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24ª reunião solene
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24ª reunião solene

10 views Publicado 03/06/2025 HD · 1:10:48

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24ª Reunião Solene - 30/05/2025

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[Música] TV Câmara, Campinas. Iniciamos neste instante a 24ª reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com entrega de medalha Carlos Gomes em comemoração aos seus 50 anos, o Museu da Imagem do Sominas, Miss, por proposição da mesa da Câmara. Esta solenidade faz parte das programações da semana Amilar Alves, que é organizada pela CTAV, Câmara Temática do audiovisual de Campinas. Nós convidamos para compor a mesa e para presidir esta reunião solene o presidente deste legislativo, vereador Luís Rossini. [Aplausos] Nós convidamos também o vereador Wagner [Aplausos] Romão. Vamos receber agora o coordenador de comunicação da CTAV, Hamilton Rosa [Aplausos] Júnior. E convidamos também a coordenadora de organização interna e memória da CTAV, Cláudia [Aplausos] Bortolato. Uma vez composta a mesa de autoridades, nós convidamos os seus componentes e demais presentes a receberem o representante da instituição homenageada desta noite. Por favor, recebam o historiador do Miss, Senr. Augusto [Aplausos] Toledo. Convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Deus e com a palavra o presidente Luís Rossini para declarar aberta esta reunião solene. Boa noite. Boa noite. Quero dizer que é com alegria e muita honra que a Câmara Municipal de Campinas dá as boas-vindas a todos os amantes da cultura e da história de Campinas para essa reunião solene que vai homenagear com a entrega da medalha Carlos Gomes, nosso museu da imagem do Sominas. Portanto, declaro aberta a presente reunião solene. Convidamos os presentes para a execução do hino nacional brasileiro, Letra de Joaquim Osório Duque Estrada e Música de Francisco Manuel da Silva e do Hino da cidade de Campinas com letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes. [Música] Ouviram do Ipirangas mais bácidas de um povo herói com brado retumbante e o sol da liberdade raios rúgidos brilhou no céu da pátria nesse instante. O Senhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte em teu seio. Ó liberdade, desafio o nosso feito à própria morte. Ó pára bate toda a graça salve salve. Brasil com sono intenso, um raio vímido de amor e de esperança. A terra desce sem que o formoso céu risonhe límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza. És velha forte do conoso e o teu futuro espelho essa grandeza terra dourada entre outras vilas do Brasil. Ó pátria amada dos filhos e sas mãe gentil. Pátria amada Brasil. [Música] deitado eternamente meus esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo. Fuguras, ó Brasil, florão da América, iluminado ao sol do novo mundo, do que a terra mais garrida, teus bisonhos e dos campos tem mais flores, nossos bosques tem mais vida. Nossa vida no teu seio mais amores. Ó patriam salve salve Brasil de amor eterno seja símbolo o labaros temas estelado e digam verde louro desta flómula faz no futuro e glória no passado. [Música] Segeres a justiça, clava forte. Verás que o filho teu não foge a luta. Nem teme que te adora a própria morte. Terra dourada entre outras vilas do Brasil. Pátria amada dos filhos desde solas mã gentil. Pátria amada Brasil. [Música] [Aplausos] [Música] [Música] Pro Seja nossa divinaça. [Música] por das [Música] indústrias conoces [Música] [Aplausos] Agos agir progresso, [Aplausos] progresso o povo que sabe os lros da glória colher e com alma de luces 70 a luz do trabalho vai colher contra o corpo Sabe ospos da glória, da glória conhe todos os teus glória ao povo ao povo e sai agora [Música] sema [Música] conquista relacionamos as seguintes presenças de autoridades que se anunciaram a este cerimonial. Mauro Guari, coordenador do MIS. Douglas Menezes, assessor da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Rodrigo Dias Dias, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas, Eduardo Florence, diretor de marketing cultural da Abal, e Alexandra Dias, repórter da TV Câmara Campinas. Convido agora a tribuna o presidente vereador Luís Rossini para homenagem da Câmara Municipal de Campinas à instituição agraciada desta noite. Mais uma vez, boa noite. Quero cumprimentar nossa mesa na inicialmente iniciando pelo meu companheiro de câmara, vereador professor Wagner Romão, também militante defensor de causas como a cultura nossa cidade, que tem no exercício do seu mandato engrandecido aqui o trabalho dessa Câmara. Uma alegria tê-lo nessa solenidade, né? Cumprimentar o Hamilton Rosa Júnior, que é o coordenador de comunicação do CTAV da Câmara Temática do Audiovisal de Campinas e que foi, na verdade, aquele quem procurou, Roberto Cardinal, propondo que nessa semana, né, Amila Aralves, a gente pudesse tá prestando essa justa homenagem ao Museu da Imagem do Sominas. Então, Hamilton, obrigado aí pelo trabalho, pela sugestão. Cumprimentar a Cláudia Bortolato, que é coordenadora e da organização interna e memória do CTAV. Cláudio, é legal tê-la aqui e obviamente, né, cumprimentar esse que é um ícone, uma referência para todos nós, eh, representando hoje aqui o nosso Museu da Imagem do Som, Oreste Toledo, né, que vai receber homenagem aqui em nome da entidade. Eh, rapidamente, é uma sessão solene, ela é informal, mas tem esse rito que a gente tem que observar, né? Executamos o hino nacional, o hino de Campinas. Eu sei que todos aqui já ouviram, conhecem o hino de Campinas, né? Aliás, é uma história. Você é dessa época. É bom, é bom a gente ter história, né? Eu fui vereador constituinte, Wagner, lá em 1989, no meu primeiro mandato, né? Governo Jacó habitar, eh, as câmaras municipais daquela daquele período tiveram por missão, né? elaborar a sua lei orgânica. A Constituição de 88 delegou aos estados e municípios elaborarem as suas constituições e no município é a lei orgânica. E quando a gente discutia a lei orgânica, fazia propostas, eu coloquei um artigo na lei orgânica dizendo que são símbolos do município, a bandeira, o brasão e o hino. E nó Campinas não tinha um hino oficial naquela ocasião e que esse hino deveria ser instituído por lei. Aí depois do mandato seguinte, em 92, o então vereador Arlid de Lara Romeu, com um grupo eh de pessoas militantes da cultura, ela fez a proposta que foi assinada por todos os vereadores na época, né? eh oficializando essa composição de Carlos Gomes, o progresso como um hino da nossa cidade. Difícil de ser cantado a gente, quando a gente ouve, né, na essa execução da saudosa Nisa de Castro Tanque, uma plano fantástico, mexe, né? Mas é só uma curiosidade, eu queria rapidamente eh dizer que essa honraria que nós prestamos hoje ao MIS é uma oportunidade muito singular, né, para reflexão e também reconhecimento da importância e da necessidade de preservação e difusão da memória cultural e artísticas da nossa cidade. e ao celebrar os 50 anos do Museu da Imagem do Sominas, uma das instituições culturais mais antigas e relevantes da cidade, a Câmara Temática do Audiovisual de Campinas, CTAV, em consonância com os debates promovidos durante a semana Mila Alves, que foi criada pela Lei Municipal 15756 de 2019, eh ressaltando a importância fundamental dos servidores. ativos e inativos do MIS, né, que com dedicação e compromisso contribuíram para consolidação dessa instituição como espaço público participativo e de vanguarda, propôs essa homenagem à entidade mais na figura dos seus servidores. Obviamente, não podemos esquecer também dos trabalhadores e trabalhadores trabalhadoras da cultura de Campinas que enquanto sociedade civil fundaram o Miss e realizam em suas dependências uma série de eventos como exposições, oficinas, encontros, exibições, debates, além de uma vasta programação de seus cineclubes, né, enquanto atividade de difusão da produção audiovisual independente. da cidade de Campinas, dando vida e cumprindo sua verdadeira missão. Essa homenagem visa celebrar os servidores municipais responsáveis por garantir o acesso universal a este equipamento público, sendo esses profissionais que responsáveis pela preservação do maior acervo audiovisual situado fora das capitais do interior brasileiro solidificam a identidade e a memória memória cultural de Campinas. Entre eles, eh, devemos reconhecer, né, e aplaudir o professor, historiador e servidor público Orestes Toledo, que trabalha e executa com maestria, com dedicação, com paixão suas atribuições na instituição há mais de 30 anos. Vale ressaltar que para perpetuar esse reconhecimento que vai ser feito através da entrega da medalha Carlos Gomes, os entusiastas dessa iniciativa e da presente propositura também propõe que seja criado um espaço permanente na espografia do museu, onde ficará exposta a medalha Carlos Gomes que a Câmara vai outorgar hoje. Dito isso, eu vou fazer um breve resumo histórico, todos conhecem, mas para ficar registrado, do Miss Campinas, idealizado por um grupo de fotógrafos cineastas e cineclubistas liderados por Henrique de Oliveira Júnior e Daisy Peixoto Fonsec. O Museu da Imagem do Som de Campinas foi oficialmente instituído pelo poder público em 30 de dezembro de 1975, por meio da Lei Municipal 4576 daquele ano. Lei que também criou a Secretaria Municipal de Cultura. Posteriormente regulamentado pelo decreto municipal 1484 de 3 de agosto de 2004, o MIS foi concebido para reunir e sistematizar a memória audiovisual de Campinas e região e até então dispersa em várias instituições e coleções particulares. Hoje o Miss Campinas desempenha funções formativas, oferecendo cursos, oficinas, seminários sempre gratuitos. promove o lazer cultural e serve como palco para debates e palestras, mantendo viva a tradição do cineclubismo no centro da cidade, mesmo após o encerramento do antigo Cine Paradiso, quem se lembra dele, né, que funcionou de 83 a 2009, instalado no histórico Palácio dos Azulejos, que foi residência da família Ferreira Penteado, que era o Visconde de o Barão de Itatiba, né? Eh, o esse prédio é reconhecido como patrimônio nacional, estadual e municipal, tombado pelas três instituições, o IFAN, né, em nível nacional lá em 67, o CONDEFAT em 81 e o Condepaque em 88. E o museu abriga um vasto acervo, né? Acervo fotográfico composto por 75 coleções e aproximadamente 35.000 imagens que registram a transformação urbana, os movimentos culturais, os atos administrativos e a vida do povo de Campinas desde o final do século XIX até os dias atuais. um acervo musical com uma com a discoteca Rinaldo Ciasca, que foi responsável pela preservação e catalogação de 60 CDs, 900 fitas de rolo e cerca de 20.000 1000 discos, abrangendo desde os antigos discos de 78 rotações até IPês compactos e exemplares exemplares raros que documentam a diversidade da produção musical desde MPB, óperas jazz e trilhas sonoras. Um acervo tecnológico com aproximadamente 400 peças. Esse segmento reúne objetos de imagem e som, fruto de doações ou da obsolescência, compõe o verdadeiro acervo histórico da evolução tecnológica, desde câmeras e equipamentos fotográficos a projetores cinematográficos e aparelhos de TV. Um acervo audiovisual, contendo filmes em diversas mídias, desde películas até meios digitais, que estão em processo de catalogação e digitalização para a futura disponibilidade pública, né? Diante deste legado e da relevância histórica do Miss Campinas, é imprescindível reconhecer e agraciar a instituição, dando destaque aos servidores municipais que, com sua dedicação, contribuíram para a preservação, o fortalecimento da memória audiovisual e cultural de nossa cidade. especial, com simbolismo de estender a todos os servidores do MIS, prestamos essa homenagem a desse espaço público na pessoa do senhor Oreste Toledo, né, entregando a mais alta honraria da Câmara Municipal de Campinas na área da cultura, que é a medalha Carlos Gomes, Por tanto, né, por proposição da mesa diretora e por aprovação, por unanimidade dos vereadores, o Miss Campinas hoje é agraciado com a medalha Carlos Gomes como reconhecimento da importante missão e papel que desempenha na preservação da cultura da cidade de Campinas, da não só do audiovisual, mas da cultura artística e histórica da nossa cidade. Parabéns ao Miss pelos 50 anos e por receber essa honraria medalha Carlos [Aplausos] Gomes. Convido todos a assistirem nesse momento ao vídeo institucional dos 50 anos do Miss, produzido pela TV Câmara Campinas. que será exibido de forma inédita hoje nesta solenidade. [Música] [Música] [Música] Quanta memória cabe em 50 anos de existência? Isso é o que a gente vai descobrir no especial de aniversário de 50 anos do Museu de Imagem e Som. [Música] O Museu de Imagem e Somas foi fundado em 30 de maio de 1975 e hoje é coordenado pelo cientista social e cineasta Mauro Guari. O que que nós temos aqui? Um grande acervo audiovisual, muita música, muito som, muita imagem, muita fotografia, muito filme. O museu também ele recebe exposições. Temos as nossas exposições que são permanentes que na área do audiovisual que contempla também a sala Hércules Florense e a sala 100 anos de cinema de Campinas, que o que muita gente não sabe que o cinema campineiro ele já tem uma certa idade e Campinas foi um polo de cinema na década de 20, 30. Poucos campineiros sabem disso. Então, cabe ao nosso museu, ao pessoal da CTV, o pessoal que fez a curadoria, trazer essa memória pra nossa cidade. Esse painel mostra uma mistura de da de épocas de do cinema campineiro, né? Tem desde as épocas a desde a época antiga, né? Dos anos eh 20, 50, né? Até esse é dos anos 50. O, ele é autor do filme Fernão Dias, né? É o Dr. Alfredo Roberto Alves. Eh, essa moça se chama Bet Godói e ela fez o papel, um papel, um dos jingles do filme 10 jingles para Oal de Andrade. A Bet fez a propaganda do livro do Osvaldo de Andrade numa cozinha entre panelas. E e é uma cena muito interessante, muito, muito boa. Esse rouo de Luna Fonseca é meu marido, daqui é meu meu sobrenome Fonseca. Eh, seu Henrique de Oliveira Júnior, né, que é o nosso nosso mito, né, vamos dizer assim. Esse pessoal eu eu conheço também desde o começo, que é o Wilson Wall, né, e o Maurício, né, aqui essa essa Santíssima Trindade. Eh, eu, né, tão jovem, eh, que bonita, né? Toda toda jovem linda, mas a o Luiz Carlos Ribeiro Borges e o seu Henrique fazendo a montagem ou a sonorização, eu acho que foi a sonorização do filme Um Pedreiro. Eh, foi feito no estúdio dele, eh, da casa dele, era no fundo da casa dele. Ele era um profissional de fotografia e de som, né? No cerne do Miss está a manutenção do acervo de imagem e somalado, cuidado e disponibilizado para que o cidadão possa acessar as memórias da cidade. Museu tem três grandes acervos. Um acervo musical com a, né, especialista na que é produzido aqui em Campinas pelos campineiros. um acervo de audiovisual de cinema, filmes e produções do museu de audiovisual e o acervo fotográfico. Esse aí é o que eu trabalho, o que eu conheço um pouquinho mais. A maior parte desse acevo é digitalizado, algumas coleções novas que vão chegando, a gente vai trabalhando nessa digitalização, né? Então, dá para fazer boas pesquisas com o que já tem digitalizado e a gente vai incorporando com o tempo que vai aparecendo. Olha, sem dúvida é um dos acervos fotográficos mais importantes de Campinas. que tem atendido vários pesquisadores e pesquisadores de diversas a atividades, né, desde eh pessoas que estão na academia, pesquisadores eh individuais, documentaristas eh para produção de audiovisuais, eh para produção de livros, projetos culturais também, muitos professores, estudantes, eh, secundaristas. Então, o museu ele tem ao longo desses 50 anos atendido essa necessidade de pesquisar a história da cidade através da fotografia, né, e também a pesquisa própria da história da fotografia em Campinas, né? Eh, eu acho importante mostrar essa essa imagem que é um dos primeiros estúdios fotográficos que existiram em Campinas no final do século eh XIX. E essa foto que foi feita por esse fotógrafo, o Nichelsen, eh que é uma foto feita para celebrar a cidade no auge do café também no final do século XIX, né? Então, o o museu, eh, na relação dele com os pesquisadores, eu acho que ele atende principalmente eh uma necessidade da cidade, que é divulgar a história cultural de Campinas e divulgar a história da fotografia em Campinas. Uma grande conquista do Museu da Imagem e Som é a sala Glauber Rocha, com capacidade para 72 pessoas e acessibilidade no coração da cidade. Quando eu chego no Museu da Imagem do Som em 2015, eu eu conheço, né, até porque já já transitava aqui, era um um ávido frequentador do Museu da Imagem do Som. eh os curadores e via o quão eles tinham um trabalho importante pra cidade, que fazia com que nós tivéssemos, não só em Campinas, mas também pra região metropolitana, uma programação de muita qualidade. Nesse sentido, eh, eu vendo o esforço dele e onde acontecia esse essas esse sinicubismo, que era em salas, em espaços não adequados, mas que tinha uma grande e participação. Então, esses eh curadores me motivam além do público pelo esforço e também pelas dificuldades. Antes as pessoas que tinham mobilidade reduzida, elas eram restringidas de poder participar das sessões de cinema, porque elas eram nas salas eh na parte superior. Fora isso, não tinha uma climatização, fora isso, não tinha eh um um som, uma uma um projetor adequado. E nisso eu começo a me empenhar a fazer de uma forma, é, buscando parcerias para poder entregar essa sala pra população. Então é é um esforço eh de um gestor apaixonado pela história e pela memória do Museu da Imagem do Som e que fez o possível impossível para que pudéssemos ter uma sala de cinema pública aberta pra população de Campinas. Um diferencial dos cineclubes que exibem filmes na sala do Miss é Autogestão, onde todo o filme é bem-vindo. É o que diz Orestes Toledo, historiador e um dos mais antigos funcionários do Miss. A exibição dos filmes iniciou no MAC, Museu de Arte Contemporânea de Campinas. E apareceu um rapaz, o Adriano, Adriano de Jesus, ele tinha uma uma pequena videolocadora, que ele trabalhava principalmente com professores, filmes que destinavam a ser usados didaticamente. Ele aparecia, eu não conhecia, após uma sessão de exibição no MAC, ele me procurou, falou: "Olha, eu tenho vários filmes VHS, eu vou para São Paulo e trago alguns filmes. São sempre filmes culturais, né, que interessa na área de educação. Falou: "Será que eu posso exibir aqui?" Falei: "Pode, pode exibir sim". Bem, logo depois apareceram alguns jovens estudantes, até um amigo, né? O Afonso, que era estudante de história da PUC, hoje é um professor, ele falou: "Ah, vamos fazer um ciclo, arranjou mais duas, três pessoas". Aí começou o primeiro ciclo que seria sobre o cinema marginal, né? Júlio Bressan, Rogério Ganzela e outros. Bem, aquilo foi foi portanto é interessante porque não foi um processo eh de concepção teórica, conceitual anterior. Comecei a pensar sobre isso depois. Então, a autogestão ela nasceu já sendo uma autogestão, né, por iniciativa de eh do Andriano de Jesus, que ele continuou, aliás, ele é curador até hoje, em 1996, viemos para cá. Então, eh, então foi, foi assim um processo de construção de iniciativa e do próprio cidadão comum. Única coisa que eu fiz foi acolher. O Cineclube começou com viés político e voltou depois da pandemia para sua vocação artística com uma curadoria plural. Porque isso aqui foi residência de Barão, foi lugar do escravocrata, né? foi de um momento de escravidão, de mutilações, de problemas que Campinas conhece a sua história. Hoje ele é do povo, ele é de todo mundo, seja lá qual for o tom de pele. Então isso é muito bom, né? E o Cine Clube traz isso para esse lugar, por isso que a gente gosta muito de estar aqui. A boa notícia é que o nosso guardião e promotor de imagens, sons, memórias e encontros acaba de ganhar um presente para sua casa, o palácio dos azulejos. Construído em 1878 pelo Barão de Itatiba, no auge do período cafeeiro. É um presente muito grande. Eu acho que pra cidade, para aquele equipamento que é tão importante, né? Primeiro, ele tá, o Miss, que é o nosso museu, ele tá dentro de um patrimônio que é o Palácio dos Azulejos, né, que foi aí eh tem uma história muito grande com a cidade. Ele é tombado nos três âmbitos, no Condepac, no Condefat e no IFAN. E houve uma um edital do PAC, eh, conectado com o IFAN, onde a gente se inscreveu e fomos contemplados e estamos eh, sendo contemplados em cerca de 800.000 para o desenvolvendo um projeto executivo. O município está aportando mais recursos porque o projeto é muito grande de restauro, mas tudo aquilo eh que são etapas que a gente vai fazer vão ser responsáveis por requalificar aquele espaço, restaurar eh devolver muito desse olhar eh que a gente tem daquilo como um principal equipamento tombado no centro da cidade, né? ele ele vai precisar passar por essa requalificação e ele é um presente pros 50 anos. Então a gente tá muito feliz, a gente dialogou muito com a sociedade civil para entender todo esse restauro, o que que ele iria incorporar, né? Então a gente tá bem animado com as possibilidades que a gente tem. Eu frequento o Miss desde o o comecinho dos anos 2000. Eu vinha para cá para assistir algum filme, participei de várias oficinas de audiovisual aqui. O que eu espero desse desse museu é que se ele se expanda cada vez mais, ele acolha cada vez mais os as pessoas. Ele é um museu de portas abertas. As portas estão abertas para quem quiser fazer uma exposição. É claro que a gente tem que marcar com antecedência a as datas dessa exposição. Nós temos também aqui o nosso cine clube, temos mais de 26 cineclubistas. De terça a domingo, nós temos praticamente duas sessões de cinema, cinema de qualidade, cinema de arte, tudo gratuito no centro da cidade. Eu arrisco a dizer que para muita gente o Miss é uma das poucas formas de diversão que essas pessoas têm. [Música] [Música] [Música] [Aplausos] E neste Teremos a entrega da medalha Carlos Gomes ao Museu da Imagem do Som de Campinas, que recebe honraria por sua contribuição ao campo artístico e ou cultural. [Aplausos] Convido à tribuna o historiador do MIS, Senr. Orestes Augusto Toledo, para seu discurso de agradecimento pela honraria desta noite. Boa noite. Eu sei que a sessão é solene, mas eu gostaria de contar com a colaboração de vocês para poder falar de modo informal. Quero falar com o coração, mais do que a razão e vou tentar ser breve. Primeiro agradecer, né, quem quem teve essa feliz ideia de homenagear trabalhadores. Acho muito importante homenagear trabalhadores. Agradecer também à Câmara Municipal, na pessoa da presidência e de todos os vereadores que acataram essa ideia. Eu eh quero dizer, e pode ser estranho, quem está aqui diante de vocês não é o indivíduo Orestes, porque o indivíduo Oreste não viria aqui. Quem está aqui é um sujeito coletivo. São os trabalhadores do Museu da Imagem do Som de Campinas. Por isso foi uma ideia muito feliz, né, homenagear os trabalhadores. Eu posso, se me permite, né, dar um testemunho pessoal que eu conheço o museu desde a fundação dele e sou resultado do Museu da Imagem do Som que eu sempre eh lá frequentei até aqui em 1990, com curso público, se tornei funcionário de carreira, né, servidor. E o que eu vou dizer não é retórica, não há demagogia. É o que eu digo e sinto sempre. No museu da imagem do som de Campinas acontece um fenômeno que as pessoas que vão trabalhar desde os primeiros funcionários, né, do seu Henrique, aí Pexoto e todos os funcionários e até o o mais recente é um fenômeno. Chegam no museu, muitas vezes nem conhece muito e vestem a camisa do museu. a defendê-lo, trabalhar com paixão e com muita consciência da dignidade, da altivez do cargo de ser honroso cargo de ser servidor público. Isso acontece desde a origem do museu. É um fenômeno, é surpreendente. Há poucos dias, um rapaz novo que chegou a trabalhar lá na entrada da sala Glober Rocha, ele me diz: "Olha, eu nunca me interessei pro cinema, agora sou cinévelo. Ele participa dos debates, da opinião e é interessante que isso ocorre desde os coordenadores que por lá passaram até todos os funcionários, os mais humildes funcionários. Existe divergência, lógico que existe divergência nas relações humanas, mas h uma convergência acima de tudo, que é a defesa do museu. Aliás, a divergência em função de como melhor defender o museu da imagem do som. essa fenomenal, né, experiência que eu vivencio em toda a história do museu. Por isso, é muito justo a homenagem aos trabalhadores do museu. A existência até hoje de 50 anos do museu, apesar das inúmeras turbulências, apesar de toneladas de possibilidade de desistir, é graças a dois fatores, creio eu. Primeiro, a natureza desses trabalhadores que lá quando lá chegam passam a vestir de fato a camisa do museu. É isso que permite o Museu dação de Campinas sobreviver a essas turbulências. Mas não é só isso. Essa parceria, essa relação intelectual e afetuosa com a sociedade civil organizada, representado pela câmara temática do audiovisual, representado pelo movimento ciniclubista e por todos aqueles que isoladamente vão ao museu. Quem entra no museu para conhecê-lo, para pesquisar, sai de lá apaixonado por ele, principalmente não só pelo acervo, pela beleza do prédio, mas pela maneira como são tratados. são tratados com dignidade como cidadãos e com muito respeito e consideração. Então essa força, né, de união de quem está dentro, de quem está fora, de fora para dentro e dentro para fora, como disse o nosso atual coordenador, as portas estão abertas. Não é uma retórica, não é uma figura de linguagem, é um fato real. Por isso que eu queria também não podido esquecer de elogiar a iniciativa e a qualidade técnica e estética da TV Câmara. É a iniciativa de registrar e a qualidade estética e técnica, né, que foi feito também eh merece os nossos aplausos. Eu eh gostaria então de de eh de concluir eh dizendo que e talvez eu peço até também a compreensão que provavelmente vou quebrar o protocolo, mas sou movido pela paixão. Estamos aqui comemorando 50 anos do museu, comemorando os trabalhadores do museu e todos aqueles que contribuem para que o museu exista como uma trincheira de resistência. Mas eu espero que seja possível com comemorar 60, 70, 80, 100 anos, um século do museu. E para isso é necessário que essa paixão se transforme numa força coesa, organizada. para conquistar avanços. E eu confesso, para concluir que muito me preocupa a questão, já que estamos homenageando os trabalhadores, eu me sinto honrado, homenageado todo dia ao conviver com pessoas de tamanha qualidade humana, tanto os colegas de trabalho como aqueles que frequentam museu e muitos aqui tem temos de longa data e muitos anos de convivência. Eu acho que é importante a gente se unir para que haja um concurso público paraa área do museu. O levantamento feito, né? O levantamento feito aponta para uns 3 4 anos só terá um funcionário e e em breve chega inclusive a minha aposentadoria compulsória, mas enquanto tiver forças e estar vivo, estarei lá. Mas é é importante transformar essa paixão que de fato existe. E vocês aqui são testemunha porque são também apaixonados, mas é preciso transformar essa paixão numa luta com o apoio do poder público, executivo, legislativo, para que o museu possa continuar existindo, possamos de fato homenagear os trabalhadores num concurso público que há muitos anos não tem e vários colegas já aposentaram e muitos já faleceram. Precisamos de mais funcionários do museu para aperfeiçoar o nosso trabalho. E muito obrigado em nome de todos os trabalhadores do museu. Muito [Aplausos] obrigado. Convido agora a tribuna para suas homenagens. Cláudia Bortolato. Falar do Postor é difícil, né? Mas a gente tá acostumado a dividir a sala nos cine clubes. Eh, tentando ser um pouco formal, que também não tenho muita habilidade para isso. Eh, começo dizendo boa noite. Boa noite, senhor presidente, vereador Romão, querido amigo, demais autoridades aqui presentes, os amigos membros da Câmara Temática do Audiovisual de Campinas, convidados, alguns homenageados também estão aqui e agradeço muitíssimo a oportunidade de poder estar aqui e falar brevemente, né, dessa minha paixão também pelo Miss, aliás, eu entrei no Miss pela porta do professor Orestes num curso de história do cinema e a partir dele a gente começou com cine clube. Esse cine clube já completa 10 anos agora de história do cinema, né? Exibimos mais de 300 filmes da ao longo da história do cinema, né? Então esse é um momento para muito especial, né? pra cultura de Campinas, em particular pro audiovisual. Brindamos juntos os 50 anos do MIS, que é homenageado com a medalha Carlos Gomes, aos servidores que ao longo dos 50 anos fazem o museu com as diferentes ações que ocorrem no MIS. Estamos na oitava semana Milar Alves, produzida pela Câmara Temática do Audiovisual. Esta faz parte do calendário cultural oficial da cidade de Campinas, como lembrou o vereador presidente Rossini, e tem neste ano o tema preservar um futuro. No passado, muitos eram os futuros possíveis e as ações tomadas nos trouxeram a este presente. Estudamos, portanto, o passado para entender o presente e lutar por um futuro mais justo, mais inclusivo, mais artístico. Muitos afirmam e particularmente concordo, a arte salva. A gente viveu isso na pandemia. A gente aprendeu, né? Quem ainda não sabia aprendeu com isso. Olhar para o passado, sem reconhecer o trabalho daqueles que exerceram e ainda exercem as suas atividades no Miss Campinas, seria um olhar sem profundidade de campo, quase num só plano focal. Assim, nós da comissão de organização da semana milhar Alves deste ano, colocamos as lentes do agradecimento e partimos para os ajustes, né, assim, manualmente, nada no automático, embora esta seja uma homenagem coletiva, quando optamos por homenagear o MIS na figura dos servidores lá lotados ao longo desses 50 anos, aqui representados hoje pelo professor Prof. Oreste Toledo. E prontamente fomos abraçados pela presidência dessa Câmara, o que tornou o evento merecidamente mais pungente fazer para esta casa. Ficou muito bonito, né? Ainda ficamos com a missão de lembrar os nomes desses servidores e o que parecia simples numa lista que começaria com a Daí, né? Daí Peixoto, Fonseca, pelo pelo marido e pelo Sr. Henrique de Oliveira Júnior, foi na realidade um garimpo. A Secretaria de Cultura e Turismo colaborou com uma planilha anual com os servidores dos últimos 9 anos e os demais nomes foram pesquisados em arquivos pessoais de servidores que já foram coordenadores, como a própria Daí, Adriana Veli Marciel que tá aqui, o Alexandre Songego Camargo, Carvalho, sempre erra o nome dele, tá escrito, hein? a Maria do Carmo Caçaniga e o professor Orestas e também dois outros servidores, a Flávia Lod e o Manuel Bento de Silva Filho, que nos ajudaram corrigindo, lendo a lista e desta forma compusemos uma lista histórica com 63 nomes. Ora lembrados oficialmente, ora lembrados com carinho e respeito pelos companheiros de trabalho. Infelizmente, e corroborando com a fala do professor Orestas, é preciso a gente lembrar, tendo essas listas em mãos, fic isso virou número, né? Nos últimos 10 anos, houve uma diminuição de mais de 40% do corpo de servidores e vai piorar como como o professor Orestes lembrou, pois sabemos que muitos se aposentarão em breve. Assim, gostaríamos de lembrar a necessidade de abertura de vagas em concurso público para cultura. Lembramos isso nesse momento de festas, me desculpem, pois estamos pensando nos próximos 50 anos e além. E que nossos sucessores possam comemorar 100 anos, 150, 200, por aí vai, mostrando a força de Campinas também na cultura, na imagem e no som. Termino essa breve fala agradecendo objetivamente as pessoas que fazem o MIS. Eles estão listados em ordem alfabética. Adriana Verre Maciel, Alexandre Sonro Carvalho, Ana Vilaneva Rodrigues, Ana Maria Matos de Sá, Andreia de Souza, Antônio Francisco Assis, Antônio Joaquim Andrade, Augusto César Vonicor, Benedito Robson de Oliveira, Bem-vindo Aparecido da Silva, Célio Roberto Turino de Miranda, Cícero da Silva Barbosa, Cláudio Leite da Costa, Cláudio Luiz Paulela, Cléber de Mourafé, Damiana Rodrigues dos Santos, Danilo Caco Nunes, Daí Peixoto Fonseca, Edis João da Cruz, Eduardo Alves Costas, Eucci Rodrigues de Jesus, Eliana Araújo Martins Mota, Eurídice Palma, Flávia Baliro Lod, Francisco Carneiro Cavalcante, Francisco Ross Júnior, Gilberto Palharini, Henrique de Oliveira Júnior, Irma Lourencine Batista, João Sebastião da Silva, Joel Luiz Bueno, José Geraldo Avelino, Jovelina da Silva Rodrigues, Juliana Maria de Siqueira, Juvenal Elias de Campos, Liane Peters Richard Richer, perdão, Lucia Helena Gois de Campos, Lucimara Rosa de Abuquecque Vieira, Manuel Bento da Silva Filho, Margarete dea Maria de Nazaré Leal Bandeira Maria do Carmo Caçaniga, Marilda Castelar, Mar Lúci Oliveira, Mauro Antônio Guari, Mirna Renata Vasconcelos, Orestes Augusto Toledo, Osmar Queiroz, Pedro Augusto Jol Guarita, Rafael Vasconcelos, Renato Ferragil, Rogério Estev Escaram Muta, Ronaldo Sim Simões Gomes, Rosana Aparecida Bonato do Nascimento, Sebastião de Oliveira, Silvestre Medina, Sônia Aparecida Fardim, Susana Barreto Ribeiro, Birajara Medina, Vera Semaniuque, Víor Fernandes Epifânio, Vanders de Silva, Zumira Ana Lúcia de Toledo Borque. Ah, no, optamos por tirar as informações de inmemórium que pudessem estar na frente de alguns desses nomes, porque ao lembrá-los, ao falar deles e agradecer objetivamente, muito obrigado, né, por este por fazer do MIS, né, o nosso museu, mantemos vivos. Muito obrigada. [Aplausos] E convido agora a tribuna a Milton Rosa Júnior. M. Eh, senhor presidente, ah, o vereador Wagner Romão, eh, Orestes, Cláudia, eh, eu tô aqui, eh, eu também sou curador do Museu da Imagem do Som, tá? Mas eu além de, né, representante na CTAV, na área de comunicação, mas eu gostaria de estar, gostaria de falar aqui em nome dos cineastas da região de Campinas, porque eu também sou um cineasta aqui da região, né? Então, fiz um pequeno texto aqui, tá meio assim na corrida, mas eh tá com muito coração, tá? Então, vamos lá. Estamos vivendo uma efecciência hoje que não diz respeito apenas à projeção de um Ainda estou aqui, o Agente secreto a ou também o Último azul. Eh, três filmes brasileiros que estão maravilhando todo mundo lá fora e ganhando prêmios. Temos uma ebulição criativa acontecendo aqui bem debaixo do nosso nariz com os cineastas de nossa cidade. E quem está vendo esses filmes? Nossa comunidade sabe da existência dos filmes de Fernanda Viana, Coraci Ruiz, Helen Quintans, Cláudia Bortolato, Luía Naves. Nossa comunidade conhece ou já viu um filme de Débora Castro, Marcela Varani, Anne Pinheiro, ou ainda de Júlio Matos, Diego Ruiz de Aquino, Hidalgo Romero, Danilo Dias, João Folharini, Flávio Carnielli, Rodrigo Dias, Dias, Gustavo Padovani, Cauê Nunes, Lucas Vega, Daniel de Almeida, Beto Limberger, Ramiro Rodriguez, Diego da Costa, Tom Crivelaro, os meus filmes, toda essa galera e muitos outros são realizadores do audiovisual dessa região e estão fazendo um cinema extraordinário por aqui. Uma das qualidades desse grupo maravilhoso é observar e compreender o outro. É na devoção aos outros, indivíduos, grupos ou causas que encontramos a chama que mantém a nossa alma viva. Acredito que o envolvimento em trabalhos sociais, políticos, intelectuais ou ou criativos é o que impede nossa sociedade de definharem em sua própria sombra. Precisamos cultivar paixões fortes o suficiente para que não nos rendamos ao vazio ou à desistência de nós mesmos. Sibone de Bovoá diz que a vida de alguém só tem valor quando essa pessoa atribui valor à vida dos outros, seja através do amor, da amizade, da indignação ou da compaixão. Concordo com ela. É nesse vínculo com o mundo ao nosso redor que encontramos o verdadeiro significado de nossa existência. Esses cineastas que citei aqui fazem um cinema assim. Mas de novo, onde conseguimos ver esses filmes deles? O Miss Campinas é um dos raros lugares onde isso pode ser visto. Então, é uma honra estarmos aqui e me orgulho demais de ver que a pessoa que vem para recebê-lo, representando os servidores do Miss, seja um dos nossos maiores incentivadores. Obrigado, Orestes. Que o Miss continue de portas abertas. para nós e que finalmente o poder público perceba a necessidade que temos de mostrar os anseios e as inquietações que a nossa comunidade vive e pelos quais se identifica, trazendo outras salas ou canais para exibirmos os filmes da nossa comunidade. Parabéns, Orestes, e obrigado, Mauro Guari. [Aplausos] E convido agora a tribuna para suas homenagens o vereador Wagner Romão. Boa noite a todos, a todas, a presidente Orestes, Cláudia, Hamilton, aos amigos, amigas que estão aqui nessa noite. Eu quero, na verdade, eh iniciar essa minha fala breve, será breve, agradecendo ao CETAV a oportunidade de eh ser um intermediador, ser um representante desse desejo para que a gente possa ter eh um debate a respeito das salas de cinema na cidade de Campinas, especialmente as salas públicas, eh mas não só, né? nas salas também de sociedade civil, de entidades privadas, de pessoas que se dedicam a essa arte do cinema, que talvez seja uma das artes mais impactantes, né, na vida das pessoas. Eh, o cinema acho que tem essa essa esse condão de trazer sensibilidade, de trazer reflexão, né, e de trazer emoção, eh, num mundo tão tão duro, né? um mundo tão duro, um mundo tão ligeiro, um mundo tão passageiro, em que as nossas emoções tem estão se esvaindo, né, e estão se ficando muito eh petrificadas, né, com com a com acho que a dureza dos tempos e com a com a nossa incapacidade também de permanecer, né? Acho que eh esses 50 anos do MI eles mostram o vigor dessa instituição nesse momento eh tão eh acho que difícil para que a gente possa manter instituições com essa natureza, com essa marca da autogestão, com essa marca eh de um serviço público de qualidade feito de coração, né? Eu acho que a figura do Orestes eh passa exatamente isso, né? O Orestes, não só pela sua fala aqui, pelo que eh a gente conhece da sua trajetória, Orestes, e também eh pela reunião que nós fizemos aqui na na segunda a nossa segunda reunião da nossa do nossa da nossa comissão de estudos a respeito das das salas de exibição aqui na cidade de Campinas, né? Eh, a tua a tua a tua marca é exatamente essa marca de uma pessoa do coração, mas ao mesmo tempo de um servidor público, né, que tem essa consciência de que precisa fazer o melhor, né, fazer o seu melhor e colocar coração em todas as coisas. E eu queria, enfim, agradecer essa oportunidade, né, que a Câmara Técnica do Audiovisual me deu de poder trazer esse debate, de fazer um debate de qualidade a respeito dessa demanda. né, que é uma demanda só dos da Câmara Técnica, mas da sociedade de Campinas, para que a gente possa eh conseguir fazer com que o MIS possa permanecer com cada vez mais qualidade, mas que também nós tenhamos outros espaços de salas de cinema, salas de exibição, eh, para que a gente possa democratizar, né, o acesso das pessoas ao cinema na nossa cidade. Então, queria agradecer mesmo de coração e dizer que e parabenizar também a Semana Milar Alves eh a sobre a o modo como tá fazendo essa homenagem ao Miss, eh, ressaltando a figura dos trabalhadores e das trabalhadoras, né, trazendo aqui, nomeando quase todos e todas que passaram ali pelo MIS. Eu penso que nós temos cada vez mais que fortalecer o serviço público, né? uma das nossas missões aqui no nosso mandato eh é exatamente essa, de que a gente possa formar quadros, de que as pessoas possam se formar também no serviço público. E, infelizmente, a gente tem vivido um um período de um de um retrocesso muito grande a respeito disso, né? Então, tava conversando com o presidente a respeito dessa necessidade de uma de um fortalecimento dos quadros profissionais ali de servidores no MIS. E embora eu seja um vereador da oposição, né, às vezes a oposição quando fala eh tem até mais força do que a situação, né? E e a gente quer fazer todos os esforços para que a gente possa ter um MIS cada vez mais fortalecido nos seus 50 anos, que chegue aos 100 anos, né, fortalecido também e que a gente possa fazer com que essa sensibilidade que o cinema traz possa ser sentida por mais e mais e mais e mais pessoas, né? que a gente eh mantenha acesa essa chama, essa luz, né, que o cinema faz no meio da escuridão e pela qual ela se mostra, pela qual ela ela mostra sonhos, maravilhas, buscas, desejos, paixões e que ela seja eterna e que essa chama seja eterna, né? Então, muito obrigado e parabéns ao Miss, parabéns Orestes, parabéns aos servidores, as servidoras, parabéns ao Guari, né, como diretor da da do Museu da Imagem do Som e parabéns à Câmara de Campinas também por ter também por ser palco dessa homenagem. Obrigado. Boa [Aplausos] noite. E com a palavra agora o presidente Luís Rossini para suas considerações finais e para declarar encerrada esta reunião solene. Eu quero antes eh justificar a secretária de cultura Alexandra Capriolle. Ela acabou me mandando uma mensagem. a gente aguardava a expresar dela. Ela queria estar aqui, mas ela teve um outro compromisso. É pena que ela não pôde ouvir esse depoimento e esse apelo aqui é trazido pelo Orestes, mas nós vamos eh levar até ela e e tenha certeza, né? ela tem assim se empenhado, tem um estudo sendo feito aí para reestruturação da Secretaria de Cultura, que cresceu muito em atribuições e certamente o MISA acho que tá lá no radar e a gente vai obviamente eh buscar levar esse dado aí. Eh, eh, eu acho que o que a gente presenciou aqui mostra a necessidade mesmo de ampliar e fortalecer do ponto de vista de RH e também da estrutura para que o MIS continue nessa trajetória por mais 100 anos. Eu queria agradecer o Roberto Cardinal. Roberto Cardinal, ele faz a parte de e definir a programação da TV Câmara para além daquilo que é a exibição, né, das reuniões ordinárias, sessões, sessões, audiências públicas, propondo um pouco a programação. Quando ele tem essa proposta de fazer esse documento, Rossine, nós precisamos que a TV Câmara faça isso. Rapidamente nós autorizamos e eu queria aqui na pessoa da Alexandra Dias fique de pé, que a gente pudesse aplaudi-la, né, em seu nome, a Rodrigo, todo mundo que participou da elaboração desse documentário. É, eu acho que a a Câmara e a TV Câmara, né, a gente tem procurado, Wagner, ampliar o papel e a importância da TV Câmara como instrumento, não apenas divulgação das ações do legislativo, mas também trazendo pra TV Câmara a possibilidade de fazer documentários, matérias, reportagens como essa para dar visibilidade, para mostrar pra cidade de Campinas aquilo de bom que acontece na nossa cidade, em todas as áreas. E o Miss é uma referência que precisa sim eh ser levado à frente. Então, com essas palavras, eu fiquei emocionado também, sensibilizado, com tudo. Agradecer a Cláudia, o Wagner Romão, Hamilton, em particular o Orestes e todos que vieram aqui participar dessa reunião para testemunhar esse momento histórico, né, de comemoração de 50 anos de do MIS, entregando a essa importante instituição na pessoa daqueles que constróem o MIS, que são os seus servidores, trabalhadores e trabalhadoras. A medalha Carlos Gomes. Obrigado por tudo. Está encerrada a presente reunião solene. Muito obrigado. [Música] TV Câmara, Campinas. Yeah.
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