em casa de manhã, volta à noite. Aí seu filho fala, pô, pai, vai tocar de novo. Mas é gratificante saber que tudo isso valeu a pena. então gostaria de agradecer aos amigos homenageados também a um grande amigo que se foi, Beto Carioca que me ajudou muito que eu não posso deixar de lembrar ao seu nenê do Cavaco que foi um dali que a gente começou na Vila Costa e Silva e é isso aí, muito obrigado Convidamos agora o senhor Luiz Cláudio Malaquias. Obrigado. Legal, é isso aí. Muito obrigado, a gente fica muito feliz. Esse projeto de lei, a gente sabe que a segunda da ressaca tem uma participação, onde o Rocine conheceu o Aruto, nós conversamos bastante, e é bonito ver isso, é bonito ver que uma história, uma boa conversa, se resume num resultado de comum acordo para toda a comunidade. É como letra de música Muitas músicas que nós cantamos Que vocês cantam E às vezes nem sempre se mostra quem é o autor E isso é legal O importante é ser cantado O importante é ser passado essa mensagem E essa maravilha que o Rossini Que o Haroldo colocou em prática Isso é bonito demais Campinas precisava disso E a Segunda da Ressaca veio fazendo isso com o Papo de Samba. Nós já fizemos lá o troféu Nelson Fidelis, já entregamos para o Iusei, para a Niva, para vários compositores, vários cantores da cidade, e também produtores. E a Segunda da Ressaca veio exatamente... Eu não tenho a história de vocês para falar, eu nunca toquei com Zeca, nem com Arlindo, nem com grandes músicos, mas cada um daqui passou pela Segunda da Ressaca. Segunda da Ressaca sempre valorizou o samba de Campenas, os músicos de Campenas. Ela se tornou famosa, se tornou grande. Colocar 1.100 pessoas numa segunda-feira dentro de uma casa não é fácil. E isso não precisou trazer ninguém de fora. Foram vocês. Cada um de vocês aqui. Cada um de vocês são merecedores desse prêmio. Como muitos outros. Eu acredito que poucos aqui não tocou na Segunda da Ressaca. Se não tocou, pelo menos foi lá para a segunda-feira. Maioria de vocês, eu também já entrevistei eventos que eu já fui para fazer vídeos, para colocar como Papo de Samba. Papo de Samba veio para dar visibilidade para o samba de Campinas. Essa é a ideia do Papo de Samba. Segunda da Ressaca veio para dar visibilidade para Campinas. Campinas tem um grande potencial. Nós que precisamos discutir, precisamos aprender a isso. Temos grandes valores, temos grandes compositores, grandes músicos. Não deixamos em desejar a ninguém, nem a São Paulo, com todo o respeito a São Paulo, com todo o respeito a Rio de Janeiro e outros estados que eu já fui e já entrevistei e participei de vários eventos. Campinas tem uma capacidade cultural muito grande, muito grande. O que nós precisamos dessa iniciativa, Alcine, mais uma vez, parabéns a você, É disso, é valorizar O que o poder público precisa O que a cultura precisa É valorizar esses meninos Nós sabemos cantar, nós sabemos tocar Nós sabemos fazer samba E samba, como alguns já citaram aqui Samba é resistência Ontem nós fizemos uma homenagem Em frente à prefeitura Anos atrás, no Cambuí Você fazia um samba, você tomava borrachada Não se podia Ontem nós fizemos um samba Em frente à prefeitura municipal de Campinas nos saberes e sabores. Homenageamos Marquinhos do Cláudio de Ases e também o nível do Partido Alto. Interessante deixar registrado para casa. A guarda municipal apareceu lá. Nos tratou muito bem, pediu para a gente respeitar o horário, que poderia passar uma meia hora, e foi embora. Isso é resistência, isso é respeito. Então, uma salva de palmas para você, Rocine, uma salva de palmas para vocês. Isso é segunda da ressaca, é papo de samba. Samba e resistência. Finalmente, convidamos o senhor Antônio Carlos Montoni. Ai, gente, está rindo, não é, Auro? Boa noite, gente, boa noite. A mesa, Peta, Rocine, Vinícius, obrigado por essa honraria. Eu quero dizer só algumas palavras, que muita gente já falou, mas eu, como nascido nessa cidade, sou da vila, que nem o Noel, mas só que sou da vila industrial, sou bucheiro, a gente era apelidado de bucheiro, porque o mercado, o açougue, eu tirava essa carne lá, nossa família foi bucheiro, meu avô era bucheiro, e foi lá que eu vi o Nem Sangue Nem Areia, eu e meu irmão pegávamos uma cadeira, levávamos nas salas de Oliveira, onde passavam os blocos, e a gente chegava, no começo do carnaval, colocava as cadeiras, Lá todas as famílias colocavam as cadeiras naquela rua, ninguém pegava, passava as quatro noites lá, e toda noite cada família tinha o seu lugar para ver o Nem Sangue Nem Areia passar e os outros blocos de carnaval passar. Depois foi para Carlos de Campos, e depois foi para o centro da cidade. E eu quero agradecer a Rosângela, minha primeira esposa, a meus filhos, a Eliette, minha atual esposa, ao Antônio, outro meu filho, e pedir desculpa para eles, Pelas noites Que eles estavam doentes E a gente tinha que sair para trabalhar Reveillon, que eu ia tocar Fazer festa na casa das outras pessoas E a gente deixava a nossa família Então, nós músicos A gente tem uma profissão maravilhosa Mas que dói muito Quando a gente sai de casa Quando falou aqui Pai, você vai trabalhar de novo? Nós vamos trabalhar de novo Porque a gente nasceu músico a gente tem alguma coisa que tem que mostrar para as pessoas, e o que a gente mostra é o samba, é a música popular brasileira. E é isso que a gente tem que fazer. Obrigado, um beijo para vocês. Finalizados os discursos de agradecimento, teremos, neste momento, as apresentações musicais dos grupos e músicos homenageados. Convidamos a mesa a se descompor para acompanhar as apresentações. Vamos lá. Agora vocês vão provar por que vocês estão aqui. Já voltamos, vamos lá. Obrigado. Obrigado. A gente vai embora, eu vou lá, eu vou lá, eu vou lá. Música Quem não gosta de samba e não dá valor Não sabe o que é o samba Quem não gosta de samba e não dá valor Quem não gosta de samba e não dá valor E sofre muito quando vê alguém sambar Faz força, se domina, finge não estar Tomadinha pelo samba, louca pra sambar Tomadinha pelo samba, louca pra sambar Tomadinha pelo samba, louca pra sambar A quem não gosta de samba e não dá valor Não sabe compreender O samba quente, harmonioso e buliçoso Mexe com a gente, dá vontade de viver A minoria diz que não gosta, mas gosta E sofre muito quando vê alguém sambar Faz força, se domina, finge não estar Tomadinha pelo samba, louca pra sambar Tomadinha pelo samba, louca pra sambar Tomadinha pelo samba, louca pra sambar E fazer uma do Noel também, pra ir embora, né? Lá, no morro de Mangueira Bem em frente à ribanceira Uma cruz a gente vê Quem vingou foi a Rosinha Que é cabrocha de alta linha E nos olhos tem seu não sei quem Mas numa linda madrugada Ao voltar da batucada Pra dois malandros olhou a sorrir Ela foi-se embora e os dois ficaram Dia depois se encontraram pra conversar e discutir Lá no morro uma lua somente havia Era a lua que tudo assistia Mas que quando acabava o samba se escondia Mas na segunda batucada Disputando a namorada Foram-se os dois improvisar E comem toda a façanha Sempre um perde e o outro ganha E um dos dois parou de versejar E perdendo a doce amada Foi fumar na encruzilhada Passando horas em meditação Quando o sol raiou Foi encontrado na ribanceira Estirado com um punhal no coração Lá no morro Uma luz Somente havia Era o sol Quando o samba acabou E de noite Não houve lua E ninguém sambou Lá no morro de Mangueira Obrigado, gente. Obrigado. E aí Grupo Duas Gerações na área Aonde o samba? Como o próprio nome diz Cantar duas gerações de samba aqui na igreja Quem cultiva a semente do amor Segue em frente e não se afavora Se na vida encontrar desabor Vai saber esperar a sua hora Quem cultiva a semente do amor Segue em frente e não se afavora Se na vida encontrar desabor Chane de pilares Às vezes a felicidade demora a chegar Aí é que a gente não pode deixar de sonhar Guerreiro não foge da luta e não pode correr Ninguém vai poder atrasar Quem nasceu pra vencer É dia de sol, mas o tempo pode fechar A chuva só vem quando tem que molhar Na vida é preciso aprender Se colhe o bem que plantar É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar Pega essa cabeça, mete o pé e vai na fé Manda essa tristeza embora Basta acreditar que um novo dia vai raiar Sua hora vai chegar Pega essa cabeça Manda essa tristeza embora Quem curtiu a semente do amor Segue em frente, não se apavora Se na vida encontrar desfavor Vai saber esperar a sua hora Quem curtiu a semente do amor Segue em frente, não se evacua Segue a frente, não traga o saco Vai saber enxergar a sua hora Às vezes a felicidade demora a chegar Aí é que a gente não pode deixar de sonhar Guerreiro não pode, a luta não pode correr jamais Ninguém vai poder atrasar Quem nasceu pra vencer É dia de sol, mas o tempo pode fechar A chuva só vem quando tem que molhar Na vida é preciso aprender Se colhe o bem que plantar É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar Pega essa cabeça, mete o pé e vai na fé Manda essa tristeza embora Manda essa tristeza embora Basta acreditar que um novo dia vai raiar Sua hora vai chegar Pega essa cabeça Pega essa cabeça, mete o pé e vai na pé Manda essa tristeza embora Manda essa tristeza embora Basta acreditar que um novo dia vai raiar Sua hora vai chegar Vamos lá, vamos de samba. Numa estrada Numa estrada dessa vida Eu te conheci, ó flor Minhas não desiludidas Mal sucedidas Por um falso amor Dei afeto Dei afeto e carinho Como retribuição Procuraste um novo ninho Em desalinho E do meu coração Meu peito agora é só Paixão Meu peito agora é só Paixão Tamanha, tamanha desilusão Me deixou flor Me enganei redondamente Pensando em te fazer o bem Eu me apaixonei, foi o quê? Foi meu mal Agora o menor de paixão me devora A alegria partiu, foi embora Eu não sei viver sem seu amor Sozinho, curto a minha dor E agora? Agora O menor de paixão me devora A alegria partiu, foi embora Eu não sei viver sem seu amor Sozinho, curto a minha dor Eu disse sozinho Sozinho, curto a minha dor Eu falei sozinho Sozinho, por tua minha dor Obrigado. Amém. Vou mostrar a raiz lá atrás. Quem sabe ajuda aí. Vamos embora, vai. Ninguém ouviu Um som só de dor No canto do Brasil Um lamento triste que sempre voou Desde que o índio guerreiro foi pro cativeiro E de lá cantou E reventou Um canto de revolta pelos ares No quilombo dos palmares Onde se refugiou Olha a luta dos incompetentes Pela queda das correntes Nada adiantou E de guerra em paz, de paz em guerra Quando o povo dessa terra Quando pode cantar, canta de tu Vamos embora! Bate na palma da mão aí, gente! Que boa noite, dia É isso, descedor Ah, mas que agonia O canto do trabalhador Esse canto que devia ser um canto de alegria Sou apenas como um solo sádico Vamos lá! Oh, oh, oh, oh, oh Esse é o nosso samba Pra quem não acredita No samba Na nova geração Galera que tá chegando agora Mais ou menos assim Quem foi que falou que eu não sou um moleque atrevido Ganhei minha fama de bamba no samba de roda Fico feliz em saber Do que fiz pela música faço favor Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou Quem foi que falou? Quem foi que falou que eu não sou um moleque atrevido? Ganhei minha fama de bamba no samba de roda Fico feliz em saber do que fiz pela música, faz favor Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou Também somos linha de frente de toda essa história E somos do tempo do samba sem grana e sem glória Não se discute talento, esse é meu argumento, me faça o favor Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou E a gente chegou muito bem, sem desmerecer a ninguém Enfrentando no peito um certo preconceito e muito destempo Hoje em dia é fácil dizer, essa música é nossa raiz Tá chovendo de gente que fala de samba, não sabe o que diz Por isso vê lá onde pisa, respeite a camisa que a gente suou Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou E quando chegar samba de terreiro, procure primeiro saber quem eu sou Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou Também somos linha de frente de toda essa história E somos do tempo do samba sem grana e sem glória Não se discute talento, esse é meu argumento, me faz favor Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou E a gente chegou muito bem, sem desmerecer a ninguém Enfrentando no peito um certo preconceito e muito destempo Hoje em dia tá fácil dizer, moleque Que essa música é nossa raiz Tá chovendo de gente Por isso, por isso Por isso, vê lá onde pisa Respeite a camisa que a gente suou Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou E quando chegar no terreiro Procure primeiro saber quem eu sou Respeite quem pôde chegar onde a gente chegou Por isso vê lá onde pisa Respeite a camisa que a gente Palmas na mão, todo mundo! Todo mundo, todo mundo! E quando chegar no terreiro Procure primeiro saber quem eu sou Respeite quem pode chegar onde a gente chegou Respeite, não! Respeite quem pode chegar onde a gente chegou Respeite quem pode chegar onde a gente chegou Viva o samba! Aqui é mais fácil Falar ali é difícil Aqui é desenrola A careca até brilhou ali Amém. Vamos lá, rapaziada Bora? Faz a sua então, fica à vontade Demorou Sabe nesse cavaque então, Rê? Vamos lá? Agora Já Pra ficar gostoso aí, gente Vamos bater na palma da mão todo mundo aí Aí tá certo, aí tá certo Salve o samba, salve esse povo Salve todos os nossos orixás Eu não sou daqui Eu não tenho amor Sou da Bahia Sou Salvador Eu não sou daqui Eu não tenho amor Sou da Bahia Sou Salvador O marinheiro, o marinheiro, o marinheiro só O marinheiro só, o marinheiro só O marinheiro, o marinheiro, o marinheiro só O marinheiro só, o marinheiro só O marinheiro só, o marinheiro só Oh, lá vem, lá vem, ele vem parceiro Todo de branco, seu parceiro Oh, lá vem o navio! E ele vem parceiro! Todo de branco! Um serbonezinho! Um marinheiro, um marinheiro! Entessinando a dança! Foi o tom do navio! Foi o balanço do manánh! Um marinheiro, um marinheiro! Entessinando a dança! Foi o tom do navio! Foi o balanço do manánh! Ou lá vem, lá vem Ele vem parceiro Todo de branco Seu bonezinho Ou lá vem, lá vem Ele vem parceiro Todo de branco Seu parceiro Obrigado, obrigado Obrigado. Que zumba, por aí vai Tá legal, eu aceito a comer Aí tá certo, meu compadre Mas não me altero o samba tanto assim Olha que a rapaziada está sentindo a falta De um cavalo, um paneiro, de um tamborim Mas tá legal, tá legal Eu não aceito a comer Mas não me atende o samba tanto assim Olha que a rapaziada está sentindo a falta De um cavaco, um pandeiro e um tamborim Sem preconceito e mania de passado Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar Faça como um velho marinheiro Que durante o neveiro Leva o barco devagar Mas vai Faça como o velho marinheiro Que durante o neveiro Leva o barco devagar Mas tá legal Tá legal Vamos enxergar, rapaziada Vamos bater na palma da mão Mas não até que o samba tanto assim Aí ficou gostoso Olha que a rapaziada está sentindo a volta E um cavaco e um bandeirão por mim Sem preconceito e mania de passado Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar Faça como um velho marinheiro Que durante o nevoeiro leva o barco devagar Faça como um velho marinheiro Que durante o nevoeiro Levo o barco devagar Lá, lá, lá, lá Lá, lá, lá, lá Lá, lá, lá, lá Lá, lá, lá, lá Lá, lá, lá, lá Lá, lá, lá, lá Isso é o samba, meu guberna Lá, lá, lá, lá Valeu, Sob Medida Tamo junto, moleque Obrigado, gente. Então tá. E sendo assim, né? Agora é a vez de submedida, vamos brincar um pouquinho. E hoje minha brincadeira vai ficar legal, porque nem sempre, é como o pessoal está falando, é uma questão de família. É muito difícil minha esposa e minha filha estarem nos lugares que eu vou tocar. É aquela coisa do tchau e oi, cheguei. E hoje elas estão aí. Então vamos mandar para elas. Bom prazer. De responsa. Fica legal, marca na palma da mão para a gente assim. Tchau, tchau, tchau. Aí está certo. Vamos, amor, vamos fugir, bora para a beira do mar. Vamos pra onde está fazendo mais calor E ninguém pode nos achar Bora viver, você e eu, agora eu e você Vamos pra onde pode achar que você é Inclusive nada Nada pode ser melhor do que a gente juntos Nós dois, mil ideias, mil histórias de amor E o assunto é Nós dois, dois amantes namorando na beira da praia Nada pode ser melhor pra gente se amar Pé na areia, a caipirinha, água de coco, a sementinha Pé na areia, água de coco, beira do mar Pé na areia, a caipirinha, água de coco, a sementinha Pena areia, água de coco, beira do mar Vamos amor, vamos fugir, bora pra dentro do mar Vamos pra onde está fazendo mais calor E ninguém pode nos achar Bora viver, você e eu, agora eu e você Vamos pra onde tudo pode acontecer Inclusive nada Nada pode ser melhor do que a gente junto Nós dois, nós dois, mil ideias, mil histórias de amor e o assunto é Nós dois, dois amantes namorando na beira da praia Nada pode ser melhor pra gente se amar Pela areia, a crepirinha, água de coco, a cervejinha Pela areia, água de coco, beira do mar Pena areia, a caipirinha, água de coco, a cervejinha Pena areia, água de coco, beira do mar Pena areia, a caipirinha, água de coco, a cervejinha Pena areia, beira do mar Marca na palma da mão Pena areia, a caipirinha, água de coco, a cervejinha Vem na areia, água de coco, beira do mar Vem, vem, vem, vem, vai Vem na areia, a cabirinha, água de coco E aí, Gui? Vem na areia, água de coco, beira do mar Vem na areia, água de coco, a cervejinha Vem na areia, beira do mar Valeu a participação Olha aí, o recado está dado O povo pode levantar e dançar, beleza? Fica à vontade Bom, nossa saideirinha Como sempre a gente gosta Vamos dar uma chineladinha um pouquinho, né? Marca na palma da mão Tchá, tchá, tchá, tchá, tchá Aí tá certo Meu samba tem muita ché Quer ver, vem de cedo até Escuta o som do cantar Tem samba até de manhã Pra curar o desamor A tristeza vai estar Você que nunca sambou Se liga, tem que sambar Meu samba é de arelê Quem samba não quer parar Na hora do vamos ver Meu samba é ruim de aturar, tenho o dom de resolver Deixa tudo no lugar, você que nunca sambou Se liga, vai ter que sambar Vem ver o meu povo cantar Vem ver o meu samba é assim Amor, você pode provar Mas deixe um pouquinho pra mim Vem ver o meu povo cantar Vem ver o meu samba, é assim Amor, cê pode provar Mas deixa um pouquinho pra mim Meu samba tem muita chefe É ver, vem de cedo, pé Escuta o som do cantar Tem samba até de manhã Pra curar o sabor A tristeza faz dar Você que nunca sambou Se liga, tem que sambar Meu samba é de arerê Tem samba, não quer parar Na hora do vamos ver Meu samba é ruim de aturar Tenho o dom de resolver Deixa tudo no lugar Você que nunca sambou Vai, vai, vai, vai Vem ver o meu povo cantar Vem ver o meu samba é assim Amor, você pode provar Mas deixe um pouquinho pra mim Vem ver o meu povo cantar Vem ver o meu samba, é assim Amor, cê pode provar Mas deixe um pouquinho pra mim Meu samba tem muita chance Quer dizer, vem dizer, não quer Escute o som do tambor Pra curar o desamor A tristeza vai estar Você que nunca assomou Se liga, tem que sambar Meu samba é diário Quem samba não quer parar Na hora do flambo ver Meu samba é ruim de aturar Tenho o dom de resolver Deixar tudo no lugar Você que nunca é samba Se liga, vai ter que sambar Vem ver o meu povo cantar Vem ver o meu samba é assim Amor, você pode provar Mas deixa um pouquinho pra mim Vem ver o meu povo cantar Vem ver o meu samba é assim Amor, você pode provar Mas deixa um pouquinho pra mim Mas deixa um pouquinho pra mim Mas deixa um pouquinho pra mim Mas deixa um pouquinho pra mim Mas deixa um pouquinho pra mim Vai! Vem sob medida Valeu! Obrigado, gente! Obrigado. Aí, boca. Para saber dessa cultura Necessita vivência Das agruras deste povo Vem-se nossa essência Quanto samba e que saudade Dos poetas e das rimas Fazer samba na verdade Nos exige disciplina Sou da noite, sou da rua Sou a voz da consciência E no lombo da cultura Eu carrego a procedência Pra não cair na malha fina Tem que ter disciplina Essa partida é uma ciência Tem que ter procedência As tantas loucuras e campelinas Tem que ter disciplina O direto da linha Desde Pixinga e o malandro que vinha Vinha com prudência Tem que ter procedência Com preceito é feito na surdina Tem que ter disciplina Velha guarda cantou com sabiência Tem que ter procedência E do velho falou que a vida ensina Tem que ter disciplina Cuidado, malandro, não sai avessando Não vai assinar sua sentença Tem que ter procedência Pra saber dessa cultura Necessita vivência Das agruras deste povo Vem ser nossa essência Tua construção vai ter saudade Dos poetas e das rimas Fazer samba na verdade Tudo exige disciplina Sou da noite, sou da rua Sou a voz, a consciência E no nome da cultura Eu carrego a procedência Pra não cair na malha fina Tem que ter disciplina Ver se a partida é uma ciência Tem que ter procedência A cantar João Nogueira e Jovelina Tem que ter disciplina Vou direto da linha, deixo o bichinho e o malandro que vinha Vinha com prudência Tem que ter procedência O preceito é feito na surdina Tem que ter disciplina Velha guarda cantou com sapiência Tem que ter procedência E do velho falou que a vida ensina Tem que ter disciplina Cuidado malandro, não sai avessando Não vai assinar sua sentença Tem que ter procedência Disciplina, samba de grupo alvorada Coisa linda, gente Muito obrigado, hein? Vamos nessa Nosso samba merece respeito Vamos embora Nosso samba é mais forte que existe Mas há quem insiste em dizer que acabou Diz também que é coisa do passado Artigo esgotado, coisa sem valor Há quem gosta, finge que não gosta Samba pelas costas Pra não dar o braço a torcer Há quem sente que o samba é quente Samba com a gente até o amanhecer Nosso samba é mais forte que existe Música O samba é a alegria, amor e poesia, que embala o povo a sonhar, sempre a sonhar. O samba é a minha calma, é a luz que envolve a alma, o show tem que continuar. Nosso samba é mais forte que existe Mas há quem insiste em dizer que é coisa do passado Artigo esgotado, coisa sem valor Há quem gosta, finge que não gosta Samba pelas portas pra não dar o braço a todos Há quem sente que o samba é quente Samba com a gente até o amanhecer Nosso samba merece respeito Muito respeito É mais do que obra-prima O filosofia E emoção pra valer O samba é alegria Amor e poesia Embala o povo a sonhar Sempre a sonhar O samba é a minha calma É a luz que envolve a alma O show tem que continuar O show tem que continuar O show tem que continuar Obrigado, gente. Vamos lá. Não podemos deixar de cantar Bete Carvalho que nos deixou esse ano Então vamos fazer homenagem a Bete Vim tanta areia andei Na lua cheia eu sei Uma saudade imensa Vagando em véspera eu vim Vestido de cetim Na mão direita rosas Vou levar Olha a lua mansa se derramar A lua descansa meu caminhar Meu olhar em festa se fez feliz Lembra das cereças que um dia eu fiz Já me fiz a guerra por não saber Que essa terra encerra meu bem querer Que jamais termino meu caminhar Sua amor ensina onde vou chegar Poder de roda andei Dança da moda eu sei Cansei de ser sozinho Verso encantado, Zê Teu namorado é rei Nas lendas dos caminhos Onde andei No passo da estrada só faço andar Tenho minha amada me acompanhar Vim de longe, léguas cantando eu vim Por não passo trégua, sou mesmo assim Já me fiz a guerra por não saber Que essa terra encerra meu bem querer Que jamais termino meu caminhar Sua amor ensina onde vou chegar Por onde for quero ser seu Por onde for quero ser seu Lá, lá, uê, lá, uê, lá, iê, rê, rá Lá, uê, lá, uê, lá, iê, rê, rá Lá, uê, lá, uê, lá, iê, rê, rá Lá, uê, lá, uê, lá, iê, rê, rá Por onde for, quero ser seu par Grande homenagem a Bete Carvalho Vamos fazer uma do Toninho Gerais Gravada por Zeca Pagodinho Quando o canto da sereia Reluziu no seu olhar Acertou na minha veia Conseguiu me enfeitiçar Tem veneno o seu perfume Que me faz o seu refém E o sorriso tem o lume Que nenhuma cela tem Tô comendo desse doce Tô comendo em sua mão Nunca imaginei que fosse Mergulhar na tentação Essa boca que me beija Me enlouquece de paixão Te entreguei numa bandeja Chave do meu coração Seu tempero me deixa bolado É o mel misturado com o denê No seu bolo eu me embalo, eu me embolo Até numa casinha destapê Como é lindo o bailado Debaixo dessa sua saia goldê Quando rola num bamba querer Fazendo um fuzoê Quero ouvir! Eu só sei que o som do batuque Esse é o truque do seu balancinho Fretacola comigo porque Tô amando você Quando o canto da sereia Que ilusiu no seu olhar Acertou na minha veia Conseguiu me enfeitiçar Tem veneno o seu perfume Que me faz o seu refém E o sorriso tem o lume Que nenhuma cela tem Tô comendo desse fogo, tô comendo em sua mão Nunca imaginei que fosse mergulhar na tentação Essa boca que me beija, me enlouquece de paixão Te entreguei numa bandeja, chave do meu coração Simbora, simbora Meu tempero me deixa bolado, é o mel misturado por bebê No seu colo eu me embalo, eu me embolo até numa casinha de sapé Como é lindo o bailado debaixo dessa sua saia do dedo Quando um gola no bambaqueiro, fazendo um fusoê Eu não tenho ninguém, eu nem gato, nem dinheiro Você vai ter um jogo de jogo que fica no corpo do pandeiro Eu só sei que o som do batuque é o truque do seu balancete Preta a cola comigo porque tô amando você Preta a cola comigo porque tô amando você Preta a cola comigo porque tô amando você Quando canto da sereia Salve o samba! A saideira. Chora, não vou ligar Eu não vou ligar Chegou a hora Vai se pagar Pode chorar Pode chorar Chora Não vou ligar Chegou a hora Vai se pagar Pode chorar Pode chorar É o teu castigo Brigou comigo Sem tempo teu Vou festejar Vou festejar O teu sofrer O teu penar Você pagou com traição A quem sempre deu a mão Você pagou com traição A quem cê me deu a mão Vai chorar, chora Não vou negar Chegou a hora Vai me pagar Pode chorar, pode chorar É, o teu castigo Ligou comigo Sem tempo que eu vou festejar Vou festejar o teu sofrer O teu pena, você pagou com traição A quem sempre lhe deu a mão Você pagou com traição Eu vou festejar, vou festejar o teu sofrer O teu pena você pagou com traição A quem sempre lhe deu a mão Você pagou com traição Vou festejar o teu sofrer, o teu penar, você pagou com traição A quem sempre deu a mão, você pagou com traição Você pagou com traição É isso Maravilha, maravilha O samba, o meu corpo A casa do povo Aqui é a casa do samba Parabéns a todos os sambistas Parabéns a vocês Obrigado pela presença. Está encerrado o presente de hoje. Fique com Deus. Viva o samba! Legenda Adriana Zanotto