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A gente abre a edição de hoje com as notícias da Metrópole. O Maio Furtacor nasceu em 2020 para coletivizar a luta pelo direito à saúde mental das mães. Aqui em Campinas, uma ONG realiza diversas ações sobre este tema. >> Quando ficou grávida, Celina descobriu que a maternidade podia ser diferente do que esperava. Em vez de só alegria, vieram dúvidas, medo e um cansaço que ninguém falava. Foi aí que ela decidiu lutar, não só por ela, mas por todas as mães que sofrem em silêncio. O que começou como desabafo virou mobilização pelo direito à saúde mental materna. >> Comecei a fazer especificamente terapia com orientação com com mães, com pais, alguns, né, os que se interessam. E e a partir do momento em que eu comecei a perceber que não era só estudar o desenvolvimento infantil, né, como especialista em desenvolvimento infantil, eu ia muito para essa para esse foco. O Maior Furtacor surgiu na minha vida assim pelo Instagram e eu já entrei em contato e já comecei a trabalhar com elas já desde 2020, porque justamente eu comecei a perceber que não era só o desenvolvimento infantil que a gente tinha que olhar, a gente tinha que olhar para essa mãe, né? O que essa mãe estava vivendo, a rede de apoio que ela estava tendo ou não. >> O nome maio, furtacor tem explicação. >> Maio porque maio é o mês das mães, né? e furta cor, porque a cor furta cor é justamente uma cor que dependendo da da iluminação, dependendo do local onde você tá, dependendo de onde você se encontra, ela fica um pouco mais verde, um pouco mais roxa, ela furta a cor do entorno, né? Então a maternidade é a mesma coisa. dependendo do entorno, dependendo do ambiente que você vive, você tem uma maternidade mais leve, uma maternidade mais pesada, uma maternidade adoecida, uma maternidade saudável, dependendo do ambiente em que você se encontra dentro da maternidade e não é uma questão individual. >> Bom, pessoal, e olha só, esse banner aqui passa várias ideias, reflete exatamente aquilo que a ONG quer e mostrar para todo mundo. Olha só, saúde mental materna importa. Também uma outra frase bem interessante, assuma essa causa você também. Olha essa que bacana. Só é possível mudar o mundo cuidando de quem cuida de todo mundo. Ou seja, falando exatamente sobre a saúde mental das mães. >> O movimento Ma Furtacor é um movimento que começou em 2020 com duas mães, Nicole Amorim e Patrícia Piper, uma psicóloga e uma psiquiatra. e hoje cresceu de tal forma que já é uma ONG, a gente virou ONG recentemente. É um movimento que luta por políticas públicas, por saúde mental materna, por tudo que envolve o maternar, né? Então, por um maternar mais saudável emocionalmente, mais coletivo, mais leve, que tem efetivamente políticas que que que dem que que peguem a demanda da maternidade, né? que que realmente ajudem, apoiem uma mãe, uma família e o consequentemente uma criança. >> O movimento maio furtacor nasceu para tirar a culpa e o isolamento de muitas mães. Hoje são encontros, rodas de conversa e apoio prático para quem está passando por isso. O objetivo é simples, garantir a atenção, informação e tratamentos adequados para a saúde mental na gestação e pós-parto. >> Hoje a gente é uma ONG e é um trabalho voluntário, né? A gente não recebe por ele financeiramente falando, mas a gente é uma causa nossa. Então a gente realmente vai atrás, luta, a gente dá palestras, a gente capacita profissionais, né? A gente >> são várias ações, >> são várias ações durante, especificamente durante o mês de maio até então. Agora como ONG vai ser durante o ano inteiro. >> Bom, pra gente concluir a reportagem, já faz alguns anos em Campinas que sempre é realizado um evento, né? pelo menos uma vez por ano. E esse vai ser no taquaral agora no fim de maio. >> É, a gente faz dois eventos todo ano, um no Taquaral, no portão seis do Taquaral, em que a gente leva diversas atividades pras crianças, pras famílias, pras mães, pros pais, né? A gente tem a fabriquinha de brinquedos, por exemplo, que é uma apoiadora do movimento, que leva os brinquedos inclusivos. Então ficam todos ali, a gente tem as tendas, ficam todos ali no chão para que as crianças possam brincar, possam se divertir, para que a gente tem, por exemplo, o ano passado teve massagem, então as mães fizeram massagem, eh eh auricoloterapia e diversas outras atividades que a gente faz para que as mães possam ter as mães, as crianças, as famílias possam ter um dia bem gostoso, mas com a intenção mesmo de que a gente leve essa causa. Então, muitas vezes a gente faz uma caminhada, esse ano a gente vai fazer uma caminhada do portão seis até o portão 5, onde a gente vai est com cartazes, com faixas, levando pra conscientização mesmo da população a importância dessa temática. Vai ser dia 24 de maio, das 8:30 às 13 horas, no portão 6 do Taquaral. E no dia 30 de maio a gente também tem um evento que a gente faz todo ano. Esse ano vai ser o quarto simpósio de saúde mental materna que vai ser no Teatro Bento Quirino, dia 30 de maio, das 9 às 14. Boa, todo mundo convidado, é de graça, não paga nada. >> Não paga nada. São eventos gratuitos sempre para que a população realmente possa entender a importância dessa demanda e dessa temática. >> E olha só, ontem aconteceu a abertura da oficina anual do programa Mais Médicos para o Brasil. O evento reuniu médicos do programa, supervisores, tutores, gestores municipais de saúde para debater o enfrentamento da sífiles, doença que registra crescimento contínuo aqui no Brasil, em todo o mundo. O encontro foi realizado na faculdade Aanguera, no Taquaral, e o prefeito Dário Saad esteve presente. Esse programa é um programa muito importante. São quase 100 médicos atuando aí diretamente no atendimento e também ajudando a melhorar a qualidade do atendimento à saúde lá na ponta, lá nas unidades básicas de saúde, no nosso centro de saúde. Então é um programa importante e hoje nós temos aí uma oficina que é uma discussão sobre uma doença que é muito antiga, mas infelizmente tem aumentado nos últimos anos, que é a Cfiles. Então, hoje a oficina do programa Mais Médicos vai falar sobre ces, vai discutir, debater, eh, como enfrentar, como reduzir e como tratar adequadamente os casos de sí aqui na região de Campinas. >> E olha só, a oficina Locomover da Casa da Criança Paralítica de Campinas é finalista da 13ª edição do prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Este prêmio reconhece soluções com maior potencial de transformação social e reaplicação em diferentes territórios. A iniciativa se destacou pelos critérios de sistematização, efetividade, envolvimento comunitário e inovação social, evidenciando o impacto e a relevância do trabalho realizado por toda a equipe. E agora acontece uma votação popular que vai compor a nota final de cada instituição. Para votar, acesse o Qcode que está aqui na sua tela. E olha só, em tempos de compras rápidas e relações cada vez mais distantes, um lugar no centro de Campinas resiste ao tempo, apostando justamente no contrário, proximidade, tradição, memória afetiva. O mercado campineiro, conhecido como mercadinho da Barão, completa 70 anos e quem passa por lá encontra muito mais do que produtos nas bancas. Cada compra ainda vira conversa entre corredores cheio de aromas, bancas tradicionais e personagens conhecidos pelos frequentadores. O mercado campineiro segue como um dos retratos mais autênticos da vida de bairro em Campinas. >> Ambiente aqui é gostoso, viu? Eu trabalhava um dia mudei para Campinas e tô amando morar aqui. Tá sendo a melhor coisa para mim vir trabalhar nesse mercadão foi uma das coisas muito boa na minha vida. Aí eu trabalho aqui na Impório, né? da impor eu passo aqui para ser atender. Eu sou atendente aqui na na aqui na lanchonete no café e eu tô aqui para atender, né? Atender com sorriso. Os clientes que vem também são as pessoas boas. Eu também amo fazer isso, amo atender, sou da Bahia, sou comunicativa. >> Bom, e hoje o mercado campineiro completa 70 anos. E olha só, pessoal, preservando exatamente aquilo que atravessa o tempo, as relações humanas construídas. No dia a dia. >> A gente tá resistindo ao tempo, à modernidade, porque aqui o acolhimento é outro, né? É o olho no olho, o cliente que sabe o nome do dono da banca, a dona da banca que sabe o o que o cliente quer, o que ele gosta. Então nós estamos resistindo ao tempo. 70 anos. >> 70 anos aqui do do mercado campineiro. >> É. E eu, né, graças a Deus, tô aqui há 38 anos fazendo parte dessa história, né, né? Trabalhei 32 com o meu pai também foi fez parte dessa história, mas ele já se foi, né? E a gente tá dando continuidade aí. Já tá mais da metade do tempo aqui. >> Mais a metade do tempo. Isso mesmo. Não sou um dos mais velhos aqui dentro, mas né, no período que eu, esses 38 anos, faço parte desse desse grupo que é que faz mais tempo que tá aqui dentro, né? O aquário é o mais antigo por aqui. Aqui então é o lugar mais antigo do mercado campineiro. É a loja mais antiga. >> É a mais antiga. É, foi originário assim, é com o mercado original era é predominante de orientais, né, no começo assim. Aí meu pai veio para cá, ele é imigrante, né? Ele veio pro Brasil, no começo ele veio, começou na lavoura, né? Aí depois ele quis partir para uma cidade maior, né? Aí ele veio para cá e como ele era eh no Japão, ele morava numa rejal praiana, né, que era uma rejal que tinha praia, peixes e ele sempre teve afinidade com peixes, né? E ele aí ele começou com aquarismo e aí ele se implantou aqui em Campinas, né? ficou eh começou a montar as lojinha ali no cantinho, aí foi aumentando, aí ficou três bancers aqui. >> E pouca gente sabe que até o terreno onde o mercadinho está instalado carrega parte da história da cidade. A área foi doada pela família da Baronesa Geraldo de Rezende, a Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Esse terreno foi doado a em 1954, começou a construção e dia 21 de maio foi a de 1956 foi a inauguração. Realmente o terreno foi doado pela Baronesa com a intenção de por 99 anos ser um mercado. Então, nós estamos aqui na na luta, né, contra o tempo, contra a modernidade, mas de coração muito quente recebendo todos os clientes. >> 70 anos depois da inauguração, o mercado campineiro continua sendo mais do que um espaço de comércio. É um lugar de encontros e muita história. >> Eu acho que as coisas são mais limpas, mais organizadas, né? Eu acho que sei lá, eu e outra, eu fiquei amiga das pessoas aqui. Eu amo a o açog da Janete, a Silvia, maravilhosos, né? >> Eu acho que esse é o diferencial, né? Fazer amizade. >> A pessoas, pessoas são incríveis. >> Tá completando 70 anos o mercado. >> Uau! mais mais velho que eu. Então, um pouquinho. Parabéns para ele, >> para nós. Ah.