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TV Câmara, Campinas. Senhoras e senhores, boa tarde. Iniciamos nesse instante a 74ª reunião solene de 2025 da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com entrega de diploma de mérito mulher de Ação Dorcelina de Oliveira Folador a Rosa de Souza dos Santos. por proposição do vereador Paulo Hadad, convidamos para compor a mesa e para presidir esta reunião solene o vereador Paulo Hadad. Convidamos também a gestora de território da Aldeias Infantis SOS, Regiane Maximiano. Convidamos agora a gerente de RH e desenvolvimento organizacional, Aldeas infantis SOS. Adriana Ambrósio. E chamamos agora para compor o dispositivo de autoridades Enara Batista, coordenadora da Aldeias Infantis SOS Campinas. Uma vez composta a mesa de autoridades, convidamos os seus componentes e demais presentes a receberem a nossa homenageada desta tarde. Por favor, recebam Rosa de Souza dos Santos. [grito] [aplausos] Convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Com a palavra o vereador Paulo Hadad para declarar aberta esta reunião solene. Muito boa tarde a todos. saudar a todos os presentes, saudar aqui os componentes da mesa, depois a gente vai nominá-los um a um e alguns nós já temos aí um um convívio de alguns anos, então sempre bom tê-los aqui conosco. Saudar também os nossos internautas, os nossos telespectadores da TV Câmara. Eh, dessa forma eu declaro aberta a presente reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para entrega de diploma de mérito mulher de ação Dorcelina de Oliveira Folador, a Rosa de Souza dos Santos. Agora todos estão convidados a cantar em posição de respeito o hino nacional brasileiro, Letra Joaquim Osório Duque Estrada e música Francisco Manuel da Silva e do Hino da cidade de Campinas. Letra Carlos Ferreira e música Antônio Carlos Gomes. [música] Ouviram noi pirangas mais [canto] bácidas de um povo herói com brado retumbante e o sol da liberdade raios rúgidos brilhou no céu da pátria nesse [música][canto] instante se o senhor dessa igualdade conseguimos O sol que está com braço forte [música][canto] em teu seio. Ó liberdade, desafio o nosso feito à própria morte. Ó pátria bate toda a graça salve salve. [canto] Brasil com sonho intenso [música] um raio bíbido de amor e de esperança. A terra desce. Semu formoso céu risonhe límpido. A imagem [música] do Cruzeiro [canto] resplandece. Gigante pela própria natureza. [música][canto] És velha forte dois. E o teu futuro [música] espelho a grandeza terra dourada entre outras vilas do Brasil. [música] Pátria amada [canto] dos filhos existe mais mãe gentil. Pátria amada Brasil. [música] Deitado eternamente [música] esplêndido ao som do mar e a luz [canto] do céu profundo. Ó Brasil [música] florão da América, iluminado ao sol do novo mundo, do que a terra [música][canto] mais garrida, teus bisonhos e dos campos tem mais flores, nossos [música] bosques tem mais vida. Nossa vida no teu seio mais [música] amores. Ó pári amo salve salve Brasil de amor eterno [música] seja símbolo. O labar os tempos [canto] estelados e digam vende louro desta fómula no futuro e glória no [música][canto] passado. Mas sergues a justiça clava forte. [canto] Verás que o filho teu [música] não foge a luta, nem que te adora a própria morte, terra dourada, [música][canto] entre outras vilas do Brasil pátria amada [música] dos filhos desde solas mã gentil pátria amada Brasil. [música] Ah. [música] [música] [música] [música] [música] Seja a nossa divina promessa, [música] promessa seja nossa [música] por das indústrias no [música] aresso. Agir. [música] Precisamos calhar agir. Presso. Presso. [música] [canto] Compra o povo que sabe os los da glória e acolher e com alma de luzes. 70 a luz do trabalho vai colher. contra o povo que sabe os da glória, da glória todos [música] glória ao povo ao povo que sai [música][canto] da glória [música] Pressa, pra, [música] se nosa conquista pra. [música] Convidamos os presentes a tomarem assento. Agradecemos as seguintes autoridades que se anunciaram a este cerimonial. As coordenadoras da Aldeias Infantis SOS, Daiene Bordon, Jéssica Cunha e Cirlei Gomes, enviou sua justificativa de ausência, com cumprimentos à nossa homenageada, o excelentíssimo prefeito de Campinas, Dário Saad. Cham vereador Paulo Hadad para a homenagem da Câmara Municipal de Campinas à agraciada de hoje. Bom, mais uma vez saudar todos os presentes, os nossos profissionais que trabalham no Aldeias infantis, os colaboradores do Aldeias, os filhos do Aldeias, os convidados da nossa homenageada, a Rosa. É um prazer tê-los aqui conosco. E hoje, dona Edinalva, hoje é um dia de festa, viu? Não precisa ficar nervosa, não. [risadas] Hoje é um dia de alegria, um dia de festa, um dia de comemorar, de celebrar. Só faltou o bolinho de farofa. Sério? Quem já comeu bolo de farofa da Edinalvou? Levanta a mão aqui. É bom, não é? Só faltou bolo de farofa. Eu falo que é o carinho, o amor, né? A forma com que vocês recebem, né, as crianças, os jovens. E também a forma que vocês me receberam no Aldeias. Toda a minha assessoria, ela nos eh traz muitas alegrias e uma memória, né, dos nossos avós, do meu avô, da minha avó, da minha mãezinha também, né? Porque a gente vai no aldeias, a gente não sai sem comer, sempre tem alguma coisinha pra gente comer, tem um calor humano, tem uma palavra de carinho, enfim, a gente fica muito feliz em poder trazer esse povo tão bonito aqui pra Câmara Municipal. Então, quero saudar a Regiane Maximiano, que é gestora de território da Aldeias Infantis SOS. Seja muito bem-vinda. Adriana Ambrósio, que é gerente de RH e desenvolvimento organizacional do Aldeias Infantis SOS. A Enara Batista, também coordenadora de Aldeias Infantis SOS, e a nossa homenageada, né, a nossa querida Rosa de Souza dos Santos. Eu sempre digo que o homenageado, né, é a pessoa ou é a entidade, né, são pessoas que são de alguma forma [limpando a garganta] eh pensadas, né, são identificadas na sociedade, no seio da sociedade por algo relevante que elas fazem e a gente acaba propondo. Então, essas pessoas são homenageadas por tudo aquilo que elas fizeram, mas o presenteado é o vereador, né? E para mim é uma alegria. Eu me sinto presenteado pela oportunidade, Rosa, de hoje tá sendo o o o indica a pessoa que indicou, né? aquele que fez essa essa indicação do seu nome, apresentou essa propositura para que você fosse aqui na data de hoje reconhecida como uma pessoa que tem aí trabalhos relevantes paraa cidade de Campinas, para uma comunidade, para uma pauta social tão importante. Então, muito obrigado pelo presente que você me deu e obrigado também pelas aldeias infantis, pela oportunidade que vocês estão me dando hoje. Como disse, um dia de festa, um dia de alegria, um dia de gente celebrar, né, aquilo que o Aldeias representa, aquilo que cada um de vocês faz, realiza e passa, né, pras crianças, pras pessoas que recorrem a aldeias para que elas tenham acolhidas e tenham acolhidas as suas necessidades básicas, né, de moradia, necessidades básicas de de afeto, de carinho. de comida, de vestimento, enfim, a gente vai poder depois conversar um pouquinho mais sobre isso, mas é importante, nós já nós já tivemos a oportunidade de homenagear aldeias, né, a entidade Aldeias Infantis nessa casa de leis e é muito eh gostoso, né, tê-los aqui de volta mais uma vez, agora sim, para homenagearmos pontualmente ente uma pessoa que que dedicou boa parte da vida, são 30 anos, depois ela vai falar, né, vai dizer pra gente, né, Rosa, tudo aquilo que você eh tem em termos de ação dentro dessa sua trajetória no Aldeias, essa sua expertise dentro, né, de desse projeto social. Mas mais do que isso, eu acho que a gente tem que ter um olhar carinhoso, né, por esse projeto tão importante. E o mandato do vereador Paulo Hadad, ele tem a oportunidade, é, através de suas emendas impositivas, que é um recurso que cada vereador tem dentro do seu mandato, destinar valores para aquelas entidades que ele julga que sejam entidades importantes que façam que ou que fazem um trabalho relevante. E no Aldeias, nós tivemos a oportunidade de em 2023 destinar aí destinar um valor de R$ 100.000 paraa compra de uma spin, né, que isso foi apontado como necessidade da da entidade. A gente teve a oportunidade e a grata surpresa de poder indicar e isso se materializou. Eu acho que isso foi importante para aldeias. Esse ano agora nós já temos um compromisso assumido de mais R$ 70.000 para compra de camas, de solteiro, colchões, né? 20 colchões, 20 camas e também sete sofás de seis lugares. Então é o compromisso do meu mandato, compromisso da minha assessoria com aldeias infantis. Então, só pra gente poder pontuar, de repente falar, mas o que que aconteceu? Como é que a Rosa apareceu? A Rosa não apareceu no nada, né? Rosa, só o nome Rosa já, por si só bem bonito, impactante, enfim, mas é a história que a gente tem com aldeias, né? Importante que a gente contextualize isso para que as pessoas que estão nos assistindo, as pessoas que estão aqui, saibam um pouquinho do Aldeias. E temos aqui a Lana, né, a Lana. A Lana foi que nos levou até Aldeias, né, a Lana. tem uma história bonita no aldeias e ela nos apresentou através de uma assessoria do Rodrigo que nós visitássemos o Aldeia e aí foi um amor à primeira vista. Estamos lá até hoje, né, tentando trazer um pouquinho mais de alento, conforto e tranquilidade para que vocês possam trabalhar. Ô Rosa, eh, onde esses seus amigos, né, as pessoas que têm aí um pouquinho de você no coração, estão sentados, são os lugares que os vereadores ocupam, né, nas sessões plenárias, sessões muitas vezes acaloradas. A temperatura sobe um pouco. O vereador que tá aqui na tribuna para discutir algum projeto, talvez a fala dele seja um pouquinho mais eloquente, fala um pouquinho mais alto, às vezes bate aqui na na na tribuna, mas enfim, hoje a os seus amigos estão ocupando esse esses lugares. E esse projeto de lei de propositura minha, ele passou, né, pela comissão de honraria da casa e foi aprovado na comissão de honraria e veio para pro plenário para ser votado. Então, os vereadores votam, né? Se eles entenderem que a pessoa não merece, eles olham ali no na justificativa. E se eles acharem que não, que a pessoa não merece ou que a entidade não merece, eles podem aprovar ou reprovar. Mas o seu nome ele foi aprovado por todos os vereadores da casa. Então eu fico muito feliz por ter sido, né, eh eh bem assertivo nessa minha propositora. Então peço aí uma salva de palmas para alguém que foi referendado pela Câmara. [aplausos] Você viu que não é fácil ser homenageada, né? Por que que eu falo isso? Às vezes as pessoas falam: "Ah, o vereador ele propõe lá um título de uma coisa, título de outra coisa, um nome de rua". O nome de rua, o nome de uma praça, muitas vezes ele acaba imortalizando o nome de alguém que foi muito importante paraa cidade, alguém que trabalhou na região, trabalhou pelo bairro, trabalhou pela comunidade. Então, eu fico feliz quando eu posso de alguma forma eh imortalizar o nome de uma pessoa, mas fazer uma homenagem em vida é muito mais gostoso. Então, você foi homenageado por uma prerrogativa do mandato no vereador. Então eu não desqualifico, não acho que isso é uma homenagem qualquer, é uma bela de uma homenagem, né? Eu eu tive a oportunidade de ser homenageado como dentista nessa nessa mesma nesse mesmo plenário onde nós estamos aqui. Recebi um diploma e fiquei muito feliz, né? porque é um reconhecimento de uma trajetória de mais de 43 anos de profissão trabalhando e ajudando e trazendo qualidade de vida para as pessoas que recorrem a mim como profissional da área de saúde. Então, se alguém falar: "Ah, mas você recebeu um diplominha, não leva a sério não, porque ela deve estar com um pouquinho de dor de cotovelo de você, tá bom?" Então, fique feliz por isso. E esse diploma eh de mérito de mulher de ação, Dorcelina de Oliveira eh que você tá recebendo hoje, ele tem aqui uma justificativa que eu acho que é uma justificativa bem plausível, mas é papel, né? O papel ele é muito impessoal, né? A gente não tem a emoção quando lê, né? tem emoção quando a gente escuta, né, quando vê a fisionomia da pessoa, mas mais do que o papel é saber um pouquinho da sua história, que eu conheço um pouco da sua história. Então isso é mais importante do que aquilo que eu vou ler aqui, mas é importante também porque isso fez parte do do do projeto, fez parte do corpo do projeto e foi aquilo que os vereadores leram, se debruçaram naquilo que está no que está escrito aqui para aprovar o seu o seu eh esse seu diploma, tá bom? Então, a justificativa da Rosa é a seguinte: Rosa de Souza dos Santos, filha de uma descendente de italianos e um forte homem pernambucano. Ela nasceu em 1eiro de dezembro de 1970 na pequena cidade de Toledo, Paraná, onde viveu até a adolescência. Então, dia primeiro, gente, tem aniversário, estão todos convidados, depois ela vai passar, né, onde vai ser a festa, né, Rosa? é a quinta filha de uma família de seis irmãos, filha de seu Luís Riachão dos Santos e a da dona Esperança de Souza dos Santos, que aqui eu cito em memória, eh viveu em um lar harmonioso, no sítio da família, em meia natureza, correndo atrás das galinhas e outros animaizinhos. Seu pai todas as noites conversava com os filhos, perguntava como havia sido o dia, dançava e e contava histórias. Na adolescência foi estudar em Sorocaba, onde ficou por 8 anos. Só via a família nas férias. Durante os estudos, adaptou-se bem ao método do colégio interno, se destacando dentro do grupo. Aos 16 anos, já foi escolhida para aulas de religiosidade na instituição. Fez curso de magistério e voltou para sua cidade natal, onde trabalhou por 4 anos como professora. Ainda em Toledo, Rosa passou em frente à agência do trabalhador da cidade e viu um grande cartaz onde tinha uma foto de uma mão infantil e uma frase que lhe chamou atenção: "Você quer ser minha mãe?" A partir daí, seu coração foi tocado e, com a ajuda de uma amiga conseguiu contato com o recrutador e em poucos meses, ela se viu assumindo uma casa como mãe social. Muito bem. Apesar dos desafios que envolviam o trabalho, Rosa foi capaz de se superar e apreciar o valor de sua atuação junto às crianças cuidadas por ela desde sua primeira experiência em Gooré. Gooré, é isso mesmo? Hã, goirê. E o povo escreve errado aqui, depois eu leio errado, tá? Depois eu mostro para você que tá escrito goioré, tá? É goerê, viu, gente? Vocês que puseram, vocês que digitaram para mim aí, ó, você que tá distraída aí, vocês que digitaram para mim é goerê, viu? E há 15 anos na aldeias em Campinas já já são 30 anos de serviço prestado com excelência em prol das crianças na maior família do mundo, as aldeias infantis SOS. Com orgulho ela fala: "Aldei para mim um uma uma escola, lugar de muito aprendizado, porque eu aprendi muito muito na aldeia, não só cuidar de crianças, eu aprendi a cozinhar, faxinar, [roncando] eu aprendi a costurar, a fazer bolo. Faz bolo também de farofa? Não faz, faz. Então tá bom. Pronto, Edinal. Vai perder o trono, hein? [risadas] fazer bolo. Aprendi a cozinhar, a fazer pão, tudo, tudo que eu sei hoje eu aprendi na aldeia. Então, Edinalva, 30 anos de trabalho, trabalho social importante, intenso, por isso você merece essa essa nossa homenagem. Eu quero também dar as boas-vindas à Bruna Souza dos Santos. A Bruna não tá aqui, né? Mas se tiver assistindo também, citar a Bruna filha e algo que adoça a nossa boca, né? Quem quem avô ou avó sabe o que eu tô falando. O Samuel de Souza, né, que é o netinho dela também citar o Samuel para que fiquem fique registrado nos anos da Câmara Municipal que nós tivemos a oportunidade de saudar a filha e e também o neto. Rosa, eu não vou ficar aqui falando mais de você, né? o a a o tempo, tudo aquilo que você fez já diz quem é você, para que veio, né? Se merece ou não essa nossa honraria. Mas mais do que isso, a gente sabe que você eh tá se aposentando desse trabalho, né, desse momento, tem um um novo objetivo, novos desafios na sua vida que você acabou conversando aqui, confidenciando para mim. Mas eu peço para você não deixar, né, que essa chama que você tem dentro de você, essa essência que você tem dentro de você, esse dom que você tem dentro de você de gostar de gente, só quem gosta de gente sabe lidar com gente, só quem gosta de gente trata bem de gente. Só quem gosta de gente atende bem gente. que você nunca pare, continue trabalhando, mesmo que você não dependa do seu trabalho para viver, mas nunca deixe de fazer o bem para o próximo. Muito obrigado. E neste momento teremos a entrega do diploma de mérito mulher de ação dorcelina de Oliveira Folador a Rosa de Souza dos Santos. A homenageada recebe a honraria por sua contribuição a ações sociais. na bolsa na bolsa na E nós convidamos a tribuna para seu discurso de agradecimento à senora Rosa de Souza dos Santos. Boa noite a todos. Hoje para mim é um dia que eu me sinto assim muito feliz, muito grata e muito honrada por este reconhecimento do meu trabalho. É um dia de agradecimento, um dia que eu agradeço em primeiro lugar sempre a Deus por nessa longa minha caminhada de 30 anos estar sempre me fortalecendo, me apoiando, me ajudando, me dando as direções que eu deveria tomar. Então eu me sinto muito feliz por isso, por ter um um Deus ao meu lado. Agradeço ao vereador Paulo Hadad, muito obrigada por me oferecer esse diploma de mérito de mulher de ação. E agradeço também a minha organização, Aldeias Infantis, por esses 30 anos que eu tenho trabalhado, que eu falo assim com muito orgulho sempre, que é um lugar onde eu amadureci, eu cresci, eu aprendi, é um lugar de aprendizado que eu continuo aprendizendo, aprendendo todos os dias com todos. É uma grande família. Agradeço a Adriana, que tá representando ali o escritório nacional. Agradeço as minhas coordenadoras, agradeço a minha coordenadora atual, a Daene, agradeço a Regiane, que já foi minha coordenadora também, a Inara, a Jéssica, todos os que passaram, que fazem parte desse trabalho, os colaboradores, as mães sociais, hoje aqui representada pela Liliane, pela Adnalva, muito obrigada. fala, "Nós somos uma família, um apoiando no outro e um dando força pro outro, um orientando o outro e assim a gente segue a caminhada". Eu falo, foi na aldeia que eu recebi o título de mãe social e é o lugar onde eu fiz de tudo para honrar esse título, porque palavra mãe é uma palavra muito forte, não é qualquer coisa. E hoje eu me sinto assim muito orgulhosa em ver que os meus filhos regressos, que tem alguns que se encontram aqui, que estão bem, estão trabalhando, estão, já formaram família, são meninos que eu peguei bem pequenininhos e que hoje se estão bem é porque eu fiz parte da vida deles. Então eu me sinto feliz hoje. Na aldeia eu trabalhei por 30 anos e estou saindo devido a um problema de saúde, mas eu saio assim com o dever de missão cumprida, sabe? Eu saio bem porque se eles estão bem e eu também estou bem, sabe? E a vida continua. Eu, nós somos uma família, tanto que eles sempre voltam, volta, a minha casa nunca fica vazia. Então é um lugar que eles se sentem bem, é um lugar que eles não ficaram com, nossa, não vejo a hora de sair ficar longe dessa mãe, não. Eles voltam para abraçar, fala: "Ô velia, tô indo aí. Ô mãe, tô indo aí. E assim vai." Eu falo: "E é uma grande família. Nós somos uma grande família com a graça de Deus." Eu falo: "E eu fico muito feliz". Agradeço também aos meus pais que hoje já se encontram na glória de Deus, mas que por longos anos eles estiveram presentes em minha vida, me apoiando, me fortalecendo, me ajudando nesse caminho de mãe social, porque durante essa trajetória toda eu tive que fazer muitas renúncias. Foram muitas festas de finais de anos, foram muitos viradas de anos, aniversários, todos que eu nunca não passei com a minha família, eu passei com as crianças na casa, porque como mãe eu sempre achei que eu deveria passar era com eles, preparando a melhor ceia para eles, o melhor aniversário para eles, fazendo tudo de melhor que eu podia para eles. Então assim, eu me dediquei, eu fiz muitas renúncias e não me arrependo de nenhuma. Eh, faria mais, se eu tivesse com minha saúde boa, continuaria fazendo mais, fazendo o melhor para eles, para que eles se sentisse que tinha uma família também, que eles não estavam completamente abandonados, que tinha alguém que gosta deles, que ama eles e que continua gostando deles para sempre. trago no meu coração. Agradeço também a minha hoje minha meus irmãos, minhas irmãs que continuam nesse fazendo esse trabalho. Minha irmã Cláudia que tá aqui, veio lá do Paraná de P do Iguaçu, viver esse momento que junto comigo. Agradeço minha prima Dalva que está ali. Eu falo então assim, é família é que apoia a gente nesses momentos, né? que eu passei muita, muitos tempo ausente minha filha Bruna, que eu tive que quando eu vim transferida para Campinas, eu tive que a guarda dela ficou com a minha irmã. Então assim, foram momentos difíceis também que eu tive que fazer escolhas, mas eu tinha uma família me apoiando ali atrás para que eu pudesse cuidar de outras crianças. E assim eu fiz, eu falei: "E não posso deixar de agradecer os meus amigos que nesses 30 anos não foram poucos, foram muitos que eu fiz. E às vezes eu incomodei também muitos, mas que eles sempre tiveram presentes ali. Eu solicitava e eles me estavam ali marcando presença por uma causa boa, né? Que eles sabiam que não era para mim mesmo, que tudo que eu solicitava. E eu carrego assim em meu coração esses amigos, porque mesmo quando eu não solicitava, eles se faziam presentes e se fazem até hoje. O Isaac tá ali olhando para mim. Eu falei assim, eu falei: "Esses são meus amigos". Falo que eu vou levá-los em meu coração para sempre. E eu só tenho mesmo agradecer vocês. Muito obrigada, gente. Eu não sou de palavras, mas é isso. Convidamos a tribuna para suas homenagens. Enara Batista. Boa noite a todos. Boa noite à mesa. Paulo, um amigo querido que acho que foi chegando, chegando com outras pessoas e só vieram a acrescentar, a somar, né? A gente usa sempre falar que a aldeias infantis é a maior família do mundo. Então essa família cresceu ainda mais com a presença de vocês, né, nas casas, na vida das crianças. Eh, pra gente, a gente tá, acho que todo mundo que tá aqui da da equipe, tá todo mundo embargado com a voz ali de choro, porque a gente tá hoje num dia inteiro, né, de homenagens. e falar da Rosa dos 30 anos 10, eu convivo com ela. E pra gente assim, eh, é uma alegria, é orgulho, é uma comemoração assim que não tem, acho que palavras e sentimentos para expressar o quanto quanto a gente é grato pelo trabalho que a Rosa exerce na casa, né? sempre fazendo tudo com muito cuidado, muito amor, muita assertividade, sempre com um olhar tão limpo, tão transparente, aquele olhar de acolhimento, né? A rosa ela tem a casa, às vezes alguns voluntários falam que a casa lar ela tem cheiro de bolo, ela tem cheiro de comida e é o cheiro e são esses essas memórias que os meninos, né, os jovens que já saíram, que passaram pela casa levam, né? É aquela casa de família, é a casa que tá ali com 10 crianças, mas que aos fins de semana lota, que se a rosa soltar um pouquinho, lota o dobro, porque eles querem voltar, né? E isso é muito significativo, porque são histórias muito delicadas. E quando eles saem e eles quererem voltar pro aconchego da casa lá, para principalmente o aconchego da mãe social, né, na figura da Rosa, Adnalva, Liliane, que estão aqui representando as outras mães, pra gente assim é literalmente o sentimento de dever cumprido. Eu falo que que as mães sociais elas são ali a ponta, são elas que fazem, são elas que fazem tudo isso acontecer. Eu, as equipes, coordenação, todo mundo é ali, o adjuvante fica ali por trás dando a mão, ajudando, mas na maioria das vezes elas acolhem não só as crianças, mas acolhem a gente também. Quantas e quantas vezes a gente em situações angustiantes, preocupantes e a gente rosa e agora? Calma, era tudo certo e no fim das contas dava. Então, eu acho que é um dia de comemoração, é um dia de ser muito grato, Rosa, pela sua vida, pelo seu trabalho. Eh, eu acho que isso daqui não é nem perto de todo o reconhecimento e amor que você merece. Muito obrigada. Convidamos também para suas homenagens Regiane Maximiano. Eu tenho que abaixar que eu sou mais baixinha, né? Boa noite a todos. Boa noite, amigos e família da Aldeias. Boa noite à mesa, Paulo, companheiro. Eh, ah, gente, assim, o que falar da Rosa, né? A Rosa faz parte da minha história na organização, faz parte também eh da minha história como pessoa, com as pessoas, algumas pessoas na vida a gente se inspira, né, e outras nos inspiram. E a Rosa ela é uma dessas pessoas, né? Então eu tô assim comenara também caminhando aí para os 10 anos de trabalho nas aldeias. E desses 10 anos, os 10 anos a Rosa estava, né, me ensinando. Eu fui, ela, eu fui ali me ensinando a como ser coordenadora. Rosa, ela era ela é uma mãe exigente, porque o amor ele é exigente. Então, a casa da Rosa sempre foi a casa que a gente falava, não, lá a Rosa exige o melhor porque as crianças merecem o melhor. Então isso é um exemplo, né? Um exemplo para mim quanto profissional, é um exemplo para todos aqui, porque não não eu preciso fazer bem feito no meu dia a dia, porque não é para mim, eu faço isso pro outro. e ver aqui, né, os meninos que a Rosa cuidou, né, tá todos aqui, João, Luan, as meninas que ainda estão com ela e eles estão emocionados. Isso me emociona, porque eu vejo no rostinho deles o amor que ela através do seu trabalho deu para eles. Então isso não, isso não, isso isso não nos impactar, porque é uma oportunidade e é um privilégio também a sua vida ser dedicada ao outro. Existe sim lutas, desafios e são inúmeros, né? Eh, e a Rosa hoje mesmo estava falando que não são todos que ela conseguiu ter um sucesso, que é o sucesso que às vezes a gente espera, mas os que ela ainda tem contato, ela sabe que estão bem e isso traz um acalanto ao coração. Eh, mas o esforço foi feito, o trabalho foi feito e eu costumo falar que assim, tem algumas pessoas, algumas pessoas falam: "Ah, tem gente que é substituível", né? Rosa não é substituível. Não há quem substitua uma pessoa que dedica a sua vida ao cuidado do outro. Então não tem. Viram outras pessoas que cada um vai fazer da sua forma, vai dedicar o seu amor da sua maneira, mas o amor que a Rosa deu [limpando a garganta] para os meninos, ela deu. Ninguém faria igual. Então isso e só é um exemplo para mim, um exemplo de mulher, um exemplo de profissional. E e eu só tenho agradecer por ter convivido assim com a Rosa, assim como com as outras mães. E hoje eu tenho o privilégio de conhecer várias mães através da aldeias infantis e são mulheres especiais. Elas abdicam sim, né, de convivência familiar, da do seu cuidado muitas vezes enquanto sujeito de de vivenciar outras coisas porque elas escolheram dedicar a sua vida ao cuidado do outro. E nós das aldeias assim somos extremamente gratos a elas e sabemos o quanto é desafiador essa profissão e o quanto é também pra gente que convive gratificante. Rosa, muito obrigada, parabéns, né? Você merece muito mais do que tudo isso aqui. Acho que você merecia um mês aí de comemorações. E assim, a Rosa sempre foi muito festiva, né? Hoje a gente falou isso também. Rosa, assim, as festas dos aniversários, os meninos estão aqui, para mim não deixar eu mentir, eram as festas mais lindas, dos bolos mais lindos e ela ficava ali o mês todo preparando, né, aquela aquela festa. Então, nada mais eh justificável do que agora a gente pelo menos dar um gostinho para ela ali de uma comemoração à altura. E agradeço, né, por essa realização, pelas equipes que organizaram hoje desde a hora do almoço, ela ali com as mães sociais e eu acho que é só um um pedacinho de do nosso carinho e retribuição para ela. Obrigada. Boa noite a todos. Agora gostaríamos de chamar os jovens e suas mães que fazem parte da trajetória da senhora Rosa Santos nesses 30 anos de trabalho social para entrega de flores à nossa homenageada. [música] [música] [aplausos] [música] [música] [aplausos] Com a palavra o vereador Paulo Hadad para suas considerações finais e para declarar encerrada esta reunião solene. Capaz que eu vou encerrar isso aqui. Não vou não. [risadas] Tá gostoso? Não tá. Vocês querem ir embora? Eu também não. Edinal. Você não quer ir embora, né? Então eu vou pedir um favor para você. Vou pedir para você subir aqui na tribuna. Sim, senhora. E falar em nome das mães sociais, falar alguma coisa para essa moça que tá se despedindo, que tá indo para um para uma outra empreitada, para um novo desafio na vida dela, por favor. Nossa, como é bonita aqui. A gente emoção tá aqui, hein? Enfim, eu na tribuna, hein? Boa noite a todos. Boa noite. Rosa, minha querida, eu sei que foi muito desafio esses 30 anos. A gente sabe que não é fácil, mas agora me emocionei sor essas crianças tudo grande. Ai, eu tô ficando velha, gente, desculpa. Mas eles estão lindos, todos é pai, outra mãe. Nós a gente vê que temos desafio, mas temos hoje vê que tem sucesso, né, Rosa? Parabéns. Você é guerreira, mulher. Eu tô na sua linha também, tá? Eu não sei se eu chego até aí não, mas tudo bem. Tô aqui. [risadas] Eu tô emocionada. Desculpa, gente. Parabéns. Ó, desculpa aí, eu não posso esquecer, gente, que agradecer a Deus e Paulo, muito obrigada por tudo, esse carinho e essa atenção que você tem pelo nosso trabalho. Muito obrigada. Eu que agradeço. Você tá com 27 anos, só faltam três para você completar os 30. Como que você não vai chegar lá? Eu não sei. Você é louca, mulher. Claro que consegue. Mas três aninhos você bate, você vai bater a rosa. Acho que vai ficar mais tempo, hein. E pra gente já caminhar pro pro final, né? Nunca gosto de terminar mesmo. Verdade. Eu eu gosto de de reunião solene porque a gente tem a oportunidade de externar o nosso carinho, o nosso amor, aquilo que a gente tem de mais eh eh sincero, né? Eu sempre falo, as crianças, elas são muito sinceras. Ô vovô, papai, eu gosto de você. Papai, eu te amo. Eh, você tá chato, quer dizer que você tá chato mesmo. Eh, você, enfim, né? Todas as manifestações das crianças, elas são muito autênticas. E nós aqui, né, num momento desse, a gente vê, né, o quanto eh eh a a a o carinho, amor, né, o o convívio, a fraternidade entre os irmãos, ele se faz presente, né, nas na fala da Edinalva, no gesto das flores dos filhos e das filhas, no depoimento, né, de toda a coordenação, né, da Ainara e também da regiane do Aldeias, da da história, né, da Rosa. Então isso é muito importante a gente poder externar, colocar para fora os nossos sentimentos, tudo aquilo que a gente tem guardado, né, no peito, enfim, para que a gente possa sair muitas vezes de uma situação, né, de talvez não não eh eh poder nos permitir sermos nós mesmos, né, uma autenticidade que às vezes a gente não pode, né, ser tão espontâneo, uma espontaneidade, talvez Porque você tá lá no dia a dia, né, coordenando, né, na você tá, Adriana, você tem uma situação que você não pode ser mais eh um pouco mais solista, um pouco mais carinhosa, porque o o a sua situação, o seu afazer do dia a dia não permite. Tô às vezes aqui na Câmara também, né, com com as minhas atribuições, mas nós somos seres humanos, a gente tem vontades, nós temos desejo, nós temos eh eh algumas necessidades e nos nos reunirmos para festejarmos é algo que é muito bom pra gente, né, muito gostoso e a gente pode externar, né, tudo aquela aquilo que a gente tem em termos de de aquilo que é mais puro e mais sincero, que é o amor ao pró. próximo. Então eu por isso que eu não gosto de terminar. Acho que é muito legal isso aqui. Eu vou só pedir para algum dos filhos ou um filho ou uma filha ou um filho e uma filha que queira falar alguma palavra pra Rosa. Aproveita agora, né, a oportunidade de falar é agora sem nenhuma vergonha da ali da tribuna, porque vocês muitas vezes, né, jovens, vocês se comunicam tão, né, de uma forma tão fácil, né, tão objetiva e é o que vocês têm hoje a oportunidade de passar para ela, né, publicamente, né, o carinho, o amor, o afeto que vocês têm por ela. Quem que vai falar? Como? Boa noite. Eh, meu nome é Marcos, tenho 24 anos, já faz um tempinho que eu saí das aldeias. Eh, nossa, tô ansioso. Eh, primeiramente queria agradecer as aldeias infantis por essa estrutura maravilhosa, por sempre estar acolhendo muito bem as crianças e logo em seguida agradecer as mães social, a Adnalva, conhecer ela durante um grande período de tempo também. Ela, eu não convivi na casa dela, mas o tempo que eu tive com ela também foi maravilhoso. Agradecer principalmente a tia Rosa, que foi quem me criou desde pequenininho. Eh, eu, meus irmãos, que hoje eu sou quem eu sou, foi graças a elas. E é isso. Eh, agradecer por tudo que ela fez, pelo trabalho maravilhoso que ela prestou pelas aldeias e que ela continua sendo essa pessoa incrível que ela é. Eh, e é basicamente isso. Obrigado por tudo, viu, tia Rosa? Te amo. Mais alguém? Bom, a Érica já veio me puxar a orelha aqui, falou que tem uma outra soleneia daqui a pouco, que é para eu acabar. [risadas] É, né? É isso, né, Érica? Não, vamos acabar mesmo, né? É, é horário é para ser cumprido, não é para pra gente descumprir o horário. Então, eu quero mais uma vez agradecer a Inara pela amizade, pelo carinho, pela parceria, pela presença aqui, né? Falar que você e Aldeias pode continuar contando com o mandato do vereador, assim como a Regiane, viu Regiane? Sempre bom tê-las aqui conosco, compondo a mesa, brilhantando, né, os nossos trabalhos aqui na Câmara, dando peso, né, para aquilo que a gente acredita que seja a boa política, uma política inclusiva, uma política eh eh que seja uma política social, né, algo que seja impactante nas vidas na vida das pessoas. Então, obrigado pela presença, Adriana. Seja sempre bem-vinda, viu, Adriana? Prazer tê-la conosco aqui. Não quis falar, mas abrilhanentou, viu, a a a nossa mesa com a sua presença. Continue trabalhando, lutando, viu? E fazendo isso que é tão importante para tantas e tantas crianças. Eu quero agradecer também a Elô e a Érica, que são as nossas cerimonialistas, ao Cristóão e ao Maurício do Som que estão ali na cabine, ao Rafael da TV Câmara, Ariane e a Marc da Copa, o Gino e a equipe, pessoal da segurança, o Pedro, nosso fotógrafo, o Silva, nosso bombeiro, a Bárbara, nossa recepcionista, a Valma e Patrícia que são os intérpretes de Libra. Muito obrigado, viu, as duas. Valeu. Quero agradecer a minha assessoria, a Jeis, ao Rodrigo, ao Penosa, ao Dindim, ao Roger, que se fazem presentes, que dão todo suporte pro nosso gabinete, para que a gente possa trabalhar e e executar os nossos trabalhos. E a nossa homenageada da noite, o Rosa, o quando eu era pequenininho, meu pai fazia eu decorar alguns algumas poesias, mas eu vou citar uma frasezinha bem curta, né? A gente tem várias aqui que a gente poderia citar que talvez se encaixe no seu perfil, mas ele entre tantas que ele me fazia decorar, falou, citou uma que eu sempre levo comigo e diz o seguinte: existem pessoas que são como as velas, elas desgastam-se brilhando para dar luz aos outros. Nunca deixe de ter essa chama acesa, de ajudar as pessoas. Parabéns pelo seu trabalho. Agradeço a presença de todos. Agradeço os nossos internautas, os nossos telespectadores da TV Câmara e dessa forma eu dou por encerrado essa nossa gostosa reunião solene. Muito obrigado a todos. Muito bem. [aplausos] Bora. TV Câmara, Campinas.