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[Música] E a gente continua aqui com as notícias da Metrópole. Olha só, dando continuidade à série que comemora meio século do Museu da Imagem do Sominas. Nós vamos conferir a reportagem que trata do cinema e do cineclubismo. Hoje, mais de 20 coletivos exibem filmes diariamente de forma gratuita e curadoria democrática. Tudo isso no coração da cidade, no palácio dos azulejos. Os detalhes com a Alexandra Dias no quarto episódio da série especial dos 50 anos do Ms. [Música] [Música] Uma grande conquista do Museu da Imagem e do Som de Campinas foi justamente na contramão do fechamento das salas de cinema do centro da cidade conseguir a sala Glauber Rocha com 72 lugares climatizada com acessibilidade e dentro do MIS. Quando eu chego no Museu da Imagem do Som em 2015, eu conheço, né, até porque já já transitava aqui, era um ávido do frequentador do Museu da Imagem do Som. eh os curadores e via o quão eles tinham um trabalho importante pra cidade, que fazia com que nós tivéssemos, não só em Campinas, mas também pra região metropolitana, uma programação de muita qualidade. Nesse sentido, eh, eu vendo o esforço dele e onde acontecia esse essas esse neicubismo, que era em salas, em espaços não adequados, mas que tinha uma grande e participação. Então, esses eh curadores me motivam, além do público, pelo esforço e também pelas dificuldades. Antes, as pessoas que tinham mobilidade reduzida, elas eram restringidas de poder participar das sessões de cinema, porque elas eram nas salas eh na parte superior. Fora isso, não tinha uma climatização, fora isso não tinha eh um um som, uma uma um projetor adequado. E nisso eu começo a me empenhar a fazer de uma forma, é, buscando parcerias para poder entregar essa sala pra população. Então é é um esforço eh de um gestor apaixonado pela história e pela memória do Museu da Imagem do Som e que fez o possível impossível para que pudéssemos ter uma sala de cinema pública aberta pra população de Campinas. O movimento cineclubista que utiliza a sala Glauber Rocha para a exibição dos filmes conseguir um feito inédito, uma curadoria plural e democrática. A autogestão, que é o que ocorre na programação de cinema do Miss, aponta numa outra direção da relação do cidadão com o estado. O espaço é público quando o cidadão ele ocupa o espaço, decide sobre ele. Os problemas do espaço é um problema dele também. Essa ideia da autogestão e não fui eu. Eu nunca planejei, nunca pensei nisso. Aconteceu, foi em meado dos anos 90, o Museu da Imagem do Som tinha sido transferido, ficou 5, 6 anos no Lago do Café. E o museu desde a sua origem, eu conheço o museu desde quando ele foi fundado, primeiro como frequentador, né, aprendiz e apaixonado por cinema. E depois aí eu prestei concurso e tornei funcionário, concursário de carreira, né? Então conhece os do museu e desde o seu Henrique Oliveira, Daí Peixoto, todos os coordenadores por aqui passaram, sempre mantiveram exibições de filme. Então Autogestão ela nasceu já sendo uma autogestão, né, por iniciativa de eh do Andriano de Jesus, que ele continuou, aliás, ele é curador até hoje, desde aquela época ele criou um ciclo chama Diversidade Cultural, outras linguagens, outros olhares. São sempre filmes de países cuja cinematografia não conhecemos muito, né? Então tem muito da África, eh, da Ásia e também da América do Sul. Tem muitos países fazendo uma produção interessante que não entram no circuito comercial, não são exibidos. Então ele continua até hoje fazendo esse ciclo e logo depois apareceram jovens estudantes da PU e foi crescendo, crescendo, crescendo até que 1996 viemos para cá. Então, eh, então foi, foi assim um processo de construção de iniciativa e do próprio cidadão comum. Única coisa que eu fiz foi acolher. Antes da pandemia, os cineclubes exibiam mais filmes de cunho político crítico e depois foi resgatado o viés mais artístico com filmes cult diversos países. Meados dos anos 2014 teve um curso aqui de história do cinema, né, com o professor Orestes, com o Joaquim. Eu sou uma das pessoas que fez esse curso, né? Terminado o curso, a gente tinha visto exertos de 600 filmes. Tem que tinha que ver o filme inteiro, né? E a gente foi discutindo, tal. Montamos um cine clube que tá completando 10 anos agora. Foi uma varredura na história do cinema, a gente tá chegando no final dele, né? já tá nos anos 2000, 300 filmes. Então assim, a gente tem um trabalho muito intensivo, né, de divulgar a cultura, de debater, porque vendo a arte como expressão de si mesmo, a gente tem cinema nacional e cinema nacional na comparação com outros cinemas. Eu costumo dizer simplificadamente que nós temos três tipos de público. Tem aquele que é sinéfilo, que vem porque quer debater, seja lá qual for o filme, porque tem um conhecimento, um repertório, um negócio e contribui muito pro debate. Tem aqueles que gostam de cinema. Esses que gostam de cinema vem no começo, acha, ah, tem gente que fala assim: "Ah, eu não entendo nada disso". mas começa a se envolver nos debates e tem aquelas pessoas, essa aqui é o único cinema gratuito no centro da cidade de Campinas. O acesso dele é para todos, para todas, para todes, né? Este é o lugar que poucos, né? É o único lugar que tem para ir, é a única forma de lazer. Então assim, essas pessoas são muito importantes para nós também, igualmente aos outros. E na hora do debate, sejam seja qual for a origem desse espectador ou mesmo curador, estão todos no mesmo nível, porque a gente tá conversando sobre percepção, né, sobre encontro com o filme e o afeto que ele nos trouxe. Então isso é maravilhoso, sendo do cine mesmo, né? Quem quem gosta de de cinema e quem não gosta aprende a gostar, porque na realidade somos seres sociais. É muito gostoso conversar sobre algo, né, que não seja a vida dos outros. [Música] [Música] เ