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Olá, boa tarde. Estamos ao vivo agora duas horas e vinte minutos e você vai ver a reunião da Comissão Especial de Estudos que trata da implantação de uma escola cívico-militar em Campinas. Acompanhe na presidência do vereador Major Jaime. Boa tarde a todos. É prazer estar aqui com todos que estão presentes, você também de casa. Uma boa tarde. Vamos dar início a mais uma reunião da nossa Comissão Especial de Estudos para a implantação da Escola Cívico-Militar aqui no município de Campinas. Inicio falando que nós estamos, na verdade, na quinta reunião da Comissão Especial de Estudos, que foi criada pelo requerimento 1463 de 2001, processo 234.868, e estamos realizando hoje, no dia 23 de novembro de 2021, agora, terça-feira, às 14h, no nosso plenário José Maria Matosinho. A reunião de hoje está inserida dentro de todas as outras que nós já fizemos e ela contará do nosso lado aqui, já com a presença, do nosso secretário de educação do município de Campinas, José Tadeu Jorge, e ele vai poder ter a oportunidade de explanar e falar um pouco da educação aqui no município. Na verdade, num sentido até, né, secretário, como nós falamos, num bate-papo, numa troca de ideias, de informações. Eu sei que o senhor tem bastante dados, bastante argumentação para poder nos brindar hoje. Inicio a nossa reunião Nominando as pessoas e as autoridades aqui presentes Já começo com o nosso secretário Secretário, muito obrigado O secretário José Tadeu Jorge Que é nosso secretário do município de Campinas Aqui ao nosso lado, a nossa vice-presidente da casa Agradeço muito sempre a presença Com toda a agenda cheia eu sei que a vereadora Débora Palermo faz questão de estar sempre presente da mesma forma também agradeço sempre com todos os compromissos com tudo que tem que ser feito o vereador Eduardo Magoga também aqui presente conosco agradeço também muito a Andréia Ferraz que é coordenadora do movimento Escolas Abertas ao seu Nelson Jesus Parada que é presidente do IBC O Sr. Cláudio Cláudio, eu sempre me confundo Me confundo não, né? Não sei se fala a pronúncia certa Novaxis? Covatite? Covatite? Então, Cláudio Covatite Vamos ver se eu não erro mais, Cláudio O Cláudio é um amigo também E também faz parte aqui É um delegado regional aqui Do IBC O Paulo César Alves Trevisan Que é um amigo nosso Da região ali do São Domingos É um dos pais que Ajudou bastante em 2019 Para que a sociedade Pudesse se conscientizar Da importância desse movimento Lá na região Agradeço ver a sua presença Sei que não é fácil, mas agradeço por você estar aqui Leandro Garcês Conselheiro Do Patrulheiro Campinas Todo mundo conhece, todo mundo sabe Tive a oportunidade de estar lá no sábado. Parabéns, Gil, pelo trabalho. Fui num evento, na verdade, ligado aos escoteiros, mas a estrutura do patrulheiro de Campinas é algo realmente impressionante. Parabéns aí. Leve o nosso abraço aí ao presidente. Luiz Roberto Marighez, diretor do departamento pedagógico da nossa Secretaria Municipal de Educação. agradeço muito por estar conosco aqui nessa oportunidade eh já inicio hoje a gente vai permitir né? E deixar né? O secretário falar mais um pouco né secretário? Secretário já estava semana passada aqui eh na sexta-feira eh sempre tem se colocado à disposição eh nunca se nega a vir e conversar aqui com os vereadores na Câmara né? A vereadora Débora também estava na sexta-feira né? No na comissão nossa da criança e do adolescente, mas hoje o assunto é a escola cívico-militar. Eu vou, se vocês permitirem, passar aqui, pelo menos para os cumprimentos iniciais do nosso convidado, e depois eu já passo para os nossos, para os integrantes da mesa, também os cumprimentos iniciais. Bom, boa tarde Agradeço imensamente o convite Eu acredito que o tema educação Precisa ser um tema permanente Nas conversas da sociedade como um todo Nesta casa, com certeza E certamente é o tema da nossa missão na Secretaria portanto, algo que tem que fazer parte do nosso dia a dia. Cumprimento meus colegas aqui, componentes da mesa, vereadores, Major Jaime, Débora Palermo, Eduardo Magoga, Andréia, do Movimento das Escolas Abertas. Já registro aqui uma satisfação imensa de poder rever o professor Parada. Eu disse há pouco, brincando, que quase foi meu professor na Unicamp, mas pudemos, posteriormente, conviver bastante nas questões lá da universidade. O professor Parada tem momentos importantes registrados na história da Unicamp. A Unicamp hoje é reconhecida como uma universidade de muito relacionamento com o setor produtivo. E isso não é muito comum nas universidades brasileiras. E esse tema teve o professor Parada como pioneiro dessa questão na Unicamp. A Unicamp pode, em grande parte, ostentar os números que ostenta hoje da relação com as empresas, graças a esse alicerce que o professor Parada construiu. Então, revê-lo aqui depois de muito tempo é um prazer imenso da minha parte. Cláudio, Paulo César, Leandro, Patrulheiros Outra instituição importantíssima na educação Principalmente na educação com vistas à inserção social E ao crescimento, tanto das crianças quanto dos familiares De uma forma indireta também foi grande parceira nossa na Unicamp e continua sendo também na Secretaria de Educação, felizmente. E o Luiz, que é meu colega lá da Secretaria, atualmente diretor do Departamento Pedagógico. De fato, major, eu estive aqui na sexta-feira e o tema foi basicamente educação infantil. Era uma escuta social promovida pelo Ministério Público, em conjunto com a Comissão de Educação e Esportes e também da comissão que a vereadora Débora preside, da criança e do adolescente. E pudemos produzir aqui uma conversa bastante relevante, com escuta social, ouvindo membros do Conselho Tutelar, ouvindo pessoas interessadas em avançar nessa questão de conseguir equacionar e diminuir, e, quem sabe, eliminar esse déficit de vagas que, infelizmente, ainda temos nas crianças de 0 a 3 anos que precisam estar na escola, porque é uma faixa etária muito importante para iniciar os alicerces da educação que depois vão frutificar ao longo do tempo. E na sexta-feira falamos muito pouco de ensino fundamental, embora tenhamos algumas citações em relação a ele. E acredito que hoje aqui nós vamos poder falar mais do ensino fundamental e das questões que mais diretamente abordam essa etapa da educação. Então, repito, é um prazer estar aqui e não apenas poder falar, mas principalmente poder ouvir, porque a educação precisa muito desse diálogo. Secretário, agradeço. Realmente acho que vai ser uma tarde boa para a gente poder discutir assuntos relevantes para a nossa educação. Vou passar para a nossa vice-presidente da casa, a vereadora Débora Palermo. Por favor, vereadora. Boa tarde, major Jaime. Boa tarde, secretário. Professor Jorge Tadeu, vereador Eduardo Magoga, Andréa, que acompanha essa mesa, doutor Nelson, doutor Cláudio, eu não consigo falar o sobrenome também, doutor Cláudio, E o Luiz, da Secretaria, já companheiro de muito tempo de discussão sobre a educação. É sempre muito importante, eu gosto muito de estar nessa... Tudo que diz respeito à educação, eu gosto de participar e debater, porque a educação é transformadora, ela é essencial quando queremos uma sociedade justa, digna, igualitária. Só através de uma educação de qualidade a gente consegue promover isso. Quando a gente tiver realmente, eu digo, sair do papel, aquilo que é letra da lei, que crianças e adolescentes devem ser prioridade absoluta na destinação de recursos, nas políticas públicas, nós teremos principalmente educação, saúde de qualidade, habitação para as crianças e para as suas famílias. É isso que a gente busca, é por isso que a gente luta todos os dias. E hoje é um imenso prazer estar aqui nessa comissão e receber novamente. Nesta sexta-feira, a gente fez um debate muito bom sobre a questão do déficit de vagas em creches nessa casa. E hoje o professor Jorge Tadeu, secretário de Educação, está conosco. E é muito bom poder ouvir e saber o ponto de vista da secretaria quanto à escola cívico-militar. e avançarmos nesse debate, que eu acho que é de extrema importância para toda a sociedade de Campinas. Muito obrigada, uma boa reunião a todos. Vereadora, obrigado, agradeço. Sempre estamos juntos em algumas missões aqui na casa. Agora, gostaria que o vereador Eduardo Magoga, que é um amigo, pudesse ter as suas palavras iniciais. Por favor, vereador. Boa tarde, vereador. Boa tarde a todos que estão aqui presentes. Acho que cada vereador já cumprimentou pessoalmente a cada um de vocês. Quero utilizar um pouco da fala do nosso secretário de Educação, que ele mencionou aqui uma instituição que eu considero como uma segunda mãe, que é a Unicamp. Eu lembro que minha mãe falava assim, olha, a sua segunda mãe é a universidade, porque foi ali que a minha mãe, secretária, teve a oportunidade de criar os filhos. E eu tenho o prazer de falar da minha mãe, porque ali ela também se aposentou como procuradora da universidade. E eu digo que várias vezes ouvi dizer que o funcionalismo público era um funcionalismo preguiçoso, mas como exemplo, porque a minha mãe foi ali na universidade, eu posso dizer para vocês que existem pessoas sérias e comprometidas em todas as instituições, e a Unicamp é uma delas. Então, falo com muito orgulho, e é uma coisa que eu trouxe para o meu coração, que a minha mãe me ensinou. E também não posso deixar de mencionar aqui patrulheiros. Eu fui patrulheiro na nossa cidade. Nem imaginava que um dia sentar aqui na Câmara de Vereadores, Major Jaime, como vereador da nossa cidade. E o que marcou para mim, como patrulheiro, era a questão do uso da farda. Para entrar no patrulheiro, secretário, a gente sabia que tinha que usar a farda e ficava aquele cordãozinho amarelo, que a gente achava que não combinava. Então, muitos tiravam o cordãozinho para poder andar na rua. Mas o que foi muito legal Porque ali no Patrulheiros Eu consegui aprender um pouco mais sobre a nossa pátria Sobre o nosso país A questão da forma unida que tinha todos os dias No primeiro dia eu lembro que a posição de sentido Parecia um monte de panela batendo E quando nós se formamos A posição de sentido era um certinho Aquela organização tão legal E isso daí ficou na minha lembrança Então é uma instituição que tem que ser respeitada na nossa cidade Também nós temos a Guardinha, que faz um excelente trabalho Mas são duas instituições que jamais eu vou esquecer na minha vida E que fez diferença para a minha educação, para o meu ensino E para o decorrer, para mim estar aqui hoje Ter passado por uma instituição dessa daí E agradecer a sua presença, secretário, porque eu tenho certeza que muitas falas as pessoas dizem, o médico, a medicina, que seriam importantes. E muitas pessoas não entendem que a educação é a mais importante do que todas. Então, discutir a educação, para mim, é sempre prioridade. E, Major, por mais afazeres que nós temos como vereador, jamais deixaremos de vir cumprir o nosso papel para ajudar a educação na nossa cidade, porque essa é a prioridade de todos nós aqui hoje. Muito obrigado. Obrigado, vereador. E eu sei que os dois tinham um compromisso hoje, estavam com a agenda, Mas acertaram a agenda para que pudessem estar aqui hoje nessa oportunidade E nós somos uma comissão, não é um sozinho Mas são pelo menos cinco aí que estão sempre juntos E a gente vai ao final de todo esse período, essa fase A gente vai poder ter algumas conclusões de tudo isso E espero que com sucesso Andréa Ferraz, por favor. Boa tarde a todas. Quero agradecer a presença de todos aqui. Sei que tem alguns pais presentes na sessão hoje. Quero agradecer mais uma vez o Major, a Débora e o Eduardo por estarem aqui nessa comissão pela educação, que é tão importante para nós. E quero agradecer muito ao secretário, Não só por estar presente aqui hoje Por ter atendido a nossa solicitação Mas também por todas as vezes que eu pedi para ele me receber Ele sempre me recebeu muito bem E quero dizer para o senhor que eu estou muito feliz Porque hoje eu deixo a minha filha na escola Eu chego lá e o portão já está cheio de alunos E desde o início do retorno às aulas em maio O cenário era outro E hoje eu vejo as crianças na frente da escola conversando, felizes, na expectativa de entrar para a sala de aula, e isso me deixa muito feliz. Então, quero agradecer também o seu empenho pela nossa educação, por ter esse retorno tão, para mim, muito gratificante, e para minha filha também. E, mais uma vez, muito obrigada por ter comparecido aqui hoje. Obrigado, Andréia Andréia que é do movimento Escolas Abertas Secretário eu já vou passar ao senhor para o senhor poder passar para todos nós um panorama, um cenário da educação hoje no nosso município não sei se o senhor vai entrar em alguma questão até do momento que nós estamos vivendo, mas fique à vontade para o senhor poder explicar, falar um pouquinho da educação aqui num município tão importante como é o município de Campinas. Obrigado. Obrigado, vereador. Na verdade, acho que eu preciso falar de várias coisas para poder chegar no ponto central do assunto tratado pela comissão. Então, acho que vou ter que passar por vários aspectos da educação para poder depois, mais ao final, externalizar algumas impressões e posições a respeito da escola cívico-militar. Poderia situar essa fala inicial a partir de diversas referências de início, mas sem nenhuma pretensão de ser um historiador ou de abordar a história da educação mais recente em Campinas, eu vou me referir a alguns pontos específicos, algumas marcas que são referências no nosso sistema educacional. A partir daquela que foi talvez a mais importante decisão tomada no Brasil, que é a da frequência obrigatória. A ação que transformou efetivamente o cenário da educação brasileira quando passou constitucionalmente a exigir a frequência das crianças nas escolas na faixa do ensino fundamental, que foi a primeira iniciativa estabelecida em suas raízes lá na Constituição de 88, mas só completamente definida, com algumas alternativas de percurso com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. que definiu de uma maneira mais concreta as questões e o como fazer esse ensino fundamental como algo obrigatório. Portanto, nosso país tem um tempo muito pequeno de exigências educacionais. Estamos falando aí da segunda metade dos anos 90, mais os 20 anos desse novo século, cerca de 25 anos que a educação é obrigatória no ensino fundamental. Muitos anos depois, essa obrigatoriedade foi estendida, passando a abranger dos 4 anos até os 18, incluindo, digamos, a pré-escola, que é um pedaço da educação infantil, e incluindo o ensino médio também como obrigatoriedade. E o ensino médio ainda não está totalmente universalizado. E nós ainda temos percentuais que não completam a absorção de todas as crianças, no caso, adolescentes, nas salas de aula do ensino médio. Ainda há muita gente fora da escola, além de que há muita gente que não completa o ensino médio, um nível de evasão significativamente elevado. Mas Campinas, em 2011, de 2010 para 2011, no ano letivo de 2011, conseguiu universalizar aquilo que na definição legal é a pré-escola e aqui em Campinas nós denominamos de agrupamento 3 da educação infantil. Desde então nós temos conseguido dar conta de matricular toda a demanda de crianças a partir dos 4 anos de idade na educação, nas escolas. E esse foi um marco importante, porque ele ocorreu antes da vigência plena do dispositivo constitucional de obrigatoriedade a partir dos 4 anos, que só produziu efeito em 2015 para 2016. Então, já com alguma antecedência, Campinas conseguiu cumprir esse indicativo. E o fundamental, desde o início dos anos 2000, desde o início desse século, a universalização, a colocação de todas as crianças na escola se deu, embora ainda tenhamos algumas questões relacionadas à evasão, que precisam de atenção, seria importante diminuirmos isso, fazer com que a evasão se torne a mínima possível. Mas, de qualquer forma, todos podem estar na escola e todos podem ter a oportunidade de aprender. Não posso deixar de registrar, embora não vá aprofundar esse debate, que mereceria talvez uma ou mais sessões especialmente sobre isso, que quando se universalizou o ensino fundamental, a questão mais preocupante naquele momento era a questão quantitativa, era colocar todas as crianças na faixa etária do ensino fundamental na escola. E, bom, qualidade, a gente vê depois, foi mais ou menos esse o sentimento, a urgência de quantitativamente produzir a quantidade de vagas necessárias E a preocupação com qualidade naquilo que era possível, mas pensando que isso poderia ser equacionado depois. A estratégia, talvez pela quantidade de alunos que passaram a ser atendidos pelas escolas, não se mostrou muito eficiente, para dizer o mínimo. De fato, todas as crianças foram para a escola e nós patinamos ainda nessa questão do aumento da qualidade que vem evoluindo ao longo dos anos, mas não com a velocidade que seria desejável para atingir níveis e patamares, digamos, mais comparativos aos níveis internacionais de países bem desenvolvidos. Então, essa é uma questão que ainda perseguimos, o de trabalhar a qualidade da educação, especialmente no ensino fundamental, a partir daí no ensino médio, e essa cadeia do sistema educacional vai até, digamos, o fim da vida, com a educação continuada. Essa questão, e aqui é importante ressaltá-la, do sistema educacional, é algo que não é muito compreendido aqui no Brasil da maneira como deveria ser. E enquanto esse entendimento não for o mais adequado, nós continuaremos enfrentando dificuldades em termos qualitativos. A educação é um sistema e tem que ser entendido dessa forma, de uma maneira muito correta, porque senão as ações que são praticadas não podem surtir o efeito até que seria esperado se o entendimento não for o correto na questão operacional. Quando eu digo que a educação é um sistema, é preciso que a gente compreenda o que é isso. O sistema é um conjunto de etapas. que são encadeadas numa sequência lógica que produzem um resultado final. Em qualquer sistema, qualquer falha ocorrida em qualquer das etapas compromete a entrega do produto final. E a educação é assim. A educação começa na educação infantil, essa é a primeira etapa, e ela precisa ser muito bem feita, Isso aí precisa ser muito bem feita, porque esse é o alicerce da educação. A educação infantil bem feita significa duas coisas. Primeiro, que as crianças precisam estar na escola. Segundo, que essa escola precisa ter qualidade para construir e estimular a criança à aprendizagem. E a ciência já demonstrou, consagrou, comprovou que a maior capacidade de aprendizagem intuitiva que o ser humano possui, possui na faixa de dois a sete anos de idade. Então, esse período de tempo é o período em que as pessoas estão com a sua maior capacidade intuitiva de aprender. E é isso que eu chamo de alicerce. Aproveitar esse período é fundamental. E esse período é essa primeira etapa, que é a educação infantil. Se isso não for feito e não for bem feito, na etapa seguinte, que é o ensino fundamental, eu vou ter problemas, porque eu não construí toda a base sólida. Essa é a característica do sistema A etapa seguinte depende da anterior e serve de base para a próxima Então para ter um ensino fundamental de qualidade É preciso que a etapa da educação infantil tenha sido feita E tenha sido bem feita, com qualidade O fundamental vai cumprir o mesmo papel em relação ao ensino médio, seja profissionalizante ou não. O ensino fundamental é a base, a estrutura, para alicerçar o conhecimento que vai ser adquirido no ensino médio. E o ensino médio vai ser a base da etapa seguinte, que é o ensino superior. E o ensino superior dá base ao mestrado, ao doutorado e à educação continuada. Por isso que eu disse que é até o fim da vida. Porque nós iremos aprender até o fim da vida. E aprenderemos mais à medida que todas essas etapas tenham sido bem sucedidas e esse encadeamento nos leve a um conhecimento individual e, portanto, do que eu posso entregar para o meu país de uma forma mais plena e mais completa. E eu digo, infelizmente, essa concepção não é bem entendida no Brasil. Então, vejam, de repente surgem coisas assim. Vamos melhorar o nível da educação fazendo uma reforma do ensino médio. Ou seja, vou tentar consertar o terceiro andar sem que eu tenha me preocupado com o alicerce e com os dois andares, fundamental 1, fundamental 2, etc., que eu tinha antes. Então, isso ajuda. Se nós não nos preocuparmos com a eficiência e a eficácia, sim, ajuda. Ajuda muito? Não. Por quê? Porque não tem as bases constituídas. As etapas anteriores não conseguem alicerçar na aprendizagem dos alunos, das pessoas, aquilo que se quer transmitir no ensino médio. Se vê muito também, não, vamos resolver o problema do acesso ao ensino superior. De novo, nós estamos tentando consertar o telhado quando o alicerce está ruindo. é preciso consertar a nossa educação infantil e o nosso ensino fundamental, que são as bases mais fundamentais para que todo o processo educacional possa dar certo. Então, quando eu invisto esforços, não na origem do problema, mas em etapas posteriores do sistema, eu estou desotimizando o investimento que eu estou fazendo, no mínimo. Claro que ajuda, mas não ajuda tanto quanto deveria. É preciso consertar desde a base, desde o alicerce. Poderíamos aprofundar mais isso, mas acho que não é o caso aqui. E há uma comparação que nós podemos fazer com as mudanças educacionais no sistema da Coreia do Sul, por exemplo, nos anos 80, com as mudanças que foram produzidas no Brasil. Eram dois países lá nos anos 80 que praticamente tinham os mesmos indicadores, Brasil e Coreia. Não estou fazendo comparação de tamanho, nada. Os mesmos indicadores. Então, praticamente, o Brasil, na Constituição de 88, e a Coreia, por uma decisão de projeto de país, em meados dos anos 80, também decidiram determinadas questões que são importantes para o desenvolvimento do país. e hoje os indicadores coreanos estão, às vezes, cinco vezes, dez vezes melhores do que os brasileiros. O que a Coreia fez? Tratou a educação a partir da educação infantil e foi caminhando em termos de solução dos seus problemas a partir da educação infantil até a universidade, até o sistema de pesquisa da Coreia. caminho que o Brasil não seguiu, infelizmente. Até hoje, nos referimos aqui à reunião de sexta-feira, nós discutimos a falta de vagas na educação infantil, falta de vagas no alicerce. São crianças que não terão o alicerce devidamente constituído. Então, é uma questão importante, caminho muito diferente do adotado pela Coreia e que hoje se vê, se reflete totalmente nos indicadores de desenvolvimento de país, comparando Coreia com Brasil. Bom, esse efeito da universalização do ensino fundamental, no final do século passado, ele se consolida no início desse século e várias questões são adotadas como basilares para enfrentar a questão qualitativa depois que todo mundo passou a estar na escola. E eu vou destacar duas dessas questões, que são mais, mas eu vou destacar duas que me parecem ser bastante relevantes. A primeira delas é a definição e o aperfeiçoamento dos currículos e dos conteúdos que deveriam ser ministrados, aprendidos pelas nossas crianças no ensino fundamental. E esse movimento ocorre a partir de meados da primeira década desse século. Campinas toma iniciativas nesse sentido por volta de 2004 de uma maneira um pouco mais organizada que é o de definir currículo e de definir os conteúdos desse currículo e indicativos do que deveria ser preponderante em termos do conhecimento a ser adquirido por essas crianças. E essa questão é abordada em Campinas, acho que é importante trazer aqui para o nosso território, mais ou menos nesta época, com a definição dos currículos e o estabelecimento, o início do estabelecimento daquilo que nós chamamos de diretrizes curriculares. Ou seja, qual é a indicação de aprendizagem que deve ser feita em cada ano, em cada série, em cada etapa do ensino fundamental, de uma maneira clara, por área, por disciplina, por matéria, enfim. O detalhamento dessas diretrizes sobre o que é a escola, o papel dela e o que ela tem que transmitir para formar cidadãos. Esse é o nosso objetivo. O que esses cidadãos vão ser é problema lá quase no último andar, lá no ensino técnico profissionalizante na universidade. Antes disso, nós temos que nos preocupar com os valores e os princípios e a formação de caráter que as nossas crianças terão. E a nossa rede, já constituída, Campinas é uma rede, tem a implantação do Conselho Municipal de Educação, e se estabelece como uma rede, ou seja, essas diretrizes passam a apontar como deverão funcionar, com que conteúdos, com uma certa uniformidade mínima, tentando compatibilizar com a autonomia das escolas, enfim, todos os conceitos mais fundamentais na educação, e consagra o estabelecimento dessas diretrizes. O que são essas diretrizes? Na verdade, é um livro onde se estabelece, com a participação, a discussão de todos os profissionais da educação envolvidos com cada etapa, sobre esses apontamentos. Então tem lá, é quase que, digamos, uma referência do que deve ser ensinado, quais devem ser os conteúdos, a maneira como deve ser ensinado, enfim. E essas diretrizes, elas não são eternas. Muito pelo contrário, num sistema em evolução, numa rede em evolução como a nossa, é preciso que elas acompanhem permanentemente a evolução disso. E essa evolução é muito nítida na história da nossa rede, porque essas diretrizes curriculares vêm passando por várias edições de aperfeiçoamento desde a sua definição inicial, que ocorre lá por volta de 2010, 2011. Uma discussão iniciada vários anos antes. Isso passa a estabelecer, como o próprio nome diz, quais são as diretrizes a ser seguidas por todas as nossas escolas, em todas as disciplinas, em todos os temas transversais, em todas as questões que devem ser abordadas pelo currículo das nossas escolas e por formar as nossas crianças. Então, hoje, a Secretaria tem não apenas diretrizes solidamente estabelecidas, como aperfeiçoadas em várias edições ao longo desses anos todos. Esse é um ponto importante aqui na nossa conversa. A segunda questão que eu gostaria de destacar, ela tem relação com as diretrizes, mas é um elemento qualificador e um elemento indicador de se os nossos procedimentos, se a nossa ação está tendo resultado qualificado ou não. É o sistema de avaliação. Então, a nossa rede buscou também, quase que paralelamente ao estabelecimento das diretrizes, a implantação de um sistema de avaliação institucional nas escolas, com o estabelecimento de uma metodologia, de uma sistemática, que envolve, a partir da coordenação de uma comissão de avaliação participativa, que envolve todos os segmentos que compõem a escola, alunos, família, profissionais da educação, gestores da educação, enfim, todos, e que fazem efetivamente uma avaliação da educação produzida em cada escola. E uma avaliação, através de uma metodologia, que consegue apontar questões para planejamento. Então, resulta desse sistema de avaliação, indicações importantes para aperfeiçoar a qualidade da educação proporcionada pela escola. Então, essa definição, esse método, ele ajuda, de certa forma, a medir o sucesso do estabelecimento das diretrizes e, ao mesmo tempo, medindo as consequências das implantações, esse sistema aponta para ações de gestão ou de investimento que a secretaria precisa fazer para estabelecer um sistema de melhoria contínua. Então, esse segundo ponto, ele se casa com o primeiro e compõe um todo que une missão das escolas, planejamento da gestão e impacto nas crianças que estão cursando as nossas escolas para as suas formações adequadas. Então, todo esse sistema empregado, todo esse conjunto de ações que me permitem falar agora um pouco das nossas indicações em relação à escola cívico-militar. acho que não é difícil imaginar que estabelecer esse sentimento de corporação porque no fim as diretrizes curriculares representam um pouco isso esse sentimento de fazer parte de um conjunto coeso de um time que tem as mesmas diretrizes tem os mesmos sistemas de avaliação e se ligam num projeto que é o projeto da rede de formar esses nossos cidadãos. Eleger uma escola dessa, da nossa rede, para ter nessa escola um outro projeto pedagógico, que não está estabelecido e constituído dentro dessas regras estabelecidas pelas diretrizes curriculares, é algo que para nós não faz muito sentido. Ou seja, a rede tem que atuar como conjunto, como coisa única, embora respeite as diversidades regionais e as características de cada escola e a sua autonomia, principalmente do ponto de vista pedagógico. Mas essa sistemática, ela precisa ser uníssona. Perde o sentido, na nossa visão, pensar uma escola ou duas para trabalhar de uma maneira distinta, de uma maneira diferente. Não entendam isso como um questionamento ao modelo das escolas cívicos militares. Não é isso que eu estou fazendo aqui. O próprio equacionamento das escolas cívicos militares se refere a ela como um modelo. É uma escola modelo. Há conceitos que estão estabelecidos na definição da escola cívico-militares decorrentes de um entendimento que é um projeto que pode produzir uma boa educação. Mas esse é um modelo. Então, esse modelo precisa ser testado. O que não pode, na nossa visão, é testar o modelo a partir de uma escola que está em um outro modelo. Eu expressei isso aos vereadores, em uma das nossas conversas, felizmente foi mais de uma conversa, mas em uma delas, Mas eu expressei essa observação. Seria interessante que uma escola modelo cívico-militar pudesse ser implantada. Implantada, ancorada por uma universidade ou pelo Instituto Federal como escola modelo, como muitas que existiram no Brasil. Era muito comum que universidades implantassem escolas modelo, mas elas fazendo uma escola modelo, não pegando uma escola de uma rede e transformando em outro modelo. Muitas universidades fizeram isso, inclusive no ensino fundamental. A Unicamp tem uma experiência de escola modelo Embora ela nunca tenha chamado assim Com a educação infantil A Unicamp tem três creches e pré-escola Dentro do campus Montadas pela Unicamp e que produzem educação infantil e pré-escola. E com os seus próprios conceitos, com os seus próprios valores, com o seu próprio modelo. O modelo pedagógico, as diretrizes desenvolvidas lá na Unicamp são delas, são desse modelo. Portanto, eu acho que seria importante que se conseguisse viabilizar este modelo através de uma iniciativa dessa maneira, com o governo federal convenhado com a universidade ou com o Instituto Federal, que existe aqui em Campinas, ou com algum órgão federal existente em Campinas, no sentido de que se construa um exemplo com esse modelo de escola cívico-militar. Isso poderia ter esse efeito demonstrativo desejado do ponto de vista positivo. Então, eu tive que fazer toda essa digressão histórica, digamos assim, para que se entendesse a posição adotada pela secretaria, que é uma posição de preservação dessa rede constituída com todo esse esforço ao longo, digamos, de 25 anos, a partir da universalização do ensino fundamental. Bom, acho que como início seria isso, e claro, vamos ouvir atentamente também as críticas, as sugestões, para que possamos avançar nessas questões todas. Tenho certeza absoluta que todo mundo que está aqui está preocupado em ter uma qualidade melhor na nossa educação. Secretário, agradeço as palavras iniciais. Como o senhor mesmo falou, o senhor foi falar de um cenário maior, da educação, de alguns aspectos. É interessante para a gente ter essa clareza de todo esse sistema, como o senhor disse, sistema de educação, sistema educacional. Mas eu vou passar já para as palavras, para a gente ir por conta do nosso tempo. Vereador Eduardo Magoga, por favor. Secretário, parabéns pela explicação. Então, acho que o senhor já apontou alguns assuntos que eu tenho que também avisar o pessoal que nós já tivemos reuniões com o secretário, tivemos junto com o prefeito. Então, já abordamos alguns assuntos, mas já estava na programação da comissão de trazer o secretário para a gente conversar mais abertamente com outros representantes como os senhores estão aqui hoje. Vou fazer duas perguntas, secretário, bem diretas, que é para a gente já quebrar um pouco o gelo, porque a comissão é do Programa Nacional da Escola Civil Militar, e para a gente poder, através da resposta dessas duas perguntas, a gente poder desenhar um caminho, que é o que a gente tem tentado construir. Bom, primeiro, a gente às vezes tem a impressão de que esse programa nacional da Escola Cívico-Militar traz uma conotação política, uma bandeira partidária. Vimos no passado aí um tumulto em cima de toda essa matéria da Escola Cívico-Militar E isso nos assusta um pouco, porque quando trouxemos para essa comissão, a gente deixou toda essa bandeira partidária e fomos focar no programa, no que o programa não ensina a escola, porque eu entendo que é um programa nacional, e esse programa seria apenas acrescentado nas escolas já existentes. Mas se viu aí grandes discussões políticas em cima desse tema. E também o senhor já nos explicou exatamente do sistema, da rede. E até nós ali conversando, acreditamos que seria muito difícil implantar algo da noite para o dia, e até porque a gente não pode tirar os méritos do que já vem funcionando na cidade. Mas, assim, existe uma restrição do programa com a Secretaria de Educação da nossa cidade? Existe... A Secretaria de Educação entende como um vilão esse programa, entende como que esse programa vem para, uma palavra que não seja tão forte, ele vem para atrapalhar o sistema de ensino? Ou a Secretaria de Educação vê o Programa Nacional da Escola Cívico-Militar também como uma maneira de educar, de ensinar, e também um sistema pedagógico que funciona? Porque a gente precisa de separar algo que é bom, mas que é mais difícil de implantar ou de algo que a própria Secretaria de Educação não considera bom. Então, acho que essa pergunta de separação e bem transparente, ela já mata bastante assunto e a gente começa a ter um caminho para poder seguir. Porque, às vezes, a gente fica na questão de respeito. Olha, o secretário, nós adoramos secretário, Mas se não é da Secretaria de Educação, não é algo que a gente tem que ficar contornando. Eu gosto de ser objetivo, de buscar os caminhos. Inclusive, o Eberval, do Instituto Federal, já marcou uma reunião conosco, a comissão vai visitá-lo dia 2. Mas o primeiro ponto é isso. O Programa Nacional é uma bandeira partidária que envolve toda essa situação e hoje ela não é bem aceita. O Programa Nacional da Escola Cívico-Militária traz uma ameaça ao sistema de ensino nosso, e a Secretaria de Educação nossa não quer isso na nossa cidade, ou é algo que dá para ser construído, que a secretaria vê também com bons olhos, mas temos que encontrar os caminhos ainda para colocar isso em funcionamento na nossa cidade. Por enquanto é só isso, secretário. Obrigado. Vou só esclarecer, a gente vai passar aqui para a mesa as perguntas e depois vou passar também para todos que estão aqui, para poderem também lembrar de algum outro detalhe. Secretário, por favor. Então, tentando ser bem objetivo, na verdade, pelo que eu entendi, foram três perguntas. A primeira pergunta é se é uma bandeira partidária. Essa dá para responder muito objetivamente. Não. E aqui eu preciso colocar uma coisa pessoal. Eu nunca fui filiado a um partido político, vivi 68 anos sem isso, E, sinceramente, eu espero seguir assim até o fim da minha vida. Óbvio que respeitando todas as opções possíveis, na verdade, eu aprendi isso na minha vida de gestor de uma universidade, não se pode tomar decisões na educação com base em militância política e em cartilha política. Então, seguramente, não, não é nenhuma questão partidária que faz chegar nessa avaliação. A outra pergunta, se nós não queremos isso na nossa cidade De novo, a resposta também é bem objetiva O que eu procurei demonstrar aqui É que nós não achamos adequado fazer isso na nossa rede municipal de educação Mas até a minha fala foi no sentido de que o modelo da escola cívico-militar poderia ser implantado como uma escola nova, constituída dentro desse modelo. E a terceira pergunta, decorrente um pouco dessa segunda, é se existe uma restrição ao programa pela SME. Restrição ao programa em tese, em tóto, não. A restrição ao programa é em fazer isso em uma escola nossa, da nossa rede. Mas, em nenhum momento, há uma condenação da ideia. Isso seria, inclusive, absolutamente inadequado, porque se eu fosse condenar uma ideia, eu teria que fazer aqui as minhas justificativas de por que eu estou fazendo isso. E nem, acho que nem cheguei perto de falar qualquer coisa nesse sentido. Então, acho que de maneira bem objetiva, vereador, é isso. Secretário, agradeço. Vereadora Débora, por favor. Bom, eu estava ouvindo lá no gabinete, fui carregar o celular, que está sem bateria, mas acompanhei lá a discussão. Eu tenho alguns pontos, secretário, que eu gostaria de trazer para uma reflexão. Eu acompanhei muito de perto, eu estava no Conselho Tutelar, a tentativa de implantação da Escola Cívico-Militar em Campinas, no governo passado, o senhor não era o secretário, mas o que eu vi. Nós estamos, nós vivemos um sistema democrático de direito nesse país ainda, e nós temos lutado bastante para que isso continue e tem continuado, e assim será. O Estatuto da Criança e do Adolescente, e a RDB, eu fui até buscar para ler, que nós citamos, mas às vezes não cita direitinho. No artigo 53 do Estatuto da Criança, Mas ele também é o mesmo artigo na LDB, não sei que número. Ele fala o seguinte, no inciso 5º, acesso à escola, que é direito de todas as crianças e adolescentes, e é bom que os pais que estão assistindo ouçam. Acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Então, a escola, me desculpe, mas a escola não é da prefeitura. A escola é gerida pela prefeitura, pelo ensino municipal, como tem a do Estado, que é pelo governo do Estado, mas a escola é de toda uma comunidade, ela é daqueles a quem ela atende. E, no caso de Campinas, eu acompanhei muito de perto, foi cerceado o direito democrático dos pais poderem escolher que tipo de ensino eles queriam naquele momento, naquela escola que estava sendo avaliada como boa para o ensino cívico militar. Eu acho que não tem como a gente falar em democracia quando a gente cerceia direitos. E naquele momento foi cerceado pelo Ministério Público. Outra coisa. O Ministério Público, pelo Conselho Tutelar, no direito da criança e do adolescente, ele pode promover, está aqui, artigo 201, compete ao Ministério Público, promover inquérito civil e ação civil pública para a proteção dos interesses individuais, difusos ou coletivos, relativos à infância e adolescência, inclusive os definidos no artigo 220, parágrafo 3º, inciso 2º, da Constituição Federal. Eu queria entender quais eram, do que o Ministério Público estava protegendo as crianças naquele momento. Que risco a escola cívico-militar oferecia para a comunidade e para as crianças naquele momento? Eu acho que talvez não seja o senhor que tenha que responder isso, seja o antigo secretário ou o promotor da infância, mas são perguntas que ainda ecoam na minha cabeça. Porque eu tenho visto por todo o país, e eu tenho acompanhado, desde que eu entrei nessa comissão, escolas cívico-militares por todo o país, que têm dado muito certo, que têm sido exemplos, com notas boas, resultados bons. Por que a gente não pode oferecer o que é bom para as nossas crianças e adolescentes? Por que a secretaria tem tanta dificuldade? E nós sabemos, eu sou professora efetiva da rede estadual. Eu dei aula há 20 e poucos anos. Antes de ir para o conselho, fiquei mais 13 anos dentro do conselho tutelar, trabalhando com escolas diariamente. Depois, de 2013 a 2016, eu estive coordenadora pedagógica da escola da Alberto Nascimento, do sexto ao nono ano. E as crianças chegavam no sexto ano sem saber ler, sem saber escrever, sem saber fazer as quatro operações, várias delas. Então, dizer que oferecemos um ensino bom e que não precisa mexer nele, não precisa pensar em algo novo, não é verdade. A rede municipal de Campinas é ótima, é boa, sim, eu sempre tenho elogiado. Mas nós temos muito o que melhorar ainda. Então, são perguntas, secretária, que, como eu falei, foram da última gestão, não é da gestão do senhor, frente à secretaria, mas que ficaram... Eu busco ainda respostas. Eu acho que eu não preciso dizer que eu sempre trabalhei, eu brigo e faço o que for necessário para proteger crianças e adolescentes, eu não preciso nem dizer isso, a minha vida diz isso, mas eu gostaria que o senhor, que tem feito um ótimo trabalho, e a gente tem discutido muito educação de qualidade, e tem feito diferença ali na Secretaria de Educação, se o senhor pudesse me responder essas questões, eu ficaria muito grata. Muito obrigada, secretário. Bom, eu vou inverter um pouco a ordem das colocações aqui, porque há coisas mais rápidas e objetivas e outras que eu tenho que me alongar um pouco mais. Em relação ao inquérito civil do Ministério Público, realmente eu não sei dizer, vereadora. E acho que não saberia dizer, mesmo que esse inquérito tivesse ocorrido na minha gestão junto à secretaria, porque as conclusões do Ministério Público são conclusões do Ministério Público, não dividimos as conclusões nesse sentido. Então, eu realmente não saberia responder que riscos foram visualizados ali para que o inquérito fosse feito e concluído da forma que foi. Em relação à participação dos pais, E eu associo isso à frase que a vereadora expressou, que eu concordo plenamente, é que nós temos muito a melhorar. Aliás, essa colocação vale sempre na educação. Na educação sempre será possível melhorar. porque não tem fim a qualificação através do processo educacional. Sempre é possível melhorar. Essa, inclusive, é uma crítica filosófica que se faz às medidas da educação por índices. A hora que alguém chegar no 100%, faz o quê? A hora que alguém chegar no 10 do IDEB, vai fazer o quê? Acabou? Certamente não. Então, conceitualmente, sempre é possível melhorar. Como é que é esse processo nas nossas escolas? Como eu disse, é um processo participativo. Participam, sim, os pais, os responsáveis Juntos com os alunos Juntos com os gestores das escolas Os profissionais da educação E isso se reflete no projeto pedagógico da escola Talvez de uma forma mais direta E essas ações, elas se ligam na maneira como a secretaria trata dessas questões, exatamente as diretrizes curriculares. Os impactos que vêm lá do chão da escola, lá do conjunto que representa a escola, eles vão alimentar exatamente esse sistema de revisão das diretrizes curriculares. E eu me referi na minha fala inicial que esse ciclo de aperfeiçoamento das diretrizes curriculares já se alterou por umas três ou quatro vezes nesse período de aproximadamente dez anos, a partir da definição do primeiro. Então, o processo é esse mesmo. É essa participação que leva à alteração das diretrizes curriculares. A questão aqui do que nós estamos tratando é retirar das diretrizes curriculares o comando disso que vale para a rede toda e fazer uma atribuição isolada para uma escola. Exatamente esse é o argumento. As mudanças de aperfeiçoamento devem vir a partir das escolas, a partir de todos os elementos possíveis, mas através das nossas diretrizes. Agradeço, secretário Andréa, por gentileza eu só vou pedir a seguinte questão, a gente está avançando no tempo aqui, acredito que mais uns vinte e poucos minutos se a gente puder fazer algumas questões mais diretas por gentileza Bom, secretário, eu ouvi tudo o que o senhor disse. Na verdade, o que o senhor disse, o senhor já havia me dito em uma das nossas reuniões. Mas a questão para mim, na verdade, eu falei que o Eduardo aqui pegou uma pergunta minha, a Débora pegou outra. Mas eu quero reforçar essas duas questões. Eu não estou conseguindo entender onde é que a escola cívico-militar pode impactar de maneira ruim as outras escolas. Qual seria o impacto que isso vai causar na administração? Porque o que a gente sabe, o que a gente tem ouvido, é que o método funciona, ele serve de exemplo. E o direito dos pais Os pais, que a gente sabe que tem pais Os pais querem, muitos querem Eu já tenho pelo menos mil assinaturas de pessoas Que querem a escola cívico-militar Fora os que nós sabemos que existem na antiga escola Em que havia essa possibilidade Nós sabemos que ainda querem E o direito delas, onde fica nesse momento? Onde fica esse direito que foi litolido, foi tirado deles, o direito de sequer expressar a sua opinião? Ou seja, a gente vai ficar com a opinião e a vontade de um lado só? Vai prevalecer um lado só? Sabendo que nós temos pessoas que querem, pais que querem. Eu estou aqui com a minha filha, tenho certeza que ela quer. E é muito triste para mim saber que os nossos direitos, eles estão se esvaziando, a cada dia que passa eles estão se esvaziando nas escolas estão se esvaziando e cada vez que eu pego um texto que eu leio de pessoas que me mandam porque eu trabalho com locação de itens para festa tem dia que eu fico nervosa e eu coloco um anúncio a pessoa não tem coragem de ler o que eu escrevi ela me pergunta o que já está escrito no anúncio, ela não lê você deixa uma mensagem automática no celular para quando você enviar uma mensagem você não poder atender naquele momento a pessoa lê a mensagem que eu deixei ali ela não lê o que você deixou ela pergunta o que você já está deixando para ela ali uma, duas, três vezes então assim, isso me preocupa muito e eu sei, pelo que foi apresentado aqui que o método funciona, que o modelo funciona. Por que não? Eu só gostaria que me apontassem o que vai implicar. Qual é o problema que uma escola cívico-militar pode ocasionar na rede municipal de ensino de caminhos? Qual é o mal? O que vai impactar de ruim para as outras escolas? E o senhor me desculpa, mas eu tenho certeza que, a partir do momento que uma for implementada, o município vai ter que implementar mais. Eu tenho certeza absoluta disso. Agora, eu só queria entender o que vai impactar de ruim. É bem objetivo. O que vai impactar de ruim, porque se lutou tanto para impedir que isso fosse implementado? Por que não podemos ter um modelo? Por que não? O que está errado no método? Se o senhor tem alguma coisa de errada no método, o senhor, por favor, nos apresente, que nós vamos avaliar. Eu tenho certeza disso. Nós vamos avaliar. Se tem alguma coisa de errado no método, olha, isso aqui está errado. Ok, vamos corrigir, porque eu vi também que o método é flexível. Ele é flexível, dependendo da região, do país, ou até mesmo do estado, ele é flexível. É possível ser flexibilizado. Então, eu só gostaria de entender isso. E eu gostaria também que o senhor me dissesse O que o senhor disse aqui, que acha interessante o modelo, sim, poderia ser aplicado não dentro da rede, mas eu gostaria de saber o que a administração pública pode fazer para que nós conseguíssemos implementar um modelo aqui em Campinas. Porque, sim, diz que tem que ter uma parceria com uma universidade ou com o governo federal, mas o que o município, seria possível o município oferecer para nós, para que esse modelo seja implementado? Obrigada. Bom, como eu já ressaltei, os impactos são na quebra de unicidade da rede. Essa quebra de unicidade da rede, para nós, é um grande problema A rede tem que ser a mesma em todas as suas escolas Senão ela deixa de ser rede Então, se há uma mudança a ser implantada essa mudança tem que vir exatamente através dos canais existentes que envolvem as escolas, envolvem todos os personagens, todos os atores envolvidos na escola, e podem fazer essa alteração a partir das nossas diretrizes curriculares. Os direitos. Nós estamos falando de coletividade. Há pessoas que podem entender que isso deveria existir na escola e, na mesma escola, há pessoas que podem entender que não deveria existir. Mas quais que nós vamos escolher os direitos para serem contrariados? Os que querem ou os que não querem? A votação da maioria não... Hoje, o ensino público da cidade de Campinas, ele é defasado. Eu tinha duas sobrinhas minhas na mesma escola que ia ser implantada a escola cívico-unitária, no Odila Maia Rocha Brito. as duas sobrinhas minhas são afiliadas minhas também uma já estava pulando para a terceira série não sabia ler, não sabia escrever não sabia cor, não sabia fazer continha de mais, de menos não sabia fazer nada ela ia simplesmente todos os dias para a escola para brincar, brincar, brincar o que você fez lá filha? Brinquei o que você fez lá? Fiquei o dia inteiro na quadra o que você fez lá? o professor pegou atestado atestado, a gente foi embora para casa. Então, está precária a situação naquela região. E eu creio que não é só naquela região não, é na cidade inteira de Campinas. Antigamente a gente tinha escolas de referência na cidade de Campinas. Cito uma que eu estudei, a Escola Vitor Meirelles. Era uma ótima escola para estudar. Tinha fila de alunos na porta, fila de pais, querendo fazer a matrícula dos seus filhos na Escola do Vitor Meirelles. E se o senhor não sabe, essa Escola do Vitor Meirelles, ela já foi gerida por militares. E eu conheci uma professora da Unicamp, que ela mora na Alphaville hoje, ela falou, Paulo, a minha melhor época como professora foi a época que eu dei aula para os alunos que essa escola era gerida por militares. Ela falou que era de uma educação que ela não viu em outro lugar, igual. Então, senhor secretário Do que vocês tem medo De implantar esse sistema da escola civil militar Porque isso para mim é medo Isso para os pais daquela região é medo Medo de dar certo O senhor está entendendo? Hoje eu tenho dois filhos Faço parte de conselho de escola também Tenho dois filhos E só de eu pensar de meus filhos Ingressarem na primeira série Porque hoje eles estão os dois na creche Eu já fico apavorado O senhor tem algum sobrinho, algum neto, algum filho na rede pública? Não deve ter. Porque se o senhor tivesse, o senhor saberia o que eu estou falando como pai. O que eu estou falando. E se, por favor, se o senhor tiver coragem, dá uma visitinha lá na nossa região, converse com os pais, tire as suas próprias conclusões, pergunte para os pais se eles querem a implantação da escola civil e comunitária naquela região ou não, é uma região tão esquecida na cidade de Campinas, mal tem acompanhamento do poder público, vai fazer uma visita, pergunte para os pais, porque o dia que era para haver a votação, que com certeza era a grande maioria que ia votar a favor da escola civil militar, simplesmente foram lá e ceifaram essa possibilidade da gente, dos pais, dos moradores escolherem a implantação dessa escola cívico-militar. Então, é o que a gente luta ainda, é para essa implantação, principalmente para aquela região, que é tão esquecida por vocês, pelo poder público, pelo prefeito de Campinas. Infelizmente, essa é a grande realidade. Secretário, deixa eu até esclarecer. E o Paulo, agradeço muito a sua presença. Mas o Paulo é um dos pais que, em 2009, estava presente, mobilizou, foi, na verdade, conscientizado da importância dessa escola e, de repente, vários fatores políticos e até jurídicos acabaram acontecendo. Então, quando o Paulo fala, você que está em casa, você pode ver uma parte do que ele estava falando, até sem microfone, mas acho que chegou um pouco ele fala de forma emocionada eu estive lá pelo menos por duas oportunidades a comissão sabe dessa emoção que você está ela é realmente algo que você traz porque é a convivência do que você tem lá no dia a dia então ele fala de forma emocionada de uma situação que ele vive com o pai como São só 35 anos morando lá. Eu falo com prioridade, e eu digo no dia a dia, porque eu vejo os nossos filhos passando o dia a dia. É que está cada vez pior. Mas é passado. E vai passar. E se despedirão cada dia mais. Na pandemia, os professores da universidade dão uma matéria ao nível dos alunos, não? Como é que eles passavam? Matéria sem sentido para os alunos. Os alunos que estão ingressados na quinta série e na sexta série, eles recebiam matéria de terceiro ano, de terceira série, de segunda série. Era vergonhoso para o aluno. Professor pegando atestado em plena pandemia. Ele tinha uma única aula na semana, naquele dia que ele daria aula online, ele pegava atestado. Então, o senhor falar que vocês estão trabalhando para melhorar o ensino, desculpa, mas eu não acredito mais como pai. Eu não acredito mais. Eu estou cansado de esperar isso daí. Antes mesmo de ter meus filhos, eu já lutava por melhorias no ensino. Não é só porque hoje eu tenho filho. Hoje eu luto mais ainda, porque eu tenho dois. Mas antes mesmo, eu já tinha esse anseio. Porque eu sei que a base é a educação. Se a criança não tiver uma boa base da educação, o futuro dele é incerto. Então é muito difícil. Ou vocês mudam a situação, a atual situação nossa do ensino municipal público, ou vocês vão ver cada dia se defasando ainda mais. E quando o Paulo fala isso, mais uma vez eu falo da emoção que tem, mas quando eu falo de emoção, eu vejo que tem muita racionalidade no que você fala, viu, Paulo? De várias vezes que a gente já conversou, eu vejo que você fala com propriedade tudo o que você está dizendo. Então, secretário, ele fala realmente desse sentimento e é importante que o senhor possa considerar essa fala e a forma que ele coloca, porque é exatamente o sentimento que eu tive indo lá e conversando com vários pais que querem ver mudança. Já tem uma série de fatores, não vou entrar aqui muito, está por conta do nosso tempo, mas tem vários fatores que complicam a educação naquele ambiente. Mas eu queria que o senhor pudesse, se o senhor puder, falar desse aspecto pontual, por favor. Bom, sem dúvida nenhuma, considero todas as falas, não apenas a do Paulo, mas todas as falas são consideradas e merecem todo o respeito da minha parte, Mesmo que sejam discordantes daquilo que eu penso Ou daquilo que eu defendo, sem problema nenhum Naquilo que o Paulo levantou Como eu não estava na secretaria nesse momento Mas até onde eu acompanhei o assunto a suspensão da votação, da manifestação, etc., não foi uma iniciativa da secretaria. Não nos cabe nenhuma responsabilidade sobre essa ação que tramitou por outras instâncias e não pela secretaria. O que compete à secretaria é a análise das implicações nos projetos pedagógicos das escolas e, em relação a isso, há pareceres internos às secretarias que manifestam essas questões é um pouco o que a Andréia levantou também, e esses pareceres podem ser encaminhados, talvez a comissão, que são pareceres de 2020, se não me engano, desculpe, 19, é isso mesmo, e dos quais eu não participei, mas são estabelecidos institucionalmente pela Secretaria. E acho que aborda essa questão levantada pela Andréia e um pouco alguns pontos que o Paulo levantou. E há ainda uma questão levantada pela Andréia, de como implantar o modelo. Acho que eu sugeri aqui, acho que a reunião com o Instituto Federal pode ser uma iniciativa. A escola cívico-militar, ela, pelo decreto, abrange tanto o ensino fundamental quanto o ensino médio. No caso do Instituto Federal, eles têm o ensino médio, e, portanto, teriam razões para estabelecer a existência do modelo, e eles próprios poderiam ampliar isso para o ensino fundamental. Me parece uma alternativa interessante, mas, obviamente, tem que ter a conversa com o Instituto Federal e eles terão que avaliar isso. Por ser um órgão federal, me parece que a questão seria um pouco mais fácil. Imagino. É, por fim, acho que de uma maneira geral, né, obviamente não há o receio de nada que dê certo, né, acho que a gente tem que ter receio só daquilo que dá errado, porque o que dá certo é sempre uma experiência positiva que pode ser aproveitada. Então, não tenho nenhum receio de que a experiência dê certo. Se der certo, ótimo. Aí pode ser melhor aproveitado e contribuir de uma maneira geral com todo mundo. Mas por que não dão a oportunidade para a gente escolher o que é bom e o que não é bom? Por que a gente vive num país democrático, certo? Então, o Minas é um país democrático também. Porque quando a gente vai nas urnas votar, votar para prefeito, para vereador, vocês aceitam nossos votos, certo? E a gente elege vocês, está certo? Então, por que não aceitam a gente votar para que há de melhor para os nossos filhos ou não? Porque se vier a implantar o modelo da escola cívico-militar, numa escola municipal, da rede municipal, que seja o de Ilamaia Rocha, ou qualquer outra escola daquela região, ou qualquer outra escola da cidade, e vier dar certo, ok, vai se estender para demais escolas. Isso eu tenho certeza, não só para a cidade de Campinas, como cidades da região de Campinas. Se não der certo, é um projeto que a gente vai votar para sair fora também. É que nem quando a gente vota para prefeito, quando a gente vota para presidente, quando a gente vota para vereador, e aí vai. Acho que não foi respeitado isso dos pais na época. Não foi. Simplesmente foram arrancados, tiraram da gente a força. O direito da gente escolher o que é melhor para os nossos filhos ou não. Então vocês estão querendo impor que a gente aceite o que vocês querem. Hoje eu não tenho escola de qualidade para colocar meus filhos. O que o senhor me sugere? Colocar eles aonde? Meu filho, ano que vem, vai para a primeira série. Me indique uma escola de referência, que eu vou ficar tranquilo em colocar meu filho na primeira série. Me fala uma na cidade de Campinas. Não tem? Me desculpa, senhor secretário, mas não tem. Não tem. Hoje eu ensino meu filho dentro de casa, ele desaprende tudo dentro de uma escola. Ele aprende a fazer tudo o que não presta dentro de uma escola. Infelizmente está assim. Infelizmente está assim. Eu acho que o senhor tem que sair um pouco mais De dentro da sua sala Do seu gabinete E rodar um pouco mais os bairros Para o senhor ver realmente Qual é a realidade dos bairros Qual é a realidade Dos pais, dos alunos, dos moradores Eu acho que o senhor tem que fazer mais isso Para o senhor começar a compreender A necessidade da população E dos alunos e dos pais Paulo, mais uma vez obrigado eu gostaria de passar para mais alguma pessoa que queira falar tem mais alguém? Sr. Nelson, por favor microfone para o Sr. Nelson por conta do tempo depois Paulo, faça um comentário até em cima disso que você falou Obrigado, presidente Realmente, eu não vou chamá-lo, nos chamar, eu e o secretário, de velhos companheiros da Unicamp, porque velhos nós não somos, nós estamos aqui na nossa juventude avançada, então eu vou chamar que nós somos antigos membros da Unicamp. Realmente, secretário, eu agradeço aí as suas gentis palavras sobre a minha atuação na universidade. Realmente, a minha participação na construção, tanto da parte tecnológica como da pós-graduação da Unicamp, foram marcos bastante profundos e decisivos da minha vida. E eu vou chamar o de você, por favor. E eu entendo também o trabalho nessa construção que você fez na Unicamp, chegando até, está certo, à reitoria. Então, meus parabéns pela sua participação no desenvolvimento da Unicamp. Eu gostaria de mudar um pouco, está certo, a ênfase das perguntas. O senhor sabe que, se o senhor olha as escolas municipais de ensino fundamental, 2, aqui de Campinas. E eu vou usar, obviamente, o IDEB, que é o instrumento, o índice que a gente utiliza nas escolas silico-militares. E eu só falo aqui, inclusive, do sistema de avaliação. E o IDEB é um sistema de avaliação, aliás, nacional. É o mesmo aplicado no Brasil todo. Então, voltando aqui. Quando a gente olha as escolas aqui municipais, existem seis escolas que não têm IDEB nem em 2017, nem em 2018. Ou seja, ou elas estão fechadas, ou não têm possibilidade, está certo, de se medir o IDEB. Três delas não têm o de 2019. Poder-se-ia dizer que talvez um dia choveu e quando o pessoal do IDEB foi lá, não tinha os alunos. Mas, de qualquer forma, são nove escolas que têm o IDEB zero, porque não foi medido. Existem 15 escolas que têm o IDEB abaixo do IDEB estadual. O que mede sempre a escola cívico-militar é o estadual, Não o nacional, que às vezes, secretário, não é da sua passagem por lá, mas se usava o índice nacional, que é muito menor do que o índice estadual, e com isso o número de escolas que não estavam na situação que deveriam era muito menor. Existem dois, eu disse então 15 abaixo da média. Dois iguais à média, a média é de 5,2, e 11 acima da média. Quando nós somamos isso, nós temos 24 escolas com IDEB abaixo da média. E apenas 13 escolas acima da média. O que faz com que as abaixo da média sejam o dobro das que estão acima da média. Quando a gente olha, as que estão acima da média, normalmente sempre estiveram. As que estão abaixo da média, normalmente sempre estiveram. Se o que se ensina nessas escolas, a parte, vamos dizer, didática, etc., é a mesma. Os professores devem ser supostamente tão competentes. Então, nós vamos chegar à conclusão de que os alunos dessas escolas que estão abaixo da média são piores do que estão acima da média, o que, para mim, não faz sentido. Então, existe algo, secretário, que para essas escolas que estão abaixo da média, cujo número é muito grande, existem outros problemas que não estão sendo resolvidos. E que, na minha opinião, não basta mudar simplesmente a parte pedagógica, porque hoje é a mesma e produz essas diferenças. O senhor sabe muito bem, como colocou aqui o nosso amigo, que grande parte do que o senhor tem ali é o que sempre a gente fala. É um problema social. Às vezes, essas escolas, normalmente, o que o senhor tem é tráfico de drogas, alunos agredindo o professor, aluno indo com armas para dentro da casa, brigas e a falta de ensino. A escola político-militar, na realidade, se implantada, o modelo pedagógico é o mesmo. O que o senhor está fazendo ali é fazer com que essas influências possam ser colocadas de lado. E não se está querendo substituir nada e criar algumas regras de civismo, respeitar o próximo, etc. O senhor falou em modelo. Olha, o modelo da escola militar já foi implantado aqui no Brasil todo. E aí a cada dia isso aumenta. Eu vou dar um exemplo aqui. que ocorreu agora no Paraná, o governador baixou, são duas leis e um decreto, onde todas as escolas, são 119 escolas, vão ser transformadas em cívico-militar. Já tem um grupo que está sendo implantado, ele já colocou 60 milhões, vai colocar mais 30 milhões. Ou seja, isso está ocorrendo. Não é simplesmente algo que a gente precisa estabelecer um modelo. Então, secretário, eu não vejo como a prefeitura vai resolver o problema desses adicionais. Porque até hoje ela não resolveu. O adicional que eu digo é o problema social da região. Então, não me parece que a implantação de um modelo cívico-militar não está se dizendo que são todas as escolas. Nós estamos sempre pensando que o cívico-militar tem principalmente o lugar onde há um problema social. Esse é um dos itens para a utilização do modelo cívico-militar. Por outro lado, a prefeitura pode definir o modelo que ela quer. Não há necessidade de se seguir exatamente o que diz, está certo, o modelo cívico-militar do PECIM. Você pode mudar as regras, não se vê, sendo, então, uma escola auto-formatada, que foi até explicar, isso faz parte de um dos modelos do cívico-militar. Então, e se o senhor olha, então, pior ainda, se o senhor olha as escolas estaduais, tanto do ensino fundamental 2 como do médio, é pior a situação. E agora, o que aconteceu? Foi aprovada uma lei para transformar as escolas estaduais em cívico-militar. O governador aprovou, é uma lei de um artigo. O artigo diz, pode ser transformada, tal. Todos os outros foram vetados. Então não tem nenhuma regra, quer dizer, existe um movimento, desculpe, meio contra a implantação, contra se mostrar que isso é uma solução que ajuda, não é uma solução que atrapalha. Então essa é um pouco a minha sensação, eu gostei muito do que disse a vereadora, sobre o problema do Ministério Público. Campinas, a prefeitura pediu a admissão de Campinas no PECIM. Ela pediu. Se começou, etc. Aí foram, como dizer, foram proibidos, está certo, de se manifestar, e o Ministério Público parou o processo todo. Aí saiu daqui e foi para Sorocaba, foi Sorocaba. Outra vez, estava tudo pronto, entraram os militares, foram treinados, se colocou infraestrutura. No primeiro dia que ia funcionar, o Ministério Público proibiu. Então, tem alguma coisa, eu sei que não tem a ver com a sua posição, você deixou muito claro, a prefeitura não tem nada a ver com o Ministério Público, mas há uma certa orquestração. Eu não sei, não conheço, Não sou político também, não participo e nunca participei. Não posso dizer que eu não sou, porque eu sou vice-presidente do PRTV aqui em Campinas. Então, não posso dizer que eu não sou político. Então, secretário, esses são os meus pontos. Eu acho que contribuir para a formação do aluno e a escola militar contribui. O senhor mesmo falou que um dos problemas, não souber, mas é uma das ações da secretaria, é o quê? Contribuir para a formação do aluno. Eu acho que a escola militar contribui muito para a formação do aluno. O senhor sabe muito bem que as escolas que estão sendo transformadas em cívico-militar, tem uma escola que foi até apresentada naquelas três, o IDEB dela era 1.2, era o IDEB menor do Brasil. se transformou, passou para 5.7 em dois anos. Então, há uma modificação nesse processo todo. Eu acho que a prefeitura deveria, talvez, pensar um pouco, eu não estou dizendo substituir todos, não, todas as escolas, não é isso, mas é um modelo a mais para contribuir. Muito obrigado. Agradeço, senhor Nelson Parada, pelas palavras. Gostaria de anunciar também, presidente, o senhor não quer subir? O presidente da casa, vereador José Carlos, também está presente aqui. Agradeço a presença, presidente. Obrigado. Secretário, por favor, não sei se quem vai falar é o senhor. O senhor pode decidir aí quem faz a resposta. Se o presidente permitir, a gente faz um dueto. Pode ser, fique à vontade para poder acertar. Mas deixa eu começar em respeito ao velho amigo. Não somos velhos, professor, nós somos jovens há mais tempo que outros. Então, mas eu queria fazer um rápido comentário sobre o IDEB. Eu realmente não teria esses números, acho que por isso que o Luiz já se prontificou ali a dizer alguma coisa. Mas o professor Parada, como físico, vai entender um pouco essa observação preliminar que eu vou fazer. Porque o IDEB é um instrumento de medida que sofre fortes influências do local que está sendo medido. E ele permite várias comparações. Uma dessas é a que foi apresentada pelo professor Parano. Há várias análises estatísticas sobre os resultados do Fundeb Principalmente o número produzido por eles Que indicam, por exemplo, que há significativa diferença Do tamanho da cidade em relação ao IDEB Então essas comparações, elas são sempre muito complicadas nós teríamos que comparar Campinas com cidades aproximadamente na mesma faixa de tamanho de população ou de número de alunos ou de escolas ou algo parecido. Porque há uma significativa diferença quando se comparam cidades até 20 mil habitantes com cidades entre 50 e 70 mil, cidades acima de 500 mil, cidades com milhões de habitantes, enfim. Portanto, sempre que a gente estabelece essas comparações, elas têm que ser vistas com muito cuidado. e não me parece que lastrear o resultado do que nós estamos discutindo aqui com o valor do IDEB seja algo concreto, seja algo que possa alicerçar as nossas ações. Portanto, precisaríamos analisar essas questões Com essas variáveis que impactam o valor do IDEB Há muitos estudos sobre essa questão Então, como observação, na contagem geral, o professor Parada, estão faltando escolas nossas nesse levantamento. O nosso número é maior do que isso. Em relação ao resultado diferente produzido por escolas de uma mesma rede, são vários fatores, alguns deles os que o professor citou na sua fala. E a questão de impactos na aprendizagem como reflexo das questões que poderiam ser abordadas pela Escola Cívico-Militar também precisam ser vistos com cuidado. Acho que a gente pode desenvolver mais isso e aprofundar um pouco mais essa discussão. Mas, se o presidente permite passar para o Luiz, ele tenha um pouco mais da vivência histórica em relação a essas questões que foram abordadas pelo professor Parada. Por favor, Luiz Soutar. Boa tarde a todos. Boa tarde, presidente. Agradeço a palavra. Queria saudar também o presidente da Câmara e os demais presentes, pais. Eu não vou entrar no debate, está por adiantar da hora, da questão do projeto em si, mas eu queria só tocar em relação a esse dado que foi trazido do IDEB, e acho que seria um assunto bastante interessante discutirmos. Acho que, como o professor Tadeu já trouxe na fala dele, a questão do IDEB é um elemento que precisa ser discutido de forma um pouco mais demorada para entender. E a Secretaria de Educação, nos anos anteriores, já fez, inclusive, audiência pública nessa casa, na Comissão de Educação, tratando do IDEB e discutindo a evolução, inclusive com os dados, tratando dos microdados, para explicar por que a análise do índice bruto é insuficiente para entender o avanço ou não de qualquer rede, mas, sobretudo, uma rede desse tamanho. Mas eu queria fazer uma observação em relação às erésimas de algumas escolas ou ausência de nota, só para explicar que tem razão o argumento, algumas escolas estão sem nota, mas isso não significa que elas têm nota zero. Há uma regra no IDEB, no momento que vai se coletar a avaliação dos alunos, que se você tiver faltado um aluno para além do número mínimo exigido para a prova, que é de 80%, esses alunos são avaliados, mas esse dado não é divulgado pelo próprio INEP. Então, nós não conseguimos ter acesso ao dado. Nós só conseguimos ter acesso aos microdados das escolas, mas não a esse dado, a essa nota específica daquela escola. Por isso que, eventualmente, alguma escola, por algum problema, pode não ter a nota divulgada. Isso não é uma questão da escritaria de educação. Só para esclarecer. Isso não significa, de qualquer maneira, que essa escola, os alunos daquela escola, tenham IDEB zero. Importante dizer isso. Então, só para esclarecer essa questão em relação ao IDEB Tem, eu acho, outros elementos que a gente precisaria discutir Que eu acho que precisa pegar uma trajetória histórica Para entender a evolução dos dados A evolução do IDEB na rede municipal E é importante que a Débora esteja na mesa Porque como ela foi conselheira tutelar Ela vai saber exatamente do que eu vou dizer tem alguns elementos que impactam na questão da aprendizagem e, consequentemente, impactam também na evolução do IDEB, que é, por exemplo, a ausência de docentes, de professores. Esse é um problema crônico que as redes públicas vivem. A rede municipal de Campinas, e agora estou falando enquanto servidor de carreira, a rede municipal de Campinas também viveu essa situação, como todas as redes, E esse é um problema que vem, ao longo dos anos, sendo corrigido. Nós já tivemos cenários bastante caóticos no passado de ausência de professores. E é evidente que quando você vai coletar a avaliação dos alunos, tem um impacto bastante significativo. Então, precisa olhar também o IDEB e essa evolução a partir de uma trajetória histórica. Um dado isolado fica bastante difícil. A Débora também já acompanhou a discussão dos microdados. E a gente acha que pode retornar aqui para fazer esse debate, até porque esses dados estão públicos. É preciso também, para além do IDEB, avaliar os dados referentes à fluência dos alunos. Porque o IDEB também é composto por dados, por informações em relação a fluxo. Quando a gente olha para o IDEB, nós não estamos tratando especificamente da aprendizagem dos alunos ou não, mas tem outros elementos ali que também precisam ser considerados. Eu só queria fazer essa observação para contribuir, só para não deixar, eu sei que não foi isso que foi dito, mas só para não deixar um possível entendimento equivocado de que essas escolas que estão com nota zero no IDEB tiveram zero no sentido da aprendizagem. Era isso, obrigado. Por favor, você pode considerar, sim, a gente vai segurar, a gente tem o tempo aqui da TV Câmara, por isso que a gente segura um pouquinho aqui, mas vamos lá, depois eu abro para mais alguma pergunta se tiver. Alô, eu agradeço as suas palavras, mas o meu ponto é o seguinte, o levantamento do IDEB foi feito em todas as escolas daqui, com a mesma tecnologia, não houve mudanças para escolas menores, maiores, etc. Se você tem um grupo de escolas que sistematicamente estão abaixo do IDEB, e existe um grupo que está sistematicamente acima, com a mesma estrutura, etc., digo estrutura no sentido didático, etc. Como é que você explica isso? Existe alguma coisa a mais. E essas que estão abaixo do IDEB, Grande parte delas tem o quê? Vulnerabilidade social. E a prefeitura não vai resolver esse problema, é difícil. Ela não resolveu até hoje, como é que ela vai resolver? Ela vai o quê? Aumentar o número de policiais? Ela vai tentar ver que um aluno não vai agredir o outro, não vai agredir a professora. Então, eu vejo que a grande vantagem da escola militar é essa, é poder tirar esse adicional. Então, esse é o meu ponço. Muito obrigado, de qualquer forma. Estamos avançando, mas, talvez, eu fale do tempo. Eu sou chato aqui com relação a isso. Mas, queria saber se tem mais alguém com alguma pergunta, algum questionamento, algo mais. Então, eu vou para as considerações. Andréia, por favor, se puder ser breve nas considerações, a gente já passa aqui para os outros participantes. É certo. Só quero agradecer mais uma vez ao pessoal que compareceu aqui hoje, a todos da mesa, por mais uma vez estarmos aqui discutindo esse assunto tão importante. e espero que tenhamos avançado mais um pouquinho nesse assunto. E, mais uma vez, obrigado, secretário, pela sua presença aqui hoje. Por favor, vereador Eduardo Magoga. Secretário, eu quero reforçar, não é sendo chato, mas aqui também é uma sugestão que eu deixo para o presidente dessa comissão, Então, eu acho que esse assunto aqui nós vamos ter que voltar para ter mais tempo, para a gente debater mais, porque a gente usa no termo político que o problema não é aceitar ou não, mas temos que justificar bem esse não. E a gente vê que tem muita coisa ainda que dá para ser discutida e que não fica bem claro para aquelas pessoas que nós temos que representar, porque a comissão foi formada por cinco vereadores que representam uma parte da população que deseja ter o modelo dessa escola. Como que eu vou dizer? É um programa, e dentro do programa tem vários caminhos dentro desse programa. Também não foi sugerido aqui que a escola municipal teria que aderir todo o programa. Mas também dizer que não tem espaço para colocar algo que venha melhorar a qualidade de ensino, isso eu acho que é algo que a população não aceita. Então, major, você que é o presidente dessa comissão, como o próprio secretário disse, teve relatórios no passado gostaria de pedir na figura do presidente da comissão que nós pudéssemos ter acesso aos relatórios internos da secretaria que levou toda essa negatividade da aceitação do programa neste momento e também pedir ao secretário com toda a gentileza e toda a equipe do secretário que sempre está ao seu lado que a gente pudesse remarcar e continuar esse debate aqui para que a gente possa realmente ser convencidos ou convencê-los de que não faria mal nenhum a gente implantar uma ou duas ou parte do programa. Então, é isso que eu deixo de sugestão, Major Jaime. É você que é o presidente dessa comissão. E, do mais, eu agradeço a todos, a presença de todos vocês, que Deus continue nos abençoando. Obrigado, vereador Eduardo Magoga, a nossa vice-presidente da casa, vereadora Débora Palerma. Obrigada, major. Eu acho sempre muito rico esses debates, acho sempre muito bom a gente poder falar de educação e sem viés ideológico, que é o que tem entrapalhado muito. Nós sabemos disso também. O que eu sugiro? Uma consulta pública em todas as escolas. Uma consulta pública, nada mais democrático, porque quem paga os impostos? São os munícipes, são as pessoas que trabalham, pagam seus impostos, mantêm a rede pública, mantém os professores, mantém tudo isso que nós temos, tudo que o poder público pode oferecer. Então, eu sugiro uma consulta pública, porque o que não está bom, nós pedimos mudança. Se estivesse bom, se estivesse funcionando, ninguém estaria aqui debatendo novas opções. Quando nós trazemos uma questão para discussão, é porque tem pessoas que não estão felizes, como o secretário muito bem disse, sempre dá para melhorar, sempre dá para melhorar. Então, nós temos números ali que o doutor Nelson trouxe, que eu acredito que são de ensino fundamental, que o senhor trouxe, pelo número. Essas que têm um índice menor, poderiam, por exemplo, fazer um modelo diferente, diferente, experimental, com a anuência dos pais, da comunidade escolar, que é assim que deve ser. É assim que se deve dar o processo pedagógico, com a opinião e participação de todos. Então, eu acho que é uma sugestão boa, eu acho que podemos deixar isso, viu, secretário, como sugestão. E eu vou procurar, eu vou continuar procurando respostas para aquilo que eu perguntei ainda, do que estavam protegendo as crianças quando o Ministério Público abriu o inquérito para impedir que os pais votassem. Essa é a pergunta que não quer calar. E foi tão ideológica essa briga, para vocês terem uma ideia, que, como eu era do Conselho Tutelar Leste, eu não podia participar, porque a região não estava na região leste. Eu não tenho preocupação nenhuma em dizer as coisas. Eu acho que a gente tem que trabalhar com a verdade. Eu acho que algumas questões e várias questões ideológicas têm impedido o país de avançar. E eu acho que quem está mais sofrendo com isso é quem mais precisa, que é a população. Eu tenho partido, eu sou política, mas eu sempre procuro avaliar o que é melhor para a população. Agora tem gente que faz questão De que prevaleça a questão ideológica A vontade dele E nem que for preciso usar o Ministério Público para isso Mas eu acho que existe uma força muito maior do que tudo isso E aí eu quero dar parabéns para o Paulo A força dos pais A força da população Tem que lotar essa casa aqui E fazer como o Paulo fez falar, ir ao microfone e falar, parabéns, Paulo. Parabéns. É a minha vontade que todos os dias estivessem em paz assim, como o senhor aqui, lutando pelo que é bom para os seus filhos. Muito obrigada, boa tarde. Vereadora Débora, agradeço. Secretário, eu vou fazer algumas considerações, já passo para o senhor já, e depois eu já vou para o finalmente, que a gente já passou um pouquinho. Vou pegar um pouquinho do que cada um aqui falou, vocês falaram tão bem, a vereadora Débora, o vereador Eduardo Magoga, a Andréia, o Paulo, que se emociona, né Paulo, legitimamente com tudo isso, um pouquinho do que o senhor Nelson falou. Realmente a gente precisa ver, vereador, o que realmente está sendo protegido. Qual é o interesse que está em risco e qual é o interesse que realmente está em jogo. O que está sendo buscado de interesse? Será que é o interesse das famílias? Será que é o interesse das crianças? Será que é o interesse pela melhoria da educação? Isso é muito importante. E agradeço até por trazer essa discussão e esse entendimento. Eu mesmo não tinha. Secretário, eu gostaria até de fazer um convite, para que a gente tenha mais duas oportunidades. Nós temos aqui o dia 30 e o dia 9 de dezembro. E até pegando o que foi falado aqui pelo vereador Eduardo Magoga, da gente poder ter uma outra oportunidade nas próximas, mesmo que o senhor não tenha condições, mas que venha um representante. Gostaríamos muito que o senhor viesse, se possível, na próxima, dia 30 ou no dia 9. e aí eu sei que o senhor tem agenda, se o senhor puder dar uma olhadinha, seria interessante, mas se não puder, que venha um representante seu, mas a sua presença é fundamental. O debate é muito bom, e até tinha falado isso com o senhor, o senhor Meus falou, vamos gerar um debate, vai ser produtivo, vai ser muito bom. A mesma coisa dessa questão da consulta, acho fundamental que a gente tenha essa verificação, alguns assim podem até ficar achando, não, está tudo bem, está tudo legal, está tudo joia. Acho que a população não quer. Eu acho que eles não vão querer. Pode apresentar, mas acho que não. Vamos confirmar? Vamos ter essa sensação realmente para saber se sim ou se não? Talvez a gente esteja surpreendido. Para o bem ou para não. Alguma coisa vai acontecer. Do mesmo jeito, acredito que não. Da mesma forma até, secretário, a gente já conversou com o prefeito, já tivemos essa oportunidade, Mas leve para ele essa sensação, esse sentimento de que pode ser algo muito bom para a nossa cidade. Pode ser algo muito bom para que a gente possa melhorar ainda mais. Se tem algo que existe, como o senhor mesmo falou, acho que a gente pode buscar uma melhora nesse sentido. Algo melhor para que a gente possa ver para o futuro das nossas crianças. E, Paulo, mais uma vez, agradeço por você ter vindo. Eu sei que você trabalha, você tem tudo, até vocês já comentaram, seria melhor que fosse à noite. Eu não sei se a gente vai conseguir, de repente, acertar alguma coisa à noite aqui, mas, de repente, pode ser, a gente pode até ver, como a vereadora falou, como o vereador Eduardo também falou, o mais importante aqui é que a gente tivesse a presença de mais pais, de mais pessoas que pudessem falar, que pudessem trazer o seu testemunho. Exatamente, nós sabemos disso, mas é importante vocês externarem isso, vocês trazerem isso, colocarem isso, está sendo transmitido ao vivo, está na internet, as pessoas têm essa necessidade até de conhecer e de saber a sua realidade lá no São Domingos, lá no Odila Rocha Maia, ou que seja na escola do lado, que pode ser uma outra, mas que tem também a mesma demanda. E tudo isso que estamos fazendo, vou pegar uma outra fala que foi aqui, tudo isso que estamos pensando aqui não é por um interesse político, não é porque é da prefeitura, não é porque é de um vereador, mas o mais importante, na verdade, é por conta das famílias e das crianças, e da educação. Eu acho que esses pontos são os mais importantes. Se temos que preservar e proteger alguém, são exatamente as famílias, as crianças, a nossa sociedade, e isso tudo, a gente tem que lembrar muito bem que a educação não é minha, a educação não é, como foi até colocado aqui, não é do prefeito, não é do secretário, não é dos gestores, mas a educação tem que ser da sociedade, a gente tem que dar opinião, a gente tem que participar, a gente tem que estar junto com tudo isso. E, Paulo, muito obrigado pela sua presença. você representa hoje realmente os pais todos, não só de lá da região do campo do São Domingos, mas todos os pais aí de Campinas e que tem o mesmo anseio que você tem também da mesma forma muito obrigado mesmo e que a gente possa em outra oportunidade secretário, conversar um pouco mais falar um pouco mais desse assunto trazer essa discussão que como foi lembrado Se estivesse bom, a gente não precisaria estar discutindo esse assunto tão repetidamente, a gente falar desse assunto, gerar um debate quando surgiu a ideia, tem o cívico-militar, quando surgiu isso, uma discussão muito grande na sociedade, acho que vai ser bom, vamos lá. Você mesmo me disse, Paulo, vou falar de novo, que foi falar que ia ter alguma coisa, teve gente que foi do Ouro Verde, teve gente do Campo Grande que fez fila, não foi? O que aconteceu? A população em torno do aeroporto de Viracopos, em torno do Campo Belo, não ficou sabendo da situação que ocorreu. E para eles, todos os moradores da área do Ouro Verde, bairro vizinho que era o Nova América, São José, até a área ali do Campinas Shopping, dias após, eles começaram a fazer fila na porta da escola para poder matricular seus filhos. E aí a diretora brava, pê da vida mesmo, falava, não, aqui não vai ter nada, aqui não vai ter nada, pode ir embora. Desse jeitinho. Então, assim, os pais estão ansiando por isso. Eles acreditavam que naquele momento a escola tinha sido escolhida para receber o modelo da escola cívico-militar. e aí eles começaram a fazer fila na porta da escola e não foi a triste realidade, não foi essa. Paz de outras regiões e outras... Várias regiões, vários. E outros bairros. É bom esse relato. Mas, secretário, gostaria que o senhor pudesse fazer as considerações sobre o que esse tema não é um tema tranquilo, de a gente vir aqui. Tranquilo no seguinte sentido, ninguém está aqui com animosidade, até pelo contrário, a gente está aqui com muita clareza e muita paz, muita racionalidade para poder discutir e poder chegar a um denominador que a Prefeitura de Campinas possa participar desse processo. Eu já entendi o que o senhor tinha falado, talvez não seja interessante para a rede, mas nós gostaríamos muito que a Prefeitura de Campinas participasse desse processo. De alguma forma, não é, vereador Eduardo? De alguma forma, a Prefeitura, usando toda essa capacidade capacidade e toda essa expertise, tudo o que conhece, também colaborando de alguma forma, em algum modelo, que a gente possa chegar e que a gente possa atender esse anseio que é aqui do Paulo, que representa os pais. Então, não sei se o vereador Eduardo quer falar alguma coisa. Não? Por favor, secretário. Bem, como observações finais, meus agradecimentos pelo convite, agradecimentos a todos que participaram. Certamente, como eu já tive a oportunidade de dizer, todas as observações são pertinentes nesse processo. Aliás, isso é uma característica importante da educação, dar possibilidade a que todas as opiniões possam ser emitidas e o respeito, a tolerância e o entendimento a que cada um possa ter livremente a sua opinião e, com ela, poder crescer como pessoa e contribuir para que outras pessoas também possam ter esse crescimento pessoal. Sem dúvida, o tema não se esgota. Em relação a fazer outra reunião, é uma questão de ajuste no calendário, mas eu sugeriria que a existência de outra reunião tivesse tema definido, porque acho que a discussão em aberto não vai nos levar a uma coisa muito objetiva. quer dizer, vamos discutir as escolas cívico-militares, o projeto de escolas cívico-militares, eu acho que isso não avança se a temática não for recortada e definida para o que se quer discutir dentro do tema. O tema muito em aberto não permite aprofundamentos, Até porque, ao discutir as temáticas específicas, é preciso que tenhamos especialistas aqui. Se vamos tratar, por exemplo, da questão pedagógica, temos que ter pedagogos aqui, temos que ter coordenadores pedagógicos, orientadores pedagógicos, professores de pedagogia. E aí poderíamos aprofundar esse tema. Isso é só um exemplo, não estou dizendo que o tema deva ser esse. Mas, na hora que o tema se afunila, se torna concreto, é possível que pessoas mais entendidas do assunto possam contribuir para o debate. Então, é essa sugestão que eu faço. Quanto à minha presença ou de alguém com mais conhecimento do que eu Isso dependerá do tema Mas mesmo que sendo com pessoas de maior competência do que a minha Para tratar de um tema específico A Secretaria como um todo certamente participará Sem problema nenhum. Então, muito obrigado. Acho que estou me acostumando a dizer isso. Até a próxima. Mas é bom, por um bom motivo. Eu gostaria de me despedir, e despedir de todos aqui, mas agradecer também a presença, a gente acabou não anunciando, Patrícia Freitas, diretora do IBC, Ângela Rodrigues, também secretária do IBC, nós agradecemos. Agradeço aqui ao Leandro, Mande um grande abraço aos patrulheiros. Eu não vou falar de novo, viu, Cláudio? Não vou falar, vou chamar de Cláudio. Cláudio, obrigado pela sua presença. Sr. Rogério Parada, muito obrigado. Luiz, obrigado pela sua presença. Paulo, demais, viu? Muito bom você estar aqui. Eu vou ligar para o seu chefe lá, falar para você estar na próxima, viu? Para você participar junto com a gente. Andréia, muito obrigado Vereador Eduardo Magoga A vereadora Vice-presidente da nossa casa Débora Palermo Secretário, agradeço também a presença Você de casa que está nos assistindo Que a gente possa ter Mais debates, mais discussão E que a gente possa chegar a algum denominador É isso que a gente quer A gente quer realmente poder ajudar, contribuir E poder ter uma esperança Alguma coisa que a gente possa falar Isso nós ajudamos a construir Estamos vendo os bons resultados De tudo que foi discutido lá atrás E dou por encerrada Essa sessão, que é a quinta sessão Da Comissão Especial de Estudos E que Deus abençoe a todos. Muito obrigado Legenda Adriana Zanotto Conversa agora com o vereador Major Jaime, ele que é presidente da Comissão Especial de Estudos, que trata da implantação de uma escola cívico-militar em Campinas. Vereador, qual é a avaliação da reunião de hoje? Hoje nós tivemos a presença do secretário, nós já fizemos algumas reuniões, fizemos um apanhado geral de como era a situação da escola, da implantação aqui em Campinas, outras escolas em outros lugares, e faltava realmente que o secretário viesse, pudesse, ele como especialista dessa área, realmente um educador pudesse falar e passar a visão dele, e até uma visão que pode ser até do governo aqui do município de Campinas. Tivemos um debate, tivemos a presença de pais também aqui, Então isso foi muito salutar, porque foi dado até um testemunho de qual é o sentimento que se tem com relação à escola cívico-militar para alguns moradores e para alguns pais na cidade de Campinas. Várias sugestões, inclusive de fazer uma escuta social? Exatamente. Eu acho que é importante. A gente pode ser especialista, a gente pode ter a nossa visão, nosso ponto de vista, mas é importante que a gente faça também essa consulta em alguns momentos. Foi dada essa sugestão, é algo que a vereadora Débora citou E eu acho importante que a gente possa conversar nesse sentido Com as pessoas que realmente a gente vai colocar até aqui na questão de prestação de serviço e cliente Vamos perguntar para o nosso cliente o que ele está achando E o que ele acredita que de repente pode mudar Então é nesse sentido, acho que também é muito positivo Vereador, quinta reunião, que panorama o senhor faz desses encontros? Ainda faltam vários temas Eu faço a seguinte avaliação Desde o começo eu tinha certeza disso Os vereadores também da mesma forma Que a gente não teria vida fácil Esse tema é um tema realmente Que para alguns tem uma questão ideológica envolvida Tem um sentimento envolvido E não seria nada fácil Então a gente percebe que a cada reunião A gente vai evoluindo em alguns aspectos Mas também vai verificando alguns desafios no caminho. Não vou colocar nem barreira, eu vou colocar alguns desafios no caminho. Mas esse grupo aqui está disposto a avançar, a gente quer irmanar mais pessoas, quer trazer a população junto. Eu tenho certeza que a gente vai ter muitos desafios, mas vai ter vitória também. A comissão já pensa no próximo tema? O próximo tema a gente vai justamente numa próxima reunião, que é dia 30. A gente deve ter novamente a presença aqui ou do secretário ou de algum representante. Vamos debater mais um pouco dessa questão. Deve vir mais um parlamentar também, especialista nessa área, que possa discutir e falar um pouco mais sobre o que vem sendo pensado no modelo que está sendo pleiteado e está sendo falado. Vereador, muito obrigado pela entrevista. Eu que agradeço sempre, agradeço a TV Câmara, agradeço todos os funcionários da casa, você também que está nos assistindo. Um grande abraço. Obrigado. É encerrada aqui a quinta reunião da Comissão Especial de Estudos, que trata da...